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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Helicobacter pylori numa população dispéptica no Algarve: prevalência e caracterização genética]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: The role of Helicobacter pylori (Hp) in the ethiology of several gastroduodenal diseases is well established; it is thus important to know its prevalence and characteristics in different geographical zones. AIMS: to evaluate the prevalence of Hp infection in a dyspeptic population, to identify its genetic characteristics and correlate them with endoscopic findings. METHODS: 205 dyspeptic patients submitted to endoscopy were included. Helicobacter pylori presence was evaluated by rapid urease test as well as bacteriology tests and histopathology; infection was admitted when at least two tests were positive. We used PCR to characterize the genes cagA, vacA, oipA and babA in 22 of the isolated strains. Statistical: &#967;2 and exact Fisher’s tests; CI - 95%. RESULTS: prevalence: 44,9% (higher between 30 and 59 years old); genes cagA + in 90,9%, oipA functional in 78,9%, babA + in 50% and genotype s1m1 in 31,8% of the strains. Infection was only associated with duodenal ulcer. CONCLUSIONS: 1) Prevalence of the infection: 44,9 %, decreasing after 60 years of age. 2) Association of the infection only with duodenal ulcer. 3) rate of cag A + and oipA ON strains higher than expected in a western country.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Helicobacter pylori numa população dispéptica no Algarve: prevalência e caracterização genética</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Hermano Santos<sup>2</sup>, Horácio Guerreiro<sup>2</sup>, Diamantino Sousa<sup>2</sup>,    José Estevens<sup>3</sup>, Ana Prurito Gonçalves<sup>1</sup>, Ana Paula Carvalho<sup>1</sup>,    Cristina Inácio<sup>2</sup>, Maria Leonor Faleiro<sup>1</sup>, Lídia Dionísio<sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Universidade do Algarve. Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais;</p>     <p> <sup>2</sup>Serviço de Gastrenterologia, Hospital Central de Faro, EPE;</p>     <p> <sup>3</sup>Serviço de Gastrenterologia, Hospital do Barlavento Algarvio</p>      <p><b><a name="top0" id="top0"></a><a href="#0">Correspondência</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>      <p>INTRODUÇÃO: Dado o papel nuclear do <i>Helicobacter pylori </i>(Hp) na etiopatogenia das doenças gastroduodenais, é fundamental conhecer a sua prevalência e as suas características em cada região. OBJECTIVOS: determinar, numa população dispéptica no Algarve, a prevalência da infecção por Hp, fazer a sua caracterização genética e correlacionar ambas com os diagnósticos endoscópicos. MÉTODOS: Seleccionamos, aleatoriamente, 205 doentes dispépticos submetidos a endoscopia digestiva alta. Para detecção de Hp utilizámos teste rápido da urease, exame cultural e exame histológico, admitindo-se infecção quando pelo menos dois testes foram positivos. Usámos a técnica de PCR para caracterizar os genes cagA, vacA, oipA e babA em 22 das estirpes isoladas. Estatística: testes &#967;2 e exacto de Fisher; IC – 95%. RESULTADOS: prevalência 44,9% (superior no sexo masculino e entre os 30 e os 59 anos); genes cagA + em 90,9%, oipA funcional em 78,9%, babA + em 50% e genótipo s1m1 em 31,8% das estirpes. Associação da infecção apenas com úlcera duodenal. CONCLUSÕES: 1) Prevalência da infecção de 44,9%, decrescente após os 60 anos. 2) Associação da infecção apenas com úlcera duodenal. 3) Estirpes cagA + e oipA ON em proporção superior à esperada num país ocidental.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Helicobacter pylori prevalence and genetic characterization in a group of    dyspeptic patients from Algarve</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>      <p>INTRODUCTION: The role of Helicobacter pylori (Hp) in the ethiology of several gastroduodenal diseases is well established; it is thus important to know its prevalence and characteristics in different geographical zones. AIMS: to evaluate the prevalence of Hp infection in a dyspeptic population, to identify its genetic characteristics and correlate them with endoscopic findings. METHODS: 205 dyspeptic patients submitted to endoscopy were included. Helicobacter pylori presence was evaluated by rapid urease test as well as bacteriology tests and histopathology; infection was admitted when at least two tests were positive. We used PCR to characterize the genes cagA, vacA, oipA and babA in 22 of the isolated strains. Statistical: &#967;2 and exact Fisher’s tests; CI – 95%. RESULTS: prevalence: 44,9% (higher between 30 and 59 years old); genes cagA + in 90,9%, oipA functional in 78,9%, babA + in 50% and genotype s1m1 in 31,8% of the strains. Infection was only associated with duodenal ulcer. CONCLUSIONS: 1) Prevalence of the infection: 44,9 %, decreasing after 60 years of age. 2) Association of the infection only with duodenal ulcer. 3) rate of cag A + and oipA ON strains higher than expected in a western country.<i></i></p>      <p><i>&nbsp;</i></p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>A infecção por Hp é reconhecida como uma das infecções crónicas mais comuns    estimando-se que cerca de metade da população mundial esteja infectada<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a>,<a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.    É conhecido também que a sua prevalência varia consideravelmente com diversos    factores sendo, geralmente, superior em meios sócio-económicos desfavorecidos<a name="top3"></a><sup><a href="#3">3</a>,<a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>    em que são comuns habitações com grandes aglomerados familiares e deficientes    condições higieno-sanitárias – ambientes reconhecidos como propiciadores da    transmissão da bactéria<a name="top5"></a><sup><a href="#3">3-5</a></sup>. Dessa    forma, o espectro de prevalências da infecção por Hp é muito amplo variando    com o grau de desenvolvimento das regiões – a maioria dos países em desenvolvimento    apresentam taxas superiores a 80% em contraste com os 20 a 40% dos países desenvolvidos<sup><a href="#3">3</a></sup>.    Entre estes, Portugal é uma notável excepção apontando-se uma prevalência próxima    dos 80% apesar da 26ª posição no <i>ranking </i>de desenvolvimento das Nações    Unidas<a name="top6"></a><sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p>Embora, na maioria dos casos, a infecção seja assintomática, a sua associação    etiológica com a gastrite crónica, a úlcera péptica, o cancro gástrico e o linfoma    MALT é universalmente aceite<sup><a name="top7"></a><a href="#7">7-11</a></sup>.    Contudo, a maioria dos doentes dispépticos não tem evidência de doença estrutural    que claramente explique os sintomas<sup><a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>.    Tem-se procurado implicar o Hp nestes doentes com resultados controversos. A    sua prevalência na dispepsia não ulcerosa é sobreponível à da população geral<sup><a name="top13"></a><a href="#13">13</a></sup>.    Por outro lado, admite-se que a erradicação do Hp nestes doentes pode reduzir    a incidência de úlcera péptica<sup><a href="#12">12</a></sup>, mas o seu efeito    nos sintomas dispépticos é duvidoso<sup><a name="top14"></a><a href="#14">14</a></sup>.  </p>      <p>Desde as observações iniciais de <i>Warren </i>e <i>Marshall</i>, que a bactéria    tem sido exaustivamente estudada, tendo sido já identificados vários mecanismos    de virulência. Entre eles, os mais largamente estudados são a proteína imunodominante    Cag A e a citotoxina vacuolizante Vac A. Relativamente à primeira, codificada    pelo gene cag A, é produzida por cerca de 60% das estirpes ocidentais<sup><a name="top15"></a><a href="#15">15</a></sup>    e mais de 90% das asiáticas<sup><a name="top16"></a><a href="#16">16</a></sup>    e representa um factor de risco para o desenvolvimento de gastrite atrófica,    neoplasia gástrica e úlcera péptica<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17-19</a></sup>.    A citotoxina Vac A, produzida por cerca de 50% das estirpes, induz a formação    de vacúolos em células eucarióticas. O gene vac A está presente em todas as    estirpes, mas apresenta variações nas regiões sinal (tipos s1 ou s2), região    média (tipos m1 ou m2) e intermédia (i1 ou i2). A combinação s1m1 confere elevada    actividade citotóxica, s1m2 intermédia e s2m2 baixa actividade<sup><a name="top20"></a><a href="#20">20</a></sup>.    A proteína BabA, codificada pelo gene babA2, está igualmente implicada na patogenicidade    da bactéria, ao permitir a sua adesão ao epitélio, e a sua presença associa-se    ao desenvolvimento de adenocarcinoma, úlcera péptica e gastrite<a name="top21"></a><sup><a href="#21">21-23</a></sup>.    O gene oip A, presente em menos de metade das estirpes ocidentais, associa-se    igualmente a maior inflamação da mucosa<a name="top24"></a><sup><a href="#24">24</a></sup>.</p>      <p>Assim, pela importância etiológica do Hp e pela variabilidade da sua prevalência e da sua virulência, torna-se importante conhecer a realidade local. Neste estudo, estudámos a prevalência da infecção por Hp numa população de doentes dispépticos no Algarve submetidos a endoscopia digestiva alta, procurámos estabelecer a eficiência global dos testes de diagnóstico utilizados e caracterizar geneticamente as estirpes isoladas. Finalmente, tentámos correlacionar a infecção por Hp, e as suas características genéticas (genes cag A, vac A, oip A e babA2), com os achados endoscópicos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></p>      <p>Seleccionámos, de modo aleatório, 205 doentes submetidos a endoscopia digestiva alta entre Janeiro de 2002 e Setembro de 2005, por queixas dispépticas. Todos deram o seu consentimento informado. Foram excluídos os doentes que realizaram terapêutica com antibiótico ou anti-ulceroso no ano antecedente. A todos foi efectuado um inquérito epidemiológico, registados os achados endoscópicos, realizado teste rápido da urease e colhidas 3 biópsias do antro e 3 do corpo gástrico para exames histológico, cultural e molecular de Hp. As biópsias para exame histológico foram colocadas em formol; as biópsias para exame molecular congeladas a seco e as biópsias para exame cultural foram colocadas em lactato de <i>Ringer</i>.</p>      <p>Para pesquisa da presença de Hp, usámos 3 métodos – teste rápido da urease,    exame cultural e histopatológico – admitindo-se infecção na presença de pelo    menos 2 testes positivos.</p>      <p><b>Exame cultural</b></p>      <p>As biópsias foram manuseadas assepticamente, tendo sido trituradas num pequeno volume de Caldo <i>Mueller-Hinton </i>(OXOID). O homogeneizado foi inoculado, segundo os procedimentos descritos pelo «<i>National Committee for Clinical Laboratory Standards</i>» (NCLLS), em meio selectivo (<i>Columbia Agar</i>; OXOID) suplementado com 10 % de sangue desfibrinado de cavalo (OXOID) e suplemento selectivo para Hp (SR 147; OXOID) e meio não selectivo (<i>Columbia Agar</i>; OXOID) suplementado com 10 % de sangue desfribinado de cavalo (OXOID). As placas foram incubadas a 36 ± 1ºC, em condições de microaerofilia (Gás <i>Generating Kits </i>for <i>Campilobacter</i>; OXOID) com cerca de 6 % de oxigénio, 10 % de dióxido de carbono e uma humidade relativa superior a 98%, durante 3 a 4 dias. A partir do 3º dia, faz-se uma observação diária até 5 a 7 dias. No entanto, as placas foram mantidas a 36 ± 1ºC em atmosfera de microaerofilia durante 12 dias antes de considerar a cultura negativa. A identificação foi feita através de observação da morfologia típica das colónias (colónias pequenas, brilhantes, convexas e de bordos regulares; não hemolíticas), citomorfologia característica com coloração de <i>Gram </i>(células <i>Gram</i>-, espiraladas ou encurvadas, com formas em U ou I), reacção positiva nos testes bioquímicos de urease (caldo ureia, com Suplemento SRO 20 K <i>Oxoid</i>).</p>      <p><b>Exame histológico</b></p>      <p>A pesquisa específica da presença de Hp foi realizada por 3 anatomopatologistas em amostras fixadas e coradas com hematoxilina-eosina. </p>      <p><b>Teste rápido da Urease</b></p>      <p>Foi testada a actividade da urease em 2 amostras do antro e 2 do corpo gástrico usando o <i>CLOtest</i>® (<i>Kimberly-Clark/Ballard Medical Products</i>, USA) de acordo com as instruções do fabricante. Resumidamente, as amostras são colocadas num meio contendo ureia e um indicador de pH. A hidrólise da ureia em amónia e CO<sub>2 </sub>na presença da urease altera o pH do meio com alteração da cor do indicador. A alteração da cor nas primeiras 24 horas foi interpretada como teste positivo.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caracterização genotípica de factores de virulência de Hp</b></p>      <p>Em 22 das estirpes isoladas, realizámos a caracterização genotípica dos factores de virulência cag A, vac A, oip A e bab A. Para isso, foi efectuada a extracção de DNA cromossomal das estirpes isoladas a partir de biópsia gástrica, e pesquisada a presença do gene cag A e bab A2 e foram caracterizadas as regiões média e sinal do gene vac A pela técnica de PCR (<i>Polymerase chain reaction</i>) com iniciadores específicos. A região sinal foi amplificada, utilizando iniciadores específicos. Os fragmentos do gene oip A foram purificados e sequenciados num sequenciador automático 3100 <i>Genetic Analyser </i>(Abi-Prism).</p>      <p><b>Análise estatística</b></p>      <p>A análise estatística foi feita com recurso ao programa SPSS versão 15. Foram utilizados o teste x-quadrado e o teste exacto de Fisher para comparação de variáveis categóricas. Considerou-se estatisticamente significativo um p &lt; 0,05. </p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESULTADOS </b></p>      <p>Determinámos a presença de Hp em 205 doentes – 110 homens e 95 mulheres com idade média de 65,9 ± 16,9 anos (11 a 89). A prevalência da infecção foi 44,9% (92 doentes infectados), sendo superior no sexo masculino (49,1% <i>vs </i>40%) sem, contudo, atingir significado estatístico (p=0,192) – Quadro I. A idade associou-se de forma estatisticamente significativa à infecção por Hp, com prevalências superiores nos escalões etários entre os 30 e os 60 anos (p=0,044) – Quadro 1 e Fig. 1.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Quadro 1</b>. Distribuição e prevalência da infecção por Hp por sexo e grupo    etário.</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n3/17n3a02q1.jpg" width="602" height="349"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n3/17n3a02f1.jpg" width="422" height="267"></p>      
<p><b><a href="#topf1">Fig. 1</a></b>. Distribuição da prevalência da infecção    por Hp por grupo etário.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Relativamente aos testes diagnósticos usados, a cultura, com acuidade global de 99%, mostrou-se superior ao teste rápido da urease e ao exame histológico, cujas acuidades globais foram de 93,7% e 68,8% respectivamente – Quadro 2.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Quadro 2</b>. Métodos de diagnóstico da infecção por Hp utilizados.</p>      <p><img src="/img/revistas/ge/v17n3/17n3a02q2.jpg" width="564" height="128"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os achados endoscópicos estão descritos no Quadro 3. A infecção por Hp associou-se,    como esperado, à presença de úlcera duodenal (p=0,039), não se evidenciando    associação com nenhuma das outras patologias. As endoscopias normais foram mais    frequentes em doentes não infectados (p=0,002).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Quadro 3</b>. Distribuição dos diagnósticos endoscópicos e correlação com    infecção por Hp.</p>      <p><img src="/img/revistas/ge/v17n3/17n3a02q3.jpg" width="597" height="258"></p>      
<p>&nbsp;</p>     <p>Caracterizámos, com recurso à técnica PCR, os genes cag A, vac A, bab A2 e    oip A de 22 das estirpes isoladas. O gene cag A foi detectado em 20 das 22 das    estirpes, 90,9%; relativamente ao gene vac A, 45,5% (10/22) das estirpes possuía    o genótipo s2/m2, 22,7% (5/22) o genótipo s1/m2 e 31,8% (7/22) o s1/m1. O gene    oip A encontrou-se funcional (ON) em 78,9% (15/19) das estirpes e o gene bab    A2 foi detectado em 50% das 22 estirpes isoladas – Quadro 4.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Quadro 4</b>. Caracterização genética das estirpes isoladas.</p>      <p><img src="/img/revistas/ge/v17n3/17n3a02q4.jpg" width="587" height="362"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Não se conseguiu estabelecer associação entre os vários perfis genéticos com    qualquer das patologias diagnosticadas.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>DISCUSSÃO </b></p>      <p>O valor calculado da prevalência da infecção por Hp – 44,9% – foi consideravelmente    inferior ao estimado para a população geral portuguesa e próximo do de vários    países desenvolvidos da Europa Ocidental. Contudo, tendo em conta que se trata    duma população dispéptica e que a prevalência desta infecção em doentes dispépticos    é superior à da população geral, com um “odds ratio” de 2,3<sup><a name="top25"></a><a href="#25">25</a></sup>,    o valor encontrado de 44,9% assume um valor relativo ainda mais baixo no contexto    português. Neste sentido, poderemos dizer que estamos dentro dos valores habituais    descritos para a Europa ocidental.</p>      <p>Ao olhar para a <a name="topf1"></a><a href="#f1">figura 1</a>, torna-se evidente    a redução progressiva da prevalência acima dos 60 anos. Outros trabalhos mostraram    declínios da prevalência nestes grupos etários, apontando taxas de soroconversão    que podem atingir os 7% anuais<sup><a name="top26"></a><a href="#26">26</a>,<a name="top27"></a><a href="#27">27</a></sup>.    Este fenómeno pode ser devido à própria história natural da infecção por Hp,    condicionada pelo surgimento da gastrite atrófica e consequente perda do nicho    ecológico da bactéria<a name="top28"></a><a href="#28"><sup>28</sup></a> ou    mesmo ocasionada por condições sócio-económicas particulares envolvendo a infância    desses grupos etários<sup><a name="top29"></a><a href="#29">29</a></sup>. Contudo,    na nossa população, registámos apenas 10 casos de gastrite atrófica e sem associação    com a idade e, além disso, não há conhecimento, no Algarve, de circunstâncias    específicas que tivessem dificultado a infecção por Hp no período que pode corresponder    à infância do grupo etário estudado. Não dispomos de explicação evidente para    esta observação, que merece ser aprofundada no aspecto epidemiológico e demográfico.    Já as taxas inferiores abaixo dos 30 anos nos parecem explicáveis pela melhor    condição sócio-económica a que se assistiu em Portugal nas últimas 2 – 3 décadas.</p>      <p>Relativamente aos meios de diagnóstico utilizados, a cultura, considerado por muitos autores, o “gold standard” no diagnóstico desta infecção, mostrou a melhor acuidade global classificando correctamente 99% dos doentes. Por sua vez, os resultados do exame histológico foram francamente desapontadores com sensibilidade de apenas 48%. O facto de ser muito operador-dependente, quer na colheita, quer na análise das amostras, de ter sido realizado por anatomopatologistas distintos tendo apenas sido usada uma coloração, pode justificar, em parte, estes resultados. Já o teste rápido da urease, com resultados de acordo com os habitualmente descritos, confirmou-se como um método eficaz, rápido e económico.</p>      <p>Estima-se que cerca de 80% dos doentes com úlcera duodenal e mais de 60% daqueles    com úlcera gástrica estão infectados com Hp<sup><a name="top30"></a><a href="#30">30</a></sup>.    Na nossa população, no caso da úlcera duodenal, essa percentagem foi inferior    – 67% – mas manteve-se a associação com significado estatístico.</p>      <p>No caso da úlcera gástrica e da duodenite erosiva, apesar de ambas mais frequentes nos doentes infectados, julgamos que a ausência de associação significativa se ficou a dever à insuficiência dos números de ambas as patologias. Todavia, a associação mais estreita verificou-se entre as endoscopias normais e a não infecção o que, de forma indirecta, atesta igualmente o papel etiopatogénico da bactéria.</p>      <p>Relativamente aos factores de virulência, pelo reduzido número das estirpes    caracterizadas, não foi possível estabelecer associação com as patologias encontradas.    Todavia, é notória a presença marcada de genótipos ditos virulentos. Relativamente    às estirpes comuns nos países ocidentais, constatámos, na nossa amostra, significativamente    maior presença do gene cagA (90,9%) e estado ON do gene oipA (78,9%); além disso,    quase dois terços – 63,6% – das estirpes reuniram pelo menos 3 dos quatro genótipos    reconhecidamente mais virulentos<sup><a name="top31"></a><a href="#31">31</a></sup>.    A fazer fé na nossa pequena amostra, cremos que as estirpes da nossa região    têm elevado potencial patogénico, mas será necessário reunir um maior número    de doentes e avaliar também indivíduos assintomáticos para melhor esclarecer    estes dados.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Cave DR. Transmission and epidemiology    of <i>Helicobacter pylori</i>. Am J Med 1996;100:12-17.</p>      <p><a href="#top2">2</a>. <a name="2"></a>Cave DR. How is <i>Helicobacter pylori    </i>transmitted? Gastroenterology 1997;113(6 Suppl):9-14.</p>      <p><a name="3" id="3"></a><a name="5" id="5"></a><a href="#top3">3</a>. Brown    LM. <i>Helicobacter pylori</i>: epidemiology and routes of transmission. Epidemiol    Rev 2000;22:283-297.</p>      <p><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Malaty HM, Graham DY, Wattigney WA,    <i>et al</i>. Natural history of <i>Helicobacter pylori </i>infection in childhood:    12-year follow-up cohort study in a biracial community. Clin Infect Dis 1999;28:279-282.</p>      <p><a href="#top5">5</a>. Lin SK, Lambert JR, Nicholson L, <i>et al</i>. Prevalence    of <i>Helicobacter pylori </i>in a representative Anglo-Celtic population of    urban Melbourne. J Gastroenterol Hepatol 1998;13:505-510.</p>      <p><a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Fukuda-Parr S. Human development report    2004: Cultural liberty in today’s diverse world. United Nations Development    Programme, New York.</p>      <p><a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Mapstone NP, Lynch DA, Lewis FA, <i>et    al</i>. Identification of <i>Helicobacter pylori </i>DNA in the mouths and stomachs    of patients with gastritis using PCR. J Clin Pathol 1993;46:540-543.</p>      <p><a href="#top7">8</a>. Ebert MP, Schandl L, Malfertheiner P. <i>Helicobacter    pylori </i>infection and molecular changes in gastric carcinogenesis. J Gastroenterol    2002;37:45-49.</p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Kodaira]]></surname>
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<source><![CDATA[Rev Saúde Pública]]></source>
<year>2002</year>
<volume>36</volume>
<page-range>356-369</page-range></nlm-citation>
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