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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[História natural dos tumores mesenquimatosos do tubo digestivo superior e ecoendoscopia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: The therapeutic decision of mesenchymal gastrointestinal tumors (MT) is a hard task, as it is very often impossible to predict its evolution. AIMS: to evaluate the evolution of the upper gastrointestinal tract MT not being removed, and to define the echo features associated with the index lesion change. METHODS: retrospective review of the endoscopic ultrasonography (EUS) and files from patients with MT submitted to EUS surveillance, for a minimum period of 30 months or to their resection. The basal EUS features and their evolution have been analysed. The SPSS version 15 was used to identify the EUS features predictors of this evolution. RESULTS: 82 patients were followed. The majority of the lesions maintained the EUS features. From those 12 patients whose characteristics have changed, 8 occurred in the first year. The variables associated to the change in EUS features were the antrum localization (p = 0.038), the heterogenous echotexture (p = 0.018) and the diameter > 20 mm (p = 0.038). Esophageal lesions presented fewer changes (p = 0.004). CONCLUSIONS: the majority of the lesions maintained the EUS characteristics unchanged, particularly the esophageal lesions; strict surveillance in the first 12 months or surgery must be conside­red for tumors in the antrum, with heterogenous echotexture and larger than 20 mm.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b >História natural dos tumores mesenquimatosos do tubo digestivo superior e ecoendoscopia</b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p >Hermano Santos, Fernando Castro-Poças, Paula Lago, Teresa Moreira, Jorge Areias</p>      <p >Sector de Ultra-Sons &#8211; Serviço de Gastrenterologia Hospital Geral de    Santo António, Porto</p>      <p ><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspond&ecirc;ncia</a></b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resumo</b></p>      <p >INTRODUÇÃO: A impossibilidade de definir pré-operatoriamente a evolução e o prognóstico dos tumores mesenquimatosos digestivos dificulta, frequentemente, a decisão terapêutica. OBJECTIVOS: avaliar a evolução dos tumores mesenquimatosos do tubo digestivo superior e definir que características ecoendoscópicas se associam a alteração da lesão inicial. MÉTODOS: avaliámos retrospectivamente as ecoendoscopias e os processos dos doentes com tumor mesenquimatoso sujeitos a vigilância ecoendoscópica por um período mínimo de 30 meses ou até exérese. Registámos as características ecoendoscópicas iniciais e a sua evolução. Usámos o programa SPSS versão 15 para identificar as características ecoendoscópicas preditoras dessa evolução. RESULTADOS: avaliámos por ecoendoscopia 82 doentes. A maioria, 85,4%, das lesões manteve características ecoendoscópicas estáveis. Das 12 cujas características se alteraram, em 8 essa alteração ocorreu nos primeiros 12 meses; 6 tiveram indicação cirúrgica. Associaram-se a alteração das características ecoendoscópicas: a localização no antro (p = 0,038), o padrão heterogéneo (p = 0,018) e a dimensão superior a 20 mm (p = 0,038). As lesões esofágicas apresentaram menos alterações (p = 0,004). CONCLUSÕES: a maioria das lesões manteve as suas características inalteradas, nomeadamente as esofágicas; as lesões do antro, heterogéneas e com mais de 20 mm podem merecer vigilância mais estreita, principalmente nos primeiros 12 meses, ou cirurgia. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Natural history of upper digestive tract mesenchymal tumors and ultrasound    endoscopy</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Abstract </b></p>      <p >INTRODUCTION: The therapeutic decision of mesenchymal gastrointestinal tumors (MT) is a hard task, as it is very often impossible to predict its evolution. AIMS: to evaluate the evolution of the upper gastrointestinal tract MT not being removed, and to define the echo features associated with the index lesion change. METHODS: retrospective review of the endoscopic ultrasonography (EUS) and files from patients with MT submitted to EUS surveillance, for a minimum period of 30 months or to their resection. The basal EUS features and their evolution have been analysed. The SPSS version 15 was used to identify the EUS features predictors of this evolution. RESULTS: 82 patients were followed. The majority of the lesions maintained the EUS features. From those 12 patients whose characteristics have changed, 8 occurred in the first year. The variables associated to the change in EUS features were the antrum localization (p = 0.038), the heterogenous echotexture (p = 0.018) and the diameter &gt; 20 mm (p = 0.038). Esophageal lesions presented fewer changes (p = 0.004). CONCLUSIONS: the majority of the lesions maintained the EUS characteristics unchanged, particularly the esophageal lesions; strict surveillance in the first 12 months or surgery must be conside­red for tumors in the antrum, with heterogenous echotexture and larger than 20 mm.</p>        <p >&nbsp;</p>      <p ><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p >Os tumores mesenquimatosos constituem o maior grupo de neoplasias digestivas    não epiteliais. Apesar de se admitir que representam apenas cerca de 1% dos    tumores digestivos primários<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1-2</a></sup>    e que o número de novos casos anuais estará entre os 10 e os 20 por milhão de    pessoas, a sua verdadeira incidência é difícil de determinar e está, muito provavelmente,    subestimada. <i>Kawanowa</i><i> </i>e colaboradores, num trabalho publicado    em 2006, constataram que a frequência de tumores do estroma gastrointestinal    (GIST) e leiomiomas microscópicos em estômagos ressecados de doentes com cancro    do estômago era muito superior &#8211; 35 e 28 em 100, respectivamente. Admitiram    que dada a reduzida incidência descrita na literatura, poucos dos GISTs e leiomiomas    microscópicos adquirem dimensão clinicamente relevante<sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p >Apesar de assintomáticos e benignos na sua maioria (apenas 10 a 30% dos GIST    têm comportamento maligno)<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup>,    a evolução dos tumores mesenquimatosos digestivos é muito heterogénea e impossível    de definir pré-operatoriamente. As várias tentativas de predizer o comportamento    destas lesões com base nas suas características ecoendoscópicas, sugerem que    aquelas com mais de 3 a 4 cm, contornos irregulares e heterogéneas (focos hipo    ou hiperecóicos) terão, mais provavelmente, um comportamento agressivo<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4-6</a></sup>.    O exame imunohistoquímico de amostras colhidas por punção aspirativa com agulha    fina é, geralmente, determinante no diagnóstico das lesões subepiteliais. Mas,    actualmente, a sua utilidade é reduzida na definição do comportamento biológico    dos GISTs. A maioria é difícil de penetrar pela agulha<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>    e, de acordo com o trabalho de <i>Akahoshi</i><i> K et al</i>, a quantidade    de tecido colhida foi suficiente em apenas 71% das lesões com menos de 2 cm<a name="top8"></a><sup><a href="#8">8</a></sup>.    Além disso, a amostra é, geralmente, insuficiente para o cálculo do índice mitótico<sup><a name="top9"></a><a href="#9">9-11</a></sup>.</p>      <p >A história natural dos tumores mesenquimatosos também não está bem estabelecida,    ainda mais a dos pequenos e com características ecográficas ditas menos agressivas.    Por outro lado, por definição de consenso do <i>National</i><i> Institute of    Health</i>, em 2001, todos os GIST comportam potencial malignidade<sup><a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>.  </p>      <p >Este conjunto de factores torna difícil e controversa a decisão terapêutica    em muitos destes doentes, nomeadamente nos tumores sem clara indicação cirúrgica.    Alguns autores sugerem a sua exérese, independentemente das suas características,    visto que mesmo pequenos tumores podem metastizar<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a name="top13"></a><a href="#13">13-14</a></sup>.    Todavia, esse risco é reduzido na maioria desses casos e a cirurgia seria excessivamente    agressiva e onerosa. Assim, a generalidade dos centros pratica uma abordagem    conservadora, com vigilância das lesões sem características ecoendoscópicas    agressivas ou em doentes em que o risco cirúrgico seja considerado excessivo<sup><a name="top15"></a><a href="#15">15</a></sup>.    Contudo, a estratégia de vigilância e os seus riscos não estão estabelecidos,    em parte pelo desconhecimento da evolução natural destas lesões não ressecadas.</p>      <p >Assim, os objectivos deste trabalho são avaliar a evolução das lesões do tubo digestivo superior com características ecoendoscópicas de tumor mesenquimatoso não sujeitas a exérese e definir quais dessas características se associam a alteração da lesão.</p>      <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></p>      <p >Analisámos retrospectivamente os relatórios das ecoendoscopias e os processos clínicos dos doentes com diagnóstico ecoendoscópico de tumor mesenquimatoso do tubo digestivo superior feito entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2008. Nesse período, no Hospital Geral de Santo António, diagnosticámos tumor mesenquimatoso em 141 doentes. Excluímos os 17 doentes com indicação cirúrgica no momento do diagnóstico e outros 28 que não foram seguidos naquele hospital. Foram perdidos durante o seguimento (antes do trigésimo mês) 14 doentes.</p>      <p >Realizámos vigilância ecoendoscópica das lesões em 82 doentes por um período mínimo de 30 meses ou até indicação cirúrgica. A duração média do seguimento foi de 34,4 ± 11,9 (6 a 60) meses.</p>      <p >As características ecoendoscópicas com possível interesse prognóstico estudadas foram as seguintes:</p>      <p >Localização: esófago, fundo, corpo e antro gástricos e duodeno;</p>      <p >Dimensão (considerado o maior diâmetro transversal em milímetros);</p>      <p >Camada de dependência: muscular da mucosa, submucosa, muscular própria;</p>      <p >Padrão: homogéneo ou heterogéneo;</p>      <p >Regularidade dos contornos.</p>      <p >Para todos os doentes foi feito o registo das características no momento do diagnóstico e da sua evolução ao longo do período de seguimento. Considerou-se significativo o aumento superior a 5 mm no diâmetro das lesões. A alteração das restantes características ecoendoscópicas foi considerada mediante a avaliação subjectiva do endoscopista. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>&nbsp;</b></p>      <p ><b>ESTRATÉGIA DE VIGILÂNCIA </b></p>      <p >Como exposto na introdução deste texto, e em consequência de alguns dos motivos referidos, a decisão terapêutica pode ser controversa não existindo linhas de orientação bem definidas e consensuais num grande número destes doentes.</p>      <p >De forma geral, a abordagem dos doentes incluídos neste estudo obedeceu ao    esquema da Fig. 1. Aos doentes sintomáticos ou com tumores de dimensões superiores    a 30 mm ou outras características ecoendoscópicas sugestivas de comportamento    agressivo e sem contraindicação cirúrgica foi proposta exérese. Aqueles com    lesões de menores dimensões, aspecto ecoendoscópico favorável ou com risco cirúrgico    excessivo iniciaram programa de vigilância com ecoendoscopia aos 6 e aos 12    meses após o diagnóstico. </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a02f1.jpg" width="607" height="369"></p>      
<p ><b>&nbsp;Fig. 1. </b>Diagnóstico de tumor mesenquimatoso. PAAF &#8211; Punção    aspirativa com agulha fina.</p>      <p ><b>&nbsp;</b></p>     <p >Perante a manutenção das características ecoendoscópicas, o intervalo dos    exames foi alargado até completar 5 anos de seguimento, altura em que, perante    lesões de características estáveis e favoráveis, a maioria dos doentes terminou    o <i>follow-up</i>. Quando as lesões sofreram aumento significativo das suas    dimensões ou adquiriram outras características sugestivas de agressividade,    foi sugerida exérese cirúrgica. Nos restantes casos, sem clara indicação para    ressecção nem características francamente favoráveis, no momento do diagnóstico    ou durante o seguimento, foi realizada colheita para exame citológico/imunohistoquímico    por punção aspirativa com agulha fina (PAAF). </p>     <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>ANÁLISE ESTATÍSTICA </b></p>      <p >A análise estatística foi feita com recurso ao programa SPSS, versão 15. Foram utilizados o teste &#967;2 e o teste exacto de <i>Fisher</i><i> </i>para estudar a relação entre as variáveis cosideradas e a evolução das lesões. As variáveis significativas nos testes anteriores foram incluídas em análise multivariada por regressão logística para identificar as variáveis independentes associadas a lesão instável. Considerou-se estatisticamente significativo um p &lt; 0,05.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>RESULTADOS</b></p>      <p >Seguimos, com ecoendoscopia, 82 doentes (39 homens e 43 mulheres) com idade média de 54 ± 13,5 anos (18 a 83). </p>      <p >As características ecoendoscópicas e a localização das lesões estão descritas    no Quadro 1. Setenta, (85,4%), das lesões mantiveram essas características inalteradas.    Dos 12 doentes cujas lesões se alteraram, em 8 essa alteração ocorreu nos primeiros    12 meses após o diagnóstico e ocorreu à custa do aumento das dimensões (5 doentes),    do ganho ou aumento de heterogeneidade (6 doentes) ou de irregularidade dos    contornos (4 doentes). Oito destes doentes realizaram punção aspirativa por    agulha fina. Seis doentes tiveram indicação para exérese das suas lesões sendo    que apenas 4 foram operados no Hospital Geral de Santo António. </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Quadro 1. </b>Caracterização ecoendoscópica das lesões no momento do diagnóstico.</p>     <p ><b><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a02q1.jpg" width="297" height="327"></b></p>     
<p >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Os exames histológicos e imunohistoquímicos identificaram um leiomioma no    antro (Fig. 2) e 3 GISTs no corpo, antro e esófago, todos com baixo risco de    malignidade de acordo com os critérios de consenso internacional<sup><a href="#12">12</a></sup>,    Fig. 3 e Quadro 2.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a02f2.jpg" width="607" height="286"></p>      
<p ><b>Fig. 2. </b>Leiomioma do antro em doente de 67 anos. À esquerda, lesão    inicial com 23 mm de diâmetro transversal. À direita, lesão 6 meses após o diagnóstico,    mais heterogénea e com irregularidade dos contornos (doente 4, Quadro 2).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a02f3.jpg" width="606" height="337"></p>     
<p ><b>Fig. 3. </b>Representação da evolução dos tumores mesenquimatosos sujeitos    a vigilância ecoendoscópica.</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Quadro 2. </b>Caracterização das lesões com alteração das características    ecoendoscópicas.</p>     <p ><b><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a02q2.jpg" width="604" height="402"></b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p >Associaram-se a alteração das características ecoendoscópicas das lesões a    localização no antro, o padrão heterogéneo e a dimensão superior a 20 mm. Contrariamente,    as lesões do esófago apresentaram menos alterações das suas características.    Por outro lado, a evolução das lesões não se relacionou com a camada de dependência    nem com a irregularidade dos contornos (presente em apenas 3 doentes). (Quadro    3).</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Quadro 3. </b>Correlação das características ecoendoscópicas com a evolução    das lesões.</p>     <p ><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a02q3.jpg" width="606" height="329"></p>      
<p >&nbsp;</p>      <p >A análise multivariada mostrou que as variáveis que melhor predizem a evolução das lesões são a localização no esófago (evolução mais favorável) e o padrão heterogéneo.</p>      <p ><b>&nbsp;</b></p>      <p ><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p >O acesso generalizado e fácil à endoscopia digestiva aumentou grandemente    o número de diagnósticos de tumores subepiteliais do tubo digestivo, assintomáticos    e benignos na sua maioria. Apesar de a estratégia terapêutica ser controversa,    na maioria dos centros, tem sido preferida uma abordagem conservadora com vigilância    das lesões com menor potencial de comportamento maligno. A ecoendoscopia desempenha    aqui um papel que, actualmente, pode considerar-se insubstituível na medida    em que tem mostrado ser o método com melhor acuidade na caracterização, no diagnóstico    e na determinação da terapêutica dos tumores digestivos subepiteliais<sup><a name="top16"></a><a href="#16">16-19</a></sup>.    Contudo, a estratégia de vigilância (frequência, duração e mesmo o método de    avaliação) assim como os riscos e a relação custo/benefício não estão validados.    Como referido na introdução deste texto, talvez a principal causa desta indefinição    seja o pouco conhecimento da evolução natural destas lesões não ressecadas.    Neste contexto, algumas séries foram publicadas nos últimos anos, a maior com    70 doentes e com períodos médios de seguimento entre 17,3 e 37 meses<sup><a name="top20"></a><a href="#20">20-25</a></sup>.    A conclusão comum a todos os trabalhos é que uma minoria (entre 0 e 20%) das    lesões sofre alteração das suas características. Nesse aspecto, os nossos números    (alteração das características iniciais em 14,6% das lesões) são muito próximos    dos resultados dos 3 trabalhos mais recentes: <i>Ka-Holok</i><i> et al </i>reportaram    13%<a name="top22"></a><sup><a href="#22">22</a></sup>, <i>Gill</i><i> K R </i>e    colaboradores 13,7%<sup><a href="#20">20</a></sup> e 10,2% no estudo de <i>Bruno    M<a name="top21"></a></i><sup><a href="#21">21</a></sup>. Na outra série de    2008, de <i>Lachter</i><i> J</i>, essa percentagem foi de 20%, mas foram apenas    incluídos GIST<sup><a name="top23"></a><a href="#23">23</a></sup> enquanto no    trabalho com 100% de lesões inalteradas foram seguidas apenas as lesões com    menos de 20 mm<sup><a name="top25"></a><a href="#25">25</a></sup> </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A maioria (8 de 12) das alterações ecoendoscópicas ocorreu nos primeiros 12 meses após o diagnóstico. Atendendo a este facto e sabendo que a maioria das lesões mantém as suas características e tem um comportamento benigno, é questionável a custo-efectividade dum <i>follow-up</i><i> </i>por tempo indefinido. Admitimos que, perante tumores de características favoráveis e estáveis, um seguimento de 5 anos pode ser adequado.</p>      <p >Outro dado de relevo nas seis séries referidas<sup><a href="#20">20-25</a></sup>    é que dessa minoria de lesões que sofrem alterações e que são ressecadas, somente    um reduzido número constitui lesões com alto risco de comportamento maligno.    No nosso trabalho, todas as lesões removidas corresponderam a lesões com baixo    risco (3 GIST) ou sem risco de malignidade (1 leiomioma). A alteração das características    ecoendoscópicas não é sinónimo de comportamento maligno. Atendendo ao número    de exames necessário para tão raros casos de lesões agressivas e, por vezes,    à baixa adesão ao exame, <i>Ka</i><i>-HoLok </i>e colaboradores põem em causa    a custo-efectividade da ecoendoscopia na vigilância destas lesões<sup><a href="#22">22</a></sup>.    Outros métodos de seguimento foram avaliados, nomeadamente a ecografia transabdominal,    menos onerosa e invasiva. Mas a sensibilidade deste exame na detecção de lesões    subepiteliais com menos de 3 cm é muito reduzida<sup><a name="top26"></a><a href="#26">26-28</a></sup>.</p>      <p >No sentido de diferenciar a vigilância, ou mesmo a terapêutica, para cada    caso, optimizando os recursos e os custos, pretendemos, no nosso trabalho, além    de descrever a evolução natural dos tumores mesenquimatosos, identificar as    características ecoendoscópicas basais que se associaram a um comportamento    menos favorável. As lesões do antro, as heterogéneas e aquelas com mais de 20    mm sofreram mais frequentemente alteração das suas características sendo a heterogeneidade    o principal determinante dessa evolução. Pelo contrário, a localização no esófago    associou-se à manutenção das características ecoendoscópicas. A maior heterogeneidade    e dimensões têm sido associadas a maior agressividade em vários trabalhos que    incluíram tumores do estroma operados<sup><a href="#4">4-6</a></sup>, mas não    encontramos dados publicados relativamente a lesões de menores dimensões (&lt;    3 cm) não sujeitas a exérese. Outros estudos referem a relação entre o prognóstico    e a localização<sup><a name="top29"></a><a href="#29">29-31</a></sup> independentemente    da dimensão e índice mitótico do tumor e da idade do doente<sup><a name="top30"></a><a href="#30">30</a></sup>,    sugerindo a maior agressividade das lesões do intestino delgado em oposição    às esofágicas. Uma explicação possível reside no facto de a maioria dos tumores    do esófago serem leiomiomas benignos. Contudo, também é referido o comportamento    menos agressivo dos GISTs esofágicos<sup><a href="#30">30</a></sup>. Tendo em    conta estes e os nossos resultados, a potencial malignidade de todos os GISTs,    a impossibilidade de predizer com rigor o seu comportamento biológico e as indefinições    em torno da sua vigilância, pensamos ser preferível, nos casos em que o risco    cirúrgico o não contra-indique, a exérese dos tumores mesenquimatosos do antro,    heterogéneos e com mais de 20 mm relativamente a uma vigilância prolongada,    indefinida e onerosa que, regra geral, não evita alguma ansiedade associada.    Por outro lado, pode ser razoável alargar o intervalo dos exames no seguimento    das lesões homogéneas e pequenas do esófago. </p>      <p >Acreditamos que o reduzido número de lesões do duodeno na nossa série poderá    justificar a ausência de associação desta localização com o tipo de comportamento.    Essa reduzida dimensão da amostra, apesar de ser a maior série descrita neste    contexto, constitui a grande limitação do nosso trabalho, retirando significância    estatística a alguns resultados. De facto, a baixa incidência dos tumores mesenquimatosos    digestivos justifica, no futuro, a realização de estudos multicêntricos em maior    escala que permitam melhor sustentação dos resultados. A par disso, o desenvolvimento    da análise molecular das mutações dos genes c-kit, PDGFRA e p53 ou de marcadores    de proliferação celular como o Ki-67, em material obtido por punção aspirativa    por agulha fina, poderá facilitar a decisão clínica num futuro próximo<sup><a name="top32"></a><a href="#32">32-33</a></sup>.  </p>      <p >Concluímos, dos nossos resultados, que a maioria das lesões manteve, durante o período de seguimento, as suas características ecoendoscópicas inalteradas, nomeadamente as localizadas no esófago. As lesões do antro, heterogéneas e com mais de 20 mm apresentaram um comportamento mais agressivo. Em face disso, da indefinição da estratégia e duração da sua vigilância e da potencial malignidade de todos os GISTs, os tumores mesenquimatosos com estas características deverão ser considerados para exérese ou merecer vigilância mais estreita principalmente nos primeiros 12 meses.<b></b></p>      <p ><b>&nbsp;</b></p>      <p ><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b><b></b></p>      <p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Miettinen M, Lasota J. Gastrointestinal stromal tumors-definition, clinical histological, immunohistochemical, and molecular genetic features and differential diagnosis. Virchows Arch 2001;438:1-12.</p>      <p ><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Miettinen M, Sarlomo-Rikala M, Lasota J. Gastrointestinal stromal tumors: recent advances in understanding of their biology. Hum Pathol 1999;30:1213-1220.</p>      <p ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Kawanowa K, Sakuma Y, Sakurai S, <i>et al</i>. High incidence of microscopic gastrointestinal stromal tumors in the stomach. 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<surname><![CDATA[Chak]]></surname>
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