<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-8178</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal Português de Gastrenterologia ]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J Port Gastrenterol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-8178</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-81782010000400007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corpo estranho no bulbo duodenal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Foreign body in the duodenal bulb]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Saiote]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bentes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Central Serviço de Gastrenterologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>180</fpage>
<lpage>181</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-81782010000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-81782010000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-81782010000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p ><b >Corpo estranho no bulbo duodenal</b></p>      <p ><b>Foreign body in the duodenal bulb</b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p >Joana Saiote, Pedro Duarte, Teresa Bentes</p>      <p >Centro Hospitalar Lisboa Central &#8211; Serviço de Gastrenterologia</p>      <p ><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspond&ecirc;ncia</a></b></p>     <p >&nbsp;</p>       <p  >Doente do sexo feminino de 57 anos, realizou endoscopia digestiva alta por    dor abdominal epigástrica, diurna e nocturna, vómitos alimentares pós-prandiais    precoces e tardios. Esta sintomatologia dolorosa estendeu-se, sem alívio, durante    seis meses. </p>      <p >O exame mostrou um corpo estranho com forma ovalada, bordos rombos com cerca de 20 mm de maior eixo no bulbo duodenal (Fig. 1). Após remoção com cesto de <i>Dormia</i>, observou-se erosão no apex bulbar. Não existiam outras lesões, nomeadamente na segunda porção do duodeno.</p>      <p >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a07f1.jpg" width="223" height="213"></p>      
<p ><b>Fig. 1</b>. Corpo estranho no bulbo duodenal. Protusão através do piloro.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >A observação macroscópica após fragmentação, mostrou tratar-se de um caroço    de fruto (Fig. 2). A doente referiu a ingestão acidental de caroço de ameixa    cerca de 1 mês antes do início das queixas. Mantém-se assintomática desde o    procedimento.</p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><img src="/img/revistas/ge/v17n4/17n4a07f2.jpg" width="223" height="213"></p>      
<p ><b>Fig. 2</b>. Corpo estranho: caroço de ameixa após fragmentação.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p >Dos corpos estranhos ingeridos 90% passam espontaneamente através do trato    gastrointestinal, 10 &#8211; 20% requerem a remoção endoscópica e 1% exigem    cirurgia<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p >Na população em geral, os corpos estranhos mais frequentemente encontrados    são ingeridos acidentalmente, como sejam ossos, espinhas ou caroços de fruta<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A maioria fica alojada nas constrições fisiológicas do esófago ou em locais    de estreitamento anormal (estenoses, anéis ou tumores malignos). O bulbo duodenal    é uma localização reconhecida, mas rara de impactação dos corpos estranhos,    com incidência em estudos populacionais entre 0,5 e 4,6%<sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>.    Geralmente ocorre associada a patologia subjacente como ulcerosa, inflamatória,    neoplásica, diverticular, pancreática, entre outras. </p>      <p >O tempo decorrido entre a ingestão e início dos sinto mas é por vezes difícil de estabelecer, visto que na maioria dos casos não há memória da ingestão do corpo estranho.</p>      <p >A intervenção endoscópica é a técnica indicada na remoção de corpos estranhos, sendo a eficácia dependente da forma, dimensões e localização dos mesmos, variando a taxa de sucesso entre 90 e 100%. </p>      <p >Para objectos lisos e redondos, como o caroço mumificado, o cesto de <i>Dormia    </i>é uma solução adequada<sup><a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p >Apresentamos este caso clínico pela sua raridade, no que diz respeito à localização do corpo estranho (bulbo duodenal sem patologia subjacente) e pelo tempo de permanência do corpo estranho no tubo digestivo alto (6 meses) até à sua remoção endoscópica. Na realidade, o caroço terá sido deglutido 1 mês antes do início das queixas, mas a endoscopia só teve lugar seis meses após o início da sintomatologia.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>      <!-- ref --><p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Ginsberg GG. Management of ingested foreign objects and food bolus impactions. Gastrointest Endosc 1995;41:33-38.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S0872-8178201000040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Katsinelos P, Kountouras J, Paroutoglou G. Endoscopic techniques and management of foreign body ingestion and food bolus impaction in the upper gastrointestinal tract: a retrospective analysis in 139 cases. J Clin Gastroenterol 2006;40:784-789.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Li ZS, Sun ZX, Zou DW, <i>et al</i>. Endoscopic management of foreign bodies in the upper-gastrointestinal tract: ex­perience with 1088 cases in China. Gastrointest Endosc 2006;64:485-492.</p>      <p ><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Faigel DO, Stotland BR, Kochman ML, <i>et al</i>. Device choice and experience level in endoscopic foreign object retrie­val: an in vivo study. Gastrointest Endosc 1997;45:490-492.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b ><a name="c1"></a><a href="#topc1">Correspondência</a>:</b> </p>     <p >Joana Saiote</p>     <p >Hospital Santo António dos Capuchos, Centro Hospitalar de Lisboa Central &#8211;    EPE; </p>     <p >Serviço de Gastrenterologia</p>     <p >Avenida Santo António dos Capuchos</p>     <p >1169-050 Lisboa</p>     <p ><b >E-mail:</b> <a href="mailto:joana.saiote@gmail.com">joana.saiote@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b >Tel.</b><b >:</b> +351 919 067 901</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b >Recebido para publicação:</b> 23/02/2010 e <b >Aceite para publicação:</b>    16/05/2010.</p>         ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ginsberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[GG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Management of ingested foreign objects and food bolus impactions]]></article-title>
<source><![CDATA[Gastrointest Endosc]]></source>
<year>1995</year>
<numero>41</numero>
<issue>41</issue>
<page-range>33-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
