<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-8178</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal Português de Gastrenterologia ]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J Port Gastrenterol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-8178</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-81782010000600002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Enteroscopia por cápsula na suspeita de doença de Crohn: há lugar para o Score de Lewis na prática clínica?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnosis of Crohn’s disease by capsule enteroscopy: is there a role for Lewis Score in clinical practice?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria João]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cotter]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Alto Ave Serviço de Gastrenterologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>248</fpage>
<lpage>254</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-81782010000600002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-81782010000600002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-81782010000600002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[INTRODUÇÃO: A suspeita de Doença de Crohn (DC) é uma indicação frequente para a realização de enteroscopia por cápsula (EC). No entanto, os achados endoscópicos são inespecíficos e não existem critérios validados ou um gold-standard para o diagnóstico da doença. O Score de Lewis (SL) valoriza a presença de edema vilositário, úlceras e estenoses, permitindo classificar o nível de actividade inflamatória. OBJECTIVOS: Avaliar a utilidade do SL na prática clínica, enquanto contributo para o diagnóstico da DC. MÉTODOS: Foram incluídos trinta doentes consecutivos com suspeita de DC, submetidos a EC e com um follow-upmínimo de seis meses. A actividade inflamatória foi classificada em três níveis: não significativa (score < 135); ligeira (135 &#8804; score &#8804; 790) ou moderada a severa (score > 790). RESULTADOS: Foi estabelecido o diagnóstico de DC em 10 doentes (33%). A presença de actividade inflamatória significativa (score &#8805; 135), apresentou um Valor Preditivo Positivo (VPP) = 75%, Valor Preditivo Negativo (VPN) = 94%, Sensibilidade (S) = 90% e Especificidade (E) = 85% para o diagnóstico de DC. CONCLUSÕES: A utilização do SL parece ser um indicador útil na suspeita de DC, permitindo aumentar a objectividade da interpretação dos achados endoscópicos e apresentando uma boa correlação com o diagnóstico estabelecido durante o follow-up.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION: Suspected Crohn’s Disease (CD) is a common indication for capsule enteroscopy (CE). However, lesions are nonspecific and no gold standard is available for diagnosing CD. Lewis Score (LS) measures inflammatory activity based on oedematous villous appearance, ulcers and stenoses. AIM: To evaluate the role of SL in the diagnosis of CD in clinical practice. METHODS: Thirty patients who underwent CE for suspected CD were included and followed up for at least six months. Inflammatory activity was classified in three levels: clinically insignificant (score<135), mild (135&#8804;score&#8804;790) or moderate to severe (score > 790). RESULTS: Diagnosis of CD was established in 10 patients (33%). Clinically significant inflammatory activity (score &#8805; 135) had a Positive Predictive Value (VPP) = 75%, Negative Predictive Value (VPN) = 94%, Sensitivity (S) = 90% and Specificity (E) = 85% for the diagnosis of CD. CONCLUSIONS: LS seems to be a useful index in the setting of suspected CD, increasing the objectivity of CE findings; it also has a good correlation with the diagnosis established during follow-up.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença de Crohn]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[enteroscopia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cápsula endoscópica]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Crohn’s disease]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[enteroscopy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[endoscopic capsule]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Enteroscopia</b><b> por cápsula na suspeita de doença de Crohn: há lugar para o Score de Lewis na prática clínica?</b></p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Bruno Rosa, Maria João Moreira, Ana Rebelo, José Cotter</b></p>      <p>Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar do Alto Ave &#8211; Guimarães</p>     <p><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspond&ecirc;ncia</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumo</b></p>      <p><b>INTRODUÇÃO:</b> A suspeita de Doença de Crohn (DC) é uma indicação frequente para a realização de enteroscopia por cápsula (EC). No entanto, os achados endoscópicos são inespecíficos e não existem critérios validados ou um gold-standard para o diagnóstico da doença. O Score de Lewis (SL) valoriza a presença de edema vilositário, úlceras e estenoses, permitindo classificar o nível de actividade inflamatória. <b>OBJECTIVOS:</b> Avaliar a utilidade do SL na prática clínica, enquanto contributo para o diagnóstico da DC. <b>MÉTODOS:</b> Foram incluídos trinta doentes consecutivos com suspeita de DC, submetidos a EC e com um follow-upmínimo de seis meses. A actividade inflamatória foi classificada em três níveis: não significativa (score &lt; 135); ligeira (135 &#8804; score &#8804; 790) ou moderada a severa (score &gt; 790). <b>RESULTADOS:</b> Foi estabelecido o diagnóstico de DC em 10 doentes (33%).</p>      <p>A presença de actividade inflamatória significativa (score &#8805; 135), apresentou um Valor Preditivo Positivo (VPP) = 75%, Valor Preditivo Negativo (VPN) = 94%, Sensibilidade (S) = 90% e Especificidade (E) = 85% para o diagnóstico de DC. <b>CONCLUSÕES:</b> A utilização do SL parece ser um indicador útil na suspeita de DC, permitindo aumentar a objectividade da interpretação dos achados endoscópicos e apresentando uma boa correlação com o diagnóstico estabelecido durante o follow-up. </p>      <p><b>PALAVRAS-CHAVE:</b> Doença de Crohn, enteroscopia, cápsula endoscópica.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Diagnosis of Crohn&#8217;s disease by capsule enteroscopy: is there a role for    Lewis Score in clinical practice?</b></p>      <p><b>Abstract </b></p>      <p><b>INTRODUCTION: </b>Suspected Crohn&#8217;s Disease (CD) is a common indication for capsule enteroscopy (CE). However, lesions are nonspecific and no gold standard is available for diagnosing CD. Lewis Score (LS) measures inflammatory activity based on oedematous villous appearance, ulcers and stenoses. <b>AIM:</b> To evaluate the role of SL in the diagnosis of CD in clinical practice. <b>METHODS:</b> Thirty patients who underwent CE for suspected CD were included and followed up for at least six months.</p>      <p>Inflammatory activity was classified in three levels: clinically insignificant (score&lt;135), mild (135&#8804;score&#8804;790) or moderate to severe (score &gt; 790). <b>RESULTS:</b> Diagnosis of CD was established in 10 patients (33%). Clinically significant inflammatory activity (score &#8805; 135) had a Positive Predictive Value (VPP) = 75%, Negative Predictive Value (VPN) = 94%, Sensitivity (S) = 90% and Specificity (E) = 85% for the diagnosis of CD. <b>CONCLUSIONS:</b> LS seems to be a useful index in the setting of suspected CD, increasing the objectivity of CE findings; it also has a good correlation with the diagnosis established during follow-up.</p>      <p><b>KEY-WORDS:</b> Crohn&#8217;s disease, enteroscopy, endoscopic capsule.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>Uma das indicações frequentes para a utilização da enteroscopia por cápsula    (EC) na prática clínica é a suspeita de Doença de Crohn (DC), quando os exames    endoscópicos e imagiológicos previamente realizados não são suficientes para    sustentar o diagnóstico<sup><a href="#1">1-4</a></sup><a name="top1"></a>. A    EC apresenta uma sensibilidade elevada na detecção de lesões da mucosa do intestino    delgado, parecendo ser superior às diferentes modalidades de diagnóstico radiológico    actualmente disponíveis, com base nos resultados de diversos estudos<sup><a href="#5">5-10</a></sup>.<a name="top5"></a>    Aproximadamente um terço dos doentes com DC podem apresentar lesões apenas no    intestino delgado<sup><a href="#11">11-13</a></sup>. <a name="top11"></a>Assim,    o contributo da cápsula endoscópica pode ser determinante para consolidar o    diagnóstico numa fase mais precoce da doença, com eventual impacto na estratégia    terapêutica. No entanto, a inespecificidade dos achados endoscópicos, aliada    a alguma subjectividade na sua interpretação, pode elevar o número de falsos-positivos.    Não se encontram devidamente validados os critérios que permitem sustentar o    diagnóstico de DC em EC. A presença de mais do que três ulcerações, na ausência    de medicação com anti-inflamatórios não esteróides (AINE), proposto por Mow    et al, tem sido o critério mais amplamente utilizado<sup><a href="#14">14-16</a></sup><a name="top14"></a>.    Mais recentemente, surgiram outros sistemas de classificação, entre os quais    o Score de Lewis (SL), que valoriza a presença de edema vilositário, ulceração    e estenose (Fig. 1)<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Para    calcular o SL, o tempo de trânsito da cápsula no intestino delgado é dividido    em três partes iguais, criando tercis que são pontuados individualmente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ge/v17n6/17n6a02f1.jpg" width="736" height="253"></p>     
<p class=Default><b>Fig.</b><b> 1.</b> Achados endoscópicos valorizados pelo Score    de Lewis.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>Apenas o tercil com maior actividade inflamatória é considerado para o cálculo    do SL, de acordo com a fórmula: SL = score do tercil com maior actividade inflamatória    + score de estenose. O score do tercil com maior actividade inflamatória é calculado    do seguinte modo: [(edema vilositário x extensão x discriminador) + (número    de úlceras x extensão x discriminador)]; o score de estenose é independente    da divisão por tercis, e é dado pela fórmula: número de estenoses x ulceração    x franqueabilidade. As pontuações atribuídas aos diferentes achados endoscópicos    encontram-se sumariadas na Fig. 2. A utilização do SL permite uniformizar a    leitura e interpretação dos achados endoscópicos, bem como a sua quantificação    através da atribuição de um score que estratifica o grau de actividade inflamatória    em três níveis: não significativo, ligeiro ou moderado/severo<sup><a href="#17">17</a></sup>.    Pretende-se com este trabalho avaliar a utilidade desta classificação na prática    clínica, procurando responder a duas questões: por um lado, se nos doentes com    suspeita de DC a forma de apresentação clínica está relacionada com o nível    de actividade inflamatória medido pelo SL, e por outro, se o SL é um indicador    válido para o estabelecimento do diagnóstico de DC.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n6/17n6a02f1.jpg" width="734" height="235"></p>     
<p><b>Fig.</b><b> 2.</b> Características e respectivas pontuações dos achados    endoscópicos valorizados pelo SL. A dimensão das úlceras corresponde à percentagem    da imagem que é ocupada pela úlcera, incluindo o halo eritematoso.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>MÉTODOS</b></p>      <p>Foram incluídos 30 doentes consecutivos, durante um período de três anos, entre 1 de Julho de 2006 e 30 de Junho de 2009, sendo 20 doentes do sexo feminino e 10 do sexo masculino, com idade média de 38 ± 18 [16 - 74] anos, submetidos a EC por suspeita de DC. Não foram incluídos os doentes com clínica de oclusão ou suboclusão intestinal, doentes medicados com AINE e/ou AAS no mês anterior ao exame, doentes com actividade inflamatória detectada na colonoscopia, ou doentes com follow-up inferior a seis meses após a realização da EC. Todos os doentes tinham efectuado previamente uma colonoscopia, que incluiu a realização de ileoscopia em 77% dos casos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizada endoscopia digestiva alta em 21 doentes (70%), não tendo sido detectadas lesões sugestivas de DC. Em 18 doentes (60%) foi realizado um estudo radiológico prévio (radiografia do intestino delgado ou tomografia computorizada), que revelou alterações sugestivas de DC em 5 casos.</p>      <p>Os doentes foram distribuídos por três grupos, de acordo com a forma de apresentação    da doença, com base nos critérios definidos pela International Conference on    Capsule Endoscopy (ICCE) em 2006<sup><a href="#13">13</a>, <a href="#18">18-20</a></sup><a name="top18"></a>,    conforme esquematizado na Fig. 3: Sintomas gastrointestinais (A): dor abdominal,    diarreia, perda de peso; atraso de crescimento. Manifestações extra-intestinais    (B): febre, artrite ou artralgias, pioderma gangrenoso, doença perianal, colangite    esclerosante primária/colangite. Marcadores inflamatórios (C): deficiência de    ferro, elevação da velocidade de sedimentação ou proteína C reactiva, leucocitose,    marcadores serológicos. Alterações imagiológicas (D): radiografia do intestino    delgado, tomografia computorizada (TAC). Foi ainda definido pela ICCE que uma    suspeita de DC deve ser suportada por um mínimo de dois critérios diferentes,    incluindo obrigatoriamente um do tipo A (sintomas gastrointestinais).<sup><a href="#13">13</a>,    <a href="#19">19</a></sup> No nosso estudo, incluímos no Grupo 1 os doentes    com suspeita de DC que realizaram EC sem que, no entanto, cumprissem os critérios    propostos (11 doentes); no Grupo 2 incluimos os doentes que cumpriam dois critérios    incluindo um do tipo A (A + B, A + C, A + D) (13 doentes); no Grupo 3, incluimos    os doentes que cumpriam três ou mais critérios, apresentando assim uma suspeita    de DC teoricamente mais fundamentada (A + B + C, A + B + D, A + C + D, A + B    + C + D) (6 doentes).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n6/17n6a02f3.jpg" width="735" height="341"></p>     
<p><b>Fig.</b><b> 3.</b> Critérios para suspeita de Doença de Crohn (Adaptado    de Mergener et al<sup><a href="#19">19</a></sup>).</p>     <p>&nbsp;</p>      <p>Todos os doentes foram submetidos a EC, com utilização da PillCam® SB da Given®    Imaging Ltd. (Yoqneam, Israel). A preparação intestinal foi realizada com dieta    líquida no dia anterior ao exame e jejum de 12 h previamente à ingestão da cápsula.    O software utilizado para a leitura dos exames foi o RAPID Reader® 5. As lesões    detectadas pela cápsula endoscópica foram classificadas de acordo com o Score    de Lewis (SL), permitindo a estratificação da actividade inflamatória endoscópica    em três níveis: 1) Exame normal ou actividade inflamatória não significativa    (SL &lt; 135); 2) Actividade inflamatória ligeira (135 &#8804; SL &#8804; 790);    3) Actividade inflamatória moderada a severa (SL &gt; 790)<sup><a href="#17">17</a></sup>.    Foi efectuada a análise estatística das diferenças entre as médias do SL dos    três grupos de doentes inicialmente definidos, com utilização do teste one-way    ANOVA, sendo considerado estatisticamente significativo um valor de p &lt; 0,05.</p>      <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>RESULTADOS</b></p>      <p>O tempo médio de follow-up após a realização da EC foi de 16 ± 10 [6 - 40] meses. O exame do intestino delgado foi completo em 20 doentes (66%), ou seja, em um terço dos casos o cego não foi atingido durante o período de duração da bateria da cápsula (aproximadamente 9 h). Em 4 doentes (13%) verificou-se retenção da cápsula em segmentos do intestino delgado com lesões, com permanência por um período superior a 15 dias, sendo que em nenhum dos casos houve necessidade de remoção endoscópica ou cirúrgica da cápsula, tendo a mesma sido exteriorizada espontaneamente no decorrer dos dias ou semanas seguintes.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A duração média do tempo de trânsito da cápsula endoscópica no intestino delgado    nos exames completos foi de 275 ± 103 [54 - 480] min. Durante o período de follow-up,    em 20 doentes (66%) não se confirmou a hipótese diagnóstica de DC. Nestes doentes    os marcadores inflamatórios analíticos revelaramse persistentemente negativos    e não foi introduzida qualquer medicação (55%) ou apenas medicação para controlo    sintomático, nomeadamente fármacos antiespasmódicos ou regularizadores do trânsito    intestinal (45%). Em 10 doentes (33%) foi estabelecido o diagnóstico de DC.    O diagnóstico foi confirmado histologicamente em 8 casos (80%),<sup><a href="#3">3</a></sup>    dos quais através do exame anátomo-patológico da peça operatória em doentes    operados por doença estenosante resistente à terapêutica médica, 2 em biópsias    obtidas por enteroscopia com mono-balão e 3 em biópsias do íleon terminal durante    a realização de colonoscopia com ileoscopia. Nos 2 doentes em que não foi obtida    confirmação histológica, o diagnóstico de DC foi assumido tendo em conta a evolução    clínica e analítica, bem como a resposta ao tratamento instituído.</p>      <p>Relativamente aos doentes do Grupo 1 (doentes sem critérios suficientes para uma suspeita devidamente fundamentada de DC, conforme definido anteriormente) a média do SL foi de 1 [0-8], não tendo sido detectada actividade inflamatória com significado clínico de acordo com o SL em nenhum deles. Ainda assim, num dos doentes (9%) foi assumido o diagnóstico de DC durante o follow-up, com base na evolução clínica, repetição da colonoscopia com ileoscopia e resposta à terapêutica, encontrando-se actualmente medicado com budesonido oral, com boa evolução clínica. No Grupo 2 (suspeita de DC com base em 2 critérios), 6 doentes (46%) apresentaram actividade inflamatória com significado clínico, com um SL médio de 690 [0 - 3922], correspondente a uma actividade inflamatória ligeira, tendo sido estabelecido o diagnóstico de DC em 4 doentes (31%). No Grupo 3 (suspeita de DC com base em 3 ou mais critérios), a média do SL foi de 1427 [168 - 4968], correspondente a uma actividade inflamatória moderada a severa; em todos os doentes deste grupo foi detectada actividade inflamatória significativa (SL &#8805; 135) e o diagnóstico de DC foi confirmado em 5 dos 6 doentes (83%). (Quadro 1) Foi efectuada a análise estatística das diferenças do SL entre os grupos, com utilização do teste one-way ANOVA, não havendo diferenças estatisticamente significativas (p &gt; 0,05).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n6/17n6a02q1.jpg" width="736" height="166"></p>      
<p><b>Quadro 1.</b> Nível de actividade inflamatória na EC e diagnóstico de DC durante o follow-up nos diferentes grupos de doentes.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Valor Preditivo Positivo (VPP) e Valor Preditivo Negativo (VPN) da EC na suspeita    de DC (Quadro 2): Globalmente, a actividade inflamatória detectada pela cápsula    endoscópica foi considerada significativa (SL &gt; 135) em 12 doentes (40%),    sendo que 9 deles tiveram o diagnóstico de DC confirmado durante o follow-up.    Assim, na nossa série, a presença de um SL &#8805; 135 teve um VPP de 75% para    o diagnóstico de DC. Por outro lado, em 18 doentes (60%) não foi encontrada    actividade inflamatória significativa na EC (SL &lt; 135). Destes, apenas 1    doente tem actualmente o diagnóstico de DC, o que corresponde a um VPN de 94%.    Considerando o cut-off de 790 (presença de actividade inflamatória moderada    a severa), o VPP foi de 75% (3 diagnósticos confirmados de DC em 4 doentes com    SL &gt; 790), enquanto que o VPN foi de (73%), uma vez que em 26 doentes com    SL &#8804; 790, 7 tiveram o diagnóstico de DC confirmado durante o follow-up.    Sensibilidade e Especificidade da EC na suspeita de DC (Quadro 2): A CE detectou    lesões com significado clínico (SL &#8805; 135) em 9 dos 10 doentes em que foi    confirmado o diagnóstico de DC, o que se traduz numa sensibilidade de 90%. Por    outro lado, a EC não mostrou alterações significativas (SL &lt; 135) em 17 dos    20 doentes em que o diagnóstico de DC não foi estabelecido, ou seja, na nossa    série a especificidade da EC foi de 85%. Considerando o cut-off de 790 (actividade    inflamatória moderada ou severa), aumenta a especificidade (95%), ou seja, em    apenas 1 dos 20 doentes sem diagnóstico de DC a actividade inflamatória pontuada    pelo SL foi superior a 790.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v17n6/17n6a02q2.jpg" width="734" height="128"></p>     
<p><b>Quadro 2.</b> Valor Preditivo Positivo (VPP), Valor Preditivo Negativo (VPN),    Sensibilidade (S) e Especificidade (E) da enteroscopia por cápsula na suspeita    de Doença de Crohn.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>No entanto, a sensibilidade da CE diminui substancialmente, cifrando-se nos 30%, uma vez que em apenas 3 dos 10 doentes com diagnóstico de DC a actividade inflamatória era moderada a severa.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>A crescente implementação da EC tem permitido aumentar a sua utilização no    diagnóstico da DC. No entanto, uma das suas limitações tem a ver com a inespecificidade    dos achados endoscópicos, aliada à impossibilidade de recolha de material para    exame histológico, e o consequente risco de aumento do número de falsos diagnósticos    de DC <sup><a href="#11">11</a>, <a href="#13">13</a>, <a href="#18">18</a></sup>,    pelo que a sua leitura e interpretação devem ser criteriosas. O SL utiliza um    sistema de classificação que permite caracterizar e atribuir pontuações às lesões    que num contexto clínico adequado possam ser sugestivas de DC, enquanto que    alterações minor são ignoradas, pela sua menor especificidade, menor significado    clínico ou menor nível de concordância na sua interpretação por diferentes observadores.    São exemplo de achados endoscópicos deste tipo a presença de distorção inespecífica    da arquitectura vilositária, atrofia, fissuras, nodularidade, linfangiectasias,    eritema ou erosões punctiformes<sup><a href="#17">17</a></sup>.</p>      <p>A utilização sistemática do SL na prática clínica poderá, assim, conferir uma    &#8220;linguagem comum&#8221; e critérios mais uniformes para a leitura e valorização    dos achados endoscópicos na EC. Ainda assim, importa referir que o índice não    tem capacidade discriminativa que permita fazer o diagnóstico diferencial entre    as diversas patologias que podem atingir o intestino delgado, devendo a interpretação    dos achados endoscópicos ser enquadrada no contexto clínico de cada doente<sup><a href="#11">11</a>,    <a href="#13">13</a></sup>. Na nossa série, a estratificação do nível de actividade    inflamatória com base no SL demonstrou uma boa correlação com o diagnóstico    de DC durante o follow-up. A presença de lesões consideradas significativas    pelo SL em doentes com suspeita de DC (SL &#8805; 135) teve um VPP de 75%, enquanto    que um SL inferior a 135 teve um VPN de 94%. Por outro lado, verificámos uma    elevada sensibilidade da CE, tendo sido detectadas lesões significativas (SL    &#8805; 135) em 90% dos doentes em que veio a ser confirmado o diagnóstico de    DC, e uma especificidade de 85%. O cut-off de 135 (actividade inflamatória significativa)    parece ser mais adequado para a utilização na prática clínica do que o cut-off    de 790 (actividade moderada a severa), uma vez que ao considerarmos &#8220;positivos&#8221;    apenas os exames em que a actividade inflamatória é moderada a severa (SL &gt;    790), a especificidade aumenta (95%), mas verifica-se uma redução substancial    do VPN (73%) e, sobretudo, da sensibilidade (30%).</p>      <p>O nível de suspeita inicial de DC, que tem a ver essencialmente com a forma    de apresentação da doença, parece relacionar-se com o nível de actividade endoscópica    encontrado na EC, uma tendência verificada na nossa série e igualmente suportada    por outros estudos<sup><a href="#4">4-5</a></sup>. A totalidade dos doentes    do Grupo 1 e 54% dos doentes do Grupo 2 não apresentavam actividade inflamatória    significativa na EC, ao passo que no Grupo 3, onde foram incluídos os doentes    com uma suspeita de DC mais sustentada, todos os doentes apresentaram actividade    endoscópica significativa (SL &#8805; 135). A diferença entre as médias do SL    dos vários grupos não foi estatisticamente significativa (p &gt; 0,05). O diagnóstico    de DC foi estabelecido em 9% dos doentes do Grupo 1, 31% dos doentes do Grupo    2 e 83% dos doentes do Grupo 3 (p &gt; 0,05). O único doente do Grupo 3 em que,    apesar de apresentar actividade inflamatória moderada a severa na EC (SL &gt;    790), não foi estabelecido o diagnóstico de DC durante o follow-up, apresentava    uma lesão ulcerada do íleon, que não foi possível identificar por enteroscopia    com duplo balão anterógrada e retrógrada, tendo-se procedido a laparotomia exploradora    com enteroscopia intraoperatória e enterectomia segmentar, e tendo o exame anatomo-patológico    da peça operatória revelado uma úlcera inespecífica, sem características sugestivas    de DC. A doente evoluiu favoravelmente após a cirurgia, sem necessidade de qualquer    medicação específica.</p>      <p>Estes resultados sugerem que a selecção de doentes para a realização de EC    deve ser criteriosa e tendencialmente reservada para aqueles que tenham uma    suspeita bem fundamentada de DC, correspondente na nossa série aos grupos 2    e 3, de acordo com os critérios anteriormente definidos<a name="top21"></a><sup><a href="#18">18-21</a></sup>.    De referir que 7 dos doentes do grupo 1 (64%) realizaram exames imagiológicos    previamente à enteroscopia por cápsula, não tendo revelado alterações. Nos 4    doentes incluídos neste grupo que não realizaram nenhum exame imagiológico prévio,    a cápsula não revelou qualquer alteração sugestiva de doença de Crohn (SL =    0), não tendo sido estabelecido o diagnóstico de DC durante o follow-up.</p>      <p>No estudo que apresentamos, a cápsula ficou retida em 4 doentes (taxa de retenção    de 13%), se bem que acabasse por ser expulsa espontaneamente. Trata-se de um    valor elevado se compararmos com os resultados encontrados na literatura em    doentes com suspeita de DC, que se cifram em torno de 1,4%<sup><a href="#4">4</a></sup>.    Embora a realização de um estudo imagiológico ou a utilização da cápsula de    patência não estejam formalmente indicados na suspeita de DC<sup><a href="#11">11</a></sup>,    todos estes doentes tinham efectuado um estudo imagiológico prévio, sendo que    num dos doentes este não apresentava alterações, e nos restantes três foram    descritas alterações imagiológicas minor, sem sugestão da existência de estenoses    ou fístulas do intestino delgado.</p>      <p>Em nenhum dos casos de retenção houve necessidade de remoção endoscópica ou cirúrgica da cápsula, tendo a mesma sido exteriorizada espontaneamente no decorrer dos dias ou semanas seguintes.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A utilização do SL na prática clínica parece ser um indicador útil quando se    recorre à EC para auxiliar no diagnóstico de doentes com suspeita de DC, permitindo    aumentar a objectividade da interpretação dos achados endoscópicos. Comparativamente    com o critério mais amplamente utilizado na prática clínica, proposto por Mow    et al<sup><a href="#14">14</a></sup>, que considera como sugestivo de DC a presença    de três ou mais ulcerações (o que corresponde no SL a um score mínimo de 225    - actividade inflamatória ligeira), a aplicação do SL, embora menos prática    e mais morosa, permite valorizar adicionalmente parâmetros como o edema vilositário    e a presença de estenoses, o que pode melhorar a acuidade diagnóstica da EC    nos casos de DC em que não existam ulcerações do intestino delgado (ou em número    inferior a três) associadamente a edema e/ou estenose. Permite ainda estabelecer    uma estratificação do grau de actividade inflamatória, que poderá eventualmente    funcionar como um dado orientador do processo de decisão terapêutica. A realização    de novos estudos utilizando séries retrospectivas com maior número de doentes    ou, preferencialmente, estudos prospectivos com um período de follow-up mais    alargado, serão úteis para confirmar a sua validade e o seu impacto na orientação    diagnóstica e terapêutica dos doentes com suspeita de DC.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>      <!-- ref --><p><a href="#top1">1</a>.<a name="1"></a> Muñoz-Navas M. Capsule endoscopy. World    J Gastroenterol 2009;15:1584-1586.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0872-8178201000060000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top1">2</a>. Eisen GM. Capsule endoscopy indications. American Society    for Gastrointestinal Endoscopy Clinical Update 2006;14:1-4.</p>      <p><a href="#top1">3</a>.<a name="3"></a> Herrerías JM, Caunedo A, Rodríguez-Téllez    M, et al. Capsule endoscopy in patients with suspected Crohn&#8217;s disease    and negative endoscopy. Endoscopy 2003;35:564-568.</p>      <p><a href="#top1">4</a>. <a name="4"></a>Chermesh I, Eliakim R. Capsule endoscopy    in Crohn&#8217;s disease - indications and reservations. J Crohn&#8217;s Colitis    2008;2:107-113.</p>      <p><a href="#top5">5</a>. <a name="5"></a>Sidhu R, Sanders DS, Morris AJ, et al.    Guidelines on small bowel enteroscopy and capsule endoscopy in adults. Gut 2008;57:125-136.</p>      <p><a href="#top5">6</a>. Eliakim R, Fischer D, Suissa A, et al. Wireless capsule    endoscopy is a superior diagnostic tool in comparison to barium follow through    and computerized tomography in patients with suspected Crohn&#8217;s disease.    Eur J Gastroenterol Hepatol 2003;15:363-367.</p>      <p><a href="#top5">7</a>. Fireman Z, Mahajna E, Broide E, et al. Diagnosing small    bowel Crohn&#8217;s disease with wireless capsule endoscopy. Gut 2003;42:390-392.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top5">8</a>. Leighton JA, Legnani P, Seidman EG. Role of capsule    endoscopy in inflammatory bowel disease: where we are and where we are going.    Inflamm Bowel Dis 2007;13:331-337.</p>      <p><a href="#top5">9</a>. Triester SL, Leighton JA, Leontiadis GI, et al. A meta-analysis    of the yield of capsule endoscopy compared to other diagnostic modalities in    patients with non-stricturing small bowel Crohn's disease. Am J Gastroenterol    2006;101:954-964.</p>      <p><a href="#top5">10</a>. Chong AK, Taylor A, Miller A, et al. Capsule endoscopy    vs. push enteroscopy and enteroclysis in suspected small-bowel Crohn's disease.    Gastrointest Endosc 2005;61:255-261.</p>      <p><a href="#top11">11</a>.<a name="11"></a> Bourreille A, Ignjatovic A, Aabakken    L, et al. Role of small-bowel endoscopy in the management of patients with inflammatory    bowel disease: an international OMED-ECCO consensus. Endoscopy 2009;7:618-637.</p>      <p><a href="#top11">12</a>. Magro F, Portela F, Lago P, et al. Crohn&#8217;s disease    in a southern european country: Montreal classification and clinical activity.    Inflamm Bowel Dis 2009;15:1343-1350.</p>      <p><a href="#top11">13</a>.<a name="13"></a> Lewis BS. Expanding role of capsule    endoscopy in inflammatory bowel disease. World J Gastroenterol 2008;14:4137-4141.</p>      <p><a href="#top14">14</a>.<a name="14"></a> Mow WS, Lo SK, Targan SR, et al.    Initial experience with wireless capsule enteroscopy in the diagnosis and management    of inflammatory bowel disease. Clin Gastroenterol Hepatol 2004;2:31-40.</p>      <p><a href="#top14">15</a>. Delvaux M, Friedman S, Keuchel M, et al. Structured    terminology for capsule endoscopy: results of retrospective testing and validation    in 766 small-bowel investigations. Endoscopy 2005;37:945-950.</p>      <p><a href="#top14">16</a>. Loftus EV Jr. Objective measures of disease activity:    alternatives to symptom indices. Rev Gastroenterol Disord 2007;7:8-16.</p>      <p><a href="#top17">17</a>.<a name="17"></a> Gralnek IM, Defranchis R, Seldman    E, et al. Development of a capsule endoscopy scoring index for small bowel mucosal    inflammatory change. Aliment Pharm Ther 2008;27:146-154.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top18">18</a>. <a name="18"></a>Figueiredo P, Almeida N, Lopes S,    et al. Small-bowel capsule endoscopy in patients with suspected Crohn&#8217;s    disease &#8211; diagnostic value and complications. Diagn Ther Endosc 2010;2010:ID    101284.</p>      <p><a href="#top18">19</a>.<a name="19"></a> Mergener K, Ponchon T, Gralnek I,    et al. Literature review and recommendations for clinical application of small-bowel    capsule endoscopy, based on a panel discussion by international experts. Consensus    statements for small-bowel capsule endoscopy. Endoscopy 2007;39:895-909.</p>      <p><a href="#top18">20</a>. Kornbluth A, Colombel JF, Leighton JA, et al. ICCE    consensus for inflammatory bowel disease. Endoscopy 2005;37:1051&#8211;1054.  </p>      <p><a href="#top21">21</a>.<a name="21"></a> Leighton JA, Gralnek IM, Richner    R, et al. Capsule endoscopy in suspected small bowel Crohn&#8217;s disease:    economic impact of disease diagnosis and treatment. World J Gastroenterol 2009;15:5685&#8211;5692.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b ><a name="c1"></a><a href="#topc1">Correspondência</a>: </b></p>     <p>Bruno Joel Ferreira Rosa; </p>     <p>Serviço de Gastrenterologia, </p>     <p>Centro Hospitalar do Alto Ave &#8211; Guimarães, Rua dos Cutileiros, </p>     <p>4835-044, Guimarães - Portugal; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tel</b><b>:</b> +351 253 540 330; <b>Fax:</b> +351 253 421 308;</p>     <p> <b>E-mail:</b> <a href="mailto:bruno.joel.rosa@gmail.com">bruno.joel.rosa@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Recebido para Publicação: </b>24/02/2010 e<b> Aceite para Publicação: </b>06/06/2010.<b></b></p>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muñoz-Navas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Capsule endoscopy]]></article-title>
<source><![CDATA[World J Gastroenterol]]></source>
<year>2009</year>
<numero>15</numero>
<issue>15</issue>
<page-range>1584-1586</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
