<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-8178</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal Português de Gastrenterologia ]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J Port Gastrenterol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-8178</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-81782011000300010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hepatoscopia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hepatoscopy]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Veiga]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paula]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>18</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>143</fpage>
<lpage>144</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-81782011000300010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-81782011000300010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-81782011000300010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Hepatoscopia</b></p>      <p><b>Hepatoscopy</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Paula Veiga<sup>1</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>Mestre em História e Cultura Pré-Clássica por Lisboa, e Ciências Biomédicas e Forenses para Egiptologia por Manchester</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v18n3/18n3a10f1.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 1.</b> Fígado de argila com secções dedicadas aos deuses, onde se colocavam marcas correspondentes às zonas observadas no fígado do animal, notando-se marcas divinatórias de relevância a serem interpretadas. ©<i>The Trusteesof the British Museum.</i></p>     <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os antigos Egípcios conservavam o fígado, os intestinos, os pulmões e o estômago em vasos, depois de os tratarem com unguentos próprios que se destinavam a conservá-los para a vida no além, acompanhando o defunto mumificado.</p>      <p>Quem fazia a adivinhação? Na Roma Antiga um haruspex, do Latim <i>auspex</i> (auspício), era um homem treinado para a adivinhação, haruspício, hepatoscopia ou hepatomancia. O haruspício <sup>1</sup> seria o acto de inspeccionar as entranhas de animais sacrificados para o efeito: cordeiros, ovelhas, cabras ou carneiros (bois e cabras na Grécia). O animal tinha que ter a melhor aparência possível; só os melhores exemplares serviam para o sacrifício ritual. Os <i>haruspex</i> (adivinho) tinham que estar impecavelmente limpos para proceder à adivinhação, tal como estavam no antigo Egipto os sacerdotes praticantes de rituais. Lavagem, depilação, fumigações com incenso e orações faziam parte do ritual de purificação antes do acto.</p>      <p>Esta consulta teria como objectivo saber quais as intenções dos deuses, as quais seriam reflectidas na alma. Para os Babilónios, o fígado era o ‘assento’ da vida e, portanto, a sede da alma humana<sup>2</sup>. Os deuses tutelares doharuspício eram <i>Shamash</i>, deus-sol, e <i>Adad</i>, deus do oráculo<sup>3</sup>. O acto ritual era praticado no exterior para que os deuses pudessem participar activamente, de dia e com sol; se realizado de noite, as oferendas eram feitas a <i>Sin</i>, deus da lua, requisitando a sua assistência, conjuntamente com as estrelas. A prática começou na antiga Babilónia (diferentes autores apontam para 5000 a.C., 3500 a.C. e o reinado de Sargão I da Babilónia – 2280 - 2215 a.C.), mas esta continuou a ser praticada pelos povos da Palestina, Fenícios, Gregos, Etruscos e Romanos. Desde aproximadamente 652 a.C., Assurbanipal, 685 - 627 a.C., último rei do Império Neo-Assírio, ordenava que se registassem estes extispícios, o que nos dá a possibilidade de comparar teoria e prática<sup>4</sup>. Os reis assírios até levavam adivinhos consigo nas campanhas militares...<sup>5</sup>. Já os antigos Egípcios também davam extrema importância ao fígado, como reporta o papiroEbers de cerca de 1550 a.C.</p>      <p>A facilidade do exame poderá ter começado ao abrir uma ovelha; o fígado está muito próximo da superfície abdominal, na zona centro-direito, e é de fácil manipulação. A suavidade natural do órgão faz com que qualquer anomalia seja facilmente detectável, e sendo umorgão muito irrigado de sangue, a sua escolha como órgão divinatório era óbvia. Na época dos monoteísmos, as referências ao fígado continuaram, talvez por herança cultural e proximidade das culturas. Nos ensinamentos do profeta Mohammed, o termo fígado húmido refere-se à alma e o Livro dos Salmos, Salmo 30, refere o fígado como sede das emoções; ‘o fígado canta’; nas traduções ocidentais esta palavra foi substituída pela palavra coração.</p>      <p>Modelos em argila e bronze de fígados de carneiros foram encontrados em diversas escavações arqueológicas das antigas Assíria e Babilónia. Mais de 30 espécimes foram também encontrados onde antes se situava a antiga cidade de Mari (exemplares no Louvre). A maior parte das tábuas de argila com textos de adivinhação ainda se encontram por estudar, pois os académicos não têm grande admiração por estas práticas, considerando-as ainda meras superstições.</p>        <p>Existem vários volumes da extensa colecção de publicações sobre a colecção doBritish Museum em Londres que referem os textos de <i>extispicium</i><sup>6</sup>, o exame daexta, a víscera, a prática de consultar as entranhas de animais para prever ou adivinhar eventos futuros. Um projecto importante nesta área está a ser desenvolvido pelo Prof. Irving Finkel<sup>7</sup>.</p>      <p>Os modelos encontrados mostram como os fígados de argila eram divididos em secções com orifícios no centro, mostrando marcações cuneiformes, e em cada uma delas representado o nome de uma divindade. À medida que observavam o fígado do animal, os adivinhos marcavam os quadrantes correspondentes, formando um mapa no modelo de argila. A hepatoscopia analisava os lobos superiores e inferiores do fígado, seus apêndices, a vesícula biliar, os canais cístico e hepático e as veias. Os sinais no lado direito do fígado eram favoráveis, e os da esquerda desfavoráveis. Pedaços de madeira ou marcas eram então colocados nos orifícios do modelo.</p>      <p>O sacerdote qualificado para esta adivinhação era o <i>barû</i><sup>8</sup>, o animal escolhido era o <i>amutu</i>, por ser considerado <i>mattalat šame</i>, o &quot;espelho do Céu.&quot; O animal e o deus a consultar tornavam-se então num só. O <i>barû</i> não se limitava a observar o fígado e os intestinos, como até há algum tempo se pensava; estudava também os pulmões, os rins e todas as vísceras que lhe pareciam importantes para o diagnóstico.</p>      <p>Como eram interpretadas então as vísceras? O exame começava pelo fígado e vesícula biliar, na direcção contrária aos ponteiros do relógio, depois inspeccionavam-se os pulmões, e os outros órgãos eram vistos genericamente; os anéis do cólon eram contados e qualquer tipo de marca em forma geométrica era analisada. As zonas do fígado que chamavam primeiro a atenção seriam os lobos inferiores esquerdo e direito, o lobo superior com os seus dois apêndices, o <i>processus pyramidalis</i> e o <i>processus papillaris</i>, a vesícula biliar, o canal cístico, o canal hepático, o canal biliar comum, a veia hepática e a veia porta<sup>9</sup>. O número de marcas ou <i>tiranu</i> eram depois analisadas<sup>10</sup>. Alguns exemplos de resultados desta adivinhação: uma inversão da proporção habitual do lobo significava uma inversão da ordem natural das coisas, portanto, um escravo podia dominar o seu senhor ou um filho revoltar-se contra o seu pai. Uma veia hepática defeituosa à esquerda podia significar a derrota em breve dos seus inimigos. Uma vesícula biliar inchada era interpretada como um possível aumento de poder. Um canal cístico longo seria equivalente a um reinado longo, uma depressão na porta do fígado, uma perda de sucessos...<sup>11</sup>.</p>      <p>Não se registando alterações na forma ou cor, não havia nada de preocupante a assinalar. Uma vez que não existem dois fígados exactamente iguais do ponto de vista anatómico, a variedade de previsões que o <i>barû</i> podia fazer era imensa. No caso de persistirem os sinais desfavoráveis, um segundo animal era sacrificado para nova consulta, e um terceiro... O ritual era relatado por escrito, e, como tal, um escriba fazia o papel de secretário, apontando notas no <i>barûtu</i>, o manual de apontamentos<sup>12</sup>. Não se sabe o que faziam depois, se aproveitavam o animal para consumo, quais os procedimentos de limpeza empregues, uma vez que o local deveria ficar semelhante a uma mesa de autópsias...</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diagnósticos e prognósticos clínicos, assim como tratamentos, eram confirmados por rotina com o extispício, conforme relata o médico-chefe <i>Urad-Nanaya</i>, ao serviço do rei <i>Esarhaddon</i> ou <i>Esar-Hadom</i> (681 - 669 a.C.), pai de <i>Assurbanípal</i>. Autores contemporâneos que estudam esta prática comparam as descrições feitas em textos gregos com as práticas contemporâneas de hepatoscopia e análise de outras vísceras em África, para tentar perceber como estas seriam feitas na antiguidade<sup>13</sup>.</p>      <p>Existem espécimes de argila de origem babilónica e assíria no <i>Museum of Science</i> de Londres, no <i>British Museum</i> de Londres e no <i>Louvre</i> em Paris <sup>32</sup> , bem como no museu de <i>Chiusi</i> e no de <i>Piacenza</i>, sendo estes italianos de origem etrusca. Existem também exemplares, alguns<i>hititas</i>, em museus na Síria, Turquia e outros em Israel.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. L. S. King, M. C. Meehan. A history of the autopsy. A review. American Journal of Pathology 1973;73:514-544.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S0872-8178201100030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Reuben, A. The body has a liver.Hepatology 2004;39:1179-1181.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S0872-8178201100030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Nougayrol Jean. Les rapports des haruspicinesétrusque et assyrobabylonienne et le foie d'argile deFalerii Veteres (Villa Giulia 3786), in Comptes-rendus des séances del'année, Académie des inscriptions et belles-lettres, 1955;99eannée, N. 4, pp. 509-519.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S0872-8178201100030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Koch-Westenholz, Ulla. Babylonian liver omens: the chaptersManzazu, Padanu and Pantakalti of the Babylonianextispicy series mainly from Aššurbanipal's library, Volume 25 of Carsten Niebuhr Institute Publications, Museum Tusculanum Press, 2000.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S0872-8178201100030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Kuntz, 2006, Hepatology: principles and practice: history, morphology, biochemistry, diagnostics, clinic, therapy, Birkhäuser.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S0872-8178201100030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Derek Collins. Mapping the Entrails: The Practice of Greek Hepatoscopy. American Journal of Philology 2008;129:319-345.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0872-8178201100030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. <a href="http://www.britishmuseum.org/the_museum/departments/staff/middle_east/irving_finkel.aspx" target="_blank">www.britishmuseum.org/the_museum/departments/staff/middle_east/irving_finkel.aspx</a> (Acesso em Abril 2011)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S0872-8178201100030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Reading Livers Through Reading Literature: HEPATOSCOPY and HARUSPICY in Iliad 20:469 ff &amp; 24:212 ff,Aeneid 4:60 ff &amp; 10.175 ff, Cicero and Pliny on Divination, among others, <a href="http://traumwerk.stanford.edu/archaeolog/2007/09/reading_livers_through_reading_1.html" target="_blank"> http://traumwerk.stanford.edu/archaeolog/2007/09/reading_livers_through_reading_1.html</a> (Acesso em Abril 2011)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S0872-8178201100030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 9. Jastrow, Morris. Hepatoscopy and Astrology in Babilonia and Assyria – Proceedings. American Philosophical Society 1908;47.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S0872-8178201100030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Lutz, H. F. ACassite Liver-Omen Text. Journal of the American Oriental Society 1918;38:77-96.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S0872-8178201100030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Osler, W. Hepatoscopy among the Babylonians. JAMA 1988;259:1949.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S0872-8178201100030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Robson, Eleanor. Sacrificial divination: confirmation by extispicy, Knowledge and Power. Higher Education Academy 2010.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S0872-8178201100030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Derek Collins. Mapping the Entrails: The Practice of Greek Hepatoscopy. American Journal of Philology 2008;129:319-345.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S0872-8178201100030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[King]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meehan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A history of the autopsy: A review]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Pathology]]></source>
<year>1973</year>
<volume>73</volume>
<page-range>514-544</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reuben]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The body has a liver]]></article-title>
<source><![CDATA[Hepatology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>39</volume>
<page-range>1179-1181</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nougayrol]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jean]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Les rapports des haruspicinesétrusque et assyrobabylonienne et le foie d'argile deFalerii Veteres (Villa Giulia 3786)]]></article-title>
<source><![CDATA[Comptes-rendus des séances del'année]]></source>
<year>1955</year>
<volume>4</volume>
<edition>99</edition>
<page-range>509-519</page-range><publisher-name><![CDATA[Académie des inscriptions et belles-lettres]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koch-Westenholz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ulla]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Babylonian liver omens: the chaptersManzazu, Padanu and Pantakalti of the Babylonianextispicy series mainly from Aššurbanipal's library]]></source>
<year>2000</year>
<volume>25</volume>
<publisher-name><![CDATA[Carsten Niebuhr Institute Publications, Museum Tusculanum Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kuntz]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hepatology: principles and practice: history, morphology, biochemistry, diagnostics, clinic, therapy, Birkhäuser]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Derek]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mapping the Entrails: The Practice of Greek Hepatoscopy]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Philology]]></source>
<year>2008</year>
<volume>129</volume>
<page-range>319-345</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morris]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jastrow]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hepatoscopy and Astrology in Babilonia and Assyria: Proceedings]]></article-title>
<source><![CDATA[American Philosophical Society]]></source>
<year>1908</year>
<volume>47</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lutz]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Cassite Liver-Omen Text]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Oriental Society]]></source>
<year>1918</year>
<volume>38</volume>
<page-range>77-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Osler]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hepatoscopy among the Babylonians]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1988</year>
<volume>259</volume>
<page-range>1949</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robson]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eleanor]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sacrificial divination: confirmation by extispicy, Knowledge and Power]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[Higher Education Academy]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Derek]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mapping the Entrails: The Practice of Greek Hepatoscopy]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Philology]]></source>
<year>2008</year>
<volume>129</volume>
<page-range>319-345</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
