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</front><body><![CDATA[ <p><b>Colecistectomia Videolaparoscópica Transumbilical Single Site com Equipamento de Laparoscopia Convencional.</b></p>     <p><b>Transumbilical Videolaparoscopic Cholecystectomy (Single Site) With Standart Laparoscopyc Instruments</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Carla Rolanda<sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Braga &amp; Domínio de Investigação em Ciências Cirúrgicas - ICVS</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>O artigo intitulado “Colecistectomia videolaparoscópica transumbilical (<i>single site</i>) com equipamento de laparoscopia convencional” recentemente publicado por Alves Júnior e colaboradores mereceu-nos atenção e algumas considerações que gostaria de partilhar. Embora aborde uma temática tradicionalmente adstrita à Cirurgia Geral, vale a pena revisitar alguns conceitos e perceber o contexto actual da cirurgia minimamente invasiva (MIS), onde também temos lugar enquanto gastrenterologistas.</p>      <p>A colecistectomia é um dos procedimentos abdominais mais comuns, sendo por isso uma referência na evolução cirúrgica. Tal como descrevem os autores do artigo em apreciação, a primeira colecistectomia laparoscópica foi realizada em 1987 pelo ginecologista francês <i>Phillipe Mouret</i>, esta abordagem tornou-se rapidamente <i>gold standard</i>. Na actualidade, a maioria dos procedimentos, com excepção do transplante, pode ser feita por via laparoscópica ou toracoscópica, com grande vantagem para o doente – cicatrizes mínimas, reduzidos índice de dor e tempo de internamento e retoma mais célere da actividade quotidiana. Foram-se os tempos do “grande cirurgião, grande incisão” e chegava o advento do minimamente invasivo. Enquanto isto, a endoscopia digestiva tornava-se mais e mais interventiva e, na verdade, os actores do palco gastrointestinal – cirurgiões minimamente invasivos e gastrenterologistas de intervenção – tornaram-se cada vez mais parecidos, acompanhando os trabalhos por videoendoscopia, separados apenas pela parede do tracto digestivo. Porém, essa barreira também se esfumou no pioneirismo de <i>Reddy, Rao</i> e <i>Anthony Kalloo</i>, este último descrevendo em 2004 a realização da peritoneoscopia transgástrica com biopsia hepática em modelo porcino (pequena correcção à descrição de Alves Júnior e col.). Emergia assim o conceito de cirurgia endoscópica por orifícios naturais (NOTES), augurando ainda menos invasividade do que a laparoscopia – ausência de cicatrizes e dor, menor necessidade anestésica, opção preferencial em obesos e doentes com infecção, queimadura ou herniação da parede. Depois da abordagem transgástrica exploraram-se em modelo animal as vias transvesical<sup>1</sup>, trancólica<sup>2</sup>, transvaginal e transesofágica<sup>3</sup>, em procedimentos de maior ou menor complexidade. Como seria de esperar a colecistectomia, agora dita de 3ª geração, foi uma das intervenções mais testadas e a primeira descrição é de <i>Per-Ola Park</i> em 2005<sup>4</sup>, apontando limitações da abordagem transgástrica sobretudo na triangulação dos instrumentos e na capacidade de tracção/manipulação dos tecidos. Alguns destes aspectos foram colmatados nos nossos trabalhos, combinando a via transgástrica com a via transvesical<sup>5,6.</sup> Note-se a diferença entre o conceito de combinação de vias naturais (<i>NOTES</i> puro) versus híbrido (acesso natural e transparietal em simultâneo). Claro está que neste processo de experimentação se identificaram entraves técnicos à translação imediata do <i>NOTES</i> para humanos, sobretudo relacionados com a criação e encerramento seguro das portas transviscerais. Eis a razão porque foi recuperada a colpotomia posterior, uma conhecida abordagem ginecológica<sup>7</sup> que permite o acesso abdomino-pélvico, com dimensão passível de extracção de peças e possibilidade de criação e encerramento sob visualização directa. O facto de se conhecer a sua segurança desde longa data permitiu-lhe a projecção subsequente a partir do mediatismo da primeira colecistectomia por <i>NOTES</i> em Strasbourg pelo grupo de <i>Jacques Marescaux<sup>8</sup></i>. Desde então, a cirurgia híbrida usando orifícios naturais, em particular a transvaginal, disseminou-se por vários pontos do mundo, com recurso a mais ou menos trocars de apoio para colmatar com segurança os défices técnicos dos endoscópios convencionais, naquilo que Alves Júnior e col. referem como transição prática entre a laparoscopia e o puro <i>NOTES</i><sup>9,10</sup>. Entretanto, o entusiasmo inicial da indústria no patrocínio do <i>NOTES</i> foi um pouco refreado pela pressão do mercado laparoscópico, nesta sequência surgiu a cirurgia transumbilical e o conceito single-port uma forma de cirurgia sem cicatriz (disfarçada pela cicatriz natural) ao encontro da demanda estética dos pacientes. Aqui se enquadra o trabalho de Alves Júnior e col., verificando-se que tal como outros semelhantes na literatura apenas confirma a exequibilidade da técnica (ainda que mais complexa) e o benefício estético, falta demonstrar se os índices de segurança são semelhantes à laparoscopia clássica (triangulada) e se acrescenta mais-valias relativamente à dor e tempos de convalescença. Qual a impressão dos autores sobre estes aspectos? Isto é deveras importante para consagrar a colecistectomia por porta-única como uma abordagem competitiva com a laparoscopia clássica triangulada de 5 mm com recurso a 3-4 trocars. E é tanto mais verdade quando se evidencia que o conceito <i>scarless</i> pode também ser conseguido pela laparoscopia triangulada se se usarem instrumentos de 3 mm sem recurso a trocars através da inserção directa de instrumentos na cavidade abdominal, naquilo que os cirurgiões pediátricos descreveram como laparoscopia triangulada por <i>stab-incisions</i> ou mini-laparoscopia que não deixa na parede abdominal qualquer sequela cicatricial. A evolução biomédica dos instrumentos cirúrgicos, a comparação dos resultados das primeiras séries de diferentes abordagens concorrentes (<i>Single-port</i> ou porta-única, mini-laparoscopia triangulada, <i>NOTES</i> transvaginal) com a laparoscopia clássica e a demanda dos pacientes determinarão no futuro próximo qual a melhor técnica minimamente invasiva para realizar colecistectomia.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Lima E, Rolanda C, Pêgo JM<i>, et al</i>. Transvesical endoscopic peritoneoscopy: a novel 5 mm port for intra-abdominal scarless surgery. J Urol 2006;176:802-805.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000013&pid=S0872-8178201100040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Pai RD, Fong DG, Bundga ME, <i>et al.</i> Transcolonic endoscopic cholecystectomy: a NOTES survival study in a porcine model (with video). Gastrointest Endosc 2006;64:428-34.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000014&pid=S0872-8178201100040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Sumiyama K, Gostout CJ, Rajan E, <i>et al</i>. Transesophageal mediastinoscopy by submucosal endoscopy with mucosal flap safety valve technique. Gastrointest Endosc 2007;65:679-683.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000015&pid=S0872-8178201100040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Park PO, Bergström M, Ikeda K, <i>et al</i>. Experimental studies of transgastric gallbladder surgery: cholecystectomy and cholecystogastric anastomosis (videos). Gastrointest Endosc 2005;61:601-606.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000016&pid=S0872-8178201100040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Rolanda C, Lima E, Pêgo JM, <i>et al</i>. Third-generation cholecystectomy by natural orifices: transgastric and transvesical combined approach (with video). Gastrointest Endosc 2007;65:111-117.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000017&pid=S0872-8178201100040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Rolanda C, Lima E, Correia-Pinto J. Searching the best approach for third-generation cholecystectomy. Gastrointest Endosc 2007;65:354.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000018&pid=S0872-8178201100040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Decker A. Culdoscopy a method for visual diagnosis of gynaecologic disease. Ciba Clin Symp 1952;4:201-210.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000019&pid=S0872-8178201100040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Marescaux J, Dallemagne B, Perretta S, <i>et al.</i> Surgery without scars: report of transluminal cholecystectomy in a human being. Arch Surg 2007;142:823-826.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000020&pid=S0872-8178201100040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Moreia-Pinto J, Lima E, Correia-Pinto J, <i>et a</i>l. N.O.T.E.S.: a Review. World J Gastroenterol 2011 (in press).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000021&pid=S0872-8178201100040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Lima E, Rolanda C, Autorino R, et al. Experimental foundation for natural orifice transluminal endoscopic surgery and hybrid natural orifice transluminal endoscopic surgery. BJU Int 2010;106:913-918.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000022&pid=S0872-8178201100040001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p><b>Resposta à carta ao Editor:</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>António Alves Júnior<sup>1</sup>, Izabele Rabelo de Oliveira<sup>2</sup>, Milena Passos Lima<sup>2</sup>, Alessandra Freitas Vasconcelos Barros<sup>3</sup>, José Jeová de Oliveira Filho<sup>4</sup>, Hernan Augusto Centurion Sobral<sup>5</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Professor Adjunto do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS); <sup>2</sup>Académicas de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS); <sup>3</sup>Médica residente em cirurgia geral do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (UFS) <sup>4</sup>Médico cirurgião do aparelho digestivo; <sup>5</sup>Médico cirurgião coloproctologista</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Nossos melhores cumprimentos à Prof. Doutora Carla Rolanda mediante os comentários originários a partir do artigo “Colecistectomia videolaparoscópica transumbilical (single site) com equipamento de laparoscopia convencional” publicado na edição Maio/Junho do Jornal Português de Gastrenterologia.</p>      <p>Toda e qualquer inovação cirúrgica requer um tempo para tornar-se exequível, rotineira ou até mesmo substitutiva de algum procedimento já considerado padrão. São necessárias curvas de aprendizado, comprovação de segurança e demonstração dos potenciais benefícios do procedimento inovador na tentativa de estabelecer respaldo científico e permitir a divulgação/ execução do novo método. Na evolução da cirurgia, vivemos a era da cirurgia minimamente invasiva representada, na actualidade, pelas cirurgias orificiais, conhecidas como NOTES, e pelas cirurgias por via transumbilical (TUES).</p>      <p>O resultado estético da técnica TUES, que permite o desaparecimento de cicatrizes visíveis uma vez que a cicatriz é somente umbilical, pode ser evidenciado na literatura<sup>1,2. </sup>Tal resultado também pode ser alcançado com a utilização de instrumental da minilaparoscopia. Entretanto, a redução no diâmetro dos instrumentos cirúrgicos minilaparoscópicos também trouxe consigo algumas limitações na execução da técnica, impossibilitando que a mesma pudesse ser aplicada sistemicamente em todos os pacientes<sup>3</sup>.<sup></sup></p>      <p>Desde 2008, a nossa equipa executa cirurgias por via transumbilical. Desde então, não apenas colecistectomias, mas também biópsias hepáticas, associadas ou não a herniorrafia umbilical e inguinal, além de apendicectomia foram realizadas totalizando 51 procedimentos via transumbilical. O tempo cirúrgico foi inicialmente maior quando comparado à técnica convencional, mas deve-se considerar a curva de aprendizado uma vez que se trata de uma inovação no acesso cirúrgico. O acompanhamento ambulatorial de tais pacientes se fez sem quaisquer complicações pós-operatórias além do efeito estético extremamente satisfatório, com cicatrizes intra-umbilicais apenas, demonstrando que a cirurgia por via transumbilical é segura e factível, mesmo utilizando o instrumental de videolaparoscopia convencional assim como o faz outros autores<sup>4</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nossa experiência leva a crer que pacientes obesos, com história de cirurgias abdominais prévias ou aderências são menos propensos a se beneficiarem com a técnica por acesso único.</p>      <p>Nosso intento é continuar nesta linha de pesquisa e, no futuro, tentar demonstrar os aspectos comparativos referentes à dor e à resposta metabólica nos procedimentos videolaparoscópicos convencionais e naqueles executados por via transumbilical. Além disso, ressaltamos a grande importância do aperfeiçoamento de instrumental articulado, já utilizado por Guo e cols. (2008) e Martins e cols. (2009)<sup>5</sup><sup>,6</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <p>1. Nguyen NT, Reavis KM, Hinojosa MW, et al. Laparoscopic transumbilical cholecystectomy without visible abdominal scars. J Gastrointest Surg 2009;13:1125-1128.</p>      <p>2. Tacchino R, Greco F, Matera D. Single-incision laparoscopic cholecystectomy: surgery without a visible scar. Surg Endosc 2009;23:896-899.</p>      <p>3. Dávila-Ávila FD, Tsin DA. Cirugía por orificios naturales (NOTES y manos) ¿La tercera revolución quirúrgica? Asociación Mexicana de Cirugía Endoscópica 2006;7:6-13.</p>      <p>4. Bucher P, Pugin F, Buchs N, et al. Single port access laparoscopic cholecystectomy (with video). World J Surg 2009;33:1015-1019.</p>      <p>5. Guo W, Zhang ZT, Han W, et al. Transumbilical single-port laparoscopic cholecystectomy: a case report. Chin Med J 2008;121:2463-2464.</p>      <p>6. Martins MVDC, Skinovsky J, Coelho, DE. Colecistectomia videolaparoscópica por trocarte único (SITRACC®) – Uma nova opção. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões 2009;36:177-179.</p>      ]]></body>
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