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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Carcinoma de Pequenas Células do Esófago: Apresentação de dois Casos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Primary small cell carcinoma of the esophagus is a rare disease, characterized by an aggressive course with poor overall outcome. The incidence rate ranges from 0,8% to 2,4% of all esophageal malignancies, with approximately 350 cases described in the literature1-3. Authors report two cases of male patients, with esophageal small cell carcinoma, treated with chemotherapy and radiotherapy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b> Carcinoma de Pequenas Células do Esófago – Apresentação de dois Casos</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Luís Alberto Schlittler<sup>1</sup>, Nicolas Silva Lazaretti<sup>1</sup>, Rodrigo Ughini Villaroel<sup>1</sup>, Sibele Klitzke<sup>2</sup>, Viviane Weiller Dallagasperina<sup>2</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Médico Oncologista do Hospital da Cidade de Passo Fundo/ RS/Brazil; <sup>2</sup>Académica de Medicina da Universidade de Passo Fundo</p>     <p> <a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO </b></p>      <p>O carcinoma de pequenas células de esófago é uma patologia rara, caracterizada por mau prognóstico, sobretudo pelo seu comportamento biológico agressivo. A sua incidência corresponde a 0,8% a 2,4% das patologias malignas de esófago, tendo sido relatados cerca de 350 casos na literatura<sup>1-3</sup>. Os autores apresentam dois casos de pacientes do sexo masculino, com carcinoma de pequenas células de esófago, tratados com quimioterapia e radioterapia. </p>      <p><b>PALAVRAS-CHAVE:</b> Carcinoma de pequenas células, esófago.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Small Cell Carcinoma of the Esophagus</b></p>        <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Primary small cell carcinoma of the esophagus is a rare disease, characterized by an aggressive course with poor overall outcome. The incidence rate ranges from 0,8% to 2,4% of all esophageal malignancies, with approximately 350 cases described in the literature<sup>1-3</sup>. Authors report two cases of male patients, with esophageal small cell carcinoma, treated with chemotherapy and radiotherapy. </p>      <p><b>KEYWORDS:</b> Small cell carcinoma, esophagus.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>O carcinoma de pequenas células caracteriza-se por um comportamento biológico agressivo e um mau prognóstico. Esta neoplasia, que tem como origem mais comum o pulmão, tende a disseminar-se precocemente e, em mais de 60% dos casos, o paciente apresenta doença disseminada no momento do diagnóstico. Este tipo de tumor tem uma boa resposta inicial à quimioterapia, porém na maioria das vezes esta resposta é temporária. A localização esofágica do carcinoma é rara, com uma incidência estimada de 0,8% a 2,4% das neoplasias malignas do esófago. Actualmente, existem cerca de 350 casos publicados desde a sua primeira descrição em 1952, e na maioria, evidenciam a sua agressividade, mau prognóstico e incertezas quanto à natureza da patologia e qual a melhor opção terapêutica<sup>1-3</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caso 1: </b>Paciente D.S., sexo masculino, de 64 anos, procurou apoio médico em Dezembro de 2006, com queixas de disfagia progressiva e perda de peso (16 kg) há oito meses. Referia ser ex-alcoólico (90 a 120 gramas de etanol/dia durante 20 anos, abstinente há 5 anos) e manter hábitos tabágicos (aproximadamente 30 cigarros/dia há 45 anos). Fazia-se acompanhar do resultado da Endoscopia Digestiva Alta (EDA) que evidenciou uma lesão úlcero-vegetante aos 20 cm da arcada dentária, friável e sangrante ao toque do aparelho e determinando estenose parcial do lúmen esofágico. Foram realizadas biopsias da lesão que revelaram um carcinoma neuroendócrino de pequenas células, o que foi confirmado pelo estudo imuno-histoquímico (Fig. 1 e 2).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v18n5/18n5a06f1.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 1.</b> Fotomicrografia de ninho de células tumorais – Caso I. (Hematoxilina e Eosina – 200 x).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v18n5/18n5a06f2A.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 2. A.</b> Painel imuno-histoquímico – Pancitoqueratina – 400 x.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><img src="/img/revistas/ge/v18n5/18n5a06f2B.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 2. B.</b> Painel imuno-histoquímico – Sinaptofisina – 400 x.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v18n5/18n5a06f2C.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 2. C.</b> Painel imuno-histoquímico – TTF1 – 400 x.</p>      <p>&nbsp;</p>        <p>No momento da admissão, o paciente apresentava anemia normocítica e normocrómica, sem outras alterações em exames laboratoriais. Foi realizada Tomografia Computadorizada (TC) de Tórax, que evidenciou a presença de dois processos expansivos arredondados, estreitamente relacionados com as paredes esofágicas, com efeito compressivo extrínseco sobre o lúmen, situados na porção superior do esófago. Estas lesões expansivas estavam estreitamente relacionadas e exerciam efeito compressivo sobre a aurícula esquerda e as veias pulmonares superiores e inferiores anteriormente, sendo que posteriormente, estendiam-se até a coluna vertebral e aorta. Adicionalmente, observou-se uma grande lesão expansiva mediastínica apresentando áreas sugestivas de necrose no seu interior, comprometendo a porção distal do esófago de maneira circunferencial, iniciando-se na porção intertraqueobrônquica e estendendo-se caudalmente, aparentemente fazendo corpo com uma lesão ganglionar localizada inferiormente à carina. O parênquima pulmonar não apresentava alterações, excepto por enfisema pulmonar com múltiplas bolhas subpleurais. A ecografia abdominal era normal.</p>      <p>Foi instituído tratamento com quimioterapia associada à radioterapia por se tratar de um tumor localmente avançado. O paciente foi submetido a seis ciclos de quimioterapia com a combinação dos agentes etoposido e carboplatina. Seguiu-se tratamento com radioterapia sobre o mediastino, na dose de 50 Gy, que terminou em Setembro 2007.</p>      <p>Houve remissão da doença, com melhoria dos sintomas. A EDA realizada cinco meses após o tratamento não evidenciou lesão neoplásica. Porém, a resposta obtida com a terapêutica não se manteve, havendo progressão local e sistémica da doença, com óbito devido a infecção respiratória e metástases 16 meses após o diagnóstico.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Caso 2: </b>Paciente A.E.S., sexo masculino, 61 anos, procurou apoio médico em Maio de 2009, com queixas de pirose há 6 meses, de início insidioso, progressiva, agravada pela ingestão de alimentos cítricos, acompanhada de anorexia, perda de peso (12 Kg em 6 meses) e disfagia para sólidos. Refere tabagismo (20 cigarros/dia há 40 anos) e história de etilismo (60 a 90 gramas de etanol/dia nos dias úteis e quantidades superiores a 150 gramas de etanol/dia nos fins-de-semana durante 30 anos, abstinente há 10 anos).</p>      <p>A EDA revelou lesão irregular no segmento distal do esófago, junto à junção esofago-gástrica, friável e sangrante ao toque da pinça, determinando estenose parcial do lúmen esofágico. Foi realizada a biópsia da lesão, que revelou um carcinoma neuroendócrino de pequenas células, o que foi confirmado pelo estudo imuno-histoquímico (Fig. 3 e 4). A TC de Tórax evidenciou espessamento parietal circunferencial do terço distal do esófago, determinando estenose luminal, sem sinais de obstrução completa, de aspecto indeterminado, provavelmente neoplásico. O parênquima pulmonar e grandes vasos apresentavam-se sem alterações, excepto sinais de enfisema centro-acinar e subpleural. A TC do Abdómen evidenciou pequenas formações nodulares hipodensas no fígado, medindo aproximadamente 1 cm de diâmetro, somente visualizadas na fase portal, localizadas nos segmentos hepáticos VII e VIII, de aspecto indeterminado. A Cintigrafia Óssea demonstrou captação aumentada, em grau moderado, de 99 mTc – MDP, na extremidade anterior do sétimo arco costal direito, não podendo excluir-se doença metastática.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v18n5/18n5a06f3.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 3.</b> Fotomicrografia de ninho de células tumorais – Caso II. (Hema­toxilina e Eosina – 200 x).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v18n5/18n5a06f4.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 4.</b> Fotomicrografia de ninho de células tumorais evidenciando núcleos ovais, atípicos e hipercromáticos – Caso II. (Hematoxilina e Eosina – 400 x).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Instituiu-se tratamento com quimioterapia e radioterapia local, devido à extensão da doença. Após finalizar o quarto ciclo de quimioterapia com os agentes Etoposido e Cisplatina e receber tratamento com radioterapia na dose de 46Gy, observou-se excelente resposta ao tratamento, com resolução completa dos sintomas. Aguardam-se exames complementares após a terapêutica para correcta avaliação prognóstica e eventual abordagem posterior.</p>        <p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>O carcinoma de pequenas células de esófago caracteriza-se por uma rápida progressão e agressividade, que resulta numa curta sobrevida e elevada mortalidade. A sobrevida média estimada dos pacientes com carcinoma de pequenas células de esófago é de 5,1 meses, independentemente do tratamento instituído<sup>4</sup>. No 1º caso relatado neste artigo, o paciente teve uma sobrevida de 16 meses após o diagnóstico, superando a média observada nos estudos publicados. Casas e col (1996) realizaram a revisão dos casos de 199 pacientes e estimaram o tempo de sobrevida média em 8 meses para pacientes com doença limitada, com uma sobrevida de 17% aos 24 meses. O tempo de sobrevida média foi de 3 meses<sup>5</sup>. Já <i>Beyer e col </i>(1997) realizaram uma revisão de 134 casos e evidenciaram um tempo de sobrevida média de 5,3 meses, com uma probabilidade de sobrevida de 10% aos 24 meses<sup>2</sup>. Em relação à apresentação clínica, o sintoma mais frequente é a disfagia que, geralmente, surge dois a três meses antes de ser efectuado o diagnóstico<sup>7</sup>. Os dois pacientes dos casos relatados neste artigo tinham como queixa a disfagia, embora um deles tenha valorizado mais a pirose. A idade média dos pacientes varia dos 58 anos aos 63,8 anos<sup>5,6</sup>. A patologia é mais prevalente no sexo masculino, com proporções relatadas que variam de 1,3:1 a 3,2:1<sup>5,7</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Histologicamente, define-se o carcinoma de pequenas células do esófago pela presença de células pequenas, redondas, ovais ou poligonais, com núcleo hipercromático e escasso citoplasma. A presença de grânulos neurosecretores na microscopia electrónica é frequente, porém não essencial para o diagnóstico<sup>4,5,8</sup>. Vários trabalhos relatam uma combinação do carcinoma de pequenas células do esófago com o carcinoma de células pavimentosas, o que evidencia a heterogeneidade da apresentação histológica, que pode ter origem em reservatórios de células pluripotentes<sup>10</sup>. Há positividade para determinados marcadores celulares, como o SYN, CD56, NSE e TTF - 1, o que indica que eles podem ser úteis para o diagnóstico diferencial deste tumor. A verdadeira etiologia e histogénese do tumor permanecem controversas<sup>4</sup>.</p>      <p>O tratamento mais eficaz para o carcinoma de pequenas células de esófago ainda não foi estabelecido pelo pequeno número de casos descritos e falta de estudos com um número satisfatório de pacientes<sup>11</sup>. Até ao momento, poucos pacientes obtiveram resposta completa ao tratamento e uma sobrevida prolongada<sup>12</sup>. O tratamento a instituir aos pacientes e o prognóstico são determinados pelo estadiamento na ocasião do diagnóstico. Infelizmente, a maioria dos pacientes com tumores do esófago apresenta-se com lesões localmente avançadas ou metástases em outros órgãos, e já não são passíveis de tratamento curativo<sup>13</sup>. Quimioterapia em combinação com radioterapia local é uma opção efectiva para carcinomas em estadio inicial, uma vez que resultam em remissão clínica aparente neste grupo de pacientes<sup>4,5</sup>. Um regime de quimioterapia neoadjuvante, seguido de radioterapia e quimioterapia adjuvante foi descrito por Casas (1995), num caso com remissão completa da doença e sobrevida superior a seis anos após a terapêutica<sup>15</sup>. Já a quimioterapia isolada não está indicada pois não induz remissão clínica e não promove sobrevida livre de doença<sup>4,5</sup>. Em tumores localmente avançados, sugere-se que a terapêutica principal seja baseada na quimioterapia<sup>11,12</sup>. No tratamento por quimioterapia, a cisplatina ou a associação entre carboplatina e etoposido são as alternativas sugeridas<sup>4</sup>. Os dois pacientes tiveram regressão tumoral importante e melhoria sintomática após terapêutica com quimioterapia associada a radioterapia, entretanto um deles teve recidiva tumoral meses após terminar o tratamento.</p>      <p>Devido à rápida progressão da doença, a ressecção cirúrgica não é considerada tratamento de escolha<sup>14</sup>, porém, talvez esta afirmação possa ser contestada no futuro, uma vez que há casos descritos com tempo de sobrevida superior a cinco anos após a ressecção cirúrgica<sup>15</sup>. Uma opção defendida é a de que pacientes com lesões macroscópicas com possibilidade de ressecção e sem metástases à distância possam ser submetidos a cirurgia após quimioterapia<sup>4</sup>. Deve-se evidenciar, no entanto, que muitos dos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico têm recorrência precoce com metástases à distância e que micrometástases, que não são detectadas antes da cirurgia, estão frequentemente associadas ao carcinoma de pequenas células de esófago<sup>5</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CONCLUSÃO</b></p>      <p>O carcinoma de pequenas células de esófago é uma patologia rara, de etiologia e histogénese pouco conhecidas. Trata-se de uma doença com frequente disseminação sistémica, agressiva, cujo estudo clínico é importante para determinar qual a melhor opção terapêutica.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. McKeown F. Oat cell carcinoma of the esophagus. J Pathol Bacteriol 1952;64:889–891.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0872-8178201100050000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Beyer KL, Marshall JB, Diaz-Arias AA, <i>et al. </i>Primary small cell carcinoma of the esophagus. J Clin Gastroenterol 1991;13:135–141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0872-8178201100050000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Madroszyk A, Egreteau J, Martin L, <i>et al. </i>Small-cell carci­noma of the esophagus: report of three cases and review of the literature with emphasis on therapy. Ann Oncol 2001;12:1321–1325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0872-8178201100050000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Yachida S, Matsushita K, Usuki H, <i>et al. </i>Long-term survi­val after resection for small cell carcinoma of the esopha­gus. Ann Thorac Surg 2001;72:596-597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0872-8178201100050000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Casas F., Ferrer F., Farrús B., <i>et al. </i>Primary small cell car­cinoma of the esophagus: a review of the literature with emphasis on therapy and prognosis. Cancer 1997;80:1366-1372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0872-8178201100050000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Medgyesy CD, Wolff RA, Putnam JB Jr, <i>et al.</i> Small cell carcinoma of the esophagus: the University of Texas M. D. Anderson Cancer Center experience and literature review. Cancer 2000,88:262-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0872-8178201100050000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Yun JP, Zhang MF, Hou JH. Primary small cell carcinoma of the esophagus: clinicopathological and immunohistochemical features of 21 cases. BMC Cancer 2007;7:38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0872-8178201100050000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. McFadden D.W., Rudnicki M., Talamini M.A. Primary small cell carcinoma of the esophagus. Ann Thorac Surg 1989;47:477-480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0872-8178201100050000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Osugi H, Takemura M, Morimura K, <i>et al.</i> Clinicopathologic and immunohistochemical features of surgically resected small cell carcinoma of the esophagus. Oncol Rep 2002;9:1245-1249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0872-8178201100050000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10. Takubo K, Nakamura K, Sawabe M, <i>et al.</i> Primary undifferentiated small cell carcinoma of the esophagus. Hum Pathol 1999;30:216-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0872-8178201100050000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Huncharek M, Muscat J. Small Cell Carcinoma of the Eso­phagus - The Massachusetts General Hospital Experien­ce, 1978 to 1993. American College of Chest Physicians, 1995;107:179-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0872-8178201100050000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Law SYK, Fok M, Lam KY, <i>et al. </i>Small Cell Carcinoma of the Esophagus. Cancer 1994;73:2894-2899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0872-8178201100050000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Queiroga, R., Pernambuco, A.P. Esophageal Cancer: Epi­demiology, Diagnosis and Treatment. Revista Brasileira de Cancerologia 2006;52:173-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-8178201100050000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>14. Casas F, Farrús B, Daniels M, <i>et al. </i>Six-year Follow-up of Primary Small Cell Carcinoma of the Esophagus Showing a Complete Response: A Case Report. Japanese Journal of Clinical Oncology 1996;26:180-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-8178201100050000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>15. Craig S.R., Carey F.A., Walker W.S., <i>et al. </i>Primary small-cell cancer of the esophagus. J Thorac Cardiovasc Surg 1995;109:284-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-8178201100050000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a>: Sibele Klitzke; rua Marcelino Ramos, no 70/402,  Centro - Passo Fundo/Rio Grande do Sul/Brasil, Código Postal:99010-160.  E-mail: <a href="mailto:sibeleklitzke@yahoo.com.br">sibeleklitzke@yahoo.com.br</a></p>      ]]></body>
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