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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Gastrointestinal duplications cysts are a rare congenital disease and may arise anywhere in the gastrointestinal tract. The ileum and the jejunum are the most common sites and gastric localization is rare, comprising about 4 % of all alimentary tract duplications. Most of them are diagnosed early in life. The authors report a case of gastric duplication cyst with ectopic pancreatic epithelium diagnosed in an adult submitted to surgery]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Quisto de Duplicação Gástrica com Epitélio Pancreático Ectópico: Apresentação na Idade Adulta</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Sofia Ribeiro<sup>1</sup>*, Ana Catarina Rego<sup>1</sup>, Nuno Nunes<sup>2</sup>, José Renato Pereira<sup>3</sup>, Nuno Paz<sup>3</sup>, Vítor Carneiro<sup>4</sup>, Maria Antónia Duarte<sup>5</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Interna do Internato Complementar de Gastrenterologia, Serviço de Gastrenterologia, Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, EPE.</p>      <p><sup>2</sup>Assistente Hospitalar de Gastrenterologia, Serviço de Gastrenterologia, Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, EPE.</p>      <p><sup>3</sup>Assistente Hospitalar Graduado de Gastrenterologia, Serviço de Gastrenterologia, Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, EPE.</p>      <p><sup>4</sup>Director do Serviço de Anatomia Patológica, Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, EPE</p>      <p><sup>5</sup>Directora do Serviço de Gastrenterologia, Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, EPE.</p>      <p><sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a><b>Autor para correspondência</b></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>      <p>Os quistos de duplicação gastrointestinal são malformações congénitas raras que podem surgir ao longo de todo o tubo digestivo. São mais frequentes no íleon e jejuno, sendo a localização gástrica das mais raras (4%)<sup>1</sup>. A maioria dos casos é diagnosticada na infância.</p>      <p>Os autores descrevem o caso de um quisto de duplicação gástrica com epitélio pancreático ectópico diagnosticado na idade adulta, submetido a cirurgia de resseção. </p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b>: Quisto de duplicação gastrointestinal, quisto de duplicação gástrica no adulto, epitélio pancreático ectópico.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Gastric duplication cyst with ectopic pancreatic epithelium: Presentation in the adult</b></p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Gastrointestinal duplications cysts are a rare congenital disease and may arise anywhere in the gastrointestinal tract. The ileum and the jejunum are the most common sites and gastric localization is rare, comprising about 4 % of all alimentary tract duplications. Most of them are diagnosed early in life.</p>      <p>The authors report a case of gastric duplication cyst with ectopic pancreatic epithelium diagnosed in an adult submitted to surgery. </p>      <p><b>KEY-WORDS</b>: Gastrointestinal duplication cysts, adult gastric duplication cysts, ectopic pancreatic epithelium</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODUÇÃO</b></p>      <p>Os quistos de duplicação gastrointestinal podem surgir ao longo de todo o tubo digestivo, desde a boca até ao ânus e são malformações congénitas raras. Em 1733, foi publicado o primeiro relato por Calder<sup>2</sup> e em 1937 Ladd<sup>3</sup> definiu o termo “quisto de duplicação do tubo digestivo” para descrever um grupo de malformações congénitas que apresentam três características:</p>      <p>1 - Serem rodeados por uma camada muscular desenvolvida;</p>      <p>2 - Serem revestidos, parcialmente, por mucosa gastrointestinal;</p>      <p>3 - Estarem ligados a uma parte do tubo digestivo.</p>      <p>As duplicações são mais frequentes no intestino delgado, sendo a localização gástrica das mais raras (4%).</p>      <p>Na sua maioria, os quistos de duplicação gástrica (QDG) são diagnosticados na infância, antes dos 12 anos em 75% dos casos. São malformações mais comuns no sexo feminino (2:1).</p>      <p>As duplicações gástricas podem ser classificadas, segundo Wieczorek, em <i>quísticas</i>, sem comunicação com o lúmen (80% dos casos), e <i>tubulares</i>, com comunicação com o lúmen do estômago<sup>4</sup>.</p>      <p>São mais comuns na grande curvatura gástrica e no bordo mesentérico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existem várias teorias propostas para a formação dos QDG, como defeitos de recanalização do estadio sólido do intestino, persistência de divertículos embrionários, acidentes vasculares intra-uterinos, gemelaridade incompleta e defeitos na formação do notocórdio<sup>5</sup>. Nenhuma teoria explica todas as características, parecendo actuar diversos mecanismos, estando descritas outras alterações congénitas em 35 % dos casos de duplicação gástrica<sup>1</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CASO CLÍNICO</b></p>      <p>Doente do sexo feminino, raça caucasiana, com 58 anos, enviada à consulta por quadro de dispepsia. A doente referia desconforto epigástrico desde há dois anos, com agravamento nos últimos três meses. Neste período, negava vómitos, saciedade precoce, anorexia, emagrecimento, hematémeses e alteração do trânsito intestinal. Não referia sintomatologia gastrenterológica na infância. Como doenças associadas apresentava hipertensão arterial e depressão, medicadas com losartan, sertralina e omeprazol. No exame objectivo do abdómen não havia evidência de massa palpável. Não apresentava alterações relevantes no perfil analítico pedido.</p>      <p>Realizou Endoscopia Digestiva Alta que revelou ao nível do antro, na pequena curvatura, lesão polipóide com cerca de 5 cm, revestida por mucosa normal. A lesão ocupava um terço do lúmen, bilobulada e móvel com os movimentos peristálticos (Figura 1). Para investigação de provável lesão submucosa ou compressão extrínseca, efectuou trânsito gastroduodenal que mostrou deformação mantida na face inferior do antro parecendo corresponder a compressão extrínseca. A Tomografia Computorizada Abdominal revelou lesão quística polipóide, bilobulada, anexa à parede posterior do antro (Figura 2).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v19n1/19n1a07f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1 </b>Imagem endoscópica da lesão bilobulada , com cerca de 5 cm, no antro.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v19n1/19n1a07f2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 2 </b>Imagem de TC abdominal com lesão quística anexa à parede posterior do antro.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Realizou Ecoendoscopia que caracterizou a formação subepitelial, como uma lesão anecogénica de aspecto quístico, na dependência da camada submucosa, bem definida. Encontrava-se dividida em 2 locas por septo incompleto, medindo 4,8 cm (Figura 3). Na punção guiada, o exame citológico, evidenciou agrupamentos celulares com epitélio cilíndrico glandular, sem evidência de alterações sugestivas de malignidade. Estes aspectos eram compatíveis com quisto de duplicação gástrica.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v19n1/19n1a07f3.jpg"></p>     
<p><b>Figura 3 </b>Imagem de ecoendoscopia mostrando formação subepitelial anecogénica na dependência da camada submucosa.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A doente foi proposta para cirurgia, tendo sido submetida a gastrectomia em cunha por laparatomia. Microscopicamente junto ao retalho do antro reconhecia-se uma cavidade unilocular sem conteúdo, revestida por mucosa gástrica, apresentando um foco de epitélio pancreático ectópico. (Figuras 4, 5 e 6).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v19n1/19n1a07f4.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 4 </b>Hematoxilina-eosina- Observa-se retalho da parede em comum do estômago e do QDG com foco ectópico de pâncreas exócrino (seta).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v19n1/19n1a07f5.jpg"></p>     
<p><b>Figura 5 </b>Tricrómio de Masson- Observa-se numa maior ampliação as várias camadas que compõe o retalho.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ge/v19n1/19n1a07f6.jpg"></p>     
<p><b>Figura 6 </b>Citoqueratina AE1/AE3- marca positivamente o revestimento epitelial do quisto, a camada epitelial gástrica e o componente epitelial do pâncreas ectópico.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A doente neste momento encontra-se assintomática.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>DISCUSSÃO</b></p>      <p>Os QDG são congénitos e a maioria sintomáticos e, como tal, são habitualmente diagnosticados e tratados na infância (67% antes de um ano de idade)<sup>7</sup>. Os sintomas de apresentação variam, sendo mais frequente um quadro de dor epigástrica, vómitos e massa palpável, que faz diagnóstico diferencial, no recém-nascido, com estenose pilórica hipertrófica.</p>      <p>Os sintomas tornam-se mais inespecíficos na idade adulta e dependem do tamanho, da localização do quisto e da presença de complicações.</p>      <p>Podem manifestar-se apenas por um quadro de dispepsia, inespecífico, como no caso apresentado ou por massa palpável, emagrecimento, quadro de infecção, obstrução, perfuração ou hemorragia do quisto.</p>      <p>No passado, raramente eram diagnosticados pré-operatoriamente, mas com a crescente utilização de meios imagiológicos e principalmente da ecoendoscopia são cada vez mais identificados.</p>      <p>A EDA pode evidenciar um abaulamento da parede ou formação polipóide, mas pode não mostrar alterações, se não causar efeito de massa no lúmen gástrico. O diagnóstico diferencial é feito com a compressão extrínseca por estruturas adjacentes, e com lesões sub- epiteliais como o lipoma, leiomioma ou GIST.</p>      <p>O Trânsito gastroduodenal revela defeito de preenchimento intra-mural, tal como o caso relatado, ou pode mostrar a comunicação quando se trata de duplicação de tipo tubular.</p>      <p>Na TC é possível identificar lesão quística ou tubular, adjacente ao tubo digestivo. Habitualmente localizam-se no bordo mesentérico, na grande curvatura. No caso apresentado encontrava-se adjacente à face posterior do antro. No entanto a TC pode não esclarecer as relações do quisto com os órgãos vizinhos, obrigando ao diagnóstico diferencial com lesões quísticas pancreáticas, massa renal, sarcoma retroperitoneal ou mesmo com quisto hidático.</p>      <p>A ecoendoscopia permite distinguir entre lesão intramural e extramural, tratando-se de lesão intramural determina a camada de origem. O QDG é habitualmente anecóico, homogéneo, bordos regulares e com origem na terceira camada (submucosa). Pode conter septos, níveis líquidos ou material ecogénico.</p>      <p>O QDG é recoberto por epitélio de tipo gástrico, mas em um terço dos casos, pode conter mucosa ectópica de tipo intestinal, respiratória ou pancreática.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso apresentado, a punção aspirativa levou à colheita de material mucóide com agrupamentos celulares de epitélio cilíndrico glandular, sem alterações morfológicas de malignidade. Os dados endosonográficos e o exame citológico foram muito sugestivos de quisto de duplicação gástrica. Por estarem descritos casos na literatura de transformação maligna e complicações (úlcera, hemorragia e perfuração), a cirurgia de excisão do quisto é considerada o <i>gold standard</i>.</p>      <p>Nos QDG de tipo tubular não é necessária cirurgia se ambos os lúmenes gástricos estiverem patentes. Nos QDG de tipo quístico, deve proceder-se à resseção do quisto e se necessário excisão da parede em comum com o estômago. Neste caso realizou-se uma gastrectomia em cunha por laparotomia, após conversão de laparoscopia.</p>      <p>Estão descritos casos de sucesso com resolução endoscópica.</p>      <p>O estudo anatomo-patológico da peça confirmou o diagnóstico e identificou a presença de epitélio pancreático ectópico.</p>      <p>Na presença de epitélio pancreático ectópico, a amílase poderá estar elevada no conteúdo do quisto (>4000 u/ml)<sup>6</sup>, por esta razão deve ponderar-se, na investigação, o estudo bioquímico do conteúdo do quisto com doseamento de amilase.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Blinder G, Hiller N, Adler SN. A double stomach in na adult. Am J Gastroenterol 1999; 94:1110-1112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0872-8178201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Calder J. Medical essays obser 1733;1: 205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0872-8178201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Ladd WC. Duplication of the alimentary tract. South Medical Journal 1937;30:363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0872-8178201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Wiecrorek RL, Seidman I, Ranson JH, <i>et al</i>. Congenital duplication of the stomach: case report and review of the English literature. Am J Gastroenterol 1984; 79:597-602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0872-8178201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Stern LE, Warner BW. Gastrointestinal duplications. Sein Pediatr Surg, 2000;9:135-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0872-8178201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Sena KA, Rabelo GD, Albuquerque W. Cisto de duplicação gástrica com parênquima pancreático ectópico em adulto assintomático. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões 2003;30:402-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0872-8178201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. D’Journo XB, Moutardier V, Turrini O, <i>et al</i>. Gastric duplication in an adult mimicking mucinous cystadenoma of the pancreas. J Clin Pathol 2004;57:1215-1218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0872-8178201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup><b>Autor para correspondência</b></p>     <p>Serviço de Gastrenterologia</p>      <p>Morada: Hospital Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPE – Avenida D. Manuel I, 9500-370 Ponta Delgada</p>      <p>Telefone: +351 296 203 000 | Fax: +351 296 203 090</p>      <p>E-mail:<a href="mailto:srodribeiro@gmail.com"> srodribeiro@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publicação: 11/12/2009 e Aceite para publicação: 16/04/2010</p>        ]]></body><back>
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