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</front><body><![CDATA[ <p><b>Reprocessamento em endoscopia digestiva</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Guidelines for reprocessing in digestive endoscopy</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Cristina Costa<sup>a</sup>, Elaine Pina<sup>b</sup>, Etelvina Ferreira<sup>c</sup>, Susana Ramos<sup>d</sup>, Marie Isabelle Cremers<sup>e,&#8727;</sup>, Pedro Figueiredo<sup>f</sup>, Joaquim Andrade<sup>g</sup>, Elsa Monteiro<sup>h</sup>, Leopoldo Maria Lemos Cunha Matos<sup>i</sup> e José Cotter<sup>j</sup></b></p>      <p><sup>a</sup> Divisão da Segurança do Doente, Direcção-Geral da Saúde</p>      <p><sup>b</sup> Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infecção Associada aos Cuidados de Saúde, Direcção-Geral de Saúde</p>      <p><sup>c</sup> Comissão de Controlo de Infecção, Hospital dos Lusíadas, Lisboa, Portugal</p>      <p><sup>d</sup> Gabinete de Gestão de Risco, Hospital de Santa Marta, Lisboa, Portugal</p>      <p><sup>e</sup> Serviço de Gastrenterologia, Hospital de São Bernardo, Centro Hospitalar de Setúbal, EPE, em representação da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>f</sup> Serviço de Gastrenterologia, Hospitais da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal, em representação da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva</p>      <p><sup>g</sup> Unidade de Endoscopia, Hospital Senhora da Oliveira-Guimarães, Portugal, em representação da Associação Nacional de Enfermeiros de Endoscopia Digestiva</p>      <p><sup>h</sup> Unidade de Técnicas de Gastrenterologia, Hospital de São Bernardo, Centro Hospitalar de Setúbal, EPE, Portugal, em representação da Associação Nacional de Enfermeiros de Endoscopia Digestiva</p>      <p><sup>i</sup> Serviço de Gastrenterologia, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE, Lisboa, Portugal, em representação da Direcção do Colégio de Especialidade de Gastrenterologia</p>      <p><sup>j</sup> Serviço de Gastrenterologia, Hospital Senhora da Oliveira-Guimarães, Portugal. Direcção-Geral da Saúde para a área da Gastrenterologia </p>      <p><sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a><b>Autor para correspondência</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      <p>O reprocessamento adequado dos endoscópios flexíveis e dos respetivos acessórios é parte essencial do programa de segurança e de garantia da qualidade em endoscopia digestiva<sup>1</sup>. O material endoscópico tem algumas particularidades que dificultam a sua descontaminação, nomeadamente fatores relacionados com a presença de ângulos agudos, juntas, superfícies fechadas inacessíveis e mecanismos diversos, o número e tipo de canais, o seu comprimento e flexibilidade, a composição com materiais de várias características, e a termossensibilidade.</p>      <p>A descontaminação de endoscópios tem sido objeto de recomendações nacionais e internacionais. Contudo, algumas das recomendações nem sempre são aplicáveis na prática. Torna-se por isso necessário identificar e avaliar os riscos inerentes ao procedimento a fim de os categorizar e caracterizar, de forma a introduzir medidas para os eliminar ou, quando isso não é praticável, minimizá-los na medida do possível.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar dos desenvolvimentos tecnológicos como máquinas de reprocessamento automático, introdução de novos desinfetantes e endoscópios de mais fácil desinfeção, os princípios orientadores de descontaminação continuam os mesmos<sup>2-4</sup>.</p>      <p>Por outro lado, a diversidade de locais onde se efetua o reprocessamento de material de endoscopia torna necessário desenvolver recomendações flexíveis que se adaptem às diferentes realidades, sem pôr em causa a eficácia do processo e a segurança dos profissionais e dos utentes.</p>      <p>É ainda necessário reconhecer que nem todas as medidas possuem evidências claras para a sua recomendação, nomeadamente: o tempo de armazenamento após o qual é necessário reprocessar o material endoscópico antes da sua utilização, o papel do controlo microbiológico do material endoscópico para assegurar a qualidade e eficácia dos procedimentos adotados, a durabilidade e longevidade dos endoscópios e a sua relação com a possibilidade de se obterem reduzidos níveis de desinfeção após determinado número de anos ou procedimentos efetuados<sup>1</sup>.</p>      <p>As Unidades de Endoscopia Digestiva (UED), na promoção de boas práticas para a melhoria contínua da qualidade e da segurança nos cuidados, devem seguir as seguintes recomendações:</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 1: organização e gestão</b></p>      <p>Desenvolver um procedimento escrito e datado que estabeleça as diretrizes para o reprocessamento de material endoscópico. O procedimento deve ser revisto a cada 3 anos.</p>      <p>Nomear um profissional como responsável pelo reprocessamento de material endoscópico, com definição das suas funções e responsabilidades, as quais devem incluir a autonomia para intervir sempre que se identifiquem falhas nas práticas de reprocessamento.</p>      <p>Nas UED integradas em unidades de saúde, onde é obrigatória a existência de Comissões de Controlo de Infeção, estas devem participar na definição e monitorização das diretrizes para o reprocessamento. Nas outras UED esta função será atribuída ao Responsável Técnico.</p>      <p>Efetuar uma avaliação de riscos anualmente ou sempre que as circunstâncias se alterem.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Promover reuniões regulares de equipa para a análise e discussão das diretrizes e outras questões relacionadas com o reprocessamento.</p>      <p>Registar e analisar os incidentes relacionados com falhas no reprocessamento na UE, com notificação para o sistema de reporte de eventos adversos da instituição.</p>      <p>Registar evidências de que foram tomadas as medidas apropriadas mediante os incidentes reportados.</p>      <p>Realizar auditorias internas aos procedimentos de reprocessamento.</p>      <p>Os relatórios das auditorias devem ser analisados e discutidos com o responsável e com a equipa.</p>      <p>Os relatórios das auditorias com as propostas de melhoria devem ser enviados ao Conselho de Administração/Responsável Técnico.</p>      <p>Disponibilizar as Fichas Técnicas e Fichas de Dados de Segurança dos detergentes, desinfetantes, e do material endoscópico de forma a garantir a sua utilização de acordo com as recomendações do fabricante.</p>      <p>Definir um plano de integração para os profissionais que trabalham na área do reprocessamento, com registos comprovativos de formação no manuseamento dos vários tipos de material endoscópico e de reprocessamento existentes na UED.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 2: estrutura física e ambiente</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A UED deve disponibilizar uma área separada para o reprocessamento com zonas específicas para sujos, limpos e armazenamento, possibilitando a circulação do material endoscópico num só sentido.</p>      <p>A área deve dispor de um sistema de ventilação e extração de ar adequado e controlo da temperatura e humidade. <i>Cat IB e IC</i><sup>1,5-7</sup></p>      <p>Deve existir uma bancada com 2 cubas para lavagem e enxaguamento do material endoscópico.</p>      <p>As cubas devem ter o tamanho adequado de modo a permitir a correta lavagem manual do material endoscópico, e a sua localização e disposição devem salvaguardar a exposição dos profissionais de saúde a riscos biológicos, químicos e ergonómicos.</p>      <p>Na área de reprocessamento deve existir um lavatório exclusivo para a higienização das mãos<sup>8</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 3: segurança e saúde dos profissionais</b></p>      <p>A área de reprocessamento deve ser concebida de modo a garantir um serviço eficiente e efetivo sem risco para profissionais e utentes.</p>      <p>Os profissionais de saúde devem realizar exames de saúde periódicos. <i>Cat 1C</i></p>      <p>O equipamento de proteção individual (EPI) necessário para a atividade de reprocessamento deve estar disponível na UED, em quantidade e qualidade adequadas. <i>Cat I C</i><sup>8</sup> Luvas de uso único, de punho elevado, resistentes a químicos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Máscaras e óculos de proteção ou visores faciais completos.</p>      <p>Aventais de plástico com mangas ou batas impermeáveis, com mangas compridas e punho.</p>      <p>Todos os profissionais de saúde devem utilizar o EPI de acordo com a avaliação de risco efetuada.</p>      <p>Todos os profissionais envolvidos na utilização de químicos deverão estar informados acerca dos riscos que podem ocorrer durante a utilização destes produtos.</p>      <p>Deve existir um procedimento escrito e datado para a eliminação segura dos resíduos líquidos com risco biológico ou químico de acordo com as Fichas de Dados de Segurança dos detergentes e desinfetantes utilizados e a legislação em vigor. O procedimento deve ser revisto a cada 3 anos.</p>      <p>Deve existir um procedimento escrito e datado para situações de derramamentos de químicos. O procedimento deve ser revisto a cada 3 anos.</p>      <p>Deve existir um procedimento escrito e datado para situações de derramamentos de líquidos orgânicos. O procedimento deve ser revisto a cada 3 anos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 4: formação</b></p>      <p>Todos os profissionais que realizam o reprocessamento devem ser qualificados e ter formação e treino no manuseamento do material endoscópico e no cumprimento das precauções básicas para a prevenção e controlo de infeção. <i>Cat. IA</i><sup>1,2,8,9</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É essencial que haja prática regular e formação continua a fim de os profissionais se manterem atualizados. Mesmo sendo recomendável o uso de RAE, os profissionais devem ser treinados em métodos manuais a fim de garantir o reprocessamento nas pequenas UED assim como em caso de falha mecânica, de forma a não colocar em causa a eficácia do processo e a segurança do utente e dos profissionais.</p>      <p>Deve ser realizada formação interna obrigatória bienal e sempre que se verifiquem alterações significativas na área do reprocessamento, para todos os profissionais intervenientes no processo.</p>      <p>Toda a formação deve ser registada.</p>      <p>As instruções de todo o material endoscópico, as políticas e procedimentos, assim como as Fichas de Dados de Segurança dos produtos devem estar acessíveis aos profissionais.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 5: reprocessamento do endoscópio</b></p>      <p>A maioria das diretrizes para reprocessamento do endoscópio indica 6 passos:</p>      <p>1) Limpeza</p>      <p>a. Preliminar</p>      <p>b. Manual</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2) Enxaguamento (para remover resíduos do detergente)</p>      <p>3) Desinfeção</p>      <p>4) Enxaguamento (para remover resíduos do desinfetante</p>      <p>5) Secagem</p>      <p>6) Armazenamento</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Os endoscópios que entram em contacto com membranas mucosas, são classificados como artigo semicrítico e devem ser submetidos no mínimo a desinfeção de alto nível após cada utilização (<i>Cat. IA</i><sup>1,5,6,9,10-12</sup>)</p>      <p>O reprocessamento dos endoscópios deve ser realizado por profissionais treinados e numa zona específica para o mesmo logo após cada procedimento.</p>      <p>O reprocessamento dos endoscópios deve ser realizado entre procedimentos e no fim de cada sessão<sup>1</sup>.</p>      <p>O reprocessamento no início de cada sessão irá depender do tipo de armazenamento dos endoscópios. Se houver um período de paragem superior a 72 h (endoscópios em armário com barreira sanitária) ou 12 horas (endoscópios em armário sem barreira sanitária) estes devem ser novamente reprocessados antes da utilização no utente, a não ser que, mediante uma avaliação de risco, se adote outro período limite. Cat II</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>A: limpeza preliminar</b></p>      <p>Antes de desconectar o endoscópio, o profissional de saúde deve limpar as superfícies externas do tubo de inserção com compressa macia e detergente enzimático, irrigar os canais de ar/água, e aspirar vigorosamente a solução de detergente. <i>Cat. IB</i><sup>1,5,6,8-10,13 </sup>Nos endoscópios em que o canal de ar/água é combinado, deve-se posicionar e ativar a válvula de modo a permitir a irrigação do canal.</p>      <p>Durante o transporte para a zona de descontaminação, os endoscópios devem ser contidos de modo a prevenir a exposição dos profissionais de saúde, utentes e ambiente a microrganismos potencialmente infeciosos. Um contentor aberto pode ser suficiente se a sala de reprocessamento for imediatamente adjacente à sala de exames (não deve haver circulação por zonas de utilização comum). Caso haja passage por zonas comuns, o contentor deve ser fechado e estar identificado. <i>Cat. II</i><sup>10</sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>B: Limpeza Manual</b></p>      <p>O teste de fugas deve ser realizado de acordo com as instruções do fabricante e antes de cada ciclo de reprocessamento a fim de se verificar qualquer dano das superficies internas e externas do endoscópio. <i>Cat. IB</i><sup>5,6,8-10</sup> Em caso de deteção de fugas, o reprocessamento deve ser interrompido de imediato e ser providenciada a reparação do endoscópio. Neste caso, o profissional deve sinalizar que o endoscópio não se encontra desinfetado.</p>      <p>O endoscópio deve ser completamente imerso em água com detergente de acordo com as instruções do fabricante. <i>Cat. IB</i><sup>1,5,6,8-10,12</sup></p>      <p>Todas as válvulas e outros componentes removíveis do endoscópio devem ser retirados (válvula de sucção, válvula de ar/água, válvula do canal de trabalho e outros acessórios). <i>Cat. IB</i><sup>1,5,6,8-10,12</sup></p>      <p>As superfícies externas do endoscópio, as entradas das válvulas e respetivas aberturas, devem ser inspecionadas e limpas utilizando uma compressa de tecido não tecido e um escovilhão macio, a parte distal do endoscópio deve ser limpa com uma escova macia nomeadamente as pontes/ elevadores. <i>Cat. IB</i><sup>1,5,6,8-10,12</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os escovilhões e escovas podem ser de uso único ou reutilizáveis. Caso sejam reutilizáveis, devem ser reprocessados de acordo com as indicações do fabricante.</p>      <p>Todos os canais e lúmenes devem ser preenchidos e irrigados com a solução de limpeza. Devem ser usados adaptadores de endoscópios específicos para garantir o preenchimento completo e a lavagem com detergente a fim de remover todo o material orgânico. <i>Cat. IB</i><sup>1,5,6,8-10,12</sup></p>      <p>Todos os canais acessíveis devem ser limpos com um escovilhão flexível com cerdas macias e intactas concebidas para esse fim, de tamanho adequado, de modo a garantir o contacto com as paredes do canal e até que o escovilhão se encontre visivelmente limpo no final do processo. <i>Cat.</i> <i>II</i><sup>1,6,8,9,14</sup></p>      <p>A água e o detergente enzimático devem ser eliminados após cada utilização. <i>Cat IB</i><sup>1,6,8,9</sup></p>      <p>Deve ser realizado um controlo visual para comprovar que o endoscópio está limpo e não está danificado.</p>      <p>O endoscópio deve ser transferido para outra cuba para enxaguamento a fim de remover o detergente residual. Todas as superfícies exteriores e todos os canais devem ser submetidos ao enxaguamento com água. <i>Cat IC</i><sup>15</sup></p>      <p>Caso a sala de desinfeção não seja adjacente à sala de limpeza manual, para evitar a circulação por zonas de utilização comum, o endoscópio deve ser transferido para o RAE, ou para a tina de desinfeção manual num recipient apropriado a fim de evitar a contaminação do ambiente.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>C: válvulas e componentes desmontáveis</b></p>      <p>Antes de utilização das tampas das válvulas do canal de biopsia reutilizáveis, assegurar da sua integridade.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As superfícies e lúmenes das válvulas e as partes desmontáveis devem ser limpas e escovilhadas com um detergente enzimático e posteriormente enxaguadas com água limpa antes de serem desinfetadas.</p>      <p>A limpeza ultrassónica dos acessórios reutilizáveis garante a limpeza das áreas de difícil acesso.</p>      <p>Deve ser realizado um controlo visual para garantir que as válvulas estão visivelmente limpas e não estão danificadas.</p>      <p>As válvulas devem ser reprocessadas de acordo com as indicações do fabricante.</p>      <p>As válvulas incluindo as válvulas de irrigação e as partes desmontáveis devem ser mantidas junto com o endoscópio correspondente de modo a formarem um todo, a fim de garantir a rastreabilidade.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 6: detergentes e desinfetantes</b></p>      <p>Recomenda-se um detergente enzimático, de baixa produção de espuma, compatível com o endoscópio, e que deve ser usado na temperatura e diluição apropriadas de acordo com as indicações do fabricante.</p>      <p>O desinfetante utilizado deve ter a marcação CE e ser compatível com todos os endoscópios. A concentração e tempo de contacto durante todo o processo e o período de utilização devem estar de acordo com as indicações do fabricante. <i>Cat. IB</i><sup>1,8,9,16,17</sup></p>      <p>Deve haver um registo dos lotes dos desinfetantes e dos detergentes, e as respetivas datas de validade.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os endoscópios vindos do exterior devem ser compatíveis com os detergentes e desinfetantes usados na UED.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 7: desinfeção dos endoscópios</b></p>      <p>Recomenda-se o uso de reprocessamento automático, porque permite um ciclo de reprocessamento padronizado e validado, permitindo ainda um registo de todos os passos do processo e, minimizando a exposição a químicos e à contaminação ambiental, facilita o trabalho dos profissionais e reduz o risco de dano dos endoscópios.</p>      <p>O reprocessamento manual produz resultados fiáveis, desde que todos os passos do procedimento sejam cumpridos rigorosamente. Contudo, não é possível validar o processo, havendo ainda a exposição dos profissionais a químicos e a material infecioso<sup>1</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A: reprocessador automático de endoscópios</b></p>      <p>O reprocessador automático de endoscópios (RAE) deve ser preferencialmente usado para todos os endoscópios, os quais devem ser sujeitos numa primeira fase a limpeza manual. Este passo (da limpeza manual) é obrigatório mesmo quando o fabricante indica que o RAE tem uma fase de lavagem.</p>      <p>O RAE deve ter o processo validado de acordo com a norma internacional aplicável (ter certificado de conformidade).</p>      <p>Todos os endoscópios devem ser devidamente ligados aos conectores apropriados para garantir a irrigação de todos os canais. Os profissionais devem verificar as ligações de todos os canais de trabalho antes do início do ciclo. <i>Cat.IB</i><sup>1,6,8,9,18,19</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A água de enxaguamento final deve ser de qualidade: <i>livre de bactérias.</i></p>      <p>No caso da sua utilização a seguir, o endoscópio deve ser transportado individualmente para a sala num recipient coberto para evitar a recontaminação ou dano.</p>      <p>No caso de não ser utilizado a seguir, as superfícies internas e externas do endoscópio devem ser secas e o endoscópio imediatamente colocado no armário próprio.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>B: reprocessamento manual de endoscópios</b></p>      <p>O endoscópio deve ser colocado numa tina com a solução desinfetante garantindo que fica completamente imerso na solução.</p>      <p>Todos os canais do endoscópio devem estar completamente preenchidos com desinfetante, usando-se para o efeito adaptadores de lavagem específicos do endoscópio, a fim de assegurar o completo contacto com o desinfetante e eliminação de espaços mortos.</p>      <p>As válvulas e tampas devem ser desinfetadas com o respetivo endoscópio.</p>      <p>A solução desinfetante deve ser preparada de acordo com as indicações do fabricante e deve ser utilizada cumprindo rigorosamente os tempos de contacto estabelecidos para uma desinfeção de alto nível.</p>      <p>Se a solução é utilizada por mais do que um dia, o teor do ingrediente ativo deve ser verificado diariamente antes do início da primeira sessão ou conforme indicação do fabricante e o resultado deve ser registado. Se o nível for inferior ao indicado, a solução deve ser descartada. <i>Cat IA</i><sup>1,6,8,9,11</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Após a desinfeção de nível elevado, o endoscópio e respetivos canais devem ser enxaguados com água estéril ou filtrada para remover a solução de desinfeção.</p>      <p>É preferível o uso de água estéril para o enxaguamento final.</p>      <p>A água deve ser descartada após cada uso/ciclo.</p>      <p>Se o endoscópio vai ser reutilizado a seguir, o professional deve verificar se é necessária a secagem manual. No decorrer da secagem manual o profissional de saúde deve dar especial atenção às partes externas do endoscópio, ao controlo do corpo de luz/conectores de vídeo, fichas e tomadas.</p>      <p>Antes do armazenamento, os canais devem ser irrigados com álcool etílico ou isopropílico de 70% a 90% e secos com ar comprimido medicinal à pressão indicada pelo fabricante do endoscópio. <i>Cat IA</i><sup>1,5,6,8,9,11</sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 8: armazenamento</b></p>      <p>Os endoscópios devem ser armazenados na posição vertical para evitar a retenção de líquido residual nos canais, e protegidos para prevenir o risco de contaminação. As partes desmontáveis devem manter-se separadas mas junto com os componentes específicos de cada endoscópio de modo a garantir a segurança do procedimento. <i>Cat II</i><sup>1,6,8,9,11</sup></p>      <p>Deve existir um procedimento documentado e datado no caso de se utilizar armário com barreira sanitária (por exemplo com indicações para a verificação do fluxo de ar filtrado, para o uso fora de horas). Os armários devem ser utilizados de acordo com as indicações do fabricante.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Secção 9: rastreabilidade</b></p>      <p>Deve existir um sistema (manual ou eletrónico) para a rastreabilidade do ciclo de reprocessamento que identifique o profissional, tipo e fase de reprocessamento e o doente associados a cada endoscópio reprocessado/utilizado e que possibilite a monitorização e auditoria.</p>      <p>Cada endoscópio deve possuir um código único de identificação, e deve ser implementado um sistema específico para endoscópios vindos do exterior.</p>      <p>O sistema de rastreabilidade deve ser avaliado regularmente (pelo menos uma vez por ano) para se assegurar da sua efetividade.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 10: acessórios</b></p>      <p>O material (escovas, escovilhões, etc.) utilizado para a limpeza deve ser preferencialmente de uso único. Caso contrário, deve ser descontaminado após cada utilização de acordo com as indicações do fabricante. <i>Cat IC </i>e <i>Cat II</i><sup>1,6,8,9</sup></p>      <p>A limpeza ultrassónica dos acessórios endoscópicos reutilizáveis e componentes dos endoscópios, com uma frequência superior a 30 kHz, deve ser utilizada para remover sujidade e material orgânico de áreas de difícil limpeza de acordo com as indicações dos fabricantes. <i>Cat II</i><sup>1,14</sup></p>      <p>As pinças de biopsia e outros acessórios que têm a indicação para uso único devem ser descartados após a utilização.</p>      <p>As pinças de biopsia e outros acessórios reutilizáveis que violam a barreira mucosa devem ser submetidos a uma limpeza mecânica com detergente enzimático e esterilizados (a desinfeção de nível elevado não é suficiente). <i>Cat. IA</i><sup>1,5,10-12,14,20</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os frascos de água e os tubos conectores, devem ser esterilizados ou submetidos a desinfeção de nível elevado de acordo com as indicações do fabricante. Os frascos de água devem ser esterilizados após cada sessão de endoscopia. A água utilizada nos frascos deve ser estéril. Cat. IB<sup>1,8-11,21</sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 11: manutenção</b></p>      <p>Deve existir um registo da manutenção preventiva e das reparações dos endoscópios de acordo com as instruções do fabricante.</p>      <p>Deve existir um registo da manutenção preventiva e reparações do RAE de acordo com as instruções do fabricante.</p>      <p>O RAE deve ter um plano de manutenção.</p>      <p>Deve existir um registo específico do plano de manutenção e desinfeção de qualquer sistema de purificação de água do RAE.</p>      <p>Deve existir um registo da manutenção preventiva e reparações da tina ultrassónica de acordo com as instruções do fabricante.</p>      <p>Deve existir um registo de higienização periódica do Sistema do RAE.</p>      <p>Deve existir um registo da manutenção preventiva e reparações dos armários de armazenamento de acordo com as instruções do fabricante.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Secção 12: testes e validação</b></p>      <p>Deve existir evidência de que o RAE foi validado na instalação de acordo com as normas internacionais aplicáveis.</p>      <p>O RAE deve ser revalidado se houver introdução de um desinfetante novo.</p>      <p>Um profissional deve ser responsável pelos controlos diários, semanais, trimestrais e anuais de acordo com as normas europeias.</p>      <p>Deve existir um profissional responsável pela análise regular dos resultados obtidos e a implementação de ações de melhoria quando indicado.</p>      <p>Deve existir um plano de intervenção que define as medidas corretivas.</p>      <p>Quando os resultados não são satisfatórios deve haver evidências de intervenção para resolução do problema.</p>      <p>A Unidade deve ser informada sobre os resultados bacteriológicos da água da instituição/edifício havendo um plano de intervenção descrevendo medidas a tomar no caso de resultado bacteriológicos positivos.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Secção 13: aquisição do equipamento</b></p>      <p>A compra de material endoscópico e equipamento de reprocessamento deve envolver, sempre que aplicável, uma equipa multidisciplinar (os utilizadores e a Comissão de Controlo da Infeção e o Serviço de Saúde Ocupacional, Serviço de Instalações e Equipamento).</p>      <p>Deve haver um plano com critérios para substituição e manutenção dos endoscópios e do equipamento de reprocessamento dos endoscópios (a Rede de Referenciação Hospitalar de Gastrenterologia)<sup>22</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Nota introdutória</b></p>      <p>Na atualidade, a endoscopia digestiva tem vindo a tornar-se um procedimento progressivamente mais complexo e mais generalizado sendo realizado em todo o país, em hospitais, clínicas e consultórios médicos.</p>      <p>A descontaminação apropriada de material e equipamentos utilizados em endoscopia digestiva é uma component essencial dos programas de Segurança do Doente e Qualidade das Instituições de Saúde.</p>      <p>Assim, cumprindo o plano de ação do Programa Nacional de Controlo de Infeção (PNCI) e por determinação do Diretor-Geral da Saúde foi criado um Grupo de Trabalho para desenvolver as «Recomendações para o reprocessamento em Endoscopia Digestiva» por Despacho n.&#9702; 11/2011 a fim de uniformizar a prática baseada na evidência seguindo as orientações estabelecidas a nível europeu. O Grupo de Trabalho insere-se no âmbito da Divisão de Segurança do Doente do Departamento da Qualidade na Saúde.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Beilenhoff U, Neukmann CS, Rey JF, Biering H, Blum R, Cimbro M, et al. ESGE-ESGENA guideline: Cleaning and disinfection in gastrointestinal endoscopy. Update 2008 Endoscopy. 2008;40:939-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0872-8178201200050000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Petersen BT, Chennat J, Cohen J, Cotton PB, Greenwald DA, Kowalski TE, et al. Multisociety Guideline on Reprocessing Flexible GI Endoscopes: 2011. Infect Control Hosp Epidemiol. 2011;32:527-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0872-8178201200050000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Rutala WA, Weber DJ e HICPAC. Guideline for disinfection and sterilization in healthcare facilities. 2008 [consultado 8 Jun 2011]. Disponível em:<a href="http://www.cdc.gov/hicpac/Disinfection Sterilization/3_0disinfectEquipment.html" target="_blank">http://www.cdc.gov/hicpac/Disinfection Sterilization/3_0disinfectEquipment.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0872-8178201200050000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. British Society of Gastroenterology. Cleaning and disinfection of equipment for gastrointestinal endoscopy: report of a Working Party of the British Society of Gastroenterology Endoscopy Committee. Gut. 1998;42:585-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0872-8178201200050000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Recommended practices for high level disinfection. In: Perioperative standards and recommended practices. Denver (CO): AORN Inc; 2010. p. 389-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0872-8178201200050000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Banerjee S, Shen B, Nelson DB, Lichtenstein DR, Baron TH, Anderson AA, et al. Infection Control during GI endoscopy. Gastrointest Endosc. 2008;67:781-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0872-8178201200050000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Recommended practices cleaning and processing endoscopes and endoscope accessories. In: Perioperative standards and recommended practices. Denver (CO): AORN Inc; 2010. p. 405-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0872-8178201200050000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Society of Gastroenterology Nurses and Associates, Inc. Standards of infection control in reprocessing of flexible gastrointestinal endoscopes. Gastroenterology Nursing. 2006;29:142-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0872-8178201200050000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Rutala WA, Weber DJ. Disinfection of endoscopes: review of new chemical sterilants used for high level disinfection. Infect Control Hosp Epidemiol. 1999;20:69-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0872-8178201200050000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10. Rutala WA, Weber DJ. Importance of lumen flow in liquid chemical sterilization. Am J Infect Control. 1999;20:458-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0872-8178201200050000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Sorin M, Segal-Maurer S, Mariano N, Urban C, Combert A, Rachell JJ, et al. Nosocomial transmission of imipenemresistant <i>Pseudomonas aeruginosa </i>following bronchoscopy associated with improper connection to the Steris System 1 processor. Infect Control Hosp Epidemiol. 2001;20:514-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0872-8178201200050000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Alvarado CJ, Reichelderfer M. APIC guidelines for infection prevention and control in flexible endoscopy. Am J Infect Control. 2000;28:138-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0872-8178201200050000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Society of Gastroenterology Nurses and Associates, Inc. Guideline for use of high level disinfectants and sterilants for reprocessing flexible gastrointestinal endoscopes. 2007. Disponível em: <a href="http://infectioncontrol.sgna.org/SGNAInfectionControlResources/tabid/55/default.aspx#top.pdf" target="_blank">http://infectioncontrol.sgna.org/SGNAInfectionControlResources/tabid/55/default.aspx#top.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0872-8178201200050000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Weber DJ, RutalaWA. Occupational risks associated with the use of selected disinfectants and sterilants. In: Rutala WA, editor. Disinfection, sterilization and antisepsis in healthcare. Champlain (NY): Polyscience Publications; 1998. p. 211-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0872-8178201200050000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>15. Spach DH, Silverstein FE, Stamm WE. Transmission of infection by gastrointestinal endoscopy. Ann Intern Med. 1993;118:117-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0872-8178201200050000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16. Bronowicki J-P, Venard V, Botté C, Monhovan N, Gastrin I, Choné L, et al. Patient-to-patient transmission of hepatitis C virus during colonoscopy. N Engl J Med. 1997;337:237-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0872-8178201200050000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Siegel JD, Rhinehart E, Jackson M, et al., the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committe. Guideline for isolation precautions: preventing transmission of infectious agents in heathcare settings, 2007 [consultado 25 Nov 2010]. Disponível em:<a href="http://www.cdc.gov/hippac/pdf/disinfection_Sterilization/Pages68_72Disinfection_Nov 2008.pdf" target="_blank">http://www.cdc.gov/hippac/pdf/disinfection_Sterilization/Pages68_72Disinfection_Nov 2008.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0872-8178201200050000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Carr-Lock DL, Conn MI, Faigel DO, Laing K, Leung JW, Mills MR, et al. Personal protective equipment. Gastrointest Endosc. 1999;49:854-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0872-8178201200050000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>19. Rutala WA, Weber DJ. Disinfection and Sterilization in healthcare facilities: what clinicians need to know. Clin Infect Dis. 2004;39:702-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0872-8178201200050000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>20. International Organization for Standardization. EN ISO 15883 Washer-disinfectors --- Part 1: General Requirements, terms and definitions and tests. 2006 [consultado 11 Mai 2011]. Disponível em:<a href="http://www.iso.org" target="_blank">www.iso.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0872-8178201200050000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. World Gastroenterology Organization/World Endoscopy Organization Practice Guidelines. Desinfeção de Endoscópios --- Um enfoque sensivel aos recursos. Fevereiro 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0872-8178201200050000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>22. A Rede de Referenciação Hospitalar de Gastrenterologia [consultado 20 Abr 2011]. Disponível em: <a href="http://www.acss.minsaude.pt/Portals/0/Gastrenterologia" target="_blank">http://www.acss.minsaude.pt/Portals/0/Gastrenterologia)</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0872-8178201200050000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup><b>Autor para correspondência</b></p>      <p>Correio eletrónico:<a href="mailto:cremers.tavares@gmail.com">cremers.tavares@gmail.com</a> (M.I. Cremers).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido a 17 de julho de 2012; aceite a 17 de julho de 2012</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 1.</b><b> Categorização dos níveis de evidência das recomendações</b></p>      <p>As categorias dos CDC e do HICPAC são estabelecidas do seguinte modo<sup>9</sup>:</p>      <p><![if !supportLists]>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <![endif]><i>Categoria IA</i>. Fortemente recomendado para implementação e de grande evidência baseada em estudos experimentais bem conduzidos, clínicos, ou estudos epidemiológicos.</p>      <p><![if !supportLists]>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <![endif]><i>Categoria IB</i>. Fortemente recomendado para implementação, baseada na racionalidade e evidência sugestiva de alguns estudos experimentais, clínicos, ou estudos epidemiológicos.</p>      <p><![if !supportLists]>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <![endif]><i>Categoria IC</i>. Recomendação sugerida por normas ou recomendações de outras federações e associações.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><![if !supportLists]>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <![endif]><i>Categoria II</i>. Recomendação sugerida para implementação baseada na clínica sugestiva ou estudos epidemiológicos, ou uma forte fundamentação teórica.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 2.</b><b> Legislação aplicável</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Decreto-lei n.&#9702;145/2009, de 17 de junho, que transpõe para a ordem jurídica interna as seguintes</p>      <p>Diretivas Comunitárias:</p>      <p>a. 2007/47/CE -altera a Diretiva 90/385/CEE</p>      <p>b. 90/385/CEE - DM implantáveis ativos</p>      <p>c. 93/42/CEE - relativa aos DM</p>      <p>d. 98/8/CE - relativa à colocação de produtos biocidas no mercado</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Decreto-lei n.&#9702; 441/91, de 14 de novembro, que estabelece os princípios que visam promover a segurança, higiene e saúde no trabalho, nos termos dispostos nos artigos 59.&#9702; e 64. da Constituição</p>      <p><i>International Organization for Standarization EN ISO 15883. Washer-disinfectors - Part 1: General</i></p>      <p><i>Requirements, terms and definitions and tests, 2006;</i></p>      <p><i>International Organization for Standarization EN ISO 15883. Washer-disinfectors - Part 4:</i></p>      <p><i>Requirements and tests for washer-disinfectors employing chemical disinfection for thermolabile endoscopes. 2008</i></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 3. Definições</b></p>      <p><b>Contaminação - </b>presença de matéria orgânica ou outra sujidade e/ou microrganismos nos DM e superfícies.</p>      <p><b>Descontaminação/reprocessamento - </b>Tratamento dado ao material para tornar seguro o seu manuseamento (pode ser o processo completo até à esterilização). Tem em conta a contaminação consequente à utilização dada ao material --- inclui a limpeza. Os processos subsequentes a que o material vai ser sujeito dependerão do uso a que ele se destina.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Desinfeção </b>- processo físico (calor) ou químico (substâncias químicas) utilizado para reduzir a presença de microrganismos viáveis para níveis que não constituam um risco para os utentes. Não elimina necessariamente todas as formas vegetativas e pode não afetar as formas esporuladas. Este procedimento deve ser executado logo após a limpeza.</p>      <p><b>Desinfetante - </b>substância ou produto químico capaz de destruir os microrganismos de uma superfície ou DM. Os desinfetantes são categorizados por níveis de risco conforme o grau de desinfeção requerido.</p>      <p><b>Desinfetante de nível elevado - </b>um desinfetante que, desde que utilizado de acordo com as instruções do fabricante, elimina todos os microrganismos vegetativos, micobactérias, vírus não-lipídicos e lipídicos, esporos fúngicos e alguns, mas não todos, esporos bacterianos.</p>      <p><b>Detergente - </b>um composto ou mistura de compostos que tem como objetivo facilitar a limpeza (remoção de sujidade).</p>      <p><b>Dispositivo Médico de Uso Múltiplo/Reutilizável - </b>DM que tem indicação do fabricante para ser reprocessado/ reutilizado. O fabricante deve indicar os métodos de lavagem, desinfeção ou esterilização adequados. Neste contexto refere-se aos vários acessórios para os endoscópios, incluindo ansas de polipectomia, pinças de biopsias, esfincterótomos, equipamento de sucção de ar, de <i>flush </i>de água.</p>      <p><b>Dispositivo Médico de Uso Único - </b>Um DM previsto para apenas um uso num utente individual. O seu processo de fabrico não garante a segurança do reprocessamento. Neste contexto refere-se aos acessórios fornecidos na forma estéril. A abertura da embalagem implica o uso imediato do DM</p>      <p><b>Enxaguamento </b>- remoção de resíduos de detergente ou desinfetante com água corrente potável, destilada ou estéril.</p>      <p><b>Esterilização - </b>processo de destruição ou eliminação total de todos os microrganismos na forma vegetativa ou esporulada. Por se tratar de um método probabilístico a eficácia do resultado final depende do nível de contaminação existente. Daí decorre a importância fundamental do procedimento de limpeza.</p>      <p><b>Limpeza - </b>processo de remoção de sujidade incluindo a remoção dos microrganismos e eliminação de matéria orgânica (sangue e secreções) que favorece o desenvolvimento bacteriano no meio ambiente, superfícies ou DM.</p>      <p><b>Limpeza preliminar - </b>irrigação e enxaguamento dos canais e limpeza da superfície externa do endoscópio no local de utilização.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Limpeza ultrassónica - </b>sistema de limpeza em meio líquido através de um processo de «cavitação» e que permite a remoção de sujidade de locais inacessíveis.</p>      <p><b>Máquinas lavadoras/desinfetadoras - </b>máquinas destinadas a limpeza e desinfeção de DM num sistema fechado obedecendo ao estipulado na EN 15883. Os RAE estão incluídos nesta categoria assim como as máquinas de lavagem e desinfeção do instrumental cirúrgico.</p>      <p><b>Reprocessador Automático de Endoscópios (RAE) - </b>equipamento de desinfeção automática que tem como objetivo desinfetar os endoscópios num sistema fechado. O ciclo inclui obrigatoriamente desinfeção e enxaguamento e pode incluir lavagem prévia e secagem final. Não dispensa a lavagem manual prévia. </p>      <p><b>Unidade de Endoscopia Digestiva - </b>unidade functional onde se realizam exames de endoscopia digestiva.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 4.</a></b><b>     <p>&nbsp;</p>  <img src="/img/revistas/ge/v19n5/19n5a06a4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 5.</b><b> Sistema de classificação de <i>Spaulding</i></b></p>      <p>O sistema de classificação de <i>Spaulding </i>define os dispositivos médicos (DM) de acordo com o risco de infeção, aplica-se também aos endoscópios<sup>9</sup></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <table class=TableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 style='border-collapse:  collapse;border:none;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;mso-yfti-tbllook:  1184;mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>  <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;height:5.55pt'>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.55pt'>       <p><span style='mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Risco<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'></p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.55pt'>       <p><span style='mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Definições<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'></p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.85pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-left:none;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:   solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:5.55pt'>       <p><span style='mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Recomendações<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'></p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:1;height:120.5pt'>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:120.5pt'>       <p>Elevado </p>       <p>Material crítico</p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:120.5pt'>       <p>Todo aquele que penetra nos   tecidos subepiteliais, no sistema vascular e outros órgãos isentos de flora   microbiana própria (estéreis), bem como todo o que esteja diretamente ligado   com eles.</p>       <p>ex<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'>. Pinças de biópsia; esfincterótomos</p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.85pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:120.5pt'>       <p>Limpeza seguida de Esterilização   (1)</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:2;height:97.55pt'>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:97.55pt'>       <p>Médio</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Material semicrítico</p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:97.55pt'>       <p>É todo aquele que entra em   contacto com as membranas mucosas ou com a pele não-íntegra mas geralmente   não penetra tecidos estéreis.</p>       <p>p<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'>. ex: endoscópios gastrintestinais</p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.85pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:97.55pt'>       <p>Limpeza seguida de Desinfeção de   nível elevado (2; 3)</p>       <p>(Exceção: instrumentos usados na   vagina ou colo do útero, p.ex. espéculos que devem ser esterilizados)</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:3;mso-yfti-lastrow:yes;height:51.55pt'>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:51.55pt'>       <p>Baixo</p>       <p>Material não-crítico</p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.8pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:51.55pt'>       <p>É todo aquele que entra em   contacto apenas com a pele íntegra ou que não entra em contacto direto com o doente</p>   </td>   <td width=242 valign=top style='width:181.85pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:51.55pt'>       <p>Limpeza</p>   </td>  </tr> </table>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a) Até à sua utilização, este material deve permanecer na embalagem hermeticamente fechada. Logo que a embalagem seja aberta ou se por qualquer motivo for danificada, o material deixa de ser considerado estéril.</p>      <p>b) Classificação dos desinfetantes:</p>      <p>• Nível elevado - destrói todos os microrganismos incluindo esporos</p>      <p>• Nível médio - destrói bactérias vegetativas, BK, maioria dos vírus e fungos</p>      <p>• Nível baixo - destrói as bactérias Gram positivas, algumas Gram negativas, vírus lipídicos e alguns fungos</p>      <p>c) Na utilização dos desinfetantes deve-se ter sempre em conta as indicações do fabricante no que se refere às diluições, manuseamento, conservação e prazos de validade. Os desinfetantes devem ser manipulados com luvas de nitrilo ou de tipo doméstico. Relembra-se a importância da lavagem das mãos no fim do procedimento.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 6.</b> Produtos químicos utilizados no reprocessamento de material endoscópico</b></p>      <p>Os produtos químicos utilizados no reprocessamento de material endoscópico devem ser concebidos e fabricados de acordo com a Diretiva dos Dispositivos Médicos</p>      <p>a) Os detergentes são classificados como produtos para DM de classe I sendo identificados pela marcação CE no rótulo.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>b) Os desinfetantes são produtos para DM de classe ii devendo ostentar, para além da marcação CE, um código de 4 dígitos para identificar o organism responsável.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Os produtos químicos selecionados devem ser compatíveis com o material endoscópico e os RAE. Esta compatibilidade deve ser confirmada pelos fabricantes.</p>      <p>Os ingredientes dos detergentes devem ser compatíveis com o desinfetante e não alterar a sua atividade no caso de ficarem resíduos após o enxaguamento. Para garantir a compatibilidade, a ESGENA recomenda que sejam utilizados detergentes e desinfetantes do mesmo fabricante.</p>      <p>Embora os desinfetantes existam em formulações líquidas e em pó, devem ser preferidas as formulações líquidas (as formulações em pó apresentam o risco de poder reter grãos nas tubagens com possível entupimento).</p>      <p>Os seguintes fatores podem influenciar a escolha do desinfetante:</p>      <p>a) Processo de diluição</p>      <p>b) Estabilidade da solução</p>      <p>c) Número de reutilizações possíveis</p>      <p>d) Avaliação da concentração</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>e) Custo direto</p>      <p>f) Custos indiretos (p.ex. RAE apropriado, espaço de armazenamento, condições de uso, medidas de proteção dos profissionais</p>      <p>g) Recomendações do fabricante de material endoscópico </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Os desinfetantes de dispositivos médicos usados manualmente ou nos RAE devem cumprir a norma EN ISO 14885.</p>      <p>Os desinfetantes usados no reprocessamento de material endoscópico devem ser de nível elevado: ter um espetro alargado de atividade contra bactérias, fungos, micobactérias, vírus lipídicos e não-lipídicos, por exemplo: produtos oxidantes (acido peracético, dióxido de cloro) e aldeídos (glutaraldeído, ortoftalaldeído).</p>      <p>Substâncias como álcoois, fenólicos, compostos de amónio, não são recomendadas para desinfeção de material endoscópico por não apresentarem um espetro de atividade adequado.</p>      <p><b>Nota: </b>A nível nacional, <i>o glutaraldeído foi retirado do mercado devido aos riscos para a saúde dos profissionais.</i></p>      <p><b>Ortoftalaldeído: </b>Estes produtos apresentam-se em solução contendo 0,55% de substância ativa.</p>     <p>&nbsp;</p> <table class=TableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 style='border-collapse:  collapse;border:none;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;mso-yfti-tbllook:  1184;mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>  <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes'>   <td width=566 colspan=2 valign=top style='width:424.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Ortoftalaldeído (OPA)</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:1'>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Vantagens</p>   </td>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Desvantagens</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:2;mso-yfti-lastrow:yes'>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p><span   style='font-size:8.5pt;font-family:MTSY;mso-hansi-font-family:TrebuchetMS;   mso-bidi-font-family:MTSY'>• <span style='mso-bidi-font-size:8.5pt;   mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>A solução é estável durante cerca   de 14 dias (2 semanas);</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• <span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>É   estável a um pH de 3-9;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• <span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Tem   excelente compatibilidade com os dispositivos médicos e não causa dano aos   mesmos;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• <span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Pode   ser usado quer nos RAE quer na desinfeção manual;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• <span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Estudos   demonstram uma eficácia microbiológica melhor quando comparada com o   glutaraldeído;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• <span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>A   eficácia do OPA quando comparada com o glutaraldeido é maior, e o seu tempo   de vida é longa (2 semanas)<span style='font-size:8.5pt;font-family:   TrebuchetMS;mso-fareast-font-family:"Times New Roman";mso-bidi-font-family:   TrebuchetMS'></p>   </td>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• Ação lenta   contra esporos bacterianos;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• Não há dados   suficientes sobre a fixação nos materiais;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• Requer maior   tempo de exposição para ser eficaz contra micobactérias resistentes ao   glutaraldeído;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• É muito   importante a monitorização da sua</p>       <p><span   class=GramE><span style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:   MTSY'>concentração<span style='mso-bidi-font-size:8.5pt;   mso-fareast-font-family:MTSY'>;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• Provoca coagulação   e fixação de proteínas;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• É irritante   para os olhos, vias respiratórias e pele; deve ser usado em contentores   fechados; a ventilação é recomendada;</p>       <p><span   style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:MTSY'>• Pode causar   reações «tipo anafilático» com uso repetido/prolongado<span   style='font-size:8.5pt;font-family:TrebuchetMS;mso-fareast-font-family:MTSY;   mso-bidi-font-family:TrebuchetMS'></p>   </td>  </tr> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ácido peracético</b></p>      <p>Estes produtos são apresentados em formulações líquidas, em pó ou mistos. Podem ser usados à temperature ambiente ou requerer temperaturas superiores. Podem ainda necessitar de diluição.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <table class=TableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 style='border-collapse:  collapse;border:none;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;mso-yfti-tbllook:  1184;mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>  <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;height:4.95pt'>   <td width=549 colspan=2 valign=top style='width:411.6pt;border:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.95pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-size:   8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Ácido Peracético<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'></p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:1;height:4.95pt'>   <td width=274 valign=top style='width:205.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.95pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Vantagens</p>   </td>   <td width=274 valign=top style='width:205.8pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:4.95pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Desvantagens</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:2;mso-yfti-lastrow:yes;height:156.05pt'>   <td width=274 valign=top style='width:205.8pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:156.05pt'>       <p>• Desinfeção de ação rápida, de   alto nível e com atividade esporicida;</p>       <p>• Dependendo da formulação, as   soluções de utilização são estáveis de 1 a 14 dias;</p>       <p>• Não há reação química com   resíduos proteicos (i.é. não é fixativo)</p>   </td>   <td width=274 valign=top style='width:205.8pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:156.05pt'>       <p>• Dependente do pH pode ser   irritante para a pele, olhos e vias respiratórias; forte odor a vinagre; a   ventilação é recomendada;</p>       <p>• A compatibilidade do material   depende do pH e da temperatura;</p>       <p>• É necessária uma avaliação de   compatibilidade com os endoscópios e processadores;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• É possível a coagulação   proteica dependendo do pH (ácido)</p>   </td>  </tr> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Dióxido de cloro</b></p>      <p>Não está comercializado em Portugal. Existem formulações apenas para os RAE.</p>     <p>&nbsp;</p> <table class=TableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 style='border-collapse:  collapse;border:none;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;mso-yfti-tbllook:  1184;mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>  <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes'>   <td width=566 colspan=2 valign=top style='width:424.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Dióxido de Cloro</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:1'>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p>Vantagens</p>   </td>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p><span style='mso-bidi-font-size:8.5pt;mso-fareast-font-family:"Times New Roman"'>Desvantagens<span   style='mso-bidi-font-weight:bold'></p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:2;mso-yfti-lastrow:yes'>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       <p>• Desinfeção rápida, de alto nível   com atividade esporicida;</p>       <p>• Solução em uso estável de 7 a   14 dias;</p>   </td>   <td width=283 valign=top style='width:212.35pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Irritante para a pele, vias   respiratórias e olhos; forte odor a cloro: a ventilação é recomendada;</p>       <p>• É necessária uma avaliação de   compatibilidade com os endoscópios e processadores;</p>       <p>• Alguns países restringem o seu   uso (contaminação de águas residuais com cloro);</p>       <p>• Produz descoloração da camada   de plástico dos endoscópios sendo apenas uma alteração cosmética</p>   </td>  </tr> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Água ácida eletrolisada</b></p>      <p>Estes desinfetantes são produzidos <i>in loco</i>, funcionam a um pH = &lt; 2,7, um potencial de oxidação-redução &gt;1.000mV e uma concentração de cloro livre libertado de 10±2 ppm.</p>     <p>&nbsp;</p> <table class=TableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 style='border-collapse:  collapse;border:none;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;mso-yfti-tbllook:  1184;mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt'>  <tr style='mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;height:12.3pt'>   <td width=572 colspan=2 valign=top style='width:428.7pt;border:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.3pt'>       <p align=center style='text-align:center'><span style='mso-bidi-font-weight:   bold'>Água ácida eletrolisada</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:1;height:12.3pt'>   <td width=286 valign=top style='width:214.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.3pt'>       <p>Vantagens</p>   </td>   <td width=286 valign=top style='width:214.35pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:12.3pt'>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desvantagens</p>   </td>  </tr>  <tr style='mso-yfti-irow:2;mso-yfti-lastrow:yes;height:170.2pt'>   <td width=286 valign=top style='width:214.35pt;border:solid windowtext 1.0pt;   border-top:none;mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-alt:solid windowtext .5pt;   padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:170.2pt'>       <p>• Desinfeção rápida, de alto   nível com atividade esporicida;</p>       <p>• A solução em uso é reutilizável   durante o tempo de funcionamento do gerador;</p>       <p>• Não afeta a pele, olhos e vias   respiratórias dos profissionais</p>   </td>   <td width=286 valign=top style='width:214.35pt;border-top:none;border-left:   none;border-bottom:solid windowtext 1.0pt;border-right:solid windowtext 1.0pt;   mso-border-top-alt:solid windowtext .5pt;mso-border-left-alt:solid windowtext .5pt;   mso-border-alt:solid windowtext .5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;height:170.2pt'>       <p>• Desativação rápida da solução   em uso, na presença de carga orgânica;</p>       <p>• É possível a coagulação   proteica dependente do valor do pH (ácido);</p>       <p>• Alguns países restringem o seu   uso (contaminação de águas residuais com cloro);</p>       <p>• É necessária uma avaliação de   compatibilidade com os endoscópios e processadores</p>   </td>  </tr> </table>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Anexo 7.</b><b> Características dos reprocessadores automáticos de endoscópios</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Reprocessamento em RAE</b></p>      <p><b>1. Definições e critérios básicos para os RAE</b></p>      <p>Os RAE têm como função a desinfeção de endoscópios flexíveis num sistema fechado, após uma limpeza manual. Assim, o seu ciclo inclui a desinfeção e o enxaguamento mas não a limpeza. Existem diversos modelos no mercado. Todos eles fazem a desinfeção e o enxaguamento mas, para além disso, alguns modelos oferecem adicionalmente:</p>      <p>a) Um teste de fugas integrado</p>      <p>b) Um enxaguamento automático com água.</p>      <p>A secagem opcional após o enxaguamento final pode ser de 2 tipos:</p>      <p>Secagem entre exames, que envolve remoção dos fluidos residuais das faces externas e do interior dos canais.</p>      <p>Secagem alargada no final do dia de trabalho de forma a manter os endoscópios armazenados em segurança pelo menos de um dia para o outro, para prevenir a recontaminação pelos líquidos residuais, ou por fatores ambientais.</p>      <p>Atendendo a que estes equipamentos não integram uma fase de limpeza, esta deve ser efetuada manualmente. A máquina deve ser eficaz, segura e confiável, e suportar o <i>design </i>dos endoscópios e respetivos acessórios.</p>      <p>Os RAE devem preencher os seguintes critérios básicos:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a) Assegurar a completa irrigação de todos os canais endoscópicos incluindo: biopsia, sucção, ar/água, canais auxiliares e elevadores.</p>      <p>b) Evitar a contaminação cruzada de endoscópios desinfetados a seguir.</p>      <p>c) Reduzir o risco de exposição dos olhos, pele e trato respiratório aos produtos químicos utilizados no processo (sistema fechado).</p>      <p><b>2. Especificações do processo para os reprocessadores automáticos de endoscópios</b></p>      <p>Os RAE devem apresentar as seguintes características, que podem ser diferentes conforme os modelos:</p>      <p>a) Monitorização da renovação do desinfetante.</p>      <p>b) Sistema de aquecimento para manter o desinfetante à temperatura especificada.</p>      <p>c) Adaptadores para o reprocessamento de todo o equipamento compatível.</p>      <p>d) Um sistema de tratamento da água de enxaguamento que evite a recontaminação dos endoscópios durante a fase de enxaguamento.</p>      <p>e) Autodesinfeção da água e dos componentes do Sistema de tratamento da água.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>f) Interface de impressão para registo dos dados da desinfeção.</p>      <p>g) Indicador de falhas.</p>      <p><b>3. Recomendações específicas para os reprocessadores automáticos de endoscópios</b></p>      <p>É necessário cumprir numerosos passos manualmente antes que o endoscópio possa ser colocado no RAE. A limpeza manual prévia é obrigatória. É necessário garantir que os resíduos dos detergentes são removidos de forma eficaz porque podem interferir com a atividade do desinfetante no RAE.</p>      <p>Os fatores de processo mais importantes e determinantes do resultado final adequado são:</p>      <p>a) cumprimento rigoroso das instruções do fabricante no que se refere aos procedimentos prévios;</p>      <p>b) nos casos de reutilização das soluções de desinfetante, são necessários testes regulares de eficácia (de acordo com as indicações do fabricante dos produtos químicos e dependendo da frequência de utilização).</p>        ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[ESGE-ESGENA guideline: Cleaning and disinfection in gastrointestinal endoscopy. Update 2008]]></article-title>
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