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</front><body><![CDATA[ <p align=right style='text-align:right'><b>EDITORIAL</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A endoscopia digestiva alta em Portugal e o diagnóstico de lesões pré-malignas</b></p>      <p><b>The diagnosis of premalignant gastric lesions in Portugal</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>António Curado</b></p>      <p>Diretor do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Caldas da Rainha, Portugal</p>      <p>Correio eletrónico: <a href="mailto:curado.a@gmail.com">curado.a@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>É sabido que o carcinoma gástrico é uma doença maligna associada a um mau prognóstico quando diagnosticado tardiamente. Sabemos também que, apesar de alguma evolução positiva, Portugal continua a ter uma elevada taxa de incidência de cancro gástrico, sendo baixas as taxas de deteção de cancro precoce (cerca de 8%).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Faz, neste contexto, sentido tentar conhecer a prática real da endoscopia digestiva em Portugal e correlacioná-la com a preocupação de diagnóstico de lesões pré-malignas.</p>      <p>As condições pré-malignas mais significativas são a gastrite crónica atrófica e a metaplasia intestinal, esta relacionável com a infeção pelo Helicobacter pylori (H. pylori). A longo prazo estas condições podem evoluir para lesões displásicas pré-cancerosas. E é no diagnóstico dessas condições pré-malignas que a endoscopia pode e deve ter um papel muito importante.</p>      <p>Conhecer, no entanto, a realidade da prática quotidiana portuguesa é sempre uma tarefa árdua. Ainda que o panorama se esteja progressivamente a alterar para melhor, a colaboração multicêntrica continua a estar aquém daquela que poderia e deveria ser.</p>      <p>O trabalho publicado por Miguel Areia e Mário Dinis Ribeiro, One day of upper gastrointestinal endoscopy in a southern European country<sup>1</sup>, parte de uma ideia altamente meritória, a de tentar conhecer a nossa prática quotidiana, sendo de lamentar a baixa taxa de participação no estudo (apenas um em cada 4 hospitais). Cabe, no entanto, aqui referir que a opção pela «fotografia» de um só dia de endoscopias, tendo sido justificada com critérios aceitáveis, é também ela própria limitativa. Há, por exemplo, hospitais mais pequenos, que concentram as endoscopias altas programadas em 2 ou 3 dias da semana (e não necessariamente no dia escolhido para esta amostra), uma vez que o peso das colonoscopias nos hospitais é cada vez maior, por razões sobejamente conhecidas.</p>      <p>Mas o estudo tem sempre o mérito de nos sugerir reflexões que consideramos atuais e pertinentes. E de levantar perguntas e questões, algumas das quais não são de agora.</p>      <p>A endoscopia digestiva alta é um bom método de rastreio do cancro gástrico em doentes assintomáticos? O protocolo da realização de biopsias é uniforme e bem estabelecido? Os relatórios histológicos respondem genericamente àquilo que é considerado necessário? A prática da endoscopia digestiva alta em meio hospitalar reproduz aquela que é praticada em meio extra-hospitalar?</p>      <p>Pelo menos em países de baixa incidência é consensual que o rastreio do cancro gástrico não está indicado. Mas a vigilância de condições pré-malignas já levanta outras questões. E, na verdade, os dados deste dia de endoscopia mostram uma elevada prevalência de condições pré-malignas na população portuguesa estudada.</p>      <p>Segundo as guidelines da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) para a vigilância das condições pré-malignas do trato digestivo alto<sup>2</sup>, as recomendações são as seguintes:</p>      <p>1. A vigilância endoscópica para a metaplasia gástrica intestinal não está suficientemente estudada nos Estados Unidos e, por isso, não pode ser uniformemente recomendada.</p>      <p>2. Os indivíduos com risco aumentado de cancro gástrico por razões de origem étnica ou por história familiar podem beneficiar dessa vigilância.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. A vigilância endoscópica deve incluir um mapeamento topográfico de todo o estômago.</p>      <p>4. Doentes com displasia de alto grau confirmada têm um risco significativo de progressão para cancro e devem ser considerados para gastrectomia ou ressecção local endoscópica.</p>      <p>Mas importa, sobretudo, realçar aqui as guidelines europeias conjuntas da European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE), European Helicobacter Study Group (EHSG), European Society of Pathology (ESP) e Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED) desenvolvidas em grupos de trabalho liderados pelo Prof. Mário Dinis Ribeiro<sup>3</sup>.</p>      <p>Estas guidelines, partindo de bases de evidência científica, deixam indicações para a abordagem das condições e lesões pré-cancerosas do estômago (MAPS) e as suas recomendações enfatizam o risco aumentado de cancro em doentes com atrofia gástrica e metaplasia intestinal, bem como a necessidade de um estadiamento adequado nos casos de displasia de alto grau, focando-se depois nas indicações e nos métodos da vigilância e do tratamento.</p>      <p>Estas guidelines defendem, nomeadamente, que aos doentes com atrofia extensa e metaplasia intestinal extensa deve ser oferecida vigilância endoscópica todos os 3 anos. Para aqueles doentes com ligeira a moderada atrofia e metaplasia intestinal limitada ao antro gástrico não existe evidência para recomendar vigilância. Por outro lado, em doentes com metaplasia intestinal, a erradicação do H. pylori não parece revertê-la, mas pode reduzir o ritmo do curso de progressão para neoplasia e, sendo assim, a erradicação é recomendável.</p>      <p>Concordando com as conclusões do trabalho «One day of upper gastrointestinal endoscopy in a southern European country», de que a endoscopia digestiva alta é um método seguro, praticamente isento de riscos e relativamente bem tolerado, o uso da endoscopia continua ainda a ter algumas limitações como prevenção secundária pelo seu grau de invasibilidade, ainda que seja minoritário o número de doentes que necessitam de sedação para a realizar.</p>      <p>E, vindo a talhe de foice, permitir-me-ei dizer que esta é uma realidade bem diferente daquela que se passa atualmente com a colonoscopia, onde é absolutamente crescente a solicitação por parte dos doentes do uso de sedação ou sedo-analgesia profunda para a execução do procedimento. Neste campo, com a publicação do Despacho n.&#9702; 3756/2014 (Diário da República, 2a.serie, 11 de Março de 2014), a polémica foi imediata e inevitável, nomeadamente no que respeita à imposição de sedação efetuada pelo gastrenterologista nos exames colonoscópicos do regime convencionado. Já durante a revisão do presente Editorial constatámos que, nos últimos dias, se conseguiram, neste campo, soluções de razoabilidade aceitável.</p>      <p>Mas voltando às endoscopias digestivas altas e à sua tolerabilidade, mesmo que minoritariamente, como se disse, houve, ainda assim, em 22% dos casos, necessidade de recorrer a algum tipo de sedação, o que não é despiciendo. E, empiricamente, diria que a tendência, também aqui, apesar de menos premente, não será para diminuir as taxas de exames sem qualquer sedação.</p>      <p>Num outro campo, os formatos atuais dos relatórios histológicos nos casos de gastrite falham em estabelecer uma relação entre o genótipo da gastrite e o risco de malignidade. Os relatórios histológicos não dão aos clínicos e aos gastrenterologistas uma mensagem explícita de orientação daquele doente em concreto. O grau de atrofia e o tipo de metaplasia intestinal nem sempre são classificados.</p>      <p>Como sabemos, a metaplasia intestinal pode ser de tipo entérico (completa, ou tipo I), enterocólica (incompleta, tipo II) ou colónica (incompleta, tipo III), sendo que este grau III tem sido tradicionalmente associado a uma maior gravidade, mas, na verdade, a extensão da atrofia e da metaplasia talvez seja o melhor marcador de pré-malignidade, sendo a subtipagem da metaplasia, provavelmente de menor valor na prática clínica<sup>4</sup>. A causa mais comum de metaplasia intestinal é a gastrite induzida pelo H. pylori, mas lembramos que a deteção da metaplasia intestinal em biopsias de rotina está sujeita a erros de amostragem e pode não ser o marcador desejável de risco aumentado de carcinoma gástrico<sup>5</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como é referido no artigo «One day of upper gastrointestinal endoscopy in a southern European country», a extensão da metaplasia intestinal e da atrofia da mucosa ao corpo gástrico parece ter um papel relevante.</p>      <p>Já há alguns anos, alguns AA advogavam que, com base na sua correlação com a metaplasia intestinal, uma gastrite corporal pronunciada poderia ser considerada um marcador de cancro gástrico. Em comparação com a metaplasia intestinal este marcador de risco de cancro gástrico tem a vantagem de estar associado a uma menor variabilidade interobservadores e, devido à sua apresentação difusa, a um menor risco de erros de amostragem<sup>6</sup>. Por outro lado, a localização das biopsias de rotina não tem sido consensual, nomeadamente no que respeita às biopsias na incisura angularis, mas a sua realização nesta localização tem sido enfatizada em estudos recentes, dado que a incisura angularis está sujeita a um maior índice de gastrite atrófica severa, metaplasia e inflamação crónica do que o corpo e o antro, pelo que é de considerar (ainda que não haja consenso) que estas biopsias devam ser rotineiramente incluídas nos protocolos<sup>7</sup>.</p>      <p>Parece óbvio que se torna importante estratificar os doentes de acordo com o risco de desenvolvimento de cancro gástrico, e os sistemas Operative Link for Gastritis Assessment (OLGA)<sup>8</sup> e Operative Link on Gastric Intestinal Metaplasia (OLGIM) têm sido propostos com esse objetivo, gastrenterologistas, na execução conveniente das biopsias, e anatomopatologistas, no uso destas escalas de valor analógico de classificação da atrofia gástrica e da metaplasia.</p>      <p>Em termos de biopsias, a proposta do sistema OLGA consiste, basicamente, na realização de pelo menos 5 biopsias: na grande e pequena curvaturas do antro distal (A1 e A2); na pequena curvatura da incisura angularis (A3); e na parede anterior e posterior do corpo proximal (C1 e C2). Mas o número de biopsias continua a não ser consensual.</p>      <p>Considerando estes sistemas (OLGA e OLGIM), cujos graus mais elevados (III e IV) correspondem a um maior risco de cancro gástrico, há um downgrade de 18% para o sistema OLGA e de 4% para o sistema OLGIM quando a incisura angularis é excluída do estadiamento e um downgrade de 30-35% dos estádios OLGA/OLGIM de alto risco (Isajevs et al.).</p>      <p>Não se pode deixar de realçar o elevado nível de lesões pré-malignas encontradas na prática real da endoscopia em Portugal no estudo publicado (causando apenas alguma estranheza, diga-se de passagem, a não diferença entre grupos etários).</p>      <p>Sabemos que estudos clássicos apontam para que em doentes com gastrite atrófica ou metaplasia intestinal a vigilância regular pode aumentar a deteção de novos tumores num estádio precoce com o consequente aumento de sobrevida dos doentes<sup>9</sup>.</p>      <p>Os benefícios desses programas de vigilância merecem certamente uma maior investigação mas, provavelmente, devemos concentrar as nossas atenções em certos tipos de doentes, nomeadamente nos graus III e IV do sistema OLGA.</p>      <p>No entanto, até aqui, a severidade da gastrite atrófica, o elevado grau do sistema OLGA (tipo III e IV) e a metaplasia intestinal do subtipo incompleta (tipo III)<sup>10</sup> eram tidos separadamente como fatores de risco para o cancro gástrico, mas, atualmente, parece ser mais importante associar todos estes dados para selecionar os doentes que devem ser submetidos a vigilância endoscópica regular, com biopsias, para avaliar o risco de cancro gástrico<sup>11,12</sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p>1. Areia M, Diniz-Ribeiro M. One day of upper gastrointestinal endoscopy in a southern European country. GE J Port Gastroenterol. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S0872-8178201400030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Hirota WK, Zuckerman MJ, Adler DG, Davila RE, Egan J, Leighton JA, et al., Standards of Practice Committee, American Society for Gastrointestinal Endoscopy. ASGE guideline: The role of endoscopy in the surveillance of premalignant conditions of the upper GI tract. Gastrointest Endosc. 2006;63(4):570-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S0872-8178201400030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Dinis-Ribeiro M, Areia M, de Vries AC, Marcos-Pinto R, Monteiro-Soares M, O’Connor A, et al., European Society of Gastrointestinal Endoscopy; European Helicobacter Study Group; European Society of Pathology; Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva. Management of precancerous conditions and lesions in the stomach (MAPS): Guideline from the European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE), European Helicobacter Study Group (EHSG), European Society of Pathology (ESP), and the Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED). Endoscopy. 2012;44(1):74-94, doi: 10.1055/s-0031-1291491. Epub Dec 23 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S0872-8178201400030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Kapadia CR. Gastric atrophy, metaplasia, and dysplasia: A clinical perspective. J Clin Gastroenterol. 2003;36 5 Suppl:S29-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S0872-8178201400030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>5. Meining A, Morgner A, Miehlke S, Bayerdörffer E, Stolte M. Atrophy-metaplasia-dysplasia-carcinoma sequence in the stomach: A reality or merely an hypothesis? Best Pract Res Clin Gastroenterol. 2001;15(6):983-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S0872-8178201400030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Meining A, Stolte M. Close correlation of intestinal metaplasia and corpus gastritis in patients infected with Helicobacter pylori. Z Gastroenterol. 2002;40(8):557-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0872-8178201400030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Isajevs S, Liepniece-Karele I, Janciauskas D, Moisejevs G, Funka K, Kikuste I, et al. The effect of incisura angularis biopsy sampling on the assessment of gastritis stage. Eur J Gastroenterol Hepatol. 2014;5(26):510-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0872-8178201400030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Rugge M1, Correa P, di Mario F, El-Omar E, Fiocca R, Geboes K, et al. OLGA staging for gastritis: A tutorial. Dig Liver Dis. 2008;40(8):650-8, doi: 10.1016/j.dld.2008.02.030.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0872-8178201400030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Whiting JL, Sigurdsson A, Rowlands DC, Hallissey MT, Fielding JW. The long term results of endoscopic surveillance of premalignant gastric lesions. Gut. 2002;50(3):378-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0872-8178201400030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>10. Dinis-Ribeiro M, Lopes C, da Costa-Pereira A, Guilherme M, Barbosa J, Lomba-Viana H, et al. A follow up model for patients with atrophic chronic gastritis and intestinal metaplasia. J Clin Pathol. 2004;57:177-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0872-8178201400030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Quach DT, Le HM, Hiyama T, Nguyen OT, Nguyen TS, Uemura N. Relationship between endoscopic and histologic gastric atrophy and intestinal metaplasia. Helicobacter. 2013;18(2):151-7, doi:10.1111/hel.12027. Epub 2012 Nov 20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0872-8178201400030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Marques-Silva L, Areia M, Elvas L, Dinis-Ribeiro M. Prevalence of  gastric precancerous conditions: A systematic review and meta-analysis. Eur J Gastroenterol Hepatol. 2014;26(4):378-87, doi:10.1097/.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0872-8178201400030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido a 28 de março de 2014; aceite a 28 de março de 2014</p>        ]]></body><back>
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