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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Azatioprina na doença inflamatória intestinal: fatores preditivos da resposta sustentada a longo prazo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Azathioprine in inflammatory bowel disease: Predictors of sustainded long-term response]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Azathioprine (AZA) is an option for maintenance therapy in Inflammatory Bowel Disease (IBD). However, the factors which influence or predict its response are poorly understood. Aim: Evaluate the predictive factors for a successful long-term therapeutic response of AZA. Methods: Retrospective analysis of all patients with IBD followed up in our hospital treated with AZA (2-2.5 mg/Kg/day) due to steroid dependent or resistent disease or, in Crohn disease (CD), due to fistulizing behavior or post-surgery. We recorded the type of disease (DC/ ulcerative colitis (UC), indeterminate IBD), clinical parameters, laboratory parameters (LP) - WBC, CRP, hemoglobin, platelets and MCV - before and after 3 months of treatment, as well as concomitante usage of 5-ASA and steroids. The treatment was considered effective when patients maintained control of the disease by clinical/endoscopic criteria, with continued maintainance of AZA or cessation of therapy after 3 months of treatment, and without escalation of therapy. We excluded patients who show intolerance to AZA in the first 3 months and patients treated concomitantly with biological agents. Results: 72 patients (37 women and 35 men); mean age 38.0±13.8 years; 35 patients with CD, 34 with UC and 3 with indeterminate IBD. The average duration of treatment with AZA was 35.1±30.6 months. AZA was effective in 48 patients (66.7%). The age at onset of AZA predicts therapeutic sucess (R = 0.303, p = 0.019). The sex, type of disease and LP before treatment did not correlate with efficacy. The LP after 3 months of therapy correlated with therapeutic sucess in the long-term: WBC (r = -0.295, p = 0.013), CRP (r = -0.332, p = 0.005), hemoglobin (r = 0.307, p = 0.010), platelets (r = -0.360, p = 0.003) and MCV (r = 0.255, p = 0.047). In combination, LP predict the efficacy of treatment (R = 0.517, p = 0.005). There is also an association between the location of UC (r = -0.381, p = 0.026), as well as the duration of concurrent treatment with 5-ASA (r = 0.258, p = 0.029) and the suspension of steroids (r = 0.265, p = 0.04) with the efficacy of the treatment. Conclusion: AZA proved to be an effective treatment in the majority of patients with IBD. The old age of onset of the therapy and LP at 3 months were predictive of a sustained response of AZA.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença inflamatória intestinal]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Eficácia do tratamento]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Treatment efficacy]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right style='margin-left:35.4pt;text-align:right;text-indent:-35.4pt'><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Azatioprina na doença inflamatória intestinal: fatores preditivos da resposta sustentada a longo prazo</b></p>      <p><b>Azathioprine in inflammatory bowel disease: Predictors of sustainded long-term response</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ana Lúcia Sousa<sup>a,&#8727;</sup>, Paulo Caldeira<sup>a</sup>, Marta Eusébio<sup>a</sup>, Alda Martins<sup>b</sup>, Teresa Belo<sup>a</sup> e Horácio Guerreiro<sup>a</sup></b></p>      <p><sup>a</sup> Serviço de Gastrenterologia, Departamento de Medicina, Hospital de Faro - Centro Hospitalar do Algarve, E.P.E., Faro, Portugal</p>      <p><sup>b</sup> Departamento de Psicologia, Universidade do Algarve, Faro, Portugal</p>      <p><sup><a href="#0">*</a></sup><a name=top0></a><b>Autor para correspondência</b> </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>      <p>Introdução: A azatioprina (AZA) é uma opção terapêutica de manutenção na doença inflamatória intestinal (DII). Contudo, os fatores que influenciam ou predizem a sua resposta são pouco conhecidos.</p>      <p>Objetivo: Avaliar os fatores preditivos de sucesso terapêutico da AZA a longo prazo. </p>      <p>Métodos: Análise retrospetiva de todos os doentes com DII seguidos no nosso hospital medicados com AZA (2-2,5 mg/Kg/dia) por doença corticodependente ou corticorrefratária e, na doença de Crohn (DC), por comportamento fistulizante ou após cirurgia. Registámos o tipo de doença (DC/colite ulcerosa [CU]/DII indeterminada), parâmetros clínicos, parâmetros laboratoriais (PL) - leucócitos, PCR, hemoglobina, plaquetas e VGM - antes e aos 3 meses de tratamento, bem como terapêutica concomitante com 5-ASA e corticoide. O tratamento foi considerado eficaz quando os doentes mantinham o controlo da doença por critérios clínicos/endoscópicos, com manutenção da AZA ou com cessação da mesma após 3 meses de tratamento, e sem necessidade de escalar a terapêutica. Excluímos os doentes com intolerância à AZA nos primeiros 3 meses e os tratados concomitantemente com agentes biológicos.</p>      <p>Resultados: Setenta e dois doentes (37 mulheres e 35 homens); idade média de 38,0±13,8 anos; 35 doentes com DC, 34 com CU e 3 com DII indeterminada. Duração média de tratamento com AZA de 35,1±30,6 meses. A AZA foi eficaz em 48 doentes (66,7%). A idade no início da AZA prediz o sucesso terapêutico (R = 0,303, p = 0,019). O sexo, o tipo de doença e os PL antes do tratamento não tiveram relação com a eficácia. Aos 3 meses de tratamento, os PL mostraram relação com o sucesso terapêutico a longo prazo: leucócitos (r = -0,295, p = 0,013), PCR (r = -0,332, p = 0,005), hemoglobina (r = 0,307, p = 0,010), plaquetas (r = -0,360, p = 0,003) e VGM (r = 0,255, p = 0,047); no seu conjunto os PL predizem a eficácia (R = 0,517; p = 0,005). Existe associação entre a localização da CU (r = -0,381; p = 0,026), o tempo de tratamento concomitante com 5-ASA (r = 0,258, p = 0,029) e a suspensão de corticoides (r = 0,265, p = 0,04) com a eficácia do tratamento.</p>      <p>Conclusão: O tratamento com a AZA foi eficaz na maioria dos doentes com DII. A idade avançada no início da terapêutica e os PL aos 3 meses foram preditivos de resposta sustentada da AZA.</p>      <p><b>Palavras-Chave: </b>Doença inflamatória intestinal; Azatioprina; Eficácia do tratamento </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>Introduction: Azathioprine (AZA) is an option for maintenance therapy in Inflammatory Bowel Disease (IBD). However, the factors which influence or predict its response are poorly understood.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aim: Evaluate the predictive factors for a successful long-term therapeutic response of AZA. </p>      <p>Methods: Retrospective analysis of all patients with IBD followed up in our hospital treated with AZA (2-2.5 mg/Kg/day) due to steroid dependent or resistent disease or, in Crohn disease (CD), due to fistulizing behavior or post-surgery. We recorded the type of disease (DC/ ulcerative colitis (UC), indeterminate IBD), clinical parameters, laboratory parameters (LP) - WBC, CRP, hemoglobin, platelets and MCV - before and after 3 months of treatment, as well as concomitante usage of 5-ASA and steroids. The treatment was considered effective when patients maintained control of the disease by clinical/endoscopic criteria, with continued maintainance of AZA or cessation of therapy after 3 months of treatment, and without escalation of therapy. We excluded patients who show intolerance to AZA in the first 3 months and patients treated concomitantly with biological agents.</p>      <p>Results: 72 patients (37 women and 35 men); mean age 38.0±13.8 years; 35 patients with CD, 34 with UC and 3 with indeterminate IBD. The average duration of treatment with AZA was 35.1±30.6 months. AZA was effective in 48 patients (66.7%). The age at onset of AZA predicts therapeutic sucess (R = 0.303, p = 0.019). The sex, type of disease and LP before treatment did not correlate with efficacy. The LP after 3 months of therapy correlated with therapeutic sucess in the long-term: WBC (r = -0.295, p = 0.013), CRP (r = -0.332, p = 0.005), hemoglobin (r = 0.307, p = 0.010), platelets (r = -0.360, p = 0.003) and MCV (r = 0.255, p = 0.047). In combination, LP predict the efficacy of treatment (R = 0.517, p = 0.005). There is also an association between the location of UC (r = -0.381, p = 0.026), as well as the duration of concurrent treatment with 5-ASA (r = 0.258, p = 0.029) and the suspension of steroids (r = 0.265, p = 0.04) with the efficacy of the treatment.</p>      <p>Conclusion: AZA proved to be an effective treatment in the majority of patients with IBD. The old age of onset of the therapy and LP at 3 months were predictive of a sustained response of AZA.</p>      <p><b>Keywords: </b>Inflammatory bowel disease; Azathioprine; Treatment efficacy</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      <p>A azatioprina (AZA) é um fármaco utilizado desde há longa data no tratamento da doença inflamatória intestinal (DII). Com a introdução de agentes biológicos a AZA, como fármaco isolado, perdeu um pouco a sua expressão.</p>      <p>Nos estudos SONIC<sup>1</sup> e SUCESS<sup>2</sup> foi demonstrado que os doentes com doença de Crohn (DC) e colite ulcerosa (CU), respetivamente, de gravidade moderada a severa, tratados com infliximab (IFX) em associação à AZA tiveram maior probabilidade de remissão clínica livre de corticoides relativamente aos doentes sob monoterapia com AZA.</p>      <p>Contudo, o valor da AZA no tratamento de manutenção da DII é sobejamente reconhecido e com custos muito inferiores comparativamente aos agentes biológicos<sup>3-8</sup>. Já a sua capacidade de indução de remissão foi questionada em meta-análise recente<sup>9</sup>. Além disso, as tiopurinas mostraram apresentar um impacto positivo na qualidade de vida dos doentes com DII<sup>10</sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Infelizmente, as tiopurinas provocam efeitos adversos que frequentemente conduzem à diminuição da dose ou descontinuação do fármaco<sup>11</sup>. Segundo uma casuística holandesa<sup>12</sup>, os efeitos secundários das tiopurinas conduzem à descontinuação do fármaco em 39% dos doentes apesar de noutros estudos as taxas de intolerância serem geralmente inferiores<sup>13</sup>. Ainda que haja uma grande experiência com as tiopurinas na DII, remontando o seu uso desde 1962<sup>14</sup>, os fatores que predizem a sua resposta a longo prazo são pouco conhecidos.</p>      <p>Uma das desvantagens da terapêutica com AZA é a dificuldade em avaliar os fatores preditivos de resposta clínica a longo prazo. Alguns parâmetros analíticos, nomeadamente os leucócitos, os neutrófilos, o Volume Globular Médio (VGM), a Proteína C Reativa (PCR), a Velocidade de Sedimentação (VS) e a concentração de nucleótidos 6-tioguanina (6-TGN) foram propostos como fatores de resposta clínica<sup>11,15-17</sup>.</p>      <p>Dado que a terapêutica atempada pode modificar o curso da DII, consideramos importante avaliar precocemente a probabilidade de eficácia a longo prazo da AZA, julgando que essa avaliação aos 3 meses de tratamento será adequada e vantajosa.</p>      <p>O objetivo do nosso trabalho é avaliar os fatores preditores de resposta a longo prazo da AZA na DII.</p>      <p><b>Material e métodos</b></p>      <p><b>Seleção de doentes</b></p>      <p>Partindo de uma base de 360 doentes seguidos em consulta de DII, identificámos 85 que em algum momento do curso da sua doença realizaram tratamento com AZA. O nosso critério de seleção foi o uso da AZA na dose de 2-2,5 mg/Kg/dia, sem biológico e por um período superior a 3 meses. As indicações para o início da AZA foram doença corticodependente ou corticorrefratária e, no caso particular da DC, por comportamento fistulizante ou após a cirurgia.</p>      <p>Treze doentes foram excluídos, 11 dos quais por efeitos secundários que ocorreram nos primeiros 3 meses de tratamento e 2 por terapêutica concomitante com agentes biológicos. Os efeitos adversos que conduziram à descontinuação da terapêutica foram os seguintes: 5 doentes com toxicidade hepática, 4 doentes com intolerância gástrica, um doente com pancreatite aguda minor e outro com reação alérgica (febre, mal-estar geral, diarreia e dor abdominal).</p>      <p>Estudámos assim, retrospetivamente, 72 doentes. Registámos os parâmetros demográficos, o tipo de doença (DC, CU, DII indeterminada), os parâmetros laboratoriais (PL) - leucócitos, PCR, hemoglobina, plaquetas e VGM - antes e aos 3 meses de tratamento com AZA, bem como terapêutica concomitante com 5-ASA e corticoide.</p>      <p><b>Definições</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerámos o tratamento eficaz: 1) doentes que mantiveram o controlo da DII, por critérios clínicos/endoscópicos, sem necessidade de escalada terapêutica, mantendo a AZA por período superior ou igual a 3 meses; 2) suspensão do fármaco por decisão médica, na presença de controlo clínico e na ausência de efeitos secundários.</p>      <p>Considerámos o tratamento não eficaz: 1) doentes com necessidade de escalada terapêutica por mau controlo clínico, após o uso da AZA num período superior ou igual a 3 meses; doentes com mau controlo endoscópico após o uso da AZA num período superior a 6 meses, nos casos em que a remissão foi induzida cirurgicamente; 2) ocorrência de efeitos secundários após esse período de utilização do fármaco que conduziram à suspensão do mesmo.</p>      <p><b>Análise estatística</b></p>      <p>Comparámos os 2 grupos (tratamento eficaz vs. Tratamento não eficaz) e usámos análise univariada e multivariada através do SPSS, versão 16,0. No nosso estudo foram usados os testes de correlação de Pearson, qui-quadrado de Pearson, teste t e regressão linear (métodos enter e stepwise). O valor de p &lt; 0,05 foi considerado estatisticamente significativo.</p>      <p><b>Resultados</b></p>      <p>Foram incluídos 72 doentes sob terapêutica com AZA, 37 mulheres e 35 homens. A idade média de introdução da AZA foi de 38,0±13,8 (18-73) anos e a idade média de diagnóstico da DII de 31,8±12,8 (12-65) anos. O tempo de evolução médio entre o diagnóstico da DII e o início da AZA foi 74,3±81,2 meses. Trinta e cinco doentes apresentavam DC, 34 doentes tinham CU e em 3 doentes a DII era indeterminada.</p>      <p>Na maioria dos doentes com DC a doença tinha comportamento inflamatório (57,1%), com localização sobretudo cólica e ileocólica (80%), em 17,1% existia evidência de doença perianal e em 34,3% a AZA foi introduzida após cirurgia (<a href="#t1">tabela 1</a>). Na maioria dos doentes com CU a doença localiza-se à esquerda (67,6%) (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>       <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/ge/v21n4/21n4a04t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>A duração média de tratamento com AZA foi de 35,1±30,6 meses. A duração mínima de utilização do fármaco foi 3 meses e a duração máxima foi 136 meses. Em um doente a AZA foi utilizada apenas por 3 meses por mielotoxicidade e em 3 doentes foi usada por 4 meses (em 2 dos quais por mielotoxicidade e em outro por hepatotoxicidade). Os restantes doentes estiveram medicados com a AZA por períodos superiores a 6 meses. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A taxa global de efeitos secundários foi de 30,6% (em 11 doentes os efeitos secundários surgiram antes dos 3 meses de tratamento e em 4 doentes surgiram após esse período). Nenhum doente havia sido tratado previamente com biológicos ou metotrexato.</p>      <p>A maioria dos doentes (83,3%) estava medicada concomitantemente com 5-ASA. Na altura da introdução da AZA, a mesma percentagem de doentes (83,3%) estava também medicada com corticoides, com uma duração média de 6,8±10,0 meses.</p>      <p>A AZA foi eficaz em 48 doentes (66,7%). Na CU a AZA foi eficaz em 70,6% dos doentes e na DC em 60%.</p>      <p>A <a href="#t2">tabela 2</a> caracteriza de forma discriminada a população estudada, de acordo com a eficácia do tratamento a longo prazo.</p>      <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/ge/v21n4/21n4a04t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>O sexo, o tipo de doença (DC/CU/DII) e a idade de diagnóstico da DII não têm relação com a eficácia da AZA a longo prazo.</p>      <p>Existe relação entre a idade de introdução da AZA e a resposta a longo prazo do fármaco, embora esta relação seja sustentada estatisticamente por uma significância marginal (r = 0,228, p = 0,054). Quanto mais avançada a idade do doente na altura da introdução da AZA, maior a eficácia do fármaco a longo prazo. No que respeita ao tempo de evolução da doença, não se verificou correlação com a eficácia sustentada da AZA (r = 0,097, p = 0,416).</p>      <p>Utilizando a regressão linear, pelo método stepwise, verificou-se que a única variável que prediz o sucesso a longo prazo da AZA aquando do início da terapêutica é a idade mais avançada na altura da introdução do fármaco (R = 0,303, p = 0,019) (<a href="#f1">fig. 1</a>). Neste modelo utilizaram-se como variáveis o sexo, o tipo de doença, os PL antes do início da terapêutica, o tempo de evolução da doença e a idade do doente na altura da introdução da AZA. </p>       <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ge/v21n4/21n4a04f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>Além disso, avaliando o subgrupo de doentes com CU, verificou-se também associação entre a localização da doença e a eficácia da AZA a longo prazo, sendo que os doentes com colite esquerda respondem de forma mais favorável do que os doentes com pancolite (r = -0,381, p = 0,026).</p>      <p>Já nos doentes com DC, não se observou relação com a eficácia da AZA no que respeita ao fenótipo, à localização e à presença de doença perianal, tal como se verifica na <a href="#t2">tabela 2</a>.</p>      <p>Usando a correlação de Pearson (<a href="#t2">tabela 2</a>), verificou-se não existir associação estatística entre o valor inicial dos PL e o sucesso terapêutico a longo prazo da AZA. Ao contrário, os PL após 3 meses de tratamento com a AZA mostraram relação com resposta sustentada ao fármaco. Portanto, quando a AZA foi eficaz a longo prazo, verificou-se descida dos valores dos leucócitos (r = -0,295, p = 0,013), da PCR (r = -0,332, p = 0,005) e das plaquetas (r = -0,360, p = 0,03) e houve aumento da hemoglobina (r = 0,307, p = 0,010) e do VGM (r = 0,255, p = 0,047), de forma estatisticamente significativa.</p>      <p>A <a href="#t3">tabela 3</a> mostra a evolução analítica dos PL (antes e após o tratamento), de acordo com a eficácia do tratamento. No grupo de doentes em que o tratamento não foi eficaz verificou-se também descida do valor dos leucócitos e aumento do VGM com significância estatística, contudo, em menor grandeza relativamente ao grupo de doentes em que o tratamento foi eficaz a longo prazo.</p>       <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/ge/v21n4/21n4a04t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>       <p>Com base em análise multivariada, através da regressão linear (método enter) confirmou-se que os PL aos 3 meses predizem o sucesso terapêutico (R = 0,517, p = 0,005), ao contrário dos PL antes do tratamento (r = 0,287; p = 0,444). Através da regressão linear (método stepwise), verificou-se que os PL aos 3 meses que predizem mais o sucesso terapêutico a longo prazo da AZA são a PCR e os leucócitos (r = 0,501, p = 0,000).</p>      <p>Verificou-se ainda que a duração do tratamento com 5-ASA se correlacionou com a eficácia a longo prazo da AZA, sendo que quanto maior a duração do 5-ASA maior a eficácia da AZA (r = 0,258, p = 0,029).</p>      <p>A suspensão dos corticoides também se correlacionou com a eficácia a longo prazo da AZA (r = 0,265, p = 0,041).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão</b></p>      <p>A AZA mostrou ser efetiva na terapêutica de manutenção da DC e da CU<sup>3-8,19</sup>. Contudo, os fatores preditivos de resposta sustentada são pouco conhecidos, existindo escassos estudos que avaliam como end-point primário esta problemática. Na nossa série avaliámos a eficácia e os fatores de resposta sustentada à AZA numa população de doentes com DII seguidos em consulta no Hospital de Faro. Nesta população, 23,6% dos doentes iniciaram imunossupressão com AZA, tendo sido o fármaco eficaz em 66,7% dos doentes. Discriminado, de acordo com o tipo de doença, a AZA foi eficaz em 70,6% dos doentes com CU e em 60% dos doentes com DC. Noutros estudos a eficácia da AZA foi avaliada entre 40-81% dos casos<sup>4,8,11-13,20-22</sup>, sendo, contudo, usadas diferentes definições de resposta ao fármaco.</p>      <p>De facto, uma das desvantagens do uso das tiopurinas é a dificuldade em avaliar a resposta clínica. No nosso estudo, a avaliação foi retrospetiva e os critérios utilizados foram critérios clínicos/endoscópicos com a subjetividade inerente. No único estudo recente que tem como objetivo primário, a avaliação dos fatores preditivos de resposta à AZA<sup>11</sup> foram utilizados como indicadores de resposta clínica, no caso da DC, o Crohn’s disease activity index (CDAI) inferior a 150 pontos e o Harvey-Bradshaw index (HBI) inferior a 4 pontos e, no caso da CU, o score Mayo parcial (inferior a 3 pontos), após 4-6 meses de introdução de tiopurinas, sendo, por isso, uma forma mais objetiva de avaliação da resposta. Além disso, a nossa amostra é pequena e algo heterogénea, ao incluir doentes com CU e com DC e, neste último caso, com 34,3% de doentes com remissão induzida através de cirurgia. Contudo, estes aspetos não nos parecem ser limitações major do nosso estudo, pois a eficácia das tiopurinas foi semelhante em ambos os grupos e concordante com a encontrada no estudo de Constantino<sup>11</sup> (69% na CU e 66,7% na DC).</p>      <p>Na nossa série a taxa de efeitos secundários foi de 30,6%, a maioria ocorrendo nos primeiros 3 meses de tratamento. Todos os efeitos secundários levaram à descontinuação da terapêutica; estes valores são concordantes com outros estudos<sup>12,22,23</sup>.</p>      <p>No nosso estudo, o sexo e o tipo de doença não apresentaram relação com a eficácia da AZA a longo prazo. No que respeita ao tipo de doença, os nossos dados são concordantes com uma série do Hospital John Radcliffe, em Oxford<sup>22</sup>, que visou a avaliação retrospetiva da utilização da AZA durante 30 anos. Neste estudo, a CU foi um fator favorecedor para a obtenção da remissão, mas não se verificou diferença entre DC e CU na manutenção da remissão. O mesmo é referido no estudo de Constantino<sup>11</sup> onde, e de forma semelhante à nossa série, não se observou relação entre o tipo de doença e a eficácia a longo prazo da AZA. Já no que respeita ao sexo encontram-se dados algo contraditórios na literatura: no estudo de Oxford<sup>22</sup> os doentes do sexo masculino com DC foram os que tiveram maior probabilidade de se manterem em remissão a longo prazo sob terapêutica com AZA; pelo contrário, no estudo italiano supracitado<sup>11</sup> e num outro estudo asiático<sup>24</sup>, o sexo feminino esteve associado positivamente à resposta à terapêutica.</p>      <p>Subdividindo os doentes de acordo com o tipo de doença, também não verificamos diferença na resposta de acordo com o fenótipo, localização e presença de doença perianal na DC; os nossos dados são concordantes com um estudo prévio francês<sup>25</sup>, que visou estudar 157 doentes com DC em remissão por mais de 6 meses e em que o local de envolvimento da doença não apresentou relação com a resposta à AZA; já no estudo de Costantino<sup>11</sup>, nos doentes com DC, observou-se resposta significativamente mais favorável quando a localização era ileal. Por fim, na nossa série, verificou-se que os doentes com colite esquerda apresentam significativamente melhor resposta sustentada à AZA, contrariamente ao estudo de Costantino<sup>11</sup> e a um outro estudo espanhol de Lopez-Sanroman<sup>21</sup>. Já Saibeni<sup>26</sup> mostrou que a eficácia das tiopurinas seria independente da localização da doença, independentemente de se tratar de CU ou DC.</p>      <p>Os PL antes do início da AZA não predizem a resposta à terapêutica, pelo que os valores das análises, antes de iniciar a AZA, não são úteis como preditores de resposta a longo prazo a este fármaco. Antes de iniciar a AZA, a única variável que prediz a resposta sustentada é a idade de introdução do fármaco, pois quanto maior a idade do doente à data da introdução da AZA, maior a probabilidade de resposta clínica/endoscópica a longo prazo; julgamos que este achado se poderá relacionar com a maior gravidade da doença em doentes mais jovens. Na revisão de Fraser<sup>22</sup> a idade mais avançada foi também um fator que favoreceu a remissão clínica. Ao contrário do estudo de Costantino<sup>11</sup>, no nosso estudo a duração da doença, isto é, o tempo que medeia entre o diagnóstico e a introdução da AZA, não se correlacionou com a resposta sustentada ao fármaco; já os resultados da série espanhola<sup>21</sup>, que avaliou prospetivamente a eficácia da AZA na colite ulcerosa, foram concordantes com os do nosso estudo.</p>      <p>Para avaliar a resposta à terapêutica destacamos os PL ao fim de 3 meses de tratamento: todos eles se correlacionaram com a eficácia do tratamento e, no seu conjunto, predizem a eficácia da AZA a longo prazo. Os 2 PL que mais fortemente predizem a resposta são a PCR e os leucócitos, confirmando a validade dos parâmetros inflamatórios, nomeadamente da PCR na avaliação da atividade clínica e endoscópica da DII<sup>27-29</sup>. Contudo, utilizando a PCR na prática clínica como marcador de atividade da DII, deverá ter-se presente que esta aumenta de forma mais marcada na DC do que na CU<sup>30</sup>. A diminuição do valor dos leucócitos como fator preditivo de resposta sustentada à AZA está de acordo com os dados da série de Fraser<sup>22</sup>, Candy<sup>31</sup> e Colonna<sup>32</sup>. Contudo, os estudos de Candy<sup>31</sup> e Colonna<sup>32</sup> mostraram uma correlação fortemente positiva entre o sucesso da terapêutica e a indução de leucopenia pela AZA; já no nosso estudo verificou-se efetivamente uma redução dos leucócitos sem que fosse atingida necessariamente leucopenia. Verificou-se também aumento do VGM e descida dos leucócitos em ambos os grupos de doentes (os que responderam e os que não responderam à terapêutica de forma sustentada), ainda que o grau de variação seja mais forte nos doentes que responderam à terapêutica. Estudos prévios mostraram que o VGM seria um fraco marcador preditivo de resposta à terapêutica<sup>24</sup>. Já no estudo espanhol<sup>10</sup>, em que doentes com CU corticodependentes foram avaliados prospetivamente, o VGM foi um fator preditivo de resposta. Na nossa série as plaquetas e a hemoglobina mostraram ser também fatores que se correlacionam com a resposta a longo prazo à AZA, isto é, nos doentes em que o tratamento foi eficaz registou-se diminuição das plaquetas e aumento da hemoglobina de forma estatisticamente significativa. Assim, e dado que é recomendada a vigilância analítica aquando da terapêutica com a AZA<sup>33</sup>, destaca-se a importância dos nossos achados, visto que cada um dos PL aos 3 meses se correlaciona com a eficácia da AZA a longo prazo e sobretudo pela utilidade da aplicação destas variáveis em conjunto, uma vez que são bons preditores da resposta sustentada, permitindo assim perspetivar, de forma objetiva, a eficácia a longo prazo da AZA num determinado doente.</p>      <p>Nos dias de hoje cada vez mais é valorizada a cicatrização da mucosa como objetivo terapêutico e fator preditor de resposta sustentada a longo prazo ao(s) fármaco(s) utilizado(s)<sup>1,2</sup>. A análise dos PL aos 3 meses não substitui a avaliação endoscópica, contudo, a nossa série demostra que a avaliação laboratorial poderá ser um fator complementar de eficácia sustentada à terapêutica com AZA.</p>      <p>Em conclusão, com as limitações de se tratar de um estudo retrospetivo e com uma amostra reduzida, a AZA mostrou ser eficaz na maioria dos doentes com DII. A idade avançada no início da terapêutica mostrou ser um fator preditivo de resposta sustentada. O sexo, a duração e o tipo de doença, bem como os PL antes do início da terapêutica, não se correlacionaram com a eficácia a longo prazo. Já os PL aos 3 meses de tratamento correlacionam-se per si com a eficácia da AZA a longo prazo e, no seu conjunto, são bons preditores do sucesso terapêutico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Referências</b></p>      <!-- ref --><p>1. Colombel JF, Sandborn WJ, Reinish W, Mantzaris GJ, Kornbluth A, Rachmilewitz D, et al. Infliximab, azathioprine, or combination therapy for Crohn’s disease. N Engl J Med. 2010;362:1383-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0872-8178201400040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>2. Panaccione R, Ghosh S, Middleton S, Velazquez JRM, Khalif I, Flint L, et al. Infliximab, azathioprine, or infliximab + azathioprine for treatment of moderate to severe ulcerative colitis: the UC SUCCESS trial. ECCO. 2012, oral presentations abstract number 13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0872-8178201400040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>3. Prefontaine E, Macdonald JK, Sutherland LR. Azathioprine or 6-mercaptopurine for induction of remission in Crohn’ disease. Cochrane Database Syst Rev. 2010;16:CD000545.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0872-8178201400040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>4. Gisbert JP, Linares PM, McNicholl AG, Maté J, Gomollón F. Meta-analysis: The efficacy of azathioprine and mercaptopurine in ulcerative colitis. Aliment Pharmacol Ther. 2009;30:126-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0872-8178201400040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Bär F, Sina C, Fellermann K. Thiopurines in inflammatory bowel disease revisited. World J Gastroenterol. 2013;19:1699-706.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0872-8178201400040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>6. Timmer A, McDonald JW, Tsoulis DJ, Macdonald JK. Azathioprine and 6-mercaptopurine for maintenance of remission in ulcerative colitis. Cochrane Database Syst Rev. 2012;9:CD000478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0872-8178201400040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>7. Chebli LA, Chaves DL, Pimental FF, Guerra DM, Barros RM, Gaburri PD, et al. Azathioprine maintains long-term steroid-free remission through 3 years in patients with streoid-dependent ulcerative colitis. Inflamm Bowel Dis. 2010;16:613-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0872-8178201400040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>8. Leite S, Ribeiro JM, Lima SC, Barroso S, Cotter J. Azathioprine in inflammatory bowel disease. Acta Med Port. 2009;22:33-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0872-8178201400040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>9. Khan KJ, Dubinsky MC, Ford AC, Ullman TA, Talley NJ, Moayyedi P. Efficacy of immunossupresive therapy for inflammatory bowel disease; a systematic review and meta-analysis. Am J Gastroenterol. 2011;106:630-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0872-8178201400040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Bastida G, Nos P, Aguas M, Beltrán B, Iborra M, Ortiz V, et al. The effects of thiopurine theraphy on healh-related quality of life in inflammatory bowel disease patients. BMC Gastroenterol. 2010;10:26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0872-8178201400040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>11. Costantino G, Furfaro F, Belvedere A, Alibrandi A, Fries W. Thiopurine treatment in inflammatory bowel disease: Response predictors, safety, and withdrawal in follow-up. J Crohns Colitis. 2012;6:588-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0872-8178201400040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>12. Jharap B, Seinen ML, de Boer NK, van Ginkel JR, Linskens RK, Kneppelhout JC, et al. Thiopurine therapy in inflammatory bowel disease patients: Analyses of two 8-year intercept cohorts. Inflamm Bowel Dis. 2010;16:1541-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0872-8178201400040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>13. Frei P, Biedermann L, Nielsen OH, Rogler G. Use of thiopurines in inflammatory bowel disease. World J Gastroenterol. 2013;19:1040-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0872-8178201400040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>14. Bean RH. The treatment of chronic ulcerative colitis with 6-mercaptopurine. Med J Aust. 1962;49:592-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0872-8178201400040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. D’Halluin PN, Tribut O, Branger B, Lebreton C, Bretagne JF, Bentue-Ferrer D, et al. RBC 6-TGN and hematological parameters in patients with Crohn’s disease treated by azathioprine. Gastroenterol Clin Biol. 2005;29:1264-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0872-8178201400040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>16. Achkar JP, Stevens T, Easley K, Brzezinski A, Seidner D, Lashner B. Indicators of clinical response to treatment with six-mercaptopurine or azathioprine in patients with inflammatory bowel disease. Inflamm Bowel Disease. 2004;10:339-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0872-8178201400040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>17. Decaux G, Prospert F, Hormans Y, Desager JP. Relationship between red cell mean corpuscular volume and 6-thioguanine nucleotides in patients treated with azathioprine. J Lab Clin Med. 2000;135:256-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0872-8178201400040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>18. Satsangi J, Silverberg MS, Vermeire S, Colombel JF. The Montreal classification of inflammatory bowel disease: Controversies, consensus, and implications. Gut. 2006;55:749-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0872-8178201400040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>19. Lichtenstein GR, Abreu MT, Cohen R, Tremaine W. American Gastroenterology Association Institute technical review on corticosteroids, immunomodulators, and infliximab in inflammatory bowel disease. Gastroenterology. 2006;130:940-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0872-8178201400040000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Chebli JM, Gaburri PD, de Souza AF, Pinto AL, Chebli LA, Felga GE, et al. Long-term results with azathioprine therapy in patients with corticoid-dependent Crohn’s disease: Open-label prospective study. J Gastroentrol Hepatol. 2007;22:268-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0872-8178201400040000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>21. Lopez-Sanroman A, Bermejo F, Carrera E, Garcia-Plaza A. Efficacy and safety of thiopurinic immunomodulators (azathioprine and mercaptopurine) in steroid-dependent ulcerative colitis. Aliment Pharmacol Ther. 2004;20:161-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0872-8178201400040000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>22. Fraser AG, Orchard TR, Jewell DP. The efficacy of azathioprine for the treatment of inflammatory bowel disease: A 30 year review. Gut. 2002;50:485-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0872-8178201400040000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>23. Hindorf U, Lindqvist M, Hildebrand H, Fagerberg U, Almer S. Adverse events leading to modification of therapy in a large cohort of patients with inflammatory bowel disease. Aliment Pharmacol Ther. 2006;24:331-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0872-8178201400040000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>24. Thia KT, Li M, Ling KL, Kong SC, Ooi CJ. Azathioprine is effective in corticosteroid-dependent Asian inflammatory bowel disease patients. Inflamm Bowel Dis. 2011;17:809-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0872-8178201400040000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>25. Bouhnik Y, Lémann M, Mary JY, Scemama G, Taï R, Matuchansky C, et al. Long-term follow-up of patients with Crohn’ disease treated with azathioprine or 6-mercaptopurine. Lancet. 1996;347:215-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0872-8178201400040000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name=0></a><sup><a href="#top0">*</a></sup><b>Autor para correspondência</b></p>     <p>Correio eletrónico: <a href="mailto:ana.e.sousa@hotmail.com">ana.e.sousa@hotmail.com</a>    (A.L. Sousa).</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Responsabilidades éticas</b></p>      <p><b>Proteção de pessoas e animais.</b> Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>      <p><b>Confidencialidade dos dados.</b> Os autores declaram ter seguido os protocolos do seu centro de trabalho acerca da publicação dos dados de pacientes.</p>      <p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito.</b> Os autores declaram ter recebido consentimento escrito dos pacientes e/ ou sujeitos mencionados no artigo. O autor para correspondência deve estar na posse deste documento.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflito de interesses</b></p>      <p>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido a 22 de setembro de 2013; aceite a 8 de maio de 2014</p>        ]]></body><back>
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