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<journal-title><![CDATA[Comportamento Organizacional e Gestão]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmicas de poder nas organizações: A contribuição da governamentalidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Michel Foucault is one of the key Western thinkers of the last 50 years. Even though his ideas have been used to discuss issues of power in Organizational Analysis, most of works drawing in his perspective have been addressed to discuss issues related to disciplinary power in organizational context. In this context, this paper aims to present Foucault&#8217;s work on governamentality and discuss its possible contribution to analyze power dynamics in organizational context. In order to do that, the paper will first discuss the notion of governamentality in Foucault&#8217;s work. Then, it will debate the different governamentalities addressed by the author to give some suggestions of how this notion can be deployed to analyze power relations in organizations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Din&acirc;micas de poder nas organiza&ccedil;&otilde;es: A contribui&ccedil;&atilde;o    da governamentalidade </b></p>        <p>&nbsp;</p>     <p>Rafael Alcadipani </p>       <p><I>Uninove e EAESP-FGV </I></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Resumo</B>. Michel Foucault &eacute; um dos principais pensadores Ocidentais    dos &uacute;ltimos cinquenta anos. Muito embora suas obras sejam utilizadas    no campo de Estudos Organizacionais, o foco dos te&oacute;ricos no campo tende    a ser a quest&atilde;o do poder disciplinar em opera&ccedil;&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es.    Dessa forma, o presente artigo tem por objetivo apresentar a no&ccedil;&atilde;o    de governametalidade nas obras de Michel Foucault e discutir as poss&iacute;veis    contribui&ccedil;&otilde;es dessa no&ccedil;&atilde;o para a compreens&atilde;o    das din&acirc;micas de poder em contexto organizacional. Para tanto, o artigo    primeiro discutir&aacute; a no&ccedil;&atilde;o de governamentalidade. Em seguida,    debater&aacute; os diferentes tipos de governamentalidade presente nas obras    de Michel Foucault, para depois apresentar como essa no&ccedil;&atilde;o poderia    ser empregada para analisar rela&ccedil;&otilde;es de poder em contexto organizacional.  </p>     <p><I>Palavras-chave</I>: Teoria das Organiza&ccedil;&otilde;es, Michel Foucault,    governamentalidade, poder. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Abstract</B>. Michel Foucault is one of the key Western thinkers of the    last 50 years. Even though his ideas have been used to discuss issues of power    in Organizational Analysis, most of works drawing in his perspective have been    addressed to discuss issues related to disciplinary power in organizational    context. In this context, this paper aims to present Foucault&rsquo;s work on    governamentality and discuss its possible contribution to analyze power dynamics    in organizational context. In order to do that, the paper will first discuss    the notion of governamentality in Foucault&rsquo;s work. Then, it will debate    the different governamentalities addressed by the author to give some suggestions    of how this notion can be deployed to analyze power relations in organizations.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Keywords</I>: Organizational Theory, Michel Foucault, Governamentality,    Power. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </b></p>         <!-- ref --><p>Burchell, G., Gordon, C., &amp; Miller, P. (1991). <I>The Foucault        Effect: Studies in Governamentality</I>. Chicago: The University of Chicago        Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000021&pid=S0872-9662200800010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Burrell, G. (1988). Modernism, post-modernism and organization analysis &ndash; 2: The contribution of Michel Foucault. <I>Organization Studies, 9 </I>(2), 423-459. </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Carter, C., Mckinlay, A., &amp; Rowlinson, M. (2002). Introduction. <I>Organization, 9 </I>(4), 235-267. </p>    <p>Casey, C. (1999). Come, join our family: discipline and integration in corporate organizational culture. <I>Human Relations, 52 </I>(2), 125-178. </p>    <p>Fonseca, M. (2001). <I>Foucault e o direito</I>. Unpublished doctoral dissertation, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo. </p>    <p>Fonseca, M. (1995). <I>Michel Foucault e a constitui&ccedil;&atilde;o do sujeito</I>. S&atilde;o Paulo: Educ. </p>    <p>Foucault, M. (1979a). Verdade e poder. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 1-14) Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Foucault, M. (1979b). Soberania e disciplina. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 179-193). Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Foucault, M. (1979c). Nietzsche, a genealogia e a hist&oacute;ria. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 15-38) Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Foucault, M. (1979d). Genealogia e poder. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 167-178). Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Foucault, M. (1979e). O olho do poder. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 209-228). Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Foucault, M. (1979f). N&atilde;o ao sexo rei. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 229-242). Rio de Janeiro: Graal. </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foucault, M. (1979g). Sobre a hist&oacute;ria da sexualidade. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed., pp. 243-276). Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Foucault, M. A. (1979h). Governamentalidade. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica do poder </I>(1.&ordf; ed, pp. 277295). Rio de Janeiro: Graal. </p>     <p>Foucault, M. (1984). <I>Hist&oacute;ria da sexualidade: o uso dos prazeres</I>.    Rio de Janeiro: Graal. </p>     <p>Foucault, M. (1987). <I>Vigiar e punir</I>. Petr&oacute;polis: Vozes. Foucault,    M. (1988). <I>Hist&oacute;ria da sexualidade: a vontade de saber</I>. Rio de    Janeiro: Graal. </p>     <p>Foucault, M. (1990a). Omnes et singulatim: hacia una cr&iacute;tica de la raz&oacute;n    pol&iacute;tica. In M. Morey, &amp; M. Foucault (Eds.), <I>Tecnolog&iacute;as    del yo y otros escritos</I>. Barcelona: Paid&oacute;s Ib&eacute;rica. </p>     <p>Foucault, M. (1990b). Tecnolog&iacute;a del yo. In M. Morey, &amp; M. Foucault (Eds.), <I>Tecnolog&iacute;as del yo y otros escritos</I>. Barcelona: Paid&oacute;s Ib&eacute;rica. </p>     <p>Foucault, M. (1995). O sujeito e o poder. In P. Rabinow, H. Dreyfus, &amp;    M. Foucault (Eds.), <I>Uma trajet&oacute;ria </I><I>filos&oacute;fica para al&eacute;m    do estruturalismo e da hermen&ecirc;utica</I>. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria.  </p>     <p>Foucault, M. (1996). <I>A ordem do discurso</I>. S&atilde;o Paulo: Loyola. </p>    <p>Foucault, M. (1999a). <I>A verdade e as formas jur&iacute;dicas</I>. Rio de Janeiro: NAU Editora. </p>    <p>Foucault, M. (1999b). Las mallas del poder. In M. Foucault (Ed.), <I>&Eacute;tica y hermen&eacute;utica</I>. Barcelona: Paid&oacute;s. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foucault, M. (1999c). El cuidado de la verdad. In M. Foucault (Ed.), <I>Est&eacute;tica,    &eacute;tica y hermen&eacute;utica</I>. Barcelona: Paid&oacute;s. </p>     <p>Foucault, M. (1999d). Nacimiento de la biopol&iacute;tica. In M. Foucault (Ed.), <I>Est&eacute;tica, &eacute;tica e hermen&eacute;utica</I>. Barcelona: Paid&oacute;s. </p>     <p>Foucault, M. (1999e). Sexualidad y soledad. In M. Foucault (Ed.), <I>Est&eacute;tica,    &eacute;tica y hermen&eacute;utica</I>. Barcelona: Paid&oacute;s. </p>     <p>Foucault, M. (1999f). <I>Em defesa da sociedade</I>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes. </p>     <p>Foucault, M. (1999g). Pol&iacute;tica da verdade: Paul Rabinow entrevista Michel    Foucault. In P. Rabinow (Ed.), <I>Antro</I><I>pologia da raz&atilde;o</I>. Rio    de Janeiro: Relume Dumar&aacute;. </p>     <p>Fournier, V., &amp; Grey, C. (2000). At the critical moment: conditions and    prospects for critical management studies. <I>Human Relations, 53 </I>(1), 423-445.  </p>     <p>Fulop, L., &amp; Linstead, S. (1999). <I>Management: A Critical Text</I>. London: Macmillan Press. </p>     <p>Gordon, C. (1991). Governamentality. In G. Burchell, C. Gordon, &amp; P. Miller    (Eds.), <I>The Foucault Effect: </I><I>Studies in Governamentality</I>. Chicago:    The University of Chicago Press. </p>     <p>Hardt, M., &amp; Negri, A. (2001). <I>Imp&eacute;rio</I>. Rio de Janeiro: Record. </p>     <p>Hardy, C., &amp; Leiba-O&rsquo;Sullivan, S. (1998). The power behind empowerment:    implications for research and practice. <I>Human Relations, 51 </I>(4), 298-312.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Machado, R. (1979). Por uma arqueologia do poder. In R. Machado (Ed.), <I>Microf&iacute;sica    do poder</I>. Rio de Janeiro: Graal. </p>     <p>Mckinlay, A., &amp; Sttarkey, K. (1998). <I>Foucault, Management and Organization Theory</I>. London: Sage. </p>    <p>Munro, I. (2000). Non-disciplinary power and the network society. <I>Organization, 7 </I>(4), 328-358. </p>    <p>Ortega, F. (1999). <I>Amizade e est&eacute;tica da exist&ecirc;ncia em Foucault</I>. Rio de Janeiro: Graal. </p>    <p>Prestes Motta, F., &amp; Alcadipani, R. (2003, september). <I>Michael Foucault, poder e a teoria das organiza&ccedil;&otilde;es</I>. </p>    <p>Paper presented at the Annual meeting of Anpad, Atibaia, SP. Knights, D. (2002). Writing organizational analysis into Foucault. <I>Organization, 9 </I>(4), 678-723. </p>     <p>Knights, D., &amp; Vurdubakis, T. (1994). Foucault, power, resistance and all    that. In J. Jermier, D. Knights, &amp; W. Nord (Eds.), <I>Resistance and power    in organization</I>. London: Routledge. </p>     <p>Rabinow, P. (1999). <I>Antropologia da raz&atilde;o</I>. Rio de Janeiro: Relume    Dumar&aacute;. Rabinow, P., &amp; Dreyfus, H. (1995). <I>Michel Foucault: uma    trajet&oacute;ria filos&oacute;fica para al&eacute;m do estruturalismo </I><I>e    a hermen&ecirc;utica</I>. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria. </p>     <p>Segnini, L. (1986). <I>Bradesco: a liturgia do poder</I>. S&atilde;o Paulo: Educ. </p>     <p>Willmott, H. (1993). Strength is ignorance, slavery is freedom: managing culture    in modern organizations. <I>Journal </I><I>of Management Studies, 30 </I>(4),    199-239. </p>     ]]></body>
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