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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estudo em fase III da utilização de talco em pó <i>versus</i> talco <i>slurry</i> na esclerose do derrame pleural maligno</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><i>Phase III intergroup study of talc poudrage </i>vs <i>talc slurry sclerosis for  malignant pleural effusion</i></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>C Dresler <i>et al</i></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><b>Resumo</b></p>      <p align="justify">Com o objectivo de demonstrar a eficácia, segurança e técnica    apropriada de instilação de talco para a pleurodese do derrame pleural maligno,    os autores efectuaram um estudo prospectivo e randomizado comparando a esclerose    com talco em pó <i>versus </i>talco <i>slurry</i> (lama de talco).</p>     <p align="justify">O estudo englobou 482 doentes com derrame pleural maligno que    foram submetidos a pleurodese e que foram divididos em 2 grupos: grupo A com    242 doentes onde se efectuou pleurodese com talco em pó, e grupo B com 240 doentes,    onde se utilizou talco <i>slurry</i>. A dose de talco utilizada nos 2 grupos    foi de 4 a 5 gr.</p>     <p align="justify">Os critérios de inclusão no estudo passaram pelo diagnóstico    de neoplasia, derrame pleural maligno necessitando de esclerose, esperança de    vida superior a 2 meses, <i>status performance </i>aceitável e condições físicas    para anestesia geral. Os critérios de exclusão incluíram a gravidez, esclerose    pleural prévias, radioterapia a um hemitórax em toda a sua extensão, derrame    pleural quiloso ou bilateral e alterações da terapêutica sistémica nas 2 semanas    previas à pleurodese.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Os dados demográficos e a doença maligna de base eram semelhantes    nos 2 grupos A primeira meta do estudo foi a avaliação radiológica do tórax    ao fim de 30 dias após a pleurodese com o talco em pó ou <i>slurry</i>. A evidência    de recorrência ou não de derrame pleural, a morbilidade, a mortalidade e a qualidade    de vida dos doentes sobreviventes aos 30 dias foram avaliadas.  Sequencialmente    os doentes efectuaram radiografias torácicas mensalmente até aos 6 meses após    o procedimento ou morte do doente.</p>     <p align="justify">A percentagem de doentes que ao fim dos 30 dias se manteve    sem derrame pleural foi semelhante nos 2 grupos (78% no grupo A e 71% no grupo    B ), com 14% de mortalidade no primeiro grupo e 20% no grupo B. Contudo, o subgrupo    de doentes com neoplasia da mama e do pulmão obtiveram maior sucesso com o talco    em pó do que com o talco <i>slurry</i> ( 82% <i>versus </i> 67%).</p>     <p align="justify">A morbilidade da pleurodese inclui febre, dispneia e dor torácica.    As complicações respiratórias foram mais comuns após a pleurodese com talco    em pó (14% <i>versus </i> 6% com talco <i>slurry</i>), com desenvolvimento de    insuficiência respiratória em 8% dos doentes do grupo A e 4% do grupo B. Na    avaliação da qualidade de vida, demonstrou-se menor fadiga no grupo A. Os autores    concluíram não haver diferença significativa em termos de eficácia com a utilização    de talco em pó ou talco <i>slurry</i>, na pleurodese de derrames pleurais malignos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Palavras-chave:</b> Pleurodese, talco, derrame pleural maligno.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Texto completo disponível apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.    <p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p>Aelony Y <i>et al</i>. Thoracoscopic Talc Poudrage in Malignant Pleural Effusions.    Chest 1998; 113(4):1007-1011.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000024&pid=S0873-2159200600030001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>American Thoracic Society. Management of Malignant Pleural Effusions. Am J    Respir Crit Care Med 2000; 162: 1987-2001.</p>      <p>Gharagozloo F <i>et al</i>. Thoracoscopy in Pleural Effusion. Journal of Bronchology    1996; 3: 209-216.</p>       <p>Froudarakis M <i>et al</i>. Systemic Inflammatory Reaction After Thoracoscopic Talc  Poudrage. Chest 2006; 129: 356-361. </p>      <p>Yim AP <i>et al</i>. Thoracoscopic talc insufflation versus talc slurry for    symptomatic malignant pleural effusion. Ann Thorac Surg 1996; 62: 1655-1658.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="right"><b>Paula Monteiro</b></p>      <p align="right">06.04.19</p>       ]]></body><back>
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