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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evitar o efeito da vacinação BCG na detecção de infecção por Mycobacterium tuberculosis com um teste sanguíneo]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose-infecção]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[gama interferão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Evitar o efeito da vacina&ccedil;&atilde;o BCG na detec&ccedil;&atilde;o    de infec&ccedil;&atilde;o por <i>Mycobacterium tuberculosis</i> com um teste    sangu&iacute;neo </b><sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup></p>     <p><b>Avoiding the effect of BCG vaccination in detecting <i>Mycobacterium tuberculosis</i>    infection with a blood test </b><sup><a href="#1">1</a></sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="left"><b>R. Diel </b></p>     <p align="left"><b>M Ernst </b></p>     <p align="left"><b>G Doscher </b></p>     <p align="left"><b>L Visuri-Karbe </b></p>     <p align="left"><b>U Greinert </b></p>     <p align="left"><b>S Niemann </b></p>     <p align="left"><b>A Nienhaus </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><b>C Lange</b></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><b>Uso de um teste baseado em c&eacute;lulas T para detec&ccedil;&atilde;o    de tuberculose infec&ccedil;&atilde;o em doentes imunocomprometidos </b><sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></sup></p>     <p><b>Use of a T-cell-based test for detection of tuberculosis infection among    immunocompromised patients </b> <sup><a href="#2">2</a></sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>F Piana </b></p>     <p><b>L Codecasa</b></p>     <p><b> P Cavallerio </b></p>     <p><b>M Ferrarese </b></p>     <p><b>G Migliori </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>L Barbarano </b></p>     <p><b>E Morra </b></p>     <p><b>D. Cirillo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>Resumo </b></p>     <p align="justify">O risco de progress&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o por    <i>Mycobacterium tuberculosis</i> para tuberculose-doen&ccedil;a &eacute;    sobretudo elevado nos primeiros anos ap&oacute;s a infec&ccedil;&atilde;o, estimando-se    que 50% dos casos de tuberculose-infec&ccedil;&atilde;o desenvolvem doen&ccedil;a    nos dois anos seguintes.</p>     <p align="justify">A investiga&ccedil;&atilde;o precoce dos contactos baseia-se    neste facto, e o teste cut&acirc;neo de tuberculina tem sido largamente utilizado    como a prova de rastreio, apesar da sua limita&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o    vacinada com BCG, nas reac&ccedil;&otilde;es cruzadas com micobact&eacute;rias    n&atilde;o tuberculosas e na anergia cut&acirc;nea em grupos espec&iacute;ficos.</p>     <p align="justify">Nos presentes estudos avalia-se a maior especificidade (no    primeiro) e a maior sensibilidade (no segundo) de um novo teste sangu&iacute;neo    na detec&ccedil;&atilde;o de tuberculose- infec&ccedil;&atilde;o.</p>     <p align="justify">Este teste laboratorial feito em uma &uacute;nica amostra de    sangue do doente baseia-se na liberta&ccedil;&atilde;o de gama-interfer&atilde;o    das c&eacute;lulas T CD4 do indiv&iacute;duo infectado quando expostas a antigenes    micobacterianos. A liberta&ccedil;&atilde;o de interfer&atilde;o &eacute; fortemente    estimulada por antigenes do <i>Mycobacterium tuberculosis</i> ausentes no    M. bovis e na grande maioria das restantes micobact&eacute;rias &#8211; conferindo    especificidade ao teste.</p>     <p align="justify">Estes antigenes ESAT-6/ CFP10 (<i>early secretory antigenic    target 6/ culture filtrated protein 10</i>) reagem com o sangue do indiv&iacute;duo    infectado, levando &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o de gama-interfer&atilde;o    medido pelos m&eacute;todos ELISA ou ELISPOT, dependendo do fabricante, respectivamente    &#8211; Quantiferon Gold; Cellestis Limited, Austr&aacute;lia; e T-Spot.TB,    Oxford Immunotec, UK.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">No<b> primeiro estudo</b> referenciado, 369 pessoas    da academia de Pol&iacute;cia alem&atilde; foram avaliadas para o risco de tuberculose-infec&ccedil;&atilde;o    ap&oacute;s o contacto com militar a quem foi diagnosticada tuberculose pulmonar    com presen&ccedil;a de bacilos &aacute;cido-alcool resistentes 3+ em exames    de expectora&ccedil;&atilde;o, com posterior cultura positiva para <i>Mycobacterium    tuberculosis</i>.</p>     <p align="justify">Foi efectuado teste de Mantoux a todos os contactos, e aos    que apresentavam o teste positivo (indura&ccedil;&atilde;o = 5mm) foi efectuada    radiografia de t&oacute;rax e doseamento de interfer&atilde;o pelo teste ELISPOT.    O grupo de controlo foi seleccionado aleatoriamente dos contactos com Mantoux    negativo.</p>     <p align="justify">Registou-se vacina&ccedil;&atilde;o BCG pr&eacute;via em 158    (42,8%) militares. </p>     <p align="justify">A concord&acirc;ncia dos 2 testes (tuberculina /ELISPOT) nos    n&atilde;o vacinados foi de 100% nos casos de tuberculina negativa (todos apresentavam    ELISPOT negativo) e de 50% nos casos de tuberculina positiva (apenas metade    apresentava ELISPOT positiva).</p>     <p align="justify">Nos casos vacinados, apenas 4 dos 38 contactos com tuberculina    positiva apresentavam ELISPOT positivo (concord&acirc;ncia de 10,5% entre os    2 testes). Tamb&eacute;m neste grupo todos os casos negativos ao teste de tuberculina    testados com ELISPOT se mantiveram negativos.</p>     <p align="justify">Usando para limite de positividade do teste de tuberculina    a indura&ccedil;&atilde;o = a 10 mm, obt&eacute;m-se um maior &iacute;ndice    de concord&acirc;ncia entre os 2 testes.</p>     <p align="justify">Os autores concluem que o ELISPOT &eacute; superior ao teste    de tuberculina na detec&ccedil;&atilde;o de tuberculose-infec&ccedil;&atilde;o    latente e dever&aacute; ser escolhido quando se considera o in&iacute;cio de    quimioprofilaxia em indiv&iacute;duos com vacina&ccedil;&atilde;o BCG ou cujo    contacto &eacute; duvidoso.</p>     <p align="justify">O <b>segundo estudo</b> compara a efic&aacute;cia    do doseamento de gama interfer&atilde;o pelo teste T-Spot.TB com a prova cut&acirc;nea    de tuberculina no diagn&oacute;stico de tuberculose-infec&ccedil;&atilde;o num    grupo de doentes imunocomprometido. O estudo foi efectuado na unidade de hematologia    e quimioterapia de um hospital de Mil&atilde;o, envolvendo 138 doentes com exposi&ccedil;&atilde;o    nosocomial a um caso de tuberculose pulmonar.</p>     <p align="justify">O teste de tuberculina foi positivo (indura&ccedil;&atilde;o    = 5mm) em 24 contactos, enquanto o T-Spot.TB o foi em 61 casos, demonstrando    maior sensibilidade do TSpot. TB e falsos negativos do teste de tuberculina    por anergia neste grupo de doentes.</p>     <p align="justify">Al&eacute;m disso, verificou-se que os contactos com maior    tempo de exposi&ccedil;&atilde;o ao caso apresentavam maior probabilidade de    T-Spot.TB positivo, correla&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se verificou com    o Mantoux.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Por outro lado, o resultado da prova de Mantoux mostrou-se    influenciado pelo grau de imunodepress&atilde;o, (queda de positividade de 25,9%    para 14,5% nos casos com maior imunodepress&atilde;o). Esta rela&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o se verificou com o T-Spot.TB.</p>     <p align="justify">O autores concluem que os resultados deste estudo sugerem que    o T-Spot.TB mant&eacute;m a sua sensibilidade e efic&aacute;cia nos doentes    imunocomprometidos, podendo identificar casos de infec&ccedil;&atilde;o em contactos    com anergia &agrave; tuberculina, demonstrando assim maior sensibilidade do    que o teste de tuberculina.</p>     <p align="justify"><b>Palavra- chave: </b>Tuberculose-infec&ccedil;&atilde;o,    gama interfer&atilde;o.</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify">Texto completo disponível apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia </b></p>     <!-- ref --><p>Fietta A, Meloni F, <i>et al.</i> Comparision of a whole blood interferon    gamma assay and tuberculine skin testing in patients with active tuberculosis    and individuals at high or low risk of <i>Mycobacterium tuberculosis infection</i>.    Am J Infect Control 2003; 31:347-353.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0873-2159200700010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Mori T, Sakatani M <i>et al.</i> Specific detection of tuberculosis infection:    an interferon gamma based assay using new antigens. Am J Respir Crit Care Med    2004; 170:59-64.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wrighton-Smith P, Zellweger J-P. Direct costs of three models for screening    of latent tuberculosis infection. Eur Respir J 2006; 28:45-50.</p>     <p>Diel R, Nienhaus A <i>et al.</i> Cost-optimisation of screening for latent    tuberculosis in close contacts. Eur Respir J 2006; 28:35-44.</p>     <p>Recommendations from the National Tuberculosis Controllers Association and    CDC Guidelines for the Investigation of Contacts of Persons with Infectious    Tuberculosis. December 16, 2005. <a href="http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr5415a1.htm" target="_blank">www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr5415a1.htm</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Eur Respir J 2006,28:16-23  </p>     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Eur Respir J 2006;28: 31-34</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><b>Lourdes Carvalho   06.07.30</b></p>      ]]></body><back>
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