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</front><body><![CDATA[ <p><b>Coordenador: Renato Sotto-Mayor</b></p>          <p><b>Rastreio com tomografia computorizada e resultados no cancro do pulmão</b></p>      <p><b>Computed tomography screening and lung cancer outcomes</b></p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b>P Bach</b></p>      <p><b>J Jett</b></p>      <p><b>U Pastorino</b></p>      <p><b>M Tockman</b></p>      <p><b>S Swensen</b></p>      <p><b>C Begg</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b>Resumo</b></p>      <p>Estima-se que o cancro do pulmão contribui em cerca de 6% para todas as causas de mortalidade anual, segundo dados estatísticos americanos1.</p>      <p>A procura de um método de rastreio eficaz nos indivíduos de alto risco faz assim todo o sentido. Estudos prévios randomizados utilizando a radiografia de tórax no rastreio do cancro do pulmão não apoiam a utilização deste exame, dado que, apesar da detecção adicional de tumores ressecáveis e potencialmente curados, não reduziu o número de casos em estádio avançado nem a mortalidade por cancro do pulmão2.</p>      <p>A tomografia computorizada (TC) de baixa dose permite uma imagem de baixa resolução de todo o tórax obtida numa única inspiração com baixa exposição a radiação. O entusiasmo crescente desta técnica como método de rastreio justifica vários estudos observacionais já efectuados e a existência de estudos randomizados e controlados em curso; contudo, o rastreio por TC assenta nas mesmas premissas de imagem da radiografia de tórax.</p>      <p>A controvérsia entre a eficácia na detecção precoce e cura de estádios iniciais mas a não eficácia na redução do número de casos em estádio avançado e da mortalidadeconduz a opiniões opostas quanto à proposta clínica da TC no despiste de cancro do pulmão nos indivíduos em risco.</p>      <p>O presente estudo longitudinal foi efectuado em três centros, dois nos EUA e um em Itália, e propôs-se comparar o número esperado com o número observado de novos casos de cancro do pulmão; de casos com indicação para terapêutica cirúrgica; de casos diagnosticados em estádio avançado e de mortalidade.</p>      <p>O estudo avaliou 3246 indivíduos assintomáticos com idades compreendidas entre os 50 e 80 anos, fumadores ou ex-fumadores, submetendo-os a TC anual e abordagem diagnóstica e terapêutica nos casos de detecção de nódulos. A duração média dos três estudos foi de 3,9 anos.</p>      <p>Os resultados encontrados foram comparados com modelo previamente validado para indivíduos de risco com idade entre os 50 e 80 anos, fumadores durante 25-60 anos com média de 10 a 60 cigarros por dia e com hábitos tabágicos actuais ou nos últimos 20 anos. Os dados combinados dos três grupos estudados revelaram:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• O diagnóstico de novos casos de cancro do pulmão foi superior ao que seria de esperar na ausência de rastreio – 144 casos contra 44,5 esperados.</p>      <p>• O número de cirurgias efectuadas foi também muito superior ao esperado – 109 casos contra 10,9 esperados.</p>      <p>• A detecção precoce de cancro do pulmão não reduziu o número de casos diagnosticados    em estádio avançado – 42 casos contra 33,4 esperados. • A mortalidade por cancro    do pulmão também não foi inferior nos casos submetidos a rastreio – 38 casos    contra 38,8 esperados.</p>      <p>O rastreio com TC de baixa dose aumentou o número de casos diagnosticados de cancro do pulmão, e consequente terapêutica cirúrgica. Contudo, o mesmo rastreio não diminuiu o risco de diagnóstico em estádio avançado ou de morte por cancro do pulmão. É esta a conclusão dos autores, que aconselham que, até dados mais conclusivos de estudos randomizados em curso, os indivíduos de risco mas assintomáticos não têm indicação para ser submetidos a rastreio.</p>          <p>&nbsp;</p>     <p>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p>1. Ries L, <i>et al</i>. SEER Cancer Statistics Review, 1973-1997. National Cancer Institute, 2000.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S0873-2159200700060001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>2. Bach P, <i>et al</i>. Screening for lung cancer: a review of the current literature. CHEST 2003;123:72s-82s</p>      <p>3. Henschke c, <i>et al</i>. Survival of patients with stage I lung cancer detected on CT screening. N Engl J Med 2006; 355:1763-71.</p>      <p>4. Lee T, <i>et al</i>. Direct-to-consumer marketing of high-technology screening tests. N Engl J Med 2002; 346:529-31.</p>          <p align="right"><b>Maria de Lurdes Carvalho</b></p>     <p align="right"><b>07.09.03</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>JAMA 2007; 297:953-61.</p>             ]]></body><back>
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