<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-2159</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Pneumologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Pneumol]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-2159</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Pneumologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-21592009000500003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose doença: Casuística de um serviço de pediatria no século XXI]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tuberculosis disease: Statistics of a paediatric department in the 21st century]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Luísa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elvira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vilarinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE Serviço de Pediatria ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>15</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>771</fpage>
<lpage>782</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-21592009000500003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-21592009000500003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-21592009000500003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A tuberculose (TB) é uma importante causa de mortalidade e morbilidade mundial. Em Portugal, na última década do século xx, assistiu-se a uma diminuição da incidência de TB no grupo etário com menos de 15 anos. Material e métodos: Análise retrospectiva dos casos de TB doença em crianças internadas no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2007. Analisaram-se os respectivos dados epidemiológicos, clínicos, radiológicos, microbiológicos e terapêuticos. Resultados: No período estudado registaram-se 23 casos de tuberculose doença (78% TB pulmonar e 22% TB extrapulmonar). A faixa etária variou dos 6 meses aos 16 anos, predominando o sexo masculino. Todos os doentes tinham sido previamente vacinados com BCG e existia história de contacto prévio com TB em 57%. O ano de 2007 foi aquele em que ocorreu um maior número de casos. A prova de Mantoux foi positiva em 91% dos casos e o isolamento de M. tuberculosis foi possível em 61%. A colheita de suco gástrico permitiu o isolamento em 1/3 dos casos e a broncoscopia contribuiu para o isolamento do M. tuberculosis em 43% dos casos com suco gástrico negativo. Todos os doentes efectuaram, no mínimo, 6 meses de tratamento com antibacilares, não sendo documentadas resistências. Após internamento, identificaram-se 43% (n=10) casos intrafamiliares de TB. Conclusão: A tuberculose mantém-se um problema actual, sendo o diagnóstico, o rastreio dos contactos e o cumprimento terapêutico (inclusive profiláctico) um desafio fulcral na sua contenção.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Tuberculosis is a leading cause of world-wide mortality and morbidity. A reduced rate of tuberculosis in people aged less than 15 years has been seen in Portugal over the last decade of the twentieth century. Material and methods: Retrospective analysis of tuberculosis cases in children admitted to the Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia January 1 2000 to December 31 2007. The individual epidemiological, clinical, radiological, microbiological and treatment information was analysed. Results: We found 23 cases of tuberculosis disease (78% pulmonary tuberculosis and 22% extra-pulmonary tuberculosis). Children’s ages varied from 6 months to 16 years, with the male gender predominant. All patients had previously been vaccinated with BCG and there was a prior contact with TB in 57%. 2007 was the year with the highest number of cases. The Mantoux test was positive in 91% cases and M. tuberculosis isolation was possible in 61%. Gastric fluid analysis allowed isolation in 1/3 of cases and bronchoscopy contributed to M. tuberculosis isolation in 43% cases with negative gastric fluid analysis. Every patient underwent at least 6 months of tuberculostatic treatment, without any documented resistances. Conclusion: Tuberculosis remains a real problem, with the diagnosis, the search for contacts and adequate treatment (including prophylaxis) the main challenge.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose doença]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[criança]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[casuística]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mycobacterium tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tuberculosis disease]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[children]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[casuistic]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mycobacterium tuberculosis]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Tuberculose doença – Casuística de um serviço de pediatria no século </b><b>XXI</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ana Luísa Leite</b> <b><a href="#a1">1</a><a name="topa1"></a></b></p>      <p><b>Isabel Carvalho</b> <b><a href="#a2">2</a><a name="topa2"></a></b></p>      <p><b>Elvira Tavares</b> <b><a href="#a3">3</a><a name="topa3"></a></b></p>      <p><b>António Vilarinho</b> <b><a href="#a3">3</a><a name="topa3"></a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumo</b></p>      <p><b>Introdução: </b>A tuberculose (TB) é uma importante causa de mortalidade e morbilidade mundial. Em Portugal, na última década do século xx, assistiu-se a uma diminuição da incidência de TB no grupo etário com menos de 15 anos.</p>      <p><b>Material e métodos: </b>Análise retrospectiva dos casos de TB doença em crianças internadas no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2007. Analisaram-se os respectivos dados epidemiológicos, clínicos, radiológicos, microbiológicos e terapêuticos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados: </b>No período estudado registaram-se 23 casos de tuberculose doença (78% TB pulmonar e 22% TB extrapulmonar). A faixa etária variou dos 6 meses aos 16 anos, predominando o sexo masculino. Todos os doentes tinham sido previamente vacinados com BCG e existia história de contacto prévio com TB em 57%. O ano de 2007 foi aquele em que ocorreu um maior número de casos. A prova de Mantoux foi positiva em 91% dos casos e o isolamento de <i>M. tuberculosis </i>foi possível em 61%. A colheita de suco gástrico permitiu o isolamento em 1/3 dos casos e a broncoscopia contribuiu para o isolamento do <i>M. tuberculosis </i>em 43% dos casos com suco gástrico negativo. Todos os doentes efectuaram, no mínimo, 6 meses de tratamento com antibacilares, não sendo documentadas resistências. Após internamento, identificaram-se 43% (n=10) casos intrafamiliares de TB.</p>      <p><b>Conclusão: </b>A tuberculose mantém-se um problema actual, sendo o diagnóstico, o rastreio dos contactos e o cumprimento terapêutico (inclusive profiláctico) um desafio fulcral na sua contenção.</p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Tuberculose doença, criança, casuística, <i>Mycobacterium tuberculosis</i>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tuberculosis disease – Statistics of a paediatric department in the 21st century</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>      <p><b>Introduction:</b> Tuberculosis is a leading cause of world-wide mortality and morbidity. A reduced rate of tuberculosis in people aged less than 15 years has been seen in Portugal over the last decade of the twentieth century.</p>     <p><b>Material and methods:</b> Retrospective analysis of tuberculosis cases in children admitted to the Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia January 1 2000 to December 31 2007. The individual epidemiological, clinical, radiological, microbiological and treatment information was analysed.</p>     <p><b>Results:</b> We found 23 cases of tuberculosis disease (78% pulmonary tuberculosis and 22% extra-pulmonary tuberculosis). Children’s ages varied from 6 months to 16 years, with the male gender predominant. All patients had previously been vaccinated with BCG and there was a prior contact with TB in 57%. 2007 was the year with the highest number of cases. The Mantoux test was positive in 91% cases and <i>M. tuberculosis</i> isolation was possible in 61%. Gastric fluid analysis allowed isolation in 1/3 of cases and bronchoscopy contributed to <i>M. tuberculosis</i> isolation in 43% cases with negative gastric fluid analysis. Every patient underwent at least 6 months of tuberculostatic treatment, without any documented resistances.</p>     <p><b>Conclusion:</b> Tuberculosis remains a real problem, with the diagnosis, the search for contacts and adequate treatment (including prophylaxis) the main challenge.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Key-words:</b> Tuberculosis disease, children, casuistic, <i>Mycobacterium tuberculosis</i>.      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      <p>Estima-se, actualmente, que um terço da população mundial esteja infectado    por <i>Mycobacterium tuberculosis </i>e que, a cada ano que passa, cerca de    9 milhões de pessoas desenvolvam tuberculose (TB). Destas pessoas, cerca de    um milhão (11%) tem idade inferior a 15 anos. A incidência da doença a nível    mundial, na infância, é variável, compreendendo percentagens desde os 3% a mais    de 25%<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>. Em Portugal, na última    década do século xx, verificou-se uma diminuição progressiva da incidência de    TB no grupo etário inferior a 15 anos<sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></sup>.    Em 2001 registaram-se taxas de incidência de TB na ordem dos 8,3/100 000 na    faixa etária 0-4 anos e de 5,6 /100 000 na faixa etária dos 5 -14 anos<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>      <p>A TB atinge as crianças através do contágio a partir de doentes bacilíferos, considerando-se, deste modo, um excelente indicador sentinela para aferir o nível de TB na comunidade e a eficácia de medidas de controlo epidemiológico adoptadas.</p>      <p>De facto, a infecção na infância é sempre indicativa de uma transmissão recente    do <i>M. tuberculosis</i>, traduzindo uma falência do sistema de saúde pública    para conter a doença<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>,<a href="#4">4</a><a name="top4"></a></sup>.</p>      <p>A tuberculose na idade pediátrica apresenta características próprias, nomeadamente    por ser paucibacilar e pela elevada variabilidade clínica. Tal condiciona aspectos    particulares no diagnóstico, bem como na profilaxia e tratamento, que devem    ser correctamente entendidos por todos os que tem responsabilidade no tratamento,    não só de crianças, como também dos adultos<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a>,<a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>.  </p>      <p><b>Objectivo</b></p>      <p>O objectivo deste estudo foi analisar retrospectivamente os casos de TB doença internados no serviço de pediatria do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, nos primeiros 7 anos do século xxi.</p>      <p><b>Material e métodos</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realizou-se um estudo longitudinal retrospectivo, descritivo, com base na revisão dos processos clínicos de crianças internadas por TB doença entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2007.</p>      <p>Foram analisados os seguintes parâmetros: grupo etário, sexo, proveniência, distribuição anual dos doentes, estado vacinal, prova tuberculínica, fonte de contágio conhecida, clínica de apresentação, formas anatomoclínicas, meios complementares de diagnóstico utilizados e isolamento do <i>Mycobacterium tuberculosis </i>nos diversos fluidos orgânicos, tratamento e evolução clínica.</p>      <p>Considerou-se tuberculose doença as formas de tuberculose com tradução clínica,    laboratorial e/ou radiológica. Subdividiu-se a tuberculose doença na forma confirmada    e provável, de acordo com a existência de isolamento cultural do agente<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>.</p>      <p><b>Resultados</b></p>      <p>No período do estudo foram registados 23 casos de tuberculose doença, com uma    faixa etária compreendida entre os 6 meses e os 16 anos (média: 7,76 +/– 5,19    anos). O sexo masculino foi o mais frequentemente atingido (70%, n=16). A maioria    destas crianças provinha de famílias nível V (<i>Sensuses and Surveys</i>) e,    em mais de um terço dos casos (34%, n=8), pelo menos um dos membros do agregado    familiar encontra–se desempregado<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></sup>.</p>      <p>Do total de doentes, 13 (58%) foram admitidos através do serviço de urgência. Vinte e uma criança (92%) residiam no concelho de Vila Nova de Gaia, sendo todas de naturalidade portuguesa.</p>      <p>Tal como previsto no Plano Nacional de Vacinação (PNV) em vigor, todas as crianças tinham sido previamente vacinadas com BCG. Existia história de contacto com TB em 57%, correspondendo na sua maioria a familiares em primeiro grau (46%, n=5).</p>      <p>De entre este grupo de crianças, apenas duas tinham efectuado tratamento de tuberculose latente. </p>      <p>O ano de 2007 foi aquele em que ocorreu um maior número de internamentos por TB doença (39% dos internamentos, n=9), associando-se a um maior número de crianças referenciadas pelo Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) de Vila Nova de Gaia (o único a nível nacional que tem um pediatra na sua constituição) (Fig. 1).</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a03f1.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A sintomatologia predominante foi a febre, associada ou não a sintomatologia respiratória, nomeadamente a tosse (61%), mas também a dificuldade respiratória. Hipersudorese, astenia e hemoptises foram pouco frequentes e constataram-se apenas em crianças com  idade superior aos 11 anos. Em 26% das crianças, o exame físico à admissão foi normal.</p>     <p>A radiografia pulmonar foi efectuada em 96% dos casos, sendo as alterações mais frequentes a presença de adenopatias/infiltrado peri-hilar e a presença de condensação. A radiografia foi considerada normal em apenas um dos casos.A prova de Mantoux foi efectuada em todos os casos, com positividade de 91% (n=21), sendo igual ou superior a 15mm em 61% dos casos (n=14). Apenas dois casos apresentaram anergia com a prova de Mantoux, correspondendo um a uma forma grave de doença (TB miliar) e o outro referente a uma criança de 4 anos com TB doença recente e isolamento de <i>M. tuberculosis </i>confirmado no suco gástrico e lavado broncoalveolar (LBA).</p>      <p>Foram efectuados diferentes exames complementares de diagnóstico, de acordo com a suspeição clínica. A pesquisa de <i>Mycobacterium tuberculosis </i>no suco gástrico foi a técnica mais vezes utilizada (Fig. 2).</p>      <p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a03f2.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p>O isolamento cultural de <i>M. tuberculosis </i>foi possível em 61% dos casos (n=14), permitindo a confirmação de tuberculose doença.</p>      <p>Pelo contrário, nas restantes nove crianças em que não foi obtido isolamento do agente, considerou-se o diagnóstico de tuberculose doença como provável (39%). A colheita de suco gástrico permitiu o isolamento em apenas 1/3 dos casos (33%) e a broncoscopia contribuiu para o isolamento do <i>M. tuberculosis </i>em 43% dos casos com suco gástrico negativo (Quadro I, Fig. 3). A realização de TC torácico permitiu o diagnóstico de TB pulmonar complicada em 93% dos casos, tratando-se de casos de TB pulmonar cavitária, endobrônquica e com derrame pleural.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a03q1.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a03f3.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Relativamente ao diagnóstico clínico-radiológico, a doença pulmonar foi encontrada com maior frequência (78%, n=18), nomeadamente sob a forma mediastinopulmonar simples. As formas extrapulmonares ocorreram em 22% (n=5) dos casos, constatando-se uma distribuição estável ao longo dos anos de internamento (Quadro II).</p>      <p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a03q2.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Em nenhum dos casos em que o isolamento cultural foi possível, bem como a posterior realização do teste de sensibilidades do <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, foram documentadas resistências aos antibacilares. Na maioria dos casos de TB pulmonar foi utilizada terapêutica tripla (isoniazida – INH, rifampicina – RMP, e pirazinamida – PZA) durante dois meses, seguida de quatro meses com dois antibacilares (I+R). A associação inicial com quatro antibacilares (INH + RMP + PZA + estreptomicina – SM) foi utilizada apenas nas formas mais graves (TB miliar e em algumas formas mediastino-pulmonares complicadas). A duração total do tratamento dependeu da evolução clínico-radiológica, tendo variado entre um período mínimo de 6 meses e um máximo de 12 meses. As formas clínicas de derrame pleural, mediastinopulmonares com compressão brônquica e miliares, efectuaram corticoterapia com prednisolona oral, com duração nunca superior a dois meses (18%, n=5).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A evolução para a cura foi constatada em todas as crianças, sem sequelas significativas.</p>      <p>Após o diagnóstico de TB doença, foi efectuado rastreio dos contactos da criança, tendo a prova de Mantoux sido positiva em 43% (n=10) dos casos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Discussão</b></p>      <p>Na revisão casuística efectuada, ao contrário do que parece ser a tendência nacional na década anterior, o número de casos de TB doença na criança mantém uma tendência estável.</p>      <p>É, contudo, de realçar o aumento isolado do número de internamentos por tuberculose    no ano de 2007 no serviço de pediatria sem aumento concomitante do número total    de internamentos/ano, sendo uma das explicações possíveis para este facto a    realização de um rastreio de doença mais eficaz, dado o aumento significativo    de doentes provenientes do CDP, ou mesmo um aumento do número dos casos de doença    em absoluto<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>      <p>Comparativamente ao verificado nos adultos, o aparente aumento do número de    internamentos por tuberculose em idade pediátrica não significou um aumento    das formas graves ou resistentes à terapêutica<sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a>,<a href="#8">8</a><a name="top8"></a></sup>.</p>      <p>Pelo contrário, verificou-se que as formas graves e disseminadas têm uma frequência    estável, mesmo quando comparadas com as frequências obtidas em casuísticas semelhantes    relativas a outros hospitais<sup><a href="#9">9</a><a name="top9"></a></sup>.</p>      <p>Relativamente à imunização neonatal com BCG, esta foi de 100% na nossa casuística,    o que está de acordo com o previsto no plano nacional de vacinação. Este valor    significa uma melhoria relativamente aos anos de 1991-1996, altura em que foi    realizado um estudo semelhante neste hospital, que descreve uma percentagem    de vacinação com BCG de apenas 63% em doentes com TB5. É pertinente, contudo,    salientar que todos os cinco casos com formas extrapulmonares de TB se encontravam    vacinados com BCG. Este facto obriga, mais uma vez, a reflectir sobre a real    protecção dada pela BCG, que varia de 31 a 90%, de acordo com os vários autores<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.</p>      <p>Ao contrário de casuísticas semelhantes, neste estudo, a faixa etária média    de doentes com TB foi mais tardia, centrando-se nos 7,7 anos<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a>,<a href="#9">9</a><a name="top9"></a>,<a href="#11">11</a><a name="top11"></a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Importa também salientar que, desde 2003, a idade de internamento na pediatria foi prolongada até aos 16 anos, tendo esse facto contribuído para a elevada percentagem de adolescentes observada na nossa casuística, que representa próximo de um terço dos casos.</p>      <p>Na população infantil, a clínica é inespecífica, sendo a febre e a tosse os    sintomas mais frequentemente encontrados, tal como foi constatado na presente    série. Tal implica, consequentemente, um maior índice de suspeição para o diagnóstico    de TB na criança<sup><a href="#12">12</a><a name="top12"></a></sup>.</p>      <p>Foram identificadas fontes de contágio em mais de metade dos casos, sendo na    sua maioria familiares directos. Por outro lado, a maioria das crianças foi    levada, por iniciativa dos familiares, ao serviço de urgência, já em fase de    tuberculose doença. Esta constatação revela-se preocupante, dado poder relacionar-se    com eventual falha no rastreio de contactos do caso-índice ou na sua profilaxia<sup><a href="#4">4</a><a name="top4"></a></sup>.</p>      <p>O isolamento do <i>Mycobacterium tuberculosis </i>continua a ser um aspecto    preponderante no diagnóstico, tendo sido possível em 61% dos casos. Este valor    contém uma positividade superior à obtida na casuística anterior deste serviço    e de outras séries publicadas<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a>,<a name="top13"></a><a href="#13">13-15</a></sup>.    Para esta percentagem contribuiu a rentabilidade obtida pela conjugação de vários    exames, em que o mais utilizado foi o suco gástrico, seguido da broncoscopia.    De facto, constatou-se que a broncoscopia contribuiu para o isolamento do <i>M.    tuberculosis </i>em 43% dos casos com suco gástrico negativo, daí que a análise    do LBA deva ser encarada como um recurso útil na confirmação diagnóstica de    doença quando a pesquisa no suco gástrico é negativa. Pertinente é também o    facto de, relativamente ao LBA, ser sempre de valorizar um exame directo positivo,    enquanto, no suco gástrico, o exame directo positivo pode ser justificado também    pela presença de micobactérias não tuberculosas.</p>      <p>Os esquemas de tratamento de curta duração foram os mais utilizados. Optou-se pela associação com corticoterapia na fase inicial em casos de TB mediastino-pulmonar complicada e TB miliar, tendo  havido evolução favorável em todos os casos.</p>      <p>Apesar da emergência mundial de estirpes com resistência múltipla ou isolada    aos antibacilares, nomeadamente após o aparecimento da infecção pelo VIH, tal    não foi verificado na nossa amostra<sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a>,<a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>.</p>      <p>Após o diagnóstico de tuberculose na criança, o rastreio dos familiares e conviventes    permitiu a sinalização de novos casos de doença, o que confirma o conceito-sentinela    da tuberculose infantil<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Conclusão</b></p>      <p>A tuberculose mantém-se um problema actual.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo, o número de casos de TB doença na infância mantém-se estável, o que não corrobora a tendência nacional decrescente verificada na década anterior. Para aferir se esta tendência será persistente, impõe-se a necessidade de acompanhar a evolução nos próximos anos.</p>      <p>Por outro lado, e admitindo a tuberculose infantil como um barómetro social, torna-se imperativa a adopção de estratégias concertadas e multidisciplinares para o controlo efectivo da doença a nível nacional. Estas estratégias passam necessariamente pela estruturação de uma rede de diagnóstico e rastreio de contactos mais eficaz e com capacidade de acompanhamento terapêutico adequado, além da melhoria global das condições socioeconómicas, culturais e sanitárias das populações.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia/Bibliography</b></p>      <p><a href="#top1">1</a><a name="1"></a>. Guidance for national tuberculosis programmes    on the management of tuberculosis in children. Geneve, Wold Health Organization    2006 (WHO/HTM/TB/2006.371).</p>      <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a>. Antunes A. Programa Nacional de Luta    contra a Tuberculose. Ponto de situação epidemiológica e de desempenho, Ano    2003. Programa Nacional de Controlo da Tuberculose. Sistema de Vigilância (SVIG-TB) 2003.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a>. Duarte R, Amado J, Lucas H, Sapage J.    Tratamento da tuberculose latente: Revisão das normas, 2006. Ver Port Pneumol    2007; XIII(3):397-418.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0873-2159200900050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a>. Antunes F, André M. Tratamento da tuberculose.    Linhas orientadoras para programas nacionais. Lisboa, Direcção-Geral de Saúde    2006: 62-67.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top5">5</a><a name="5"></a>. Pinto R, Quintas C, Ferreira G, Milheiro    MJ, Rodrigues FC. Tuberculose infantil– casuística de 6 anos (1991-96). Acta    Pediatr Port 1998; 23:243-248.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0873-2159200900050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top6">6</a><a name="6"></a>. Shingadia D, Baumer J. Tuberculosis:    diagnosis, management and prevention. Arch Dis Educ Pract Ed 2007; 97:27-29.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a>. Classification of Occupations. Office    of population Censuses and surveys. London: her Majesty´s stationery office;    1980.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top8">8</a><a name="8"></a>. Carapau J. Tuberculose Infantil em Portugal.    Acta Pediatr Port 1996; 27:585-587.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0873-2159200900050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top9">9</a><a name="9"></a>. Fernandes A, Macieira L, Coelho A, Barroso    A. Doença tuberculosa: Experiência dos últimos 8 anos no Hospital Pediátrico    de Coimbra. Saúde Infantil 1997; 19:1:5-13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0873-2159200900050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. Carapau J. Tuberculose infantil e    vacinação com o BCG. Acta Pediatr Port 1996; 27: 773-775.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0873-2159200900050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Santos F, Guimarães P, Guedes M.    Tuberculose infantil. Revisão casuística. Saúde Infantil 2000; 22/1: 69-76.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0873-2159200900050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Martinez-Roig A. Enfermedades infecciosas:    Tuberculosis. An Pediatr Contin 2005;3(3):152-163.</p>      <p><a href="#top13">13</a><a name="13"></a>. Rodríguez J. El laboratorio de microbiología    en el diagnóstico de latuberculosis infantil. 56.º Congreso de la AEPED 2007.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top13">14</a><a name="13"></a>. Vale A, Silva F. Tuberculose infantil.    Saúde infantil 2002 24; 3: 5-15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0873-2159200900050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top13">15</a>. Bernardo J. Diagnosis of pulmonary tuberculosis. UpTodate    15.1.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topa1">1</a><a name="a1"></a> Interna Complementar de Pediatria/<i>Resident,    Paediatrics</i></p>     <p><a href="#topa2">2</a><a name="a2"></a> Assistente Hospitalar de Pediatria/<i>Consultant,    Paediatrics</i></p>     <p><a href="#topa3">3</a><a name="a3"></a> Chefe de Serviço/<i>Department Head</i></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Instituição/Institution:</b></p>     <p>Serviço de Pediatria</p>     <p>Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Correspondência/Correspondence to:</b></p>     <p>Ana Luísa Leite</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Serviço de Pediatria</p>     <p>Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Unidade 2</p>     <p>Rua Dr. Francisco Sá Carneiro</p>     <p>4400 – Vila Nova de Gaia</p>     <p><i>E-mail:</i> <a href="mailto:ana.luisa20@gmail.com">ana.luisa20@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido para publicação/<i>received for publication</i>: 08.12.29</p>     <p>Aceite para publicação/<i>accepted for publication</i>: 09.03.05</p>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lucas]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sapage]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento da tuberculose latente: Revisão das normas, 2006]]></article-title>
<source><![CDATA[Ver Port Pneumol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>XIII</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>397-418</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quintas]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Milheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose infantil- casuística de 6 anos (1991-96).]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>1998</year>
<volume>23</volume>
<page-range>243-248</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carapau]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose Infantil em Portugal.]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>1996</year>
<volume>27</volume>
<page-range>585-587</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barroso]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Doença tuberculosa: Experiência dos últimos 8 anos no Hospital Pediátrico de Coimbra.]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde Infantil]]></source>
<year>1997</year>
<volume>19</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>5-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carapau]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose infantil e vacinação com o BCG.]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>1996</year>
<volume>27</volume>
<page-range>773-775</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guimarães]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guedes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose infantil.: Revisão casuística.]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde Infantil]]></source>
<year>2000</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>69-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vale]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose infantil.]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde infantil]]></source>
<year>2002</year>
<volume>24</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>5-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
