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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização dos fumadores e factores que influenciam a motivação para a cessação tabágica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Smoking is currently a leading public health priority. Profiling smokers allows for adequate intervention strategies and it is important to assess smokers’ motivation. Aims: To calculate the rate of smokers in 4 files from 3 Health Centres in Coimbra and characterise smokers in terms of demographics, consumption pattern, motivation for smoking cessation and co-morbidities. Investigate the relationship between motivation to stop smoking and age, gender, consumption and age at starting smoking and cardiovascular, respiratory and psychiatric co-morbidities. Methods: Descriptive study with analytical component. Accessible population: 15-65 year old patients from 4 files from 3 Health Centres in Coimbra seen July - August 2007. Data treatment: SPSS 17. Results: 224 randomly interviewed patients, 64.3% women; mean age 44.9 years old. Rate of smokers was 17% (52.63% female). Smokers’ mean age was 39.4 years old. The mean age at starting smoking was 17.2 years old (16.4 in men). Mean cigarette consumption was 17.5/day (13.3 in women). 47.4% was poorly motivated, 52.6% moderate/highly motivated. 50% of the smokers had co-morbidities. There was no association between any of these factors and smoking cessation motivation. Discussion/conclusions: The results are similar to other national studies. There were more younger female smokers than male, but females smoked fewer cigarettes/day. In this study the most frequent co-morbidities were cardiovascular and psychiatric. Only half of the smokers were motivated to stop smoking.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cessação tabágica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Caracterização dos fumadores e factores que influenciam a motivação para a cessação tabágica</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Inês Rosendo</b> <b><a href="#a1">1</a><a name="topa1"></a></b></p>      <p><b>Gorete Fonseca</b> <b><a href="#a2">2</a><a name="topa2"></a></b></p>      <p><b>Ana Rita Guedes</b> <b><a href="#a3">3</a><a name="topa3"></a></b></p>      <p><b>Vera Martins</b> <b><a href="#a4">4</a><a name="topa4"></a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumo</b></p>      <p><b>Introdução: </b>O tabaco é actualmente um dos maiores problemas de saúde pública. Desta forma, o conhecimento do perfil do fumador é essencial para poder adequar estratégias de intervenção, sendo fundamental avaliar a sua motivação.</p>      <p><b>Objectivos: </b>Calcular a prevalência de fumadores de quatro ficheiros de três centros de saúde do distrito de Coimbra e caracterizá-los em termos demográficos, padrão de consumo, motivação para a cessação tabágica e comorbilidades. Determinar a relação entre motivação para deixar de fumar e idade, sexo, idade de início e quantidade do consumo, co morbilidades cardiovasculares, respiratórias e psiquiátricas associadas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia: </b>Estudo descritivo com componente analítico. População acessível: utentes entre 15 e 65 anos, utilizadores da consulta de quatro ficheiros de três centros de saúde do distrito de Coimbra entre Junho e Agosto de 2007. Tratamento de dados: SPSS17.</p>      <p><b>Resultados: </b>Duzentos e vinte e quatro entrevistados aleatoriamente, 64,3% mulheres, com idade média de 44,9 anos. A prevalência de fumadores foi de 17% (52,63% mulheres). A idade média dos fumadores foi de 39,4 anos. A idade média de início de consumo tabágico foi de 17,2 anos. A quantidade média de cigarros consumidos foi de 17,5/dia. Dos fumadores, 50% eram portadores de comorbilidades. Não foi encontrada associação estatisticamente significativa de nenhum destes factores com a motivação para deixar de fumar.</p>      <p><b>Discussão/conclusão: </b>Os resultados obtidos são sobreponíveis a outros estudos nacionais. Entre os jovens, há mais mulheres fumadoras, e as mulheres fumam menos cigarros/dia. Das co morbilidades estudadas, as mais frequentes foram as cardiovasculares e as psiquiátricas. Apenas metade dos fumadores estavam motivados para a cessação tabágica.</p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Cessação tabágica, motivação, caracterização, fumadores.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A characterisation of smokers and factors influencing motivation to stop smoking</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>      <p><b>Background:</b> Smoking is currently a leading public health priority. Profiling smokers allows for adequate intervention strategies and it is important to assess smokers’ motivation.</p>     <p><b>Aims:</b> To calculate the rate of smokers in 4 files from 3 Health Centres in Coimbra and characterise smokers in terms of demographics, consumption pattern, motivation for smoking cessation and co-morbidities. Investigate the relationship between motivation to stop smoking and age, gender, consumption and age at starting smoking and cardiovascular, respiratory and psychiatric co-morbidities.</p>     <p><b>Methods:</b> Descriptive study with analytical component. Accessible population: 15-65 year old patients from 4 files from 3 Health Centres in Coimbra seen July – August 2007. Data treatment: SPSS 17.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> 224 randomly interviewed patients, 64.3% women; mean age 44.9 years old. Rate of smokers was 17% (52.63% female). Smokers’ mean age was 39.4 years old. The mean age at starting smoking was 17.2 years old (16.4 in men). Mean cigarette consumption was 17.5/day (13.3 in women). 47.4% was poorly motivated, 52.6% moderate/highly motivated. 50% of the smokers had co-morbidities. There was no association between any of these factors and smoking cessation motivation.</p>     <p><b>Discussion/conclusions:</b> The results are similar to other national studies. There were more younger female smokers than male, but females smoked fewer cigarettes/day. In this study the most frequent co-morbidities were cardiovascular and psychiatric. Only half of the smokers were motivated to stop smoking.</p>      <p><b>Key-words:</b> Smoking cessation, motivation, smoking epidemiology.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      <p>O consumo de tabaco é actualmente um dos maiores problemas de saúde pública.    Por ano, cinco milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido a doenças relacionadas    com o tabaco. Se a actual tendência se mantiver, a OMS estima que em 2020 este    número suba para dez milhões. Segundo o 4.º Inquérito Nacional de Saúde (realizado    em 2005/2006), Portugal apresenta uma prevalência de consumo tabágico a nível    da região Centro de 27,9% nos homens e de 9,2% nas mulheres<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>.    Epidemiologicamente, Portugal encontra-se no estádio 3, em que a prevalência    global começa a diminuir, mas o consumo entre as mulheres continua a aumentar<sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></sup>.</p>      <p>O tabaco é um dos principais factores de risco para doenças cardiovasculares e respiratórias, sendo a primeira causa de doença evitável e tratável no mundo ocidental. É, pois, importante que os actuais fumadores sejam incentivados a iniciar cessação tabágica e prevenir o início do consumo por parte dos jovens.</p>      <p>O processo de cessação tabágica pode ser difícil. O fumador deve ser avaliado do ponto de vista físico (exame objectivo completo, história clínica, exames complementares de diagnóstico) e psicológico. Aqui, é fundamental avaliar a motivação (conjunto de forças internas que mobilizam o indivíduo para atingir um dado objectivo, como resposta a um estado de necessidade, carência ou desequilíbrio).</p>      <p>Esta não é igual em todos os fumadores. Na consulta de cessação tabágica, a    motivação é avaliada utilizando o teste de Richmond<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>,    questionário internacional não validado para Portugal<sup><a href="#4">4</a><a name="top4"></a></sup>.    Um estudo espanhol de 2000 concluiu que o teste de Richmond e o teste de Fagerström    têm valor preditivo positivo para a cessação tabágica, sendo por isso recomendados    para os cuidados de saúde primários<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a></sup>.</p>      <p>O conhecimento das características associadas à motivação para deixar de fumar    e à interrupção do hábito de fumar são importantes porque permitem identificar    grupos com maior e menor probabilidade de deixar de fumar e, assim, adequar    estratégias de abordagem<sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup> e programar    intervenções em grupos que terão mais motivação para parar com sucesso e concentrar    esforços diferenciados nos grupos menos motivados para deixar de fumar<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Há poucos estudos que avaliam a motivação para deixar de fumar<sup><a href="#8">8-11</a><a name="top8"></a></sup>, mas há alguns que relacionam    variáveis individuais directamente com cessação tabágica, de forma prospectiva    ou retrospectiva.</p>      <p>No caso da variável sexo, muitos dos estudos apontam para que os homens façam    mais tentativas de cessação tabágica<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a>,<a href="#10">10-23</a><a name="top10"></a></sup>.    Há, no entanto, estudos em que não há qualquer associação<sup><a href="#24">24-31</a></sup><a name="top24"></a>    e um ainda em que as mulheres revelaram maior probabilidade de planear uma tentativa    de cessação tabágica<sup><a href="#9">9</a><a name="top9"></a></sup>.</p>      <p>Quanto à idade, a maioria dos estudos verificou que quanto maior esta for,    maior a probabilidade de tentar deixar de fumar e mais duradoura será a tentativa<sup><a href="#6">6-8</a><a name="top6"></a>,<a href="#10">10</a><a name="top10"></a>,<a href="#14">14-16</a><a name="top14"></a>,<a href="#20">20</a><a name="top20"></a>,<a href="#24">24</a><a name="top24"></a>,<a href="#28">28</a><a name="top28"></a>,<a href="#32">32-38</a><a name="top32"></a></sup>.</p>      <p>Apontam-se como hipóteses para explicação deste facto a maior prevalência de    morbilidade entre os mais velhos, que está associada a um maior número de consultas    médicas, logo, maior probabilidade de ter sido aconselhado a deixar de fumar    mais vezes<sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>.</p>      <p>O início do consumo de tabaco em idades mais jovens está associado a maior    dependência<sup><a href="#39">39-41</a><a name="top39"></a></sup>, menor confiança    na cessação e menor duração da abstinência<sup><a href="#40">40</a><a name="top40"></a>,<a href="#42">42-44</a><a name="top42"></a></sup>,    sendo o contrário observado num início de consumo mais tardio<sup><a href="#45">45</a><a name="top45"></a>,<a href="#46">46</a><a name="top46"></a></sup>.    Alguns estudos não encontraram relação entre estas variáveis<sup><a href="#47">47</a><a name="top47"></a>,<a href="#48">48</a><a name="top48"></a></sup>.</p>      <p>Quanto à quantidade de consumo de tabaco, a maioria dos estudos concorda que    fumadores leves ou esporádicos têm uma maior probabilidade de cessar o seu consumo<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a>,<a href="#11">11</a><a name="top11"></a>,<a href="#14">14-17</a><a name="top17"></a>,<a href="#20">20</a><a name="top20"></a>,<a href="#28">28</a><a name="top28"></a>,<a href="#31">31</a><a name="top31"></a>,<a href="#32">32</a><a name="top32"></a>,<a href="#45">45</a><a name="top45"></a>,<a href="#49">49</a><a name="top49"></a></sup>,    sendo esta cessação mais mantida, e o oposto é verificado em fumadores pesados<sup><a href="#12">12</a><a name="top12"></a>,<a href="#43">43</a><a name="top43"></a>,<a href="#44">44</a><a name="top44"></a>,<a href="#50">50</a><a name="top50"></a></sup>.</p>      <p>Em alguns estudos, uma menor quantidade de tabaco também foi associada a uma    maior motivação e confiança para a cessação tabágica<sup><a href="#9">9</a><a name="top9"></a>,<a href="#28">28</a><a name="top28"></a></sup>.    O contrário foi também encontrado, especialmente nos mais velhos, e pensa-se    que será por estes terem sido grandes fumadores que, em vez de deixarem de fumar,    reduziram apenas o consumo<sup><a href="#51">51</a><a name="top51"></a></sup>.</p>      <p>Vários estudos demonstraram que os fumadores com doença associada ao tabaco    estão mais motivados. Quando estes acreditam que a sua saúde melhoraria se deixassem    de fumar, têm mais vontade de o fazer. Um estudo retrospectivo alemão demonstrou    que o factor preditivo mais forte para a cessação tabágica era o diagnóstico    de uma doença relacionada com o tabaco<sup><a href="#52">52</a><a name="top52"></a></sup>.</p>      <p>Em relação aos portadores de doenças cardiovasculares crónicas ou com antecedentes de eventos cardiovasculares com atingimento de órgãos-alvo, como enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, o efeito adverso do tabaco na doença coronária e outras doenças ateroscleróticas é bem conhecido. O tabaco está fortemente associado ao desenvolvimento e progressão de doenças cardiovasculares crónicas, bem como a incidência de eventos cardiovasculares, incluindo a morte.</p>      <p>Não existem muitos estudos que avaliem a motivação para a cessação tabágica    nos doentes com este tipo de morbilidades. Foi realizado um estudo em 1999-2000,    que decorreu em quinze países europeus<sup><a href="#53">53</a><a name="top53"></a></sup>,    e no qual cerca de 48% dos fumadores tinham deixado de fumar após o evento,    sendo a proporção maior nos que tinham sofrido um enfarte agudo do miocárdio.    Apesar de a percentagem de doentes que deixam de fumar após a ocorrência de    um evento cardiovascular ser elevada, alguns destes doentes voltam a fumar posteriormente.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este facto pode ser apreciado verificando os resultados de um pequeno estudo    realizado na Holanda para avaliar influência de um ataque isquémico ou de um    pequeno acidente vascular cerebral na cessação tabágica. Neste estudo, o evento    motivou a cessação tabágica de 36 dos 57 doentes fumadores, mas metade dos doentes    voltou a fumar<sup><a href="#54">54</a><a name="top54"></a></sup>.</p>      <p>O tabaco é a mais importante causa de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).    A morbilidade e a mortalidade associadas à DPOC estão continuamente a aumentar,    e prevê-se para 2020 que essa patologia seja a terceira causa de morte.<sup><a href="#55">55</a><a name="top55"></a></sup>    A cessação tabágica, em qualquer idade, reduz o risco de doença prematura e    é das medidas mais efectivas e com melhor relação custo/efectividade, melhorando    e prolongando a vida dos doentes com DPOC. Vários estudos demonstram que os    indivíduos portadores de doença pulmonar se encontram motivados para a cessação    tabágica. Há vários estudos que revelam que os fumadores com patologias relacionadas    com o tabaco estão mais motivados para deixar de fumar, e os fumadores que iniciaram    consumo tabágico recentemente, sofrendo de sintomas respiratórios que relacionam    com o tabaco, estão mais motivados para a cessação tabágica<sup><a href="#56">56</a><a name="top56"></a>,<a href="#57">57</a><a name="top57"></a></sup>.</p>      <p>Constatou-se em inúmeros estudos<sup><a href="#58">58-62</a><a name="top58"></a></sup>    que os doentes mentais têm um consumo elevado de tabaco. As perturbações psiquiátricas,    como depressão, ansiedade e patologias comportamentais, estão directamente relacionadas    com o tabaco e com a quantidade de nicotina inalada<sup><a href="#63">63</a><a name="top63"></a></sup>.    Estima-se que, nos EUA, 44,3% dos fumadores são portadores de alguma patologia    mental<sup><a href="#64">64</a><a name="top64"></a></sup>, e vários estudos    revelam que a maior parte dos doentes se encontra motivada para a cessação tabágica.</p>      <p>Um estudo alemão em 3012 adolescentes e jovens adultos, revelou que o medo    social, a fobia social (classificação DSM -IV) e a ansiedade social estão significativamente    associados à dependência da nicotina<sup><a href="#65">65</a><a name="top65"></a></sup>,    e um outro estudo, americano, sobre 322 fumadores deprimidos, mostrou que 79%    revelaram vontade de deixar de fumar e 24% desses indicam vontade de iniciar    a cessação tabágica nos próximos 30 dias<sup><a href="#66">66</a><a name="top66"></a></sup>.    Um estudo realizado em 60 indivíduos esquizofrénicos fumadores, nos EUA, revelou    que 82% dos doentes estavam interessados em participar num grupo de cessação    tabágica e pareciam muito motivados<sup><a href="#67">67</a><a name="top67"></a></sup>.</p>      <p>Atendendo a todas estas noções, pretendemos responder às seguintes perguntas de investigação: quais as características dos fumadores utilizadores das consultas? Qual a relação entre a motivação para deixar de fumar e a idade, o sexo, a idade de início do consumo, a quantidade de consumo, as comorbilidades cardiovasculares, respiratórias e psiquiátricas associadas dos fumadores utilizadores de 4 ficheiros de utentes de três centros de saúde do distrito de Coimbra? Pretendeu-se, assim, com este trabalho, atingir os seguintes objectivos:</p>      <p>– Calcular a prevalência da população fumadora;</p>      <p>– Avaliar a motivação para deixar de fumar nos fumadores;</p>      <p>– Caracterizar a população quanto a variáveis demográficas, história tabágica e comorbilidades;</p>      <p>– Verificar se existe associação entre a motivação para a cessação tabágica e variáveis demográficas, história tabágica e comorbilidades.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Material e métodos</b></p>      <p>Foi feito um estudo descritivo com amostragem aleatória.</p>      <p>A população-alvo foram os utentes entre os 15 e os 65 anos, utilizadores da consulta de quatro ficheiros de três centros de saúde do distrito de Coimbra (CS Norton de Matos, CS Lousã, CS Eiras).</p>      <p>A população acessível/inquirida foram os utentes entre os 15 e os 65 anos (no dia da colheita de dados), utilizadores da consulta de Saúde de Adultos e de grupos de risco (consulta de hipertensão arterial e de diabetes <i>mellitus</i>) no período de 25 de Junho a 31 de Agosto de 2007, de quatro ficheiros de três centros de saúde do distrito de Coimbra (CS Norton de Matos, CS Lousã, CS Eiras).</p>      <p>A selecção da amostra foi feita de forma aleatória, usando o método de extracção    de números ao acaso de uma caixa, em cada dia de consulta<sup><a href="#68">68</a><a name="top68"></a></sup>.    A dimensão da amostra foi calculada por métodos estatísticos, considerando uma    prevalência de tabagismo esperada de 30%, com um grau de confiança de 95% e    com um nível de precisão de 0,06, sendo estabelecida em 224 utentes.</p>      <p>As variáveis em estudo foram:</p>      <p>1) <i>Caracterização da amostra:</i></p>      <p>a) Sexo;</p>      <p>b) Idade;</p>      <p>c) Fumadores (definidos como os utentes que fumam há pelo menos 6 meses, 1 cigarro por dia).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2) <i>Caracterização dos fumadores:</i></p>      <p>a) Idade de início de consumo tabágico;</p>      <p>b) Quantidade de consumo de tabaco (definida como a quantidade em n.º cigarros</p> por dia calculados pela fórmula [(número de cigarros consumidos durante a semana x 5 + número de cigarros consumidos ao fim-de-semana x 2)/7];</p>      <p>c) Motivação para a cessação tabágica, definida como a motivação para deixar de fumar no momento da consulta, em categorias segundo escala de Richmond (0 – 5 pontos: motivação fraca, 6 – 8 pontos: motivação média, &gt;8 pontos: motivação forte);</p>      <p>d) Enfarte agudo do miocárdio /AVC (definida como os doentes que tenham tido enfarte agudo do miocárdio (K75) ou acidente vascular cerebral (K90), segundo classificação da ICPC2);</p>      <p>e) Doenças crónicas respiratórias (definidas como as seguintes doenças respiratórias: asma (R96), DPOC (R95) ou neoplasia maligna do pulmão (N84), segundo classificação da ICPC2);</p>      <p>f) Doenças crónicas cardio-vasculares (definidas como as seguintes doenças cardiovasculares: doença arterial e venosa dos membros (K92,K94,K95), isquemia sem enfarte (K74,K76), arritmia (K78,K79,K80), insuficiência cardíaca (K77), hipertensão arterial (K86,K87), segundo classificação da ICPC2);</p>      <p>g) Doenças crónicas psiquiátricas (definidas como es seguintes doenças crónicas psiquiátricas medicadas: depressão (P76), doença bipolar (P73), esquizofrenia (P72), distúrbio de ansiedade (P74), segundo classificação da ICPC2);</p>      <p>h) Comorbilidades (definidas como a presença de comorbilidades incluídas nas categorias anteriores).</p>      <p>A recolha de informação foi realizada em folha de registo individual por questionário feito pelo investigador, oralmente, ao utente seleccionado aleatoriamente. Os dados foram transferidos para uma matriz, inseridos e analisados no programa estatístico SPSS versão 17. Para verificar a existência de associação foi utilizado o teste estatístico qui quadrado com nível de significância de 0,05.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Resultados</b></p>      <p><b>Caracterização geral da amostra</b></p>      <p>Dos 224 inquiridos, 64,3% eram do sexo feminino e tinham como média de idades 44,9 anos, sendo os homens mais prevalentes nas faixas etárias dos 35 aos 54 anos e as mulheres nas faixas etárias dos 15 aos 34 anos e 55 aos 65 anos (Fig. 1).</p>      <p>A prevalência de fumadores na amostra foi de 17%.</p>      <p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a04f1.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Caracterização dos fumadores</b></p>      <p>Os fumadores da amostra, 52,6% do sexo feminino, tinham como média de idades 39,4 anos, sendo os homens mais prevalentes nas faixas etárias dos 35-54 anos e as mulheres nas faixas etárias dos 15-34 anos e 55-65 anos (Fig. 2).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a04f2.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A idade média de início do consumo de tabaco foi de 17,2 anos, ligeiramente superior nas mulheres: 17,9 anos (Fig. 3). </p>      <p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a04f3.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p>O número de cigarros consumidos por dia foi, em média, 17,5, sendo o sexo feminino responsável por muito menor consumo (13,3 cigarros/dia) do que o sexo masculino (22,2 cigarros/dia) (Fig. 4).</p>      <p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a04f4.gif"> </div>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>A motivação para deixar de fumar, avaliada segundo a escala de Richmond, foi de pouca motivação em 47,4%, média em 47,4% e alta em apenas um fumador da amostra.</p>     <p>Quanto às comorbilidades avaliadas, 50% dos fumadores da amostra apresentavam algumas destas. As mais prevalentes foram as psiquiátricas crónicas (28,9%), seguidas das cardiovasculares crónicas (26,3%); o enfarte agudo do miocárdio ou AVC estava presente em 2,6% e nenhum fumador apresentava comorbilidades respiratórias crónicas diagnosticadas.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Factores que influenciam a motivação para a cessação tabágica</b></p>      <p>Quanto aos factores com influência na motivação para a cessação tabágica, não se verificou associação estatisticamente significativa entre nenhum dos factores estudados e a motivação para deixar de fumar foi avaliada pela escala de Richmond (Quadro I).</p>      <p>&nbsp;</p>     <div align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n5/15n5a04q1.gif"> </div>     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Discussão</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A prevalência geral de fumadores obtida neste estudo foi de 17%. No sexo masculino, a prevalência foi de 22,5% e no sexo feminino de 13,9%. Comparando os resultados obtidos com os dados do 4.º Inquérito Nacional de Saúde 2005/200669, relativos a Portugal continental, verifica-se que são idênticos. Em relação à prevalência geral, os dados do 4.º Inquérito Nacional de Saúde revelam uma prevalência de 19,6%, superior à obtida neste estudo. A prevalência de fumadores de sexo masculino, no referido estudo, foi de 28,7%, também superior à obtida neste estudo. Contrariamente, a prevalência de fumadores de sexo feminino obtida neste estudo foi superior à do 4.º Inquérito Nacional (11,2%).</p>      <p>Verifica-se que, no sexo masculino, a faixa etária onde se encontram mais fumadores é dos 35-54 anos, com um número reduzido de fumadores abaixo dos 34 anos. No sexo feminino, a faixa etária onde se encontram mais fumadores é mais baixa (25-34 anos). Até aos 34 anos  existe um maior número de fumadores do sexo feminino.</p>      <p>A média de idades dos fumadores foi de 39,4 anos, inferior à média de idades da amostra, 44,9 anos. Perante estes resultados, é relevante salientar que Portugal se encontra em fase 3 da epidemia do tabaco, tendo ocorrido, nos últimos anos, um aumento do consumo tabágico no sexo feminino. Isto vem corroborar os resultados encontrados, que mostram um maior consumo de tabaco no sexo feminino, nas faixas etárias mais jovens.</p>      <p>No entanto, no sexo feminino verificou–se um menor consumo de cigarros por dia (13,3 cigarros/dia), em relação ao sexo masculino (22,2 cigarros/dia).</p>      <p>A idade média de início do consumo de tabaco foi de 17,2 anos, o que significa que em termos de prevenção primária esta deve incidir essencialmente nos adolescentes.</p>      <p>Uma das limitações do trabalho foi que os resultados obtidos se referem aos utentes utilizadores das consultas nos centros de saúde referidos e não uma amostra aleatória da população residente. Verifica-se que existe um número superior de utentes do sexo feminino (64,3%) na amostra, o que está de acordo com o padrão de utentes utilizadores dos centros de saúde em questão.</p>      <p>A motivação, avaliada pelo teste de Richmond, foi na maioria dos fumadores baixa ou média. Apenas um fumador apresentava motivação alta para deixar de fumar, de acordo com os resultados deste teste. O facto de o teste de motivação ser realizado por um médico num contexto de consulta poderá ter influenciado as respostas obtidas.</p>      <p>Como outra limitação a apontar, temos a salientar que o teste utilizado para avaliar a motivação é um teste não validado em Portugal e com grande grau de subjectividade.</p>      <p>Verificou-se que 50% dos fumadores apresentavam pelo menos uma das comorbilidades estudadas. As comorbilidades mais prevalentes na amostra foram as psiquiátricas (28,9%), patologias estas que não são as mais frequentes no total de utentes dos ficheiros estudados, portanto parecendo haver uma associação.</p>      <p>Neste tipo de fumadores o processo de cessação tabágica reveste-se de algumas particularidades, que devem ser tidas em conta, nomeadamente o facto de o tabaco ser utilizado para diminuir a ansiedade e como fonte de prazer, podendo conduzir a um agravamento destas patologias durante o processo de cessação. Também muito prevalentes foram as patologias cardiovasculares crónicas (26,3%). Estes fumadores apresentam um risco acrescido de eventos cardiovasculares, pelo que a cessação tabágica deve ser uma prioridade. A ocorrência de eventos cardiovasculares, como enfarte agudo do miocárdio ou AVC, estava presente em 2,6%, e nenhum fumador apresentava comorbilidades respiratórias crónicas. As patologias respiratórias crónicas, como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica, encontram-se subdiagnosticadas na população, pelo que a sua ausência pode ser devida a não existirem ou não ter sido realizado o diagnóstico. O facto de não terem sido identificadas também pode estar relacionado com o facto de alguns fumadores não serem utilizadores da consulta de medicina geral e familiar, por não apresentarem nenhuma preocupação relativa à sua saúde. Outra justificação poderá ser a ocorrência de cessação tabágica nalguns fumadores após o diagnóstico de uma doença respiratória.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Qualquer que seja a causa, é importante reconhecer os sintomas e realizar um diagnóstico precoce deste tipo de patologias respiratórias agravadas pelo consumo de tabaco. Quando são diagnosticadas, deve-se apelar aos ganhos em saúde obtidos com a cessação tabágica.</p>      <p>Não se verificou associação estatisticamente significativa entre nenhum dos factores estudados e a motivação para deixar de fumar, avaliada pela escala de Richmond. Tendo em conta os resultados obtidos, a motivação para a cessação não é influenciada pelo sexo, idade, idade de início do consumo, quantidade de consumo ou comorbilidades dos fumadores. Deve haver uma intervenção igualmente enfatizada, por parte do médico de família, em relação a todos os fumadores que vêm à consulta. O tipo de intervenção depende da motivação para a cessação, podendo ser de apoio à cessação tabágica ou de intervenção motivacional.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Conclusão</b></p>      <p>A prevalência de fumadores é superior no sexo masculino, mas verifica-se que nas faixas etárias com menos de 34 anos existe um maior número de fumadores de sexo feminino. Este é certamente um reflexo do aumento de consumo de tabaco no sexo feminino.</p>      <p>A maioria dos fumadores apresentava uma motivação baixa ou média para a cessação tabágica.</p>      <p>Metade dos fumadores apresentava comorbilidades, na sua maioria psiquiátricas e cardiovasculares crónicas.</p>      <p>Não foi encontrada nenhuma associação entre a motivação para a cessação tabágica e as diversas variáveis estudadas.</p>      <p>Após a conclusão deste estudo, sugerimos a realização de outros trabalhos, nomeadamente, um estudo de todos os utentes inscritos nos centros de saúde e não apenas dos utilizadores das consultas, para determinar se os resultados obtidos são sobreponíveis aos obtidos com os utentes utilizadores. Teria ainda interesse a realização de um estudo prospectivo para determinar se as variáveis estudadas e a motivação dos fumadores se correlacionam a longo prazo com a cessação tabágica.</p>      <p>A existência de um teste de motivação validado e adaptado à população portuguesa seria um instrumento de trabalho importante para ser utilizado na intervenção para a cessação tabágica, nomeadamente no âmbito da Medicina Geral e Familiar.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Agradecimentos e apoios</b></p>      <p>– Dr. Rui Nogueira</p>      <p>– Dra. Conceição Maia</p>      <p>– Dra. Clara Viseu</p>      <p>– Dra. Patrícia Cardoso</p>      <p>– Dra. Carla Correia</p>      <p>– Orientadoras de formação: Dra. Glória Neto, Dra. Manuela Martins, Dra. Felismina Albuquerque, Dra. Conceição Maia.</p>      <p>– Utentes que responderam ao questionário</p>      <p>– Dra. Marília Dias Pereira</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>– Dra. Helena Donato e serviço bibliográfico dos HUC</p>      <p>– Dra. Elisa Ribeiro</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia/Bibliography</b></p>      <p><a href="#top1">1</a><a name="1"></a>. Falcão JM. Epidemiologia do Consumo    do Tabaco, I Colóquio sobre Tabagismo da Região Centro, 2007 Jun 19, Coimbra.</p>      <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a>. Pestana E. Tabagismo. Do Diagnóstico    ao tratamento. 1.ª ed. Lidel, 2006; 3:37-60.</p>      <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a>. Richmond RI, Kehoe LA, Webster IW. Multivariate    models for predicting abstention following intervention to stop smoking by general    practitioners. Addiction 1993; 88(8):1127-1135.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a>. Costa, AD. Tabagismo em médicos e enfermeiros    da cidade do Porto. Motivação para deixar de fumar e grau de dependência tabágica.    Rev Port Clin Geral 2006;22:27-38.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-2159200900050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top5">5</a><a name="5"></a>. Córdoba R <i>et al. </i>Valor de los    cuestionarios breves en la predicción del abandono del tabaco en atención primaria.    Atención Primaria 2000; 25(1):32-36.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top6">6</a><a name="6"></a>. Peixoto SV, Firmo JOA, Lima-Costa MF.    Fatores associados ao índice de cessação do hábito de fumar em duas diferentes    populações adultas (Projetos Bambuí e Belo Horizonte). Cad Saúde Pública 2007;    23(6): 1319-1328.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-2159200900050000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a>. Garcia M, Schiaffino A, Twose J, Borrell    C, Saltó E, Peris M, <i>et al. </i>Smoking cessation in a population based cohort    study. Arch Bronconeumol 2004; 40:348-354.</p>      <p><a href="#top8">8</a><a name="8"></a>. Ma GX, Tan Y, Toubbeh J, Su X. Differences    in stages of change of smoking behavior among current smokers of four Asian    American subgroups. Addictive Behaviors 2003; 28:1431-1439.</p>      <p><a href="#top9">9</a><a name="9"></a>. Turner LR, Veldhuis CB, Mermelstein    R. Adolescent smoking: Are infrequent and occasional smokers ready to quit?    Substance Use &amp; Misuse 2005; 40:1127-1137.</p>      <p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. West DW, Graham S, Swanson M, Wilkinson    G. Five year follow-up of a smoking withdrawal clinic population. Am J Public    Health 1977; 67:536-544.</p>      <p><a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Kviz FJ, Clarck MA, Crittenden KS,    <i>et al. </i>Age and smoking cessation behaviours. Prev Med 1995; 24: 297-307.</p>      <p><a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Freund KM, Agostino RBD, Belanger    AJ, <i>et al. </i>Predictors of smoking: the Framingham study. Am J Epidemiol    1992; 135:957-964.</p>      <p><a href="#top10">13</a>. Bjornson W, Rand C, Connett JE, <i>et al. </i>Gender    differences in smoking cessation after 3 years in the lung health study. Am    J Public Health 1995; 85(2):223-230.</p>      <p><a href="#top14">14</a><a name="14"></a>. Hymowitz N, Cummings KM, Hyland A,    Lynn WR, Pechacek TF, Hartwell TD. Predictors of smoking cessation in a cohort    of adult smokers followed for five years. Tob Control 1997; 6(Suppl 2):57-62.</p>      <p><a href="#top10">15</a>. Osler M, Prescott E. Psychosocial, behavioural, and    health determinants of successful smoking cessation: a longitudinal study of    Danish adults. Tob Control 1998; 7:262-267.</p>      <p><a href="#top14">16</a>. Hyland A, Li Q, Bauer JE, Giovino    G, <i>et al. </i>Predictors of cessation in a cohort of current and former smokers    followed over 13 years. Nic &amp; Tob research 2004; 6(3):S363-S369.</p>      ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Centro de Saúde de Eiras. Director: Dr. António Alegre</p>      <p>Rua Dr. João Pinheiro</p>      <p>3020-170 Eiras–Coimbra</p>      <p>Centro de Saúde da Lousã. Directora: Dra. Maria Augusta Mota</p>      <p>Av.ª. do Brasil</p>      <p>3200-201 Lousã</p>      <p>Centro de Saúde Norton de Matos. Directora: Dra. Conceição Milheiro</p>      <p>Av. Mendes Silva</p>      <p>3030-193 Coimbra</p>      <p>USF Briosa, Centro de Saúde Norton de Matos. Coordenadora: Dra. Conceição Maia</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Av. Mendes Silva</p>      <p>3030-193 Coimbra</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido para publicação/<i>received for publication:</i> 09.02.26</p>     <p>Aceite para publicação/<i>accepted for publication:</i> 09.04.01</p>       ]]></body><back>
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