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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Subtipos respiratório e não respiratório do transtorno de pânico: Comparações clínicas e de qualidade de vida]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Respiratory and non-respiratory panic disorder subtypes: Clinical and quality of life comparisons]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: to compare the scores of the WHOQOL quality of life domains with the clinical features of patients with respiratory and non-respiratory panic disorders (PD) treated at the UFRJ Panic and Respiration Laboratory. Method: cross sectional study. Thirty-two PD outpatients under treatment were consecutively selected and evaluated by the MINI v.4.4. They were divided into two different groups according to Briggs et al. classification of respiratory and non-respiratory PD subtypes. Twelve (37.5%) patients had the respiratory subtype (SR) and 20 (62.5%) the non-respiratory subtype (SN). Results: the SN patients presented worse scores in the psychological domain of the WHOQOL. There were no differences between groups in gender, age, level of schooling, occupational status, marital status, smoking and comorbidities. There were no differences in the anxiety questionnaires and PD questionnaire (BAI, STAI-T, STAI-S, PAS) scores and in the age at the beginning of the disorder and the disorder’s duration. Conclusion: non-respiratory subtype patients presented worse scores in the psychological domain of WHOQOL than the respiratory subtype group, when they had similar anxiety and PD scores.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Subtipos respiratório e não respiratório do transtorno de pânico: Comparações clínicas e de qualidade de vida</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Valfrido Leão de-Melo-Neto</b> <b><a href="#a1">1</a><a name="topa1"></a></b></p>      <p><b>Anna Lucia Spear King</b> <b><a href="#a2">2</a><a name="topa2"></a></b></p>      <p><b>Alexandre Martins Valença</b> <b><a href="#a3">3</a><a name="topa3"></a></b></p>      <p><b>Rafael Christophe da Rocha Freire</b> <b><a href="#a1">1</a><a name="topa1"></a></b></p>      <p><b>Antonio E Nardi</b> <b><a href="#a4">4</a><a name="topa4"></a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumo</b></p>      <p><b>Objectivo: </b>comparar os <i>scores </i>dos diversos domínios de qualidade de vida e quadro clínico entre os doentes com subtipos respiratório e não respiratório de transtorno de pânico (TP) em tratamento no Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Método: </b>estudo transversal com 32 doentes com TP com ou sem comorbidades em tratamento ambulatorial, selecionados consecutivamente e diagnosticados através do MINI v.4.4. Destes, 12 (37,5%) apresentam o subtipo respiratório (SR) e 20 (62,5%) o subtipo não respiratório (SN), de acordo com Briggs <i>et al.</i></p>      <p><b>Resultados: </b>Em relação aos índices de qualidade de vida, houve apenas diferença no domínio psicológico, sendo que os doentes do subgrupo SN apresentaram piores <i>scores. </i>Os diferentes subtipos de TP (SR e SN) não apresentaram diferenças significativas quanto à distribuição por género, idade, escolaridade, ocupação, estado civil, tabagismo e comorbidades. Clinicamente também não foram encontradas diferenças significativas nos <i>scores </i>de ansiedade, nem de gravidade do TP (BAI, STAI -T, STAI -S, PAS), bem como não se observaram diferenças quanto à idade de início do transtorno ou tempo de evolução da doença.</p>      <p><b>Conclusão: </b>Doentes do subtipo não respiratório, que apresentam índices semelhantes de ansiedade e gravidade do TP, quando em tratamento, apresentam piores <i>scores </i>de qualidade de vida psicológica do que os do subtipo respiratório.</p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Ansiedade, transtorno de pânico, qualidade de vida, subtipo respiratório.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Respiratory and non-respiratory panic disorder subtypes: Clinical and quality of life comparisons</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p><b>Aim:</b> to compare the scores of the WHOQOL quality of life domains with the clinical features of patients with respiratory and non-respiratory panic disorders (PD) treated at the UFRJ Panic and Respiration Laboratory.</p>     <p><b>Method:</b> cross sectional study. Thirty-two PD outpatients under treatment were consecutively selected and evaluated by the MINI v.4.4. They were divided into two different groups according to Briggs et al. classification of respiratory and non-respiratory PD subtypes. Twelve (37.5%) patients had the respiratory subtype (SR) and 20 (62.5%) the non-respiratory subtype (SN).</p>     <p><b>Results:</b> the SN patients presented worse scores in the psychological domain of the WHOQOL. There were no differences between groups in gender, age, level of schooling, occupational status, marital status, smoking and comorbidities. There were no differences in the anxiety questionnaires and PD questionnaire (BAI, STAI-T, STAI-S, PAS) scores and in the age at the beginning of the disorder and the disorder’s duration.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusion:</b> non-respiratory subtype patients presented worse scores in the psychological domain of WHOQOL than the respiratory subtype group, when they had similar anxiety and PD scores.</p>      <p><b>Key-words:</b> Anxiety, panic disorder, quality of life, respiratory subtype.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      <p>O transtorno de pânico (TP) é um transtorno de ansiedade reconhecido como entidade    nosológica distinta desde 1980<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>.</p>      <p>A sua prevalência é de cerca de 3% na população geral<sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></sup>.    É dispendioso<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>,<a href="#4">4</a><a name="top4"></a></sup>    e provoca grande prejuízo na qualidade de vida dos acometidos<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>,<a href="#5">5</a><a name="top5"></a></sup>.  </p>      <p>Actualmentem, o TP é determinado como uma associação entre ataques de pânico,    ansiedade antecipatória e esquiva fóbica<sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>.    Os ataques de pânico englobam uma lista de treze sintomas físicos e cognitivos,    entre os quais queixas respiratórias (desconforto torácico, falta de ar e sensação    de sufocação) e medo de morrer<sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>.    Tal constructo pode ser mais bem definido a partir das experiências de Klein,    na década de 1960<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></sup>.</p>      <p>Ele observou que um determinado grupo de doentes com sintomas de ansiedade    respondia bem à imipramina. Mais tarde, Klein postulou que tais doentes apresentavam    um “alarme falso de sufocação” devido a uma hipersensibilidade à hipercapnia    cerebral transitória<sup><a href="#8">8</a><a name="top8"></a></sup>. Testes    provocativos, nos quais se administrava uma mistura de 5% de CO<sub>2</sub>    no ar respirado em doentes com TP foram realizados e observou-se que isto desencadeava    ataques de pânico com a mesma frequência da infusão de lactato de sódio<sup><a href="#9">9</a><a name="top9"></a></sup>.    Desde então, vários estudos têm replicado esse achado e reforçado a ideia de    que os doentes com TP apresentam hipersensibilidade ao CO<sub>2</sub> de um    modo diferenciado da população geral e de outros doentes ansiosos<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.    Também se tem determinado uma maior associação entre TP e doenças respiratórias    (como asma e DPOC) do que na população geral<sup><a href="#11">11</a><a name="top11"></a>,<a href="#12">12</a><a name="top12"></a></sup>.    Abelson <i>et al.</i><sup><a href="#13">13</a><a name="top13"></a></sup> sugeriram    que doentes com TP apresentavam padrões irregulares de respiração devidos a    uma desregulação no tronco cerebral. Outros investigadores afirmam, porém, que    o mecanismo do tronco encefálico é secundário a uma activação central, na amígdala<sup><a href="#14">14</a><a name="top14"></a></sup>.    Devido à grande heterogeneidade de síndromas que podem ser classificadas como    ataques de pânico, muitos investigadores têm-se esforçado por definir subtipos    de TP, a fim de descrever com mais precisão a sua psicopatologia, resposta terapêutica    e prognóstico. Briggs <i>et al.</i><sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a></sup>    definiram dois tipos de TP, um com sintomas respiratórios proeminentes e outro    com poucos sintomas respiratórios, ou sintomas respiratórios não proeminentes.    Eles perceberam que os doentes com sintomas respiratórios proeminentes respondiam    melhor ao tratamento com imipramina, ao contrário do outro grupo, que respondia    melhor ao alprazolam.</p>      <p>Na avaliação de base, os doentes com o subtipo respiratório apresentavam maior    prejuízo funcional, maior incidência de ataques de pânico espontâneos e menos    ataques de pânico situacionais<sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a></sup>.    Estudos subsequentes demonstraram diferentes padrões nos testes de indução de    AP laboratorial, aos quais os doentes do subtipo respiratório se mostravam mais    sensíveis<sup><a href="#16">16</a><a name="top16"></a></sup>. Além de maior    sensibilidade nos testes provocativos, Biber e Alkin<sup><a href="#16">16</a><a name="top16"></a></sup>    observaram que os doentes com sintomas respiratórios proeminentes apresentavam    mais ataques de pânico espontâneos e nocturnos, mais experiência prévia de sufocação    traumática, história prévia de doença respiratória, história de tabagismo pesado    e longa duração de doença. Também confirmaram que tais doentes apresentavam    melhor resposta terapêutica aos tricíclicos<sup><a href="#16">16</a><a name="top16"></a></sup>.    Apesar de todo o esforço que tem sido feito para entender melhor tais subtipos    de TP, ainda não se sabe o impacto que cada subtipo de pânico determina nos    diferentes domínios (físico, psicológico, social, ambiental) da qualidade de    vida dos doentes.</p>      <p>O objectivo do presente estudo é comparar os <i>scores </i>dos diversos domínios de qualidade de vida e medidas de ansiedade entre os doentes com subtipos respiratório e não respiratório de TP em tratamento no Laboratório de Pânico e Respiração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Método</b></p>      <p>Foi realizado um estudo transversal com 32 doentes com TP, diagnosticados através    do MINI v.4.4<sup><a href="#17">17</a><a name="top17"></a></sup>, tratados no    Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ, consecutivamente seleccionados quando    chegavam para continuarem o tratamento ambulatorial. Destes, 12 apresentavam    o subtipo respiratório (SR) e 20 o subtipo não respiratório (SN), de acordo    com Briggs <i>et al.</i><sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a></sup>.    Foram utilizados como instrumentos um questionário semiestruturado elaborado    para a pesquisa para colher dados sociodemográficos; o grau de ansiedade foi    investigado utilizando-se o inventário de ansiedade de Beck (BAI)<sup><a href="#18">18</a><a name="top18"></a></sup>    e os inventários de estado e traço ansioso de Spielberg (STAI-S e STAI-T)<sup><a href="#19">19</a><a name="top19"></a></sup>;    o estado actual e gravidade do TP foram avaliados pela escala de pânico e agorafobia    (PAS)<sup><a href="#20">20</a><a name="top20"></a></sup>; a qualidade de vida    foi investigada utilizando-se o questionário da Organização Mundial de Saúde,    versão abreviada (WHOQOL-bref)<sup><a href="#21">21</a><a name="top21"></a></sup>;    também foi investigado o funcionamento global do indivíduo através da escala    de funcionamento global do DSM-IV-TR, eixo V (GAF)<sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>.    O inventário de ansiedade de Beck<sup><a href="#18">18</a><a name="top18"></a></sup>    é um questionário autoaplicável com 21 itens desenhado para mediar a gravidade    dos sintomas ansiosos em populações psiquiátricas adultas; os seus <i>scores    </i>variam de 0 a 63, quanto mais alto o <i>score </i>maior a gravidade da ansiedade.    Os inventários de Spielberger (para traço e estado ansioso)<sup><a href="#19">19</a><a name="top19"></a></sup>    são dois questionários autoaplicáveis, com 20 questões em cada, que avaliam    o nível de ansiedade, sendo que quanto mais alto o <i>score </i>maior a ansiedade.    A escala de pânico e agorafobia<sup><a href="#20">20</a><a name="top20"></a></sup>    consiste numa escala de 13 itens onde cada item varia de 0 a 4 e a soma total    equivale à gravidade do TP; também quanto maior o <i>score </i>maior a gravidade    do transtorno. A escala de funcionamento global do indivíduo<sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></sup>    varia de 0 a 100 e avalia o grau de funcionamento do indivíduo; quanto maior    o <i>score </i>melhor o funcionamento. As comparações entre os grupos das variáveis    demográficas foram realizadas através do teste <i>t </i>de <i>Student</i>. Já    as correlações das variáveis clínicas foram realizadas tanto pelo teste <i>t    </i>de <i>Student </i>como pela correlação de Spearman. O programa estatístico    utilizado para realização dos testes foi o SPSS 12.0. O estudo foi aprovado    pelo comité de ética local e estava de acordo com os princípios da Declaração    de Helsínquia. Os critérios de inclusão foram ter entre 18 e 60 anos, escolaridade    de no mínimo 4 anos e estarem em tratamento no Laboratório de Pânico e Respiração    da UFRJ. O critério de exclusão foi apresentar relato de comorbidade clínica    ou psiquiátrica de maior desconforto para o doente do que o TP.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resultados</b></p>      <p>Dos 32 doentes avaliados, 12 (37,5%) apresentavam o subtipo respiratório de    acordo com a classificação de Briggs <i>et al.</i><sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a></sup>.    Os diferentes subtipos de TP (respiratório e não respiratório) não apresentaram    diferenças significativas quanto à distribuição por género, idade, escolaridade,    ocupação, estado civil e tabagismo (Quadro I). Clinicamente, também não foram    encontradas diferenças significativas nos <i>scores </i>de ansiedade, nem de    gravidade do TP (BAI, STAI-T, STAI-S, PAS), bem como não se observaram diferenças    quanto à idade de início do transtorno ou tempo de evolução da doença (Quadro    II). Em relação aos índices de qualidade de vida, houve apenas diferença no    domínio psicológico, sendo que os doentes do subgrupo não respiratório apresentaram    piores <i>scores </i>(Quadro II).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b>Quadro I</b> - Avaliação dos dados demográficos de acordo    com o subtipo de TP</p>     <div align="center">   <table width="75%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>    <div align="center"><b>Vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas</b></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><b>Subtipo respirat&oacute;rio</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Subtipo n&atilde;o respirat&oacute;rio</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>p*</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>df*</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td>G&eacute;nero</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Masculino</div></td>       <td>    <div align="center">04</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">06</div></td>       <td>    <div align="center">0,85</div></td>       <td>    <div align="center">22,44</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Feminino</div></td>       <td>    <div align="center">08</div></td>       <td>    <div align="center">14</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>M&eacute;dia de idade (DP)</td>       <td>    <div align="center">39,58 (9,13)</div></td>       <td>    <div align="center">40,20 (11,03)</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,87</div></td>       <td>    <div align="center">26,80</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Escolaridade (DP)</td>       <td>    <div align="center">12,83 (3,41)</div></td>       <td>    <div align="center">12,60 (3,47)</div></td>       <td>    <div align="center">0,85</div></td>       <td>    <div align="center">23,65</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Ocupa&ccedil;&atilde;o</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">Activo</div></td>       <td>    <div align="center">8</div></td>       <td>    <div align="center">12</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Inactivo</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">6</div></td>       <td>    <div align="center">0,38</div></td>       <td>    <div align="center">23,69</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">Estudante</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Estado civil</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Solteiro</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">03</div></td>       <td>    <div align="center">06</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Casado</div></td>       <td>    <div align="center">09</div></td>       <td>    <div align="center">07</div></td>       <td>    <div align="center">0,19</div></td>       <td>    <div align="center">29,86</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Separado ou vi&uacute;vo</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">00</div></td>       <td>    <div align="center">07</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Tabagismo</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Sim</div></td>       <td>    <div align="center">02</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">05</div></td>       <td>    <div align="center">0,58</div></td>       <td>    <div align="center">20,72</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">N&atilde;o</div></td>       <td>    <div align="center">10</div></td>       <td>    <div align="center">15</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center">* Teste <i>t Student.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Quadro II</b> - Correlações entre subtipos de TP e características clínicas</p>     <div align="center">   <table width="75%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>    <div align="center"><b>Vari&aacute;veis cl&iacute;nicas</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>M&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o ou frequ&ecirc;ncia            (%)</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Teste <i>t</i> de <i>Student</i> p (df)</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Spearman p (2-tailed)</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Idade de in&iacute;cio do TP</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,65 (22,89)</div></td>       <td>    <div align="center">0,73</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">-0,06</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">33,58 (±9,18)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">32,05 (±8,97)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Dura&ccedil;&atilde;o do TP</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,43 (25,72)</div></td>       <td>    <div align="center">0,33</div></td>       <td>    <div align="center">0,18</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">06,58 (±6,54)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">08,60 (±7,44)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Comorbidade psiqui&aacute;trica </td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,37 (24,08)</div></td>       <td>    <div align="center">0,37</div></td>       <td>    <div align="center">0,16</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">04 (33,33%)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">10 (50,00%)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Comorbidade m&eacute;dica</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,43 (22,09)</div></td>       <td>    <div align="center">0,42</div></td>       <td>    <div align="center">0,15</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">06 (50,00%)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">13 (65,00%)</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>WHOQOL f&iacute;sico</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,71 (17,67)</div></td>       <td>    <div align="center">0,88</div></td>       <td>    <div align="center">-0,03</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">58,63 (±23,71)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">55,64 (±16,77)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>WHOQOL psicol&oacute;gico</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,01 (28,09)</div></td>       <td>    <div align="center">0,02</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,41</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">64,26 (±15,20)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">48,13 (±19,93)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>WHOQOL social</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,38 (22,76)</div></td>       <td>    <div align="center">0,44</div></td>       <td>    <div align="center">-0,14</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">63,87 (±22,55)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">56,66 (±21,90)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>WHOQOL ambiental</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,50 (16,77)</div></td>       <td>    <div align="center">0,41</div></td>       <td>    <div align="center">-0,15</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">53,39 (±22,32)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">48,44 (±14,64)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>BAI</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,40 (22,13)</div></td>       <td>    <div align="center">0,40</div></td>       <td>    <div align="center">0,15</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">23,75 (±15,92)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">28,60 (±14,95)</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>STAI-S</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,59 (16,06)</div></td>       <td>    <div align="center">0,19</div></td>       <td>    <div align="center">0,24</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">47,17 (±15,01)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">46,80 (±09,21)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>STAI-T</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,37 (16,86)</div></td>       <td>    <div align="center">0,26</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,20</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">47,92 (±15,08)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">52,40 (±09,98)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>PAS</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,35 (20,84)</div></td>       <td>    <div align="center">0,25</div></td>       <td>    <div align="center">0,21</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">15,58 (±13,22)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">20,00 (±11,54)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Frequ&ecirc;ncia de AP</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,69 (21,31)</div></td>       <td>    <div align="center">0,56</div></td>       <td>    <div align="center">0,11</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">0,69 (±1,09)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,85 (±0,97)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Evita&ccedil;&atilde;o</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,48 (24,30)</div></td>       <td>    <div align="center">0,45</div></td>       <td>    <div align="center">0,14</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">0,83 (±1,31)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">1,18 (±1,38)</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Ansiedade antecipat&oacute;ria</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,50 (18,66)</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,47</div></td>       <td>    <div align="center">0,13</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">1,96 (±1,48)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">2,30 (±1,13)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Preju&iacute;zo</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,36 (22,62)</div></td>       <td>    <div align="center">0,26</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,20</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">1,30 (±1,34)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">1,76 (±1,29)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Preocupa&ccedil;&otilde;es com sa&uacute;de</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,12 (16,53)</div></td>       <td>    <div align="center">0,14</div></td>       <td>    <div align="center">0,26</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">SR</div></td>       <td>    <div align="center">1,30 (±1,20)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">SN</div></td>       <td>    <div align="center">1,94 (±0,77)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Escala AGF</td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0,48 (06,72)</div></td>       <td>    <div align="center">0,61</div></td>       <td>    <div align="center">-0,23</div></td>     </tr>     <tr>        <td>SR</td>       <td>    <div align="center">64,68 (±21,51)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>SN</td>       <td>    <div align="center">56,38 (±15,82)</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>   </table>       <p align="justify">TP=transtorno de pânico, SR=subtipo respiratório, SN=subtipo      não respiratório, WHOQOL=escala de qualidade de vida da Organização Mundial      de Saúde, BAI=inventário de ansiedade de Beck, STAI-T= inventário de Spielberger      de traço de ansiedade, STAI-S= inventário de Spielberger de estado de ansiedade,      PAS=escala de pânico e agorafobia, AP= ataque de pânico, AGF=escala de avaliação      do funcionamento global</p> </div>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Discussão</b></p>      <p>No presente estudo encontramos <i>scores </i>de qualidade de vida psicológica mais comprometidos entre os doentes com o subtipo não respiratório, apesar de esses grupos não diferirem nos <i>scores </i>de ansiedade e gravidade de TP.</p>      <p>Este resultado discorda de estudos anteriores como o de Briggs <i>et al </i><sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a></sup>,    no qual os doentes do grupo respiratório apresentavam na linha de base maior    prejuízo funcional, maior incidência de ataques de pânico espontâneos e menos    ataques situacionais do que o grupo não respiratório. Este achado pode dever-se    ao pequeno número de doentes incluídos no presente estudo. Entretanto, ambos    os grupos apresentaram <i>scores </i>de qualidade de vida mais baixos do que    os de um grupo-controlo avaliado anteriormente pelo nosso centro de pesquisa    (domínio físico = 78,75, psicológico = 73,54, social = 73,75 e ambiental = 56,72)<sup><a href="#22">22</a><a name="top22"></a></sup>.</p>      <p>Os <i>scores </i>de qualidade de vida (QOL) têm sido usados como medidas de    prognóstico e podem avaliar a eficácia terapêutica. Têm uma natureza subjectiva    e os seus <i>scores </i>são obtidos segundo a óptica dos doentes<sup><a href="#23">23</a><a name="top23"></a></sup>.    Os transtornos de ansiedade podem afectar a QOL<sup><a href="#24">24</a><a name="top24"></a></sup>    e o TP relaciona-se com saúde física e mental pobres e com alto grau de sofrimento    psicológico<sup><a href="#25">25</a><a name="top25"></a></sup>. O TP prejudica    os <i>scores </i>de QOL na mesma proporção de outras doenças reconhecidamente    dramáticas, como cardiopatias<sup><a href="#26">26-29</a><a name="top26"></a></sup>.    O tratamento do TP melhora os índices de QOL<sup><a href="#28">28</a><a name="top28"></a></sup>.    Ao avaliar-se os doentes com TP sem os diferenciar em subgrupos, observa-se    que os doentes com TP em geral experimentam importante prejuízo funcional<sup><a href="#29">29</a><a name="top29"></a></sup>,    além de apresentarem elevadas taxas de abuso de substâncias, dependência<sup><a href="#30">30</a><a name="top30"></a></sup>    e desemprego<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a></sup>. O TP está associado    ao prejuízo da qualidade de vida, às vezes superior ao prejuízo causado pela    depressão maior<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Comorbidade    com depressão maior, elevado neuroticismo e idade mais avançada, menor escolaridade    e maior gravidade do desconforto torácico são factores relacionados com piores    <i>scores </i>de qualidade de vida<sup><a href="#28">28</a><a name="top28"></a>,<a href="#31">31</a><a name="top31"></a></sup>.    Especificamente, nos primeiros estágios do TP, ansiedade e sintomas depressivos,    frequência das crises e esquiva agorafóbica parecem ser os achados mais relevantes    associados a menores <i>scores </i>de qualidade de vida<sup><a href="#32">32</a><a name="top32"></a></sup>.</p>      <p>Klein<sup><a href="#8">8</a><a name="top8"></a></sup>, ao distinguir dois grupos    de doentescom TP, caracterizou um grupo como apresentando defeito no “monitor    de sufocação” que possuía hipersensibilidade para leves alterações nos níveis    de CO<sub>2</sub>, enquanto o outro grupo apresentaria AP mediados mais cognitivamente.    Já no modelo de Ley<sup><a href="#33">33</a><a name="top33"></a></sup>, o grupo    de doentes com TP tipo III (cognitivo) experimentam mais ansiedade apreensiva    (que terror) e muitos menos sintomas respiratórios. Este subgrupo pode ser o    análogo do segundo subgrupo de Klein. De acordo com o modelo cognitivo de Clark<sup><a href="#34">34</a><a name="top34"></a></sup>,    o TP poderia resultar da interacção entre interpretações catastróficas de sensações    corporais e memórias ameaçadoras. Os doentes com TP seriam mais propensos a    interpretar certas sensações corporais como uma ameaça à saúde<sup><a href="#34">34</a><a name="top34"></a></sup>.    Segundo Gorman <i>et al </i><sup><a href="#35">35</a><a name="top35"></a></sup>,    a errónea interpretação de sintomas respiratórios induzidos aumenta o medo e    a actividade autonómica resultando em aumento da frequência respiratória que    mais tarde dissipa o CO<sub>2</sub> e intensifica os sintomas da hipocapnia.</p>      <p>Em 2001, Moynihan e Gervitz<sup><a href="#36">36</a><a name="top36"></a></sup>    encontraram doentes do subtipo respiratório que apresentavam pCO<sub>2</sub>    do volume residual, em repouso, menor do que o grupo “cognitivo”; já este não    diferia dos controlos. A partir desta teoria desenvolveram-se modelos de provocação    de AP laboratoriais pela inalação contínua de CO<sub>2</sub> a 5% ou inalação    únide CO<sub>2</sub> a 35%. Nardi <i>et al </i><sup><a href="#37">37</a><a name="top37"></a></sup>    e Valença <i>et al </i><sup><a href="#38">38</a><a name="top38"></a></sup> encontraram    doentes com sintomas respiratórios proeminentes que apresentavam mais AP laboratoriais    do que aqueles com sintomas respiratórios não proeminentes.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Beck <i>et al </i><sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a> realizaram    um estudo com doentes com TP, os quais foram submetidos a um teste respiratório    com hipóxia, no qual inalavam O2 a 12% por cinco minutos e tinham medidas respiratórias    e de ansiedade aferidas. O subgrupo respiratório apresentou maiores flutuações    no Vt e menores níveis de Pet CO<sub>2</sub>.</p>      <p>Em artigo de 2004, Nardi <i>et al </i><sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>    explicam que após estudarem a relação entre hiperventilação e ataques de pânico,    contrastando doentes com TP com controlos normais e com parentes em primeiro    grau de doentes com TP e doentes com TP e outros transtornos psiquiátricos,    constataram que em todas as investigações o grupo TP apresentou maior sensibilidade    e sintomas de ansiedade em ataques de pânico induzidos por hiperventilação (HPA).</p>      <p>O grupo HPA em geral apresentou mais história de transtorno psiquiátrico na família, iniciou o TP mais tarde e teve mais episódios depressivos prévios. O artigo conclui dizendo que há diferenças entre os grupos HPA e não HPA e mostra uma associação entre o subtipo respiratório e hiperreatividade a um teste provocativo com hiperventilação aguda.</p>      <p>Verburg <i>et al </i><sup><a href="#41">41</a><a name="top41"></a></sup> relataram    que os doentes com TP apresentam uma prevalência pré–mórbida de doenças respiratórias    e indicam uma possível relação entre doenças respiratórias e TP. </p>      <p>Afirmam que uma possível explicação para esta alta prevalência seria a de que doenças respiratórias podem ser um factor predisponente para TP.</p>      <p>A presença de comorbidade resulta em maior gravidade dos sintomas ansiosos    e depressivos, maior frequência de outras condições comórbidas e pior resposta    e adesão ao tratamento<sup><a href="#42">42</a><a name="top42"></a></sup>. Goisman    <i>et al </i><sup><a href="#43">43</a><a name="top43"></a></sup> observaram    que o TP com ou sem agorafobia coexiste com pelo menos um outro transtorno de    ansiedade 37% das vezes. </p>      <p>Roy-Byrne <i>et al </i><sup><a href="#44">44</a><a name="top44"></a></sup>    encontraram uma frequência elevada da associação de TP e depressão maior na    população geral. A maioria dos estudos mostra que a resposta ao tratamento em    doentes com TP e depressão comórbida é pior do que nos doentes com TP puro<sup><a href="#45">45</a><a name="top45"></a></sup>.</p>      <p>O TP e as doenças obstrutivas pulmonares são problemas de saúde pública mundial    e relacionam-se com importantes prejuízos sociais, económicos e de qualidade    de vida dos doentes<sup><a href="#46">46</a><a name="top46"></a></sup>. Vários    estudos com pequenas amostras de indivíduos com asma ou DPOC têm encontrado    taxas de prevalência para TP variando de 8 a 24%<sup><a href="#11">11</a><a name="top11"></a></sup>.    Estas taxas estão bem acima das referidas na população geral<sup><a href="#12">12</a><a name="top12"></a></sup>.</p>      <p>Doentes com idade de início mais precoce do TP tendem a apresentar mais comportamento    evitativo, hipervigilância a sinais fisiológicos, sintomatologia mais grave    durante os ataques, nível de funcionamento mais baixo e maior prevalência de    agorafobia do que os indivíduos mais velhos<sup><a href="#47">47</a><a name="top47"></a></sup>.</p>      <p>Porém, neste estudo, observamos que não houve diferenças significativas em características como idade de início do TP, tempo de transtorno, gravidade dos sintomas ansiosos e de TP, comorbidades (psiquiátrica e médica) e que todos os doentes se encontravam em tratamento. Tendo características clínicas e demográficas semelhantes, fomos surpreendidos com o achado de que doentes do subtipo não respiratório apresentavam pior <i>score </i>de qualidade de vida psicológica. Como relatado na literatura em geral, este grupo (não respiratório) poderia corresponder ao grupo “cognitivo” do TP, com resposta inferior aos ADT e maior disfunção cognitiva. Este grupo pode apresentar interpretações mais catastróficas sobre seu estado de saúde e grau de sofrimento, na ausência de sintomas de TP proeminentes, justificando o porquê de apresentarem piores índices da qualidade de vida psicológica. Contudo, um estudo mais aprofundado da influência de co morbidades não pôde ser realizado, dado o número baixo da amostra, o que se apresenta como uma limitação deste estudo. Outra limitação é o carácter transversal do estudo, não fazendo distinção do estádio de tratamento em que os doentes se encontram, apesar de que, independente do estádio, podemos observar que os grupos são clinicamente homogéneos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Não foi possível fazer a distinção precisa da influência do tratamento nos <i>scores </i>de qualidade.</p>      <p>Uma outra limitação do estudo foi o facto de não termos distinguido as comorbidades médicas apresentadas, para determinarmos se houve maior comprometimento entre aqueles com comorbidades respiratórias. Também não fizemos a avaliação do impacto da comorbidade com depressão maior. Porém, a diferenciação dos doentes em subgrupos e a consequente avaliação da qualidade de vida com amostras maiores poderão sinalizar importantes peculiaridades a serem abordadas nas intervenções terapêuticas que podem ter prioridades distintas a depender do subgrupo em questão.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Conclusão</b></p>      <p>Doentes do subtipo não respiratório, que apresentam índices semelhantes de ansiedade e gravidade do TP, quando em tratamento, apresentam piores <i>scores </i>de qualidade de vida psicológica do que os do subtipo respiratório.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia/Bibliography</b></p>      <p><a href="#top1">1</a><a name="1"></a>. American Psychiatric Association (1980).    Diagnostic and statistical manual of mental disorders DSM –III Third Edition.    Washington DC.</p>      <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a>. Angst J. Panic disorder: history and    epidemiology. Eur Psych 1995; 10:57S-59S.</p>      <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a>. Markowitz JS, Weissman MM, Ouellette    R, Lish JD, Klerman GL. Quality of life in panic disorder. Arch Gen Psychiatry    1989; 46(11):984-992.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a>. Greenberg PE, Sisitsky T, Kessler RC,    Finkelstein SN, Berndt ER, Davidson JR, Ballenger JC, Fyer AJ. The economic    burden of anxiety disorders in the 1990s. J Clin Psychiatry 1999; 60(7):427-435.</p>      <p><a href="#top5">5</a><a name="5"></a>. Leon AC, Portera L, Weissman MM. The    social costs of anxiety disorders. Br J Psychiatry 1995; 27(Suppl.):19-22.</p>      <p><a href="#top6">6</a><a name="6"></a>. American Psychiatric Association (2000).    Diagnostic and statistical manual of mental disorders DSM-IV-TR Fourth Edition    Text Revised. Washington DC.</p>      <p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a>. Klein DF. Delineation of two drug-responsive    anxiety syndromes. Psychopharmacologia 1964; 5:397-408.</p>      <p><a href="#top8">8</a><a name="8"></a>. Klein DF. False suffocation alarms,    spontaneous panics, and related conditions: an integrative hypothesis. Arch    Gen Psychiatry 1993; 50:306-317.</p>      <p><a href="#top9">9</a><a name="9"></a>. Valença AM, Zin WA. Testes respiratórios    e ataques de pânico. <i>In </i>Nardi AE, Valença AM (Eds.). Transtorno de pânico:    Diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan; 2005:80-89.</p>      <p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. Perna G, Caldirola D, Allevi L, Romano    P, Bellodi L. Genetic components of the panic respiration connection. <i>In:    </i>Bellodi L, Perna G (Eds.). The panic respiration connection. Milan: Medical    Media; 1998:199-217.</p>      <p><a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Nascimento I, Nardi AE, Valença AM,    Lopes FL, Mezzasalma MA, Nascentes R, Zin W. Psychiatric disorders in asthmatic    outpatients. Psychiatry Res 2002; 110:73-80.</p>      <p><a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Weissman MM, Bland RC, Canino GJ,    Faravelli C, Greenwald S, Hwu HG, <i>et al. </i>The cross-national epidemiology    of panic disorder. Arch Gen Psychiatry 1997; 54:305-309.</p>      <p><a href="#top13">13</a><a name="13"></a>. Abelson JL, Weg JG, Nesse RM, Curtis    GC. Persistent respiratory irregularity in patients with panic disorder. Biol    Psychiatry 2001; 49:588-595.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top14">14</a><a name="14"></a>. Gorman JM, Kent JM, Sullivan GM,    Coplan JD. Neuroanatomical hypothesis of panic disorder, revised. Am J Psychiatry    2000; 157(4):493-505.</p>      <p><a href="#top15">15</a><a name="15"></a>. Briggs AC, Strech DD, Brandon S.    Subtyping of panic disorder by symptom profile. Br J Psychiatry 1993; 163:201-209.</p>      <p><a href="#top16">16</a><a name="16"></a>. Biber B, Alkin T. Panic disorder    subtypes: Differential responses to CO2 challenge. Am J Psychiatry 1999; 156:739-744.</p>      <p><a href="#top17">17</a><a name="17"></a>. Sheehan DV, Lecrubier Y, Janavs J,    <i>et al. </i>Mini international neuropsychiatric interview (MINI) release 4.4,    (1994). Tampa, FL: University of South Florida, Institute of Research in Psychiatry.</p>      <p><a href="#top18">18</a><a name="18"></a>. Beck AT, Epstein N, Brown G, Steer    RA. An inventory for measuring clinical anxiety: psychometric properties. 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Rev Saúde Pública 2000;    34(2):178-183.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000450&pid=S0873-2159200900050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top22">22</a><a name="22"></a>. de-Melo-Neto VL, Valença AM, Nascimento    I, Lopes FL, Nardi AE. Quality of life assessment by WHOQOL-BREF in panic disorder    patients during treatment. Rev Psiq Clin 2008; 35(2): 49-54.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000451&pid=S0873-2159200900050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top23">23</a><a name="23"></a>. Berlim MT, Fleck MP. “Quality of    life”: a brand new concept for research and practice in psychiatry. Rev Bras    Psiquiatr 2003; 25(4):249-252.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000452&pid=S0873-2159200900050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top24">24</a><a name="24"></a>. Van Straten A, Cuijpers P, van Zuuren    FJ, Smits N, Donker M. Personality traits and health-related quality of life    in patients with mood and anxiety disorders. Qual Life Res 2007; 16(1):1-8.</p>      <p><a href="#top25">25</a><a name="25"></a>. Quilty LC, Van Ameringen M, Mancini    C, Oakman J, Farvolden P. Quality of life and the anxiety disorders. J Anxiety    Disord 2003; 17(4):405-426.</p>      <p><a href="#top26">26</a><a name="26"></a>. 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<body><![CDATA[<p>Director: Prof. Dr. Marcio Versiani</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Correspondência/</b><b><i>Correspondence to:</i></b></p>      <p>Valfrido Leão de-Melo-Neto, M.D.</p>      <p>Rua Capitão Macedo 171, apto33. Vila Clementino.</p>      <p>CEP: 04021-020, São Paulo, SP, Brasil.</p>      <p>Tel +55-11-3578-9822; fax +55-21-2523-6839.</p>      <p><i>E-mail: </i><a href="mailto:valfrido@gmail.com">valfrido@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publicação/<i>received for publication:</i> 08.10.20</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite para publicação/<i>accepted for publication:</i> 09.02.25</p>      ]]></body><back>
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