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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de suporte ventilatório no recém-nascido pré-termo: Inquérito nacional (2008)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Respiratory support strategies for the preterm newborn have been the subject of intense research. Aim: To survey neonatal respiratory support practices in Portugal and to determine whether they reflect evidence from randomised trials. Methods: Questionnaires were given out to 31 Portuguese neonatal units to determine the types of ventilators, modes of ventilation, lung function monitoring, use of exogenous surfactant, oxygen saturation levels used and the prevalence of chronic lung disease in the preterm newborn. Results: There was a 94% response rate. Draeger babylog was the most frequently used ventilator in neonates. Twelve (41%) units prefer to use early nasal continuous positive airway pressure (NCPAP) whenever possible. Triggered ventilation is the choice of invasive ventilation in 24 (83%) units (SIMV, SIPPV, PSV); four (14%) units have high frequency oscillation ventilation. SIMV is the most frequent (n=13, 45%) weaning mode. Exogenous surfactant is used as prophylactic in 12 (41%) units. All units use lung function measurements to aid choice of ventilator settings and five (17%) units monitor PaCO2 (transcutaneous = 3; capnometry = 2). Seventeen (59%) units allow oxygen saturation levels from 90% to 95% in infants with respiratory distress syndrome and 15 (52%) levels from 85% to 90% in infants with chronic lung disease. Prevalence of chronic lung disease of prematurity ranged from 0% to 75% (median: 10). Conclusions: Many respiratory strategies for extremely low birth weight infants reflect the result of large randomised trials. More effective methods may be required to encourage the use of early NCPAP preferably with binasal prongs, the use of SIPPV as the main weaning mode, the use of volume targeted ventilation and a more judicious use of exogenous surfactant in order to ensure evidence-based practice.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Estratégias de suporte ventilatório no recém-nascido pré-termo – Inquérito    nacional (2008)</b></p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Gustavo Rocha<a name="top1e"></a><a href="#1e">*</a><a name="top1n"></a><a href="#1n">1</a></b></p>      <p ><b>Joana Saldanha<a href="#1e">*</a><a name="top2n"></a><a href="#2n">2</a></b></p>      <p ><b>Israel Macedo<a href="#1e">*</a><a name="top3n"></a><a href="#3n">3</a></b></p>     <p ><b>Augusta Areias<a href="#1e">*</a><a name="top4n"></a><a href="#4n">4</a></b></p>         <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Resumo</b></p>      <p ><b>Introdução: </b>As estratégias de suporte ventilatório utilizadas no recém-nascido    têm sido motivo de grande investigação.</p>      <p ><b>Objectivos: </b>Avaliar as práticas de suporte ventilatório nas unidades    de neonatologia nacionais utilizadas na assistência ao recém-nascido de extremo    baixo peso e avaliar se estão em conformidade com a prática baseada na evidência.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Métodos: </b>Foi enviado, por via electrónica, a 31 unidades de neonatologia nacionais, um inquérito sobre tipos de ventiladores, modos de ventilação, monitorização da função pulmonar, valores de saturação de oxigénio permitidos e prevalência de doença pulmonar crónica da prematuridade.</p>      <p ><b>Resultados: </b>A percentagem de resposta foi de 94%. O modelo de ventilador    Draeger Babylog é o mais utilizado. Doze (41%) unidades preconizam o NCPAP precoce.    A ventilação sincronizada é de eleição em 24 (83%) unidades (SIMV, SIPPV, PSV)    e 4 (14%) têm possibilidade de ventilação por alta frequência oscilatória. O    modo ventilatório SIMV é o mais utilizado (n=13, 45%) no “desmame” ventilatório.    O surfactante exógeno é usado preferencialmente de modo profiláctico em 12 (41%)    unidades. Todas as unidades usam valores de função respiratória no ajuste dos    parâmetros ventilatórios e cinco (17%) utilizam monitorização contínua da PaCO2:    medição transcutânea = 3; capnometria = 2. Dezassete (59%) unidades utilizam    valores de saturação de oxigénio de 90%-95% na doença das membranas hialinas    e 15 (52%) utilizam valores de 85%-90% na doença pulmonar crónica da prematuridade.    A prevalência de doença pulmonar crónica da prematuridade variou entre os 0%    e os 75% (mediana: 10).</p>      <p ><b>Conclusão: </b>As estratégias de suporte ventilatório usadas nas unidades    portuguesas reflectem, em parte, a evidência de estudos multicêntricos aleatorizados.    É necessário mais investimento no uso de NCPAP precoce, preferencialmente com    <i>prongs </i>binasal, uso do modo SIPPV no “desmame” ventilatório, uso de estratégias    ventilatórias com volumes correntes optimizados e utilização criteriosa de surfactante    exógeno, de modo a assegurar a prática baseada na evidência.</p>     <p ><b>Palavras-chave: </b>Recém-nascido, ventilação, doença pulmonar crónica    da prematuridade, doença das membranas hialinas, saturação de oxigénio.</p>      <p >&nbsp;</p>         <p ><b>Respiratory support strategies for the preterm newborn – National survey    2008</b></p>     <p ><b>Abstract </b></p>     <p ><b>Background</b>: Respiratory support strategies for the preterm newborn    have been the subject of intense research. </p>     <p ><b>Aim</b>: To survey neonatal respiratory support practices in Portugal and    to determine whether they reflect evidence from randomised trials. </p>     <p ><b>Methods</b>: Questionnaires were given out to 31 Portuguese neonatal units    to determine the types of ventilators, modes of ventilation, lung function monitoring,    use of exogenous surfactant, oxygen saturation levels used and the prevalence    of chronic lung disease in the preterm newborn. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Results</b>: There was a 94% response rate. Draeger babylog was the most    frequently used ventilator in neonates. Twelve (41%) units prefer to use early    nasal continuous positive airway pressure (NCPAP) whenever possible. Triggered    ventilation is the choice of invasive ventilation in 24 (83%) units (SIMV, SIPPV,    PSV); four (14%) units have high frequency oscillation ventilation. SIMV is    the most frequent (n=13, 45%) weaning mode. Exogenous surfactant is used as    prophylactic in 12 (41%) units. All units use lung function measurements to    aid choice of ventilator settings and five (17%) units monitor PaCO2 (transcutaneous    = 3; capnometry = 2). Seventeen (59%) units allow oxygen saturation levels from    90% to 95% in infants with respiratory distress syndrome and 15 (52%) levels    from 85% to 90% in infants with chronic lung disease. Prevalence of chronic    lung disease of prematurity ranged from 0% to 75% (median: 10). </p>     <p ><b>Conclusions</b>: Many respiratory strategies for extremely low birth weight    infants reflect the result of large randomised trials. More effective methods    may be required to encourage the use of early NCPAP preferably with binasal    prongs, the use of SIPPV as the main weaning mode, the use of volume targeted    ventilation and a more judicious use of exogenous surfactant in order to ensure    evidence–based practice.</p>     <p ><b>Key-words</b>: Newborn, ventilation, chronic lung disease of prematurity,    respiratory distress syndrome, oxygen saturation.</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Introdução</b></p>      <p >Nos últimos 50 anos tem-se assistido a uma diminuição importante na mortalidade    perieneonatal. Entre os vários avanços nas diferentes áreas da medicina associados    a esta melhoria merecem especial destaque a descoberta (1959)<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>,    a utilização com sucesso (1980)<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup>    e a aprovação (1990)<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> do uso    de surfactante exógeno para o tratamento da doença das membranas hialinas, o    uso antenatal de corticosteróides (1972)<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>,    bem como o progresso nos aparelhos e técnicas utilizadas no suporte ventilatório    do recém-nascido de risco.</p>      <p >A ventilação assistida é a principal das técnicas utilizadas em cuidados intensivos neonatais.</p>      <p >Desde antigas descrições, no Antigo Testamento, de reanimação com respiração    boca-a-boca e da primeira descrição de Hipócrates (400 aC)<sup><a name="top5"></a><a href="#5">5</a></sup>    de intubação traqueal para ventilação pulmonar, a era moderna de ventilação    mecânica na criança pode ser datada a 1953, com Donald e Lord<sup><a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>.    Desde então, o aperfeiçoamento dos aparelhos e o desenvolvimento de novas metodologias    de ventilação contribuíram de modo significativo para aumentar a sobrevivência    do recém-nascido de risco. Actualmente, a taxa de sobrevivência é superior a    50% para recém-nascidos pré-termo acima das 25 semanas de idade gestacional<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>    e é observada uma sobrevivência acima das 32 semanas próxima da do recém-nascido    de termo (&#8805; 37 semanas).</p>      <p >Devido ao melhor seguimento e aos avanços da tecnologia médica, o aumento    da sobrevivência de recém-nascidos pré–termo acompanha-se de um significativo    número de complicações, nomeadamente a evolução para doença pulmonar crónica    da prematuridade, também referida como displasia broncopulmonar<sup><a name="top8"></a><a href="#8">8</a></sup>.</p>      <p >Como consequência deste facto, têm surgido várias publicações traduzindo os    resultados de investigação clínica efectuada com o objectivo de melhorar as    estratégias de suporte ventilatório no recém–nascido pré-termo, sobretudo no    de extremo baixo peso (peso ao nascimento &lt; 1000 g)<a name="top9"></a><sup><a href="#9">9</a></sup>.    Este estudo teve por objectivo analisar as práticas correntes nas unidades de    neonatologia nacionais, em relação a estratégias de suporte ventilatório utilizadas    na assistência ao recém-nascido de extremo baixo peso, e verificar se estas    práticas reflectem a evidência de estudos multicêntricos aleatorizados.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p ><b>Material e métodos</b></p>      <p >Foi enviado, por via electrónica, um questionário (em <a name="top1a"></a><a href="#1a">anexo</a>)    a 31 unidades de neonatologia de Portugal continental, Açores e Madeira. (<i>Nota:    </i>Em Portugal existem 40 unidades de neonatologia, 19 com apoio perinatal    diferenciado e 21 sem apoio perinatal diferenciado, tendo o inquérito sido enviado    às mais representativas em número de nascimentos.). Foi contactado um elemento    de cada uma dessas unidades que ficaria responsável pelo preenchimento e re    envio do inquérito. O preenchimento do inquérito deveria ser efectuado por um    ou mais clínicos, de modo a traduzir as práticas utilizadas na unidade. No caso    de dúvidas no preenchimento do inquérito poderia ser contactado qualquer um    dos elementos da Comissão para a Investigação da Secção de Neonatologia da Sociedade    Portuguesa de Pediatria.</p>      <p >O inquérito incluía 18 questões, sendo 14 de resposta sim/não, três de resposta directa e uma de resposta opcional. As questões abrangiam as práticas de suporte ventilatório utilizadas na assistência ao recém-nascido de extremo baixo peso, desde o nascimento à retirada (“desmame”) do ventilador. Foram também inquirido os valores de saturação de oxigénio obtidos por oximetria de pulso, indicados no recém-nascido com doença das membranas hialinas e com doença pulmonar crónica da prematuridade, quantos recém-nascidos de extremo baixo peso são admitidos anualmente e qual a percentagem de doença pulmonar crónica nos sobreviventes no ano 2007. Foi também dada a possibilidade de responder livremente às questões de resposta sim/não sobre estratégias ventilatórias.</p>      <p >Os resultados obtidos foram comparados com os resultados de estudos aleatorizados    e <i>quase </i>aleatorizados, nomeadamente os que reuniram critérios de inclusão    para as últimas revisões da <i>Cochrane Database of Systematic Reviews </i>sobre    ventilação mecânica sincronizada no recém-nascido (14 estudos) de 2008<sup><a href="#9">9</a></sup>,    sobre volume corrente optimizado (quatro estudos) de 2005<sup><a name="top10"></a><a href="#10">10</a></sup>,    ventilação de alta frequência oscilatória (15 estudos) de 2008<sup><a name="top11"></a><a href="#11">11</a></sup>    e aparelhos e pressões para administração de pressão positiva contínua nasal    no recém-nascido pré-termo (sete estudos) de 2008<sup><a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>.</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resultados</b></p>      <p >A taxa de resposta ao inquérito foi de 94% (29/31), incluindo 19 (70%) centros com apoio perinatal diferenciado. Dois centros (7%) não possuem maternidade, pelo que não prestam assistência no parto, sendo, no entanto, centros de referência de recém-nascidos pré-termo nascidos em centros sem apoio perinatal diferenciado.</p>      <p >Os aparelhos para ventilação invasiva disponíveis nas diversas unidades encontram-se    discriminados no Quadro I. Nove (31%) unidades possuem um único tipo de ventilador    (Draeger Babylog = 5; Bear Cub = 2; Servo 2000 = 1; VIP Bird = 1). Os ventiladores    mais frequentemente utilizados no recém-nascido de extremo baixo peso são: Draeger    Babylog (20 unidades); VIP Bird (cinco unidades); SLE 2000 (quatro unidades);    SLE 5000 (duas unidades); Bear Cub (duas unidades); Servo 300 (duas unidades);    Vyasis Avea (uma unidade).</p>     <p >&nbsp;</p>                                 ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Quadro I </b>&#8211; Aparelhos de ventila&ccedil;&atilde;o    invasiva dispon&iacute;veis nas 29 unidades de neonatologia</p>                     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a04q1.gif" width="679" height="314"></p>      
<p >&nbsp;</p>     <p >Entre as 27 unidades que prestam assistência no parto, 13 (48%) (das quais,    12 unidades com apoio perinatal diferenciado) têm a possibilidade de utilizar    NCPAP (<i>nasal continuous positive airway pressure</i>) na sala de partos e    12 (44%) optam preferencialmente pela sua utilização na assistência ao recém-nascido    de extremo baixo peso com alguma capacidade respiratória (Quadro II). Catorze    (52%) unidades têm a possibilidade de efectuar o transporte do recém-nascido    de extremo baixo peso com NCPAP da sala de partos para a unidade de cuidados    intensivos neonatais. </p>     <p >&nbsp;</p>                                 <p align="center"><b>Quadro II</b> &#8211; Utiliza&ccedil;&atilde;o do NCPAP na    sala de partos, transporte e na UCIN</p>                     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a04q2.gif" width="683" height="151"></p>      
<p >&nbsp;</p>     <p >Uma unidade tem possibilidade de usar NCPAP na sala de partos, mas não de    efectuar o transporte para o internamento. Uma unidade tem possibilidade de    uso precoce e transporte em NCPAP; no entanto, a política de assistência ao    recém-nascido de extremo baixo peso com capacidade ventilatória inclui intubação    e ventilação convencional. Uma unidade, sem possibilidade de transporte com    NCPAP, opta pelo CPAP nasofaríngeo. Em três (11%) unidades o transporte do recém-nascido    de extremo baixo peso com necessidade de suporte ventilatório é efectuado com    recurso a máscara insufladora e tubo endotraqueal, por indisponibilidade de    incubadora de transporte equipada com ventilador.</p>      <p >Os tipos de NCPAP utilizados são: Infant Flow Driver = 14 unidades; ventilador    com modo CPAP = 3; ambos = 11; uma unidade sem apoio perinatal diferenciado    não utiliza NCPAP. A maioria das unidades utiliza mais de um tipo de aplicação    de NCPAP: <i>prongs </i>nasais = 26; máscara nasal = 22; sonda nasofaríngea    = 7; cânulas nasais = 1. Uma unidade utiliza unicamente CPAP faríngeo. Uma unidade    que utiliza NCPAP utiliza também CPAP endotraqueal.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Na assistência ao recém-nascido de extremo baixo peso na unidade de cuidados    intensivos o suporte ventilatório é preferencialmente: NCPAP = 19 (66%); ventilação    convencional (VC) = 9 (31%); ventilação por alta frequência oscilatória (VAFO)    = 1 (3%). Das unidades que usam preferencialmente NCPAP, uma usa preferencialmente    VAFO no recém-nascido com peso ao nascimento inferior a 750 g. As modalidades    de suporte ventilatório usadas na fase aguda de dificuldade respiratória (doença    das membranas hialinas) e de “desmame” ventilatório encontram-se representadas    no Quadro III. Treze (45%) unidades usam mais de um modo ventilatório na fase    aguda. Quinze (52%) utilizam o modo SIMV (<i>synchronized intermitent mandatory    ventilation)</i>, isoladamente ou associado às opções VG (volume garantido),    PS (pressão de suporte) ou PC-PA (<i>pressure controled, pressure assisted</i>).</p>     <p >&nbsp;</p>                                                                           <p align="center"><b>Quadro II</b>I &#8211; Modos de ventila&ccedil;&atilde;o    usados no rec&eacute;m-nascido de extremo baixo peso com necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o    invasiva, na &#8220;fase aguda&#8221; e no &#8220;desmame&#8221; ventilat&oacute;rio</p>                                                      <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a04q3.gif" width="334" height="430"></p>      
<p >&nbsp;</p>     <p >O modo ventilatório mais utilizado no recém-nascido de extremo baixo peso    com necessidade de ventilação invasiva é o SIMV, sendo o modo preferido por    10 (34%) unidades. O SIPPV (<i>synchronized intermitent positive pressure ventilation,    </i>também designado A/C – <i>assisted controlled</i>) é utilizado isoladamente    em seis (21%) unidades, em associação com a op ção VG em seis (21%) unidades,    e ambas possibilidades em duas (7%). Uma (3%) unidade utiliza <i>flow cycled    </i>SIPPV.</p>      <p >Doze (41%) unidades utilizam surfactante exógeno preferencialmente de modo profiláctico, onze (38%) utilizam apenas de modo curativo e as seis (21%) restantes unidades utilizam ambas as estratégias.</p>      <p >Cinco (17%) unidades utilizam monitorização contínua indirecta da pressão    arterial de dióxido de carbono (PaCO2): medição transcutânea = 3; capnometria    = 2. Vinte e três (79%) unidades usam parâmetros de função respiratória na correcção    da estratégia ventilatória (Quadro IV). Para esse efeito utilizam o monitor    do ventilador e duas recorrem também ao uso de monitor separado do ventilador.</p>     <p >&nbsp;</p>                                                                                                                                       <p align="center"><b>Quadro IV</b> &#8211; Utiliza&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros    de fun&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria</p>                                                                                                         ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a04q4.gif" width="342" height="251"></p>      
<p >&nbsp;</p>     <p >No recém-nascido não ventilado com necessidade de oxigenoterapia, as modalidades    de administração de oxigénio mais utilizadas são: oxigénio na incubadora = 27    (93%) unidades; sonda nasolabial = 14 (48%); <i>prongs </i>nasais = 13 (45%)    e oxigénio sob campânula = 8 (28%).</p>      <p >As saturações de oxigénio por oximetria de pulso mantidas no recém-nascido    com doença das membranas hialinas e com displasia broncopulmonar (doença pulmonar    crónica da prematuridade) encontram-se representadas no Quadro V.</p>     <p >&nbsp;</p>                                                                                                                 <p align="center"><b>Quadro V</b> &#8211; Valores de satura&ccedil;&atilde;o de    oxig&eacute;nio, avaliados por oximetria de pulso, mantidos no rec&eacute;m-nascido    com doen&ccedil;a das membranas hialinas e displasia broncopulmonar</p>                                                                                      <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a04q5.gif" width="338" height="265"></p>                 
<p>&nbsp;</p>     <p>Vinte e três (79%) unidades referiram experiência com a alta de recém-nascidos    para o domicílio em oxigenoterapia, oito (28%) com ventilação não invasiva e    duas (7%) com ventilação invasiva. O número de recém-nascido de extremo baixo    peso admitidos no ano de 2007 nas 19 unidades com apoio perinatal diferenciado    variou entre os 3 e os 55 (mediana: 16). A percentagem de doença pulmonar crónica    da prematuridade nos sobreviventes no ano 2007, nas 17 unidades com apoio perinatal    diferenciado que responderam à questão 18 do inquérito, variou entre os 0% e    os 75% (mediana: 10). </p>     <p >Não se verificou associação entre a prevalência de doença pulmonar crónica da prematuridade e o número de admissões de recém–nascidos de extremo baixo peso.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p ><b>Discussão e conclusões</b></p>      <p >A taxa de resposta ao inquérito que serviu de base a este estudo foi satisfatória, o que nos permite conhecer as práticas de suporte ventilatório utilizadas nas maioria das unidades de neonatologia nacionais, sobretudo na abordagem do recém-nascido de extremo baixo peso.</p>      <p >Todas as unidades participantes no estudo estão equipadas com ventiladores    que permitem ventilação sincronizada. Embora algumas unidades ainda possuam    ventiladores que não permitem sincronização, como os ventiladores Sechrist e    Infant Star, estes não são usados na ventilação de recém-nascidos de extremo    baixo peso. O ventilador para ventilação convencional mais frequente e também    mais utilizado é o Draeger Babylog, cujo modelo 8000 plus permite usar o modo    de ventilação PSV associado à opção VG (este modo ventilatório não é possível    no modelo 8000), um tipo “protector” de ventilação, uma vez que permite sincronia    na inspiração e expiração, garantindo um volume corrente fisiológico. Um número    significativo de unidades possui, também, a possibilidade de VAFO. Nem todas    as unidades possuem a possibilidade de NCPAP precoce e algumas ainda mantêm    como política o uso de ventilação invasiva, mesmo no recém-nascido de extremo    baixo peso com evidência de capacidade ventilatória.</p>      <p >Este estudo demonstrou a preferência do NCPAP no recém-nascido de extremo    baixo peso com capacidade ventilatória. O NCPAP, particularmente na Escandinávia,    é usado preferencialmente à intubação e ventilação assistida, sendo interpretado    como um modo ventilatório menos agressivo<sup><a name="top13"></a><a href="#13">13</a></sup>.    Embora uma metanálise de dois estudos aleatorizados não tenha revelado diferença    significativa na incidência de displasia broncopulmonar<sup><a name="top14"></a><a href="#14">14</a></sup>,    um estudo recente<a name="top15"></a><sup><a href="#15">15</a></sup>, comparando    duas unidades distintas (Boston e Estocolmo), salientou que o uso de NCPAP desde    a sala de partos se associou a menor necessidade de oxigénio suplementar às    40 semanas de idade corrigida.</p>      <p >Relembrando Aly H <i>et al.</i><sup><a name="top16"></a><a href="#16">16</a></sup>,    a maioria dos recém-nascidos acima das 27 semanas tolera o NCPAP precoce, não    necessitando de ventilação invasiva, enquanto só alguns recém-nascidos abaixo    das 27 semanas toleram o NCPAP precoce, necessitando de intubação e de ventilação    assistida.</p>      <p >No recém -nascido com necessidade de ventilação invasiva, a maioria das unidades inquiridas usa preferencialmente ventilação sincronizada.</p>      <p >É verdade que as metanálises de estudos comparando ventilação sincronizada    <i>versus </i>ventilação convencional não sincronizada em relação a mortalidade    (cinco estudos<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17-21</a></sup>, 1729 doentes),    pneumotórax (seis estudos<sup><a href="#17">17-22</a></sup>, 1769 doentes),    falência da extubação (quatro estudos<sup><a href="#17">17</a></sup>,<a name="top19"></a><sup><a href="#19">19</a></sup>,<a name="top21"></a><sup><a href="#21">21</a></sup>,<a name="top22"></a><sup><a href="#22">22</a></sup>,    1056 doentes), hemorragia intraventricular grave (graus III e IV) (cinco estudos<sup><a href="#17">17-21</a></sup>,    1729 doentes), dependência de oxigénio aos 28 dias de vida (quatro estudos<sup><a href="#17">17</a></sup>,<sup><a href="#19">19-21</a></sup>,    805 doentes) e dependência de oxigénio às 36 semanas de idade corrigida (dois    estudos<sup><a href="#17">17</a></sup>,<sup><a name="top18"></a><a href="#18">18</a></sup>,    1310 doentes) não demonstraram benefício da ventilação sincronizada sobre a    ventilação convencional não sincronizada. No entanto, a metanálise de quatro    estudos<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17-19</a></sup>,<sup><a href="#21">21</a></sup>    (1402 doentes) demonstrou redução significativa na duração da ventilação, com    uma diferença média de –34,8 horas na ventilação sincronizada (IC 95%: –62,1    ; –7,4). Também no estudo de Beresford MW <i>et al.</i><sup><a href="#18">18</a></sup>,    a incidência de canal arterial patente com necessidade de tratamento médico    e/ou cirúrgico foi superior no grupo submetido a ventilação convencional não    sincronizada (p &lt; 0,05). Em três estudos<a name="top23"></a><sup><a href="#23">23</a></sup>,<sup><a name="top24a"></a><a href="#24a">24a</a></sup>,<sup><a name="top24b"></a><a href="#24b">24b</a></sup>    é feita a comparação entre os modos ventilatórios SIPPV e SIMV. As metanálises,    incluindo 120 doentes, em relação à falência do “desmame” ventilatório, falência    da extubação, ocorrência de enfisema intersticial ou pneumotórax não demonstraram    diferença estatisticamente significativa entre os dois modos ventilatórios.    No entanto, a metanálise da duração (em horas) do “desmame” ventilatório demonstrou    uma tendência a menor duração (diferença média –42,38 horas) com o modo SIPPV;    no entanto, sem significado estatístico (IC 95%: –94,35; 9,60). De qualquer    modo, este resultado  sugere para aplicação na prática clínica o uso de SIPPV    no “desmame” ventilatório do recém-nascido pr-termo. Esta ideia é reforçada    por outro estudo efectuado por Roze JC <i>et al.<a name="top25"></a></i><sup><a href="#25">25</a></sup>,    em que o uso de SIMV com frequência baixa aumentou o consumo de oxigénio e o    trabalho respiratório.</p>      <p >O estudo efectuado por Reyes ZC <i>et al.</i><sup><a name="top26"></a><a href="#26">26</a></sup>,    que comparou o modo ventilatório SIMV com o modo SIMV+PS em 107 recém-nascidos    de extremo baixo peso, não demonstrou diferença significativa em relação a mortalidade,    pneumotórax, enfisema intersticial, dependência de oxigénio aos 28 dias e às    36 semanas de idade corrigida, hemorragia intraventricular grave (graus III    e IV), patência de canal arterial e dias de ventilação. No entanto, no subgrupo    de recém-nascidos com peso ao nascimento 700-1000g, o número de dias de oxigénio    suplementar foi inferior no modo SIMV+PS (p = 0,034). Parece haver algum efeito    benéfico com os modos ventilatórios PRVC e SIMV+PS, mas ambos foram apenas examinados    num único estudo aleatorizado, o que não nos permite concluir acerca da sua    eficácia. Mais estudos serão necessários para testar a sua eficácia, de preferência    estudos com seguimento a longo prazo.</p>      <p >O presente estudo demonstrou que em algumas unidades se recorre ao uso de    estratégias ventilatórias com volumes correntes optimizados, que é possível    com alguns ventiladores, e é uma alternativa à ventilação tradicional limitada    por pressão. O objectivo é diminuir a hiperdistensão alveolar e atelectasias    que se pensa estarem associadas a inflamação e displasia broncopulmonar, sobretudo    no recém–nascido pré-termo com grande <i>compliance </i>da parede torácica.    A rápida variação da <i>compliance </i>na doença das membranas hialinas, quer    por administração de surfactante exógeno, quer por melhoria espontânea da doença,    coloca o pulmão em grande risco de volutrauma quando o volume corrente é determinado    pela PIP (<i>positive inspiratory pressure</i>) e pela PEEP (<i>positive end    expiratory pressure</i>) na ventilação limitada por pressão<a name="top27"></a><sup><a href="#27">27</a></sup>.    Embora a informação acerca do volume corrente seja escassa no recém-nascido    pré-termo, parece variar entre os 4 e os 6 ml/kg<sup><a href="#27">27</a></sup>.    Esta estratégia de ventilação com volumes correntes optimizados é provavelmente    baseada nos resultados da revisão da <i>Cochrane Database of Systematic Reviews</i>,    efectuada por McCallion N <i>et al, </i>de 2005, incluindo quatro estudos aleatorizados<sup><a name="top28"></a><a href="#28">28-31</a></sup>,    com 178 doentes, recrutados nas primeiras 72 horas de vida. Nestes quatro estudos,    foram comparados recém-nascidos pré-termo ventilados com volume corrente optimizado    (volume controlado ou volume garantido) e recém-nascidos ventilados com ventilação    limitada por pressão (SIPPV, IPPV, PSV), sem volume corrente optimizado.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >As estratégias com volume corrente optimizado resultaram em significativa redução na duração do tempo de ventilação [WMD–2,93 dias (–4,28; –1,57)], ocorrência de pneumotórax [RR 0,23 (0,07; 0,76), RD –0,11 (–0,20; –0,03), NNT 9] e hemorragia intra ventricular grave (graus III e IV) [RR 0,32 (0,11; 0,90), RD -0,16 ( -0,29; -0,03), NNT 6]. A redução na incidência de displasia broncopulmonar (dependência de oxigénio às 36 semanas de idade corrigida) entre os sobreviventes apresentou menor significado estatístico [RR 0,34 (0,11; 1,05), RD –0,14 (–0,27; 0,00), NNT 7]; no entanto, esta redução não foi significativa nos recém-nascidos de extremo baixo peso.</p>      <p >Não foram verificadas diferenças significativas para falência do modo ventilatório, necessidade de curarização, patência do canal arterial, enfisema intersticial e leucomalacia periventricular.</p>      <p >Comparando as duas estratégias de volume corrente optimizado, o volume garantido    (VG) associou-se a uma maior redução no tempo de ventilação e o volume controlado    (PRVC) associou-se a uma maior redução da incidência de hemorragia intraventricular    grave.</p>      <p  >De qualquer modo, o número de estudos e crianças aleatorizadas foi pequeno e mais estudos serão necessários para confirmar o papel da ventilação com volume corrente optimizado na ventilação neonatal. </p>      <p  >O baixo uso de VAFO [em quatro (14%) das unidades deste estudo] na doença    das membranas hialinas do recém-nascido de extremo baixo peso provavelmente    reflecte o resultado da metanálise de 15 estudos aleatorizados no recém-nascido    pré-termo, comparando a VAFO e a ventilação convencional (IPPV, SIPPV e SIMV)    iniciadas nas primeiras 24 horas de vida, tendo sido demonstrado não haver vantagem    significativa da VAFO sobre a ventilação convencional, 11 não tendo sido demonstrado    efeito significativo na mortalidade, alterações neurológicas a curto prazo,    hemorragia intraventricular, leucomalacia periventricular e apenas uma modesta    redução na displasia broncopulmonar nos sobreviventes. Há apenas um estudo aleatorizado    relativo ao uso de VAFO no recém-nascido pré-termo com doença das membranas    hialinas grave que demonstrou uma significativa diminuição de pneumotórax e    enfisema intersticial; no entanto, demonstrou significativo aumento de hemorragia    intraventricular<sup><a name="top32"></a><a href="#32">32</a></sup>.</p>      <p >A maioria (79%) das unidades nacionais extuba o recém-nascido pré-termo após    o desmame da ventilação invasiva, para NCPAP. Embora não tenha sido avaliado    no inquérito, existe a noção de que o uso de NCPAP bifásico tem vindo a aumentar    na neonatologia. A última revisão da <i>Cochrane </i>efectuada por De Paoli    AG <i>et al.</i><sup><a href="#12">12</a></sup> com o objectivo de determinar    que técnica de pressão e que tipo de interface nasal são mais eficazes na diminuição    da reintubação após ventilação mecânica ou falência de NCPAP na fase aguda da    doença das membranas hialinas, concluiu que o uso binasal de <i>prongs </i>é    mais eficaz do que o uso de <i>prong </i>nasal único na prevenção da reintubação.    Também a melhoria da função respiratória com <i>prongs </i>bilaterais sugere    maior eficácia do que o uso de CPAP nasofaríngeo no tratamento da doença das    membranas hialinas. Existe discrepância entre as diversas unidades na utilização    de surfactante exógeno. De facto, ainda não está resolvida a questão de qual    a estratégia mais adequada, isto é, qual o uso profiláctico de surfactante no    pré-termo em risco de desenvolver doença das membranas hialinas <i>versus </i>uso    curativo de surfactante na doença estabelecida<a name="top33"></a><sup><a href="#33">33</a></sup>.    Embora as metanálises dos estudos comparando ambas as estratégias do uso de    surfactante tenham demonstrado maior benefício com o uso profiláctico<sup><a name="top34"></a><a href="#34">34</a></sup>,    a implementação desta estratégia promovida pela <i>Vermont-Oxford Network</i>,    nas unidades filiadas na rede, não demonstrou benefício na diminuição da mortalidade,    pneumotórax ou displasia broncopulmonar<sup><a name="top35"></a><a href="#35">35</a></sup>.</p>      <p >É sabido que o surfactante exógeno melhora a oxigenação e diminui o risco    de pneumotórax no recém-nascido pré-termo ventilado com doença das membranas    hialinas. No entanto, há recém-nascidos de muito e extremo baixo peso que não    desenvolvem doença das membranas hialinas. Jobe AH propõe uma avaliação clínica,    seguida de uma intervenção adequada e orientada pelo estado clínico do doente<sup><a href="#33">33</a></sup>.    Esta proposta parece mais sensata do que a aplicação de um protocolo rígido    de NCPAP precoce ouintubação e administração de surfactante.</p>      <p >A monitorização contínua da pressão arterial de dióxido de carbono (PaCO2)    não é utilizada por rotina na maioria das unidades portuguesas.</p>      <p >A medição transcutânea apresenta a desvantagem das possíveis queimaduras cutâneas    provocada pelo eléctrodo e é mais frequentemente utilizada no recém-nascido    de termo ou quase termo durante períodos de instabilidade, necessidade de rápidas    modificações no suporte ventilatório, bem como com a VAFO, na qual súbitas variações    na PaCO2 devem ser evitadas<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p >A capnometria tem-se mostrado um método relativamente fiável de monitorização    da PaCO2 através da medição do CO2 no ar expirado no recém-nascido de termo    sem patologia pulmonar<sup><a href="#3">3</a></sup>. No recém-nascido pré-termo    com volumes correntes pequenos, frequência respiratórias elevadas e patologia    pulmonar, o valor de PCO2 no ar expirado avaliado por capnometria mostrou correlação    com a PaCO2; no entanto, a magnitude desta correlação é limitada<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a name="top36"></a><a href="#36">36</a></sup>,<sup><a name="top37"></a><a href="#37">37</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A maioria (79%) das unidades referiu usar parâmetros de função respiratória    na correcção da estratégia ventilatória, usando para esse efeito o monitor do    ventilador. De facto, os ventiladores actuais incorporam monitorização da função    pulmonar, fornecendo informação útil aos clínicos no ajuste dos parâmetros ventilatórios.    Embora não exista clara evidência de que o uso dos testes de função pulmonar    ou disposição gráfica dos sinais respiratórios melhore a evolução a curto ou    longo prazo no recém-nascido pré-termo ventilado, a sua utilização não acarreta    riscos e em mãos bem treinadas pode-se tornar um instrumento bastante útil.    A sua utilização ajuda, também, a compreender e a demonstrar os efeitos das    diferentes intervenções, bem como a interacção entre o doente e o ventilador<sup><a name="top38"></a><a href="#38">38</a></sup>.</p>      <p >Este inquérito revelou que a maioria das unidades utiliza valores de saturação    de oxigénio de 90%-95% na doença das membranas hialinas e 85%-90% na doença    pulmonar crónica. Um estudo recente de Castillo A <i>et al.</i><sup><a name="top39"></a><a href="#39">39</a></sup>,    com o objectivo de estabelecer uma relação entre PaO2 e saturação por oximetria    de pulso durante as práticas de rotina nas unidades de cuidados intensivos neonatais,    demonstrou que PaO2 elevadas (&gt; 80 mmHg) ou baixas (&lt; 40 mmHg) ocorrem    raramente no recém-nascido em tratamento com oxigénio suplementar quando a saturação    por oximetria de pulso é mantida entre os 85% e os 93%. Uma saturação por oximetria    superior a 93% associou-se frequentemente a valores de PaO2 elevados (&gt; 80    mmHg), valores considerados de risco no recém-nascido pré-termo. Em relação    à doença pulmonar crónica da prematuridade, um estudo efectuado por Askie LM    <i>et al.<a name="top40"></a></i><sup><a href="#40">40</a></sup> demonstrou    não haver benefício em termos de crescimento e alterações do desenvolvimento    psicomotor em manter uma saturação entre os 95% e os 98%, em relação a manter    uma saturação entre os 91% e os 94%. Inclusive, o grupo de recém-nascidos em    que as saturações foram mantidas entre os 95% e os 98% apresentou maior período    de dependência de oxigénio, aumentando os custos dos serviços de saúde.</p>      <p >Este estudo revelou que no recém-nascido não ventilado com necessidade de oxigenoterapia a modalidade de administração mais utilizada é o uso de oxigénio na incubadora.</p>      <p >Embora esta não seja a prática mais adequada, evita o desconforto causado pelas sondas, <i>prongs </i>nasais e campânula.</p>      <p >Ao analisar a informação fornecida relativamente a equipamentos de ventilação disponíveis nas diversas unidades de cuidados intensivos neonatais, parece-nos importante repensar a distribuição dos investimentos a nível nacional em equipamentos, em consumíveis e em recursos humanos.</p>      <p >Em conclusão, as estratégias de suporte ventilatório utilizadas na assistência ao recém-nascido de extremo baixo peso na maioria das unidades nacionais reflectem a evidência de estudos multicêntricos aleatorizados.</p>      <p >É necessário mais investimento no uso de NCPAP precoce, preferencialmente com <i>prongs </i>binasal, uso do modo SIPPV no “desmame” ventilatório, uso de estratégias ventilatórias com volumes correntes optimizados e utilização criteriosa de surfactante exógeno, de modo a assegurar a prática baseada na evidência. </p>      <p >&nbsp;</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Bibliografia/Bibliography</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Avery ME, Mead J. Surface properties    in relation to atelectasia and hyaline membrane disease. Am J Dis Child 1959;    17:517-523.</p>      <p ><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Fujiwara T, Maeta H, Chida S, Morita    T, Watabe Y, Abe T. Artificial surfactant therapy in hyaline membrane disease.    Lancet 1980:55-59.</p>      <p ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Goldsmith JP, Karotkin EH. Introduction    to assisted ventilation. <i>In: </i>Goldsmith JP, Karotkin EH (Eds.). Assisted    ventilation of the neonate, fourth edition. Saunders Elsevier, Philadelphia    2003:1-14.</p>      <p ><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Liggins GC, Howie RN. A controlled    trial of antepartum glucocorticoid treatment for prevention of the respiratory    distress syndrome in premature infants. Pediatrics 1972; 50:515-525.</p>      <p ><a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Daily WJR, Smith PC. Mechanical ventilation    of the newborn infant: I. Curr Probl Pediatr 1971; 1:1-37.</p>      <p ><a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Donald I, Lord J. Augmented respiration.    Studies in atelectasis neonatorum. Lancet 1953; 1: 9-17.</p>      <p ><a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Lorenz JM. The outcome of extreme prematurity.    Semin Perinatol 2001; 25: 348-359.</p>      <p ><a name="8"></a><a href="#top8">8</a>. Johnson AH, Peacock JL, Greenough A,    Marlow N, Limb ES, Marston L <i>et al, </i>for the United Kingdom Oscillation    Study Group. High frequency oscillatory ventilation for the prevention of chronic    lung disease of prematurity. N Engl J Med 2002; 347:633-642.</p>      <p ><a name="9"></a><a href="#top9">9</a>. Greenough A, Dimitriou G, Prendergast    M, Milner A. Synchronized mechanical ventilation for respiratory support in    newborn infants. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008 (23) CD 000456.    DOI: 10.1002/14651858. CD000456.pub3.</p>      <p ><a name="10"></a><a href="#top10">10</a>. McCallion N, Davis PG, Morley CJ.    Volume-targeted versus pressure-limited ventilation in the neonate. Cochrane    Database of Systematic Reviews 2005, Issue 3. Art N.º: CD003666. DOI: 10.1002/14651858.    CD003666.pub2.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a name="11"></a><a href="#top11">11</a>. Henderson-Smart DJ, Cools F, Bhuta    T, Offringa M. Elective high frequency oscillatory ventilation versus conventional    ventilation for acute pulmonary dysfunction in preterm infants. Cochrane Database    Systematic Review 2007; 18(3): CD000104.</p>      <p ><a name="12"></a><a href="#top12">12</a>. De Paoli AG, Davis PG, Faber B,    Morley CJ. Devices and pressure sources for administration of nasal continuous    positive airway pressure (NCPAP) in preterm neonates. Cochrane Database Systematic    Review 2008; 23: CD 002977.</p>      <p ><a name="13"></a><a href="#top13">13</a>. Jacobsen T, Gronvall J, Petersen    S, Andersen GE. Minitouch treatment of very low birthweight infants. Acta Paediatr    1993; 82:934-938.</p>      <p ><a name="14"></a><a href="#top14">14</a>. Subramaniam P, Henderson-Smart D,    Davis PJ.  Prophylactic nasal continuous positive airway ressure for preventing    morbidity and mortality in very preterm infants. The Cochrane Database Systematic    Reviews 2005, 20(3):CD001243.</p>      <p ><a name="15"></a><a href="#top15"></a><a href="#top15">15</a>. Vanpee M, Walfridsson-Schultz    U, Katz–Salamon M, Zupanicic JA, Pursley D, Jonsson B. Resuscitation and ventilation    strategies for extremely preterm infants: a comparison study between two neonatal    centers in Boston and Stockholm. Acta Paediatr 2007; 96:10-16.</p>      <p ><a name="16"></a><a href="#top16">16</a>. Aly H, Massaro AN, Patel K, El-Mohandes    AA. Is it safer to intubate premature infants in the delivery room? Pediatrics    2005; 115:1660-1665.</p>      <p ><a name="17"></a><a href="#top17">17</a>. Baumer JH. International randomised    controlled trial of patient triggered ventilation in neonatal respiratory distress    syndrome. Arch Dis Child 2000; 82:F5-F10.</p>      <p ><a name="18"></a><a href="#top18">18</a>. Beresford MW, Shaw NJ, Manning D.    Randomised controlled trial of patient triggered and conventional fast rate    ventilation in neonatal respiratory distress syndrome. Arch Dis Child 2000;    82:F14-F18.</p>      <p ><a name="19"></a><a href="#top19"></a><a href="#top19">19</a>. Chen J-Y, Ling    U -P, Chen J-H. Comparison of synchronized and conventional intermittent mandatory    ventilation in neonates. Acta Paed Japon 1997; 39: 578-583.</p>      <p ><a name="17"></a><a href="#top17">20</a>. Bernstein G, Mannino FL, Heldt GP,    Callahan JD, Bull DH, Sola A, <i>et al. </i>Randomized multicenter trial comparing    synchronized and conventional intermittent mandatory ventilation in neonates.    J Pediatrics 1996; 128: 453-463.</p>      ]]></body>
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<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>Agradecimentos</b></p>     <p >A todos os elementos das várias unidades participantes que se disponibilizaram    para o preenchimento e envio do inquérito.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Unidades participantes no estudo</b></p>     <p ><b><i>Região Norte</i></b></p>     <p >Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim (Elisa Proença); Centro Hospitalar de    Vila Nova de Gaia (Conceição Quintas); Hospital de São João, Porto (Gustavo    Rocha); Hospital Central e Especializado de Crianças Maria Pia, Porto (Paula    Rocha); Hospital Geral de Santo António, Porto (Paula Cristina Fernandes); Hospital    de Pedro Hispano, Matosinhos (Teresa Martins); Hospital de São Marcos, Braga    (Albina Silva); Hospital de São Pedro, Vila Real (Eurico Gaspar); Hospital Sr.ª    de Oliveira, Guimarães (Clara Paz Dias, Fernando Graça); Hospital de Santa Luzia,    Viana do Castelo (Beatriz Sousa); Hospital Padre Américo, Vale do Sousa (Ilídio    Quelhas); Hospital de São Sebastião, Vila da Feira (Denise Schmit); Maternidade    Júlio Dinis, Porto (Augusta Areias).</p>     <p ><b><i>Região Centro</i></b></p>     <p >Hospital Infante Dom Pedro, Aveiro (Paula Rocha); Hospital Pediátrico de Coimbra    (José Carlos Peixoto); Hospital de São Teotónio, Viseu (Isabel Andrade); Hospital    de Santo André, Leiria (Lina Winckler); Maternidade Bissaya Barreto, Coimbra    (Gabriela Mimoso).</p>     <p ><b><i>Região Sul</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Hospital Distrital de Santarém (José Onofre); CUF Descobertas, Lisboa (Graça    Gonçalves); Hospital de Dona Estefânia, Lisboa (Micaela Serelha); Hospital de    Santa Maria, Lisboa (Lincoln Silva); Hospital São Francisco Xavier, Lisboa (Ana    Nunes); Hospital Dr Fernando da Fonseca, Lisboa (Rosalina Barroso); Maternidade    Dr. Alfredo da Costa, Lisboa (Israel Macedo); Hospital do Espírito Santo, Évora    (Hélder Ornelas); Hospital Distrital de Faro (Ermelinda Mendes).</p>     <p ><b><i>Regiões autónomas</i></b></p>     <p >Hospital Distrital de Ponta Delgada (Fernanda Gomes); Centro Hospitalar do    Funchal (José Luís Nunes).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><a name="1e"></a><a href="#top1e">*</a> Comissão de Investigação Científica    da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria/<i>Portuguese    Society of Paediatrics Neonatology Section Scientific</i></p>     <p ><i>Research Committee</i></p>     <p ><a name="1n"></a><a href="#top1n">1</a> Serviço de Neonatologia, Hospital    de São João, Porto/<i>Neonatal Unit, Hospital de São João, Porto</i></p>     <p ><a name="2n"></a><a href="#top2n">2</a> Unidade de Neonatologia, Hospital    de Santa Maria, Lisboa/<i>Neonatal Unit, Hospital de Santa Maria, Lisboa</i></p>     <p ><a name="3n" id="3n"></a><a href="#top3n">3</a> Unidade de Neonatologia, Maternidade    Dr. Alfredo da Costa, Lisboa/<i>Neonatal Unit, Maternidade Dr. Alfredo da Costa,    Lisboa</i></p>     <p ><a name="4n" id="4n"></a><a href="#top4n">4</a> Unidade de Neonatologia, Maternidade    Júlio Dinis, Centro Hospitalar do Porto, Porto/<i>Neonatal Unit, Maternidade    Júlio Dinis, Centro Hospitalar do Porto, Porto</i></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>Correspondência/</b><b><i>Correspondence to:</i></b></p>     <p >Gustavo Rocha</p>     <p >Serviço de Neonatologia, Departamento de Pediatria</p>     <p >Hospital de São João, Piso 2</p>     <p >Alameda Professor Hernâni Monteiro</p>     <p >4202-451 Porto</p>     <p >Telefone: 225512100, extensão/<i>extension </i>1949</p>     <p >Fax: 225512273</p>     <p >e-mail<i>: </i><a href="mailto:gusrocha@oninet.pt">gusrocha@oninet.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p >Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/received for publication: 08.10.28  </p>     <p >Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/accepted for publication: 09.05.18</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >&nbsp;</p>       <p ><b><a name="1a"></a><a href="#top1a">Anexo</a></b></p>      <p ><b>Inquérito-Ventilação</b></p>     <p >Este inquérito, elaborado pela Comissão para a Investigação da Secção de Neonatologia    da Sociedade Portuguesa de Pediatria, pretende conhecer as práticas correntes    de suporte ventilatório neonatal e determinar se reflectem evidência de estudos    aleatorizados. Deve ser preenchido por um ou mais médicos que responda(m) pelas    práticas da UCIN (unidade de cuidados intensivos neonatais). Em caso de dúvidas,    contactar um dos seguintes elementos:</p>     <p >Gustavo Rocha (HSJ–Porto)</p>     <p >Joana Saldanha (HSM – Lisboa)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Israel Macedo (MAC) – Lisboa)</p>     <p >Augusta Areias (MJD – Porto)</p>     <p >&nbsp;</p>        <p ><b>1. Que tipo(s) de ventilador est&atilde;o dispon&iacute;veis na sua unidade?</b>  </p>     <p >a. SLE 2000: sim &#9001; n&atilde;o &#9001;</p>     <p >b. SLE 5000: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >c. Draeger Babylog: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >d. VIP Bird : sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >e. Stephanie: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >f. Vyasis AVEA: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >g. Sechrist: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >h. Sensor Medics 3100 A (Oscila&ccedil;&atilde;o Alfa Frequ&ecirc;ncia): sim    &#9001; não &#9001; </p>     <p >outro: ___________________________</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >2. <b>Que ventilador(es) usa mais frequentemente na ventila&ccedil;&atilde;o    de rec&eacute;m -nascidos (RN) pr&eacute;-termo de extremo baixo peso (EBP,    &lt;1000g)? </b></p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>3. Tem possibilidade de usar NCPAP (nasalCPAP) na sala de partos? </b></p>     <p >sim &#9001; não &#9001;</p>         <p ><b>4. Na sala de partos, na assist&ecirc;ncia ao pr&eacute;-termo de EBP com    alguma capacidade ventilat&oacute;ria, usa preferencialmente:</b> </p>     <p >a. NCPAP: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >b. TET (tubo endotraqueal) e ventila&ccedil;&atilde;o convencional: sim &#9001;    não &#9001; </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>5. Tem possibilidade de efectuar o transporte do RN de EBP, da sala de    partos para a UCIN, com NCPAP? </b></p>     <p >sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>6. Que modalidade ventilat&oacute;ria usa preferencialmente no transporte    do RN de EBP da sala de partos para a UCIN?</b> </p>     <p >a. NCPAP: sim &#9001; não &#9001;</p>     <p > b. TET e ventila&ccedil;&atilde;o convencional: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >c. ventila&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >d. outra: especifique ______________________________________________________  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>7. Na assist&ecirc;ncia ao pr&eacute;-termo de EBP na UCIN, usa preferencialmente:    </b></p>     <p >a. NCPAP: sim &#9001; não &#9001;</p>     <p >b. TET e ventila&ccedil;&atilde;o convencional: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >c. TET e ventila&ccedil;&atilde;o por oscila&ccedil;&atilde;o de alta frequ&ecirc;ncia:    sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>8. </b><b>No RN de EBP com necessidade de ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica,    qual(ais) modalidade(s) que usa preferencialmente nas primeiras 24 horas de    vida?</b> </p>     <p >a. IPPV: sim &#9001; não &#9001;</p>     <p > b. Alta frequ&ecirc;ncia oscilat&oacute;ria: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >c. SIPPV: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >d. SIMV: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >e. SIMV+PSV: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >f. SIMV+ volume garantido: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >g. PSV+ volume garantido: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >h. SIPPV + volume garantido: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >i. outra: (especifique p.f.): ____________________________________________  </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>9. Na assist&ecirc;ncia ao pr&eacute;-termo de EBP, usa preferencialmente:    </b></p>     <p >a. surfactante profi l&aacute;ctico: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >b. surfactante curativo: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>10. Qual a(s) modalidade(s) de &#8220;desmame&#8221; que mais usa? (se    usa mais de uma, p.f. assinale) </b></p>     <p >a. IPPV: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >b. SIPPV: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >c. SIMV: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >d. SIMV+PSV: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >e. SIMV+ volume garantido: sim &#9001; não &#9001;</p>     <p > f. PSV+ volume garantido: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >g. SIPPV + volume garantido: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >h. CPAP nasal: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >i. CPAP traqueal: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >j. outra: (especifique p.f.): ____________________________________________  </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>11. Que tipo(s) de CPAP nasal utiliza? </b></p>     <p >ventilador com modo CPAP: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >Infant fl ow driver: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >Modo(s) de aplica&ccedil;&atilde;o do NCPAP: </p>     <p >Sonda endotraqueal: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >Sonda far&iacute;ngea: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >M&aacute;scara nasal: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >rongs nasais: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >Outro: sim n&atilde;o ; qual: _____________________ </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>12. Usa monitoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de PaCO2?</b> </p>     <p >sim &#9001; não &#9001;; </p>     <p >se sim, qual m&eacute;todo? medi&ccedil;&atilde;o transcut&acirc;nea de CO2    : sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >capnometria: sim &#9001; não &#9001;</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>13. Costuma usar valores de fun&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria para    corrigir a estrat&eacute;gia ventilat&oacute;ria? </b></p>     <p >sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >se sim, qual (ais)?: </p>     <p >tidal volume: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >press&atilde;o m&eacute;dia (paw): sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >ventila&ccedil;&atilde;o minuto: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >curva de press&atilde;o: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >curva de fluxo: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >curva de press&atilde;o/volume: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >curva de fluxo/volume: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >compliance: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >resist&ecirc;ncia: sim &#9001; não &#9001; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >constante de tempo: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >se sim, usa o monitor do ventilador &#8211; sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >ou um monitor separado do ventilador &#8211; sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>14. No RN n&atilde;o ventilado, em oxigenoterapia, qual a modalidade de    administra&ccedil;&atilde;o de O2 que utiliza?</b> </p>     <p >Prong nasal: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >Sonda nasolabial (bigode nasal): sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >O2 na incubadora: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >O2 por camp&acirc;nula: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >Outro: (especifique)______________________________ </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p ><b>15. Que satura&ccedil;&atilde;o de O2 usa no rec&eacute;m-nascido pr&eacute;-termo    com: </b></p>     <p >a. Doen&ccedil;a membranas hialinas: 75 -80% 80 -85% 85 -90% 90 -95% 95 -98%    outra: __________ </p>     <p >b. Displasia broncopulmonar: 75 -80% 80 -85% 85 -90% 90 -95% 95 -98% outra:    ___________ </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>16. Na alta para o domic&iacute;lio, tem experi&ecirc;ncia com: </b></p>     <p >a. alta com O2: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >b. alta com ventila&ccedil;&atilde;o invasiva: sim &#9001; não &#9001; </p>     <p >c. alta com ventila&ccedil;&atilde;o n&atilde;o invasiva: sim &#9001; não    &#9001; </p>     <p >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>17. Quantos rec&eacute;m-nascidos pr&eacute;-termo &lt; 1000g s&atilde;o    admitidos, em m&eacute;dia, anualmente na sua unidade? </b></p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>18. Qual a % de displasia broncopulmonar (28 dias consecutivos de oxigenoterapia    + necessidade de oxigenoterapia &agrave;s 36 semanas de idade corrigida) nos    RN pr&eacute;-termo &lt;1000g, sobreviventes, na vossa UCIN em 2007? </b></p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Obrigado pela participa&ccedil;&atilde;o. </b></p>     <p ><b>Identifica&ccedil;&atilde;o da UCIN :</b> _____________________________</p>      ]]></body><back>
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