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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Pneumologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Doença pulmonar obstrutiva crónica: Uma revisão]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Chronic obstructive pulmonary disease: A review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,UNIPAC - Universidade Presidente Antônio Carlos  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[COPD is a preventable and treatable disease caused by exposure to tobacco smoke and poisonous gases. It is characterised by progressive obstruction of the airflow, irreversible once lesions occur in the parenchyma. This article aims to systematically review the disease and its treatment. Discussion: Smoking is the main cause of COPD and leads to decreased oxygenation via lung hyperinflation with reduced airflow as a systemic inflammatory process. This reduces resistance to fatigue of the skeletal musculature, leading to hypoxemia, decreased peripheral blood flow and also miscarriages and premature births. Inflammatory markers such as interleukins and TNF-alpha maintain the systemic picture. While smoking cessation improves hypoxemia and exercise intolerance, it does not repair damaged tissue. COPD is a serious disease which can be avoided by a wider understanding by the population of the harm smoking causes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Doença pulmonar obstrutiva crónica &#8211; Uma revisão</b></p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Artur Laizo<sup><a href="#1a">1</a><a name="top1a"></a></sup></b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resumo</b></p>      <p >A DPOC é uma doença prevenível e tratável ocasionada pela exposição ao tabagismo e gases tóxicos. A sua característica é a obstrução progressiva ao fluxo aéreo de irreversível depois de ocorrerem as lesões no parênquima. O objectivo do trabalho é uma revisão sistemática da doença e da forma de tratamento. </p>      <p ><b>Discussão: </b>o tabagismo é a maior causa de DPOC e leva a não só uma diminuição da oxigenação por hiperinsuflação pulmonar com redução do fluxo aéreo como a um processo inflamatório sistémico, reduzindo a resistência à fadiga da musculatura esquelética produzindo hipoxemia, diminuição do fluxo sanguíneo periférico, levando inclusive a abortos espontâneos e partos prematuros. Marcadores inflamatórios como as interleucinas e o TNF-alfa mantêm o quadro sistémico.</p>      <p >A cessação do tabagismo melhora a hipoxemia, a intolerância ao exercício,    porém não recupera o tecido lesado. A DPOC é uma doença grave que pode ser evitada    se houver uma consciencialização maior da população a respeito dos malefícios    do cigarro.</p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Chronic obstructive pulmonary disease &#8211; A review</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Abstract</b></p>     <p >COPD is a preventable and treatable disease caused by exposure to tobacco    smoke and poisonous gases. It is characterised by progressive obstruction of    the airflow, irreversible once lesions occur in the parenchyma. This article    aims to systematically review the disease and its treatment.</p>     <p ><b>Discussion</b>: Smoking is the main cause of COPD and leads to decreased    oxygenation via lung hyperinflation with reduced airflow as a systemic inflammatory    process. This reduces resistance to fatigue of the skeletal musculature, leading    to hypoxemia, decreased peripheral blood flow and also miscarriages and premature    births. Inflammatory markers such as interleukins and TNF-alpha maintain the    systemic picture. While smoking cessation improves hypoxemia and exercise intolerance,    it does not repair damaged tissue. COPD is a serious disease which can be avoided    by a wider understanding by the population of the harm smoking causes.</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Introdução</b></p>      <p >A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) ocupa no Brasil, segundo dados    do DATASUS, o quinto lugar dentre as principais causas de morte e o número de    óbitos referente a ela vem crescendo nos últimos vinte anos em ambos os sexos<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>.    São internados 290 mil doentes anualmente, trazendo um grande prejuízo ao sistema    de saúde. Gastos indirectos também são computados como perda de dias de trabalho,    aposentadorias precoces, morte prematura e sofrimento familiar<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>,<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>,<a name="top5"></a><sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>,<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a name="top8"></a><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a name="top9"></a><a href="#9">9</a></sup>,<sup><a name="top10"></a><a href="#10">10</a></sup>.</p>      <p >Acredita-se que ¼ das hospitalizações por problemas respiratórios sejam devido    a DPOC. E a doença é líder de mortalidade entre as doenças respiratórias. A    DPOC não é só um problema devido ao alto índice de mortalidade e morbidade,    mas também por ser uma doença prevenível na maioria dos casos, como, por exemplo,    a cessação do tabagismo. Infelizmente, a história da doença é progressiva e    irreversível depois de ocorrerem lesões no parênquima pulmonar<sup><a name="top11"></a><a href="#11">11</a></sup>.    Estudos mostram que 15,9% da população maior de 40 anos de São Paulo apresente    a doença<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a name="top13"></a><a href="#13">13</a></sup>.</p>      <p >Existe uma grande discussão a respeito do diagnóstico para a doença e a maioria    dos estudiosos concorda que a espirometria associada à gasometria seja o melhor    critério<sup><a name="top14"></a><a href="#14">14</a></sup>.</p>      <p>Uma relação entre o volume expiratório    forçado do primeiro segundo (VEF1) sobre a capacidade vital forçada (CVF) &#8211;    VEF1/ /CVF &#8211;, pode ser considerada como um bom indicador da doença, mas não    é um bom indicador para detectar diferenças após programas de reabilitação.    O critério GOLD é mais específico e permite avaliar o grau de severidade da    doença<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#11">11</a></sup>,<a name="top15"></a><sup><a href="#15">15</a></sup>,<sup><a name="top16"></a><a href="#16">16</a></sup>,<sup><a name="top17"></a><a href="#17">17</a></sup>.</p>      <p >O acto de fumar é o maior problema de saúde pública de todo o mundo, especialmente    em países desenvolvidos. Estima-se que, até 2025, 75% das mortes prematuras    sejam decorrentes das doenças respiratórias provocadas pelo tabagismo. Um terço    da população com idade em torno dos 15 anos é fumadora habitual e vive em países    desenvolvidos <sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a name="top19"></a><a href="#19">19</a></sup>,<sup><a name="top20"></a><a href="#20">20</a></sup>,<a name="top21"></a><sup><a href="#21">21</a></sup>.    Observa-se ainda um alto índice de tabagismo entre as gestantes, normalmente    pertencentes a classes sociais mais baixas<sup><a href="#19">19</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >O tabagismo é considerado um problema de saúde pública porquanto são atribuídos    a esse vício 90% dos casos de cancro de pulmão, 86% de bronquite e enfisema,    25% dos processos isquémicos do coração e 30% dos cancros extrapulmonares<sup><a href="#20">20</a></sup>.    Nos programas de combate ao tabagismo, os profissionais de saúde têm um papel    importante junto da população devido à sua acção educativa, a fim de diminuir    o número de pessoas fumadoras<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#20">20</a></sup>,<sup><a href="#21">21</a></sup>,<sup><a name="top22"></a><a href="#22">22</a></sup>.</p>      <p >Os doentes com DPOC apresentam uma qualidade de vida prejudicada uma diminuição    da tolerância a exercícios físicos e perda de força dos músculos respiratórios<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a name="top23"></a><a href="#23">23</a></sup>,<sup><a name="top24"></a><a href="#24">24</a></sup>.</p>      <p >Estas condições podem ser minimizadas por programas de exercícios que ainda    não obtiveram uma proposta definitiva sobre a melhor estratégia de treinamento<sup><a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p >Os consensos de reabilitação pulmonar sugerem que o treinamento físico dos    pacientes seja baseado na melhora da capacidade aeróbica e são raros os exercícios    que avaliam uma abordagem específica sobre as alterações da caixa torácica e    dos músculos torácicos<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a href="#10">10</a></sup>,<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#16">16</a></sup>,<sup><a href="#17">17</a></sup>,<sup><a name="top25"></a><a href="#25">25</a></sup>,<sup><a name="top26"></a><a href="#26">26</a></sup>,<a name="top27"></a><sup><a href="#27">27</a></sup>,<sup><a name="top28"></a><a href="#28">28</a></sup>.</p>      <p >Existe uma gama de medicamentos utilizados no tratamento farmacológico da    doença e das crises de agudização, dentre eles corticóides e broncodilatadores<sup><a name="top29"></a><a href="#29">29</a></sup>.    São ainda utilizados antibióticos nas complicações infecciosas e oxigenioterapia    , incluindo más-caras de O2, Ventilação mecânica não invasiva (vmni) e ventilação    mecânica invasiva (VMI)<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#15">15</a></sup>,<sup><a href="#27">27</a></sup>,<sup><a href="#29">29</a></sup>,<sup><a name="top30"></a><a href="#30">30</a></sup>,<a name="top32"></a><sup><a href="#32">32</a></sup>.</p>      <p >O objectivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica sobre a doença e as possíveis estratégias de tratamento do DPOC.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Material</b></p>      <p >Foi feita uma revisão bibliográfica qualitativa e randomizada entre os meses de Agosto de 2008 e Fevereiro de 2009, onde se buscaram artigos científicos em revistas especializadas e <i>sites </i>na Internet, a saber, Scielo, Pub Med e Google Científico.</p>      <p >Foi feito ainda contacto por <i>e-mail </i>em diversos países do mundo com autores de artigos científicos na área, que prontamente enviaram os artigos recém-publicados na íntegra para o pesquisador.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Buscaram-se ainda artigos sobre a doença nos bancos de dados do laboratório Roche de medicamentos.</p>      <p >Esses artigos foram lidos e seleccionados de acordo com a revisão proposta.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Discussão</b></p>      <p >A DPOC é uma doença de possível prevenção e tratável, que se caracteriza pela obstrução crónica das vias respiratórias limitando o fluxo aéreo e que não é totalmente reversível.</p>      <p >Essa obstrução é progressiva e está associada a um processo inflamatório anormal    devido à inalação de partículas ou gases tóxicos causada primariamente pelo    tabagismo<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#9">9</a></sup>,<sup><a href="#10">10</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>,<sup><a href="#27">27</a></sup>,<sup><a href="#28">28</a></sup>,<sup><a name="top33"></a><a href="#33">33</a></sup>.</p>      <p >O processo inflamatório crónico pode produzir alterações dos brônquios (bronquite    crónica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema    pulmonar)<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#6">6</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>,<sup><a href="#25">25</a></sup>,<sup><a name="top34"></a><a href="#34">34</a></sup>,<sup><a name="top35"></a><a href="#35">35</a></sup>.</p>      <p >O tabagismo é a maior doença comunitária no mundo. Estima-se que, em 2025, 75% das mortes sejam causadas por doenças pulmonares relacionadas com o tabagismo.</p>      <p >Cresce o número de fumadores entre mulheres e um terço da população acima    de 15 anos é fumadora habitual<sup><a href="#21">21</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>.    A cessação do tabagismo é a melhor forma de evitar a instalação da DPOC e melhorar    a qualidade de vida dos já portadores da doença<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#19">19</a></sup>,<sup><a href="#20">20</a></sup>,<sup><a href="#21">21</a></sup>,<sup><a href="#22">22</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>.</p>      <p >Fazer o diagnóstico de DPOC nas fases subclínicas é um grande problema, já    que muitos doentes procuram o médico por outros factores respiratórios, como    tosse persistente e produtiva, afecções respiratórias constantes onde não se    suspeitará de DPOC<sup><a href="#24">24</a></sup>. O doente, na fase inicial    da doença, muitas vezes associa a tosse ou a diminuição da capacidade aeróbica    ou mesmo o cansaço constante ao acto de fumar, mas não acredita que esteja com    alguma doença respiratória, já que consegue respirar bem, consegue realizar    as suas funções e, na maioria das vezes, deixa de realizar outras actividades    físicas alegando idade ou falta de preparação física<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#15">15</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A tosse é o principal sintoma e o mais comum. Pode ser seca, diária ou intermitente,    e produtiva nos estádios mais avançados da doença e nos quadros de agudização.    A tosse produtiva ocorre em mais de 50% dos fumadores. Define-se como bronquite    crónica a exposição ao cigarro e tosse produtiva até três meses em dois anos    consecutivos<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#35">35</a></sup>.</p>      <p >A dispneia é progressiva e leva ao aumento da ansiedade que reduz a actividade    física, gerando depressão como resposta psicológica desse quadro<sup><a href="#9">9</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>,<sup><a href="#27">27</a></sup>,<sup><a name="top36"></a><a href="#36">36</a></sup>.    O índice de dispneia do <i>Medical Research Council </i>(MRC) apresenta boa    relação com a progressão da doença<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#16">16</a></sup>,<sup><a href="#17">17</a></sup>,<sup><a href="#25">25</a></sup>,<sup><a href="#26">26</a></sup>    (Quadro I).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p align="center" ><b>Quadro I</b> &#8211; &Iacute;ndice de dispneia modificado    do MRC</p>     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a08q1.jpg" width="332" height="294"></p>      
<p >&nbsp;</p>     <p >A espirometria com obtenção de curva volume-tempo é obrigatória no diagnóstico,    devendo ser realizada na fase estável da doença antes e depois do uso de broncodilatadores.    Os pontos mais importantes observados são a capacidade vital forçada (CVF),    o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e a relação VEF1/CVF,    onde a limitação do fluxo aéreo é definida quando se encontra abaixo de 0,7    pós-broncodilatador<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#15">15</a></sup>,<sup><a href="#16">16</a></sup>,<sup><a href="#17">17</a></sup>.</p>      <p >O exame radiológico pode não sofrer alterações em fases iniciais da doença,    mas apesar disso deve ser considerado como o exame de rotina para se afastar    outros diagnósticos, como neoplasias pulmonares, bolhas, e para observação de    agudização da doença com presença de infecções pulmonares como pneumonia e tuberculose<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>.</p>      <p >A DPOC acarreta prejuízo na mecânica pulmonar e na musculatura periférica.    A mecânica pulmonar altera-se pela obstrução brônquica que acarreta o deslocamento    do ponto de igual pressão para as vias aéreas que não possuem cartilagem, favorecendo    o aprisionamento de ar, levando à hiperinsuflação que diminuirá a capacidade    respiratória aos grandes esforços e depois ao repouso<sup><a href="#16">16</a></sup>,<sup><a href="#21">21</a></sup>,<sup><a href="#27">27</a></sup>,<sup><a href="#28">28</a></sup>,<sup><a href="#33">33</a></sup>.</p>      <p >Segundo o consenso de DPOC o estadiamento da doença dá-se em quatro estádios    (Quadro II). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p align="center" ><b>Quadro II</b> &#8211; Est&aacute;dio da doen&ccedil;a de    acordo com a espirometria (percentagem do VEF1/CVF)</p>     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a08q2.jpg" width="679" height="125"></p>     
<p >&nbsp;</p>     <p >Além do quadro respiratório inflamatório, foram diagnosticadas células inflamatórias    e citocinas na corrente circulatória que juntamente com o <i>stress </i>oxidativo    contribuem para as disfunções nutricionais e musculoesqueléticas nesses doentes    que apresentam intolerância a exercícios físicos, principalmente na fase moderada    a grave<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a name="top37"></a><a href="#37">37</a></sup>.    A disfunção da musculatura periférica dá-se por diversos mecanismos, entre eles    o descondicionamento pelo desuso<sup><a name="top18"></a><a href="#18">18</a></sup>,<sup><a href="#32">32</a></sup>,<sup><a href="#36">36</a></sup>,    as citocinas pró-inflamatórias (TNFá, interleucinas 6 e 8), a diminuição de    hormonas anabólicas (testosterona), hipoxemia ou hipercapnia, desnutrição e    uso prolongado de corticóide<sup><a href="#25">25</a></sup>.</p>      <p >O doente com DPOC apresenta perda de peso significativa, fraqueza dos músculos    respiratórios, redução da força dos MMSS e evidente diminuição de força e <i>endurance    </i>na musculatura do quadricípite femoral, o que contribui para a baixa qualidade    de vida e para o aumento do número de mortalidade nesses doentes<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#25">25</a></sup>,<sup><a href="#33">33</a></sup>,<sup><a name="top39"></a><a href="#39">39</a></sup>.</p>      <p >O TNFá, e a IL-1â foram identificadas como citocinas iniciadoras da cascata    inflamatória de outras condições inflamatórias, como artrite reumatóide, doenças    inflamatórias intestinais e asma grave. Por isso, é presumível que a exacerbação    da DPOC esteja associada ao aumento da inflamação das vias aéreas<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p >Hacket <i>et al. </i>demonstraram em doentes com DPOC, nos estádios I e II,    um elevado nível de TNFá, IL-6 e CXCL8 e a relação entre essas citocinas e a    exacerbação da doença, levando ao rápido declínio da função pulmonar dos doentes    estudados. Alguns estudos mostraram ainda não haver relação entre VEF1 e os    níveis de TNFá, IL-6 e CXCL8 (ou IL-8)<sup><a href="#6">6</a></sup>,<sup><a href="#33">33</a></sup>.</p>      <p >Donaldson e colegas demonstraram, no entanto, que essas exacerbações contribuem    para acelerar e muito a diminuição do VEF1 por anos nesses doentes<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p >Existe uma relação entre a reação inflamatória nas vias aéreas provocada pela    infecção bacteriana, principalmente <i>H. influenzae, Streptococus pneumoniae    </i>e <i>Bhrahemella catarralis </i>e a elevação dos níveis de marcadores inflamatórios.    Essa colonização aumenta o nível de obstrução das vias aéreas e causa exacerbação    frequente<sup><a href="#8">8</a></sup>. Essas exacerbações frequentes, com níveis    de marcadores inflamatórios elevados, levam a uma inflamação sistémica e a uma    manifestação extrapulmonar, como caquexia e acção hepática, com redução do fibrinogénio.    O nível baixo de fibrinogénio é um grande risco para as doenças cardiovasculares<sup><a href="#6">6</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A exacerbação aguda da DPOC (EADPOC) é causa de falência respiratória. Na    grande maioria das vezes, o doente com EADPOC evolui para ventilação mecânica    invasiva (VMI) ou ventilação mecânica não invasiva (VMNI)<sup><a href="#32">32</a></sup>.    Usam-se antibióticos, nesses casos, de acordo com a <i>European Respiratory    Society </i>(ERS) e a <i>French Consensous Conference</i>.</p>      <p >No entanto, bactérias são isoladas apenas em 50% dos casos de EADPOC, onde a alta incidência de viroses é identificada.</p>      <p >Um teste rápido para identificar bactérias poderia ser uma forma de limitar    o uso excessivo de antibióticos, diminuindo assim a resistência bacteriana.    A procalcitonina (PCT) sérica pode ser usada como o melhor marcador de infecção    bacteriana, mas é ineficaz para viroses. Entre os níveis de PCT, temos: ausência    de infecção &#8211; PCT&lt;0,1&#956;g; possível infecção PCT entre 0,1 e 0,25    &#956;g; infecção PCT&gt;0,25 &#956;g. Por ser a sua eficácia questionável na    DPOC, excepto em doentes com infecção evidente, o exame da PCT reduziria o uso    de antibióticos na UTI<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a name="top31"></a><a href="#31">31</a></sup>.</p>      <p >As causas da intolerância ao exercício físico em doentes com DPOC são tradicionalmente    focadas nas limitações do sistema ventilatório e na troca gasosa. Porém, estudos    mostram que não são apenas estes os motivos e um factor importante para a limitação    ao exercício físico é a disfunção da musculatura periférica com anormalidades    estruturais, como redução da massa muscular e relação capilaridade/mitocôndria,    mudanças no tipo e tamanho das fibras musculares e redução das enzimas oxidativas<sup><a href="#14">14</a></sup>,<sup><a href="#37">37</a></sup>,    anormalidades funcionais, como redução da força e resistência e da bioenergética    muscular como a redução no consumo de oxigénio, aumento do nível de lactato    e diminuição do pH<sup><a href="#25">25</a></sup>,<sup><a href="#33">33</a></sup>,<sup><a href="#36">36</a></sup>.</p>      <p >Por isso mesmo se nota a diferença entre os músculos dos MMII e MMSS. A fraqueza    da musculatura dos MMII dá-se devido ao desuso ou ao descondicionamento físico    com evidente diminuição da área transversa da coxa. A fragilidade muscular na    DPOC afecta mais a musculatura de MMII do que de MMSS, explicada pela diminuição    da marcha para evitar a dispneia e predomínio de actividades da vida diária    com o uso dos músculos dos MMSS, reduzindo assim o acometimento desses membros    pelo desuso. Outros factores que podem contribuir para essa debilidade muscular    são o uso de corticóide oral e a perda de peso, esta devido à diminuição da    dieta oral e depleção nutricional<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#25">25</a></sup>,<sup><a href="#34">34</a></sup>.</p>      <p >A fadiga muscular aumentada em doentes com DPOC pode ser atribuída à deterioração da função pulmonar e aos efeitos sistémicos, como atrofia muscular e a transição <i>slow-to-fast </i>na composição das fibras musculares.</p>      <p >Mesmo não tendo sintomas de DPOC o doente apresenta fadiga muscular. A etiologia    dessa fadiga é desconhecida e não é claro como o tabagismo contribui para o    fenómeno, relacionado ou não com outros factores, como a diminuição do nível    de actividade física. O tabagismo por si só, causa um significante declínio    da resistência à fadiga da musculatura esquelética. A diminuição da atividade    física durante prolongado tempo de tabagismo pode causar progressiva deterioração    da RFME. Em resumo, a musculatura do tabagista é mais fatigável<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#34">34</a></sup>.</p>      <p >O efeito do tabaco na musculatura, agudo e não acumulativo, não é dosedependente.    Mas o monóxido de carbono (CO), presente no cigarro, liga-se à mioglobulina,    limitando a difusão facilitada de oxigénio intracelular. Além disso, o CO bloqueia    o complexo IV da respiração mitocondrial, causando declínio da função da mitocôndria.    Os complexos III e IV (citocromooxidase) estão diminuídos em fumadores e só    retornam ao normal na paragem do tabagismo<sup><a href="#34">34</a></sup> .</p>      <p >Não só o CO, mas o alcatrão e o cianeto no cigarro, reduzem a função respiratória    mitocondrial. O tabagismo produz fadiga muscular e intolerância ao exercício.    Parar de fumar só reverterá esse processo desde que o indivíduo não tenha já    DPOC ou falência cardíaca<sup><a href="#34">34</a></sup>,<a name="top38"></a><sup><a href="#38">38</a></sup>.</p>      <p >O CO vai-se ligar ainda à hemoglobina, resultando em hipoxemia. A carboxiemoglobina (COHb) pode chegar a 10% nos fumadores. Essa hipoxemia é factor de diferença entre fumadores e não fumadores.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A inalação do CO leva ao consumo máximo de O2 e uma elevação de COHb de 6%    já leva a fadiga muscular. Nota-se então que o fumador tem um agudo e reversível    efeito na fadiga da musculatura esquelética causada pelo cigarro<sup><a href="#19">19</a></sup>,<sup><a href="#28">28</a></sup>,<sup><a href="#34">34</a></sup>,<sup><a href="#39">39</a></sup>,<sup><a name="top40"></a><a href="#40">40</a></sup>.</p>      <p >Os componentes do tabaco ainda interferem na gestação. A nicotina causa vasoconstrição periférica e diminui o fluxo placentário, resultando na pobre nutrição e oxigenação fetal.</p>      <p >Pode ocorrer ainda parto prematuro ou aborto. O aumento da COHb reduz o fluxo    sanguíneo fetal, afectando o transporte de O2 e levando à hipoxemia fetal<sup><a href="#19">19</a></sup>.</p>      <p >O tratamento da DPOC inclui uma equipa multidisciplinar, buscando uma reabilitação    respiratória desses pacientes. O programa de reabilitação respiratória requer    a utilização de exercícios físicos e respiratórios, acompanhamento médico e    psicológico dos doentes com DPOC<sup><a href="#12">12</a></sup>. A utilização    de exercícios físicos busca melhorar a resistência da musculatura, aumentando    a capacidade respiratória e a troca gasosa, diminuindo a fadiga muscular<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#9">9</a></sup>,<sup><a href="#28">28</a></sup>,<sup><a name="top41"></a><a href="#41">41</a></sup>,<a name="top42"></a><sup><a href="#42">42</a></sup>.</p>      <p >Os indivíduos com DPOC têm alta prevalência de factores de risco cardiovascular    se comparados com a população no geral e a EADPOC aumenta a mortalidade desses    indivíduos por falência respiratória. Estudos recentes mostram que doenças cardiovasculares    e cancro de pulmão são causas de morte no doente com DPOC. O <i>stress </i>oxidativo    e a inflamação sistémica podem ser o elo de ligação com as doenças cardiovasculares<sup><a href="#38">38</a></sup>.</p>      <p >Observou-se que o indivíduo com DPOC tem níveis de proteína C-reativa (PCR)    em torno de 3mg/L, o que é considerado alto risco para alterações cardiovasculares.    Além disso, a alteração no VEF1 pode ser o preceptor de coronariopatias<sup><a href="#38">38</a></sup>,<sup><a href="#39">39</a></sup>.</p>      <p >A cessação do tabagismo &#8211; maior factor de risco de DPOC &#8211; pode    prevenir milhões de casos. Infelizmente, na DPOC, por ser uma doença progressiva    e irreversível, após certos danos pulmonares, podem tratar-se e diminuir apenas    alguns sintomas<sup><a href="#13">13</a></sup>. Existem vários programas de    apoio ao doente que deseja e/ou precisa parar de fumar. Há necessidade de apoio    de uma equipa multidisciplinar especializada e recomenda-se com frequência apoio    psicológico a esses doentes<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#15">15</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>,<sup><a href="#34">34</a></sup>.</p>      <p >A cessação do tabagismo é um factor de suma importância no tratamento do DPOC.    Em comparação com os doentes portadores da doença, os ex-fumadores têm menos    armazenamento de epitélio brônquico mucinoso, proliferação de células e metaplasia    de células escamosas do que portadores de DPOC ainda fumadores. A cessação do    tabagismo reverte a proliferação e a diferenciação celular do epitélio brônquico,    e esse efeito é maior quando mais tempo se passa sem fumar<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>,<sup><a href="#34">34</a></sup>.</p>      <p >O cancro de pulmão é uma doença de grande mortalidade e sabe-se que a principal causa é o tabagismo, embora se encontre cancro de pulmão em pessoas não tabagistas.</p>      <p >A relação entre enfisema pulmonar e cancro é maior do que nos indivíduos com    bronquite crónica, e hoje em dia a diferença entre homens e mulheres acometidos    quase não existe<sup><a href="#22">22</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Parar de fumar diminui os sintomas respiratórios, como a diminuição do VEF1 e da severa hiperresponsividade das vias aéreas e, consequentemente, diminui o processo inflamatório persistente. Ocorre ainda uma diminuição da secreção brônquica, com remodelamento epitelial com <i>clearence </i>mucociliar, reduzindo a colonização das vias aéreas.</p>      <p >A diminuição da proliferação celular e a metaplasia de células escamosas diminui    o risco de desenvolvimento de cancro pulmonar<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#20">20</a></sup>,<sup><a href="#22">22</a></sup>,<sup><a href="#24">24</a></sup>.</p>      <p >O tratamento farmacológico da DPOC inclui broncodilatadores, a base do tratamento para a maioria das doenças pulmonares obstrutivas.</p>      <p >A via preferencial é a inalatória, que diminui a incidência de efeitos colaterais.    Os beta-agonistas são os preferenciais e actuam abrindo os canais de potássio    e aumentando o AMP cíclico. São divididos em beta-agonistas de longa duração,    como formoterol e salmeterol, e de curta acção: fenoterol, salbutamol e terbutalino,    sendo os primeiros mais eficazes na redução da dispneia. O bambuterol é o único    de acção por 24 horas, mas carece de estudos para sua utilização. Os anticolinérgicos,    como o brometo de ipatrópio, é um antagonista inespecífico dos receptores muscarínicos<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#15">15</a></sup>.</p>      <p >Os boncodilatadores aumentam a função pulmonar, a tolerância ao exercício, diminuem os sintomas e melhoram a qualidade de vida, reduzindo ainda as exacerbações.</p>      <p >A combinação de fluticazona e salmeterol reduz o declínio da função pulmonar    em mais ou menos três anos. Outro fármaco que pode ser utilizado é o tiotrópio.    O uso de esteróides inalados reduz a exacerbação, mas os efeitos adversos acabam    por diminuir a sua utilização. Mucolíticos são considerados em doentes com tosse    crónica produtiva<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a href="#15">15</a></sup>,<sup><a href="#18">18</a></sup>,<sup><a href="#26">26</a></sup>.</p>      <p >As xantinas continuam a ser usadas em larga escala, apesar de o seu efeito    broncodilatador ser menor do que os demais fármacos e apresentou maiores efeitos    colaterais. A aminofillina, a bamifililna e a teofilina são xantinas utilizadas.    Há estudos mostrando que esses fármacos não apresentam acção satisfatória no    DPOC. A literatura diz que deveriam ser usados na DPOC como última opção<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#12">12</a></sup>.</p>      <p >O oxigénio (O2) é usado em doentes com DPOC visando manter a oxiemoglobina    acima de 90%. Observou-se que o uso de O2 melhora a tolerância ao exercício    físico, a oxigenação do indivíduo e a qualidade de vida (QV)<sup><a href="#28">28</a></sup>.    O uso de O2 domiciliar melhora a QV do doente, apesar de ser um tratamento caro    e nem sempre acessível<sup><a name="top44"></a><a href="#44">44</a></sup>, pode    aumentar a sobrevida, tem impacto sobre a hemodinâmica, amplia a função neuropsicológica,    além de melhorar as actividades de vida diárias<sup><a href="#40">40</a></sup>.    Os doentes internados em EADPOC com grave insuficiência respiratória podem ser    submetidos a VMNI ou à VMI em casos mais graves, ou onde não há adaptação ou    aceitação à VMNI<sup><a href="#32">32</a></sup>.</p>      <p >A reabilitação pulmonar (RP) é recomendada com uma boa resposta, porém há    áreas pulmonares onde não existe possibilidade de regeneração e, nas áreas passíveis    de regeneração, apenas 9% responderá à reabilitação<sup><a href="#24">24</a></sup>.</p>      <p >Os objectivos da RP são: maximizar a independência funcional do indivíduo    em actividades de vida diárias; avaliar e iniciar o treino físico para aumentar    a tolerância ao exercício; encorajar o gasto de energia de forma eficiente;    proporcionar sessões educativas a doentes, familiares e outras pessoas relacionadas;    reduzir os sintomas e melhorar a QV<sup><a href="#9">9</a></sup>,<sup><a href="#10">10</a></sup>,<sup><a href="#27">27</a></sup>,<sup><a href="#28">28</a></sup>,<sup><a href="#36">36</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Na fisioterapia, inúmeros programas de exercícios físicos para reabilitação    de doentes com DPOC têm sido propostos na literatura e muito ainda se tem que    estudar sobre a doença e seu tratamento, o que justifica a necessidade de pesquisas,    estudos e publicações sobre a doença, o tratamento e a reabilitação pulmonar<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>,<sup><a href="#16">16</a></sup>.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Conclusão</b></p>      <p >A DPOC é uma doença pulmonar grave, com repercussão sistémica causada principalmente por uma exposição constante e prolongada ao tabagismo. De início pulmonar, o processo inflamatório actua na musculatura esquelética, hipotrofiando a fibra e causando intolerância ao exercício físico. Outros componentes do tabaco levam a alteração da mioglobina e da hemoglobina, causando hipóxia sistémica. Podem ocorrer ainda doenças associadas, como IAM, AVE, cancro pulmonar, abortos espontâneos e partos prematuros, além de alterações psicológicas, como ansiedade, depressão e disfunção sexual.</p>      <p >A cessação do tabagismo é o melhor caminho na busca pela melhoria da qualidade de vida do doente porque, diminuindo a incapacidade física, a hipoxemia, e revertendo a intolerância ao exercício, reintegra o indivíduo na sociedade e na sua vida independente.</p>      <p >Há necessidade de se investir em campanhas antitabágicas para diminuir o consumo do tabaco e o grande número de portadores de DPOC.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Bibliografia</b></p>      <p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. DATASUS &#8211; Indicadores de dados    Básicos Brasil 2007&#8211; Indicadores de mortalidade de morbidade e fatores    de risco &#8211; <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2007/matriz.htm" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2007/matriz.htm</a>    &#8211; 03 de Janeiro de 2009.</p>      <p ><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. De Godoy I, Tanni SE, Coelho LS, dos    Santos R, Martin S, Parenti LC, Andre de LM, Godoy I. Programa de cessação de    tabagismo como ferramenta para o diagnóstico precoce de doença pulmonar obstrutiva    crónica. J Bras Pneumol 2007; 33(3):282-286.</p>      ]]></body>
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<source><![CDATA[Rev Cien & Saude]]></source>
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