<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-2159</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Pneumologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Pneumol]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-2159</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Pneumologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-21592009000600013</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nocardiose torácica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Thoracic nocardiosis]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cidália]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vitória]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Coimbra Serviço de Pneumologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>1199</fpage>
<lpage>1204</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-21592009000600013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-21592009000600013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-21592009000600013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A nocardiose é uma infecção oportunista, que ocorre sobretudo em individuos imunocomprometidos. A apresentação pulmonar é a mais frequente, no entanto pode atingir e disseminar-se para outros locais do organismo. O tratamento antibiotico é habitualmente prolongado, de forma a evitar recidivas. Os autores apresentam o caso clinico de um doente a fazer terapeutica imunossupressora prolongada por artrite psoriatica, com queixas de toracalgia direita com um mês de evolução.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Testicular tuberculosis is rare, occurring in approximately 3% of patients with genital tuberculosis. It is often clinically indistinguishable from lesions such as testicular tumour and infarction and may even mimic testicular torsion. Men aged 20-50 years old are most commonly affected and often present with painful or painless enlargement of the scrotum. Ultrasound (US) is currently the best technique for imaging the scrotum and its contents and for diagnosing testicular lesions. We present the case of a 58 year-old male, followed in pneumology for pulmonary tuberculosis, who complained of pain and right scrotum enlargement in the second month of anti-tuberculosis chemotherapy. First assessment, seconded by US, suggested a neoplasic lesion, and the final diagnosis revealed testicular tuberculosis.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Nocardiose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[infecção oportunista]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[imunocomprometido]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[testicule]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p ><b>Nocardiose torácica</b></p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Cidália Rodrigues<sup><a href="#1a">1</a><a name="top1a"></a></sup></b></p>      <p ><b>Teresa Costa<sup><a href="#1a">1</a><a name="top1a"></a></sup></b></p>      <p ><b>Vitória Martins<sup><a href="#1a">1</a><a name="top1a"></a></sup></b></p>      <p ><b>Fernando Matos<sup><a href="#2a">2</a><a name="top2a"></a></sup></b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resumo</b></p>      <p >A nocardiose &eacute; uma infec&ccedil;&atilde;o oportunista, que ocorre sobretudo    em individuos imunocomprometidos. A apresenta&ccedil;&atilde;o pulmonar &eacute;    a mais frequente, no entanto pode atingir e disseminar-se para outros locais    do organismo. O tratamento antibiotico &eacute; habitualmente prolongado, de    forma a evitar recidivas.</p>     <p >Os autores apresentam o caso clinico de um doente a fazer terapeutica imunossupressora    prolongada por artrite psoriatica, com queixas de toracalgia direita com um    m&ecirc;s de evolu&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Palavras-chave</b>: Nocardiose, infec&ccedil;&atilde;o oportunista, imunocomprometido.  </p>        <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Thoracic nocardiosis</b></p>     <p ><b>Abstract </b></p>     <p >Testicular tuberculosis is rare, occurring in approximately 3% of patients    with genital tuberculosis. It is often clinically indistinguishable from lesions    such as testicular tumour and infarction and may even mimic testicular torsion.    Men aged 20-50 years old are most commonly affected and often present with painful    or painless enlargement of the scrotum. Ultrasound (US) is currently the best    technique for imaging the scrotum and its contents and for diagnosing testicular    lesions.</p>     <p >We present the case of a 58 year-old male, followed in pneumology for pulmonary    tuberculosis, who complained of pain and right scrotum enlargement in the second    month of anti-tuberculosis chemotherapy. First assessment, seconded by US, suggested    a neoplasic lesion, and the final diagnosis revealed testicular tuberculosis.</p>     <p ><b>Key-words</b>: Tuberculosis, testicule.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Introdução</b></p>      <p >A infecção por <i>Nocardia </i>era at&eacute; há pouco tempo considerada uma    raridade e curiosidade laboratorial. Actualmente, apresenta-se como um patogenio    oportunista, com importância crescente, sobretudo em indivíduos imunocomprometidos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A apresentação pulmonar e a mais frequente, no entanto pode atingir pele,    tecidos moles e disseminar-se para outros locais do organismo, em particular    pelo sistema nervoso central.</p>      <p >A propósito do tema, os autores apresentam um caso clínico e elaboram algumas considerações teóricas acerca da infecção por <i>Nocardia.</i></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Caso clínico</b></p>      <p >Doente de 60 anos, sexo masculino, raça caucasiana, residente em Leiria e comerciante. Internado em Janeiro de 2007 através da consulta de Pneumologia para estudo e controlo de toracalgia associada a alterações radiológicas.</p>      <p >Referia toracalgia anterolateral direita, com cerca de um m&ecirc;s de evolução.    A dor era intensa, de carácter intermitente, aliviava em decubito dorsal e na    posição de sentado e inclinado para a frente. Negava febre, dispneia, tosse    ou expectoração, bem como queixas de outros aparelhos e sistemas. Antecedentes    pessoais de artrite psoriatica, gastrite, diabetes <i>mellitus </i>tipo 2 insulino    tratada, hipertensao arterial e fistula perianal.</p>      <p >Ex-fumador de 20 UMA e sem hábitos alcoolicos. Polimedicado, a fazer antidiabeticos    orais, insulina, anti-hipertensores, protector gástrico e terapêutica imunossupressora    (ciclosporina 100 mg 2id e dexametasona 16mg 2id) desde h&aacute; alguns anos.</p>      <p >Os antecedentes familiares eram irrelevantes. Ao exame objectivo apresentava-se    consciente, orientado e colaborante. Obeso, com fácies cuxingoide, eupneico    com saturação O<sub>2</sub> de 91% em ar ambiente, tensão arterial de 130/70    mmHg e temperatura axilar de 37,6<sup>o</sup>C. Sem adenopatias periféricas    palpáveis.</p>      <p >No exame do tórax observava-se uma tumefacção da região peitoral direita, sem rubor, mas com dor a palpação. Havia submacicez simétrica a percussão de ambos os hemitoraces.</p>      <p >A auscultação pulmonar revelava diminuição generalizada do murmúrio vesicular,    de predomínio basal direito. Auscultação cardíaca rítmica, sem sopros. Abdómen    globoso, depressivel, indolor, sem organomegalias. Em relação aos membros superiores    e inferiores, apenas se salientava dor e tumefacção da raiz do braço direito.    Já tinha realizado radiografia e TAC torácicas. Na radiografia torácica observavam-se:    uma opacidade não sistematizada, em faixa, que se estendia desde a hemicupula    at&eacute; &agrave; região axilar, de limite interno bem definido mas irregular,    com aspecto bosselado; opacidades vagamente arredondadas com cerca de 25 e 36    mm que se localizam respectivamente a nível da projecção posterior do 6.o e    7.o arcos costais, na linha medioclavicular (Fig. 1).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a13f1.jpg" width="406" height="374"></p>                                                           
<p align="center"><b>Fig.1</b> &#8211; Radiografia tor&aacute;cica &#8211; opacidade    em faixa que se estende desde a hemic&uacute;pula at&eacute; &agrave; regi&atilde;o    axilar de limite interno bem definido mas irregular, com aspecto bosselado;    opacidades vagamente arredondadas com cerca de 25 e 36 mm que se localizam respectivamente    a n&iacute;vel da projec&ccedil;&atilde;o posterior do 6.&ordm; e 7.&ordm; arcos    costais, na linha medioclavicular</p>                                         <p>&nbsp;</p>                    <p >A TAC torácica (29/12/2006) confirmava o espessamento pleural irregular, adquirindo    em algumas áreas aspecto nodular heterogéneo e com perda de interface com a    parede torácica; no recesso costofrenico posterior tinha extensão para o mediastino    (Fig. 2). Sem outras alterações a nível do mediastino ou parenquima pulmonar.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a13f2.jpg" width="766" height="226"></p>               
<p align="center"><b>Fig. 2</b> &#8211; TAC tor&aacute;cica &#8211; Espessamento    pleural irregular, adquirindo em algumas &aacute;reas aspecto nodular heterog&eacute;neo    e com perda de interface com a parede tor&aacute;cica; no recesso costofr&eacute;nico    posterior com extens&atilde;o para o mediastino</p>         <p >&nbsp;</p>      <p >Foram colocadas as seguintes hipóteses de diagnostico: a) infecção tuberculosa, b) infecção não tuberculosa, c) neoplasia pleural secundaria, e d) neoplasia pleural primaria.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Foi medicado empiricamente com amoxicilina + acido clavulanico e, do estudo    analítico realizado, de salientar o aumento dos marcadores inflamatórios com    PCR 24,9 mg/dl, VS 109 mm/1.oh e 9870 leucócitos com 82,7% de neutrófilos. Os    restantes estudos analíticos, nomeadamente função hepática e renal, ionograma,    sumaria de urina, marcadores tumorais (AFP, CEA, Ca 125, Ca 15.3, Ca 19.9 e    NSE), proteinograma electroforetico, doseamento de Igs (Ig G, A, M), marcadores    VIH 1 e 2, hepatite B e C, estudo do complemento e doseamento de ANA, ANCA e    ENA, não apresentaram alterações.</p>      <p >O estudo microbiológico da expectoração (aeróbios e micobacterias) foi negativo.    A broncofibroscopia mostrou uma &aacute;rvore brônquica de morfologia normal    e os exames microbiológico e citologico do aspirado brônquico foram negativos.</p>      <p >Perante o agravamento dos sintomas e da tumefacção descrita, repetiu-se TAC    torácica (31/01/2007), que mostrou um aumento significativo do envolvimento    dos tecidos moles da parede torácica e extensão ao membro superior (Fig. 3).</p>          <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a13f3.jpg" width="618" height="244"></p>                                             
<p align="center"><b>Fig. 3</b> &#8211; TAC Tor&aacute;cica &#8211; agravamento    radiol&oacute;gico e progress&atilde;o do envolvimento dos tecidos moles</p>                                    <p >&nbsp;</p>     <p >Foram feitas biopsias da lesão da parede torácica (guiadas por ecografia),    cujo exame anatomopatologico mostrou altera&ccedil;&otilde;es sugestivas de    lesão abcedada. A citologia confirmou um processo inflamatório agudo exuberante.    No estudo microbiologico, ao exame directo observaram-se muitos bacilos gram    positivos e em cultura foi isolada <i>Nocardia asteroides </i>(Fig. 4). A pesquisa    de fungos (metodo de PAS e Grocott) e de micobacterias foi negativa.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a13f4.jpg" width="514" height="219"></p>                                                           
<p align="center"><b>Fig. 4</b> &#8211; Nocardia asteroides (exame directo e cultura    em gelose de sangue)</p>                 ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>                                         <p >Perante o diagnostico de nocardiose toracica, institui-se terapêutica segundo teste de sensibilidade antibiótica (TSA) com cotrimoxazol (1600 mg sulfametoxazol + 320 mg trimeptropim) em três tomas diárias, com regressão da tumefacção torácica e melhoria das queixas algicas em oito dias.</p>      <p >Por iniciativa própria suspendeu precocemente a terapêutica, tendo completado apenas 1,5 meses de antibioterapia.</p>      <p >Dois meses depois do internamento, estava assintomático e com melhoria radiológica    (Fig. 5).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p align="center" ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a13f5.jpg" width="617" height="256"></p>                                             
<p align="center"><b>Fig. 5</b> &#8211; TAC tor&aacute;cica &#8211; controlo radiol&oacute;gico    dois meses ap&oacute;s o internamento, com melhoria das altera&ccedil;&otilde;es</p>               <p>&nbsp;</p>                              <p >Reavaliado quatro meses após suspensão do tratamento, o doente mantinha-se bem clínica e radiologicamente, tendo tido alta da consulta.</p>      <p >&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Considerações teóricas</b></p>      <p >A nocardiose &eacute; uma doença infecciosa localizada ou disseminada causada    por bactérias do género <i>Nocardia</i>, das quais a mais frequente &eacute;    a <i>Nocardia asteroides; </i>no entanto, outras espécies, como a <i>Nocardia    brasiliensis </i>e <i>caviae </i>podem estar associadas a doença humana. São    bacilos filamentosos gram positivos, aeróbios, n&atilde;o capsulados e fracamente    acido álcool resistentes, presentes no solo.</p>      <p >Apesar de poder ocorrer em indivíduos saudáveis, atinge sobretudo imunocomprometidos, como os doentes que recebem terapêutica imunossupressora prolongada, transplantados, infectados pelo VIH ou com patologia pulmonar crónica.</p>      <p >A maioria das infecções &eacute; adquirida por via inalatória, sendo o pulmão    o local mais frequente de infecção prim&aacute;ria.</p>      <p >Outros locais, como pele, tecido subcutâneo, sistema nervosos central (SNC), rim, osso e musculo também podem estar atingidos, sobretudo pela disseminação da infecção.</p>      <p >O quadro clínico &eacute; inespecífico, com queixas de tosse, mal-estar, febre    e anorexia, podendo ter uma evolução variável, de subaguda a crónica.</p>      <p >O envolvimento cutâneo pode ocorrer na forma prim&aacute;ria ou disseminada,    como ulceração, celulite e/ou abcesso subcutâneo. Em relação ao envolvimento    do SNC, o mais frequente &eacute; o abcesso cerebral<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></sup>.</p>      <p >Os achados radiológicos são variáveis, podendo haver nódulos ou massas (isolados    ou múltiplos), com ou sem cavitação, infiltrados reticulares, consolidação alveolar,    derrame pleural e empiema<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p >Para o diagnostico definitivo &eacute; necessário o isolamento e a identificação    da bactéria do género <i>Nocardia </i>a partir da colheita de material do local    atingido.</p>      <p >Ao exame directo observam-se bacilos gram positivos e com positividade na    coloração de Ziehl-Neelson (bacilos acido alcool-resistentes fracamente positivos).    Em cultura tem um crescimento lento, entre 2 dias a 4 semanas, razão pela qual    na suspeita de nocardiose se devem manter as culturas cerca de 20 a 30 dias,    antes de excluir o diagnostico. A hemocultura raramente &eacute; positiva </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Na avaliação histopatologica, evidenciam-se necrose e abcesso, com infiltrado    de neutrófilos, linfocitos e macrofagos, sem formação de granuloma<sup><a href="#1">1</a></sup>.    Não existem testes serológicos para diagnostico de infecção por nocardia.</p>      <p >O tratamento antibiótico preferencial recomendado são as sulfamidas, mas nos    últimos anos muitos doentes tem sido tratados com a associação de sulfametoxazol    (SMZ) e trimeptoprin (TMP) (cotrimoxazol), no entanto sem evid&ecirc;ncia de    que a associação seja superior ao uso das sulfamidas isolado<sup><a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p >Optando pela associação, a dose recomendada para iniciar tratamento &eacute;    de 10 a 20 mg/kg de TMP e 50 a 100 mg/kg SMZ, dividido em duas tomas diarias<sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p >Após controlo da doença, as doses devem ser reduzidas para 5 mg/kg e 25 mg/kg,    respectivamente<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p >Em caso de efeitos secundários ou resistência a associação SMZ-TMP, as alternativas    são associação de imipenem e amicacina, amoxicilina e acido clavulanico ou monoterapia    com ceftriaxone, minociclina e linezulida <sup><a href="#1">1</a></sup>. No    entanto, sugere-se que seja realizado o TSA, pelo facto de existirem diferentes    susceptibilidades aos antibióticos entre as diferentes espécies de <i>Nocardia.    </i>Para além do tratamento médico, pode haver necessidade de drenagem cirúrgica    nos casos refractarios a antibioterapia, quando o envolvimento cutâneo &eacute;    extenso &eacute; para a maioria das lesões do SNC.</p>      <p >A duração do tratamento depende da localização das lesões e do estado imunitário    do doente, mas habitualmente dura entre 6 a 12 meses, de forma a evitar recidivas<sup><a href="#4">4</a></sup>.  </p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Bibliografia</b></p>      <p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Baldi BG, Santana AN, Takagaki TY.    Nocardiose pulmonar e cutanea em paciente usuario de corticoesteroide. J Bras    Pneumol 2006; 32(6):592-595.</p>      <p >2. Corti ME, Villafane-Fiotti MF. Nocardiosis: review. Int J Infect Dis 2003;    7(4):243-250.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Fauci AS, <i>et al. </i>Nocardiosis,    Harrison&#8217;s principles of internal medicine, 17th ed.. Section 7:155.</p>      <!-- ref --><p ><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Lino A. Nocardiose. Tratado de Pneumologia,    Vol. I: 490-493.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0873-2159200900060001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><a href="#top4">4</a>. Mootsikapun P, Intarapoka B, Liawnoraset W. Nocardiosis    in Srinagarind Hospital, Thailand. Review of 70 cases from 1996 -2001. Int J    Infect Dis 2005: (9):154-158.</p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><sup><a href="#top1a">1</a><a name="1a"></a></sup> Interna do Complementar    de Pneumologia</p>     <p ><sup></sup> <sup><a href="#top2a">2</a></sup><a name="2a"></a> Assistente    Hospitalar Graduada de Pneumologia</p>     <p >Serviço de Pneumologia, Centro Hospitalar de Coimbra</p>     <p >(Director: Dr. Jorge Pires)</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >Quinta dos Vales</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >São Martinho do Bispo</p>     <p >3046-853 Coimbra</p>     <p >e-mail:<i> </i><a href="mailto:cidalia.m.rodrigues@sapo.pt">cidalia.m.rodrigues@sapo.pt</a></p>     <p >&nbsp;</p>     <p >Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/received for publication: 08.11.04  </p>     <p >Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/accepted for publication: 09.06.08</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lino]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nocardiose]]></article-title>
<source><![CDATA[Tratado de Pneumologia]]></source>
<year></year>
<volume>I</volume>
<page-range>490-493</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
