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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Falsa asma: A propósito de um caso clínico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Most mediastinal goiters are extensions of cervical goiters. Patients are generally female and only occasionally have symptoms4. Patients most commonly complain of a mass-like sensation, dyspnoea, dysphagia and cough¹. The authors describe the case of a 67 year-old female who presented at the emergency room with dyspnoea, anterior cervical discomfort and tightness which had onset a few months prior but which had worsened in the last week. The patient cited a history of bronchial asthma, for which she was under medication, but the true diagnosis was mediastinal goiter.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Falsa asma &#8211; A propósito de um caso clínico</b></p>     <p >&nbsp;</p>      <p  ><b>Alexandra Bento<a name="top1a"></a><sup><a href="#1a">1</a></sup></b></p>      <p ><b>Ana Paula Gonçalves<a name="top2a"></a><sup><a href="#2a">2</a></sup></b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p  ><b>Resumo</b></p>      <p  >A maioria dos bócios mediastinicos são extensões de bócios cervicais. Geralmente    os doentes são do sexo feminino e só muito raramente apresentam sintomas<sup><a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p  >As queixas mais frequentemente relatadas são sensações de &#8220;massa cervical&#8221;,    dispneia, disfagia e tosse<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p  >Os autores relatam o caso de uma doente de 67 anos, que recorreu ao serviço    de urgência por  queixas de dispneia, desconforto e sensação de aperto cervical    anterior. O quadro descrito tinha alguns meses de evolução e havia agravamento    na semana previa. A doente referiu antecedentes de asma brônquica, para a qual    estava medicada, mas constatou-se que se tratava de um bócio mergulhante.</p>      <p  ><b>Palavras-chave: </b>Bocio mediastinico, compressão traqueal, asma.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Asthma mimic &#8211; A clinical case report</b></p>     <p  ><b>Abstract</b> </p>     <p  >Most mediastinal goiters are extensions of cervical goiters. Patients are    generally female and only occasionally have symptoms<sup><a href="#4">4</a></sup>. Patients most commonly    complain of a mass-like sensation, dyspnoea, dysphagia and cough<sup><a href="#1">1</a></sup>. The authors    describe the case of a 67 year-old female who presented at the emergency room    with dyspnoea, anterior cervical discomfort and tightness which had onset a    few months prior but which had worsened in the last week. The patient cited    a history of bronchial asthma, for which she was under medication, but the true    diagnosis was mediastinal goiter.</p>     <p  ><b>Key-words</b>: Mediastinal goiter, tracheal compression, asthma.</p>     <p  >&nbsp;</p>        <p  ><b>Introdução</b></p>      <p  >A maioria dos bócios mediastinicos são extensões de bócios cervicais, denominados    bócios mergulhantes<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>.    Estima-se que 1% dos casos de bócio sejam do tipo bócio mergulhante<sup><a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p  >Um bócio completamente intratoracico sem componente cervical e extremamente    raro<sup><a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p  >O bócio mergulhante e mais frequente em indivíduos do sexo feminino, com    mais de 50 anos de idade<sup><a href="#3">3</a></sup>. O quadro clínico    e de evolução insidiosa e assintomática em até 65% dos casos<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >Nao se compreendem exactamente os mecanismos que levam a invasão da cavidade    torácica pela glândula tiróide. Supõe-se que o tamanho do pescoço, a musculatura    cervical hipertrofiada e a cifose acentuada possam ser factores predisponentes<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p  >A sintomatologia apresentada relaciona-se com a compressão de estruturas adjacentes.</p>      <p  >Os sintomas referidos mais comuns são a dispneia e a disfagia progressivas,    os relacionados com a sindroma da veia cava superior e com a insuficiência respiratória    aguda<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p  >Podem também surgir tosse, rouquidão, sensação de massa cervical ou estridor.    Este apenas surge quando a via aérea superior apresenta diâmetro inferior a    5 mm<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a name="top5"></a><a href="#5">5</a></sup>.</sup></p>      <p  >O doseamento das hormonas tiroideias e obrigatório, mas e raro encontrar    alterações da função tiroideia<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p  >A telerradiografia torácica revela em grande parte dos casos uma massa cervicotoracica    sem afectação traqueal<sup><a href="#4">4</a></sup>, mas em alguns casos pode    observar-se um desvio nítido da traqueia<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p  >Os exames de eleição para diagnostico e avaliação destas lesões são a TC    e a RMN. Na maioria dos casos a cintigrafia tiroidea pode ser diagnostica, mas    em alguns casos não contrasta a porção intratoracica da tiroide<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p  >O aspecto caracteristico na TC e uma massa de contornos regulares, no mediastino    superior, com áreas quisticas e calcificações grosseiras<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p  >Nos tumores volumosos com grande desvio da traqueia recomenda-se a realização    de fibroscopia para avaliar o grau de malacia da traqueia<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p  >Os bócios sintomáticos ou grandes podem ser submetidos a tratamento cirurgico<sup><a href="#4">4</a></sup>.    Alguns autores recomendam excisão cirúrgica mesmo em doentes assintomáticos    devido a probabilidade de encontrar lesões malignas (2-20% dos submetidos a    intervenção cirúrgica), pelo potencial de obstrução da via aérea e por se tratar    de um procedimento cirúrgico relativamente seguro<sup><a href="#1">1</a></sup>,    com reduzidas taxas de morbimortalidade, baixo índice de complicações e pequena    taxa de recidiva<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >As complicações mais comuns oriundas da cirurgia são: a lesão do nervo laríngeo    recorrente; o hipoparatiroidismo transitório e a disfonia. Em doentes mais idosos    e com elevado risco cirúrgico, a tendência na literatura e a de adoptar conduta    conservadora<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>      <p  >&nbsp;</p>      <p  ><b>Caso clínico</b></p>      <p  >Doente do sexo feminino com 64 anos, antecedentes de hipertensão arterial, asma bronquica, obesidade ligeira e sindroma depressiva. Medicada habitualmente com lisinopril+hidroclorotiazida, furosemida, ramipril, fluticasona+salmeterol, levocetirizina, teofilina, zolpidem, trazadone, lorazepam. </p>      <p  >A doente referia queixas de dispneia, desconforto e sensação de aperto cervical anteriores. Tinha tido alguns episódios de tosse seca despertados pelo decúbito dorsal e por vezes acompanhados de tonturas e sudorese. Negava tosse com expectoração, febre ou emagrecimento. O quadro descrito tinha alguns meses de evolução e havia sofrido agravamento na semana previa a vinda ao serviço de urgência.</p>      <p  >Ao exame físico não foram encontradas alterações de relevo.</p>      <p  >Os exames laboratoriais não revelaram alterações da função tiroideia.</p>      <p  >A telerradiografia torácica (Figs. 1 e 2) apresentava alargamento do mediastino    superior e marcado desvio para a esquerda da coluna de ar traqueal.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p align="center"  ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a14f1.jpg" width="358" height="337"></p>                                              
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Fig. 1</b> &#8211; Telerradiografia do t&oacute;rax PA (06-04-2006).    Alargamento do mediastino superior e desvio para a esquerda da coluna de ar    traqueal</p>               <p>&nbsp;</p>               <p align="center"><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a14f2.jpg" width="356" height="389"></p>                                                               
<p align="center"><b>Fig. 2</b> &#8211; Telerradiografia do t&oacute;rax perfil    direito (06 -04 -2006). Alargamento do mediastino superior</p>                                                      <p>&nbsp;</p>                              <p  >A tomografia computorizada cervical e torácica (Fig. 3) mostrou um apreciável    aumento do volume da tiróide, particularmente do lobo direito, comprimindo acentuadamente    o segmento faringolaringeo, condicionando acentuada redução do seu lúmen. Observava-se    ainda um volumoso bócio mergulhante, deprimindo a porção inicial da traqueia.    O estudo funcional respiratório, tal como o electrocardiograma, eram ambos normais.  </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p align="center"  ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a14f3.jpg" width="570" height="450">  </p>                                 
<p align="center"><b>Fig. 3</b> (a,b,c,d) &#8211; Tomografia computorizada cervical    e tor&aacute;cica (26-04-2006). TC cervical &#8211; Apreci&aacute;vel aumento    do volume da tir&oacute;ide, particularmente do lobo direito, comprimindo acentuadamente    o segmento faringo lar&iacute;ngeo, com acentuada redu&ccedil;&atilde;o do l&uacute;men.    TC tor&aacute;cica &#8211; Volumoso b&oacute;cio mergulhante deprimindo a por&ccedil;&atilde;o    superior da traqueia </p>             <p>&nbsp;</p>                     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >A doente foi encaminhada para a cirurgia torácica, onde foi submetida a tiroidectomia    parcial. O resultado anatomopatologico revelou um bócio nodular não tóxico.    Verificou-se o desaparecimento das queixas da doente e a normalização da telerradiografia    do torax PA e perfil esquerdo após intervenção cirúrgica (Fig. 4). </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p align="center"  ><img src="/img/revistas/pne/v15n6/15n6a14f4.jpg" width="300" height="288"></p>                                     
<p align="center"><b>Fig. 4 </b>&#8211; Telerradiografia do t&oacute;rax PA ap&oacute;s    tiroidectomia parcial (11-07-2006). Coluna de ar traqueal centrada e sem desvios.    N&atilde;o se observa alargamento do mediastino superior</p>                     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Discussão</b></p>      <p  >No caso apresentado pelos autores, a doente referia sintomas que se relacionavam    com o bócio mergulhante: dispneia; tosse e desconforto cervical anterior, com    acentuação no decúbito. Estas queixas levaram ao diagnostico de asma brônquica,    e a doente encontrava-se medicada com broncodilatadores e corticosteroides inalados    sem se verificar beneficio sintomático.</p>      <p  >Na obstrução da via aérea superior e traqueia, por vezes constata-se agravamento    dos sintomas com as mudanças de posição do corpo, nomeadamente o decúbito, tal    como o caso relatado<sup><a href="#1">1</a></sup>. Em determinados    caso, essa obstrução pode ser causa de apneia do sono<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a name="top7"></a><a href="#7">7</a></sup>.</p>      <p  >Um corpo estranho endobronquico ou uma obstrução extrinseca da via aérea    podem ser erradamente tratados como uma asma bronquica<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>      <p  >Nos exames complementares realizados no serviço de urgencia foi possível suspeitar da existência de uma massa mediastinica superior, pois eram evidentes o desvio da traqueia e o alargamento do mediastino superior.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >A detecção de massa mediastinica na telerradiografia torácica e um achado    comum<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#6">6</a></sup>, </sup>mas    só em alguns casos pode observar-se um desvio nítido da traqueia<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>      <p  >A TC torácica e cervical veio a confirmar a existência de uma grave compressão    extrínseca da porção inicial da traqueia condicionada pela existência de um    volumoso bócio mergulhante.</p>      <p  >Na obstrução da via aérea superior e traqueia as alterações fisiopatologicas    só se tornam aparentes no estudo da função pulmonar quando estamos perante uma    obstrução severa<sup><a href="#1">1</a></sup>. A espirometria desta    doente era normal.</p>      <p  >Era evidente a indicação para intervenção cirurgica devido h&aacute; sintomatologia    apresentada pela doente. Após tiroidectomia parcial verificou-se uma completa    resolução dos sintomas descritos.</p>      <p  >&nbsp;</p>      <p  ><b>Bibliografia</b></p>      <p  ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Alfred PF. Fishman&#8217;s pulmonary    diseases and disorders, fourth edition, McGrawHill Medical Companies, 2008;    1532 -1534.</p>      <!-- ref --><p  >2. Fauci B, Kasper H, Longo JL. Harrison&#8217;s principles of internal medicine.    Seventeenth edition, McGraw&#8211;Hill Companies 2008, Chapter 374&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0873-2159200900060001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p  ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Gomes MJM, Sotto-Mayor R. Tratado    de Pneumologia da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, 2003, Capitulo 117. </p>      <p  ><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Spiro S, Albert R, Jett J. Tratado    de Neumologia, 1.a ed., Hardcourt 2001, Capitulo 74, sec&ccedil;&atilde;o 18.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  ><a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Melissant, <i>et al. </i>Lung funtion,    CT-scan and X-ray in upper airway obstruction due to thyroid goitre. Eur Respir    J 1994; 7:1782-1787.</p>     <p  ><a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Frederico FRM, <i>et al. </i>Bocio    mergulhante &#8211; Quando operar? Arq Bras Endocrinol Metab 2002; 46(6):708-715.</p>     <p  ><a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Deegan, <i>et al. </i>Goiter: a cause    of obstructive sleep apneoea in euthyroid patients. Eur Respir J 1997; 10:500-502.</p>                 <p  >&nbsp;</p>       <p  ><a name="1a"></a><a href="#top1a"><sup>1</sup></a> Interna do Internato Complementar    de Pneumologia.</p>        <p  ><sup><a name="2a"></a><a href="#top2a">2</a></sup> Assistente Graduada de    Pneumologia</p>       <p  >Unidade      de Saúde Local EPE Guarda</p>       <p  >Serviço      de Pneumologia</p>       <p  >Avenida      Rainha D. Amélia</p>       <p  >6300      Guarda</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >e-mail: <a href="mailto:alexitbento@gmail.com">alexitbento@gmail.com</a></a></p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  >Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/received for publication: 09.03.09</p>      <p> Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/accepted for publication: 09.04.20</p>          ]]></body><back>
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