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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tumor de células gigantes de fémur distal com metástases pulmonares]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital da Cidade Serviço de Oncologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Gian cell is normally a benign primary skeletal lesion located in the epiphysis of the long bones. It is more frequente in the third and fourth decades of life but can exhibit the behaviour of a malignant tumour with distal metatasis. Up to 10% of patients present distal metatasis, usually in the lung, and it is concomitant to recurrence in the primary site. The treatment of primary tumour is extensive surgical resection. We report a case of a 35-year-old patient with lung metatases 21 months after curettage of giant cell tumour in distal femur.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tumor de células gigantes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Tumor de células gigantes de fémur distal com metástases pulmonares</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Nicolas S Lazaretti</b><sup><b>1</b></sup>, <b>Viviane Weiller Dallagasperina</b><sup><b>2</b></sup>, <b>Rodrigo Ughini Villaroel</b><sup><b>1</b></sup>, <b>Luis Alberto Schlittler</b><sup><b>1</b></sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>1 Médico Oncologista Clínico do Hospital da Cidade</p>      <p>2 Académica da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspondência</a></b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tumor de células gigantes é uma lesão óssea primária benigna que acomete a epífise de ossos longos, com maior incidência na terceira e quarta décadas de vida, mas que pode apresentar comportamento de um tumor maligno, com metástases à distância. Até dez por cento dos doentes podem apresentar metástases à distância, principalmente para o pulmão, geralmente acompanhadas de recidiva no local primário.</p>      <p>O tratamento do tumor primário é a ampla ressecção cirúrgica. Os autores relatam o caso de um doente com 35 anos com metástases pulmonares 21 meses após ter realizado curetagem de tumor de células gigantes em fémur distal.</p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Tumor de células gigantes, neoplasias ósseas, metástases pulmonares.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Giant cell tumour of distal femur with pulmonary metastases</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>Gian cell is normally a benign primary skeletal lesion located in the epiphysis of the long bones. It is more frequente in the third and fourth decades of life but can exhibit the behaviour of a malignant tumour with distal metatasis. Up to 10% of patients present distal metatasis, usually in the lung, and it is concomitant to recurrence in the primary site. The treatment of primary tumour is extensive surgical resection. We report a case of a 35-year-old patient with lung metatases 21 months after curettage of giant cell tumour in distal femur.</p>      <p><b>Key-words:</b> Giant cell tumor, bone neoplasm, pulmonary metastases.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tumor ósseo de células gigantes (GCT) representa aproximadamente 10% dos    tumores ósseos primários<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>. Usualmente,    é uma lesão esquelética de comportamento benigno, geralmente epifisária com    tendência a expansão para metáfise em ossos longos<sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></sup>,    ocorrendo principalmente no fémur distal e tíbia proximal, podendo acometer    também vértebras, pelve e sacro. A sua prevalência é maior após a maturidade    esquelética, com pequena predilecção pelo género feminino, e com o seu pico    de incidência na terceira e quarta décadas de vida<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>        <p>O seu comportamento pode variar desde indolente e estático até alta agressividade    local, com extensa destruição óssea, avanço cortical e extensão para tecidos    moles adjacentes<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>       <p>O objectivo    do tratamento é a excisão completa do tumor e preenchimento do defeito ósseo.    É realizado por curetagem, seguida de aplicação local de fármacos ou crioterapia    e preenchimento do defeito com enxerto ósseo ou polimetilmetacrilato<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>,<sup><a href="#4">4-6</a><a name="top4"></a></sup>.</p>        <p>Nos casos em que há recorrência, esta geralmente desenvolve-se nos dois primeiros    anos após ressecção do tumor primário, embora tenham sido descritos casos até    18 anos após tratamento inicial<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>        <p>A frequência de metástases varia de 1 a 10% dos casos e a maioria destas é pulmonar<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a>,<a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>        <p>Descrevemos os achados clínicos e de imagem de um caso de tumor de células gigantes    com metástase pulmonar confrontando os achados com a literatura prévia. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Relato do caso</b></p>      <p>Doente masculino, 35 anos, procurou atendimento médico em Junho de 2008 com queixa de dispneia aos pequenos esforços durante os últimos três meses. O exame físico do doente nessa ocasião era normal.</p>      <p>Em 2006 (21 meses antes) foi submetido a cirurgia para ressecção de um tumor em fémur distal esquerdo, com diagnóstico histológico de tumor de células gigantes. Nessa ocasião foi aplicado polimetilmetacrilato para correção do defeito ósseo. Doente previamente hígido, sem história de tabagismo ativo ou passivo (Fig. 1).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f1.gif">      
<p><b>Fig. 1</b> – Radiografia de joelho realizada em 2007, para controlo após ressecção do tumor no fémur distal, evidencia cavidade preenchida por cimento ósseo, sem outras alterações</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A radiografia de tórax evidenciou infiltrado intersticial difuso e massas pulmonares com melhor definição no terço médio do pulmão esquerdo e base pulmonar direita (Fig. 2). A  tomografia computadorizada demonstrou parênquima pulmonar com incontáveis lesões micronodulares e nodulares, extensamente disseminadas no parênquima pulmonar, bilateralmente, de forma relativamente simétrica, acometendo predominantemente as extremidades distais vasculares associadas a espessamento do interstício linfático (Fig. 3).</p>     <p>&nbsp;</p>    <img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f2.gif">      
<p><b>Fig. 2</b> – Radiografia de tórax. A: incidência posteroanterior. B: incidência    lateral esquerda. Visualiza-se infiltrado intersticial difuso e assimétrico    e massas bilaterais, massa medindo aproximadamente 6 centímetros no terço médio    do pulmão esquerdo e 3,5 centímetros na base do pulmão direito</p>     <p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f3.gif">      
<p><b>Fig. 3</b> – TC tórax de alta resolução com contraste endovenoso. Linfangite, múltiplos nódulos e micronódulos extensamente disseminados no parênquima pulmonar, bilateralmente, de forma realtivamente simétrica, acometendo predominantemente as extremidades distais vasculares; massa no pulmão esquerdo</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Com base no quadro clínico e achados de imagem, aventou-se a hipótese diagnóstica    de lesão neoplásica metastática. Foi realizada biopsia de nódulo pulmonar percutânea    guiada por tomografia computadorizada com o seguinte laudo anatomopatológico:    fragmento tecidual infiltrado por tecido neoplásico constituído por células    atípicas que apresentam citoplasma claro, vacuolizado e mais raramente vacúolos    esféricos, citoplasma que rechaça o núcleo para a periferia. Ocasionalmente,    observam-se células de aspecto fibroblástico e há também células gigantes multinucleadas    de aspecto inflamatório (Fig. 4). Aspectos morfológicos compatíveis com tumor    de células gigantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f4.gif" width="364" height="611"></p>     
<p><b>Fig. 4</b> &#8211; Resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear do joelho    esquerdo. A: T2 axial. B: T1 axial. Presen&ccedil;a de cavidade cir&uacute;rgica    tamponada com cimento &oacute;sseo no c&ocirc;ndilo medial do f&eacute;mur.    Junto da borda superoposterior da cavidade cir&uacute;rgica observamos &aacute;rea    com altera&ccedil;&atilde;o de sinal, com baixo sinal em T1 (B)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A radiografia ao joelho esquerdo evidenciou côndilo femoral medial com preenchimento    por cimento, sem outras alterações. Ressonância magnética nuclear demonstrou    cavidade cirúrgica tamponada com cimento ósseo no côndilo medial do fémur, junto    à borda superoposterior da cavidade cirúrgica, observando-se áreas de alteração    do sinal, caracterizada por baixo sinal em T1, alto sinal em DP, com discreta    impregnação pelo contraste endovenoso, sugerindo recidiva tumoral (Figs. 5,    6 e 7).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f5.gif" width="368" height="674"></p>     
<p><b>Fig. 5</b> &#8211; RNM, cortes sagitais. Presen&ccedil;a de cavidade cir&uacute;rgica    tamponada com cimento &oacute;sseo no c&ocirc;ndilo medial do f&eacute;mur.    Junto &agrave; borda superoposterior da cavidade cir&uacute;rgica observamos    &aacute;rea com altera&ccedil;&atilde;o de sinal, com baixo sinal em T1 (B)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f6.gif" width="365" height="643"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fig. 6</b> &#8211; RMN, cortes axiais antes e ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o    endovenosa de gadol&iacute;neo, com discreta impregna&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n2/16n2a11f7.gif" width="551" height="412"></p>     
<p><b>Fig. 7</b> &#8211; HE 200&times;. Grupamento de c&eacute;lulas tumorais,    tendo de permeio c&eacute;lulas gigantes multinucleadas (setas)</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>O doente está em acompanhamento clínico, apenas com tratamento sintomático.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Discussão</b></p>      <p>Após procedimentos intralesionais, a taxa de recorrência local do tumor de    células gigantes varia de 10 a 40%<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a>,<a href="#8">8</a><a name="top8"></a></sup>,    e é mais elevada no rádio distal, fémur proximal e tíbia distal<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></sup>.</p>        <p>Ressecção cirúrgica incompleta e recorrência local é acompanhada de elevação    do risco de metástase pulmonar<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>,<a href="#9">9</a><a name="top9"></a></sup>.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo que avaliou 67 casos de recorrência, 69,7% ocorreram nos dois anos    seguintes ao tratamento do tumor primário e 97% nos primeiros 5 anos. Sete destes    doentes (10,5%) desenvolveram metástases pulmonares. Cinco deles associados    à primeira recidiva local, um após a segunda e um após a terceira reincidência.    Portanto, todos os doentes com recorrência local de GCTB devem ser submetidos    a uma tomografia computadorizada de tórax<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></sup>.</p>        <p>No caso relatado neste artigo, o diagnóstico de recidiva tumoral e metástase    pulmonar foi realizado 21 meses após tratamento local do tumor primário, o que    condiz com os dados da literatura, que já evidenciou que a maioria das recidivas    ocorre nos dois primeiros anos após o diagnóstico inicial, e o sítio de metástase    mais comum é pulmonar.</p>        <p>O mecanismo de desenvolvimento das metástases é desconhecido.    Alguns autores sugerem a hipótese de a infiltração do tumor de células gigantes    em vasos no local da lesão primária poder gerar alguns êmbolos para o parênquima    pulmonar que permanecem viáveis. Outros autores não encontraram qualquer correlação    entre invasão vascular e metastização do tumor ósseo de células gigantes<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.    Disseminação para linfonodos e depósitos subcutâneos são raros, mas também têm    sido relatados<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.</p>        <p>Estes casos    de GCT benigno com doença metastática são, por vezes, erroneamente descritos    como malignos. No entanto, estas metástases são histologicamente idênticas ao    tumor benigno primário e têm bom prognóstico, por isso o termo “GCT maligno”    deve ser reservado para casos de sarcoma resultantes de um GCT anteriormente    documentado ou adjacente a um típico GCT<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.</p>        <p>A transformação maligna do tumor de células gigantes (GCT) é um fenómeno raro.    O diagnóstico, na maioria dos casos, é inesperado e, geralmente, descoberto    acidentalmente mediante análise patológica do espécime ressecado do sítio de    metástase. A identificação de ossificação dentro de um GCT em exames de imagem,    que, na sua forma benigna, é puramente lítico, deve ser interpretado como um    possível indicador de malignidade<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.</p>        <p>A análise por imunofluorescência de alguns GCT evidenciou componentes de osteossarcomas;    por conseguinte, é possível que uma transformação maligna osteossarcomatosa    possa ocorrer. Uma segunda hipótese é o aumento da remodelação óssea induzida    por GCT levou à formação de mutações genéticas que podem, eventualmente, conduzir    ao desenvolvimento de osteosarcoma adjacente ao GCT<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>        <p>GCT malignos são divididos em primários e secundários. Os primários são aqueles    com componente sacomatoso maligno, e são muito raros. Os secundários apresentam    sarcoma de alto grau e ocorrem em sítios de GCT previamente tratados, principalmente    após radioterapia. O tipo secundário é o mais comum<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.</p>        <p>Infelizmente, não é possível diferenciar confiavelmente o GCT malignos primários    do seu homólogo benigno baseado apenas no aspecto radiológico das lesões. Os    sintomas clínicos e sinais, como rápido aumento da dor ou tamanho da lesão,    aumentam a suspeita de malignização. Características radiológicas que sugerem    agressividade, como um grande componente de tecidos moles ou invasão cortical,    podem ser vistas na malignização primária e secundária, bem como no GCT benigno    com metastização, e são, portanto, inúteis nessa diferenciação. O grau de sobreposição    dos achados radiológicos faz com que a análise histológica do osso seja crucial    para o diagnóstico; devendo haver o cuidado de investigar a presença de pequenas    áreas focais de sarcoma<sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></sup>.</p>        <p>A análise histológica do caso apresentado evidenciava características morfológicas    de tumor de células gigantes sem componente sarcomatoso, o que levou ao diagnóstico    de GCT benigno com metástase pulmonar.</p>        <p>O tumor de células gigantes consiste    principalmente em três tipos de células: gigantes multinucleadas semelhantes    a osteoclastos (que originou a antiga nomenclatura de osteoclastoma), células    mononucleares e células do estroma onde o tumor prolifera<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>,<a href="#11">11</a><a name="top11"></a></sup>.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros diagnósticos diferenciais incluem: osteossarcoma, fibrossarcoma, histiocitoma    fibroso maligno, plasmocitoma, tumores <i>marrons </i>no hiperparatireoidismo,    granulomas de células gigantes reparativos e metástases de carcinomas<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>.</p>        <p>As metástases pulmonares ocorrem em aproximadamente 2% dos casos<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>.    Num estudo que avaliou 214 casos de tumores de células gigantes, entre 1980    e 2007, com seguimento médio de 59,8 meses, teve incidência de metástases pulmonares    de 3,3%. O tratamento das metástases pulmonares nesta série foi a remoção cirúrgica    em quatro casos, quimioterapia neoadjuvante (combinação de isofosfamida, cisplatina    e adriamicina), seguida de ressecção cirúrgica em um caso,aplicação do interferon    á e bifosfonados em três casos, e interferon á associado a bifosfonados e quimioterapia    em um doente. Dois doentes não tinham condições cirúrgicas e foram tratados    com quimioterapia associada a radioterapia e o outro com interferon á associado    a bifosfonados. Na última consulta de acompanhamento (média de 54,9 meses),    um doente foi considerado curado da doença, uma tinha doença estável e uma morreu    em decorrência da doença, apesar das elevadas doses de quimioterapia. Esta última    doente tinha metástases no pulmão, tecidos moles do braço, tórax, língua, cérebro    e intestino delgado e teve como causa do óbito uma perfuração intestinal<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>        <p>A história natural das lesões metastáticas é imprevisível e há evidências de    que a melhor resposta ao tratamento das metástases pulmonares ocorre nos três    primeiros anos<sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></sup>.</p>        <p>O prognóstico    após a remoção cirúrgica das metástases geralmente é bom<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>,<a href="#9">9</a><a name="top9"></a></sup>.    Se a remoção das lesões não é possível, alguns especialistas recomendam quimioterapia;    porém, ainda não há consenso na literatura sobre a efectividade da quimioterapia    nestes casos<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>        <p>Os bifosfonados    apresentam actividade citotóxica sobre os osteoclastos e células gigantes tumorais,    o que justifica a sua eficácia no tratamento deste tumor<sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></sup>.</p>        <p>Devido ao doente ter apresentado grande melhoria da dispneia apenas com cuidados    clínicos, estamos realizando manejo conservador com revisões periódicas mensais.</p>        <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia</b></p>      <p><a href="#top1">1</a><a name="1"></a>. Sayed MN, Kondekar S, Jaiswal S, Rasalkar    D, Agrawal S. Giant cell tumor of the talus with pulmonary metastasis – Seven    years follow up. The Foot 2006; 16:107-111.</p>      <!-- ref --><p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a>. Sayed M.N, <i>et al. </i>Giant cell    tumor of talus, a case report of rare site. European Journal of Radiology Extra2007;    61:73-75.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0873-2159201000020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a>. Balke M, Schremper L, Gebert C, Ahrens    H, Streitbuerger A, Koehler G, <i>et al. </i>Giant cell tumor of bone: treatment    and outcome of 214 cases. J Cancer Res Clin Oncol 2008. DOI 10.1007/s00432-008-0370    -x.</p>      <p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a>. Saiz P, Virkus W, Piasecki P, Templeton    A, Shott S, Gitelis S. Results of giant cell tumor of bone treated with intralesional    excision. Clin Orthop 2004; 424:221-226.</p>      <p><a href="#top4">5</a><a name="4"></a>. Wakitani S, Imoto K, Saito M, Yamamoto    T, Kawabata H. A case report: reconstruction of a damaged knee following treatment    of giant cell tumor of the proximal tibia with cryosurgery and cementation.    Osteoarthritis Cartilage 2002; 10:402-407.</p>      <p><a href="#top4">6</a><a name="4"></a>. Zhen W, Yaotian H, Songjian L, Ge L,    Qingliang W. Giant-cell tumour of bone. The long -term results of treatment    by curettage and bone graft. J Bone Joint Surg Br 2004; 86:212-216.</p>      <p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a>. Balke M, Ahrens H, Streitbuerger A,    Koehler G, Winkelmann W, Gosheger G, <i>et al. </i>Treatment options for recurrent    giant cell tumors of bone. J Cancer Res Clin Oncol 2008. DOI 10.1007/s00432    -008-0427 -x.</p>      <p><a href="#top8">8</a><a name="8"></a>. Malek F, Krueger P, Hatmi ZN, Malayeri    AA, Faezipour H, O’Donnell RJ. Local control of long boné giant cell tumour    using curettage, burring and boné grafting without adjuvant therapy. 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<body><![CDATA[<p><b><a name="c1"></a><a href="#topc1">Correspondência:</a></b></p>      <p>Serviço de Oncologia do Hospital da Cidade</p>      <p>Rua Tiradentes, 295 – Passo Fundo/ Rio Grande do Sul/ Brasil</p>      <p>Cep 99010-260</p>      <p>Tel. (54) 2103 3333</p>      <p><i>e-mail: </i><a href="mailto:hc@hcpf.com.br">hc@hcpf.com.br</a></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Recebido para publicação/<i>received for publication:</i>09.03.05</p>     <p>Aceite para publicação/<i>accepted for publication:</i>09.08.06</p>      ]]></body><back>
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<page-range>73-75</page-range></nlm-citation>
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