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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pneumonia organizativa: Experiência da consulta de um hospital central]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Organising pneumonia: The experience of an outpatient clinic of a central hospital]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital de Santa Maria Serviço de Pneumologia I ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: to characterise outpatients of a Portuguese central hospital diagnosed with organising pneumonia (OP) and compare results with current literature. Methods: medical processes with diagnosis of OP were retrospectively studied as to demographics, aetiology, clinical and radiological features, average time until and date of diagnosis, laboratory and histological changes, treatment and relapse. Results - thirteen patients with a mean follow -up of 171.6 weeks (max 334 and min 28 weeks) were evaluated. Nine of these patients (70%) had cryptogenic OP (COP) while 30% had secondary OP (SOP), two with rheumatoid arthritis, one with dermatomyositis and another undergoing radiotherapy for breast cancer. Mean age was 55.6 (+ -15.3 years), 92% female, 77% were non -smokers. Average time until diagnosis was 77.2 weeks (min 3 and max 432 weeks). Symptoms at presentation were tiredness (92%), cough (85%), fever (65%), shortness of breath (54%), thoracic pain (23%) and weight loss (23%). At the time of diagnosis, the mean erythrocyte sedimentation rate was 70mm (max 170mm and min 16mm). C -reactive protein level was increased in eight patients. Significant leucocytosis was absent. Chest X -ray and chest CT scan showed bilateral distribution in 12 patients (92%). Consolidation with an air bronchogram was present in 12 patients and in four (31%), consolidation was migratory. Four patients (30%) underwent transbronchial pulmonary biopsy, all uncharacteristic and eight patients surgical pulmonary biopsy, four showed histological confirmation of SOP. Corticosteroids were started in 11 patients and average treatment was 61.6 weeks (16-288 weeks). 15% (2/13) had spontaneous resolution. Four patients (31%) relapsed, one of them five times. Two patients are dependent on a low dose of corticosteroids, one due to underlying disease and another due to multiple relapses. Therapy of relapse was corticosteroids alone in minimum effective dosage or associated to azathioprine or ciclosporin. Discussion and conclusion: such a high incidence in females (92%) may be explained by the limited sample of patients. In 70% of the patients diagnosis were established by clinical and radiology criteria. Mean time to diagnosis was very variable which suggests that in some cases the disease was not diagnosed and treated as another interstitial lung disease or as recurrent pneumonia. Most patients (53.8%) had a favourable clinical course after treatment with corticosteroids with a very low number of relapses (30.8%), much lower than described by other authors (60%). Only in experienced centres should the diagnosis of OP established by clinical and radiological criteria.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Pneumonia organizativa criptogénica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[pneumonia organizativa secundária]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Pneumonia organizativa &#8211; Experiência da consulta de um hospital central</b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>M Aguiar<sup>1</sup>, </b><b>M Felizardo<sup>1</sup>, </b><b>AC Mendes<sup>2</sup>,    </b><b>D Moniz<sup>2</sup>, </b><b>R Sotto-Mayor<sup>3</sup>, </b><b>A Bugalho    de Almeida<sup>4</sup></b></p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><sup>1</sup> Interna do Complementar de Pneumologia/<i>Resident, Pulmonology</i></p>     <p ><sup>2</sup> Assistente    Hospitalar Graduada de Pneumologia/<i>Consultant, Pulmonology Specialist</i></p>     <p ><sup>3</sup> Chefe    de Serviço de Pneumologia/<i>Head,    Pulmonology Unit</i></p>     <p ><sup>4</sup> Director    de Serviço do Serviço de Pneumologia I/<i>Head, Pulmonology Unit I</i></p>     <p >Serviço de Pneumologia I, Hospital de Santa Maria, CHLN, EPE, Lisboa</p>     <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspondência</a></b></p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resumo</b></p>      <p ><b>Introdução: </b>A pneumonia organizativa, anteriormente designada como    BOOP, é uma entidade individualizada desde há duas décadas, que apresenta características    clínicas, radiológicas e critérios histológicos de diagnóstico específicos.    Caracterizámos os doentes com pneumonia organizativa seguidos em consulta de    Pneumologia/ Doenças do Interstício do nosso hospital, no período de Janeiro    de 1997 a Dezembro de 2006, e comparámos os resultados com os da literatura.  </p>      <p  ><b>Materiais e métodos: </b>Foram consultados retrospectivamente os processos    dos doentes com o diagnóstico de pneumonia organizativa (OP) e avaliados os    seguintes parâmetros: idade, sexo, clínica, características imagiológicas, tempo    até ao diagnóstico, etiologia, alterações laboratoriais e histológicas, tratamento    e recidivas.</p>      <p ><b>Resultados: </b>Foram estudados 13 doentes, 12 dos quais do sexo feminino    (92%), idade média de apresentação 55,6 anos (+ -15,3); 10 eram não fumadores    e dois ex-fumadores. O tempo médio desde o início da sintomatologia até ao diagnóstico    foi de 77,2 semanas (máximo 432 e mínimo 3 semanas) e o tempo médio do acompanhamento    de 171,6 semanas (máximo 334 e mínimo 28 semanas). No grupo de OP primária (pneumonia    organizativa criptogénica &#8211; COP) incluíram -se nove doentes e quatro no secundário    (pneumonia organizativa secundária &#8211; SOP), sendo dois com artrite reumatóide    (AR), um com dermatomiosite e um submetido a radioterapia por neoplasia da mama.    Os principais sintomas na altura do diagnóstico foram fadiga (92%), tosse (85%),    febre (65%), dispneia (54%), dor torácica (23%), perda ponderal (23%) e mialgias    (17%). Laboratorialmente apresentavam velocidade de sedimentação média de 70mm;    (máximo de 127mm e mínimo de 16mm), proteína C reactiva elevada em oito doentes,    e ausência de leucocitose. A radiografia de tórax e TC torácica mostravam doença    bilateral em doze doentes (92%), imagem de consolidação com broncograma aéreo    presente também em doze doentes, quatro dos quais com lesões migratórias. Quatro    realizaram biopsia pulmonar transbrônquica, todas incaracterísticas, e oito    fizeram biópsia pulmonar cirúrgica, quatro das quais diagnósticas de OP. Onze    fizeram terapêutica com corticoterapia com uma duração média de 61,6 semanas    (máximo 288 e mínimo 16). Dois doentes mantêm doses baixas de corticoterapia,    um pela sua patologia de base e outro por múltiplas recidivas. Houve recidiva    em quatro doentes (30,8%), um dos quais por cinco vezes.</p>      <p  ><b>Discussão e conclusão: </b>De salientar, nesta série, a elevada incidência    desta patologia no sexo feminino. É preconizada a confirmação histológica, mas,    na presente série, foi possível estabelecer o diagnóstico em nove doentes, com    base apenas em parâmetros clínicos, imagiológicos e de resposta à terapêutica.    O tempo médio de diagnóstico foi muito variável, o que sugere que a doença por    vezes não é diagnosticada e os doentes são tratados como apresentando pneumonias    ou outras doenças do interstício. A maioria apresentou uma evolução clínica    favorável com recidiva francamente inferior à descrita na literatura. Perante    quadros clínicos de &#8220;pneumonia arrastada&#8221; que não resolvem com antibioticoterapia    em 3-4 semanas, impõe-se a realização de exames complementares subsequentes    no sentido de despistar outras patologias, nomeadamente a pneumonia organizativa.    Apenas em centros com experiência nesta área se deverá aceitar um diagnóstico    exclusivamente com critérios clínicos e radiológicos.</p>      <p  ><b>Palavras-chave: </b>Pneumonia organizativa criptogénica, pneumonia organizativa    secundária.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Organising pneumonia &#8211; The experience of an outpatient clinic of    a central hospital</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  ><b>Abstract</b> </p>     <p  ><b>Aim</b>: to characterise outpatients of a Portuguese central hospital    diagnosed with organising pneumonia (OP) and compare results with current literature.  </p>     <p  ><b>Methods</b>: medical processes with diagnosis of OP were retrospectively    studied as to demographics, aetiology, clinical and radiological features, average    time until and date of diagnosis, laboratory and histological changes, treatment    and relapse. </p>     <p  ><b>Results</b> &#8211; thirteen patients with a mean follow -up of 171.6    weeks (max 334 and min 28 weeks) were evaluated. Nine of these patients (70%)    had cryptogenic OP (COP) while 30% had secondary OP (SOP), two with rheumatoid    arthritis, one with dermatomyositis and another undergoing radiotherapy for    breast cancer. Mean age was 55.6 (+ -15.3 years), 92% female, 77% were non -smokers.    Average time until diagnosis was 77.2 weeks (min 3 and max 432 weeks). Symptoms    at presentation were tiredness (92%), cough (85%), fever (65%), shortness of    breath (54%), thoracic pain (23%) and weight loss (23%). At the time of diagnosis,    the mean erythrocyte sedimentation rate was 70mm (max 170mm and min 16mm). C    -reactive protein level was increased in eight patients. Significant leucocytosis    was absent. Chest X -ray and chest CT scan showed bilateral distribution in    12 patients (92%). Consolidation with an air bronchogram was present in 12 patients    and in four (31%), consolidation was migratory. Four patients (30%) underwent    transbronchial pulmonary biopsy, all uncharacteristic and eight patients surgical    pulmonary biopsy, four showed histological confirmation of SOP. Corticosteroids    were started in 11 patients and average treatment was 61.6 weeks (16-288 weeks).    15% (2/13) had spontaneous resolution. Four patients (31%) relapsed, one of    them five times. Two patients are dependent on a low dose of corticosteroids,    one due to underlying disease and another due to multiple relapses. Therapy    of relapse was corticosteroids alone in minimum effective dosage or associated    to azathioprine or ciclosporin. </p>     <p  ><b>Discussion and conclusion</b>: such a high incidence in females (92%)    may be explained by the limited sample of patients. In 70% of the patients diagnosis    were established by clinical and radiology criteria. Mean time to diagnosis    was very variable which suggests that in some cases the disease was not diagnosed    and treated as another interstitial lung disease or as recurrent pneumonia.    Most patients (53.8%) had a favourable clinical course after treatment with    corticosteroids with a very low number of relapses (30.8%), much lower than    described by other authors (60%). Only in experienced centres should the diagnosis    of OP established by clinical and radiological criteria.</p>      <p ><b>Key-words</b>: Cryptogenic organising pneumonia, secondary organising pneumonia.</p>     <p >&nbsp;</p>        <p ><b>Introdução</b></p>      <p  >A pneumonia organizativa (OP) é uma entidade individualizada desde há duas    décadas com características clínicas, radiológicas e critérios histológicos    específicos de diagnóstico<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>.  </p>     <p  >Do ponto de vista histológico, é caracterizada pela presença de rolhões de    tecido de granulação no lúmen dos espaços aéreos distais e, por vezes, no lúmen    bronquiolar<sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >Sendo a OP um processo inflamatório pulmonar inespecífico, pode surgir em    vários contextos. É habitual classificá-la em três categorias; A) pneumonia    organizativa de causa determinada, agentes infecciosos, fármacos e radioterapia    (Quadro I); B) pneumonia obstrutiva de causa indeterminada mas que ocorre em    determinado contexto, como nas doenças do tecido conectivo, estados de imunossupressão,    entre outros; e C) pneumonia organizativa criptogénica (COP). </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Quadro I</b> &#8211; Agentes infecciosos e farmacol&oacute;gicos causadores    de OP</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02q1.jpg" width="620" height="393"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p  >No desenvolvimento de OP, a lesão do epitélio alveolar é o primeiro evento.    Inicialmente há necrose dos pneumócitos, deixando exposta a lâmina basal do    epitélio. As células endoteliais são apenas parcialmente atingidas e há um infiltrado    de células inflamatórias (linfócitos, neutrófilos e alguns eosinófilos) no interstício    alveolar<sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>. Este infiltrado inflamatório    vai &#8220;amadurecendo&#8221;, acabando por formar rolhões constituídos por    fibroblastos miofibroblastos, intercalados por fibras de colagénio tipo I, procolagénio    tipo III e proteoglicanos; estes rolhões podem ainda estar associados a proeminente    capilarização, outro tipo de lesão fibroinflamatória reversível<sup><a href="#3">3</a></sup>.  </p>     <p  >Estas alterações dos padrões anatomopatológicos traduzem-se por um quadro    clínico sugestivo de pneumonia, com repercussão no estado geral, associado a    um padrão imagiológico por vezes muito característico, permitindo a possibilidade    de diagnóstico clínico e radiológico em centros com experiência nesta área<sup><a href="#3">3</a></sup>.  </p>     <p  >A propósito da presente revisão, caracterizámos os doentes com OP seguidos    em consulta de doenças do interstício pulmonar do nosso hospital e comparámos    os resultados com os da literatura.</p>      <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Materiais e métodos</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >A consulta de doenças do interstício do nosso hospital decorre desde 1999,    englobando as doenças pulmonares difusas não infecciosas e não neoplásicas.  </p>     <p  >Foram consultados retrospectivamente os processos dos doentes seguidos nesta    consulta, no período entre 1999 e 2006, com o diagnóstico de OP.</p>     <p  > Foram avaliados os seguintes parâmetros: idade, sexo, etiologia, principais    queixas clínicas de apresentação, características imagiológicas (telerradiografia    do tórax e tomografia computorizada do tórax), tempo médio e data de diagnóstico,    alterações laboratoriais e histológicas relevantes, tratamento e recidiva. </p>     <p  >Estes resultados foram comparados com apresentados pelo <i>Groupe d&#8217;Etudes    et de Recherche sur Maladies Orphelines &#8211; </i>um grupo francês de pneumologistas    que se dedica a estudar as patologias pulmonares raras, fundado em 1993 com    mais de 200 colaboradores englobando 40 hospitais universitários. </p>      <p  >&nbsp;</p>      <p ><b>Resultados</b></p>      <p  >De um total de 120 doentes, treze apresentavam diagnóstico de OP (10,8%)    que foram incluídos no presente estudo. Verificou&#8211;se um marcado predomínio    do sexo feminino (n=12 &#8211; 92%) (Fig. 1). </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f1.jpg" width="304" height="210"></p>     
<p  ><b>Fig. 1</b> &#8211; Distribui&ccedil;&atilde;o dos doentes por sexo</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >&nbsp;</p>     <p  >A população estudada apresentava uma idade média, na altura de apresentação    do quadro clínico, de 55,6 (+ -15,3) anos. Dez doentes (83%) eram não fumadores    e dois ex-fumadores. </p>     <p  >O tempo médio desde o início da sintomatologia até ao diagnóstico foi de    77,2 semanas, com o máximo de 432 e mínimo de 3 semanas. Em dois doentes o tempo    de diagnóstico foi de 432 semanas. Excluindo estes dois doentes, a média de    semanas para o diagnóstico foi de 12,8. O tempo médio de acompanhamento em consulta    foi de 171,6 semanas (máximo 344 e mínimo 28 semanas). </p>     <p  >Os principais sintomas na altura do diagnóstico (Fig. 2) foram cansaço (92%),    tosse (85%), febre (65%), dificuldade respiratória (54%), dor torácica (23%),    perda ponderal (23%) e mialgias (17%).</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f2.jpg" width="528" height="195"></p>     
<p  ><b>Fig. 2</b> &#8211; Sintomatologia de apresenta&ccedil;&atilde;o mais frequente    nos doentes com OP</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  > Laboratorialmente apresentavam velocidade de sedimentação elevada (média    70mm; máximo de 127mm e mínimo de 16mm) (Fig. 3), proteína C reactiva elevada    em oito doentes (Fig. 4), sem leucocitose ou neutrofilia. O fibrinogénio encontrava-se    também elevado com valor médio de 629mg/dL (Fig. 5), estando normal apenas em    dois doentes.</p>     <p  >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f3.jpg" width="499" height="200"></p>     
<p  ><b>Fig. 3</b> &#8211; Padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o dos valores    de VS, dez doentes apresentavam valores acima da refer&ecirc;ncia <img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02lg.jpg" width="32" height="19"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f4.jpg" width="495" height="207"></p>     
<p  ><b>Fig. 4</b> &#8211; Padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o dos valores    de prote&iacute;na C reactiva, onde se verifi ca que apenas dois doentes apresentavam    valores dentro do intervalo da normalidade <img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02lg.jpg" width="32" height="19"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p  > Foram também avaliadas as provas de função hepática dos doentes na altura    da apresentação; AST elevado em três (média 24 U/L, máximo 69 U/L e mínimo 12    U/L), ALT elevado em dois (média 29 U/L, máximo 120 U/L e mínimo 7 U/L), desidrogenase    láctica elevada em três (média de 363 U/L máximo de 709 U/L e mínimo de 164    U/L), fosfatase alcalina elevada em três (média 78 U/L, máximo 133 U/L e mínimo    26 U/L) e Gama GT elevada também em três (média 56 U/L, máximo 221 U/L e mínimo    9 U/L). Destes três doentes com padrão analítico de colestase, dois apresentavam    múltiplas recidivas.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f5.jpg" width="492" height="195"></p>     
<p  ><b>Fig. 5</b> &#8211; Padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o dos valores    de fibrinog&eacute;nio com oito doentes com valores acima da refer&ecirc;ncia    <img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02lg.jpg" width="32" height="19">  </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p  >&nbsp;</p>     <p  > Em doze doentes (92%) a radiografia de tórax e TC torácica apresentavam    doença bilateral, com imagens de consolidação e broncograma aéreo (Figs. 6 e    7). Apenas no doente com OP pós-radioterapia a doença era unilateral. Em três    havia um franco predomínio basal das alterações radiológicas e num estava atingido    apenas pela periferia do pulmão. Quatro doentes apresentavam um padrão migratório    das lesões quando foram comparados exames imagiológicos seriados. Um apresentava    derrame pleural bilateral. Todos os doentes apresentavam mais do que um lobo    pulmonar atingido.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f6.jpg" width="371" height="439"></p>     
<p  ><b>Fig. 6 (A a D)</b> &#8211; Telerradiografi a PA do t&oacute;rax de um    doente com COP; A, B e C num primeiro epis&oacute;dio de OP, infiltrado envolvendo    lobos inferiores e m&eacute;dio; D refere-se a epis&oacute;dio de recidiva com    envolvimento pulmonar bilateral.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f7.jpg" width="557" height="208"></p>     
<p  ><b>Fig. 7 (A e B)</b> &#8211; Cortes de TC do t&oacute;rax sagitais de um    doente, seguido na nossa consulta, onde se observa um envolvimento extenso e    bilateral</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f8.jpg" width="463" height="363"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p  ><b>Fig. 8 (A a D)</b> &#8211; Cortes de TC do t&oacute;rax sagitais de um    doente, seguido na nossa consulta, onde se real&ccedil;a a extens&atilde;o do    envolvimento de quase todo o hemit&oacute;rax direito</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  > Do ponto de vista de funcional, sete doentes (58%) apresentavam um padrão    restritivo com uma capacidade pulmonar total média de 75% (Fig. 9) (98-48%).  </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f9.jpg" width="516" height="201"></p>     
<p  ><b>Fig. 9</b> &#8211; Padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o dos valores    de capacidade pulmonar total, onde se observa um padr&atilde;o de restri&ccedil;&atilde;o    grave em dois doentes</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  >A DLCO só foi possível determinar em onze doentes, apresentando-se reduzida    em 70% (oito doentes) (Fig. 10), com um valor médio 69 ml/min (106-45ml/min).  </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f10.jpg" width="498" height="209"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p  ><b>Fig. 10</b> &#8211; CO diffusion distribution pattern. Only four patients    presented results within the reference range</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  >Sete doentes apresentavam hipoxemia com valor médio de PaO2 de 74,1mmHg (máximo    91mmHg e mínimo de 61mmHg) (Fig. 11). Em seis doentes estava disponível um lavado    broncoalveolar (LBA) da altura do diagnóstico (Quadro II), onde se salienta    o aumento do número de células, muito à custa dos linfócitos. </p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f11.jpg" width="501" height="200"></p>     
<p  ><b>Fig. 11</b> &#8211; Padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o dos valores    de PaO2 em repouso</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Quadro II</b> &#8211; Resumo dos LBA (n=6)</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02q2.jpg" width="601" height="116"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >Quatro doentes realizaram biópsia pulmonar transbrônquica, todas incaracterísticas    revelando processos inflamatórios inespecíficos. Oito doentes foram submetidos    a biópsia pulmonar cirúrgica, quatro das quais diagnósticas de OP (Figs.12 e    13). As restantes revelaram: ligeiro alargamento dos septos por processo inflamatório    inespecífico, pulmão de características normais, padrão de UIP, padrão compatível    com R-BILD, por não terem sido biopsadas as zonas de OP. Portanto, em nove doentes    (70%) o diagnóstico foi estabelecido baseado em dados clínico-radiológicos.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f12.jpg" width="280" height="196"></p>     
<p  ><b>Fig. 12</b> &#8211; Padr&atilde;o histol&oacute;gico da OP com os rolh&otilde;es    de tecido de granula&ccedil;&atilde;o <img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02lgseta.jpg" width="40" height="21"></p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p  ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02f13.jpg" width="282" height="197"></p>     
<p  ><b>Fig. 13</b> &#8211; Padr&atilde;o histol&oacute;gico da OP onde se observa    a integridade dos espa&ccedil;os alveolares <img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a02lgseta.jpg" width="40" height="21">.    A estrutura pulmonar n&atilde;o est&aacute; desorganizada, h&aacute; preserva&ccedil;&atilde;o    da arquitectura do pulm&atilde;o, com ligeira inflama&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica    intersticial</p>     
<p  >&nbsp;</p>     <p  > A estrutura pulmonar não se encontrava desorganizada, havendo preservação    da arquitectura do pulmão, com ligeira inflamação crónica intersticial. </p>     <p  >A COP foi diagnosticada em nove doentes a quem foram excluídos agentes infecciosos    e ingestão de fármacos ou outras causas. Em quatro, a OP foi associada a outras    patologias. Dois doentes apresentavam artrite reumatóide, num a OP surgiu na    evolução da sua doença de base e noutro a artrite reumatóide surgiu cerca de    um ano após o diagnóstico de OP. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >Numa doente com dermatomiosite, a OP apresentou-se como episódio inaugural.    Uma última doente tinha sido submetida a radioterapia torácica por neoplasia    da mama nos seis meses anteriores ao aparecimento da OP. </p>     <p  >Em dois doentes objectivou-se remissão espontânea sem necessidade de recorrer    a terapêutica antibiótica ou a corticoterapia. Onze fizeram terapêutica com    corticoterapia (máximo 60mg e mínimo 30mg de prednisolona); o tempo médio de    tratamento foi de 61,6 semanas (máximo 288 e mínimo 16 semanas). Houve recidiva    em quatro doentes, um dos quais cinco vezes. A terapêutica associada à recidiva    foi corticoterapia ou esta associada a ciclofosfamida num doente e azatioprina    em dois. </p>     <p  >Nove doentes apresentam uma evolução de mais de um ano sem doença e sem necessidade    de medicação e dois têm mais de seis meses livres de doença. Uma doente encontra-se    actualmente medicada com azatioprina e corticoterapia pela sua patologia reumatológica    de base e outra com macrólido e corticoterapia em baixas doses por múltiplas    recidivas.</p>     <p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Discussão</b></p>      <p  >Clinicamente, ambos os sexos são atingidos em igual proporção, por volta    da sexta década, com uma incidência anual de 0,85/100 0004. Foram descritos    alguns casos raros em crianças<sup><a href="#3">3</a></sup>. Ainda não foram    identificados factores predisponentes e é claramente uma doença não relacionada    com o tabagismo<sup><a href="#3">3</a></sup>. </p>     <p  >Neste estudo há a salientar a elevada incidência desta patologia no sexo    feminino (92%), apesar de estar descrito uma distribuição igual entre ambos    os sexos. Poderá ser um viés, pelo facto de a amostra ser reduzida. A idade    média dos doentes na presente série é de 55,6 anos, coincidindo com a descrita    na literatura. </p>     <p  >Não fumadores ou ex-fumadores têm uma prevalência da doença duas vezes superior    à dos fumadores<sup><a href="#3">3</a></sup>, o que é reforçado nesta revisão,    onde 83% dos doentes são não fumadores. </p>     <p  >O início dos sintomas é gradual, referindo os doentes mais frequentemente    fadiga, tosse seca, mal-estar geral, anorexia e perda ponderal<sup><a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>.    A dispneia, quando presente, é geralmente ligeira. As hemoptises são pouco frequentes    e raramente graves. Nos doentes estudados, os principais sintomas na altura    do diagnóstico foram fadiga (92%), tosse (85%), febre (65%), dispneia (54%),    dor torácica (23%), perda ponderal (23%) e mialgias (17%). Estas queixas são    algo inespecíficas, o que poderá explicar o tempo médio de diagnóstico. Este    apresenta uma grande variabilidade (3-432 semanas), apontando para casos em    que a doença não é diagnosticada ou é incorrectamente tratada como um quadro    infeccioso respiratório, levando a um atraso de chegada à nossa consulta. O    tempo para o diagnóstico está claramente aumentado, quando comparado com a literatura    (seis a dez semanas)<sup><a href="#4">4</a></sup>. </p>     <p  >Laboratorialmente, e de acordo com o descrito na literatura<sup><a href="#1">1</a></sup>,    os doentes estudados apresentavam um aumento de alguns marcadores inflamatórios    de fase aguda, como PCR, VS e fibrinogénio. É também importante salientar que    23% dos doentes (três) apresentam colestase ligeira, dois dos quais com múltiplas    recidivas, confirmando que o aumento destes valores poderá sugerir uma maior    susceptibilidade para recidivas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >Do ponto de vista imagiológico, a apresentação mais frequente é um padrão    alveolar com distribuição bilateral e periférica. O tamanho das opacidades varia    de alguns centímetros a um lobo inteiro e a sua densidade desde vidro despolido    a consolidação com broncograma aéreo<a name="top5"></a><sup><a href="#5">5</a></sup>.    Este padrão radiológico coloca o diagnóstico diferencial, com as pneumonias    eosinofílicas crónicas idiopáticas, os linfomas pulmonares de baixo grau e o    carcinoma bronquíolo-alveolar<sup><a href="#3">3</a></sup>. </p>     <p  >Quase todos os doentes estudados presentavam doença bilateral (92%), com    imagens de consolidação e broncograma aéreo. Apenas no doente com OP pós-radioterapia    a doença era unilateral. Em três havia um franco predomínio basal das alterações    radiológicas e num estava atingida apenas a periferia do pulmão. </p>     <p  >O derrame pleural é raramente observado nos doentes com OP; apesar de haver    séries que apresentam a sua presença em 22% dos casos<sup><a href="#3">3</a></sup>,    tendo apenas um dos nossos doentes apresentado derrame pleural que era bilateral.    Nesta série, apenas quatro doentes apresentavam um padrão migratório das lesões    quando foram comparados exames imagiológicos seriados, percentagem bastante    inferior à da literatura, que chega a referir 50% dos casos<sup><a href="#3">3</a></sup>.    Todos os doentes apresentavam mais do que um lobo pulmonar atingido. Outros    padrões de imagem menos requentes são infiltrados difusos bilaterais, pequenas    opacidades alveolares ou lesões focais solitárias. Em casos raros há extensão    da doença a todo o pulmão, a chamada OP maciça. Nenhum dos nossos doentes apresentava    este tipo de alteração. </p>     <p  >Do ponto de vista funcional, e de acordo com a literatura<sup><a href="#4">4</a></sup>,    os doentes apresentam um padrão restritivo ligeiro a moderado, a difusão do    CO (DLCO) encontra-se em geral reduzida e é frequente encontrar-se hipoxemia    em repouso e/ou com o exercício. Nos doentes estudados, sete (58%) apresentavam    um padrão restritivo com uma capacidade pulmonar total média de 75%. Dos onze    casos em que estava disponível a DLCO inicial, em oito (72%) havia uma diminuição    da difusão de CO com um valor médio de 69 ml/min. A hipoxemia estava presente    em sete doentes. Estes resultados são concordantes com os da literatura revista<sup><a href="#4">4</a></sup>.  </p>     <p  >Seis doentes realizaram broncofibroscopia com lavado broncoalveolar, exame    importante no diagnóstico diferencial e na exclusão de causa infecciosa. O padrão    imunocitológico do LBA desta série foi semelhante ao habitualmente descrito    na literatura<sup><a href="#4">4</a></sup>, que aponta para a existência de    um padrão misto com aumento do número de linfócitos (20-40%), neutrófilos (cerca    de 10%) e eosinófilos (cerca de 5%). Por vezes surgem plasmócitos ou mastócitos.    É universalmente aceite que o diagnóstico de OP requer a presença de determinadas    características histológicas e clínico-radiológicas<sup><a href="#2">2</a></sup>.  </p>     <p  >Do ponto de vista histológico, passa pela constatação de rolhões de tecido    de granulação constituídos por fibroblastos e miofibroblastos englobados por    tecido conjuntivo laxo ao nível das vias aéreas distais (espaços alveolares),    envolvendo por vezes igualmente os bronquíolos<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>.  </p>     <p  >A biópsia pulmonar por videotoracoscopia (VATS) é actualmente a técnica diagnóstica    de eleição, pois permite a obtenção de amostras tecidulares de tamanho adequado    e de diferentes lobos. Estas possibilitam a exclusão de outras patologias associadas    ou diferentes padrões de pneumonia intersticial<sup><a href="#3">3</a></sup>.    A biópsia pulmonar transbrônquica poderá sugerir pneumonia organizativa em alguns    casos, mas, por vezes, não permite a exclusão de lesões ou patologias associadas    Começam a descrever-se os primeiros casos de pneumonia organizativa sem confirmação    histológica, perante um quadro clínico-radiológico típico com resposta favorável    à terapêutica, mas não está aconselhada esta prática de forma universal. </p>     <p  >Contudo, na presente série, foi possível estabelecer o diagnóstico, em nove    doentes sem evidência anatomopatológica, apenas por critérios clínico-radiológicos.  </p>     <p  >Está descrito<sup><a href="#3">3</a></sup> que a corticoterapia leva a uma    melhoria clínica rápida, com o desaparecimento das opacidades pulmonares, sem    deixar importantes sequelas. É o tratamento padrão, mas a dose e o tempo ideais    ainda não são consensuais. Habitualmente, a dose recomendada é 0,75mg/kg/dia    de prednisolona durante duas a quatro semanas e, posteriormente, desmame até    completar seis a doze meses<sup><a href="#2">2</a></sup>. É frequente haver    recidivas com o desmame da terapêutica (habitualmente com valores de 10-15mg),    no entanto não têm efeito negativo no prognóstico a longo prazo<sup><a href="#1">1</a></sup>.    A azatioprina e a ciclofosfamida são utilizadas em combinação com os corticóides    em casos raros de maior gravidade ou de resistência à terapêutica com corticóides.  </p>     <p  >Neste estudo, em dois doentes objectivou-se remissão espontânea sem necessidade    de recorrer a corticoterapia. Os restantes onze doentes fizeram terapêutica    com corticoterapia variando entre 0,5-1mg/kg/dia de prednisolona. O tempo médio    de tratamento foi de 61,6 semanas (16-288 semanas), um pouco superior ao descrito,    por patologia sistémica associada. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p  >As recidivas têm sido associadas a um número variável de casos (60%)<sup><a href="#4">4</a></sup>.    A maioria dos doentes apresentou uma evolução clínica favorável, com presença    de recidiva (30,8%) globalmente inferior à descrita, mas tal poderá dever-se    ao pequeno número de doentes incluídos nesta série. </p>     <p  >A remissão espontânea das lesões surge ocasionalmente, e melhoria prolongada    foi referido com tratamento à base de macrólidos<sup><a href="#4">4</a></sup>.    Um dos doentes com múltiplas recidivas encontra-se medicado com baixa dose de    corticóide associado a um macrólido três vezes por semana e encontra-se com    a doença controlada. </p>     <p  >O prognóstico de COP é bom após tratamento com corticóides, dependendo da    pneumonia organizativa secundária ou das patologias associadas. Em 2/3 dos doentes    há evolução para resolução clínica, funcional e radiológica; apresentando, no    entanto, 1/3 doença persistente. </p>     <p  >Os factores habitualmente associados a mau prognóstico são: padrão imagiológico    predominantemente intersticial, lavado broncoalveolar sem linfócitos, patologias    associadas, padrão histológico de cicatrização e de remodelação associado ao    de pneumonia organizativa. Não foi possível confirmar estes dados nos doentes    estudados por se tratar de uma amostra bastante reduzida. </p>     <p  >Lamentamos o facto de estes doentes chegarem tardiamente à nossa consulta,    o que não se justifica, dada a acessibilidade fácil às consultas de pneumologia,    de um modo geral. Apesar do atraso no diagnóstico e na terapêutica, a doença,    numa grande percentagem dos casos, teve uma evolução clínica favorável, com    boa resposta à corticoterapia.</p>      <p  >&nbsp;</p>     <p  ><b>Conclusão</b></p>      <p  >Apesar de ser uma patologia pouco frequente, o diagnóstico de OP deve ser    colocado na presença de doentes com quadros de &#8220;pneumonia&#8221; arrastada,    que não resolve com antibioticoterapia. Todos os doentes com &#8220;pneumonia&#8221;    devem ser vigiados até completa resolução das alterações. Perante um quadro    de pneumonia da comunidade que não responde à terapêutica ao fim de 3-4 semanas,    é sempre de considerar a realização de outros exames complementares, colocando-se    outras hipóteses de diagnóstico, nomeadamente a pneumonia organizativa primária    ou secundária. A TC do tórax de alta resolução realizada por imagiologista experiente    é uma ajuda preciosa no diagnóstico. A broncofibroscopia é também um instrumento    de diagnóstico diferencial importante, o LBA apresenta uma celularidade característica,    enquanto a biopsia pulmonar transbrônquica pode por vezes sugerir o diagnóstico.    Nos casos menos típicos, e quando não há muita experiência nesta área, a biópsia    pulmonar cirúrgica ou por VATS deve ser considerada.</p>      <p  >&nbsp;</p>      <p  ><b>Bibliografia</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> . Lazor R, Vandevenne A, Pelletier A, Leclerc P, Court-Fortune I, Cordier JF, <i>et al. </i>Relapses in cryptogenic organizing pneumonia -characteristics of relapses in a series of 48 patients. Am J Resip Crit Care Med 2000; 162:571 -577.</p>      <p ><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Cordier JF. Update on cryptogenic organising pneumonia (idiopathic bronchiolitis obliterans organising pneumonia). Swiss Med Wkly 2002; 132:588 -591.</p>      <!-- ref --><p ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a> . Cordier JF. Cryptogenic organising pneumonia. Eur Respir J 2006; 28(2):422 -446.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0873-2159201000030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>. Cordier JF. Organising pneumonia. Thorax 2000; 55:318 -328.</p>      <p ><a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Lynch DA, Travis WD, Muller NL, Galvin JR, Hansell DM, Grenier PA, King Jr TE. Idiopathic interstitial pneumonias: CT features. Radiology 2005; 236(1):10 -21.</p>      <p >6. American Thoracic Society/European Respiratory Society International Multidisciplinary Consensus of the Idiopathic Interstitial Pneumonias. Am J Respir Crit Care Med 2002; 165:277 -304.</p>      <p ><a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Costabel U, Guzmon J, Tescler H. Broncholitis obliterans with organising pneumonia: outcome. Thorax 1995; 50(1):S59 -S64.</p>      <p >8. Bellomo R, Finlay M, McLaughlin P, Tai E. Clinical spectrum of cryptogenic    organaising pneumonia. Thorax 1995; 46:554 -558.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b><a name="c1"></a><a href="#topc1">Correspondência</a>:</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Margarida Aguiar</p>     <p >Serviço de Pneumologia I, Hospital de Santa Maria, CHLN</p>     <p >Av. Egas Moniz, 1500 Lisboa</p>     <p >e-mail: <a href="mailto:m_aguiar@netcabo.pt">m_aguiar@netcabo.pt</a></p>     <p >&nbsp;</p>     <p >Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/<i>received for publication</i>: 09.07.06  </p>     <p >Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/<i>accepted for publication</i>: 09.10.01</p>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Cordier]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
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<source><![CDATA[Eur Respir J]]></source>
<year>2006</year>
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<page-range>422 -446</page-range></nlm-citation>
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