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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Pneumologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A asma promove alterações na postura estática: Revisão sistemática]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Fonoaudiologia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-21592010000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-21592010000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-21592010000300009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Considerada um problema de saúde pública, a asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que induz uma obstrução ao fluxo aéreo, apresentando manifestações clínicas e respostas terapêuticas heterogéneas. Essa obstrução presente nos doentes asmáticos leva a encurtamentos musculares que por compensação podem promover alterações posturais, prejudicando ainda mais a mecânica respiratória. Portanto, faz-se necessário sintetizar as evidências disponíveis na literatura sobre alterações da postura estática em asmáticos, a fim de ajudar a guiar a prática clínica. Material e métodos: Foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, referente aos anos de 1980 a 2008, utilizando as palavras-chave: asthma, posture e suas correspondentes em português; além da busca manual nas referências dos artigos seleccionados. Resultados: Quatro estudos foram identificados, dos quais 2 (dois) encontraram diferenças significativas na postura estática entre asmáticos e não asmáticos, enquanto os demais, que avaliaram somente a coluna vertebral, não encontraram alterações posturais significativas. Discussão: Algumas alterações posturais foram identificadas em asmáticos: maior incidência de protração e elevação da cintura escapular, semiflexão do braço, protracção da cabeça e rectificação torácica. Porém, as evidências são contraditórias em relação à coluna vertebral, o que pode estar atribuído às diferenças metodológicas, amostrais, além de outras variáveis não verificadas em todos os estudos, como a realização de actividade física, tratamento fisioterápico, frequência das crises e internações, rinite, respiração oral. Conclusão: Os artigos sobre o assunto ainda são insuficientes para chegar a uma conclusão, sendo necessários estudos cuidadosamente desenhados para esclarecer estas questões.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Considered a public health problem, asthma is a chronic inflammatory disease of the airways that induces an airflow obstruction, presenting clinical manifestations and heterogeneous therapeutic responses. That obstruction present in asthma patients leads to muscle shortening, which in compensation can promote postural changes, further impairing respiratory mechanics. Therefore, is necessary to synthesize the evidence available in the literature about changes in static posture in asthma patients in order to help guide clinical practice. Materials and methods: We performed a literature review in the databases MEDLINE, LILACS and Sci- ELO, covering the years 1980 to 2008, using the descriptors: “asthma” and “posture” and its correspondents in Portuguese; “asthma” and “spinal” and its correspondents in Portuguese, besides the manual search in the references of selected articles. Results: Four studies were identified of which two (2) found significant differences in static posture between asthmatic and non -asthmatics, while others, who evaluated only the spine, found no significant postural changes. Discussion: Some postural changes were identified in asthmatics: higher incidence of elevation and protraction of the scapular girdle, semi flexion of the arm, protraction of the head and rectification of the thoracic spine. However, the evidence is contradictory on the spine, which can be attri buted to methodological and sample differences, and other variables not found in all study how the performance of physical activity, physiotherapy treatment, frequency of seizures and hospitalizations, rhinitis, mouth breathing. Conclusion: The articles about this are still insufficient to reach a conclusion; carefully designed studies are needed to clarify these issues.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Asma]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[mecânica respiratória]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>A asma promove alterações na postura estática? – Revisão sistemática</b></p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Juliana Albuquerque Baltar<sup>1</sup></b>,<b> Maria do Socorro Brasileiro    Santos<sup>2</sup></b>, <b>Hilton Justino da Silva<sup>3</sup></b></p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><sup>1</sup> Fisioterapeuta, Mestranda em Patologia pela Universidade Federal    de Pernambuco, Especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional, e-mail:<i> </i><a href="mailto:julianabaltar@hotmail.com">julianabaltar@hotmail.com</a></p>     <p ><sup>2</sup> Fisioterapeuta, Professora Adjunto do Departamento de Fisioterapia    da Universidade Federal de Pernambuco, Doutora em Ciências, e-mail: <a href="mailto:sbrasileiro@yahoo.com.br">sbrasileiro@yahoo.com.br</a></p>     <p ><sup>3</sup> Fonoaudiólogo, Professor Adjunto do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade    Federal de Pernambuco, Doutor em Nutrição. e-mail: <a href="mailto:hiltonfono@hotmail.com">hiltonfono@hotmail.com</a></p>     <p >Estudo realizado no Programa de Pós-graduação em Patologia, coordenado pelo    Prof. Dr. Nicodemos Teles de Pontes Filho, na Universidade Federal de Pernambuco</p>     <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resumo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Introdução: </b>Considerada um problema de saúde pública, a asma é uma    doença inflamatória crónica das vias aéreas que induz uma obstrução ao fluxo    aéreo, apresentando manifestações clínicas e respostas terapêuticas heterogéneas.    Essa obstrução presente nos doentes asmáticos leva a encurtamentos musculares    que por compensação podem promover alterações posturais, prejudicando ainda    mais a mecânica respiratória. Portanto, faz-se necessário sintetizar as evidências    disponíveis na literatura sobre alterações da postura estática em asmáticos,    a fim de ajudar a guiar a prática clínica.</p>      <p ><b>Material e métodos: </b>Foi realizada uma revisão de literatura nas bases    de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, referente aos anos de 1980 a 2008, utilizando    as palavras-chave: <i>asthma</i>, <i>posture </i>e suas correspondentes em português;    além da busca manual nas referências dos artigos seleccionados.</p>      <p ><b>Resultados: </b>Quatro estudos foram identificados, dos quais 2 (dois)    encontraram diferenças significativas na postura estática entre asmáticos e    não asmáticos, enquanto os demais, que avaliaram somente a coluna vertebral,    não encontraram alterações posturais significativas.</p>      <p ><b>Discussão: </b>Algumas alterações posturais foram identificadas em asmáticos:    maior incidência de protração e elevação da cintura escapular, semiflexão do    braço, protracção da cabeça e rectificação torácica. Porém, as evidências são    contraditórias em relação à coluna vertebral, o que pode estar atribuído às    diferenças metodológicas, amostrais, além de outras variáveis não verificadas    em todos os estudos, como a realização de actividade física, tratamento fisioterápico,    frequência das crises e internações, rinite, respiração oral. </p>      <p ><b>Conclusão: </b>Os artigos sobre o assunto ainda são insuficientes para    chegar a uma conclusão, sendo necessários estudos cuidadosamente desenhados    para esclarecer estas questões.</p>      <p ><b>Palavras-chave</b>: Asma, postura, mecânica respiratória.</p>        <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Does asthma promote changes in static posture? – Systematic review</b></p>     <p ><b>Abstract</b></p>     <p ><b>Introduction</b>: Considered a public health problem, asthma is a chronic    inflammatory disease of the airways that induces an airflow obstruction, presenting    clinical manifestations and heterogeneous therapeutic responses. That obstruction    present in asthma patients leads to muscle shortening, which in compensation    can promote postural changes, further impairing respiratory mechanics. Therefore,    is necessary to synthesize the evidence available in the literature about changes    in static posture in asthma patients in order to help guide clinical practice.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Materials and methods</b>: We performed a literature review in the databases    MEDLINE, LILACS and Sci- ELO, covering the years 1980 to 2008, using the descriptors:    “asthma” and “posture” and its correspondents in Portuguese; “asthma” and “spinal”    and its correspondents in Portuguese, besides the manual search in the references    of selected articles. </p>     <p ><b>Results</b>: Four studies were identified of which two (2) found significant    differences in static posture between asthmatic and non -asthmatics, while others,    who evaluated only the spine, found no significant postural changes. </p>     <p ><b>Discussion</b>: Some postural changes were identified in asthmatics: higher    incidence of elevation and protraction of the scapular girdle, semi flexion    of the arm, protraction of the head and rectification of the thoracic spine.    However, the evidence is contradictory on the spine, which can be attri buted    to methodological and sample differences, and other variables not found in all    study how the performance of physical activity, physiotherapy treatment, frequency    of seizures and hospitalizations, rhinitis, mouth breathing. </p>     <p ><b>Conclusion</b>: The articles about this are still insufficient to reach    a conclusion; carefully designed studies are needed to clarify these issues.</p>     <p ><b>Key-words</b>: Asthma, posture, respiratory mechanics.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Introdução</b></p>      <p >A asma é uma doença inflamatória crónica de alta prevalência, caracterizada    por obstrução variável ao fluxo aéreo e hiperreatividade ou hiperresponsividade    brônquica, resultante de uma interacção entre genética e exposição ambiental<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>.    Os seus sintomas são tosse, sibilância e taquidispneia, que se manifestam de    forma intermitente ou persistente, e requer tratamento profiláctico<sup><a name="top2"></a><a href="#2">2</a></sup>,    <sup><a name="top3"></a><a href="#3">3</a></sup>. </p>     <p >O crescimento de crianças com asma tem despertado interesse por ser esta uma    doença crónica e por serem utilizadas no seu manejo fármacos que podem prejudicar    o processo de desenvolvimento<sup><a name="top4"></a><a href="#4">4</a></sup>.  </p>     <p >No doente asmático, ocorre recrutamento excessivo dos músculos inspiratórios    acessóriose expiratórios, em resposta à obstrução ao fluxo aéreo, o que leva    a uma hipertrofia adaptativa<sup><a name="top5"></a><a href="#5">5</a></sup>,    <sup><a name="top6"></a><a href="#6">6</a></sup>. Esses músculos, quando colocados    sob muita tensão, encurtam-se e perdem a flexibilidade, resultando na redução    do comprimento e da força<sup><a name="top7"></a><a href="#7">7</a></sup>, <sup><a name="top8"></a><a href="#8">8</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p > A primeira consequência de uma mecânica respiratória insatisfatória é um    bloqueio inspiratório, com diminuição do volume expiratório e da capacidade    inspiratória<sup><a href="#6">6</a></sup>,<sup><a href="#8">8</a></sup>,<a name="top9"></a><sup><a href="#9">9</a></sup>.    Porém, a biomecânica da caixa torácica não funciona de forma isolada, estando    inserida numa mecânica corporal global; qualquer desequilíbrio respiratório    trará reflexos sobre a organização global<sup><a href="#8">8</a></sup>,<sup><a name="top10"></a><a href="#10">10</a></sup>.  </p>     <p >Dada a complexa biomecânica da postura, que possibilita a integração funcional    de vários segmentos através de compensações, é necessário buscar evidências    científicas sobre possíveis alterações presentes em asmáticos para melhor direccionar    os rumos da sua reabilitação. </p>     <p >O objectivo desse estudo é realizar uma revisão sistemática de estudos que    analisaram a associação entre asma e postura estática, sumarizando os dados    existentes sobre as áreas respiratórias e de avaliação postural, como também    sugerir enfoques científicos para pesquisas futuras nessas áreas.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Material e métodos</b></p>      <p >Realizou-se uma revisão sistemática de artigos científicos sobre alterações    posturais em asmáticos, indexados nas bases de dados MEDLINE (literatura internacional    em ciências da saúde), LILACS (literatura latino-americana e do Caribe em ciências    da saúde) e SCIELO Brasil <i>(Scientific Electronic Library Online). </i>Para    busca, foram utilizados as seguintes palavras-chave: <i>asthma</i>, <i>posture    </i>e suas correspondentes em português. Estas palavras-chave poderiam estar    no título ou no resumo. Uma estratégia complementar utilizada foi a busca manual    em listas de referências dos artigos seleccionados. Os títulos e resumos dos    artigos foram analisados e incluíram-se os estudos que tiveram como desfecho    as alterações na postura estática, publicados entre 1980 e 2008. Quando o título    e o resumo não eram esclarecedores, o artigo era lido na íntegra para que estudos    relevantes não fossem excluídos da revisão. </p>     <p >A busca foi conduzida em Dezembro de 2008 por dois pesquisadores de forma    independente, seguindo os critérios de inclusão e exclusão. Foi revisada em    Janeiro de 2009 e não foram encontrados artigos adicionais que estivessem nos    critérios de inclusão. </p>     <p >Foi realizada uma análise descritiva de dados extraídos dos estudos seleccionados    que foram: autor, ano de publicação, país onde a pesquisa foi realizada, número    da amostra, gravidade da asma, faixa etária avaliada, objectivos, principais    resultados observados.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Resultados</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A busca aos artigos, segundo a estratégia definida, resultou em 142 artigos,    e, de acordo com os objectivos do estudo e os critérios de inclusão, apenas    4 artigos foram selecionados. Os 138 artigos descartados investigavam apenas    respiradores orais, técnicas de tratamento para a asma, impedância do sistema    respiratório, depuração mucociliar, mudança de decúbitos, posicionamentos nos    testes de função respiratória e pico de fluxo expiratório, algumas patologias    associadas (neurológicas, psíquica, endógenas, cardíacas, digestivas, nutricionais,    odontológicas, distúrbios do sono), não contendo avaliação da postura estática    de indivíduos asmáticos. </p>     <p >O Quadro I apresenta um resumo dos estudos incluídos. Desses estudos, três    foram desenvolvidos no Brasil<sup><a name="top11"></a><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a name="top12"></a><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a name="top13"></a><a href="#13">13</a></sup>,    sendo um no estado de Minas Gerais<sup><a href="#12">12</a></sup> e dois no    estado de São Paulo<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#13">13</a></sup>,    e apenas um na Finlândia<sup><a name="top14"></a><a href="#14">14</a></sup>.    Em relação ao género, apenas um estudo utiliza o género masculino<sup><a href="#13">13</a></sup>,    enquanto os demais<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>    apresentam ambos os géneros. Quando verificamos a faixa etária, observamos uma    distribuição não uniforme, dois estudaram crianças<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#13">13</a></sup>,    um adolescentes <sup><a href="#14">14</a></sup> e outro adultos<sup><a href="#11">11</a></sup>.    Mellin<sup><a href="#14">14</a></sup> comparou 35 adolescentes asmáticos com    35 saudáveis, pareados em relação ao género, idade, peso e altura, e observou    que não houve diferenças significativas entre os grupos estudados em relação    às curvaturas sagitais da coluna vertebral (cifoses e lordoses). Alterações    de mobilidade da coluna também foram investigadas e os asmáticos apresentaram    melhor mobilidade, tanto torácica quanto lombar. </p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Quadro I</b> &#8211; Caracter&iacute;sticas dos estudos seleccionados</p>     <p ><img src="/img/revistas/pne/v16n3/16n3a09q1.jpg" width="661" height="275"></p>     
<p >&nbsp;</p>     <p >Robles-Ribeiro <i>et al.</i><sup><a href="#11">11</a></sup> estudaram 19 doentes    asmáticos, sendo 14 com asma moderada e 5 com asma grave, e 20 voluntários saudáveis    adultos. Verificaram que o grupo asmático apresentou aumento significativo da    protracção dos ombros e que quanto menor o pico de fluxo expiratório maior será    essa protracção (p&lt;0,001). </p>     <p >Azevedo <i>et al.</i><sup><a href="#12">12</a></sup> avaliaram 36 crianças:    10 asmáticas, sendo 4 com asma moderada, 3 com asma leve persistente e 3 com    asma intermitente; e 26 não asmáticas. Não observaram diferença estatística    no grau de inclinação pélvica nem no índice de lordose lombar entre os grupos    estudados. </p>     <p >Lopes <i>et al.</i><sup><a href="#13">13</a></sup> compararam três grupos    de crianças do género masculino: 20 sem história de asma ou alergias (controlo),    20 com asma moderada e 20 com asma grave. Verificaram que os grupos com asma    apresentaram maior incidência de protracção e elevação da cintura escapular    quando comparados com o grupo-controlo. O grupo com asma grave apresentou uma    maior semi flexão do braço, protracção da cabeça, rectificação torácica e expansão    torácica limitada quando comparado com o grupo-controlo, mas apenas os dois    últimos dados foram estatisticamente significativos. O grupo com asma moderada    apresentou valores intermediários.</p>      <p >&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Discussão</b></p>      <p >Os artigos seleccionados apresentaram heterogeneidade quanto à metodologia    aplicada o que impede a união dos diferentes estudos sob uma única medida, inviabilizando    a realização de uma metanálise. Neste caso, será realizada apenas uma apresentação    descritiva dos dados. </p>     <p >Dois estudos apresentados nessa revisão mostraram alterações na postura estática    causadas pela asma<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#13">13</a></sup>    enquanto os demais não encontraram alterações posturais significativas<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>.    Esta contradição pode estar atribuída aos diferentes métodos utilizados para    avaliação postural, diferentes objectivos de estudo, as amostras distinguiam    tanto na faixa etária quanto na gravidade da asma, além de outras variáveis    não verificadas em todos os estudo, como a realização de actividade física,    tratamento fisioterápico, frequência das crises e internações, rinite, respiração    oral. </p>     <p >Os artigos que avaliaram a cintura escapular obtiveram resultados similares,    mesmo estudando diferentes faixas etárias, onde a gravidade da asma esteve directamente    relacionada com uma maior protracção dos ombros<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#13">13</a></sup>,    propondo que esse aumento na protracção dos ombros seja decorrente da asma e    que a idade <i>per si </i>não promova essa alteração postural. </p>     <p >Como vimos, existem poucos estudos que tenham descrito alterações da postura    estática em asmáticos. Só em 2007, um estudo caracterizou o padrão postural    de crianças com asma grave, incluindo protracção da cabeça e elevação e protracção    da cintura escapular, e, aditivamente, constatou uma maior semiflexão do braço,    rectificação torácica e expansão torácica limitada, quando comparado com o grupo-controlo<sup><a href="#13">13</a></sup>.    Além disso, verificaram que crianças com asma moderada apresentavam apenas algumas    dessas alterações, sugerindo que existe uma correlação entre o estado clínico    da asma e as adaptações posturais. </p>     <p >Quanto às curvaturas da coluna vertebral, constatamos que dos quatro artigos    avaliados nessa revisão três consideraram esse segmento corporal no estudo<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#13">13</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>;    destes apenas um apresentou alterações significativas<sup><a href="#13">13</a></sup>    e os demais não encontraram diferenças posturais entre os grupos estudados<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#14">14</a></sup>.    Mellin<sup><a href="#14">14</a></sup> afirma que os resultados encontrados podem    ser decorrentes da faixa etária estudada, uma vez que os adolescentes podem    estar em fases de puberdade diferentes, e a avaliação da postura ter sido realizada    durante um curso de Verão para asmáticos, encontrando-se estes adolescentes    a praticar exercícios físicos, exercícios respiratórios e fisioterapia pulmonar.  </p>     <p >O outro estudo que também não apresentou diferença significativa nas curvaturas    da coluna vertebral em crianças asmáticas, quando comparadas com crianças não    asmáticas, foi o de Azevedo<sup><a href="#12">12</a></sup>. Este estudo sugere    que tais alterações posturais só seriam significativas em crianças com asma    grave, que não foi a população-alvo do estudo, e que a pequena amostra de asmáticos    pode ter prejudicado a extrapolação dos resultados obtidos para a população.  </p>     <p >Diferentemente aos estudos de Mellin<sup><a href="#14">14</a></sup> e Azevedo<sup><a href="#12">12</a></sup>,    Lopes<sup><a href="#13">13</a></sup> e colaboradores observaram alterações posturais    nos segmentos do esqueleto axial; no entanto, é preciso ressaltar que a amostra    foi compreendida apenas no género masculino e a metodologia empregada para avaliar    a coluna vertebral foi diferente das utilizadas pelos demais autores; ambos    os aspectos metodológicos e amostrais poderiam justificar os resultados obtidos.</p>     <p > Ao abordarmos os aspectos referentes à gravidade da asma, dois estudos mostraram    que esta variável está directamente relacionada com as alterações posturais    encontradas<sup><a href="#11">11</a></sup>,<sup><a href="#13">13</a></sup>.    Apenas um não encontrou nenhuma correlação entre essas variáveis clínicas e    posturais<sup><a href="#12">12</a></sup>, o que pode ser explicado pela diferença    amostral e pela técnica de avaliação. Um dos artigos não considerou a gravidade    da asma<sup><a href="#14">14</a></sup>. </p>     <p >Uma das razões do interesse em se estudar a associação entre a asma e a postura    decorre da elevada prevalência da asma e da necessidade de que factores agravantes,    como alterações na mecânica respiratória, possam ser controlados, melhorando    assim a qualidade de vida do asmático. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Desta forma, a realização de estudos cuidadosamente desenhados, com recrutamento    de doentes asmáticos e indivíduos não asmáticos (aparentemente saudáveis) devidamente    pareados em relação ao género, idade, peso, altura, e outras possíveis variáveis    de confusão, podem contribuir para a produção de novas evidências acerca da    relação entre asma e postura estática.</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><b>Bibliografia</b></p>      <p ><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> . National Institutes of Health World    Health Organization. U.S. Department of Health, Education and Welfare. Global    strategy for asthma management and prevention. NIH Publ 1995; 95:3659.</p>      <p ><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Moura JA, Camargos PA, Blic J. Tratamento profilático da Asma. J Pediatria    (Rio J.) 2002; 78(2): 141-150.</p>      <p ><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Dalcin PT, Medeiros AC, Siqueira MK, Mallmann F, Lacerda M, Gazzana MB,    <i>et al. </i>Asma aguda em adultos na sala de emergência: O manejo clínico    na primeira hora. J Pneumol 2000; 26:297-306.</p>      <p ><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Doull IJ. The effect of asthma and its treatment on growth. Arch Dis Child    2004; 89:60-63.</p>      <p ><a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Luce JM, Culver B. Respiratory muscles function in health and disease.    Chest 1982; 81(1):82-90.</p>      <p ><a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Lavietes MH, Grocela JA, Maniatis T, Potulski F, Ritter AB, Sunderam G.    Inspiratory muscle strength in asthma. Chest 1988; 93(5): 1043-1048.</p>      <p ><a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Cala SJ, Edyvean J, Engel LA. Chest wall and trunk muscle activity during    inspiratory loading. J Applied Phys 1992; 6: 2373-2381.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a name="8"></a><a href="#top8">8</a>. Souchard P. Le rôle de la rééducation posturale globale (RPG) dans les    pathologies respiratoires. Ver Française Maladies Resp 2005; 22: 524-525.</p>      <p ><a name="9"></a><a href="#top9">9</a>. Lougheed MD, Webb KA, O’Donnell DE. Breathlessness during induced hyperinflation    in asthma: the role of the inspiratory threshold load. A J Resp Critical Care    Med 1995; 152:911-920.</p>      <!-- ref --><p ><a name="10"></a><a href="#top10">10</a>. Bienfait M. Fisiologia da terapia manual. Ed. Summus, São Paulo, 1989.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0873-2159201000030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><a name="11"></a><a href="#top11">11</a>. Robles-Ribeiro P, Ribeiro M, Lianza    S. Relationship between peak expiratory flow rate and shoulders posture in healthy    individuals and moderate to severe asthmatic patients. J Asthma 2005; 42: 783-786.</p>      <p ><a name="12"></a><a href="#top12">12</a>. Azevedo VM, Rocha PM, Casaes G, Lopes R Carneiro RL. Alterações posturais    em crianças asmáticas. Rev Paul Ped 2005; 23(3): 130-135. </p>      <p ><a name="13"></a><a href="#top13">13</a>. Lopes E, Fanelli-Galvani A, Prisco    C, Gonçalves R, Jacob C, Cabral A, Martins M, Carvalho C. Assessment of muscles    shortening and static posture in children with persistent asthma. Euro J Ped    2007; 166: 715-721,</p>      <p ><a name="14"></a><a href="#top14">14</a>. Mellin G. Increased spinal mobility    in adolescents with bronchial asthma. Scand J Rehab Med 1990; 22:21-24.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p >Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/<i>received for publication</i>: 09.04.22  </p>     <p >Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/<i>accepted for publication</i>: 09.09.16</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Bienfait]]></surname>
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<source><![CDATA[Fisiologia da terapia manual]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. Summus]]></publisher-name>
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