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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ecografia na patologia torácica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the past few years transthoracic ultrasound has been recognized as an important tool for chest physicians. At present, ultrasound devices are practical, portable, easy to use and reliable, which makes them suited for diagnostic investigations as well as for therapeutic procedures guidance. Basic ultrasound technical expertise is required to assess pleural effusions and perform ultrasound-guided thoracentesis. More complex procedures can be done with specific training and include assistance to chest drain insertion and identification with potential biopsy of thoracic lesions. The authors aim to review, in a practical approach, the technique and recent developments in this field. Clinical cases are presented in order to illustrate and guide the beginner in chest ultrasound.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Ecografia na patologia torácica</B></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>António Bugalho1*, </B><B>Júlio Semedo*, </B><B>João Alpendre2**, </B><B>José    Cepeda Ribeiro* e </B><B>Luís Carreiro*</B></P>     <p>1 Assistente Convidado de Pneumologia, CEDOC, Faculdade de Ciências Médicas,    Universidade Nova de Lisboa</P>     <p>2 Assistente Convidado de Imagiologia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade    Nova de Lisboa</P>     <p>* Unidade de Técnicas Invasivas Pneumológicas, Departamento de Pneumologia,    Hospital de Pulido Valente, Centro Hospitalar Lisboa Norte</P>     <p>** Serviço Universitário de Radiologia, Hospital de Pulido Valente, Centro    Hospitalar Lisboa Norte</P>     <p><I>e-mail: </I><a href="mailto:antonio.bugalho@netcabo.pt">antonio.bugalho@netcabo.pt</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Resumo</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos  últimos anos a ecografia torácica tem vindo a ser reconhecida como um  instrumento de extrema importância para os pneumologistas. Actualmente, os  equipamentos são práticos, portáteis, de fácil utilização e fidedignos, o que os  torna apropriados para utilização no diagnóstico e orientação de procedimentos  terapêuticos. Na avaliação de derrame pleural e condução de toracentese são  necessárias competências técnicas básicas em ultra-sonografia. Procedimentos  mais complexos devem ser realizados perante treino específico e incluem a  colocação de dreno torácico e identificação com eventual biopsia de lesões  torácicas. Os autores procuram abordar, de um ponto de vista prático, a técnica  e os recentes avanços alcançados neste campo. São apresentados alguns casos  clínicos no sentido de ilustrar e guiar aqueles que desejam iniciar a realização  de ecografia do tórax.</P>     <p><B>Palavras-chave: </B>Ecografia, ultra-sonografia, tórax, pleura, doenças    pulmonares, derrame pleural, cancro do pulmão.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Ultrasound in chest disease</b></P>     <p><b>Abstract</b></P>     <p>   In the past few years transthoracic ultrasound has   been recognized as an important tool for chest physicians.   At present, ultrasound devices are practical,   portable, easy to use and reliable, which makes them   suited for diagnostic investigations as well as for therapeutic   procedures guidance.</P>     <p> Basic ultrasound technical expertise is required to assess pleural effusions    and perform ultrasound-guided thoracentesis. More complex procedures can be    done with specific training and include assistance to chest drain insertion    and identification with potential biopsy of thoracic lesions.</P>     <p>The authors aim to review, in a practical approach,   the technique and recent developments in this field.   Clinical cases are presented in order to illustrate and   guide the beginner in chest ultrasound.</P>     <p> <b>Key-words</b>: Ultrasound, sonography, chest, thorax, pleura, lung diseases,    pleural effusion, lung cancer.</P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Introdução</B></P>     <p>A utilização da ecografia é transversal a múltiplas especialidades, sendo a    sua importância reconhecida em procedimentos diagnósticos e terapêuticos, em    várias áreas do foro médico. Durante duas décadas, este exame complementar foi    subaproveitado na patologia torácica. A crença inicial num valor limitado devido    à interposição de conteúdo gasoso, o elevado custo dos equipamentos e a longa    curva de aprendizagem, associados à inexistência de centros de formação dirigidos    aos internos ou especialistas de pneumologia em Portugal, contribuíram para    a escassa implementação.</P>     <p> A importância da ultra-sonografia torácica é presentemente reconhecida pela    <I>European Respiratory Society </I>e pelo HERMES (<I>Harmonization of Education    in Respiratory Medicine for European Specialists</I>), que, na sua actualização    de 2008<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, recomenda a aprendizagem da técnica como parte integrante do currículo    em pneumologia do adulto. Sugere que os níveis de conhecimento devem abranger    diversos factores que englobam: princípios básicos ecográficos e anatómicos;    alterações patológicas, com especial relevo para o estudo do derrame pleural    e neoplasia; indicações para biopsia guiada. Relativamente à prática clínica,    esta deve contemplar a manipulação dos equipamentos, a correcta interpretação    das imagens e relação com outras modalidades do foro radiológico; a identificação    de lesões e o aumento da eficácia de punção, aspiração e/ ou biopsia. </P>     <p>O treino em ecografia na patologia torácica, realizado no nosso país de modo    individual e habitualmente sob aconselhamento ou estreita colaboração com a    especialidade de imagiologia, pode e deve ser desenvolvido de forma organizada    e sistemática. Quando este exame é praticado diariamente, a aprendizagem torna-se    mais curta, não ultrapassando as quatro a seis semanas para o fácil manuseamento    do equipamento e o correcto diagnóstico de derrame pleural, segundo a experiência    dos autores. A avaliação de consolidação ou massa pulmonar periférica e a realização    de técnicas invasivas implica um período de formação mais prolongado. A simplicidade,    fiabilidade, versatilidade – com utilização no contexto de cuidados intensivos,    serviço de urgência, enfermaria, unidade de técnicas invasivas – e a diminuição    da exposição dos doentes e profissionais de saúde à radiação representam outros    benefícios. </P>     <p>Os avanços tecnológicos que conduziram ao aparecimento de equipamentos de menor    dimensão e custo permitem, inclusivamente, o estudo vascular detalhado ou a    individualização de estruturas extraluminais das vias aéreas (ecoendoscopia    brônquica ou esofágica), não abordados neste trabalho. Por todos estes motivos,    a ecografia do tórax é actualmente um exame de rotina que confere vantagem em    variados procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos (Quadro I). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro I</b> &#8211; Avalia&ccedil;&atilde;o por ultra-sonografia</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06q1.jpg" width="599" height="143"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><B>Equipamento, técnica e anatomia ecográfica</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avaliação ecográfica do tórax é condicionada pelas barreiras acústicas óssea    e aérea (absorção dos ultra-sons pelo tecido ósseo e total reflexão pelo pulmão    contendo ar), mas o espaço pleural e o parênquima pulmonar subpleural são acessíveis    utilizando a janela fornecida pelos espaços intercostais. </P>     <p>Pelas condicionantes anatómicas, o estudo ecográfico não constitui um exame    de primeira linha na maioria das situações. Sempre que possível, deve ser precedido    pela avaliação dos radiogramas e/ou TC de tórax, de forma a determinar a localização    e a acessibilidade da patologia, obviando perda de tempo e estudos não diagnósticos.  </P>     <p>O posicionamento do doente é variável, mas a dependência da gravidade deve    ser tida em consideração. Se o exame tem como objectivo a orientação de uma    manobra invasiva, é imprescindível realizá-lo na futura posição da intervenção.    O acesso à lesão deve ser alcançado de forma confortável para o examinado e    examinando. Para abrir a janela intercostal é útil elevar o membro superior    do lado a visualizar, repousando a mão sobre o ombro oposto ou região posterior    da cabeça. </P>     <p>A generalidade dos ecógrafos permite o estudo da pleura e do parênquima pulmonar,    utilizando dois tipos de sonda<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>:</P>     <blockquote>        <p>• Sondas com frequências de aproximadamente 7,5 MHz, com boa resolução espacial,      no entanto com reduzida penetração em profundidade, apenas permitindo a visualização      e adequada caracterização do espaço pleural e do parênquima em doentes não      obesos. São sondas rectangulares, denominadas lineares;</p>       <p>• Sondas com frequência de aproximadamente 3,5 MHz, com maior penetração      em profundidade, facilitando a localização das alterações e a noção do volume      das lesões de maior dimensão, também utilizadas nos doentes com maior espessura      das partes moles da parede torácica (por exemplo em doentes obesos ou em anasarca).      No entanto, perdem resolução espacial e capacidade na caracterização da&nbsp;      ecostrutura. Têm forma curvilínea e são denominadas sondas sectoriais e convexas.</p> </blockquote>     <p>A sonda deve ser aplicada sempre com gel, exercendo alguma pressão, de maneira    a maximizar o contacto com a pele, evitando interferências de propagação dos    ultra-sons. A identificação de estruturas sólidas, como o fígado e o baço, facilita    uma correcta orientação. A manipulação sistemática no sentido longitudinal cefalocaudal    (linha paravertebral, linha escapular média; linha axilar anterior, média e    posterior, linha medioclavicular e linha paraesternal) e transversal-oblíquo    (da porção posterior do tórax para a anterior ao longo dos espaços intercostais)    previne omissões e permite a correcta localização de estruturas anatómicas e    patológicas<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>,<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.    Uma vez identificada a lesão em investigação, a mobilização da sonda em diferentes    planos e angulações faculta ao examinador uma noção tridimensional da estrutura.    Na Fig. 1 (A/B) observa -se a anatomia da parede torácica, numa imagem obtida    no plano sagital, com uma sonda linear com frequência de 7,5 MHz. A Fig. 2 (A/B),    obtida com frequência superior a 7,5 MHz caracteriza melhor a interface pleuropulmonar.    Normalmente, esta linha hiperecogénica desliza sob a parede torácica de forma    síncrona com os movimentos respiratórios – <I>sinal de deslizamento</I>.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f1.jpg" width="692" height="346"></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fig. 1 (A/B)</b> &#8211; Identifica-se o tecido celular subcut&acirc;neo    hipoecog&eacute;nico (A), m&uacute;sculos intercostais (B) intervalados com    os arcos costais (C), que condicionam uma imagem hiperecog&eacute;nica com cone    de sombra posterior (D), impedindo a visualiza&ccedil;&atilde;o em profundidade.    A interface pleuropulmonar (E) surge como uma linha hiperecog&eacute;nica que    desliza sob a parede tor&aacute;cica com os movimentos respirat&oacute;rios,    sendo ainda poss&iacute;vel observar artefactos em cauda de cometa (F) e de    reverbera&ccedil;&atilde;o (G), criados pelo limite do pulm&atilde;o ventilado    e presentes, em pequeno n&uacute;mero, durante os movimentos respirat&oacute;rios</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f2.jpg" width="693" height="345"></P>     
<p><b>Fig. 2 (A/B)</b> &#8211; Observa-se uma linha hiperecog&eacute;nica fina,    traduzindo a pleura parietal (A), uma linha hipoec&oacute;ide formada pelo espa&ccedil;o    pleural (B) e uma linha hiperecog&eacute;nica de maior espessura, constitu&iacute;da    pela pleura visceral em conjunto com a reflex&atilde;o acentuada dos ultra-sons    pelo par&ecirc;nquima subjacente (C), dando a impress&atilde;o vicariante de    maior espessura da pleura visceral relativamente &agrave; parietal</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Aplicações diagnósticas </B></P>     <p><B>Patologia da parede torácica</B></P>     <p>A  ecografia torácica, ao visualizar a sonoanatomia das diferentes estruturas  tecidulares, é um excelente método para objectivar a forma, o tamanho, a  espessura, a linha de demarcação, a ecogenicidade e a ocupação do espaço, por  processos sólidos, líquidos ou estruturais, que reflectem alterações da parede  torácica<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.  Em termos metodológicos, o envolvimento da parede torácica por ser decomposto em  dois grupos: </P>     <blockquote>       <p>• Lesões benignas – lipoma, abcesso, hematoma, fractura de arco costal ou      esterno;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Lesões malignas – tumores invasivos, adenopatias metastáticas, osteólise.</p> </blockquote>     <p><B><I>Lesões benignas</I></B></P>     <p>Das lesões sólidas benignas, o lipoma é uma alteração comum da parede torácica    (Fig. 3). Os hematomas e os abcessos são as lesões de conteúdo líquido mais    frequentes, sendo a sua distinção ecográfica difícil. Os hematomas são habitualmente    aneco ou hipoecogénicos e, quando organizados, apresentam-se com ecogenicidade    heterogénea. Os abcessos caracterizam -se pela formação capsular em diferentes    graus, com estruturas que parecem flutuar no seu interior.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f3.jpg" width="408" height="408"></P>     
<p><b>Fig. 3</b> &#8211; Indiv&iacute;duo do sexo masculino, 55 anos, com tumefac&ccedil;&atilde;o    da parede tor&aacute;cica, correspondente a lipoma. Com a sonda de 7,5MHz observa-se    uma estrutura hipoecog&eacute;nica, com m&uacute;ltiplos septos de maior ecogenecidade    no seu interior (A), delimitada face aos tecidos circundantes por uma c&aacute;psula    regular. Pode ainda visualizar-se a linha pleuropulmonar (B) e o pulm&atilde;o    arejado (C).</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> Na fractura de costelas, o diagnóstico radiológico pode ser difícil, sobretudo    se existe alinhamento dos arcos costais. Neste caso, um observador atento e    treinado em ultra-sonografia pode identificar ecos de reverberação designados    <I>fenómeno em chaminé</I>. Perante distanciamento dos topos, deslocação, fragmentos    ósseos ou situações acompanhantes, como hematoma dos tecidos adjacentes ou derrame    pleural, as alterações são mais exuberantes.</P>     <p><B><I>Lesões malignas</I></B></P>        <p>O crescimento tumoral é um critério importante nas lesões malignas que ocupam    espaço. A textura sonográfica dos tumores invasivos é habitualmente hipoecogénica,    heterogénea e com ecos de reverberação na porção mais posterior (Fig. 4). A    utilização do Doppler de cor possibilita a identificação do tipo e padrão de    vascularização.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f4.jpg" width="409" height="408"></P>     
<p><b>Fig. 4</b> &#8211; Doente do sexo masculino, 80 anos, fumador (110 UMA),    com o diagn&oacute;stico de carcinoma pavimento celular do pulm&atilde;o (T4N3M1).    O recurso a sonda de 3.5MHz sectorial possibilitou a visualiza&ccedil;&atilde;o    de les&atilde;o hipo/anecog&eacute;nica (A), correspondente a forma&ccedil;&atilde;o    tumoral, com infiltra&ccedil;&atilde;o da parede tor&aacute;cica e descontinuidade    do arco costal adjacente (B). Salientam-se os ecos de reverbera&ccedil;&atilde;o    (C) que distinguem a por&ccedil;&atilde;o posterior da massa face ao pulm&atilde;o    normal (D)</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> A sonomorfologia dos gânglios linfáticos permite, com alguma cautela, indicar    a natureza da lesão. A heterogeneidade, o limite pouco definido e o crescimento    agressivo, não poupando as estruturas adjacentes, são característicos das adenopatias    metastáticas<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Nas metástases osteolíticas existe uma interrupção e destruição    da cortical, com transmissão de ecos patológicos. São habitualmente observadas    como lesões ocupando espaço, bem demarcadas, redondas ou ovaladas, com estrutura    parcialmente hipoecogénica. A avaliação do perfil evolutivo das lesões malignas    é uma das vantagens da utilização criteriosa e regular da ecografia torácica<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Patologia  pleural</B></P>     <p>Para  além da parede, a ecografia torácica permite a visualização da maioria da  estrutura pleural. Três entidades distinguem-se na avaliação ultra-sonográfica  da pleura:</P>     <blockquote>       <p>• Derrame pleural; </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Tumores da pleura;</p>       <p>• Pneumotórax.</p> </blockquote>     <p><B><I>Derrame pleural</I></B></P>     <p>Constitui a principal e mais acessível indicação para realização de ecografia    torácica. Em condições normais, o doente deve estar sentado ou com o tronco    a 45º. A avaliação realiza-se com colocação longitudinal da sonda, incidindo    a inspecção sobre as zonas pulmonares dependentes. </P>     <p>Uma das vantagens deste exame consiste na fácil identificação de líquido, mesmo    em pequenas quantidades, com sensibilidade diagnóstica superior à radiografia    simples do tórax e TC torácica. A colecção aparece como uma zona hipoecogénica    bem delimitada pela pleural parietal e pela interface da pleural visceral com    o pulmão periférico. A utilização do Doppler de cor evidencia sinal vermelho/    azul, correspondente a fluido que se desloca por transmissão dos movimentos    respiratórios e cardíacos. Facilita também a distinção com espessamento pleural,    atelectasia, consolidação pulmonar ou lesão sólida. As características do líquido    proporcionam informações úteis, permitindo a inclusão da colecção líquida em    quatro padrões ultra-sonográficos<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>    (Fig. 5 A/B/C/D). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f5.jpg" width="631" height="639"></P>     
<p><b>Fig. 5</b> &#8211; <b>A</b> &#8211; Doente do sexo feminino, 65 anos, com    etilismo cr&oacute;nico, insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica cr&oacute;nica,    ascite e derrame pleural. Observa-se um padr&atilde;o   anecog&eacute;nico puro (A), presente sobretudo nos transudados. O conte&uacute;do    l&iacute;quido encontra-se delimitado pela pleura diafragm&aacute;tica, par&ecirc;nquima    hep&aacute;tico heterog&eacute;neo (B) e pulm&atilde;o adjacente com atelectasia    passiva (C). <b>B</b> &#8211; Doente do sexo feminino, 35 anos, n&atilde;o fumadora,    sob investiga&ccedil;&atilde;o por derrame pleural direito. A ecografia tor&aacute;cica    revelou um padr&atilde;o complexo n&atilde;o septado (A) com part&iacute;culas    ecog&eacute;nicas heterog&eacute;neas no interior de liquido anecog&eacute;nico,    normalmente compat&iacute;vel com um exsudado. O movimento das part&iacute;culas    em redemoinho, associado ao espessamento e irregularidade da pleura diafragm&aacute;tica    (setas), &eacute; sugestivo de derrame neopl&aacute;sico. As bi&oacute;psias    pleurais confirmaram o diagn&oacute;stico de adenocarcinoma do pulm&atilde;o.    <b>C</b> &#8211; Doente do sexo masculino, 58 anos, etilismo cr&oacute;nico,    pneumonia complicada por empiema sem identifica&ccedil;&atilde;o de agente etiol&oacute;gico.    Com um padr&atilde;o ecog&eacute;nico homog&eacute;neo, no qual todo o espa&ccedil;o    entre os dois folhetos se encontra preenchido por l&iacute;quido de ecogeneidade    aumentada (A), presente exclusivamente nos exsudados. <b>D </b>&#8211; Doente    do sexo masculino, 34 anos, com o diagn&oacute;stico de tuberculose pleuropulmonar.    Observa-se um padr&atilde;o complexo septado, com septos m&oacute;veis e im&oacute;veis    que estabelecem m&uacute;ltiplas locas (A), estando associado espessamento pleural.    Ocorre exclusivamente nos exsudados</P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Perante a existência de quantidade anómala de líquido, coloca-se a seguinte    pergunta: podemos puncioná-lo em segurança? O volume e a existência de loculação    constituem factores de extrema importância na abordagem diagnóstica e terapêutica.    A quantificação empírica do líquido por ecografia é mais precisa comparativamente    à radiografia de tórax em decúbito lateral<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, mas devido às variações anatómicas    não é possível realizar a determinação exacta do volume, à semelhança do que    se faz noutras situações, como por exemplo na patologia prostática. As fórmulas    mais simples para obtenção do volume estimado (em mililitros) são alcançadas    com base na determinação do diâmetro longitudinal máximo – distância de separação    máxima entre os folhetos parietal e visceral (em milímetros) multiplicada por    um coeficiente de 90 (com o doente sentado) ou de 20 (com o doente em decúbito)<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>,<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.    Na prática, uma separação dos dois folhetos pleurais superior a 5mm é suficiente    para a colheita de líquido e, se superior a 15mm, a utilização de agulha de    Ramel é feita em segurança. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos derrames de longa evolução existe habitualmente espessamento pleural. O    processo inflamatório, fibrótico e cicatricial apresenta-se, numa fase precoce,    como um &nbsp;aumento da ecogenecidade da pleura parietal e, numa fase mais    tardia, envolve o folheto visceral e a superfície pulmonar, atenuando a amplitude    do sinal de&nbsp; deslizamento. Quando a espessura pleural costal é superior    a 10mm existe uma elevada probabilidade de malignidade, sendo mandatório o correcto    diagnóstico diferencial<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Outros factores sugestivos de derrame neoplásico    são a deslocação do líquido num padrão em remoinho – <I>swirling sign</I><sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>,    nodularidade pleural e espessamento diafragmático superior a 7mm<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> (Fig. 5B).</P>     <p><B><I>Tumores  da pleura</I></B></P>     <p>A ecografia do tórax constitui um método eficaz de avaliação da superfície    pleural, perante a suspeita de envolvimento neoplásico. A janela acústica possibilita    a delimitação de lesões nodulares, de ecogeneidade variável, com espessamento    difuso da pleura parietal ou diafragmática e mais raramente da pleura visceral.  </P>     <p>É impossível, por critérios ecográficos, distinguir um tumor pleuropulmonar    com invasão da parede de um tumor da parede com extensão à pleura. Quando ocorre    crescimento tumoral e infiltração existe alteração na normal estrutura da parede    (Fig. 6). Um recente estudo prospectivo<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> confirmou a superioridade da ecografia    na identificação de invasão da parede torácica comparativamente à TC do tórax.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f6.jpg" width="408" height="405"></P>     
<p><b>Fig. 6</b> &#8211; Doente do sexo masculino, 63 anos, ex-fumador (60 UMA),    sem outros factores de risco identificados. Enviado para avalia&ccedil;&atilde;o    de derrame pleural esquerdo recidivante, tendo realizado duas toracenteses com    bi&oacute;psias pleurais, sem resultado conclusivo. A ecografia da parede tor&aacute;cica    com sonda de 7,5 MHz revela, nos locais anteriormente puncionados, les&atilde;o    hipoecog&eacute;nica (A) com descontinuidade da linha hiperecog&eacute;nica    que traduz a pleura parietal (B), altera&ccedil;&atilde;o do tecido muscular    e celular subcut&acirc;neo adjacente (C) e aboli&ccedil;&atilde;o do sinal de    deslizamento por fixa&ccedil;&atilde;o do pulm&atilde;o. O resultado anatomopatol&oacute;gico    da bi&oacute;psia ecoguiada foi de mesotelioma pleural maligno</P>     <p>&nbsp;</P>        <p>O mesotelioma pleural maligno apresenta aspectos indistinguíveis dos tumores    secundários<sup><a href="#12">12</a></sup>,<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. Nalgumas ocasiões identifica-se antecipadamente o espessamento    ou calcificação da pleura parietal. Nos indivíduos com risco acrescido, a ecografia    permite a monitorização de placas de asbesto. </P>     <p>Os tumores benignos (ex: lipoma, condroma, tumor fibroso) são raros e apresentam-se    como lesões arredondadas, bem delimitadas, encapsuladas, não invadindo o tecido    adjacente.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B><I>Pneumotórax</I></B></P>     <p>Por regra, a avaliação de um pneumotórax é clínica e radiológica. No entanto,    a existência de um ecógrafo pode auxiliar no diagnóstico quando a radiografia    do tórax não se encontra disponível ou a mobilização do doente é difícil.</P>     <p> É uma das patologias que implica maior dificuldade de aprendizagem, dadas    as suas implicações técnicas e a menor incidência face ao derrame pleural. O    diagnóstico é realizado pela inexistência de informação (Fig. 7 A/B), o que    no observador inexperiente gera insegurança, alvitrando -se a possibilidade    de erro na obtenção ou interpretação das imagens! Por vezes identificam-se linhas    horizontais de reverberação pela interposição de ar e, se o pneumotórax é parcial    ou septado, a exploração deve iniciar-se pelo local normal até atingir o ponto    de perda de sinal – <I>lung point</I><sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>,<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Nos hidropneumotóraces visualiza-se    o <I>sinal em cortina </I>que traduz uma linha horizontal que corresponde à    interface entre o ar e o líquido<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f7.jpg" width="691" height="346"></P>     
<p><b>Fig. 7 (A/B)</b> &#8211; Doente do sexo masculino, 54 anos, fumador (70    UMA), com enfisema e massa pulmonar perif&eacute;rica de 35mm no maior di&acirc;metro.    Ap&oacute;s pun&ccedil;&atilde;o dirigida ocorreu, como complica&ccedil;&atilde;o,    pneumot&oacute;rax iatrog&eacute;nico (a). Foi utilizada uma sonda com maior    profundidade de campo (3,5MHz), constatando-se que o conte&uacute;do gasoso    pleural <b>(A)</b> impede a visualiza&ccedil;&atilde;o dos habituais sinais    ultra-sonogr&aacute;ficos (desaparecimento do sinal fisiol&oacute;gico de deslizamento    e dos artefactos em cauda de cometa). Todas as altera&ccedil;&otilde;es descobertas    foram confrontadas com o hemit&oacute;rax contralateral normal (b), com linha    pleuropulmonar m&oacute;vel (setas) e pulm&atilde;o expandido <b>(B)</b></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>A ecografia do tórax tem um papel muito limitado como auxiliar da decisão terapêutica    relativamente à quantificação da câmara de pneumotórax e extensão do colapso    pulmonar<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Patologia  pulmonar</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ecografia permite estudar as patologias pulmonares que atingem a periferia    do pulmão. Actualmente, esta avaliação baseia-se nos artefactos produzidos pelo    ar. No parênquima normal arejado, a informação captada pela sonda é escassa,    com inúmeros artefactos de reverberação, orientados horizontalmente, como repetições    regulares da linha pleural – <I>linhas A</I>. Quando o interstício pulmonar    é preenchido com conteúdo líquido (ex: edema, enfarte ou contusão pulmonar)    identificam-se artefactos em cauda de cometa em número aumentado, também designados    por <I>linhas B </I>(equivalem às linhas B de Kerley)<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</P>        <p><B><I>Consolidações  pulmonares</I></B></P>     <p>A ecografia define vários aspectos numa consolidação pulmonar: volume, localização,    sinais associados (derrame, abcesso) e ecoestrutura interna (imagens hiperecogénicas    punctiformes referentes a broncograma aéreo). Podem-se avaliar as consolidações    pulmonares inflamatórias (pneumonia, tuberculose, doenças intersticiais), neoplásicas    (tumores primários ou secundários), vasculares (embolia e enfarte pulmonar)    e mecânicas (atelectasia). </P>     <p>A consolidação alveolar define-se pelo <I>sinal de pulmão tecidular </I>quando    o parênquima surge como um tecido sólido com ecogenecidade semelhante ao tecido    hepático, e <I>sinal de retalho</I>, quando o limite profundo da consolidação    é irregular. O primeiro ocorre nas fases precoces da consolidação, observando-se    estruturas ramificadas no seu interior (broncograma aéreo), abolição do sinal    de deslizamento pulmonar e, se obstrução brônquica (ex: pneumonia obstrutiva),    a existência de estruturas tubulares anecóides (broncograma de fluido)<sup><a href="#21">21</a></sup>. A    evolução desfavorável da pneumonia, a existência de processo necrotizante e    abcesso periférico promovem um aumento da ecogenecidade e heterogeneidade (Fig.    8 A/B). O sucesso da terapêutica antibiótica restabelece a ventilação, torna    o pulmão mais arejado, com aumento dos artefactos e diminuição da área de consolidação.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="f8"></a></P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f8.jpg" width="693" height="342"></P>     
<p><b><a href="#topf8">Fig. 8</a></b> &#8211; Doente do sexo masculino, 41 anos,    fumador (20 UMA) e com h&aacute;bitos etan&oacute;licos (&gt;120g/dia). A TC    do t&oacute;rax (A) mostra processo necrotizante do par&ecirc;nquima pulmonar    na base esquerda, com n&iacute;vel hidroa&eacute;reo, compat&iacute;vel com    abcesso. A ecografia (B) identificou uma les&atilde;o hipoecog&eacute;nica,    com parede bem definida, com ecos internos e septa&ccedil;&otilde;es centrais.    A persist&ecirc;ncia de febre e toracalgia, associada &agrave; aus&ecirc;ncia    de melhoria imagiol&oacute;gica, apesar de antibioterapia de largo espectro,    condicionaram a coloca&ccedil;&atilde;o ecoguiada de dreno do tipo Pig-tail</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B><I>Neoplasia  pulmonar</I></B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Manifesta-se  como lesão heterogénea de predomínio hiperecóide. Existem sinais que podem  orientar no sentido de uma maior probabilidade de patologia benigna ou maligna:  o contorno da superfície pleuropulmonar, os limites com o pulmão ventilado, a  destruição da arquitectura normal, o desvio das estruturas vasculares, a  neovascularização (avaliada por Doppler) e a invasão de estruturas  adjacentes.</P>     <p><B><I>Síndromas intersticiais</I></B></P>     <p>A  utilização da ecografia nas síndromas intersticiais centra -se no diagnóstico do  edema pulmonar hemodinâmico ou lesional e baseia-se no princípio de que o  espessamento dos septos interlobulares subpleurais reflecte o dos septos  profundos. O sinal elementar é o aumento das linhas B que apagam as  A<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.  As áreas de enfarte pulmonar identificam-se como lesões hipoecogénicas de  morfologia triangular e base periférica. Visualiza-se no centro uma imagem  hiperecogénica linear com um bronquíolo e vaso aferente congestionado  (Doppler).</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Patologia  do mediastino</B></P>     <p>A patologia do mediastino é mais bem caracterizada com recurso a outras técnicas,    nomeadamente TC ou RNM do tórax, que facultam uma visualização detalhada e possibilitam    um correcto planeamento diagnóstico e terapêutico. A ecografia transtorácica    é uma alternativa válida em situações específicas. Quando os métodos anteriores    não se encontram disponíveis, pode ser utilizada como um passo intermédio na    clarificação de lesões do mediastino anterior. Permite estabelecer o tamanho,    as relações e características como o conteúdo, os contornos e a mobilidade da    lesão. É ainda útil na orientação da biópsia, reduzindo o risco de complicações,    sobretudo de lesão vascular (Doppler) (Fig. 9 A/B/C/D). Recomenda-se que este    tipo de avaliação seja efectuado por profissionais com ampla experiência em    ultra-sonografia e profundo conhecimento da anatomia cardiovascular. O acesso    ao mediastino anterior é mais fácil por abordagem supraesternal, com o doente    posicionado a 45º, ombros apoiados e cabeça em hiperextensão. As vias para e    infraesternal, mesmo com boa colaboração do doente em decúbito lateral e sempre    que possível em manobra expiratória, são mais difíceis de executar. Existem,    ainda, factores limitativos, como a interposição de tecido mamário ou adiposo,    a existência de enfisema subcutâneo, cardiomegalia ou deformidade torácica.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f9.jpg" width="694" height="684"></P>     
<p><b>Fig. 9</b> &#8211; Doente do sexo masculino, 69 anos, ex-fumador (50 UMA),    realizou radiografia de t&oacute;rax (A) de rotina com evidencia de hipotranspar&ecirc;ncia    de contornos mal definidos, ao n&iacute;vel do mediastino superior-m&eacute;dio    e regi&atilde;o paratraqueal esquerda. A TC do t&oacute;rax (B) demonstrou uma    massa no mediastino anterior e m&eacute;dio a n&iacute;vel pr&eacute;-vascular.    Foi efectuada pun&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea tru-cut da les&atilde;o    hipoecog&eacute;nica (C) evitando os vasos cont&iacute;guos com utiliza&ccedil;&atilde;o    de sonda 3,5MHz e Doppler (D). O diagn&oacute;stico histol&oacute;gico confirmou    a presen&ccedil;a de linfoma B esclerosante do mediastino</P>     <p>&nbsp; </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O facto de a maioria dos tumores primários e metastáticos se situar no mediastino    anterior e superior torna-os acessíveis a este método. De igual forma, a existência    de compressão do pulmão pela massa favorece a visualização ecográfica. As características    ultra-sonográficas dos tumores variam<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>: as formações quísticas são anecogénicas    e bem delimitadas; os linfomas apresentam-se hipoecogénicos &nbsp;(Fig. 9C);    os timomas surgem com estrutura hiperecogénica, por vezes polilobulada, com    ou sem demarcação dos tecidos circundantes; as adenopatias ou conglomerados    adenopáticos revelam-se como hipoecogénicos ou mesmo anecogénicos (perante existência    de necrose central), encapsulados ou com infiltração de estruturas contíguas.    Ao contrário dos gânglios linfáticos axilares e supraclaviculares, os mediastínicos    são de difícil acesso por ecografia transtorácica, constituindo a ecoendoscopia    um exame de primeira linha na sua avaliação.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Aplicações      em procedimentos invasivos</B></P>     <p>A selecção de um procedimento invasivo e de melhor abordagem assenta em critérios    clínicos bem definidos que potenciam o diagnóstico e minimizam as complicações.    Neste contexto, a ecografia torácica tem indicação formal na condução de manobras    invasivas do foro pneumológico, com vantagem face a outros métodos (Quadro II)<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.    De uma maneira geral, a aplicação da ultra-sonografia torácica em técnicas invasivas    só deve ser tentada após aquisição de larga experiência diagnóstica<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.    Quando realizada por pneumologistas experientes, a literatura avança resultados    encorajadores<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. O correcto    manuseamento do material ecográfico permite obter planos oblíquos ou coronais,    fornecer alternativas de punção, facilitar a selecção dos locais ideais, excluir    zonas de necrose, identificar tecido vascularizado e vasos relevantes. Nos procedimentos    invasivos em tempo real, a sonda deve ser desinfectada, coberta com material    esterilizado (por exemplo: luva, preservativo) e gel estéril. A avaliação ecográfica    após realização de toracentese, biópsia ou colocação de dreno torácico, também    é eficaz na detecção de pneumotórax iatrogénico<sup><a href="#19">19</a></sup>,<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>,    não havendo necessidade de posterior controlo por radiografia de tórax<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro II</b> &#8211; T&eacute;cnicas de imagem na orienta&ccedil;&atilde;o    de interven&ccedil;&otilde;es tor&aacute;cicas</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06q2.jpg" width="593" height="153"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p>As principais aplicações da ecografia transtorácica em intervenção englobam:    toracentese, colocação de dreno torácico, biópsia pleural e punção de lesões    ocupando espaço.</P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Toracentese</B></P>     <p>Um correcto exame objectivo e avaliação da radiografia de tórax mantêm-se como    a primeira abordagem do doente com derrame pleural. Apesar da sua utilidade,    estes procedimentos têm baixa sensibilidade na identificação de pequenas quantidades    de líquido livre ou loculado<sup><a href="#28">28</a></sup>. </P>     <p>A ecografia torácica é um importante contributo no algoritmo diagnóstico de    derrame pleural<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>,<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. A toracentese ecoguiada aumenta a rentabilidade, conforto    e segurança do procedimento, aspectos detectados desde os primórdios da sua    utilização<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. Após identificação do diafragma e das estruturas hepática e esplénica,    selecciona-se o melhor espaço intercostal de punção, com possibilidade de monitorização    contínua e em tempo real da posição da agulha, diminuindo a taxa de pneumotórax<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>,<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>,<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.  </P>     <p>Nos derrames septados identificam-se aderências entre os dois folhetos, existindo    a possibilidade de puncionar a maior câmara (Fig. 10). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f10.jpg" width="302" height="299"></P>     
<p><b>Fig. 10 </b>&#8211; Doente do sexo masculino, 42 anos, com pneumonia adquirida    na comunidade, complicada por derrame pleural septado (A), com atelectasia do    pulm&atilde;o (B). Foi colocado pleurocath&reg; 8F na loca da maiores dimens&otilde;es.    Do ponto de vista ultra-sonogr&aacute;fico, o dreno tor&aacute;cico apresenta-se    como uma linha de duplo contorno n&atilde;o visualizada na sua extens&atilde;o    total (setas)</P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Quando subsistem dúvidas entre infecção pleural (empiema) e intraparenquimatosa    (abcesso), a TC mantém -se como exame de eleição.</P>        <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Drenagem torácica</B></P>     <p>A ecografia permite o correcto posicionamento do dreno, reduz os riscos de    colocação e possibilita a selecção do último espaço intercostal, aumentando    a eficácia terapêutica (Fig. 10). </P>     <p>Se a colocação de dreno torácico é consensual no derrame pleural complicado    e no empiema, no abcesso pulmonar o tratamento inicial é médico. Quando esta    abordagem falha, na ausência de melhoria imagiológica, persistência de sepsis    ou desenvolvimento de complicações, a drenagem percutânea sob orientação imagiológica    pode constituir uma opção terapêutica<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. Quando as lesões têm contacto pleural    ou estão separadas da pleura por um istmo de pulmão consolidado, é possível    recorrer à ecografia para orientação do procedimento. Na experiência dos autores    posiciona-se um cateter tipo <I>Pig–tail </I>ou <I>Mallecot </I>de 8 -12F, com    aspiração e &nbsp;manutenção da drenagem (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Fig.    8</a>). O subsequente controlo laboratorial e radiológico é fundamental. </P>     <p>Outra das aplicações da ecografia num doente com dreno torácico pode ser a    validação da eficácia da pleurodese. Primeiro, de forma a assegurar a ausência    de líquido na cavidade pleural e a proximidade dos folhetos pleurais; segundo,    após a instilação do agente químico esclerosante, averiguar a eficácia do procedimento    através do espessamento pleural, da inexistência de colecções líquidas remanescentes    e do sinal de deslizamento.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Biopsia  pleural</B></P>     <p>A rentabilidade da biopsia pleural cega depende da patologia subjacente. Varia    entre os 27 e 57%, sendo superior no diagnóstico de tuberculose pleural quando    comparado com o envolvimento neoplásico da pleura<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>. </P>     <p>As biopsias guiadas por ultra-sonografia têm o potencial de seleccionar os    locais de pleura anormal, espessada ou irregular, com aumento da rentabilidade    diagnóstica<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. O procedimento deve ser guiado em tempo real, embora nalgumas    situações possa ser efectuada a marcação da área num primeiro tempo com subsequente    punção. O Doppler garante a inexistência de vasos importantes na área escolhida.    A existência concomitante de câmara de derrame com profundidade suficiente proporciona    uma segurança adicional.</P>        <p>&nbsp;</P>     <p><B>Punção  de lesões ocupando espaço</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na nossa prática clínica somos frequentemente solicitados para a realização    de punção/ /biopsia aspirativa transtorácica guiada por TC. A elevada rentabilidade    da ultra-sonografia na condução deste procedimento invasivo, associada à ocupação    e custos do equipamento de tomografia, impõem uma estratégia de triagem<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. É    analisada a radiografia ou TC de tórax prévia, com identificação da lesão, e    veriguada a possibilidade de abordagem percutânea conduzida por eco. Alguns    dos factores a ter em consideração são a existência de contacto pleural, as    dimensões, a extensão intratorácica, a distinção da lesão face aos tecidos envolventes,    a ausência de interposição de osso ou ar e a segurança do local seleccionado.    Dada a superior capacidade da ecografia para distinguir o conteúdo sólido do    líquido, as lesões com centro necrótico são preferencialmente abordadas por    ecografia, enquanto as de conteúdo gasoso por TC. </P>     <p>É importante que a agulha de punção seja fina, mas suficientemente resistente    para manter o trajecto, e tenha uma boa superfície de corte para obtenção de    material suficiente e preservado, factores essenciais para um correcto diagnóstico.    Utilizamos uma técnica simples, em tempo real, com introdução de agulha do tipo    <I>Chiba</I>, punção lombar (22G) ou corte (20/18G) (Fig. 11 A/B), consoante    se pretende a colheita para exame citomorfológico, microbiológico ou histológico.    A eficácia do método, mesmo em pequenas lesões, encontra -se documentada em    múltiplos trabalhos<sup><a href="#26">26</a></sup>,<a name="top39"></a><sup><a href="#38">38-41</a></sup>.    As práticas específicas deverão depender da preferência pessoal, do treino e    da disponibilidade do equipamento existente. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a06f11.jpg" width="657" height="326"></P>     
<p><b>Fig. 11</b> &#8211; Doente do sexo masculino, 66 anos, fumador (80 UMA),    com massa tor&aacute;cica em investiga&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s identifica&ccedil;&atilde;o    de les&atilde;o hipoecog&eacute;nica heterog&eacute;nea e caracteriza&ccedil;&atilde;o    das estruturas envolventes, determinou-se o correcto trajecto, inclina&ccedil;&atilde;o    e profundidade da agulha (a). O posicionamento da anterior (b) (setas) foi confirmado    no interior da les&atilde;o (A) em tempo real</P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Os tumores da parede merecem referência especial, dado que, sempre que possível,    devem ser puncionados em plano tangencial à superfície pulmonar, minimizando    o risco de pneumotórax. </P>     <p>Também as lesões do mediastino anterior obedecem a critérios específicos. A    punção sob controlo ultra-sonográfico deve ser realizada através de uma abordagem    supraesternal ou paraesternal que evita vasos de grande calibre. Alguns estudos    comprovam a eficácia do método, com rentabilidade diagnóstica de 84% a 96%<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>,<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.  </P>     <p>As complicações dos procedimentos invasivos são raras. À excepção da embolia    gasosa, o pneumologista está familiarizado com o seu diagnóstico e tratamento.    Se no decurso da punção percutânea houver perda súbita da imagem, deverá suspeitar-se    de pneumotórax e a técnica deverá ser interrompida. Outras complicações incluem    a hemoptise, a hemorragia pulmonar, o hemotórax e a sementeira no trajecto da    agulha.</P>     <p>&nbsp;</P>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Conclusões</B></P>     <p>A  ecografia torácica é uma das técnicas que deve constar do arsenal diagnóstico e  terapêutico dos pneumologistas. A presente revisão comprova a sua eficácia,  fiabilidade, facilidade de utilização, comodidade, segurança e baixo custo,  constituindo nos tempos modernos, de forma isolada ou em complementaridade com  outras técnicas imagiológicas, um instrumento essencial na abordagem da  patologia torácica. A organização de um programa de treino é fundamental para a  correcta implementação e disseminação da técnica no nosso país, o que certamente  ocorrerá num futuro próximo.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>Bibliografia</B></P>     <!-- ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Loddenkemper R, Haslam PL, Séverin T,    <I>et al. </I>European curriculum for training in adult respiratory medicine:    2nd Report of the ERS HERMES Task Force. Breathe 2008; 5: 80 -93.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0873-2159201000040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top2">2</a>. <a name="2"></a>Koh DM, Burke S, Davies N, Padley SP.    Transthoracic US of the chest: clinical uses and applications. Radiographics    2002; 22:e1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0873-2159201000040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top3">3</a>. <a name="3"></a>Beckh S. Indications, technical prerequisites    and investigation procedure. <I>In: </I>Gebhard M (Ed.). Chest sonography. 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