<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-2159</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Pneumologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Pneumol]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-2159</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Pneumologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-21592010000400009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entendendo a classificação, a fisiopatologia e o diagnóstico radiológico das bronquiectasias]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding the classification, physiopathology and the diagnostic radiology of bronchiectasis]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hochhegger]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Irion]]></surname>
<given-names><![CDATA[Klaus]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bello]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rodrigo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marchiori]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edson]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Porto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nelson da Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela Quinto dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A05"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,University Hospital NHS Trust Cardiothoracic Centre and Royal Broadgreen ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal Fluminense  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A05">
<institution><![CDATA[,Grupo Hospitalar Nossa Senhora da Conceição  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>627</fpage>
<lpage>639</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-21592010000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-21592010000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-21592010000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O termo bronquiectasia é definido como uma dilatação brônquica anormal persistente geralmente associada a inflamação na via aérea e no parênquima pulmonar. A doença continua a ser uma causa comum de morbidade e mortalidade, especialmente quando associada a doenças hereditárias, como a fibrose cística, a discinesia ciliar e a alguns estados de imunodeficiência. A tomografia computadorizada é, actualmente, a modalidade de escolha para o dianóstico e pode também contribuir para o manejo clínico, sugerindo possíveis diagnósticos. Destacamos nesta revisão a classificação, a fisiopatologia e as manifestações radiológicas desta doença.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Bronchiectasis is defined as an abnormal persistent bronchial dilatation usualy associated with inflammation in the bronchial tree and lung parenchyma. The disease remains a common cause of significant morbidity and mortality, especially when associated with hereditary disorders such as cystic fibrosis, ciliary dyskinesia, and immunodeficiency states. Computed tomography is now the diagnostic modality of choice and may also contribute to clinical management, suggesting some etiologic causes. We highlight developments in classification, physiopathology and radiology of this debilitating disease.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tomografia computadorizada espiral]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[bronquiectasia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[radiologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[fisiologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[patologia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tomography]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[spiral computed]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Entendendo a classificação, a fisiopatologia e o diagnóstico radiológico    das bronquiectasias</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bruno Hochhegger 1, Klaus Irion 2, Rodrigo Bello 3, Edson    Marchiori 4, José Moreira 5, Nelson da Silva Porto 6 e Daniela    Quinto dos Reis 7</b></p>      <p>1 Médico residente do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto    Alegre. Aluno do Programa de Pós-graduaçao em Ciências Pneumológicas da UFRGS</p>     <p>2 Consultant radiologist of the Cardiothoracic Centre and Royal Broadgreen    university hospital NHS Trust</p>     <p>3 Médico radiologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de    Porto Alegre</p>     <p>4 Professor de Radiologia da Universidade Federal Fluminense.</p>     <p>5 Professor titular da Pneumologia da Universidade Federal do Rio Grande do    Sul.</p>     <p>6 Médico radiologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de    Porto Alegre</p>     <p>7 Médica residente do Grupo Hospitalar Nossa Senhora da Conceição</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da Universidade Federal    do Rio Grande do Sul -UFRGS</p>     <p><b><a name="top0"></a><a href="#0">Correspondência</a></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumo</b></p>      <p>O termo bronquiectasia é definido como uma dilatação brônquica anormal persistente geralmente associada a inflamação na via aérea e no parênquima pulmonar. A doença continua a ser uma causa comum de morbidade e mortalidade, especialmente quando associada a doenças hereditárias, como a fibrose cística, a discinesia ciliar e a alguns estados de imunodeficiência. A tomografia computadorizada é, actualmente, a modalidade de escolha para o dianóstico e pode também contribuir para o manejo clínico, sugerindo possíveis diagnósticos. Destacamos nesta revisão a classificação, a fisiopatologia e as manifestações radiológicas desta doença.</p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Tomografia computadorizada espiral, bronquiectasia,    radiologia, fisiologia, patologia.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Understanding the classification, physiopathology and the diagnostic radiology    of bronchiectasis</b></p>      <p><b>Abstract</b> </p>     <p>Bronchiectasis is defined as an abnormal persistent bronchial dilatation usualy    associated with inflammation in the bronchial tree and lung parenchyma. The    disease remains a common cause of significant morbidity and mortality, especially    when associated with hereditary disorders such as cystic fibrosis, ciliary dyskinesia,    and immunodeficiency states. Computed tomography is now the diagnostic modality    of choice and may also contribute to clinical management, suggesting some etiologic    causes. We highlight developments in classification, physiopathology and radiology    of this debilitating disease. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Key-words</b>: Tomography, spiral computed, bronchiectasis, radiology, physiology    pathology.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>      <p>Uma das primeiras e mais completas descrições de bronquiectasias foi realizada    por Leannec<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> no início do século    xix, para designar a condição anatómica em que um ou mais brônquios se encontravam    dilatados. Ulteriormente, atribuiu tal condição a retenção de secreções na árvore    brônquica, com subsequente enfraquecimento das paredes e dilatação. Um pouco    depois, Reynaud<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    chamou a atenção para a obliteração de brônquios menores como tendo importância    no surgimento da dilatação dos brônquios maiores. Essa ideia da oclusão da “via    brônquica lateral” na génese das bronquiectasias foi retomada por Churchill<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>    e mais amplamente desenvolvida por Duprez<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,    apoiando-se em estudos de peças cirúrgicas apropriadamente preparadas. Os achados    dependeriam essencialmente da ocorrência previa de uma bronquiolite obliterante.    Coerente com tais achados foram os resultados obtidos por Reid<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>    que, ao estudar broncograficamente e anatomopatologicamente casos de bronquiectasias,    verificou uma redução do número de divisões brônquicas e obliteração de pequenas    vias laterais, associada a participação do colapso do pulmão como factor importante    de ser considerado na causa das bronquiectasias<sup><a href="#6">6-8</a></sup><a name="top6"></a>.    O papel da inflamação, que, de facto, acabaria por levar à desestruturação permanente    da parede brônquica, é valorizado por diversos autores<sup><a href="#5">5</a></sup>.    Boyd<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> relatou que em mais de    metade dos seus casos estudados de bronquiectasias havia o registo da ocorrência    de episódio de broncopneumonia ou de bronquite na infância. Experiências semelhantes    foram também referidas por Warner<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>    e por Whitwell<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Outros mecanismos    têm sido valorizados como podendo determinar o aparecimento de bronquiectasias.    Tal é o caso do mecanismo “neuroparalítico”, sugerido por Stokes em 1882<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>,    e retomado por Koberle e Alcântara<sup><a href="#11">11</a></sup>, no Brasil,    a partir de 1959. As observações destes autores em doentes portadores de doença    de Chagas, 5% dos quais eram portadores de bronquiectasias, registaram a destruição    de gânglios parassimpáticos brônquicos, o  que poderia explicar atrofia muscular    e dilatações dos brônquios<sup><a href="#11">11</a></sup>. </p>     <p>Uma vez estabelecidas, as bronquiectasias costumam constituir-se numa afecção    permanente; entretanto, em algumas situações, observam-se definidas dilatações    brônquicas no curso de infecções pulmonares agudas, reversíveis com a melhoria    da infecção. Isto foi demonstrado por vários autores<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>,<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>,<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. A ocorrência de    tal facto traz consigo evidentes implicações quanto ao tratamento. </p>     <p>A ocorrência de bronquiectasias, em geral, mantém correlação directa com o    número e a gravidade das infecções respiratórias presentes na comunidade, particularmente    em crianças. Esta ocorrência era maior na era pré-antibiótico, diminuindo paulatinamente    à medida que programas de vacinação (especialmente contra sarampo e coqueluche)    se ampliaram, e coincidindo também essa diminuição com o tratamento mais adequado    e precoce das infecções pulmonares. Field<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> encontrou redução de 48 para 10    casos de bronquiectasias por 10 000 internamentos em hospitais pediátricos do    Reino Unido, entre 1952 e 1960.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Classificação</b></p>      <p>Existem diversas classificações das bronquiectasias. Moll<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, observando casos    clínicos e de necrópsia, descreveu bronquiectasias uniformes, tubulares ou cilíndricas,    fusiformes ou em dedo de luva, globulares ou saculares, e moniliformes ou semelhantes    a gotas. Reid<sup><a href="#5">5</a></sup>, estudando 45 lobos pulmonares ressecados, introduziu para as    bronquiectasias as designações cilíndricas, varicosas e saculares ou císticas.    Fundamentando-se também em material cirúrgico de 200 casos, Whitwell<sup><a href="#10">10</a></sup> classificou    as bronquiectasias em infecciosas pós-pneumónicas (foliculares ou saculares).    atelectásicas (agudas ou crónicas), e congénitas. </p>     <p>O esquema de classificação de Reid e de Whitwell tem sido o mais amplamente    utilizado, embora todos eles sejam superponiveis em vários aspectos. Seguem-se    algumas observações acerca destes diversos tipos de classificações de bronquiectasias,    as quais são reunidas de acordo com sua forma de apresentação.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>– <i>Quanto à apresentação patológico-radiológica:</i></p>      <blockquote>       <p>Bronquiectasias cilíndricas: o brônquio encontra-se dilatado de maneira uniforme,      terminando de forma abrupta; em geral, encontra-se preservado o número de      gerações brônquicas, mas a via lateral não aparece na broncografia; </p>       <p>Bronquiectasias císticas (saculares): as dilatações brônquicas aumentam progressivamente      em direcção à periferia do pulmão. São envolvidas 3 ou 4 gerações e a árvore      brônquica termina em fundo de saco, muito próxima da superfície pleural; </p>       <p>Bronquiectasias varicosas: os brônquios dilatados não têm tamanho e forma      regulares; são deformados por constrições em vários locais, e caracteristicamente      apresentam dilatação terminal.</p> </blockquote>     <p>– <i>Quanto à situação do parênquima pulmonar adjacente: </i></p>      <blockquote>       <p>Bronquiectasias broncopneumônicas: seguem-se à ocorrência de um episódio      de broncopneumonia, em geral na infância. Dentre os agentes infecciosos, assumem      papel destacado os vírus, como o do sarampo, influenza e adenovírus. Pertencem      a esse grupo as bronquiectasias foliculares, caracterizadas, especialmente      do ponto de vista anatomopatológico, pela presença de infiltração celular      linfóide nas paredes dos brônquios afectados e tecidos pulmonares adjacentes.      Usualmente apresentam -se nos indivíduos antes dos 7 anos; em dois terços      dos casos existe história prévia de infecção aguda, como sarampo ou coqueluche.      Estas alterações costumam ser do tipo cilíndrico ou fusiforme, e predominam      nos lobos inferiores. Pertencem também ao grupo das bronquiectasias broncopneumónicas      as bronquiectasias saculares. Nestas, os sintomas iniciam em idade mais tardia      e as alterações costumam ser mais focais do que as observadas no tipo folicular,      embora o comprometimento dos pequenos brônquios seja importante.</p>       <p> Bronquiectasias atelectásicas: as dilatações brônquicas são encontradas      nas áreas de colapso pulmonar, o qual decorre de obstrução da via brônquica      axial (bronquiectasias “distais”) ou da via brônquica lateral (bronquiectasias      “proximais”). As causas da obstrução podem ser diversas, como exsudato inflamatório,      corpo estranho, neoplasia, e, de acordo com a duração e gravidade do acometimento,      as dilatações dos brônquios podem ser agudas, e regredirem, seguindo-se ao      desaparecimento ou retirada do factor causal, ou crónicas, persistentes. </p> </blockquote>     <p>– <i>Quanto à apresentação clínica</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p>Neste tópico as bronquiectasisas podem ser divididas em secas e com secreções.    </p>       <p>Bronquiectasias secas são localizadas predominantemente em lobos superiores,      muitas vezes associadas a sequelas de doença granulomatosa crónica. Este componente      de drenajem gravitacional é um dos princiais factores de estas bronquiectasis      não reterem secreções. Estas bronquiectasias, frequentemente não apresentam      sintomas significativos e a auscultação é muitas vezes normal. Bronquiectasias      com supuração/ secreções crónicas (“broncorreicas”) são localizadas predominantemente      em lobos inferiores, muitas vezes associadas a zonas de atelectasia e fibrose.      Continuadamente acumulam secreções e são sede de infecção crónica (bronquiectasias      “secas”), e a hemoptise é episódica, às vezes desencadeada por infecção brônquica      aguda. À auscultação pode haver a presença de estertores localizados e a radiografia      de tórax é frequentemente considerada normal. </p> </blockquote>     <p>– <i>Quanto à natureza </i></p>      <blockquote>       <p>Bronquiectasias congénitas: a natureza congénita de alguns casos de bronquiectasias      foi inicialmente proposta por Heuter<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, depois reforçada por Sauerbruch<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>,      e posteriormente admitida por diversos autores. Actualmente, entretanto, as      evidências disponíveis têm tornado esse conceito cada vez mais frágil.</p>       <p>Bronquiectasias adquiridas: aceita-se, hoje, que a imensa maioria dos casos      de bronquiecatsias seja adquirida, o maior contingente seguindo-se a uma infecção      com ou sem obstrução de brônquio da via axial, e os demais casos associados      a um defeito anatómico ou imunológico; este defeito, sim, pode ser de natureza      congénita ou hereditária. Dentre eles destacam-se discinesias ciliares (onde      se inclui a síndroma de Kartagener), síndromas de Young e de Williams Campbell,      traqueobroncomegalia (síndroma de Mounier Kuhn), mucoviscidose e deficiências      de alfa 1 antitripsina e de imunoglobulinas.</p> </blockquote>     <p><b>&nbsp;</b></p>      <p><b>Fisiopatologia</b></p>      <p>O entendimento da patogenia das bronquiectasias ainda não é hoje completo,    sendo debatidos o significado e a importância dos diversos factores envolvidos<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    Para a sua compreensão, entretanto, é fundamental que se tenha presente a existência    de duas vias aéreas intrassegmentares: a via axial, que cursa directamente do    hilo do segmento até à superfície pleural distalmente oposta, e a via lateral,    que parte da via axial e ventila as zonas do parênquima pulmonar entre o hilo    segmentar e a superfície distal. As vias aéreas axiais de maior calibre estão    armadas por uma bainha conjuntivo-cartilaginosa na maior parte da sua extensão,    enquanto a totalidade ou a subtotalidade das vias aéreas laterais são bronquíolos    com calibre significativamente menor do que o do brônquio axial de onde emergem.    Um brônquio que é armado de bainha conjuntivo-cartilaginosa, ao dilatar-se,    mantém a forma cilíndrica; por outro lado, um bronquíolo imerso no seio do parênquima    pulmonar sem essa armadura tende a assumir a forma esférica, cística, ao sofrer    a força de tracção elástica do pulmão circunjacente. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os três mecanismos que têm sido sugeridos para explicar as bronquiectasias    são os aumentos de tracção peribrônquica, como ocorre na atelectasia (Fig. 1),    o aumento da pressão endobrônquica, como acontece na retenção de secreções,    e a diminuição da resistência da parede brônquica, como se verifica na bronquite    obliterante<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>,<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. Nenhum desses mecanismos, entretanto, parece ter exclusividade    patogénica. As bronquiectasias broncopneumónicas (sem atelectasia) e as bronquiectasias    secas (sem expectoração) mostram, respectivamente, que nem atelectasia e nem    acúmulo de secreções endobrônquicas são indispensáveis para que ocorra dilatação    dos brônquios<sup><a href="#19">19</a></sup>. Na óptica dos autores, a obliteração da via aérea lateral é    o factor crucial na etiologia das bronquiectasias. Este fechamento da via lateral    causa um aumento da pressão brônquica na via axial, com consequente dilatação    destes. Se o encerramento da via lateral é permanente, desenvolvem-se as bronquiectasias;    se não, a dilatação desfaz-se (bronquiectasias reversíveis). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f1.jpg" width="317" height="303"></p>     
<p><b>Fig. 1</b> &#8211; Bronquiectasias no lobo m&eacute;dio, representativas    do aumento da trac&ccedil;&atilde;o peribr&ocirc;nquica que ocorre nas bronquiectasias</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta teoria é mais bem explicada através do gradiente de pressão transbrônquica,    que surge quando a via aérea lateral é ocluída, e que não se pode transmitir,    redistribuindo-se às regiões situadas em torno do brônquio da via axial; tal    força de tracção faz-se sentir fundamentalmente  sobre as paredes desse brônquio,    e ocasiona a dilatação (Fig. 2)<sup><a href="#19">19</a></sup>. A presença da    oclusão da via brônquica lateral nas bronquiectasias é demonstrada pela broncografia,    que documenta a redução do número de gerações brônquicas dilatadas, as quais,    aparentemente, têm comprimento mais alongado, e anatomopatologicamente através    de estudos macroscópicos e em cortes microscópicos seriados<sup><a href="#19">19</a>,<a href="#20">20</a>,<a href="#21">21</a></sup>.    A oclusão da via brônquica lateral pode ser determinada por bronquiolite (e/ou    bronquite) obliterante, geralmente causada por vírus (sarampo, influenza, adenovírus    21, etc.), por bactéria, ou por substância química inalada ou aspirada (amónia,    cloro, suco gástrico, etc.). Se a bronquiolite obliterante progride e forma    fibrose, as bronquiectasias tornam-se permanentes (crónicas); entretanto, se    a bronquiolite ou os rolhões mucosos (ou mucopurulentos) bronquiolares regridem,    as dilatações brônquicas dela dependentes também desaparecem (bronquiectasias    reversíveis) <sup><a href="#19">19</a>,<a href="#20">20</a></sup>. O carácter    permanente, crónico, das dilatações brônquicas, é geralmente acentuado nas definições    de bronquiectasias, mas este é válido apenas para justificar as suas formas    clínicas, infectadas (broncorreicas) ou hemoptóicas, mas em nada contribui para    o  esclarecimento do mecanismo patogénico. O facto inicial importante na patogenia    das bronquiectasias é, certamente, a ocorrência de bronquiolite obliterante,    na maioria das vezes de natureza infecciosa<sup><a href="#19">19</a>,<a href="#20">20</a></sup>.    As diversas outras entidades que se correlacionam com bronquiectasias, como    discinesia ciliar, mucoviscidose, hipogamaglobulinemia, obstrução de brônquio    pré-segmentar, etc., mantém essa relação porque condicionam a infecção e, portanto,    propiciam o surgimento da bronquiolite obliterante. Quando relacionadas a processos    inflamatórios virais, as bronquiectasias são mais frequentes nos lobos inferiores    dos pulmões, onde em dois terços das vezes ocorrem unilateralmente, ocorrendo    tanto à direita como à esquerda, e em um terço bilateralmente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f2.jpg"></p>     
<p><b>Fig. 2</b> &#8211; Mecanismo inicial de forma&ccedil;&atilde;o das bronquiectasias.    Em A (expira&ccedil;&atilde;o) e B (inspira&ccedil;&atilde;o), via br&ocirc;nquica    axial normal com seus ramos laterais perme&aacute;veis. Note a for&ccedil;a    radial (setas) homogeneamente distribu&iacute;da por todo o volume pulmonar.    Em C (expira&ccedil;&atilde;o) e D (inspira&ccedil;&atilde;o), Via br&ocirc;nquica    lateral oclu&iacute;da. As for&ccedil;as radiais transmitem-se &agrave;s paredes    da via br&ocirc;nquica lateral perme&aacute;vel, traccionando-a. Isto resulta    em E, dilata&ccedil;&atilde;o br&ocirc;nquica. Com base neste mecanismo podemos    explicar, al&eacute;m das forma&ccedil;&otilde;es das bronquiectasias, as bronquiectasias    revers&iacute;veis, onde ap&oacute;s a resolu&ccedil;&atilde;o da obstru&ccedil;&atilde;o    da via lateral, as for&ccedil;as radiais se distribuem homogeneamente novamente    e os br&ocirc;nquios voltam ao calibre normal</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O brônquio injuriado, dilatado, sofre importantes consequências no que diz    respeito aos mecanismos de defesa, em especial o transporte mucociliar, o qual    fica gravemente prejudicado. As secreções acumuladas são facilmente colonizadas    por bactérias, mais frequentemente por <i>Streptococos pneumonae </i>e <i>Hemophilus    influenzae</i>, seguindo-se a fagocitose e a libertação de produtos nocivos    no meio (radicais superóxidos e proteinases, particularmente a elastase)<sup><a href="#19">19</a>,<a href="#20">20</a></sup>.  </p>     <p>A tuberculose pulmonar é uma causa reconhecida de bronquiectasias<sup><a href="#21">21</a></sup>. Na literatura,    a sua prevalência varia de 1 a 11%<sup><a href="#21">21</a></sup>. Actualmente, observa-se tendência mundial    de aumento dos índices de prevalência da tuberculose, das taxas de abandono    do tratamento e dos casos multirresistentes, provavelmente devido à deterioração    das condições socioeconómicas, à desestruturação dos sistemas de saúde e ao    impacto da epidemia de sida. As bronquiectasias do lobo superior direito e do    culmen devem-se frequentemente à tuberculose ou à aspergilose broncopulmonar    alérgica<sup><a href="#19">19</a>,<a href="#20">20</a></sup>.</p>     <p> Ao estudo histopatológico, as paredes dos brônquios ectásicos têm a anatomia    subvertida, com perda progressiva de cartilagens e musculatura; são revestidas    por epitélio normal ou escamoso, podendo apresentar ulcerações e áreas de intensa    fibrose. Os brônquios dilatados têm as vias laterais obliteradas e costumam    terminar em verdadeiros fundos de saco. No parênquima circundante pode haver    quantidades variáveis de fibrose, colapso e focos de broncopneumonia<sup><a href="#19">19</a>,<a href="#20">20</a></sup>. No    caso das bronquiectasias foliculares, chama a atenção ao exame microscópico    a presença de nódulos e folículos linfóides nas paredes brônquicas marcadamente    espessadas.</p>      <p>&nbsp;</p>          <p><b>Imagem</b></p>      <p>Os achados de imagem nas bronquiectasias estão bem descritos. Eles incluem uma perda da definição das marcas vasculares em segmentos pulmonares específicos, presumivelmente secundária à fibrose brônquica e redução volumétrica. O espessamento das paredes brônquicas é um achado frequente. Nos casos mais graves, a presença de massas císticas, algumas contendo níveis hidroaéreos, são os achados mais frequentes. A maioria dos achados à radiografia simples são inespecíficos e o diagnóstico definitivo de bronquiectasias raramente é realizado por este método<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. A broncografia, apesar de muito utilizada no passado, hoje não encontra lugar na conduta clínica, após a introdução da tomografia computadorizada de alta resolução<sup><a href="#21">21</a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Critérios tomográficos para avaliação das bronquiectasias</b></p>      <p>A tomografia computadorizada de alta resolução é actualmente o padrão áureo de imagem para avaliação das bronquiectasias<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. O diagnóstico por TC das bronquiectasias é baseado no reconhecimento de vários achados directos e/ou indirectos. Os achados directos incluem dilatação brônquica, perda do afilamento brônquico usual e identificação de vias aéreas periféricas a menos de 1cm da pleura. Os sinais indirectos incluem espessamento de paredes brônquicas e irregularidade destas, bem como a presença de impactação mucóide. Alguns sinais associados têm sido descritos e incluem traqueomegalia, aprisionamento aéreo (como uma manifestação de doença de pequenas vias aéreas nas tomografias em expiração), fibrose, atelectasia e enfisema pulmonar. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Dilatação brônquica</b></p>      <p>O reconhecimento das dilatações brônquicas é o critério-chave para o diagnóstico    tomográfico de bronquiectasias. Entretanto, até ao momento, não há consenso    sob o critério tomográfico<sup><a href="#22">22</a></sup>,<sup><a href="#24">24-27</a></sup><a name="top24"></a>.    Como inicialmente definida<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>,    as bronquiectasias são mais frequentemente diagnosticadas quando o diâmetro    interno do brônquio aparece maior que o diâmetro do vaso pulmonar adjacente<sup><a href="#29">29-33</a></sup><a name="top29"></a>.    Este sinal é descrito em termos pictóricos como sinal do anel de sinete<sup><a href="#29">29-31</a></sup>.    Nos doentes com bronquiectasias, frequentemente, o diâmetro interno brônquico    é muitas vezes maior que o diâmetro da artéria pulmonar adjacente devido não    só à dilatação das paredes brônquicas, como também à vasoconstrição ocasionada    pela hipoventilação<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. O índice    bronquioarterial (IBA) é tipicamente definido como o diâmetro brônquico intraluminal    dividido pelo diâmetro da artéria pulmonar adjacente<sup><a href="#22">22</a></sup>,<sup><a href="#26">26</a></sup>,<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>,<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>    (Fig. 3). Alguns autores relatam que até 26% dos doentes normais podem ter este    índice alterado<sup><a href="#22">22</a></sup>. Há também estudos demonstrando    que esta relação é dependente da altitude onde o doente se encontra em relação    ao nível do mar<sup><a href="#26">26</a></sup>. A definição do IBA varia muito entre os autores<sup><a href="#22">22</a></sup>,<sup><a href="#25">25-27</a></sup><a name="top25"></a>,<sup><a href="#34">34</a></sup>.    A literatura varia também nos padrões de normalidade para o IBA, sendo descrito    índice de 1 até 2. Além de todas estas variáveis, também há a variação interobservador,    devido à inspecção visual poder causar uma superestimação do IBA, principalmente    quando associado a espessamento de paredes brônquicas. Entretanto, as concordâncias    inter e intraobservadores na aferição do diâmetro brônquico são boas na literatura<sup><a href="#35">35</a></sup>,<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.    Adoptamos como normal um índice bronco arterial entre 0,6 e 0,7 em doentes jovens.    Em doente com mais de 65 anos o índice em torno de 1 pode ser esperado. O índice    bronquio arterial ou IBA de 1,5 ou superior é aceite como diagnóstico de bronquiectasias<sup><a href="#22">22</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="f3"></a></b></p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f3.jpg" width="315" height="225"></p>      
<p><b><a href="#topf3">Fig. 3</a></b> &#8211; O &iacute;ndice bronquioarterial    (IBA) &eacute; definido como o di&acirc;metro br&ocirc;nquico intraluminal dividido    pelo di&acirc;metro da art&eacute;ria pulmonar adjacente. A. demonstra&ccedil;&atilde;o    de um doente com v&aacute;rias dilata&ccedil;&otilde;es br&ocirc;nquicas com    IBA&gt;1. Note algumas &aacute;reas de aprisionamento a&eacute;reo associadas    &agrave;s &aacute;reas de bronquiectasias. B. IBA normal para compara&ccedil;&atilde;o.    C. Mesmo doente de A, demonstra&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lculo de IBA (D2/D1).    O &iacute;ndice de espessamento br&ocirc;nquico ([D3D2]/ D3) e o &iacute;ndice    do l&uacute;men da luz br&ocirc;nquica (D2/D3) tamb&eacute;m podem ser calculados</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Perda do afilamento brônquico usual</b></p>      <p>A perda do afilamento brônquico usual é reconhecida como o critério mais sensível    no diagnóstico de bronquiectasias, em particular nas bronquiectasias cilíndricas<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.    Num estudo com 47 doentes portadores de diagnóstico patológico de bronquiectasias,    encontrou-se que o afilamento de paredes brônquicas tem uma acurácia de 79%    e o índice bronquioarterial em apenas 50%<sup><a href="#22">22</a></sup>. Este    achado é descrito em termos pictóricos como brônquio em ‘trilho de comboio’,    devido a perda do afilamento. Esta iconografia foi descrita primeiramente em    radiografias de tórax, mas hoje já é aplicado também em TC<sup><a href="#21">21</a></sup>.    A avaliação deste achado é limitada na ausência de cortes volumétricos, especialmente    na ausência de reformatações multiplanares (Fig. 4). A definição deste critério    consiste na identificação de permanência do diâmetro da via aérea por mais de    2 cm após uma bifurcação<sup><a href="#26">26</a></sup>. Cabe ressaltar que    as reformatações em projecção de intensidades mínimas têm importante papel na    identificação deste achado.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f4.jpg" width="318" height="332"></p>          
<p><b>Fig. 4</b> &#8211; TC com imagem axial no n&iacute;vel da emerg&ecirc;ncia    do br&ocirc;nquio da l&iacute;ngula demonstra a perda do afilamento br&ocirc;nquico    usual, o que &eacute; compat&iacute;vel com o diagn&oacute;stico de bronquiectasias</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Identificação de vias aéreas periféricas</b></p>      <p>Este critério é frequentemente citado como diagnóstico de bronquiectasias,    com a identificação destas na metade distal ou terço distal do parênquima pulmonar    (Fig. 5). É descrita uma diferenciação entre a distância usual da pleura mediastinal    e da pleura costal, sendo o critério mais seguro o uso de identificação de vias    aéreas a menos de 1cm da pleura costal<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f5.jpg" width="318" height="305"></p>      
<p><b>Fig. 5 </b>&#8211; Imagem por TC em projec&ccedil;&atilde;o de intensidade    m&iacute;nimas (Minip) de um doente com diagn&oacute;stico de fibrose pulmonar    idiop&aacute;tica, com dilata&ccedil;&otilde;es br&ocirc;nquicas at&eacute;    menos de 1 cm da pleura subcostal. Estes achados s&atilde;o compat&iacute;veis    com bronquiolectasias e bronquiectasias de trac&ccedil;&atilde;o devido &agrave;    fibrose perilesional</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Espessamento de paredes brônquicas</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em contraste com a dilatação brônquica, o achado de espessamento de paredes    brônquicas não é específico para bronquiectasias, sendo frequentemente identificado    em doentes com bronquite crónica não específica, especialmente em fumadores.    Não surpreendentemente, entretanto, este achado é de elevada frequência nos    doentes com bronquiectasias e torna-se um factor importante no diagnóstico desta    entidade. Semelhante às variações encontradas no IBA, existem variações nos    métodos sugeridos para avaliação da espessura de paredes brônquicas. Até ao    momento, o diagnóstico de espessamento das paredes brônquicas tem sido subjectivo.    Uma atenção especial tem sido voltada para uma selecção mais precisa na avaliação    visual e na medida de índices para o diagnóstico dessas entidades<sup><a name="top27"></a><a href="#27">27</a>,<a href="#38">38</a></sup>,<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>,<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.    Nos casos difíceis, devido as bronquiectasias e/ou espessamento de paredes brônquicas    serem multifocais, a comparação com outras regiões pulmonares pode ser útil    no diagnóstico (Fig. 6). Como regra geral, o índice entre a espessura da parede    brônquica dividido pelo diâmetro brônquico não deve superar 0,2. Como alternativa    a este índice, também pode ser usado o índice do lúmen da luz brônquica (ILB),    definido pela divisão do diâmetro interno pelo diâmetro externo<sup><a href="#34">34</a></sup>.    A variação da normalidade média é de 0,66, com um desvio máximo de 0,51 a 0,86    (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Fig. 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f6.jpg" width="315" height="293"></p>     
<p><b>Fig. 6</b> &#8211; Doente com bronquiectasias, n&oacute;dulos centrolobulares    e padr&atilde;o de &aacute;rvore em brotamento em ambas as bases, por ac&uacute;mulo    de secre&ccedil;&atilde;o. Em A, a TC em imagens axiais demonstra os n&oacute;dulos    centrolobulares e do padr&atilde;o de &aacute;rvore em brotamento na base pulmonar    esquerda. Em   B, a representa&ccedil;&atilde;o tridimensional coronal das bronquiectasias    e n&oacute;dulos centrolobulares da base esquerda</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Impactação mucóide</b></p>      <p>A impactação mucóide é um achado que representa um brônquio repleto de material    patológico. A atenção dever ser dada para as dilatações brônquicas nesta impactação    mucóide. O aumento da atenuação deste muco deve lembrar a aspergilose broncopulmonar    alérgica<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>,<a name="top42"></a><sup><a href="#42">42</a></sup>.    Este achado é, na maioria das vezes, uma representação em maior escala dos nódulos    centrolobulares e do padrão de árvore em brotamento, frequentemente associados    às bronquiectasias (Fig. 7)<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f7.jpg" width="319" height="252"></p>      
<p><b>Fig. 7</b> &#8211; TC do pulm&atilde;o esquerdo em inspira&ccedil;&atilde;o    (A) e expira&ccedil;&atilde;o (B) de um doente com bronquiectasias. O corte    em expira&ccedil;&atilde;o demonstra &aacute;reas de aprisionamento a&eacute;reo,    coincidente com as &aacute;reas de bronquiectasias</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Achados associados</b></p>      <p>Os achados mais frequentemente encontrados associados às bronquiectasias são    as doenças de pequenas vias aéreas. Num estudo anatomopatológico, com 47 lobos    ressecados, a bronquiolite foi evidenciada em 85% dos doentes<sup><a href="#22">22</a></sup>.    Nestes mesmos doentes a atenuação em mosaico foi vista em aproximadamente 50%    dos casos, bronquiolectasias em torno de 40% e opacidades centrolobulares em    10% dos casos<sup><a href="#22">22</a></sup> (Fig. 8). O achado de retenção    aérea e atenuação em mosaico nas tomografias em expiração é uma prova de manifestação    inicial das bronquiectasias<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>    (Fig. 8). Alguns estudos têm mostrado uma correlação razoável da extensão e    gravidade das bronquiectasias com as áreas de hipoatenuação na tomografia em    expiração<sup><a href="#44">44</a></sup>. A avaliação da extensão e gravidade    das bronquiectasias ainda não tem consenso<sup><a href="#25">25</a>,<a href="#26">26</a>,<a href="#38">38</a>,<a href="#40">40</a>,<a href="#44">44</a>,<a name="top50"></a><a href="#50">50</a></sup>.    Entretanto, o uso da tomografia como uma avaliação de resposta ao tratamento    e a progressão da doença tem sido considerada<sup><a href="#40">40</a>,<a name="top46"></a><a href="#46">46</a>,<a href="#50">50</a></sup>.    Em geral, os sistemas de graduação são demasiadamente complexos e não trazem    grandes alterações na conduta clínica, apesar de terem boa correlação com as    radiografias e os testes funcionais<sup><a href="#25">25</a>,<a href="#40">40</a>,<a name="top51"></a><a href="#51">51</a>,<a name="top53"></a><a href="#53">53</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a09f8.jpg" width="313" height="300"></p>              
<p><b>Fig. 8</b> &#8211; Doente com bronquiectasias &agrave; direita, associadas    a espessamento br&ocirc;nquico. O espessamento dos br&ocirc;nquios &eacute;    assegurado pela compara&ccedil;&atilde;o com os br&ocirc;nquios da mesma altura,    &agrave; direita</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Doenças associadas às bronquiectasias</b></p>      <p>As bronquiectasias podem fazer parte da história natural de diversas condições    que, ou favorecem infecções de repetição, ou por alterarem a estrutura morfofuncional    das vias aéreas, que em geral apresentam as bronquiectasias como um dos componentes    estruturais (por vezes até como principal achado)<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>.    Com vista nessas informações, é fundamental que na avaliação dos doentes com    diagnóstico recente de bronquiectasias difusas se exclua a possível ocorrência    de uma destas entidades crónicas. Neste contexto, cabe ressaltar a fibrose cística,    as discinesias ciliares, as imunodeficiências, aspergilose broncopulmonar alérgica    e, mais recentemente, a síndroma da imunodeficiência adquirida<sup><a href="#54">54</a></sup>.    Nestas condições, o tratamento costuma ser dirigido para a condição básica e    para a profilaxia das infecções de repetição. A radiologia é de fundamental    importância nestes casos, pois a diferenciação de bronquiectasias difusas e    focais ajuda consideravelmente no algoritmo de investigação destes doentes.    Outrossim, na presença de bronquiectasias focais, deve sempre atentar a possibilidade    de compressão ou lesão endobrônquica. </p>     <p>Por fim, concluímos que se torna importante uma minuciosa avaliação radiológica    das bronquiectasias para auxiliar na classificação destas, com papel cada vez    mais importante das reformatações multiplanares na TC, o que nos pode ajudar    no entendimento da etiologia da doença e no manejo terapêutico.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Agradecimentos</b></p>      <p>Gostaríamos de agradecer ao nosso eminente professor Dr. Darcy de Oliveira Ilha, exemplo de profissional, ao Dr. Antônio Carlos Maciel e ao Dr. Fernando Leiria pelo incentivo integral à realização deste estudo.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia</b></p>      <p> <a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Laennec RTH. Auscultation Mediate.    Paris, Brosson et Chaude, 1819.</p>     <!-- ref --><p><a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. King P, Holdsworth S, Freezer N, Holmes    P. Bronchiectasis. Intern Med J 2006; 36(11):729 -737.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0873-2159201000040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Churchil ED. The segmental and lobular    physiology and pathology of the lung. J Thorac Surg 1949; 18:279- 293.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-2159201000040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Duprez A. Les limites anatomiques de    la dilatation des bronches; l’obstruction des petites bronches. J Franc Chir    Thorac 1951; 5:442 -453.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0873-2159201000040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Reid LM. Reduction in bronchial subdivision    in bronchiectasis. Thorax 1950; 5:233 -247.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-2159201000040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Hedblon CA. Pathogeneses, diagnosis    and treatment of bronchiectasis. Surg, Gynec &amp; Obstet 1931; 52:406- 417.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0873-2159201000040000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top6">7</a>. Findlay L. Atelectasis or compensatory bronchiectasis.    Arch Dis Child 1935; 10:61 -84.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-2159201000040000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="8"></a><a href="#top8">8</a>. Boyd GL. Bronchiectasis in children.    Canad Med Ass J 1931; 25:174 -182.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0873-2159201000040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="9"></a><a href="#top9">9</a>. Warner WP. Factors causing bronchiectasis,their    clinical applications to diagnosis and treatment. JAMA 1935; 105:1666 -1670.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0873-2159201000040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="10"></a><a href="#top10">10</a>. Whitwell F. A study of the pathology    and pathogenesis of bronchiectasis. Thorax 1952; 7:213 -239.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0873-2159201000040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="11"></a><a href="#top11">11</a>. Koberle F, Alcantara FG. Mecanisms    of destruction of the neurons of the peripheral nervous system in Chagas disease.    Hospital (Rio) 1960; 57:1057 -1062.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-2159201000040000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="12"></a><a href="#top12">12</a>. Moreira JS, Porto NS, Camargo JJP,    Felicetti JC, Cardoso PFG, Moreira ALS, <i>et al. </i>Bronquiectasias: aspectos    diagnósticos e terapêuticos Estudo de 170 doentes. J Pneumol 2003; 29:258 -263.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0873-2159201000040000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="13"></a><a href="#top13">13</a>. Blades B, Dungan DJ. Pseudobronchiectasis.    J Thorac Surg 1944; 13:408.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-2159201000040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="14"></a><a href="#top14">14</a>. Finke W. Reversibility of early bronchiectasis;    its complications for therapy and prevention. NY J Med 1951; 51:116 -136. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0873-2159201000040000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="15"></a><a href="#top15">15</a>. Field CE. Bronchiectasis. Third    report in a follow up study of medical and surgical cases of childhood Arch    Dis Child 1969; 45:551 -561.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-2159201000040000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="16"></a><a href="#top16">16</a>. Moll HH. A Clinical and pathological    study of bronchiectasis. Q J Med 1932; 25:457 -46 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0873-2159201000040000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="17"></a><a href="#top17">17</a>. Heuter C. Ueber angeborone bronchkiectaien    and angebore wabenlunge. Beitrz Z Path Anat 1914; 59:520- 538.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-2159201000040000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="18"></a><a href="#top18">18</a>. Sauerbruch F. Die operative Behadlung    der Kongenitalen Bronchiektasien. Arch Klin Chir 1934; 180:312 -320. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0873-2159201000040000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="19"></a><a href="#top19">19</a>. Fraser RS, Muller NL, Colman NC,    Pare PD. Bronchiectasis and other bronchial abnormalities. <i>In: </i>Fraser    RS, Muller NL, Colman NC, <i>et al </i>(Eds.). Fraser and Pares Diagnosis of    Diseases of the Chest. 4th ed. Philadelphia, Pa: WB Saunders;1999: 226 -597.</p>      <!-- ref --><p><a name="20"></a><a href="#top20">20</a>. Lander FPL. Bronchiectasis and atelectasis    : Temporary and permanent changes. Thorax 1946 1: 198 - 121.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0873-2159201000040000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="21"></a><a href="#top21">21</a>. Javidan -Nejad C, Bhalla S. Bronchiectasis.    Radiol Clin North Am. 2009; 47(2):289 -306.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-2159201000040000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="22"></a><a href="#top22">22</a>. Kang EY, Miller RR, Muller NL. Bronchiectasis:    comparison of preoperative thinsection CT and pathologic findings in resected    specimens. Radiology 1995; 195:649 -654.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0873-2159201000040000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="23"></a><a href="#top23">23</a>. Naidich DP, Harkin TJ. Airways and    lung: CT versus bronchography through the fiberoptic bronchoscope. Radiology    1996; 200:613 -614.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-2159201000040000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="24"></a><a href="#top24">24</a>. Thicket KM, Kumararatne DS, Banerjee    AK, Dudley R, Stableforth DE. Common variable immune deficiency: respiratory    manifestations, pulmonary function and high -resolution CT scan findings. Q    J Med 2002; 95:655 -662.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0873-2159201000040000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> <a name="25"></a><a href="#top25">25</a>. Smith IE, Jurriaans E, Diederich    S, Ali N, Shneerson JM, Flower CD. Chronic sputum production: correlations between    clinical features and findings on highresolution computed tomographic scanning    of the chest. Thorax 1996; 51:914 -918.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> <a name="26"></a><a href="#top26">26</a>. Kim JS, Muller NL, Park CS, Lynch    DA, Newman LS, Grenier P, Herold CJ. Bronchoarterial ratio on thin section CT:    comparison between high altitude and sea level. J Comput Assist Tomogr 1997;    21:306 -311.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0873-2159201000040000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="27"></a><a href="#top27">27</a>. Diederich S, Jurriaans E, Flower    CDR. Interobserver variation in the diagnosis of bronchiectasis on highresolution    computed -tomography. Eur Radiol 1996; 6:801 -806.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-2159201000040000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="28"></a><a href="#top28">28</a>. Naidich DP. Computed tomography of    bronchiectasis. J Comput Assist Tomogr 1982; 6:437 -444.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0873-2159201000040000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="29"></a><a href="#top29">29</a>. Joharjy IA, Bashi SA, Abdullah AK.    Value of médium thickness CT in the diagnosis of bronchiectasis. Am J Roentgenol    AJR 1987; 149:1133 -1137. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-2159201000040000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top29">30</a>. Cooke JC, Currie DC, Morgan MP. Role of computed tomography    in the diagnosis of bronchiectasis. Thorax 1987; 42:272 -277. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0873-2159201000040000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top29">31</a>. Silverman PM, Godwin JD. CT/bronchographic correlations    in bronchiectasis. J Comput Assist Tomogr 1987; 11:52 -56.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-2159201000040000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a href="#top29">32</a>. Young K, Aspestrand F, Kolbenstvedt A. High resolution    CT and bronchography in the assessment of bronchiectasis. Acta Radiol 1991;    32:439 -441.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0873-2159201000040000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a href="#top29">33</a>. McGuinness G, Naidich DP, McAuley DI. Bronchiectasis:    CT evaluation (pictorial essay). Am J Roentgenol AJR 1993; 160:253 -259.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-2159201000040000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="34"></a><a href="#top34">34</a>. Kim SJ, Im JG, Kim IO. Normal bronchial    and pulmonary arterial diameters measured by thin section CT. J Comput Assist    Tomogr 1995; 19:365 -369.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0873-2159201000040000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="35"></a><a href="#top35">35</a>. Seneterre E, Paganin F, Bruel JM,    Michel FB, Bousquet J. Measurement of the internal size of bronchi using high    resolution computed tomography (HRCT). Eur Respir J 1994; 7:596 -600.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-2159201000040000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="36"></a><a href="#top36">36</a>. Desai SR, Wells AU, Cheah FK, Cole    PJ, Hansell DM. The reproducibility of bronchial circumference measurements    using computed tomography. Br J Radiol 1994; 67:257 -262.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0873-2159201000040000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="37"></a><a href="#top37">37</a>. Lynch DA, Newell JD, Tschomper BA,    Cink TM, Newman LS, Bethel R. Uncomplicated asthma in adults: comparison of    CT appearance of the lungs in asthmatic and healthy subjects. Radiology 1993;    188:829 -833.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-2159201000040000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="38"></a><a href="#top38">38</a>. Kim JS, Muller NL, Park CS, Grenier    P, Herold CJ. Cylindrical bronchiectasis: diagnostic findings on thinsection    CT. Am J Roentgenol AJR 1997; 168:751- 764.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0873-2159201000040000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="39"></a><a href="#top39">39</a>. RemyJardin M, Amara A, Campistron    P, <i>et al. </i>Diagnosis of bronchiectasis with multislice spiral CT: accuracy    of 3mm thick structured sections. Eur Radiol 2003; 13:1165 -1171.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-2159201000040000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="40"></a><a href="#top40">40</a>. Bhalla M, Turcios N, Aponte V, <i>et    al. </i>Cystic fibrosis: scoring system with thinsection CT. Radiology 1991    ;179:783 -788.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0873-2159201000040000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="41"></a><a href="#top41">41</a>. Goyal R, , White CS, Templeton PA,    Britt EJ, Rubin LJ. Case report. High attenuation mucous plugs in allergic bronchopulmonary    aspergillosis: CT appearance. J Comput Assist Tomogr 1992; 16:649 -650.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-2159201000040000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="42"></a><a href="#top42">42</a>. Logan PM, Muller NL. High -resolution    computed tomography and pathologic findings in pulmonary aspergillosis: a pictorial    essay. Can Assoc Radiol J. 1996; 47:444 -452.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0873-2159201000040000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="43"></a><a href="#top43">43</a>. Webb WR. Thin -section -CT of the    secondary pulmonary lobule: anatomy and the image? The 2004 Fleischner Lecture.    Radiology 2006; 239:322 -339&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-2159201000040000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="44"></a><a href="#top44">44</a>. Hansell DM, Strickland B. Highresolution-    omputed tomography in pulmonary cystic fibrosis. Br J Radiol 1989; 62:15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0873-2159201000040000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>45. King MA, Stone JA, Diaz PT, Mueller CF, Becker WJ, Gadek JE. Alpha(1)antitrypsin    deficiency: Evaluation of bronchiectasis with CT. Radiology 1996; 199:137 -141.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-2159201000040000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="46"></a><a href="#top46">46</a>. de Jong PA, Lindblad A, Rubin L,    Hop WC, de Jongste JC, Brink M, Tiddens HA. Progression of lung disease on computed    tomography and pulmonary function tests in children and adults with cystic fibrosis.    Thorax 2006; 61:80 -85.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0873-2159201000040000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 47. Ooi GC, Khong PL, ChanYeung M, <i>et al. </i>Highresolution CT quantification    of bronchiectasis: Clinical and functional correlation. Radiology 2002; 225:663    -672. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-2159201000040000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>48. Altin R, Savranlar A, Kart L, <i>et al. </i>Presence and HRCT quantification    of bronchiectasis in coal workers. Eur J Radiol 2004; 52:157 -163.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0873-2159201000040000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>49. Morice AH, Fontana GA, Sovijarvi AR, <i>et al. </i>The diagnosis and management    of chronic cough. Eur Respir J 2004; 24:481 -492.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0873-2159201000040000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="50"></a><a href="#top50">50</a>. Edwards EA, Boraschi P, Antonelli    A, Falaschi F, Baschieri L. HRCT lung abnormalities are not a surrogate for    exercise limitation in bronchiectasis. Eur Respir J 2004; 24:538 -544.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0873-2159201000040000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="51"></a><a href="#top51">51</a>. Shah RM, Sexauer W, Ostrum BJ, Fiel    SB, Friedman AC. High -resolution CT in the acute exacerbation of cystic fibrosis:    evaluation of acute findings, reversibility of those findings, and clinical    correlation. Am J Roentgenol AJR 1997; 169:375 -380.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0873-2159201000040000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>52. Helbich TH, HeinzPeer G, Eichler I, Wunderbaldinger P, Götz M, Wojnarowski    C, <i>et al. </i>Cystic fibrosis: CT assessment of lung involvement in children    and adults. Radiology 1999; 213:535 -544.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0873-2159201000040000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="53"></a><a href="#top53">53</a>. Helbich TH, HeinzPeer G, Fleischmann    D, <i>et al. </i>Evolution of CT findings in patients with cystic fibrosis.    Am J Roentgenol AJR 1999; 173:81 -88.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0873-2159201000040000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="54"></a><a href="#top54">54</a>. Moreira JS, Camargo JJP, Porto N,    Moreira ALS. Bronquiectasias. <i>In: </i>Tarantino AB. Doenças pulmonares.Ed.    Guanabara Koogan, 2008.</p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="0"></a><a href="#top0">Correspondência</a>:</b></p>     <p>Bruno Hochhegger</p>     <p>Rua João Alfredo 558/301</p>     <p>Porto Alegre, Cidade Baixa. Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/<i>received for publication</i>: 08.10.27  </p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/<i>accepted for publication</i>: 09.12.14</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[King]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holdsworth]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freezer]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holmes]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Intern Med J]]></source>
<year>2006</year>
<volume>36(11)</volume>
<page-range>729 -737</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Churchil]]></surname>
<given-names><![CDATA[ED]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The segmental and lobular physiology and pathology of the lung]]></article-title>
<source><![CDATA[J Thorac Surg]]></source>
<year>1949</year>
<volume>18</volume>
<page-range>279- 293</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duprez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Les limites anatomiques de la dilatation des bronches; l’obstruction des petites bronches]]></article-title>
<source><![CDATA[J Franc Chir Thorac]]></source>
<year>1951</year>
<volume>5</volume>
<page-range>442 -453</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reid]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reduction in bronchial subdivision in bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>1950</year>
<volume>5</volume>
<page-range>233 -247</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hedblon]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pathogeneses, diagnosis and treatment of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Surg, Gynec & Obstet]]></source>
<year>1931</year>
<volume>52</volume>
<page-range>406- 417</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Findlay]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Atelectasis or compensatory bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Dis Child]]></source>
<year>1935</year>
<volume>10</volume>
<page-range>61 -84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boyd]]></surname>
<given-names><![CDATA[GL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis in children]]></article-title>
<source><![CDATA[Canad Med Ass J]]></source>
<year>1931</year>
<volume>25</volume>
<page-range>174 -182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Warner]]></surname>
<given-names><![CDATA[WP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors causing bronchiectasis,their clinical applications to diagnosis and treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1935</year>
<volume>105</volume>
<page-range>1666 -1670</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Whitwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A study of the pathology and pathogenesis of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>1952</year>
<volume>7</volume>
<page-range>213 -239</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koberle]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alcantara]]></surname>
<given-names><![CDATA[FG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mecanisms of destruction of the neurons of the peripheral nervous system in Chagas disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Hospital (Rio)]]></source>
<year>1960</year>
<volume>57</volume>
<page-range>1057 -1062</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porto]]></surname>
<given-names><![CDATA[NS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camargo]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Felicetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[PFG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[ALS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[et]]></surname>
<given-names><![CDATA[al]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Bronquiectasias: aspectos diagnósticos e terapêuticos Estudo de 170 doentes]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pneumol]]></source>
<year>2003</year>
<volume>29</volume>
<page-range>258 -263</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blades]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dungan]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pseudobronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Thorac Surg]]></source>
<year>1944</year>
<volume>13</volume>
<page-range>408</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Finke]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reversibility of early bronchiectasis; its complications for therapy and prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[NY J Med]]></source>
<year>1951</year>
<volume>51</volume>
<page-range>116 -136</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Field]]></surname>
<given-names><![CDATA[CE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Third report in a follow up study of medical and surgical cases of childhood Arch Dis Child]]></source>
<year>1969</year>
<volume>45</volume>
<page-range>551 -561</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moll]]></surname>
<given-names><![CDATA[HH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Clinical and pathological study of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Q J Med]]></source>
<year>1932</year>
<volume>25</volume>
<page-range>457 -46</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heuter]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="nl"><![CDATA[Ueber angeborone bronchkiectaien and angebore wabenlunge]]></article-title>
<source><![CDATA[Beitrz Z Path Anat]]></source>
<year>1914</year>
<volume>59</volume>
<page-range>520- 538</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sauerbruch]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="nl"><![CDATA[Die operative Behadlung der Kongenitalen Bronchiektasien]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Klin Chir]]></source>
<year>1934</year>
<volume>180</volume>
<page-range>312 -320</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lander]]></surname>
<given-names><![CDATA[FPL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis and atelectasis : Temporary and permanent changes]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>1946</year>
<volume>1</volume>
<page-range>198 - 121</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Javidan]]></surname>
<given-names><![CDATA[-Nejad C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bhalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiol Clin North Am.]]></source>
<year>2009</year>
<volume>47(2)</volume>
<page-range>289 -306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kang]]></surname>
<given-names><![CDATA[EY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[RR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muller]]></surname>
<given-names><![CDATA[NL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis: comparison of preoperative thinsection CT and pathologic findings in resected specimens]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>1995</year>
<volume>195</volume>
<page-range>649 -654</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Naidich]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[TJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Airways and lung: CT versus bronchography through the fiberoptic bronchoscope]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>200</volume>
<page-range>613 -614</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thicket]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kumararatne]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banerjee]]></surname>
<given-names><![CDATA[AK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dudley]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stableforth]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Common variable immune deficiency: respiratory manifestations, pulmonary function and high -resolution CT scan findings]]></article-title>
<source><![CDATA[Q J Med]]></source>
<year>2002</year>
<volume>95</volume>
<page-range>655 -662</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[IE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jurriaans]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diederich]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ali]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shneerson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flower]]></surname>
<given-names><![CDATA[CD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Chronic sputum production: correlations between clinical features and findings on highresolution computed tomographic scanning of the chest]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>996</year>
<volume>51</volume>
<page-range>914 -918</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muller]]></surname>
<given-names><![CDATA[NL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Park]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lynch]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newman]]></surname>
<given-names><![CDATA[LS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grenier]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herold]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchoarterial ratio on thin section CT: comparison between high altitude and sea level]]></article-title>
<source><![CDATA[J Comput Assist Tomogr]]></source>
<year>1997</year>
<volume>21</volume>
<page-range>306 -311</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diederich]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jurriaans]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flower]]></surname>
<given-names><![CDATA[CDR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interobserver variation in the diagnosis of bronchiectasis on highresolution computed-tomography]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Radiol]]></source>
<year>1996</year>
<volume>6</volume>
<page-range>801 -806</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Naidich]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Computed tomography of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Comput Assist Tomogr]]></source>
<year>1982</year>
<volume>6</volume>
<page-range>437-444</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Joharjy]]></surname>
<given-names><![CDATA[IA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bashi]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abdullah]]></surname>
<given-names><![CDATA[AK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Value of médium thickness CT in the diagnosis of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Roentgenol AJR]]></source>
<year>1987</year>
<volume>149</volume>
<page-range>1133 -1137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cooke]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[DC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Role of computed tomography in the diagnosis of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>1987</year>
<volume>42</volume>
<page-range>272 -277</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silverman]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Godwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[CT/bronchographic correlations in bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Comput Assist Tomogr]]></source>
<year>1987</year>
<volume>11</volume>
<page-range>52 -56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Young]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aspestrand]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kolbenstvedt]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High resolution CT and bronchography in the assessment of bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Radiol]]></source>
<year>1991</year>
<volume>32</volume>
<page-range>439 -441</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McGuinness]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Naidich]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McAuley]]></surname>
<given-names><![CDATA[DI]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bronchiectasis: CT evaluation (pictorial essay)]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Roentgenol AJR]]></source>
<year>1993</year>
<volume>160</volume>
<page-range>253 -259</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Im]]></surname>
<given-names><![CDATA[JG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[IO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Normal bronchial and pulmonary arterial diameters measured by thin section CT]]></article-title>
<source><![CDATA[J Comput Assist Tomogr]]></source>
<year>1995</year>
<volume>19</volume>
<page-range>365 -369</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Seneterre]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paganin]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruel]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Michel]]></surname>
<given-names><![CDATA[FB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bousquet]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measurement of the internal size of bronchi using high resolution computed tomography (HRCT)]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Respir J]]></source>
<year>1994</year>
<volume>7</volume>
<page-range>596 -600</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Desai]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wells]]></surname>
<given-names><![CDATA[AU]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cheah]]></surname>
<given-names><![CDATA[FK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cole]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hansell]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The reproducibility of bronchial circumference measurements using computed tomography]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Radiol]]></source>
<year>1994</year>
<volume>67</volume>
<page-range>257 -262</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lynch]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newell]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tschomper]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cink]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newman]]></surname>
<given-names><![CDATA[LS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bethel]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Uncomplicated asthma in adults: comparison of CT appearance of the lungs in asthmatic and healthy subjects]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>1993</year>
<volume>188</volume>
<page-range>829 -833</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>38</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muller]]></surname>
<given-names><![CDATA[NL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Park]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grenier]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herold]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cylindrical bronchiectasis: diagnostic findings on thinsection CT]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Roentgenol AJR]]></source>
<year>1997</year>
<volume>168</volume>
<page-range>751- 764</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RemyJardin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amara]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campistron]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[et]]></surname>
<given-names><![CDATA[al]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnosis of bronchiectasis with multislice spiral CT: accuracy of 3mm thick structured sections]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Radiol]]></source>
<year>2003</year>
<volume>13</volume>
<page-range>1165 -1171</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>40</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bhalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turcios]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aponte]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[et]]></surname>
<given-names><![CDATA[al]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cystic fibrosis: scoring system with thinsection CT]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>1991</year>
<volume>179</volume>
<page-range>783 -788</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<label>41</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goyal]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Templeton]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Britt]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Case report. High attenuation mucous plugs in allergic bronchopulmonary aspergillosis: CT appearance]]></article-title>
<source><![CDATA[J Comput Assist Tomogr]]></source>
<year>1992</year>
<volume>16</volume>
<page-range>649 -650</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<label>42</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Logan]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muller]]></surname>
<given-names><![CDATA[NL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High -resolution computed tomography and pathologic findings in pulmonary aspergillosis: a pictorial essay]]></article-title>
<source><![CDATA[Can Assoc Radiol J.]]></source>
<year>1996</year>
<volume>47</volume>
<page-range>444 -452</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<label>43</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Webb]]></surname>
<given-names><![CDATA[WR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Thin -section -CT of the secondary pulmonary lobule: anatomy and the image? The 2004 Fleischner Lecture]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>2006</year>
<volume>239</volume>
<page-range>322 -339</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<label>44</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hansell]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Strickland]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Highresolution- omputed tomography in pulmonary cystic fibrosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Radiol]]></source>
<year>1989</year>
<volume>62</volume>
<page-range>15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<label>45</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[King]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stone]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[PT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mueller]]></surname>
<given-names><![CDATA[CF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[WJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gadek]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alpha(1)antitrypsin deficiency: Evaluation of bronchiectasis with CT]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>199</volume>
<page-range>137 -141</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<label>46</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[de Jong]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lindblad]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hop]]></surname>
<given-names><![CDATA[WC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Jongste]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brink]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tiddens]]></surname>
<given-names><![CDATA[HA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Progression of lung disease on computed tomography and pulmonary function tests in children and adults with cystic fibrosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Thorax]]></source>
<year>2006</year>
<volume>61</volume>
<page-range>80 -85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<label>47</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ooi]]></surname>
<given-names><![CDATA[GC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khong]]></surname>
<given-names><![CDATA[PL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ChanYeung]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Highresolution CT quantification of bronchiectasis: Clinical and functional correlation]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>225</volume>
<page-range>663 -672</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<label>48</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Altin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Savranlar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kart]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Presence and HRCT quantification of bronchiectasis in coal workers]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Radiol]]></source>
<year>2004</year>
<volume>52</volume>
<page-range>157 -163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<label>49</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morice]]></surname>
<given-names><![CDATA[AH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontana]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sovijarvi]]></surname>
<given-names><![CDATA[AR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The diagnosis and management of chronic cough]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Respir J]]></source>
<year>2004</year>
<volume>24</volume>
<page-range>481 -492</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<label>50</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boraschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antonelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falaschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baschieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[HRCT lung abnormalities are not a surrogate for exercise limitation in bronchiectasis]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Respir J]]></source>
<year>2004</year>
<volume>24</volume>
<page-range>538 -544</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<label>51</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shah]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sexauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ostrum]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fiel]]></surname>
<given-names><![CDATA[SB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Friedman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High -resolution CT in the acute exacerbation of cystic fibrosis: evaluation of acute findings, reversibility of those findings, and clinical correlation]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Roentgenol AJR]]></source>
<year>1997</year>
<volume>169</volume>
<page-range>375 -380</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<label>52</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Helbich]]></surname>
<given-names><![CDATA[TH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HeinzPeer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eichler]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wunderbaldinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Götz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wojnarowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cystic fibrosis: CT assessment of lung involvement in children and adults]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>213</volume>
<page-range>535 -544</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<label>53</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Helbich]]></surname>
<given-names><![CDATA[TH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HeinzPeer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fleischmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evolution of CT findings in patients with cystic fibrosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Roentgenol AJR]]></source>
<year>1999</year>
<volume>173</volume>
<page-range>81 -88</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
