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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Doença pulmonar obstrutiva crónica e exercício físico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) is a disease that can be prevented and treated, with a pulmonary component and with significant systemic effects that contribute to the severity of clinical manifestations. COPD causes a number of changes, including those which lead to exercise tolerance limitation and to a progressive deterioration of life quality of the patients. Respiratory rehabilitation (RR) represents a key part of the treatment. The benefits of RR are independent of sex, age and disease severity. At the end of the program, the patient should have acquired a life style as independent and healthy as possible. With this article the authors intend to review the benefits of physical exercise in rehabilitation of patients with COPD and the different types of training used in the respiratory rehabilitation program established for each patient.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Doença pulmonar obstrutiva crónica e exercício físico</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Carla António 1, </b><b>Ana Paula Gonçalves 2 e </b><b>Alcina Tavares 2</b></p>      <p>1 Interna de Pneumologia</p>     <p>2 Assistentes Graduadas de Pneumologia</p>     <p>Serviço de Pneumologia, Unidade Local de Saúde da Guarda, EPE</p>     <p><b><a name="topc1"></a><a href="#c1">Correspondência</a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>      <p>A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma doença que se pode prevenir e tratar. Tem um componente pulmonar com efeitos sistémicos significativos que contribuem para a gravidade das manifestações clínicas. A DPOC provoca um conjunto de alterações, incluindo as que levam a uma limitação da tolerância ao exercício e que conduzem a uma deterioração progressiva da qualidade de vida do doente. A reabilitação respiratória (RR) constitui uma parte fundamental do  tratamento. Os benefícios de RR são independentes do sexo, idade e gravidade da doença. No final do programa o doente deverá ter adquirido um estilo de vida o mais autónomo e saudável possível. Com este artigo as autoras pretendem fazer uma revisão sobre os benefícios do exercício físico na reabilitação do doente com DPOC e das modalidades de treino utilizadas no programa de reabilitação respiratória estabelecido para cada doente.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Doença pulmonar obstrutiva crónica, exercício físico,    reabilitação respiratória.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pulmonary obstructive chronic disease and physical exercise</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p> Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) is a disease that can be prevented    and treated, with a pulmonary component and with significant systemic effects    that contribute to the severity of clinical manifestations. COPD causes a number    of changes, including those which lead to exercise tolerance limitation and    to a progressive deterioration of life quality of the patients. Respiratory    rehabilitation (RR) represents a key part of the treatment. The benefits of    RR are independent of sex, age and disease severity. At the end of the program,    the patient should have acquired a life style as independent and healthy as    possible. With this article the authors intend to review the benefits of physical    exercise in rehabilitation of patients with COPD and the different types of    training used in the respiratory rehabilitation program established for each    patient. </p>     <p><b>Key-words</b>: Pulmonary obstructive chronic disease, physical exercise,    respiratory rehabilitation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>      <p>A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é definida como uma doença prevenível    e tratável com um componente pulmonar (caracterizado por uma limitação crónica    ao fluxo aéreo) e com efeitos sistémicos significativos que contribuem para    a gravidade das manifestações clínicas<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.  </p>     <p>A condição física do indivíduo é determinante para a realização das actividades    da vida diária (AVD), as quais são fundamentais para manter a qualidade de vida    do doente com qualquer patologia crónica, incluindo a DPOC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O exercício físico tem por objectivo melhorar a capacidade aeróbica, a força,    a flexibilidade corporal e a coordenação motora. </p>     <p>No presente artigo as autoras pretendem fazer uma revisão sobre a importância    e benefícios do exercício físico na reabilitação do doente com DPOC no que se    refere à função respiratória e à qualidade de vida em geral. Também apresentam    as modalidades de treino utilizadas no programa de reabilitação respiratória    estabelecido para cada doente.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Classificação da gravidade da DPOC</b></p>      <p>De acordo com o projecto GOLD<sup><a href="#1">1</a></sup>, considera -se DPOC    quando o valor do índice de Tiffeneau é inferior a 70% do valor de referência,    tendo em conta sexo, idade, peso e altura. A gravidade da doença pode classificar-se    em quatro estadios tendo em conta os valores do VEMS (Quadro I). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro I</b> &#8211; Classifica&ccedil;&atilde;o da gravidade da DPOC (GOLD    2007)</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q1.jpg" width="312" height="337"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para além da classificação do GOLD, dois autores Celli <i>et al </i>identificaram    quatro variáveis que influenciam o risco de mortalidade em doentes com DPOC    que definiram como <b>índice de BODE </b>(<i>Body mass index </i>(IMC), obstrução    (VEMS), dispneia e exercício)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>,<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Consequências da DPOC</b></p>      <p>A DPOC provoca um conjunto de alterações que conduzem a uma deterioração progressiva    da qualidade de vida do doente<sup><a href="#1">1</a></sup>,<sup><a href="#2">2</a></sup>,<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>,<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>,<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Assim, assiste-se a uma disfunção da musculatura periférica e respiratória,    a alteração nutricional, a alteração cardíaca, a doença osteocio esquelética,    a défices sensoriais (visual, auditivo) e psicossocial.</p>     <p> Estas alterações resultam de diversos mecanismos desencadeados pela doença:    fadiga, hipoxemia, alteração mecânica pela hiperinsuflação, desequilíbrio hidroelectrolítico    e ácido-básico, desnutrição, obesidade, caquexia, <i>cor pulmonale</i>, arritmias,    osteoporose, cifoescoliose, miopatia, ansiedade, depressão, culpa, dependência,    défice cognitivo, distúrbio do sono, disfunção sexual e isolamento social<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#4">4</a></sup>.</p>      <p><b>Limitações fisiológicas da tolerância ao exercício na DPOC</b></p>      <p>Podem considerar-se quatro alterações que diminuem a tolerância ao exercício    nos doentes com DPOC: a mecânica pulmonar deficiente, as alterações nas trocas    gasosas pulmonares, a insuficiência vascular pulmonar e a disfunção muscular    esquelética. </p>     <p>Em relação à mecânica pulmonar deficiente, esta resulta da resistência de vias    aéreas elevadas, do <i>air trapping </i>(hiperinsuflação) que coloca o diafragma    em desvantagem mecânica. As alterações nas trocas gasosas pulmonares levam a    uma alteração na relação ventilação/perfusão, à hipoxemia durante exercício    e à hipercapnia em alguns doentes. </p>     <p>A insuficiência vascular pulmonar origina uma destruição alveolar e vascular,    com consequente hipertensão pulmonar e insuficiência ventricular direita<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>,<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.  </p>     <p>A disfunção muscular esquelética resulta da desnutrição<b>, </b>baixos níveis    de hormonas anabolizantes<b>, </b>uso de corticóides<b>, </b>miopatia esquelética    primária ou outras disfunções neuromusculares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Cerca de 70% dos doentes com DPOC tem redução da força dos quadricípites<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.    Numa biópsia de quadricípetes pode detectar-se uma diminuição das fibras tipo    I e IIa (metabolismo oxidativo) e aumento das de tipo IIb (metabolismo glicolítico),    o que tem como consequência uma anaerobiose precoce, mesmo com baixas intensidades    de exercício, o que provoca uma sobrecarga do aparelho respiratório<sup><a href="#8">8</a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Tratamento da DPOC estável</b></p>      <p>O tratamento da DPOC tem como objectivos contrariar a progressão da doença,    aliviar os sintomas, prevenir e tratar as complicações, as exacerbações e diminuir    a mortalidade.</p>     <p> Para atingir estes objectivos, o tratamento assenta em três pilares fundamentais:    a cessação tabágica, o tratamento farmacológico e a reabilitação respiratória<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.  </p>     <p>Segundo as orientações do projecto GOLD, “Todos os doentes com DPOC beneficiam    dos programas de treino com exercícios, melhorando não só a tolerância ao exercício    mas também reduzindo os sintomas de fadiga e dispneia” (evidência A), pelo que    a reabilitação respiratória é recomendada a partir do grau II (moderado) da    classificação do GOLD.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Reabilitação respiratória</b></p>      <p>Segundo o <i>American Thoracic Society Statement, </i>a reabilitação respiratória    (RR) define-se como um “Programa multiprofissional de cuidados a doentes com    alteração respiratória crónica, individualmente delineado e modelado para optimizar    o desempenho físico e social e a autonomia de cada doente”<sup><a href="#4">4</a></sup>.  </p>     <p>A RR tem indicações (Quadro II) e benefícios (Quadro III) já demonstrados e    bem definidos<sup><a href="#3">3</a></sup>,<sup><a href="#4">4</a></sup>,<sup><a href="#5">5</a></sup>,<sup><a href="#6">6</a></sup>,<sup><a href="#7">7</a></sup>.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p><b>Quadro II</b> &#8211; Indica&ccedil;&otilde;es da RR</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q2.jpg" width="304" height="336"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro III</b> &#8211; Benef&iacute;cios da RR </p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q3.jpg" width="292" height="185"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os benefícios sobre a melhoria da qualidade de vida são reconhecidos pelos    especialistas, mas continua sem haver consenso relativamente ao impacto da RR    sobre a mortalidade dos doentes com DPOC<sup><a href="#9">9</a></sup>,<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.  </p>     <p>Num estudo retrospectivo com 1218 doentes, Ries <i>et al </i>demonstraram que    a RR não aumentou a sobrevivência dos doentes, mas a sua capacidade para o exercício,    diminuiu a dispneia e melhorou a qualidade de vida<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.    Por outro lado, um estudo de Puhan A <i>et al </i>apresenta uma diminuição da    mortalidade nos doentes que realizaram RR após uma exacerbação da DPOC<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.  </p>     <p>O ideal para uma contribuição completa da RR na recuperação do doente com DPOC    seria uma equipa multidisciplinar que incluísse um pneumologista, um enfermeiro,    um fisioterapeuta respiratório, um nutricionista, um psicólogo/psiquiatra, um    assistente social e um terapeuta ocupacional<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.    No mínimo, um médico e técnicos com formação em exercício no doente respiratório    crónico<sup><a href="#13">13</a></sup>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O espaço e equipamentos mínimos incluem um local com área adequada ao programa,    com arejamento e condições térmicas para a prática de exercício, pesos ou substitutos,    esfigmomanómetro, fonte de oxigénio e oxímetro, escala de Borg, fita métrica,    carro de emergência e telefone SOS<sup><a href="#13">13</a></sup>. </p>     <p>Antes de iniciar um programa de RR, é necessário realizar uma avaliação médica    com uma anamnese clínica completa, onde se avaliem os sintomas característicos    (dispneia crónica e progressiva, tosse produtiva) e a história de exposição    a factores de risco (principalmente tabaco), medicação/técnica inalatória, comorbilidades.    Deve ser feito um exame físico cuidadoso, tendo em especial atenção os sinais    de dificuldade respiratória, a cianose central e/ou periférica, o padrão ventilatório/assincronismos    e a auscultação pulmonar. </p>     <p>Os exames complementares de diagnóstico devem incluir: espirometria (pré e    pós-broncodilatação), prova de seis minutos da marcha (P6MM) estandardizada,    medição da pressão inspiratória máxima (PIM) e pressão expiratória máxima (PEM),    gasometria, hemograma e bioquímica básica, telerradiografia do tórax e electrocardiograma    de repouso<sup><a href="#13">13</a></sup>. </p>     <p>O grau de dispneia deve ser avaliada através do <i>Medical Research Council    Dyspnoea Questionnaire </i>(MRCDQ), obrigatório, ou a escala de Borg ou a de    Fletcher ou de Mahler modificada (opcionais) e a avaliação nutricional através    do IMC, da avaliação da composição corporal ou com um inquérito alimentar.</p>     <p> A avaliação do estado de preparação física do doente pode ser feita medindo    a força muscular periférica (membros superiores e inferiores) através da determinação    de 17 RM (resistências máximas), ou seja, o peso máximo que o doente consegue    levantar 17 vezes seguidas. Também é importante a avaliação das actividades    da vida diária (AVD), usando a escala <i>London chest activity of daily living    </i>(LCADL), obrigatória, ou outras<sup><a href="#13">13</a></sup>.</p>     <p> A qualidade de vida em geral é avaliada através de escalas globais, como EuroQol    (obrigatória) ou outras, como <i>Saint George Respiratory Questionnaire </i>(SGRQ).  </p>     <p>Após a avaliação completa do doente, devem ser estabelecidos objectivos realistas,    tendo em conta o estado clínico e as capacidades físicas do doente.</p>      <p><b>Programa de reabilitação respiratória</b></p>      <p>O treino de exercício baseia-se em quatro princípios gerais da fisiologia:    sobrecarga<b>, </b>especificidade<b>, </b>reversibilidade e individualização.    A selecção dos doentes deve ter em conta diversos aspectos (Quadro IV) relacionados    com o doente e o seu meio familiar e social<sup><a href="#4">4</a>,<a href="#7">7</a></sup>.  </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro IV</b> &#8211; Aspectos a considerar na selec&ccedil;&atilde;o dos    doentes</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q4.jpg" width="315" height="433"></p>     
<p>&nbsp; </p>     <p>Segundo a maioria dos estudos, os benefícios da RR são independentes de sexo,    idade e da gravidade da doença, e a prescrição do exercício mais adequado para    cada doente é aquela que facilita a mudança comportamental no sentido do aumento    da saúde.</p>      <p>A prática de exercício permite obter resultados satisfatórios, mesmo com treinos    de baixa intensidade; no entanto, exercícios com maior sobrecarga induzem maior    resposta<sup><a href="#3">3</a></sup>. Os critérios de exclusão incluem patologias    associadas que interferem com execução do treino (artrite incapacitante, demência…)    e co morbilidades, como angina instável, enfarte agudo do miocárdio recente    e hipertensão pulmonar grave. Um programa de RR deve ter uma organização (Quadro    V) adequada a cada indivíduo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro V</b> &#8211; Organiza&ccedil;&atilde;o geral de um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o    respirat&oacute;ria</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q5.jpg" width="312" height="201"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A duração mínima do período de treino ainda não foi suficientemente investigada4.    A ACCP/AACVPR recomenda a duração de 6-12 semanas<sup><a href="#10">10</a>,<a href="#13">13</a></sup>.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns autores, como Moulin M <i>et al, </i>afirmam que programas de RR mais    prolongados oferecem benefícios durante um maior período de tempo<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.  </p>     <p>Quanto à intensidade, ainda não há consenso; no então, começa a prevalecer    a ideia de que “quanto maior, melhor”<sup><a href="#3">3</a></sup>. </p>     <p>Até há pouco tempo considerava-se a dispneia um sintoma limitador; actualmente    acredita-se que a exposição a níveis de dispneia superiores ao habitual em ambiente    seguro aumenta teoricamente a autoeficácia para lidar com o sintoma, bem como    o seu limiar de percepção<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>     <p>O ideal é que todas as sessões se realizem com acompanhamento do fisioterapeuta,    mas duas sessões acompanhadas e uma sessão no domicílio também é aceitável.</p>     <p> Para ajustar a intensidade de exercício deve ter-se em consideração: quantidade    de trabalho externo (W), consumo de O<sub>2</sub> (VO<sub>2</sub>), frequência    cardíaca (FC), nível de dispneia (escala de Borg). </p>     <p>Actualmente recomenda -se que o treino seja efectuado abaixo da FC máxima que    o doente apresentou na P6MM; no entanto, não existe ainda consenso nem evidência    cientifica sólida<sup><a href="#13">13</a></sup>. </p>     <p>O valor-alvo de intensidade inicial corresponde ao limiar metabólico mínimo    (VO<sub>2</sub>q) no doente descondicionado a 40% do valor de referência do    VO<sub>2</sub> máximo.</p>     <p> Apesar de se recomendar treino de intensidade elevada e constante, os doentes    com dificuldade em mantê-la (limitados pela dispneia ou fadiga dos membros inferiores)    podem realizar treinos intervalados (curtos períodos de intensidade elevada    alternando com períodos de repouso ou intensidade mais reduzida, de forma a    permitir a recuperação)<sup><a href="#3">3</a>,<a href="#9">9</a></sup>.</p>     <p> Quanto ao tipo de exercícios, podem realizar exercício aeróbico, exercício    de força e exercício dos músculos respiratórios.</p>     <p> O exercício aeróbico engloba o treino dos membros inferiores com cicloergómetro,    tapete, <i>step </i>ou caminhadas e dos membros superiores, sobretudo da cintura    escapular. O treino dos membros superiores exige maior trabalho cardiovascular,    está mais associado à dispneia e visa incrementar as AVD. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este treino pode ser realizado com apoio utilizando um cicloergómetro de braço,    ou sem apoio através de pesos (Fig. 1), bastões bandas ou elásticos. O treino    contra a gravidade parece ser mais eficaz, pela semelhança com as AVD. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11f1.jpg" width="285" height="301"></p>     
<p><b>Fig. 1</b> &#8211; Exerc&iacute;cio de treino dos membros superiores com    pesos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em relação ao exercício de força, apesar de ainda não haver consenso quanto    à sua prescrição em DPOC, a maioria dos especialistas recomenda a sua realização    com uma frequência de duas a três vezes por semana, com treino em duas a quatro    séries para cada grupo muscular, com 8 a 12 repetições e intervalos de dois    a três minutos entre séries. A intensidade deve ser 50-85% de uma RM (repetição    máxima) e dever ser feito um ajuste das características do treino cada três    ou quatro semanas. </p>     <p>No que diz respeito ao exercício de músculos respiratórios (EMR), tem como    indicações as doenças neuromusculares quando se verifica uma diminuição da força    muscular respiratória significativa com valores baixos de PImáx e PEmáx e na    ausência de hiperinsuflação<sup><a href="#3">3</a></sup>. Apesar de aparentemente    não aumentar a tolerância ao exercício, parece ter um efeito positivo na musculatura    respiratória, recomendando-se treino de força com resistência inspiratória alta,    com poucas repetições e de <i>endurance </i>resistência inspiratória baixa a    moderada 15 a 30 minutos. </p>     <p>A educação dos doentes assume um papel importante para garantir o sucesso da    reabilitação respiratória e a manutenção dos benefícios da mesma a longo prazo<sup><a href="#9">9</a>,<a href="#13">13</a></sup>.  </p>     <p>Essa educação deve ter em conta as AVD e prende-se sobretudo com orientação    sobre a conservação de energia, tendo em conta a postura, o planeamento de actividades    e a organização do espaço físico e técnicas de respiração, salientando-se a    consciencialização da respiração, a respiração diafragmática, a postura corporal    global e a respiração com lábios semi cerrados<sup><a href="#5">5</a>,<a href="#6">6</a>,<a href="#9">9</a>,<a href="#13">13</a></sup>.  </p>     <p>A monitorização do doente em esforço deve incluir no mínimo tensão arterial    antes e após esforço, glicemias nos diabéticos, sinais e sintomas de intolerância    ao esforço, frequência cardíaca, escala de Borg de esforço e de dispneia, no    início, durante e no final da sessão, registo de cargas de esforço (cada 10    minutos), saturações periféricas, antes, durante e após esforço<sup><a href="#13">13</a></sup>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Oxigenoterapia durante exercício</b></p>      <p>A oxigenioterapia durante o exercício oferece inúmeros benefícios para o doente    (Quadro VI) e está indicada quando a PaO<sub>2</sub> é inferior ou igual a 55mmHg    ou Sat. O<sub>2</sub> inferior ou igual a 90% durante a actividade física (exercício    nos testes de avaliação iniciais e actividades semelhantes realizadas no domicilio)<sup><a href="#3">3</a>,<a href="#7">7</a>,<a href="#13">13</a>,<a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>,<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro VI</b> &#8211; Benef&iacute;cios da oxigenioterapia durante o exerc&iacute;cio</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q6.jpg" width="315" height="219"></p>     
<p>&nbsp; </p>     <p>O débito de O<sub>2</sub>  adequado é aquele que permite manter a saturação de O<sub>2</sub>  superior    a 90%<sup><a href="#13">13</a></sup>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ventilação não invasiva (VNI) durante o exercício</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A VNI também pode oferecer inúmeros benefícios aos doentes que apresentem uma    insuficiência respiratória crónica de difícil controlo apenas com a oxigenioterapia<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.    Assim, a VNI diminui a carga dos músculos respiratórios, previne a compressão    dinâmica das vias aéreas, reduz o trabalho respiratório, aumenta o volume corrente,    diminui a ventilação minuto, diminui a frequência cardíaca, aumenta a <i>endurance    </i>e também reduz os níveis séricos de lactatos durante o exercício<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>     <p> No entanto, apesar destes benefícios, o papel da VNI nos programas de reabilitação    respiratória está ainda em discussão, não é consensual, necessita de mais investigação.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Exacerbações da DPOC</b></p>      <p>No período de exacerbação da DPOC e mesmo após a mesma, ocorre uma diminuição    significativa da actividade física. Cerca de 25% dos doentes após uma exacerbação    não recuperam funcionalmente ao fim de três meses e geralmente o período de    recuperação do anterior estado de saúde é longo<sup><a href="#3">3</a></sup>.    Um programa de reabilitação logo após o internamento é seguro e condiciona melhoria    clínica significativa na capacidade para o exercício e no estado de saúde<sup><a href="#3">3</a>,<a href="#12">12</a>,<a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p> A prescrição de exercício deve ser individualizada e flexível, tendo em consideração    as flutuações do estado clínico, com reavaliação frequente dos objectivos e    riscos<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>,<sup><a href="#19">19</a></sup>,<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Avaliação do sucesso do programa de RR</b></p>      <p>O sucesso está principalmente relacionado com a estrutura adequada dos programas    e não necessariamente com o local da sua execução. Para avaliar se realmente    o programa de RR surtiu efeitos positivos na vida do doente (Quadro VII) é necessário    reavaliar o doente após finalizar as sessões. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro VII</b> &#8211; M&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o do sucesso    do programa de RR</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n4/16n4a11q7.jpg" width="305" height="261"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para uma avaliação mais rigorosa, recomenda-se realizar previamente uma P6MM,    considerando a distância obtida na segunda prova como sendo a que se deve comparar    com a distância obtida após o programa de reabilitação<sup><a href="#13">13</a></sup>. No entanto, ainda    não há consenso sobre a prescrição de exercício com base na P6MM. </p>     <p>Dos programas deve fazer parte um plano de manutenção, sendo o programa domiciliário    o mais aceitável em termos de custo//benefício, visto que a reabilitação contínua    com supervisão especializada não revela ter uma relação custo/benefício favorável.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Conclusão</b></p>      <p>A DPOC define -se como uma doença sistémica, com um componente pulmonar caracterizado    por uma limitação crónica ao fluxo aéreo e cujos efeitos sistémicos têm repercussões    na musculatura periférica e respiratória, no sistema cardiovascular, no metabolismo    e alterações psicossociais importantes. </p>     <p>Com a evolução da doença ocorre uma diminuição progressiva da tolerância ao    esforço, com consequente diminuição da capacidade para realizar as actividades    da vida diária. </p>     <p>A reabilitação respiratória constitui uma parte fundamental do tratamento integrado    dos doentes com DPOC, seja em fase estável da doença seja em períodos de agudização.    A RR apresenta benefícios comprovados e reconhecidos pela comunidade médica,    como a redução dos sintomas respiratórios, o aumento da tolerância ao esforço,    uma diminuição do número de internamentos e de dias de hospitalização, uma melhoria    dos sintomas psicossociais e da qualidade de vida do doente com DPOC. O programa,    independentemente do local onde é realizado, deverá ser adequado a cada doente,    planeado e estruturado com data de início e fim, com um número de sessões predefinidas    e maioritariamente supervisionadas por um fisioterapeuta. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na selecção dos doentes deve ter -se em conta aspectos como a motivação, a    expectativa, o sexo e idade, o tabagismo, a gravidade da doença, as comorbilidades    e a medicação habitual. </p>     <p>O treino deve englobar exercícios aeróbicos, de força e exercícios para melhorar    a musculatura respiratória. </p>     <p>No final das sessões o doente deverá ter adquirido um estilo de vida o mais    saudável e autónomo possível e manter um “programa” de reabilitação durante    toda a evolução da doença.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bibliografia</b></p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. GOLD (Global Initiative for Chronic    Obstructive Lung Disease) – Global strategy for the Diagnosis, Management, and    Prevention of Chronic Obstructive Pulmonar Disease (update 2007).</p>      <!-- ref --><p> <a name="2"></a><a href="#top2">2</a>. Celli B, Cote C, Marin J, <i>et al</i>.    The body -mass index, airflow obstruction, dyspnea and exercise capacity índex    in chronic obstructive pulmonary disease. N Engl J Med 2004; 350:1005 -1012.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0873-2159201000040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="3"></a><a href="#top3">3</a>. Pamplona P, Morais L. Treino de exercício    na doença pulmonar crónica. Rev Port Pneumol 2007; XIII(1):  101 -128.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-2159201000040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="4"></a><a href="#top4">4</a>. Linda N, Donner C, Wouters E, <i>et    al. </i>American Thoracic Society, European Respiratory Society Statement on    Pulmonary Rehabilitation. Am Journ Respir Criti Care Med; 2006; 173:1390 -1413.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0873-2159201000040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="5"></a><a href="#top5">5</a>. Clemente S, Faria I, Rodrigues F. O    treino de exercício e o doente com DPOC. Boletim do HPV 2006; XIX; 4:169 -175.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-2159201000040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="6"></a><a href="#top6">6</a>. Gomes MJ, Sotto -Mayor R. Tratado de    pneumologia; II:1783 -1893.</p>      <!-- ref --><p><a name="7"></a><a href="#top7">7</a>. Maltais F, Hershfield S, Stubbing D,    <i>et al. </i>Exercise training in patients with COPD. In comprehensive management    of chronic obstructive pulmonary disease. BC Decker inc 2002:185 -214.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-2159201000040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="8"></a><a href="#top8">8</a>. Saey D, Maltais F. Role of peripheral    muscle function in rehabilitation. <i>In: </i>Donner C, Ambrosino N, Goldstein    R (Eds.). Pulmonary rehabilitation. Publishers Hodder Arnold 2005: 80 -90.</p>      <p><a name="9"></a><a href="#top9">9</a>. Bartolome R, Celli M. Pulmonary rehabilitation    in COPD. Pág. <i>web: </i><a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">www.uptodate.com</a>    2009; Maio: 1 -14.</p>      <!-- ref --><p> <a name="10"></a><a href="#top10">10</a>. Ries AL, Bauldoff GS, Carlin BW,    <i>et al. </i>Pulmonary Rehabilitation: Joint ACCP/AACVPR evidence –based clinical    practice guidelines. 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Respiratory rehabilitation after acude exacerbation of CODP may reduce    risk for re -admission and mortality. a systematic review. Respir Res 2005;    6:54.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0873-2159201000040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="13"></a><a href="#top13">13</a>. Simão P, Almeida P. Reabilitação    respiratória. Uma estratégia para a sua implementação. Rev Port Pneumol 2009;    XV(Supl 1):S93-S118.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-2159201000040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="14"></a><a href="#top14">14</a>. Moulin M, Taube K, Wegscheider K,    <i>et al. </i>Homebased exercise training as maintenance after outpatient pulmonary    rehabilitation. Respiration 2009; 77:139.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0873-2159201000040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="15"></a><a href="#top15">15</a>. Garrod R, Paul E, Wedzicha J. Suplemental    oxygen during pulmonary rehabilitation in patients with COPD with exercise hypoxaemia.    Thorax 2000; 55:539 -543.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-2159201000040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="16"></a><a href="#top16">16</a>. Ghassan F, Salman M, Mosier M, Beasley    B, Calkins D. Rehabilitation for patients with chronic obstructive pulmonary    disease; meta -analisys of randomized controlled trials. J Gen Intern Med 2003;    18:213 -221.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0873-2159201000040001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> <a name="17"></a><a href="#top17">17</a>. Clark C, Cochrane L, Conroy S. Exercise    prescription  and training in pulmonary rehabilitation. An interdisciplinary    approach edited by Rachel Garrod. Whurr Publishers. London and Philadelphia;    2004; 36 -53.</p>     <!-- ref --><p><a name="18"></a><a href="#top18">18</a>. Atalaia H. Intervenção da fisioterapia    em utentes com doença pulmonar obstrutiva crónica. EssFisionline 2006; 3;(2):28    -40.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0873-2159201000040001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="19"></a><a href="#top19">19</a>. Man W, Polkey M, Donaldson N, Gray    B, Moxham J. Community pulmonary rehabilitation after hospitalisation for acute    exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease: randomised controlled    study. BMJ 2004; 1209 -1214.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-2159201000040001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> <a name="20"></a><a href="#top20">20</a>. Rodrigues F. A actividade fisica    e o internamento por exacerbação da DPOC; Rev Port Pneumol 2006; XII(3):312    -315 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0873-2159201000040001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Vogiatzis I, Nanas S, Kastanakis E, <i>et al. </i>Dynamic hyperinsuflation    and tolerance to interval exercise in patients with advanced COPD. Eur Respir    J 2004; 24:385 -390.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-2159201000040001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c1"></a><a href="#topc1">Correspondência</a></b></p>     <p>Serviço de Pneumologia</p>     <p>Unidade Local de Saúde– Guarda, EPE</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Av. Rainha D. Amélia S/N</p>     <p>6300 Guarda</p>     <p><i>e -mail: </i><a href="mailto:carla_antonio@sapo.pt">carla_antonio@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o/<i>received for publication</i>: 09.09.01  </p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o/<i>accepted for publication</i>: 09.11.30</p>         ]]></body><back>
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