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</front><body><![CDATA[ <p><b>Importância de factores extrapulmonares – depressão, fraqueza muscular,    qualidade de vida – na evolução da DPOC</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Fátima Rodrigues <sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> Coordenadora da Unidade de Reabilitação Respiratória do Serviço de Pneumologia    <sup>2</sup>, Hospital de Pulido Valente – Centro Hospitalar Lisboa Norte. Assistente convidada    de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa.    Investigadora do Centro de Estudos de Doenças Crónicas – Fundação para a Ciência    e Tecnologia. <i>e-mail: </i><a href="mailto:fatima.rodriguesed@gmail.com">fatima.rodriguesed@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>      <p>Apesar de ser a quarta principal causa de morte nos países desenvolvidos, a    doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) ainda é uma doença subdiagnosticada    e subtratada. Urge alertar a comunidade científica, as autoridades de saúde    e a população em geral, para esta doença e o seu impacto. As exacerbações da    DPOC impõem aos doentes uma elevada morbilidade e mortalidade e uma redução    significativa da qualidade de vida relacionada com a saúde, bem como uma carga    substancial aos sistemas de saúde em todo o mundo, com elevado número de reinternamentos,    recurso ao serviço de urgências e consultas não programadas. Cerca de 30% dos    doentes internados por exacerbação de DPOC são hospitalizados nas 8 semanas    seguintes por nova exacerbação<sup>1</sup>. Os investigadores do estudo EFRAM    evidenciaram uma prevalência elevada de factores de risco de internamento por    DPOC potencialmente modificáveis, como a ausência de vacinação antigripal e    antipneumocócica, a não aderência à terapêutica farmacológica, oxigenoterapia    ou ventiloterapia, e a manutenção dos hábitos tabágicos. Neste estudo, 86% dos    353 doentes não estavam integrados em programas de reabilitação<sup>2</sup>.  </p>     <p>Neste número da <i>Revista Portuguesa de Pneumologia </i>(RPP), Rui Carneiro    e colaboradores apresentam um estudo sobre os factores que se relacionam com    maior risco de reinternamento em 45 doentes internados por agudização de DPOC.    Os doentes eram maioritariamente do sexo masculino, com idade média de 68 anos,    e 73% pertenciam aos estádios III e IV do GOLD. Nas 66 semanas de seguimento    apresentaram uma taxa de reinternamentos de 64%. Os factores potencialmente    modificáveis que se relacionaram com maior número de readmissões hospitalares    foram a <b>pior qualidade de vida </b>(avaliada pelo questionário respiratório    de St. George) e a <b>depressão </b>(avaliada pelo questionário de depressão    de Beck)<sup>3</sup>. </p>     <p>Estes autores salientam a importância da modificação dos modelos de gestão    de alta hospitalar com elaboração do plano de seguimento, a melhor acessibilidade    aos cuidados médicos, o treino e readaptação às actividades da vida diária e    uma comunicação eficaz entre os prestadores de cuidados hospitalares e os dos    cuidados de saúde primários, como forma de melhorar estes resultados. </p>     <p>Vale a pena sublinhar também a importância da reabilitação respiratória logo    após a exacerbação da DPOC, como é evidenciado na metanálise de Puhan e colaboradores<sup>4</sup>.    A reabilitação com treino de exercício realizada após as exacerbações demonstrou    ser uma intervenção eficaz e segura, verificando-se melhoria da qualidade de    vida relacionada com a saúde, aumento da capacidade para o exercício e redução    do número de readmissões hospitalares. </p>     <p>Os sintomas depressivos foram identificados como factores independentes de    risco de morte após exacerbação <sup>5</sup>, bem como factores de risco para    o abandono dos programas de reabilitação<sup>6</sup>, e a sua identificação    e controlo podem reduzir o impacto da DPOC na qualidade de vida<sup>7</sup>.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro componente extrapulmonar da DPOC com elevado impacto na evolução da doença    é a <b>redução da actividade física</b>. Esta ocorre precocemente, mesmo em    estádios iniciais da doença, parecendo não estar relacionada apenas com a dispneia,    como mostraram recentemente Seymour e colaboradores<sup>8</sup>, em que a prevalência    da fraqueza muscular do quadriceps femoral não apresenta diferenças significativas    nos vários estádios de gravidade do GOLD, surgindo em cerca de 30% dos doentes    em estádios 1 e 2, com obstrução ligeira das vias aéreas (VEMS &gt; 50%) e dispneia    ligeira (<i>score </i>de dispneia 1 e 2 do questionário do <i>Medical Research    Council </i>de 1 e 2). </p>     <p>A fraqueza do quadriceps femoral pode ter origem multifactorial (hipoxemia,    dispneia, desnutrição, corticoterapia sistémica, inflamação, entre outros),    associa-se a limitação da actividade física, pior qualidade de vida, maior número    de exacerbações, de internamentos e mortalidade. A boa notícia é que a força    muscular pode ser recuperada com o treino de exercício, pelo que é importante    a identificação da fraqueza muscular e a sua quantificação. O artigo publicado    neste número da RPP por Luciana Vieira e colaboradores salienta a importância    da avaliação muscular nos doentes com DPOC<sup>9</sup>. Os autores optaram por    um protocolo de avaliação da força isocinética do quadriceps, por se manter    a velocida-angular constante ao longo da amplitude do movimento, o que confere    maior precisão e reprodutibilidade a este método. Demonstraram que o pico de    torque (força máxima) e o trabalho total podem ser avaliados em apenas uma série    de cinco contracções musculares ou, no caso de serem utilizadas duas séries,    necessitam de apenas trinta segundos de repouso entre séries, sem que ocorram    índices significativos de fadiga. Este estudo contribuiu para conferir o mesmo    rigor na avaliação do impacto da DPOC sobre o sistema musculoesquelético, que    é aplicado na avaliação de indivíduos saudáveis, em particular, nos atletas    de alta competição. </p>     <p>Outros autores têm contribuído com estudos em que a função dos músculos esqueléticos    é avaliada. São exemplos a avaliação da força muscular isométrica, através da    determinação da contracção voluntária máxima<sup>8</sup>, e a avaliação da força    muscular isotónica, através da determinação da repetição máxima (1RM)<sup>10,11</sup>.    Já vimos como a disfunção musculoesquelé tica e os sintomas depressivos são    potencialmente controlados com a reabilitação que inclua treino de exercício.    Outros alvos da reabilitação são o controlo da <b>ansiedade</b>, a redução da    <b>hiperinsuflação dinâmica</b>, a dessensibilização à <b>dispneia </b>e a melhoria    da <b>qualidade de vida relacionada com a saúde</b><sup>12,13</sup>.</p>     <p> O impacto da reabilitação na melhoria da capacidade para o exercício e da    qualidade de vida do doente com DPOC tem sido largamente documentado na literatura    científica, tendo sido já objecto de metanálise<sup>13</sup>. Por este motivo,    os desafios que se colocam actualmente já não passam por comprovar os efeitos    do treino de exercício, mas em encontrar as modalidades de treino que demonstrem    ser mais eficazes. O artigo de Ângela Pereira e colaboradores, publicado neste    número da RPP, contribui para responder a esta questão<sup>14</sup>. Os autores    comparam três modalidades de reabilitação respiratória: as técnicas de fisioterapia    respiratória sem treino de exercício (FR), o treino de exercício aeróbio (AG)    e o treino de exercício combinando o treino aeróbio com o treino de força (CG)    em cem doentes com DPOC moderada e grave. O programa de treino de exercício    aeróbio decorreu três vezes por semana durante dez semanas, não sendo especificado    o ergómetro utilizado (tapete rolante, icloergómetro, outro?) e a intensidade    -alvo a atingir foi 60-70% da frequência cardíaca de reserva, sendo que a frequência    cardíaca máxima foi avaliada no momento em que o doente atingiu o consumo de    oxigénio de pico em prova de esforço cardiopulmonar. Os exercícios de força    muscular dinâmica envolveram grupos musculares dos membros superiores e inferiores    e a intensidade-alvo foi 50-70% da 1RM. </p>     <p>As modalidades que incluíram treino de exercício (aeróbio e combinado) revelaram    maior impacto na melhoria da percepção do estado de saúde, com alteração significativa    dos <i>scores </i>de qualidade de vida (questionário SF36 e questionário respiratório    de St. George), do que a aplicação isolada de técnicas de fisioterapia respiratória.    Quando se comparou a modalidade de treino aeróbio com o treino combinado, verificou-se    que este último promoveu alterações mais significativas na melhoria da percepção    do estado de saúde. </p>     <p>Outros autores, como Ortega e colaboradores, haviam já evidenciado os benefícios    do treino combinado recorrendo a intensidades de treino aeróbio mais elevadas    (70% da potência máxima) e de treino muscular dinâmico com intensidades também    mais elevadas, com o intuito de treinar a força e <i>endurance </i>muscular    (70-85% da 1RM), e não apenas a <i>endurance </i>muscular. Estes autores evidenciaram    a diminuição da dispneia e a melhoria da percepção do estado de saúde em ambos    os tipos de treino, sendo que o treino combinado apresentou os benefícios fisiológicos    de ambas as modalidades de treino: maior resistência à fadiga do treino aeróbio    e ganhos em força e massa muscular no treino de força<sup>15</sup>. </p>     <p>O estudo realizado por Ângela Pereira e colaboradores demonstra que a combinação    de dois tipos de treino, mesmo a intensidades de treino moderadas, tem efeitos    benéficos sobre a qualidade de vida dos doentes com DPOC.</p>     <p> Com base nestes estudos, podemos inferir a importância de factores extrapulmonares,    como os sintomas depressivos e a fraqueza musculoesquelética na pior qualidade    de vida dos doentes com DPOC. O controlo/tratamento destes sintomas, em particular    com a reabilitação e o exercício terapêutico, pode alterar significativamente    o quadro sintomático, melhorar a tolerância ao exercício e a participação nas    actividades da vida diária, com redução de internamentos e melhor qualidade    de vida.</p>     <p> Os desafios no futuro próximo passam por integrar os programas de reabilitação    com treino de exercício nos cuidados de saúde a que os doentes com DPOC possam    ter acesso, assegurar a qualidade destes programas, mesmo em pequenos centros,    e assegurar a manutenção dos efeitos benéficos da reabilitação através da mudança    de comportamentos, como a cessação tabágica e a adopção de estilos de vida fisicamente    activos.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p>1. Wedzicha JA, Seemungal TA. COPD exacerbations: defining their cause and    prevention. Lancet 2007; 370: 786-796.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000024&pid=S0873-2159201000050000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Garcia-Aymerich J, Barrero E, Farrero E, <i>et al. </i>Patients hospitalized    for COPD have a high prevalence of modifiable risk factors for exacerbation    (EFRAM study). Eur Respir J 2000; 16:1037-1042.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S0873-2159201000050000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Carneiro R, Sousa C, Pinto A, <i>et al. </i>Risco de reinternamento na doença pulmonar obstrutiva crónica – estudo prospectivo com ênfase no valor da avaliação da qualidade de vida e depressão. Rev Port Pneumol 2010; XVI(5):759-777.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S0873-2159201000050000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>4. Puhan M, Scharplatz M, Troosters T. Pulmonary rehabilitation following exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Cochrane Database Syst Ver 2009; CD005305.</p>      <!-- ref --><p>5. Yohannes AM, Baldwin RC, Connolly MJ. Predictors of-year mortality in patients    discharged from hospital following acute exacerbation of chronic obstructive    pulmonary disease. Age Ageing 2005; 34:491-496.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S0873-2159201000050000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Garrod R, Marshall J, <i>et al. </i>Predictors of success and failure in    pulmonary rehabilitation. Eur Resp J 2006; 27:788-794.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S0873-2159201000050000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Addy KB. The treatment of anxiety and depression within the context of chronic    obstructive pulmonary disease. Clinical Case Studies 2007; 6(5):383-393.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S0873-2159201000050000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Seymour JM, Spruit MA, Hopkinson NS, Natanek SA, <i>et al. </i>The prevalence    of quadriceps weakness in COPD and the relationship with disease severity. Eur    Resp J 2010; 36:81-88.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S0873-2159201000050000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Vieira L. Bottaro M, Celes R, <i>et al. </i>Avaliação muscular isocinética do quadricípite em indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crónica. Rev Port Pneumol 2010; XVI(5):717-736.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S0873-2159201000050000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Spruit M, Gosselink R, Troosters T. Muscle force during an acute exacerbation    in hospitalized COPD patients and its relationship with CXCL8 and IGF -1. Thorax    2003; 58:752-756.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0873-2159201000050000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Hernandes NA, Teixeira DC, Probst VS, <i>et al. </i>Perfil do nível de    atividade física na vida diária de pacientes portadores de DPOC no Brasil. J    Bras Pneumol 2009; 35(10):949-956.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S0873-2159201000050000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Casaburi R, ZuWallack R. Pulmonary rehabilitation for management of chronic obstructive pulmonary disease. NEJM 2009; 360(13):1329 -1335.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S0873-2159201000050000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>13. Lacasse Y, Goldstein R, Lasserson TJ, Martin S. Pulmonary rehabilitation for chronic obstructive pulmonary disease (Review). Cochrane Database of Systematic Reviews 2006, Issue 4. Art. No.: CD003793. DOI:10.1002/14651858.CD003793.pub2.</p>      <!-- ref --><p> 14. Pereira A, Santa-Clara H, Pereira E, <i>et al. </i>Impacto do exercício físico combinado na percepção do estado de saúde da pessoa com doença pulmonar obstrutiva crónica. Rev Port Pneumol 2010; XVI(5):737-757.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S0873-2159201000050000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Ortega F, Toral J, Cejudo P, <i>et al. </i>Comparison of effects of strength    and endurance training in patients with chronic obstructive pulmonary disease.    Am J Respir Crit Care Med 2002; 166:669-674.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S0873-2159201000050000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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