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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Congenital lobar emphysema (CLE) is a rare anomaly of lung development that presents in the neonatal period in about 50% of the cases. The authors report four clinical cases of congenital lobar emphysema in the newborn. Clinical cases: Four term newborns, 3M/ 1F, were admitted for respiratory distress starting between 20 hours of life and 18 days. The chest x-ray at admission was suggestive of CLE and the diagnosis was confirmed by computorized tomography. The CLE affected the right upper lobe in three cases and the medium lobe in one case. All patients were treated with lobectomy. The pathological study of the surgical specimens confirmed the diagnosis in the four cases, and revealed hypoplasia of the bronquiolar tree cartilage in three. Conclusions: Our series is according to literature regarding to male gender preponderance, clinical presentation, different time to diagnosis, unilobar involvement and no identification of na evident aetiology in one case. Surgical reatment was universal.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Enfisema lobar congénito com apresentação neonatal. Revisão de quatro casos    clínicos</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Gustavo Rocha <sup>1</sup>, </b><b>Inês Azevedo <sup>2</sup>, </b><b>Jorge Correia Pinto <sup>3</sup>, </b><b>Conceição    Souto Moura <sup>4</sup> e </b><b>Hercília Guimarães <sup>1</sup></b></p>      <p><sup>1</sup> Assistente Hospitalar, Serviço de Neonatologia, Departamento de Pediatria,    Hospital de São João e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><sup>2</sup> Assistente Hospitalar Graduada, Unidade de Pneumologia, Serviço de Pediatria,    Departamento de Pediatria, Hospital de São João e Faculdade de Medicina da Universidade    do Porto</p>     <p><sup>3</sup> Assistente Hospitalar, Serviço de Cirurgia Pediátrica, Departamento de Pediatria,    Hospital de São João e Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho</p>     <p><sup>4</sup> Assistente Hospitalar Graduada, Serviço de Anatomia Patológica, Hospital    de São João e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><b><a name="top0"></a><a href="#0">Correspondência</a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução: </b>O enfisema lobar congénito (ELC) é uma anomalia rara do desenvolvimento pulmonar e a apresentação neonatal ocorre em cerca de 50% dos casos. Os autores apresentam quatro casos clínicos de ELC no recém-nascido. <b>Casos clínicos: </b>Quatro recém-nascidos de termo, 3M/1F, admitidos por dificuldade respiratória com início variável entre as 20 horas e os 18 dias de vida, apresentaram radiografia de tórax na admissão sugestiva de ELC, diagnóstico confirmado por tomografia axial computorizada. O ELC afectou o lobo superior direito em três casos e o lobo <b>Resumo Introdução: </b>O enfisema lobar congénito (ELC) é uma anomalia rara do desenvolvimento pulmonar e a apresentação neonatal ocorre em cerca de 50% os casos. Os autores apresentam quatro casos clínicos de ELC no recém-nascido. <b>Casos clínicos: </b>Quatro recém-nascidos de termo, 3M/1F, admitidos por dificuldade respiratória com início variável entre as 20 horas e os 18 dias de vida, apresentaram radiografia de tórax na admissão sugestiva de ELC, diagnóstico confirmado por tomografia axial computorizada. O ELC afectou o lobo superior direito em três casos e o lobo médio em um caso. Foi efectuada lobectomia nos quatro recém-nascidos. O estudo anatomopatológico das peças operatórias confirmou o diagnóstico nos quatro casos, tendo revelado hipoplasia da cartilagem da árvore brônquica em três. <b>Conclusão: </b>A casuística está de acordo com a literatura no predomínio no sexo masculino, forma de apresentação, tempo variável até ao diagnóstico, envolvimento unilobar e não identificação de causa evidente num dos casos. O tratamento cirúrgico foi universal.</p>      <p><b>Palavras-chave: </b>Enfisema lobar congénito, recém-nascido.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Congenital lobar emphysema of the newborn. Report of four clinical cases</b></p>      <p><b>Abstract</b></p>      <p><b>Introduction: </b>Congenital lobar emphysema (CLE) is a rare anomaly of lung development that presents in the neonatal period in about 50% of the cases. The authors report four clinical cases of congenital lobar emphysema in the newborn. <b>Clinical cases: </b>Four term newborns, 3M/ 1F, were admitted for respiratory distress starting between 20 hours of life and 18 days. The chest x-ray at admission was suggestive of CLE and the diagnosis was confirmed by computorized tomography. The CLE affected the right upper lobe in three cases and the medium lobe in one case. All patients were treated with lobectomy. The pathological study of the surgical specimens confirmed the diagnosis in the four cases, and revealed hypoplasia of the bronquiolar tree cartilage in three. <b>Conclusions: </b>Our series is according to literature regarding to male gender preponderance, clinical presentation, different time to diagnosis, unilobar involvement and no identification of na evident aetiology in one case. Surgical  reatment was universal.</p>      <p><b>Key-word</b>s: Congenital lobar emphysema, newborn.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdução</b></p>      <p>O enfisema lobar congénito (ELC) não é um enfisema propriamente dito, isto    é, não apresenta destruição das paredes alveolares que confluem para lesões    císticas1. Trata-se de uma anomalia no desenvolvimento da parede da árvore pulmonar    que origina hiperinsuflação de um ou mais lobos pulmonares anatomicamente normais,    com consequente compressão das estruturas vizinhas<sup>1,2</sup>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As crianças afectadas não apresentam, geralmente, sintomas ao nascimento. Na    adaptação à vida extrauterina, com o início da respiração espontânea, surge    a retenção de ar alveolar (<i>air trapping</i>) com distensão gradual<sup>2</sup>. Habitualmente,    a progressão clínica é lenta e algumas crianças permanecem assintomáticas por    período variável de horas a meses. Cerca de 50% das crianças afectadas desenvolve    sintomas no primeiro mês de vida. Os sintomas iniciais são a taquipneia e a    dispneia, seguidos de cianose quando há agravamento da insuficiência respiratória.    Alguns casos, 10% a 15%, apresentam evolução rápida para insuficiência respiratória    e requerem toracotomia de emergência<sup>2</sup>. </p>     <p>Os autores procederam à revisão dos casos clínicos de ELC com apresentação    neonatal, após pesquisa na base informática do serviço, nos últimos 10 anos,    e apresentam quatro casos com boa evolução após tratamento cirúrgico.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Casos clínicos</b></p>      <p>Entre 2007 e 2009 foram admitidos na unidade de cuidados intensivos neonatais quatro recém-nascidos de termo, nos quais foi confirmado o diagnóstico de ELC. Três recém-nascidos vinham transferidos de outros hospitais já com a suspeita diagnóstica de ELC e um recorreu ao serviço de urgência do nosso hospital. Estes quatro casos, embora tenham sido admitidos nos últimos três anos, foram os únicos admitidos no serviço nos últimos 10 anos, isto é, em cerca de 4000 admissões. As características demográficas, a apresentação e evolução clínicas encontram-se representadas no Quadro I. Todos eles apresentavam dificuldade respiratória moderada. Em todos, a leitura retrospectiva das radiografias de tórax, efectuadas no primeiro dia de vida, permitia já suspeitar deste diagnóstico, dado mostrar área de hiperinsuflação pulmonar localizada. O estudo efectuado, o tratamento e o seguimento encontram-se descritos no Quadro II. O estudo anatomopatológico das peças operatórias confirmou o diagnóstico nos quatro casos, tendo revelado hipoplasia da cartilagem da árvore brônquica em três casos (casos 2, 3 e 4 descritos nos quadros).</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro I</b> &#8211; Caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e apresenta&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12q1.jpg" width="619" height="246"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro II</b> &#8211; Estudo, tratamento e evolu&ccedil;&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12q2.jpg" width="623" height="706"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f1.jpg" width="301" height="247"></p>     
<p><b>Fig. 1</b> &#8211; (Caso 1) Imagem radiol&oacute;gica de enfisema no lobo    superior direito</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f2.jpg" width="301" height="338"></p>     
<p><b>Fig. 2</b> &#8211; (Caso 2) Hipertranspar&ecirc;ncia no campo pulmonar direito    com atelectasia do lobo superior esquerdo e desvio do mediastino para a esquerda</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f3.jpg" width="301" height="317"></p>     
<p><b>Fig. 3</b> &#8211; (Caso 3) Hipertranspar&ecirc;ncia do lobo m&eacute;dio</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f4.jpg" width="301" height="265"></p>     
<p><b>Fig. 4</b> &#8211; (Caso 4) Suspeita de enfisema lobar cong&eacute;nito    no lobo superior direito</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f5.jpg" width="553" height="276"></p>     
<p><b>Fig. 5 </b>&#8211; (Caso 3) Imagens de enfisema lobar cong&eacute;nito    do lobo m&eacute;dio por tomografia axial computorizada</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A causa exacta do ELC é difícil de determinar e não é encontrada causa aparente    em 50% dos casos<sup>2,3</sup>. A causa mais frequentemente identificada é um    defeito congénito da cartilagem de suporte do brônquio do lobo envolvido. O    defeito varia desde hipoplasia a ausência completa de cartilagem, resultando    em colapso do brônquio e obstrução ao fluxo expiratório<sup>3</sup>. Em três    dos casos foi possível a demonstração anatomopatológica de anomalia do desenvolvimento    dos anéis cartilagíneos brônquicos. Um significativo número de lesões, quer    endobrônquicas e potencialmente reversíveis (rolhões mucosos, tecido de granulação),    quer compressões extrínsecas (massas mediastínicas, vasos sanguíneos aberrantes    ou dilatados, cardiopatias congénitas e outras malformações mediastínicas) pode    estar na origem do ELC<sup>2-4</sup>. Deste modo, uma avaliação ecocardiográfica, bem como    broncoscópica, têm indicação antes de se proceder a uma lobectomia<sup>2</sup>. Com o advento    da tomografia axial computorizada de alta resolução e a possibilidade de reconstrução    tridimensional das imagens, a broncofibroscopia tem sido cada vez menos usada    de rotina na avaliação do ELC, especialmente em doentes com apresentação neonatal    clássica e dificuldade respiratória, dada a possibilidade de agravamento sintomático.</p>     <p> O ELC tem predomínio no sexo masculino (2 a 3:1) e na raça caucasiana<sup>2</sup>.    O envolvimento unilobar é o mais frequente, com a seguinte ordem de distribuição:    lobo superior esquerdo, 40% a 50%; lobo médio, 30% a 40%; lobo superior direito,    20%; lobos inferiores, 1%; múltiplos lobos, menos de 1%<sup>2,3</sup>. Encontramos    em todos os casos presentes envolvimento unilobar.</p>     <p> Embora não seja comum, estão relatados vários casos de diagnóstico pré-natal    de ELC, mas na presente casuística em nenhum houve suspeita diagnóstica durante    a gestação<sup>5</sup>. No entanto, as imagens pré-natais por ecografia ou ressonância    magnética não permitem diferenciar de outras lesões como a malformação adenomatóide    cística e o sequestro pulmonar. Após o nascimento, o quadro clínico e a evolução    imagiológica definem o diagnóstico<sup>6</sup>.</p>     <p> O quadro clínico é caracterizado por graus diferentes de dificuldade respiratória,    podendo incluir assimetria torácica, desvio do impulso apical cardíaco, diminuição    do murmúrio vesicular e hipertimpanismo no local afectado<sup>1,2</sup>. O diagnóstico    é feito, na maioria das vezes, pela radiografia simples de tórax, que revela    hiperinsuflação lobar, desvio do mediastino, achatamento do hemidiafragma e    compressão, ou mesmo atelectasia dos lobos adjacentes. É necessário que a imagem    radiológica seja de boa qualidade técnica para que possa identificar as finas    trabéculas do pulmão enfisematoso na área de hiperinsuflação e, assim, permitir    diferenciar de situações de pneumotórax<sup>1,2</sup>. Não é raro algumas crianças    serem submetidas a drenagem torácica, com o diagnóstico erróneo de pneumotórax    hipertensivo<sup>1,7</sup>.</p>     <p> Chamamos a atenção para os aspectos radiológicos típicos de ELC, pelo facto    de a tomografia computorizada não ser facilmente acessível em todos os centros.    Nesta série, apesar de a apresentação clínica e radiológica ser altamente sugestiva    de ELC, houve atraso no diagnóstico, justificável pela raridade desta patologia,    o que dificultou a interpretação das imagens iniciais, de qualidade técnica    sofrível. Este problema é frequentemente relatado na literatura; a raridade    e o carácter evolutivo, na maioria dos casos, leva à realização de radiografias    de tórax seriadas, muitas vezes com erros na sua interpretação e no diagnóstico    diferencial com outras anomalias pulmonares, nomeadamente com a malformação    adenomatóide cística pulmonar congénita. Todos os doentes estudados efectuaram    tomografia axial computorizada, para confirmação do diagnóstico e definição    da extensão da lesão no pré-operatório, dado que esta, tal como a ressonância    magnética, dá excelente informação quando a radiografia é duvidosa<sup>2</sup>.    O cintilograma de ventilação-perfusão pode ter interesse nos casos envolvendo    múltiplos lobos<sup>2,7</sup>. Já foi descrito um caso de ELC com retenção de    líquido, em que o estudo imagiológico por ecografia torácica e tomografia axial    computorizada revelou uma lesão sólida<sup>8</sup>.</p>     <p> A história natural do ELC é geralmente progressiva, levando a insuficiência    respiratória, pelo que o tratamento de eleição é a lobectomia<sup>1,2</sup>.    O ELC corresponde a cerca de 3,5% das afecções cirúrgicas do tórax na criança<sup>9</sup>.    O recém-nascido e as crianças pequenas toleram bastante bem o procedimento<sup>1,2</sup>.    Nos casos de envolvimento multilobar, a ressecção cirúrgica acarreta maiores    riscos e complicações a longo prazo, nomeadamente de escoliose, pelo que a decisão    terapêutica é mais complexa e deve ser tomada em centros com maior experiência<sup>10</sup>.  </p>     <p>Na última década, alguns grupos têm optado pela videotoracoscopia para ressecção    de malformações pulmonares congénitas, no intuito de minorar o desconforto do    doente e ter melhores resultados estéticos<sup>11</sup>. No caso concreto do    ELC, a experiência é escassa e a execução técnica mais difícil, comparativamente    a outras malformações pulmonares, pela maior dificuldade em induzir colapso    pulmonar e obter visualização correcta, pelo que alguns autores abandonaram    esta opção cirúrgica<sup>12</sup>. </p>      <p>Nos casos assintomáticos ou minimamente sintomáticos é possível manter atitude    conservadora, sob vigilância médica adequada<sup>13-17</sup>. Embora no nosso centro outros    casos tenham sido mantidos apenas sob seguimento regular em consulta, nesta    série de doentes com apresentação neonatal, a gravidade da dificuldade respiratória    não permitiu a opção não interventiva. </p>     <p>Os estudos de seguimento de três a 11 anos de Frenckner e Freyschuss, em doentes    pós-lobectomia neonatal, demonstraram função pulmonar (volume residual, capacidade    vital, capacidade pulmonar total e volume expiratório forçado no primeiro segundo)    na ordem dos 90% dos valores esperados, com ausência de disfunção a longo prazo<sup>18</sup>.    Adultos que sofreram lobectomia no período neonatal mostraram crescimento tecidular    compensador, conferindo um excelente prognóstico para estas crianças<sup>19</sup>. </p>     <p>Em resumo, a presente casuística está de acordo com a literatura em quase todos    os aspectos, nomeadamente no predomínio no sexo masculino, forma de apresentação,    tempo variável do nascimento até ao diagnóstico, envolvimento unilobar e não    identificação de causa evidente num dos casos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tratamento cirúrgico foi universal, devido à gravidade dos sintomas, e decorreu    com complicação (neuropraxia do nervo frénico) num dos casos. Embora não tenhamos    seguimento a longo prazo, as crianças encontram-se clinicamente bem, com bom    desenvolvimento estatoponderal e psicomotor. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f6.jpg" width="302" height="243"></p>      
<p><b>Fig. 6</b> &#8211; HE 40X &#8211; Arquitectura pulmonar preservada com aumento    e dilata&ccedil;&atilde;o dos alv&eacute;olos (caso cl&iacute;nico 1)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f7.jpg" width="302" height="243"></p>     
<p><b>Fig. 7</b> &#8211; HE 40X&#8211; Morfologia an&oacute;mala dos an&eacute;is    cartilag&iacute;neos da &aacute;rvore br&ocirc;nquica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f8.jpg" width="302" height="243"></p>     
<p><b>Fig. 8</b> &#8211; HE 40X &#8211; Arquitectura pulmonar preservada com aumento    e dilata&ccedil;&atilde;o dos alv&eacute;olos (caso cl&iacute;nico 2)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f9.jpg" width="302" height="245"></p>     
<p><b>Fig. 9</b> &#8211; HE 40X &#8211; Morfologia an&oacute;mala dos an&eacute;is    cartilag&iacute;neos da arvore br&ocirc;nquica (setas) e dilata&ccedil;&atilde;o    dos espa&ccedil;os alveolares (caso cl&iacute;nico 3)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f10.jpg" width="302" height="243"></p>     
<p><b>Fig. 10 </b>&#8211; HE 40X &#8211; Morfologia an&oacute;mala dos an&eacute;is    cartilag&iacute;neos da &aacute;rvore br&ocirc;nquica (caso cl&iacute;nico 4)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/pne/v16n5/16n5a12f11.jpg" width="302" height="243"></p>     
<p><b>Fig. 11</b> &#8211; HE 40X &#8211; Arquitectura pulmonar preservada com    aumento e dilata&ccedil;&atilde;o dos alv&eacute;olos (caso cl&iacute;nico 4)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bibliografia</b></p>      <p>1. Velhote M. Lesões congénitas do pulmão (capítulo 44). <i>In: </i>Maksoud J (Ed.). Cirurgia pediátrica, 2.ª edição. Rio de Janeiro: Revinter; 2003; 589-600.</p>      <p>2. Lung OK. <i>In: </i>Oldham K, Colombani P, Foglia R, eds. Surgery of infants and children. scientific principles and practice. Philadelphia: Lippincott-Raven 1997; 935-970.</p>      <!-- ref --><p>3. Karnak J, Senocak ME, Ciftci AO, Buyukpamukçu N. Congenital lobar emphysema: Diagnostic and therapeutic considerations. J Pediatr Surg 1999; 34:1347-1351.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0873-2159201000050001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Kravitz RM. Congenital malformations of the lung. Pediatr Clin North Am    1994; 41:453-480.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0873-2159201000050001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Richards DS, Langhan Jr MS, Dolson RH. Antenatal presentation of a child with congenital lobar emphysema. J Ultrasound Med 1992; 11:165-168.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0873-2159201000050001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Olutoye OO, Coleman BG, Hubbard AM, Adzick NS. Prenatal diagnosis and management of congenital lobar emphysema. J Pediatr Surg 2000; 35:792-795.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0873-2159201000050001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Ulku R, Onat S, Ozçelic C. Congenital lobar emphysema: differential diagnosis and therapeutic approach.  Pediatr Int 2008; 50:658-661.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0873-2159201000050001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Lin YC, Chang YK, Lu D, Shih TY. Congenital lobar emphysema mimicking cystic mass in a newborn. Acta Paediatr Taiwan 2007; 48:220-222.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0873-2159201000050001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Leithisier RE, Capitanio MA, Macpherson RJ, Wood BP. Communicating bronchopulmonary foregut malformation.  AJR; 1986: 146:227-231.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0873-2159201000050001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Bush A. Prenatal presentation and postnatal management of congenital thoracic malformations. Early Hum Dev 2009; 85:679-684.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0873-2159201000050001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Rothenberg SS. First decade`s experience with thoracoscopic lobectomy in infants and children. J Pediatr Surg 2008; 43:40-45.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0873-2159201000050001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Rahman N, Lakhoo K. Comparison between open and thoracoscopic resection of congenital lung lesions. J Pediatr Surg 2009; 44:333-336.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0873-2159201000050001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Kovacevic A, Schmidt KG, Nicolai T, Wisbauer M, Schuster A. Two further cases supporting nonsurgical management in congenital lobar emphysema. Klin Pediatr 2009; 221:232-236.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0873-2159201000050001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Eber E. Antenatal diagnosis of congenital thoracic malformations: early surgery, late surgery, or no surgery? Semin Resp Crit Care Med 2007; 28:355-366. doi: 10.1055/s-2007-981656.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0873-2159201000050001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Mei-Zahav M, Konen O, Manson D, Langer JC. Is congenital lobar emphysema a surgical disease? J Pediatr Surg 2006; 41:1058-1061.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0873-2159201000050001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16. Eigen H, Lemen RJ, Waring WW. Congenital lobar emphysema: long term evaluation of surgically and conservatively treated children. Am Rev Respir Dis 1976; 113:823-831.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0873-2159201000050001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. Cunha Fatureto M, Pinheiro Ferreira D, Amaro Ferraz D, Vieira dos Santos JP, Andrade Maia S. Congenital lobar emphysema: Study of a case.  Rev Port Pneumol 2008; 14:893-896.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0873-2159201000050001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Frenckner B, Freyschuss U. Pulmonary function after lobectomy for congenital lobar emphysema and congenital  cystic adenomatoid malformation. A follow–up study. Scand J Thorac Cardiovasc Surg 1982; 16:293-298.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0873-2159201000050001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>19. McBride JT, Wohl ME, Strieder DJ, Jackson DJ, Morton JR, Zwerdling RG,    Griscom NT, <i>et al. </i>Lung growth and airway function after lobectomy in    infanc y for congenital lobar emphysema. J Clin Invest 1980; 66:962-970.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0873-2159201000050001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="0"></a><a href="#top0">Correspondência</a>:</b></p>     <p>Gustavo Rocha</p>     <p>Serviço de Neonatologia / Departamento de Pediatria</p>     <p>Hospital de São João – Piso 2</p>     <p>Alameda Prof. Hernâni Monteiro</p>     <p>4202 – 451 Porto</p>     <p>Portugal</p>     <p>Tel: +351 225095816</p>     <p>Fax: +351225512273</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>e-mail: <a href="mailto:gusrocha@oninet.pt">gusrocha@oninet.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido para publicação<i>: </i>30.11.09</b></p>      <p><b>Aceite para publicação<i>: </i>07.06.10</b></p>       ]]></body><back>
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