<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-6529</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Sociologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-6529</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Editora Mundos Sociais]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-65292000000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[On-Line Off-Line: Internet e democracia na sociedade de informação]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[German]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiano]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Katholische Universitat Eichstätt Geschichts-Und-Gesellschaftliche Fakultät ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2000</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2000</year>
</pub-date>
<numero>32</numero>
<fpage>101</fpage>
<lpage>116</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-65292000000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-65292000000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-65292000000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O mundo da iminente era da informação tem sido marcado por numerosas ambivalências. Isto não é nenhuma novidade na história da tecnologia, mas desta vez as inovações assumem uma feição particular que lhe atribuem um significado de destaque. Neste pano de fundo, os estudos recaem sobre duas das mais críticas e predominantemente discutidas tendências de desenvolvimento, assim como sobre múltiplas implicações políticas, sociais e económicas associadas a essas tendências: 1) o perigo de uma cisão da sociedade local e global em uma camada on-line e um proletariado off-line; 2) a penetração do mundo da rede através dos negócios e do crime, cujo ónus é pago pelos "cidadãos da rede". Em resultado, deve ter-se em conta que no caminho da sociedade de informação se delineiam outras tendências de desenvolvimento que prometem um futuro com mais exclusão do que integração e mais conflito do que consenso. As consequências da entrada das novas tecnologias de comunicação no cenário global aponta não apenas para uma diferença mais acentuada entre países ricos e industrializados e o resto do mundo, mas também fortalece mais ainda as desigualdades internas nos países em desenvolvimento.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Internet]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sociedade de informação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[proletariado off-line]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  <b><I><a name="top"></a>ON-LINE OFF-LINE</i>: INTERNET E DEMOCRACIA NA SOCIEDADE  DE INFORMA&Ccedil;&Atilde;O </b>      <P><I>Christiano German</i><A HREF="#back"><I>*</I></A></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><U>Resumo</u> O mundo da iminente era da informa&ccedil;&atilde;o tem sido marcado por numerosas ambival&ecirc;ncias. Isto n&atilde;o &eacute; nenhuma novidade na hist&oacute;ria da tecnologia, mas desta vez as inova&ccedil;&otilde;es assumem uma fei&ccedil;&atilde;o particular que lhe atribuem um significado de destaque. Neste pano de fundo, os estudos recaem sobre duas das mais cr&iacute;ticas e predominantemente discutidas tend&ecirc;ncias de desenvolvimento, assim como sobre m&uacute;ltiplas implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, sociais e econ&oacute;micas associadas a essas tend&ecirc;ncias: 1) o perigo de uma cis&atilde;o da sociedade local e global em uma camada <I>on-line</I> e um proletariado <I>off-line</I>; 2) a penetra&ccedil;&atilde;o do mundo da rede atrav&eacute;s dos neg&oacute;cios e do crime, cujo &oacute;nus &eacute; pago pelos &quot;cidad&atilde;os da rede&quot;. Em&nbsp;resultado, deve ter-se em conta que no caminho da sociedade de informa&ccedil;&atilde;o se&nbsp;delineiam outras tend&ecirc;ncias de desenvolvimento que prometem um futuro com mais exclus&atilde;o do que integra&ccedil;&atilde;o e mais conflito do que consenso. As consequ&ecirc;ncias da entrada das novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio global aponta n&atilde;o apenas para uma diferen&ccedil;a mais acentuada entre pa&iacute;ses ricos e&nbsp;industrializados e o resto do mundo, mas tamb&eacute;m fortalece mais ainda as&nbsp;desigualdades internas nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. </P>     <P><U>Palavras-chave</u> Internet, sociedade de informa&ccedil;&atilde;o, proletariado <I>off-line</I>. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P>Um dos poucos conhecimentos garantidos no debate multissectorial a respeito    do impacte das modernas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o    sobre a pol&iacute;tica, a economia e a sociedade, tanto nos pa&iacute;ses industrializados    como nos em desenvolvimento, &eacute; que apenas as na&ccedil;&otilde;es que    det&ecirc;m acesso a essas tecnologias e que sabem captar as oportunidades por    elas proporcionadas est&atilde;o preparadas para os desafios do s&eacute;culo    XXI. <a name="top1"></a>Prevalece o consenso de que, na verdade, nos encontramos    apenas no in&iacute;cio da transi&ccedil;&atilde;o da sociedade industrial para    a sociedade de informa&ccedil;&atilde;o, muito embora essa mudan&ccedil;a se    acompanhe de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas t&atilde;o radicais    em uma velocidade sem precedentes.<A HREF="#1"><SUP>1</SUP></A> </P>     <P>O mundo da iminente era da informa&ccedil;&atilde;o tem sido marcado por numerosas ambival&ecirc;ncias. Isto n&atilde;o &eacute; nenhuma novidade na hist&oacute;ria da tecnologia, mas, desta vez, as inova&ccedil;&otilde;es assumem uma fei&ccedil;&atilde;o particular que lhe atribuem um significado de destaque. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Neste pano de fundo, os estudos recaem sobre duas das mais cr&iacute;ticas e predominantemente discutidas tend&ecirc;ncias de desenvolvimento, assim como sobre as m&uacute;ltiplas implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, sociais e econ&oacute;micas associadas a essas tend&ecirc;ncias: </P>     <P>- perigo de uma cis&atilde;o da sociedade local e global em uma camada <I>on-line</I> e um proletariado <I>off-line</I>;     <BR> - a penetra&ccedil;&atilde;o do mundo da rede atrav&eacute;s dos neg&oacute;cios e do crime, cujo &oacute;nus &eacute; pago pelos cidad&atilde;os da rede. </P>     <P>Em resultado, deve ter-se em conta que no caminho da sociedade de informa&ccedil;&atilde;o se delineiam outras tend&ecirc;ncias de desenvolvimento que prometem um futuro com mais exclus&atilde;o do que integra&ccedil;&atilde;o e mais conflito do que consenso. </P>     <P>As consequ&ecirc;ncias da entrada das novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o no cen&aacute;rio global n&atilde;o apenas aponta para uma diferen&ccedil;a mais acentuada entre pa&iacute;ses ricos e industrializados e o resto do mundo, mas tamb&eacute;m fortalece mais ainda as desigualdades internas nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. </P>     <P>Ao lado da m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos, energia e mat&eacute;ria-prima, vem ainda a desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o dos bens n&atilde;o palp&aacute;veis, como conhecimento e capacidade. Al&eacute;m disto, hoje em dia, j&aacute; se sabe que as novas tecnologias e meios de informa&ccedil;&atilde;o no ambiente de trabalho dos pa&iacute;ses mais industrializados n&atilde;o trar&aacute;, pelo menos a m&eacute;dio prazo, consequ&ecirc;ncias econ&oacute;micas relevantes no que diz respeito &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos empregos. O progresso, nesses pa&iacute;ses, mostra mais claramente que, como em nenhuma outra revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica anterior, o trabalho humano pode ser eliminado atrav&eacute;s da racionaliza&ccedil;&atilde;o. </P>     <P>Um outro descaminho nos leva a uma situa&ccedil;&atilde;o na qual o c&iacute;rculo de grandes utilizadores e aproveitadores das novas tecnologias consistem em cidad&atilde;os contempor&acirc;neos potencialmente perigosos, ou seja, pouco s&eacute;rios e sociais: o complexo militar, o ambiente criminal, assim como os membros dos clubes exclusivos dos m&eacute;dia e das grandes multinacionais. A tecnologia tem-se desenvolvido t&atilde;o rapidamente que se desviou da pol&iacute;tica e da moral. </P>     <P>Os grandes perdedores s&atilde;o hoje mais do que nunca aquelas faixas sociais pertencentes ao proletariado <I>off-line</I>. Estes s&atilde;o cada vez mais exclu&iacute;dos do mercado de trabalho, da informa&ccedil;&atilde;o, dos conhecimentos e t&eacute;cnicas e, por isso mesmo, de um futuro melhor. Perante estes problemas, faz-se necess&aacute;rio o <I>empowerment</I> das pessoas. O objectivo de uma nova pol&iacute;tica deveria ser o de incutir, desde o in&iacute;cio, nos processos de decis&otilde;es pol&iacute;ticas o senso de responsabilidade pessoal, o poder de constru&ccedil;&atilde;o e a criatividade dos cidad&atilde;os. </P>     <P>&nbsp;</P> <B>    <P>A revolu&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o</P> </B>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><a name="top2"></a>O conceito de sociedade de informa&ccedil;&atilde;o estabeleceu-se    nos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua inglesa e alem&atilde; como um novo paradigma    pol&iacute;tico.<A HREF="#2"><SUP>2</SUP></A><a name="top3"></a>Nos Estados    Unidos, particularmente, Daniel Bell, desde os anos 70, e autores como Alvin    Toffler, nos anos 80, cunharam o debate sobre o futuro econ&oacute;mico, pol&iacute;tico    e social da sociedade industrial.<A HREF="#3"><SUP>3</SUP></A> Segundo a defini&ccedil;&atilde;o    do fil&oacute;sofo dos m&eacute;dia, Vil&eacute;m Flusser, que durante muitos    anos exercia a actividade docente no Brasil, pode entender-se sociedade de informa&ccedil;&atilde;o    como aquela estrutura social na qual a gera&ccedil;&atilde;o, o processamento    e a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es ocupam uma posi&ccedil;&atilde;o    central. <a name="top4"></a>Neste caso, refere-se &agrave; cont&iacute;nua expans&atilde;o    do sector terci&aacute;rio nos pa&iacute;ses industrializados.<A HREF="#4"><SUP>4</SUP></A>  </P>     <P><a name="top5"></a>Tamb&eacute;m a respeito da nova ordem mundial na era da    informa&ccedil;&atilde;o pouca d&uacute;vida existe: de acordo com a vis&atilde;o    de dois ex-funcion&aacute;rios de alto escal&atilde;o na Administra&ccedil;&atilde;o    Clinton, Joseph S. Nye Jr. e William Owens, novas tecnologias com m&uacute;ltiplas    aplica&ccedil;&otilde;es, inclusive militares, vir&atilde;o a ser consideradas,    nos mais altos c&iacute;rculos governamentais dos EUA, como um meio de alcan&ccedil;ar    uma posi&ccedil;&atilde;o de domin&acirc;ncia global no pr&oacute;ximo s&eacute;culo.<A HREF="#5"><SUP>5</SUP></A>    No seu artigo &quot;Americas Information Edge&quot; (&quot;A Vantagem competitiva    dos EUA atrav&eacute;s da Informa&ccedil;&atilde;o&quot;), publicado na revista    <I>Foreign Affairs</I> de Mar&ccedil;o/Abril 1996, fundamenta-se no seguinte:  </P>     <P>Conhecimento, mais do que nunca, significa poder. O pa&iacute;s que melhor    souber conduzir a revolu&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o ser&aacute;    o mais poderoso. E, ao que se pode prever, este pa&iacute;s chama-se Estados    Unidos (…) <a name="top6"></a>Contudo, nesta compara&ccedil;&atilde;o, a mais    subtil das vantagens &eacute; sua capacidade de colectar, processar, utilizar    e disseminar informa&ccedil;&otilde;es…<A HREF="#6"><SUP>6</SUP></A> </P>     <P>Esta vantagem no uso de computadores e de redes de informa&ccedil;&otilde;es e comunica&ccedil;&otilde;es dever&aacute; fazer dos EUA o vencedor do s&eacute;culo XXI. </P>     <P><a name="top7"></a>Observando-se o resto do mundo, como constata o cientista    de comunica&ccedil;&otilde;es Herbert I. Schiller, n&atilde;o se escuta uma    palavra sequer sobre igualdade e coopera&ccedil;&atilde;o global.<A HREF="#7"><SUP>7</SUP></A>    E o conhecimento como uma nova fonte de riqueza &eacute; t&atilde;o pouco compartilhado    entre os parceiros do Atl&acirc;ntico e os europeus quanto a terra cultiv&aacute;vel    ou o capital de outrora. <a name="top8"></a>J&aacute; na segunda metade dos    anos 80 se sabia que os EUA, devido ao seu avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico    na colecta, armazenamento, processamento e transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    concentravam em seus bancos de dados cerca de 80% de todas as informa&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas acess&iacute;veis a consultas directas.<A HREF="#8"><SUP>8</SUP></A>    Quanto aos pa&iacute;ses em desenvolvimento e em transi&ccedil;&atilde;o, parte-se    do princ&iacute;pio de que estes t&ecirc;m hoje menos <I>chances</I> do que    jamais de ter acesso ao <I>know-how</I> dos <I>information rich</I> dos pa&iacute;ses    do G-7. </P>     <P><a name="top9"></a>Isto traz uma segunda interpreta&ccedil;&atilde;o para o    significado de sociedade de informa&ccedil;&atilde;o, conforme definida por    Flusser, uma comunidade cujo interesse existencial se concentra no interc&acirc;mbio    de informa&ccedil;&otilde;es,<A HREF="#9"><SUP>9</SUP></A>um desejo declarado    do grupo dos pa&iacute;ses tidos como <I>information poor</I> que desde j&aacute;    se vislumbra. </P>     <P>Esta vis&atilde;o das perspectivas globais de desenvolvimento na era da informa&ccedil;&atilde;o    j&aacute; nos mostra uma das novas e muitas encruzilhadas que podem levar-nos    a descaminhos pol&iacute;ticos. Do ponto de vista global, a direc&ccedil;&atilde;o    estabelecida pelo governo americano, na forma acima descrita, representa um    caminho, no m&iacute;nimo question&aacute;vel, no sentido pol&iacute;tico-econ&oacute;mico.    O correspondente para assuntos econ&oacute;micos da revista <I>Newsweek</I>,    Michael Hirsh, v&ecirc; nesta pol&iacute;tica econ&oacute;mica externa um descaminho.    <a name="top10"></a>Na sua opini&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es comerciais    lucrativas, as assim chamadas <I>dual-use export</I>, s&oacute; ser&atilde;o    poss&iacute;veis no s&eacute;culo XXI com pa&iacute;ses aos quais se possibilite    tamb&eacute;m o uso civil de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas atrav&eacute;s    da transfer&ecirc;ncia do conhecimento.<A HREF="#10"><SUP>10</SUP></A> </P>     <P>Apesar das restri&ccedil;&otilde;es na exporta&ccedil;&atilde;o de alta tecnologia,    as tecnologias de base, se pelo menos dispon&iacute;veis e ainda que a alto    custo, proporcionam hoje a todos os pa&iacute;ses do mundo um grande n&uacute;mero    de vantagens e oportunidades de desenvolvimento. Para os usu&aacute;rios <I>on-line</I>    e empresas interligadas em redes regionais ou globais apresenta-se um potencial    revolucion&aacute;rio: a internet e as modernas redes de computadores mudam    as estruturas dos processos de trabalho nas empresas e levam ao aumento de produtividade.    <a name="top11"></a>Al&eacute;m disto, abrem canais de comunica&ccedil;&atilde;o    totalmente novos para informa&ccedil;&otilde;es civis em torno do globo; facilitam    ONG a envolverem-se em quest&otilde;es sociais, promovem o entendimento internacional    e geram novas formas de interac&ccedil;&atilde;o directa entre cidad&atilde;os    e pol&iacute;ticos.<A HREF="#11"><SUP>11</SUP></A> </P>     <P>Junta-se a isto uma enorme redu&ccedil;&atilde;o no custo das comunica&ccedil;&otilde;es internacionais e particularmente de todos os produtos e servi&ccedil;os pass&iacute;veis de serem transmitidos digitalmente, entre eles, produtos de <I>software</I> e multim&eacute;dia (v&iacute;deo, m&uacute;sica, jogos, reservas de passagens) e tamb&eacute;m de produtos que, cada vez mais, s&atilde;o encomendados pela rede e entregues por meios f&iacute;sicos, como no caso da distribuidora de livros Amazon. com e do mercado virtual de autom&oacute;veis, <I>CarPoint</I>. </P>     <P>&nbsp;</P> <B><I>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>On-line off-line</P> </i></B>      <P><I><a name="top12"></a>Nenhuma conex&atilde;o sob esta pol&iacute;tica</i><A HREF="#12"><I><SUP>12</sup></I></A>  </P>     <P>Primeiramente, deve observar-se aqui que nessa enorme dist&acirc;ncia tecnol&oacute;gica entre os pa&iacute;ses mais industrializados e os menos industrializados, os cr&iacute;ticos v&ecirc;em uma prova de que, no que diz respeito a pol&iacute;ticas de fomento &agrave; transfer&ecirc;ncia de tecnologia, tudo que poderia dar errado at&eacute; agora deu errado. O dilema agravou-se mais ainda com a m&aacute; governan&ccedil;&atilde;o em muitos dos pa&iacute;ses em desenvolvimento e em transi&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disto, estados governados autorit&aacute;ria e totalitariamente na &Aacute;frica e na &Aacute;sia, em particular, t&ecirc;m-se fechado parcialmente ou, de facto, colocado obst&aacute;culos &agrave; entrada de novas tecnologias. </P>     <P><a name="top13"></a>Na &aacute;rea de telecomunica&ccedil;&otilde;es, j&aacute;    em 1985 o Maitland-Report, um estudo da UIT — Uni&atilde;o Internacional de    Telecomunica&ccedil;&otilde;es — expressou com extrema clareza, sob o t&iacute;tulo    <I>The Missing Link</I>, que esta tecnologia n&atilde;o &eacute; resultado de    desenvolvimento econ&oacute;mico mas sim a sua<I> premissa</I>.<A HREF="#13"><SUP>13</SUP></A>    As grandes esperan&ccedil;as dos pa&iacute;ses em desenvolvimento de poderem    superar mais rapidamente parte de seus d&eacute;fices em infra-estrutura com    a ajuda destas novas tecnologias tornaram-se, por fim evidentes na Information    Society and Development Conference no m&ecirc;s de Maio de 1996, em Midrand,    na &Aacute;frica do Sul. A confer&ecirc;ncia, realizada com o apoio da Comiss&atilde;o    da UE e com a participa&ccedil;&atilde;o de 40 pa&iacute;ses, inclusive o Brasil,    e de 18 organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, apresentou no <I>Chair&#146;s    Conclusion</I> uma ampla agenda de provid&ecirc;ncias para coopera&ccedil;&atilde;o    internacional. </P>     <P>Esta iniciativa, al&eacute;m de ter tido pouco sucesso, desvendou para o p&uacute;blico    mundial d&eacute;fices significativos at&eacute; ent&atilde;o desconhecidos.    <a name="top14"></a>No seu discurso de inaugura&ccedil;&atilde;o, o presidente    da confer&ecirc;ncia, Thabo Mbeki, explicou, por exemplo, que em Manhattan existem    mais acessos telef&oacute;nicos do que em todo o territ&oacute;rio africano    ao sul do Sara e tamb&eacute;m que metade da popula&ccedil;&atilde;o mundial    jamais realizou um telefonema na sua vida.<A HREF="#14"><SUP>14</SUP></A>O acesso    &agrave; linha telef&oacute;nica constitui a premissa t&eacute;cnica b&aacute;sica    da sociedade de informa&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s dela, qualquer pessoa    que possua um computador, acrescentando um <I>modem</I>, se pode integrar &agrave;    internet e comunicar globalmente. </P>     <P>No ano de 1995, somente 12% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, ou seja, cerca    de 600 milh&otilde;es entre 5,7 mil milh&otilde;es de pessoas possu&iacute;am    um acesso &agrave; rede de telefonia. Os EUA contam com o mais alto &iacute;ndice    de acesso, 59,5 por cada 100 habitantes. <a name="top15"></a>Da mesma forma,    na Rep&uacute;blica Federal da Alemanha, quase 40 milh&otilde;es de cidad&atilde;os,    num total de aproximadamente 80 milh&otilde;es, j&aacute; disp&otilde;em de    uma linha telef&oacute;nica simples.<A HREF="#15"><SUP>15</SUP></A> A m&eacute;dia    nos pa&iacute;ses do G-7 se situa acima de 50 acessos. <a name="top16"></a>A    China e as Filipinas atingiram apenas 2,3 e 1,7 acessos, respectivamente.<A HREF="#16"><SUP>16</SUP></A>  </P>     <P>No que tange &agrave; internet, a segrega&ccedil;&atilde;o mencionada da popula&ccedil;&atilde;o    numa classe alta <I>on-line</I> e o proletariado <I>off-line</I> se torna especialmente    significativa. No ano de 1998, conta-se cerca de 100 milh&otilde;es de usu&aacute;rios,    ou seja, 1,7% numa popula&ccedil;&atilde;o mundial de cerca de seis mil milh&otilde;es.    Mesmo com a mais optimista das estimativas, o n&uacute;mero de usu&aacute;rios    da internet situar-se-&aacute;, no ano 2000, somente entre 3% e 4% da popula&ccedil;&atilde;o    mundial. A maior parte, sem d&uacute;vida, consiste em uma faixa alta <I>on-line</I>    nos EUA e na Europa. <a name="top17"></a>No ano de 1997, cerca de 50% dos surfistas    da internet eram dos EUA; 30%, da Europa; 5%, do Jap&atilde;o; e somente 15%,    do chamado resto do mundo.<A HREF="#17"><SUP>17</SUP></A> Enquanto isto, na    Alemanha, as estimativas sobre o potencial <I>on-line</I> est&atilde;o a ser    corrigidas para baixo por fontes s&eacute;rias. <a name="top18"></a>Aqui, a    ades&atilde;o ocorrer&aacute; a mais longo prazo, sendo o potencial de apenas    de oito milh&otilde;es, ou seja, somente 10% dos 80 milh&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o.<A HREF="#18"><SUP>18</SUP></A>  </P>     <P>Tendo em vista o lado oposto do mundo em desenvolvimento, permanecem duvidosos,    nesta compara&ccedil;&atilde;o internacional, a magnitude do impacte da internet    e o seu significado na vida da maioria dos cidad&atilde;os. <a name="top19"></a>Al&eacute;m    disto, novos estudos sobre o assunto indicam que um uso orientado da internet    pode proporcionar neg&oacute;cios, entretenimento e a comercializa&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es relacionadas dotados de uma fei&ccedil;&atilde;o    humana, participativa e social, configurando-se cada vez mais na situa&ccedil;&atilde;o    almejada.<A HREF="#19"><SUP>19</SUP></A> </P>     <P>&nbsp;</P> <B>    <P>O futuro do trabalho</P></B>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Isto tudo tamb&eacute;m diz respeito &agrave; discutida quest&atilde;o do futuro do trabalho. O termo proletariado <I>off-line</I> abrange n&atilde;o somente aquelas amplas faixas da popula&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses industrializados e naqueles em desenvolvimento, que, por falta de conex&atilde;o telef&oacute;nica e de possibilidades financeiras para a compra de um computador com <I>modem</I> j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m, desde o in&iacute;cio, oportunidade de participar dos esperados avan&ccedil;os na economia, no mercado de trabalho e na sociedade. Assim, este termo engloba tamb&eacute;m a segunda dimens&atilde;o de uma qualitativamente nova forma de desemprego, gerada agora pelas novas tecnologias. </P>     <P><a name="top20"></a>H&aacute; cerca de 200 anos, com a inven&ccedil;&atilde;o    da m&aacute;quina a vapor, gerou-se uma tecnologia que podia substituir a for&ccedil;a    muscular humana. As novas tecnologias computadorizadas possibilitam agora a    substitui&ccedil;&atilde;o da mente humana (<I>menschlichen</I> <I>Geist</I>)    e, em numerosas &aacute;reas da vida econ&oacute;mica, o ser humano &eacute;    exclu&iacute;do pela m&aacute;quina pensante.<A HREF="#20"><SUP>20</SUP></A>    Dentro do conceito de trabalho, isto significa que atrav&eacute;s do desenvolvimento    de novos <I>hardwares</I> e <I>softwares</I>, por princ&iacute;pio, qualquer    pessoa que se ocupe com o uso das m&atilde;os ou da mente pode ficar sem trabalho    ou ser desqualificado. O marceneiro instru&iacute;do trabalha na serralharia    m&aacute;quinas dirigidas por computador e as suas capacidades artesanais aprendidas    ao longo do tempo j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rias. O tradutor    com diploma universit&aacute;rio, assim como o consultor financeiro, o funcion&aacute;rio    do banco e os escriv&atilde;es, dever&atilde;o tornar-se algum dia sup&eacute;rfluos    por causa dos programas de computador. </P>     <P>Preponderantemente, cargos menos qualificados, com tarefas de rotina, s&atilde;o    eliminados pela racionaliza&ccedil;&atilde;o do trabalho, enquanto posi&ccedil;&otilde;es    inovadoras s&atilde;o mais seguras, casos estes que correspondem a perfis din&acirc;micos    demandados pela ind&uacute;stria da informa&ccedil;&atilde;o. Pois tamb&eacute;m    os modernos <I>knowledge workers</I>, dos quais fazem parte hoje empres&aacute;rios,    gerentes, engenheiros, juristas, corretores da bolsa ou docentes universit&aacute;rios,    n&atilde;o est&atilde;o, por princ&iacute;pio, a salvo da possibilidade de racionaliza&ccedil;&atilde;o    e suas consequ&ecirc;ncias socioecon&oacute;micas. <a name="top21"></a>Estas    profiss&otilde;es, baseadas em racioc&iacute;nio (<I>brain-based</I>), podem    ser t&atilde;o atingidas como o trabalhador fabril subalterno e o empregado    de escrit&oacute;rio, gerando uma nova forma de igualdade, que se torna o significado    social da era da informa&ccedil;&atilde;o: forma-se um segundo proletariado    em paralelo e, desta vez, proeminentemente ocupado em rela&ccedil;&atilde;o    ao primeiro.<A HREF="#21"><SUP>21</SUP></A> </P>     <P>Cento e cinq&uuml;enta anos ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o do <I>Manifesto    Comunista</I>, novas formas de proletariado s&atilde;o geradas pela globaliza&ccedil;&atilde;o    e pelo crescente desemprego em todo o mundo. A diferen&ccedil;a hist&oacute;rica    e pol&iacute;tica est&aacute; em que ningu&eacute;m explora este proletariado    <I>off-line</I> porque n&atilde;o h&aacute; mais nada a explorar. J&aacute;    que o futuro se configura de f&aacute;bricas quase desabitadas e firmas virtuais,    cada na&ccedil;&atilde;o deve preocupar-se com a quest&atilde;o do que pode    ser feito com os milh&otilde;es de homens cuja for&ccedil;a de trabalho ser&aacute;    cada vez menos requisitada ou n&atilde;o mais necess&aacute;ria. Esta problem&aacute;tica    fica evidente num pa&iacute;s altamente desenvolvido como a Alemanha atrav&eacute;s    dos sucessos da racionaliza&ccedil;&atilde;o nas actividades produtivas e nas    minas de carv&atilde;o. <a name="top22"></a>Ao mesmo tempo que as empresas auferem    vendas e lucros cada vez maiores, o n&uacute;mero de empregados, em quatro anos,    reduziu-se em cerca de 1,2 milh&otilde;es.<A HREF="#22"><SUP>22</SUP></A> <a name="top23"></a>Este    cen&aacute;rio caracteriza a actual transfer&ecirc;ncia da sociedade industrial    para a de servi&ccedil;os e de informa&ccedil;&atilde;o, e o potencial de racionaliza&ccedil;&atilde;o    &eacute; tamb&eacute;m enorme no sector terci&aacute;rio: no com&eacute;rcio    poderiam ser dispensados 51% dos empregos, e na administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica e nos bancos at&eacute; 61%.<A HREF="#23"><SUP>23</SUP></A> <a name="top24"></a>J&aacute;    no ano de 1993, reputados consultores de empresas constataram que, com o aproveitamento    das t&eacute;cnicas dispon&iacute;veis, poderiam ser eliminados teoricamente    cerca de nove milh&otilde;es de postos de trabalho na Alemanha, elevando a taxa    de desemprego de 10% para aproximadamente 38%.<A HREF="#24"><SUP>24</SUP></A>  </P>     <P>Este saldo negativo contrasta significativamente com o n&uacute;mero de novos    postos de trabalho gerados e anunciados pela ind&uacute;stria da tecnologia    da informa&ccedil;&atilde;o. <a name="top25"></a>O ex-ministro do Trabalho dos    EUA e professor de pol&iacute;tica e ci&ecirc;ncias econ&oacute;micas, Robert    Reich, enumerou uma quantidade de novas &aacute;reas profissionais na nova economia    mundial, mas estas, na sua opini&atilde;o, v&ecirc;m, da mesma forma, somente    a favor de uma pequena elite global ou virtual.<A HREF="#25"><SUP>25</SUP></A>    E na Europa pressente-se que os t&atilde;o propagados empregos &agrave; dist&acirc;ncia    ou novas &aacute;reas profissionais s&oacute; podem ser ocupados, em grande    parte, por pessoal que se disponha a uma reeduca&ccedil;&atilde;o profissional.    <a name="top26"></a>Perante uma taxa de desemprego superior a 10%, a discuss&atilde;o    hoje, na Alemanha, restringe-se ao problema de quantos empregos podem ser<I>    preservados</I> atrav&eacute;s de um reequipamento das empresas com recursos    de multim&eacute;dia.<A HREF="#26"><SUP>26</SUP></A> </P>     <P>&nbsp;</P> <B>    <P>Neg&oacute;cios e crime <I>versus</I> cidad&atilde;os da rede (<I>Netizen</I>)</P></B>  <I>    <P>Os que auferem maiores benef&iacute;cios das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o</P> </I>      <P><a name="top27"></a>Nas brochuras das na&ccedil;&otilde;es do G-7 l&ecirc;-se,    no entanto, que a era da informa&ccedil;&atilde;o promete uma recompensa atraente    (<I>the rewards for all can be enticing</I>).<A HREF="#27"><SUP>27</SUP></A>    Esta recompensa, contudo, apenas pode chegar para aqueles que se coloquem no    contexto de trabalho das novas tecnologias de telecomunica&ccedil;&otilde;es    e dos m&eacute;dia. <a name="top28"></a>Se nos perguntarmos quais os grandes    utilizadores e aproveitadores das novas tecnologias de informa&ccedil;&otilde;es    e comunica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o conseguimos ver o simples cidad&atilde;o    da rede, mas o militar, o mundo dos neg&oacute;cios e o ambiente criminal, em    primeiro lugar.<A HREF="#28"><SUP>28</SUP></A> </P>     <P>As for&ccedil;as armadas sempre usaram com proveito as novas tecnologias, vindo o uso civil somente em segundo lugar. Desta forma, a tecnologia da internet deveria tamb&eacute;m, em primeiro lugar, servir aos objectivos militares. A arpanet original foi criada em 1969 pela Advanced Research Project Agency, um &oacute;rg&atilde;o de pesquisa do Departamento de Defesa dos EUA, para que, no caso de um primeiro ataque militar ao bloco ocidental, eles pudessem dispor de algumas partes da rede que, mesmo sob destrui&ccedil;&atilde;o, permanecessem seguras contra perdas no sistema de comunica&ccedil;&atilde;o. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A infra-estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o das redes militares, desenvolvida    na &eacute;poca da intimida&ccedil;&atilde;o nuclear, possibilita aos Estados    Unidos ter hoje uma cole&ccedil;&atilde;o &uacute;nica de informa&ccedil;&otilde;es    secretas atrav&eacute;s do ISR <I>(intelligence collection, surveillance and</I>    <I>reconaissance</I>), assim como a possibilidade de direccionar e controlar    as a&ccedil;&otilde;es militares no mundo inteiro atrav&eacute;s de uma tecnologia    avan&ccedil;ada C4I: comando, controlo, comunica&ccedil;&atilde;o, computariza&ccedil;&atilde;o    e intelig&ecirc;ncia. <a name="top29"></a>Conforme a vis&atilde;o dos cientistas    pol&iacute;ticos j&aacute; citados no in&iacute;cio, Nye Jr. e Owens, os EUA    fiam-se nessas capacidades para que, em caso de conflito em qualquer parte do    mundo, possam impor, sem press&atilde;o ou amea&ccedil;a, seus pr&oacute;prios    objetivos pol&iacute;ticos atrav&eacute;s do <I>soft power</I>.<A HREF="#29"><SUP>29</SUP></A>  </P>     <P>Depois de findo o antagonismo Leste-Oeste, as tecnologias de vigil&acirc;ncia    foram tamb&eacute;m colocadas &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de estados aliados,    mas para servir objectivos primordialmente n&atilde;o militares em instala&ccedil;&otilde;es    governamentais, diplom&aacute;ticas, organizacionais e econ&oacute;micas. <a name="top30"></a>Na    Europa, a National Security Agency (NSA) dos EUA, com seu <I>echelon-system</I>,    controla rotineiramente todos os <I>e-mails</I>, telefonemas e fax de todas    as &aacute;reas, e prossegue a investig&aacute;-los em busca de palavras-chave.<A HREF="#30"><SUP>30</SUP></A>  </P>     <P>Al&eacute;m de constituir de um controlo nada democr&aacute;tico, este sistema    de escuta, conforme informa&ccedil;&otilde;es de <I>insiders</I>, evidencia    tamb&eacute;m o problema interno de imprud&ecirc;ncia e uso inadequado das tecnologias    existentes, como, por exemplo, o caso de vigil&acirc;ncia aparentemente arbitr&aacute;ria    das comunica&ccedil;&otilde;es de ONG como a Amnesty International (Amnistia    Internacional) e o Christian Aid (Aux&iacute;lio Crist&atilde;o). <a name="top31"></a>O    combate ao crime, a persegui&ccedil;&atilde;o a terroristas e a espionagem militar    continuam a ser os pontos-chave, mas tamb&eacute;m &eacute; realizada pelos    EUA a espionagem econ&oacute;mica direccionada a todos os pa&iacute;ses que    mant&ecirc;m transac&ccedil;&otilde;es comerciais com o GATT.<A HREF="#31"><SUP>31</SUP></A>  </P>     <P><a name="top32"></a>No uso da internet, o cidad&atilde;o fica entregue n&atilde;o    s&oacute; a pr&aacute;ticas como essas, question&aacute;veis do ponto de vista    democr&aacute;tico, como tamb&eacute;m ao totalitarismo comercial.<A HREF="#32"><SUP>32</SUP></A>    <a name="top33"></a>Junto com a crescente comercializa&ccedil;&atilde;o via    internet, — que nos &uacute;ltimos tempos j&aacute; avan&ccedil;ou tanto que,    na Alemanha, n&atilde;o se pode procurar um n&uacute;mero telef&oacute;nico    na internet sem ser convidado a visitar uma <I>homepage</I> pornogr&aacute;fica,<A HREF="#33"><SUP>33</SUP></A>    os neg&oacute;cios lucram como nunca com as m&uacute;ltiplas possibilidades    para produtos n&atilde;o palp&aacute;veis no mercado global. Neste particular,    pratica-se em grande estilo o <I>global sourcing</I>, ou seja, a transfer&ecirc;ncia    de &aacute;reas inteiras de produ&ccedil;&atilde;o para a &Aacute;sia, a Am&eacute;rica    Latina e a R&uacute;ssia. </P>     <P><a name="top34" id="top34"></a>At&eacute; agora, as maiores percentagens de    crescimento na produ&ccedil;&atilde;o de <I>software</I> s&atilde;o registados    na &Iacute;ndia.<A HREF="#34"><SUP>34</SUP></A> Em primeiro lugar, inclui-se    a &aacute;rea de <I>data entry</I>, a entrada e correc&ccedil;&atilde;o em massa    de textos e dados, na maioria dos casos em ingl&ecirc;s. Aqui, o trabalho &agrave;    dist&acirc;ncia &eacute; realizado na sua forma mais pura, indicando uma outra    perspectiva para o futuro do j&aacute; mencionado problema: campo de trabalho.    Sem o amparo de um sistema oficial de seguran&ccedil;a social, jovens entre    26 e 32 anos trabalham por um sal&aacute;rio imbativelmente baixo em compara&ccedil;&atilde;o    com a realidade americana e europeia ocidental, recebendo inicialmente 10.000    rupias por m&ecirc;s, ou seja, cerca de 335 d&oacute;lares com horas extras    inclu&iacute;das regularmente. Al&eacute;m disto, surgiu, entre outros, o assim    chamado <I>body shopping</I> executado por especialistas indianos, que, por    um pre&ccedil;o igualmente baixo, trabalham como m&atilde;o-de-obra tempor&aacute;ria    imigrante nos EUA durante v&aacute;rios meses, na maioria dos casos em trabalhos    de rotina, como o desenvolvimento de <I>software</I> simples ou a convers&atilde;o    de programas antigos para rodar sob novos sistemas operacionais. </P>     <P>At&eacute; aos dias de hoje, a entrada manual de textos e dados para bancos, empresas de seguro, companhias a&eacute;reas e outros empreendimentos, no mundo ocidental, &eacute; ainda mais barata que o uso de <I>scanner</I> e de computadores especiais capazes de ler textos escritos &agrave; m&atilde;o. Mas inova&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea n&atilde;o podem ser retardadas e neste meio tempo est&atilde;o sendo desenvolvidos tamb&eacute;m computadores que se podem programar a si mesmos. De mais a mais, os Indianos lan&ccedil;aram-se na concorr&ecirc;ncia global apesar das suas baixas remunera&ccedil;&otilde;es, ainda que haja, ao mesmo tempo, profissionais mais caros e mais exigentes. Desta forma, as empresas multinacionais buscam cada vez mais novas reservas de recursos humanos p&oacute;s-industriais, procurando assim, for&ccedil;a de trabalho mais barata na Rep&uacute;blica Popular da China ou buscando programadores de segunda gera&ccedil;&atilde;o, mais bem preparados, na Hungria, Bulg&aacute;ria, R&uacute;ssia e tamb&eacute;m na Am&eacute;rica Latina. </P>     <P><a name="top35"></a>Com estas actividades de primeira gera&ccedil;&atilde;o,    a &Iacute;ndia n&atilde;o&eacute; mais, estruturalmente e em sua maior parte,    do que uma esp&eacute;cie de extens&atilde;o da bancada de trabalho da ind&uacute;stria    de <I>software</I> da Europa e dos EUA.<A HREF="#35"><SUP>35</SUP></A> A segunda    gera&ccedil;&atilde;o que desponta deve ser relativamente mais barata e mais    bem formada e dever&aacute; saber dispor da assim chamada intelig&ecirc;ncia    de mercado. <a name="top36"></a>Desta segunda gera&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o    faz parte a &Iacute;ndia, pois apenas 35% de todas as empresas indianas de <I>software</I>    t&ecirc;m capacidade para levar a cabo tarefas complexas e contratos estrangeiros    exigentes, sendo que somente 10% disp&otilde;em de uma experi&ecirc;ncia produtiva    capaz de satisfazer as exig&ecirc;ncias de qualidade do mundo ocidental.<A HREF="#36"><SUP>36</SUP></A>  </P>     <P><a name="top37"></a>Para um pa&iacute;s em transi&ccedil;&atilde;o como, por    exemplo, o Brasil, as oportunidades para uma integra&ccedil;&atilde;o bem sucedida    no mercado mundial situam-se no dom&iacute;nio desta segunda gera&ccedil;&atilde;o,    numa ind&uacute;stria altamente qualificada de processamento de informa&ccedil;&otilde;es    voltada para a exporta&ccedil;&atilde;o.<A HREF="#37"><SUP>37</SUP></A> <a name="top38"></a>Depois    da &Iacute;ndia e da R&uacute;ssia, o Brasil desponta hoje como o terceiro na    lista de pa&iacute;ses que negociam com sucesso o desenvolvimento de tecnologia    de informa&ccedil;&atilde;o <I>off-shore</I>.<A HREF="#38"><SUP>38</SUP></A>    <a name="top39"></a>Como no caso da &Iacute;ndia, os efeitos ambivalentes de    uma integra&ccedil;&atilde;o na comunidade global merecem, no m&iacute;nimo,    ser lembrados aqui em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; economia e aos neg&oacute;cios    brasileiros.<A HREF="#39"><SUP>39</SUP></A> </P>     <P>Um terceiro grupo que tira grandes proveito das novas tecnologias &eacute;    formado por criminosos tecnologicamente vers&aacute;teis. A criminalidade organizada,    os traficantes de drogas, os lavadores de dinheiro, os disseminadores de pornografia,    os radicais de direita, os fan&aacute;ticos religiosos e os terroristas t&ecirc;m,    todos, os seus <I>homepages</I> e est&atilde;o a navegar pela www. Todos estes    executam, atrav&eacute;s da rede, neg&oacute;cios de todo tipo e disp&otilde;em    de mecanismos modernos de criptografia que lhes possibilitam o livre interc&acirc;mbio    de informa&ccedil;&otilde;es. Numerosos casos de pornografia com crian&ccedil;as,    actividades radicais de direita e agress&otilde;es cibern&eacute;ticas de <I>hackers</I>    a diferentes administra&ccedil;&otilde;es governamentais foram manchetes em    1996. Se se juntar a isto, ainda em meados de 1996, as advert&ecirc;ncias do    director da CIA, John Deutch, que esbo&ccedil;ou perante uma comiss&atilde;o    do Senado dos EUA um cen&aacute;rio futuro de guerras cibern&eacute;ticas travadas    por terroristas <I>high-tech</I>, <I>The net wars and cyber wars</I>. Na sua    vis&atilde;o, o electr&atilde;o &eacute; <I>the ultimate</I> <I>precision-guided    weapon</I> (a mais precisa das armas dirig&iacute;veis), com a qual se pode    penetrar de forma relativamente simples e barata sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    previamente seleccionados. As novas armas do <I>information warfare</I> (guerras    de informa&ccedil;&atilde;o) s&atilde;o <I>softwares</I> de computadores, como    as chamadas bombas l&oacute;gicas (o programa de v&iacute;rus &eacute; activado    por uma determinada instru&ccedil;&atilde;o) ou <I>eavesdropping sniffers</I>    para espiar computadores privados interligados em rede. <a name="top40"></a>Entre    os objectos preferidos da agress&atilde;o dos <I>information warriors</I> (guerrilheiros    da informa&ccedil;&atilde;o), j&aacute; se encontram hoje, ao lado de administra&ccedil;&otilde;es    governamentais, os bancos e as grandes corpora&ccedil;&otilde;es.<A HREF="#40"><SUP>40</SUP></A>  </P>     <P>Nessas guerras de informa&ccedil;&atilde;o entre as empresas regista-se igualmente a presen&ccedil;a de grandes empreendimentos de espionagem industrial n&atilde;o s&oacute; dos EUA, mas tamb&eacute;m de servi&ccedil;os secretos de todo mundo. S&oacute; nos &eacute; poss&iacute;vel ter um valor estimado do dano total das actividades criminosas na internet. Na opini&atilde;o de especialistas, este j&aacute; se situa hoje bem acima da fronteira dos milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares.</P> <I>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Por &uacute;ltimo, literalmente: os cidad&atilde;os da rede</P> </I>      <P><a name="top41"></a>Os utilizadores muit&iacute;ssimo mais numerosos e crescentes    na internet, ou seja, os cidad&atilde;os da rede normais (<I>netizens</I>) est&atilde;o    a &quot;navegar&quot; como cidad&atilde;os transparentes (<I>gl&auml;sener B&uuml;rger</I>)<A HREF="#41"><SUP>41</SUP></A>    sem auferir lucros, utilizando muitas vezes um <I>software</I> mal programado    e de uso n&atilde;o muito amig&aacute;vel. Atrav&eacute;s do ciberespa&ccedil;o,    com seu <I>hardware</I> praticamente j&aacute; ultrapassado no acto de compra,    ele paga at&eacute; mesmo pelas horas de espera na <I>wwwait</I>, e os custos    que surgem, conformadamente. Um c&iacute;rculo de integrantes deste grupo de    cidad&atilde;os da rede, que certamente tira bom proveito da internet para seu    trabalho, &eacute; formado por cientistas do mundo ocidental, que, em parte,    comunicam atrav&eacute;s de redes pr&oacute;prias de pesquisa. A internet possibilita,    no momento, que pesquisadores na Pol&oacute;nia, Qu&eacute;nia ou Chile pesquisem    nos bancos de dados universit&aacute;rios dos pa&iacute;ses industrializados    e recebam as mais recentes contribui&ccedil;&otilde;es de revistas especializadas,    livros, documentos, confer&ecirc;ncias, manuscritos cient&iacute;ficos, al&eacute;m    de artigos de todos os grandes jornais e peri&oacute;dicos do mundo. </P>     <P><a name="top42"></a>Em torno do globo, milhares de bancos de dados em todos    os dom&iacute;nios econ&oacute;micos e cient&iacute;ficos s&atilde;o publicamente    acess&iacute;veis e em n&uacute;mero cada vez maior.<A HREF="#42"><SUP>42</SUP></A>    Os mais novos estudos do MIT mostram, no entanto, que a pesquisa se sufoca cada    vez mais na sobre oferta de informa&ccedil;&otilde;es. Diariamente, encontram-se    no mundo inteiro centenas de milhares de novas <I>homepages</I> e, cada vez    mais, lixo de informa&ccedil;&otilde;es. <a name="top43"></a>Faltam mecanismos    de busca eficientes (<I>search engines</I>) para &aacute;reas cientificamente    restritas, pois estes est&atilde;o sendo desenvolvidos somente para as for&ccedil;as    armadas e os servi&ccedil;os secretos.<A HREF="#43"><SUP>43</SUP></A> </P>     <P>Embora os cientistas de pa&iacute;ses menos desenvolvidos possam usar tecnicamente    estas facilidades, muitos deles encontram barreiras financeiras. As facilidades    de pesquisa em bancos de dados, por exemplo, de jornais di&aacute;rios, s&atilde;o    largamente comercializadas, enquanto os programas de busca profissionais nos    EUA, como o <I>Lexis-Nexis</I>, s&atilde;o financeiramente inacess&iacute;veis    ao cidad&atilde;o normal. Um exemplo da R&uacute;ssia mostra como o acesso a    informa&ccedil;&otilde;es na internet &eacute; distribu&iacute;do desequilibradamente.    No in&iacute;cio de 1997, um cientista noruegu&ecirc;s levou involuntariamente    um colega na R&uacute;ssia &agrave;s margens da ru&iacute;na financeira. <a name="top44"></a>Depois    do recebimento de um enorme <I>e-mail</I> com 10 <I>mbytes</I> de anexos (<I>attachments</I>),    o provedor de internet russo calculou uma tarifa que equivalia ao montante de    todo o sal&aacute;rio anual do receptor.<A HREF="#44"><SUP>44</SUP></A> Entretanto,    para o noruegu&ecirc;s, assim como para os cientistas na Alemanha e nos Estados    Unidos, o envio e o recebimento de <I>e-mails</I> atrav&eacute;s de uma universidade    sempre foi e continua a ser gr&aacute;tis. </P>     <P>&nbsp;</P> <B>    <P>Perspectiva: caminhos e descaminhos pol&iacute;ticos para a sociedade de&nbsp;informa&ccedil;&atilde;o</P> </B>      <P>No caminho para a sociedade global da informa&ccedil;&atilde;o apresentam-se    diversas tend&ecirc;ncias de desenvolvimento, que prometem para o futuro mais    exclus&atilde;o que integra&ccedil;&atilde;o e mais conflitos que consenso.    As conseq&uuml;&ecirc;ncias do uso das novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o    no cen&aacute;rio global mostram n&atilde;o somente uma constante separa&ccedil;&atilde;o    entre os pa&iacute;ses ricos industrializados e o resto do mundo, bem como acentuam    ainda os desequil&iacute;brios nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. <a name="top45"></a>A    aldeia global profetizada por Marshall McLuhan h&aacute; trinta anos,<A HREF="#45"><SUP>45</SUP></A>    tem-se confirmado para os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, de telefonia e    televis&atilde;o. Os homens podem comunicar atrav&eacute;s do mundo inteiro,    hoje, t&atilde;o facilmente como vizinhos numa aldeia. Na &aacute;rea da nova    ind&uacute;stria das t&eacute;cnicas de informa&ccedil;&atilde;o e da internet,    j&aacute; come&ccedil;a a experimentar-se uma invers&atilde;o do seu conte&uacute;do    expl&iacute;cito. Uma pequena classe alta <I>on-lin</I>e de cerca de 20% da    popula&ccedil;&atilde;o mundial forma cada vez mais comunidades do tipo aldeia    (com casas grandes), cada vez mais limitadas especialmente do ponto de vista    local e supralocal, que vivem no bem-estar de comunicar entre si em sua <I>intranet</I>.    Em torno dos vilarejos <I>high-tech</I> se agrupam-se as grandes &aacute;reas    do proletariado <I>off-line</I> (as sanzalas) com acesso limitado a uma internet    cada mais comercializada. &Agrave; distribui&ccedil;&atilde;o desigual de bens    materiais, como alimento, energia e mat&eacute;ria-prima, junta-se agora a distribui&ccedil;&atilde;o    desigual de bens n&atilde;o materiais, como o conhecimento e a capacidade. <a name="top46"></a>Muito    se fala a favor da respeitada tese de Samuel P. Huntington sobre como a luta    das culturas (<I>clash of civilizations</I>)<A HREF="#46"><SUP>46</SUP></A>    &eacute; posta cada vez mais em segundo plano perante o j&aacute; esperado conflito    entre os ricos de informa&ccedil;&atilde;o (<I>information rich</I>) e o resto    do mundo. </P>     <P>Al&eacute;m disto, hoje em dia j&aacute; se sabe que as novas tecnologias e meios de informa&ccedil;&atilde;o no ambiente de trabalho dos pa&iacute;ses mais industrializados n&atilde;o trar&aacute;, pelo menos a m&eacute;dio prazo, consequ&ecirc;ncias econ&oacute;micas relevantes no que diz respeito &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos empregos. O progresso, nesses pa&iacute;ses, mostra mais claramente que, como em nenhuma outra revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica anterior, o trabalho humano pode ser eliminado atrav&eacute;s da racionaliza&ccedil;&atilde;o. </P>     <P>Os pa&iacute;ses <I>high-tech</I> devem preocupar-se com a quest&atilde;o do    que deve ser feito com os milh&otilde;es de seres humanos cuja for&ccedil;a    de trabalho se torna cada vez menos necess&aacute;ria ou at&eacute; dispens&aacute;vel.    A situa&ccedil;&atilde;o leva-nos, obrigatoriamente, a disparidades sociais    crescentes. <a name="top47"></a>Remunera&ccedil;&otilde;es decrescentes na classe    m&eacute;dia e um cont&iacute;nuo empobrecimento dos 20% pertencentes &agrave;    classe menos favorecida, bem como uma crescente concentra&ccedil;&atilde;o da    riqueza nos 20% que integram a classe mais alta completam esta <I>Vers&uuml;dlichung</I>    (sudaliza&ccedil;&atilde;o, referindo-se ao Sul) (Ulrich Menzel) ou, pejorativamente,    <I>brazilianization</I> (brasiliariza&ccedil;&atilde;o) (Michael Lind), que    caracteriza o panorama geral do desenvolvimento num pa&iacute;s como os EUA.<A HREF="#47"><SUP>47</SUP></A>    <a name="top48"></a>Na It&aacute;lia, na Fran&ccedil;a e na Rep&uacute;blica    Federal da Alemanha, o desenvolvimento socioecon&oacute;mico toma o mesmo caminho    sem uma mudan&ccedil;a previs&iacute;vel para esta tend&ecirc;ncia.<A HREF="#48"><SUP>48</SUP></A>    <a name="top49"></a>Portanto, o bem-estar para todos anunciado mundialmente    pela ind&uacute;stria de informa&ccedil;&atilde;o<A HREF="#49"><SUP>49</SUP></A>    n&atilde;o &eacute; o que vemos pela frente. </P>     <P>Outro descaminho para a sociedade global de informa&ccedil;&atilde;o conduz-nos    ao c&iacute;rculo dos grandes aproveitadores das novas tecnologias, cidad&atilde;os    potencialmente perigosos, n&atilde;o s&eacute;rios e anti-sociais: ao complexo    militar, ao ambiente criminoso e aos membros de clubes exclusivos das empresas    de m&eacute;dia e das grandes empresas multinacionais. A tecnologia tem-se desenvolvido    t&atilde;o rapidamente que se desviou da pol&iacute;tica e da moral, e as consequ&ecirc;ncias    negativas incorporam novas estruturas de poder de uma civiliza&ccedil;&atilde;o    baseada na informa&ccedil;&atilde;o. Com a crescente monopoliza&ccedil;&atilde;o    de ideias, imagens, palavras, filmes e fotos, os grandes do ramo da tecnologia    da informa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;am a minar a multiplicidade e o pluralismo    de informa&ccedil;&otilde;es em que se baseia a democracia. <a name="top50"></a>Por    isto mesmo, devido &agrave; sua actua&ccedil;&atilde;o irrespons&aacute;vel    tanto do ponto de vista local como global, esta nova aristocracia da era da    informa&ccedil;&atilde;o foi considerada pelo cr&iacute;tico social americano    Christopher Lasch um perigo para a democracia.<A HREF="#50"><SUP>50</SUP></A>  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os grandes perdedores s&atilde;o hoje, mais do que em qualquer outra &eacute;poca, estas faixas sociais a que Karl Marx chamou proletariado e que actualmente, na linguagem tecnol&oacute;gica, contam como o proletariado <I>off-line</I>. Estes s&atilde;o exclu&iacute;dos cada vez mais do mercado de trabalho, da informa&ccedil;&atilde;o, do <I>know-how</I> e, portanto, de um futuro melhor. </P>     <P>Na perspectiva destes cidad&atilde;os, n&atilde;o se apresentam sa&iacute;das    para o dilema aqui exposto ou novas imagens de conduta e, perante este problema,    surge na Europa e nos EUA a necessidade de um <I>empowerment of the people</I>.    <a name="top51"></a>O objectivo desta nova pol&iacute;tica deveria ser o de    incluir a responsabilidade pessoal, as for&ccedil;as de constru&ccedil;&atilde;o    e a criatividade do cidad&atilde;o desde cedo nos processos de decis&atilde;o    pol&iacute;tica para libertar e mobilizar o cidad&atilde;o econ&oacute;mica    e socialmente.<A HREF="#51"><SUP>51</SUP></A> </P>     <P>Para tanto, talvez seja at&eacute; tarde demais e, considerando o r&aacute;pido crescimento desta popula&ccedil;&atilde;o perdedora, o <I>slogan</I> de um novo movimento de oposi&ccedil;&atilde;o, hoje, deveria ser: Prolet&aacute;rios <I>off-line</I> de todos os pa&iacute;ses, uni-vos! </P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P> <B>    <P>Notas</P></B>      <!-- ref --><P><A NAME="1" id="1"></A><a href="#top1">1</a> Tamb&eacute;m Koehane, Robert,    e O. /Nye, Joseph S. Jr., &quot;Power and interdependence in the information    age&quot;, <I>Foreign Affairs</I>, Set. /Out. 1998, Vol. 77, n.º 5, 1998, pp.    81-94, e Woessner, Mark, &quot;Medientechnologien und wirtschaftliche Entwickung.    Ein ordnungsrahmen f&uuml;r die wissensgesellschaft&quot;, <I>Internationale    Politik</I>, Agosto de 1998, n.º 8, pp. 1-6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0873-6529200000010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0873-6529200000010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="2" id="2"></A><a href="#top2">2</a> Comparar com Martin, William J.,    <I>The Global Information Society</I>, Brookfield, Vermont 1995, Ashgate Publishing    Company; German, Christiano, &quot;Caminhos e descaminhos pol&iacute;ticos para    a sociedade de informa&ccedil;&atilde;o&quot;, in <I>Papers</I> n. o 31, <I>Perspectivas    Globais da Sociedade de Informa&ccedil;&atilde;o</I>, Centro de Estudos Konrad    Adenauer Stiftung, S&atilde;o Paulo 1997, pp. 31-51, e Kleger, Heinz, &quot;Direkte    und transnationale Demokratie. Die neuen Medien ver&auml;ndern die repr&auml;santative    Demokratie&quot;, <I>in</I>: Leggewie, Claus-Maar, Christa, <I>Internet &amp;    Politik, Von der Zuschauer zur Beteiligungsdemokratie</I>, Col&oacute;nia, 1998,    pp. 97-110. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0873-6529200000010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0873-6529200000010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0873-6529200000010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="3" id="3"></A><a href="#top3">3</a> Comparar com Bell, Daniel, <I>The    Coming of the Post-Industrial Society: A Venture in Social Forecasting</I>,    Nova Iorque, Basic Books, 1973 (Information Society, p. XIV) e Toffler, Alvin,    <I>The Third Wave</I>, Londres, Pan Books, 1980. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0873-6529200000010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0873-6529200000010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="4" id="4"></A><a href="#top4">4</a> Flusser, Vil&eacute;m, &quot;Verb&uuml;ndelung    oder Vernetzung?&quot;, <I>in</I> Bollman, Stefan (org.), <I>Kursbuch Neue Medien.    Trends in Wirtschaft und Politik</I>, Wissenschaft und Kultur, Mannheim, 1995,    pp. 15-23. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0873-6529200000010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P><A NAME="5" id="5"></A><a href="#top5">5</a> Joseph S. Nye Jr., subsecret&aacute;rio    de Defesa para Assuntos Internacionais; William Owens, presidente do Comit&eacute;    dos Chefes de Estado-Maior. </P>     <!-- ref --><P><A NAME="6" id="6"></A><a href="#top6">6</a> Nye, Jr., Joseph S., e Owens,    William A., &quot;Americas Information Edge&quot;, <I>Foreign Affairs</I>, Vol.    75, N° 2, Mar&ccedil;o-Abril, 1996, p. 20-36. &quot;Knowledge, more than ever    before, is power. The one country that can best lead the information revolution    will be more powerful than any other. For the foreseeable future that country    is the United States (…) Yet, its more subtle comparative advantage is the ability    to collect, process, act upon and disseminate information…&quot; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0873-6529200000010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="7" id="7"></A><a href="#top7">7</a> Comparar com Schiller, Herbert    I., &quot;Die Kommerzialisierung von Information&quot;, <I>in</I> Leggewie,    Claus-Maar Christa<I>, Internet &amp; Politik. Von der Zuschauer- zur Beteiligungsdemokratie</I>,    Col&oacute;nia, 1998, pp. 134-141. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0873-6529200000010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="8" id="8"></A><a href="#top8">8</a> Comparar com Otto, Ulrich, &quot;Wissen    ist Macht&quot;, <I>Die Zeit</I>, n.º 44, 23 de Novembro de 1987, p. 44. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0873-6529200000010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P><A NAME="9" id="9"></A><a href="#top9">9</a> Flusser, 1995, p. 15. </P>     <!-- ref --><P><A NAME="10" id="10"></A><a href="#top10">10</a> Comparar com Hirsh, Michael,    &quot;The great technology giveaway? Trading with Potential Foes&quot;, <I>Foreign    Affairs</I>, Volume 75, n.º 2, Mar&ccedil;o-Abril 1996, pp. 2-9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0873-6529200000010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P><A NAME="11" id="11"></A><a href="#top11">11</a> Tamb&eacute;m Woessner, 1998,    pp. 1-3. </P>     <P><A NAME="12" id="12"></A><a href="#top12">12</a> Trocadilho, no idioma alem&atilde;o,    com a frase <I>Kein Anschluss unter dieser Nummer</I> (nenhuma conex&atilde;o    sob este n&uacute;mero), uma grava&ccedil;&atilde;o ouvida, na Alemanha, quando    n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel completar uma liga&ccedil;&atilde;o telef&oacute;nica.  </P>     <!-- ref --><P><A NAME="13" id="13"></A><a href="#top13">13</a> Comparar com Relat&oacute;rio    Maitland sobre a Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es    — ITU, com o t&iacute;tulo <I>The Missing Link</I>. Ver <a href="http://www.itu.int/home/" target="_blank">http://www.itu.int/home/</a>.    Tamb&eacute;m Gr&ouml;ndahl, Boris, &quot;Hoffnungstr&auml;ger Infobahn. internet    ist die Chance f&uuml;r die Dritte Welt&quot;, <I>Sonderteil der VDI nachrichten</I>,    20 de Fevereiro de 1998, n.º 8, p. 8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0873-6529200000010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0873-6529200000010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="14" id="14"></A><a href="#top14">14</a> Comparar com <I>Information    Society and Development Conference</I>, 13-15 de Maio de 1996, Gallagher Estate,    Midrand, &Aacute;frica do Sul. Conclus&otilde;es da presid&ecirc;ncia, p. 1    (mimeografado). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0873-6529200000010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="15" id="15"></A><a href="#top15">15</a> Comparar com Sorge &quot;Um    die Habenichtse&quot;, <I>Die Zeit</I>, n.º. 25, 16 de Junho de 1995, p. 27.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0873-6529200000010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="16" id="16"></A><a href="#top16">16</a> Comparar com &quot;The BT/MCI    Global Communications Report 1996/97" (Relat&oacute;rio sobre Comunica&ccedil;&otilde;es    Globais BT/MCI), Nova Iorque, p. 2, &quot;Auf dem Weg zur weltgr&ouml; ten Industrie"    (relat&oacute;rio pr&oacute;prio) in <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>, 21-22    Setembro de 1996, p. 34. &quot;Hohe Investitionen in der Datenschnellstra e    Kanadas&quot;, <I>Blick durch die Wirtschaft</I>, 10 de Maio de 1995, p. 2 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0873-6529200000010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0873-6529200000010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0873-6529200000010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="17" id="17"></A><a href="#top17">17</a> Comparar com Koehane/Nye,    1998, p. 2, e &quot;Die internet-Surfer&quot;, <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>,    3 de Abril de 1997, p. 25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0873-6529200000010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="18" id="18"></A><a href="#top18">18</a> Comparar com Kubicek, Herbert,    &quot;Das internet 1996-2005. Zwingende Konsequenzen aus unsicheren Analysen&quot;,    <I>in</I> Leggewie, Claus-Maar, Christa, <I>Internet &amp; Politik</I>. <I>Von    der Zuschauer— zur Beteiligungsdemokratie</I>, Col&oacute;nia, 1998, pp. 55-69.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0873-6529200000010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="19" id="19"></A><a href="#top19">19</a> Tamb&eacute;m Schiller, <I>Leggewie/Maar,    </I>1998, pp. 134-141, Leggewie, Claus, &quot;Demokratie auf der Datenautobahn    oder: Wie weit geht die Zivilisierung des Cyberspace&quot;, in <I>Leggewie/Maar</I>,    1998, pp. 15-51. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0873-6529200000010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0873-6529200000010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="20" id="20"></A><a href="#top20">20</a> Tamb&eacute;m Rifkin, Jeremy,    &quot;Die dritte S&auml;ule der neuen Gesellschaft&quot;, <I>Die Zeit</I>, n.º    19, 2 de Maio de 1997, p. 32 e Rifkin, Jeremy, <I>Das Ende der Arbeit und ihre    Zukunft, </I>Frankfurt, 1997. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0873-6529200000010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0873-6529200000010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="21" id="21"></A><a href="#top21">21</a> Comparar com Steinm&uuml;ller,    Wilhelm, <I>Informationstechnologie und Gesellschaft. Einf&uuml;hrung in die    angewandte Informatik</I>, Darmstadt, 1993, pp. 553/554. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0873-6529200000010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="22" id="22"></A><a href="#top22">22</a> Comparar com &quot;Umsatz    rauf-Arbeitspl&auml;tze runter&quot;, <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>, 9 de    Mar&ccedil;o de 1998, p. 25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0873-6529200000010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="23" id="23"></A><a href="#top23">23</a> Comparar com &quot;Reservoir    f&uuml;r eine neue Elite&quot;, <I>VDI nachrichten</I>, n.º 39, 26 de Setembro    de 1997, p. 3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0873-6529200000010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="24" id="24"></A><a href="#top24">24</a> Comparar com Rifkin 1997,    p. 221, e Henzler, Herbert A., Sp&auml;th, Lothar, <I>Sind die Deutschen noch    zu retten? Von der Krise in den Aufbruch</I>, Munique, 1993, S. 29. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0873-6529200000010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="25" id="25"></A><a href="#top25">25</a> Comparar com R&ouml;tzner,    Florian, &quot;Zitadellen in der Ortslosigkeit&quot;, <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>,    16 de Janeiro de 1997, p. 13, e Reich, Robert B., <I>Die neue Weltwirtschaft.    Das Ende der nationalen &Ouml;konomien</I>, Frankfurt, 1997. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0873-6529200000010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0873-6529200000010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="26" id="26"></A><a href="#top26">26</a> Tamb&eacute;m &quot;Bericht    der Bundesregierung, Info 2000. Deutschlands Weg in die Informationsgesellschaft,    Deutscher Bundestag — 13. Wahlperiode&quot; (Relat&oacute;rio do Governamental    do Parlamento Alem&atilde;o), Drucksache 13/4000, Bona, Fevereiro de 1996, p.    129; &quot;Weltweite Vernetzung bedroht Wohlstand&quot;, <I>VDI nachrichten,    </I>13 de Setembro de 1996, p. 2 e Starker Glaube, &quot;Schwache Fakten&quot;,    <I>Die Zeit</I>, n.º 13, 24 de Mar&ccedil;o de 1995, p. 41. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0873-6529200000010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0873-6529200000010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0873-6529200000010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="27" id="27"></A><a href="#top27">27</a> Comparar com &quot;European    Commission, G-7 Ministerial Conference on the Global Information Society. Ministerial    Conference Summary&quot;, Bruxelas/Luxemburgo, 1995, p. 52. (Resumo da Confer&ecirc;ncia    Ministerial do G7 sobre A Sociedade de informa&ccedil;&atilde;o Global). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0873-6529200000010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="28" id="28"></A><a href="#top28">28</a> Comparar com German, Christiano,    &quot;Losers and Winners in the Information Society&quot;, <I>Foreign Affairs</I>.    <I>A Russian Journal of World Politics, Diplomacy and International Relations,    </I>Minneapolis, Vol. 43/1997, n.º 6, pp 83-91. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0873-6529200000010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="29" id="29"></A><a href="#top29">29</a> Comparar com Nye Jr. /Owens,    1996, pp. 20/21, e Bernhardt, Ute/Ruhmann, Ingo, &quot;Information als Waffe.    Netwar und Cuberwar — Kriegsformen der Zukunft&quot;, <I>in</I> Hans-J&ouml;rg    Kreowski <I>et al. </I>(orgs.), <I>Realit&auml;t und Utopien in der Informatik</I>,    Munique, 1995, pp. 104-119. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0873-6529200000010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="30" id="30"></A><a href="#top30">30</a> Comparar com Stoa, <I>An Appraisal    of Technologies of Political Control</I> (Steve Writh — Omega Foundation, Manchester),    Luxemburgo, 6 de Janeiro de 1998, p. 19 ff (<a href="http://www.jya.com/Stoa-atpc.htm/" target="_blank">http://www.jya.com/Stoa-atpc.htm/</a>).    Tamb&eacute;m N&uuml;rnberger, Christian, &quot;Feind h&ouml;rt mit&quot;, <I>S&uuml;ddeutscher    Zeitung</I>, de 26 de Mar&ccedil;o de 1998, p. 15; Ruhmann, Ingo/Schulzki-Haddouti,    Christiane, &quot;Report Lauschangriff&quot;, <I>c t Magazin f&uuml;r Computer    und Technik</I>, 5/98, pp. 82-93, e Hager, Nicky, <I>Secret Power</I>, Nelson,    Nova Zel&acirc;ndia, 1996. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-6529200000010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0873-6529200000010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-6529200000010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0873-6529200000010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="31" id="31"></A><a href="#top31">31</a> Comparar com German, Christiano,    &quot;Europa und die globale Informationsgesellschaft&quot;, <I>in</I> Gellner,    Winand/von Korff, Fritz (orgs.), <I>Demokratie und internet</I>, Baden-Baden,    1998, pp. 193-202. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-6529200000010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="32" id="32"></A><a href="#top32">32</a> Tamb&eacute;m Schiller, 1998,    e Barber, Benjamin R., &quot;Wie demokratisch ist das internet? Technologie    als Spiegel kommerzieller Interessen&quot;, <I>in</I> Leggewie, Claus/Maar,    Christa, <I>internet &amp; Politik. Von der Zuschauer— zur Beteiligungsdemokratie</I>,    Col&oacute;nia, 1998, pp. 120-133. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0873-6529200000010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P><A NAME="33" id="33"></A><a href="#top33">33</a> Veja <a href="http://www.teleinfo.de" target="_blank">www.teleinfo.de</a>.  </P>     <!-- ref --><P><A NAME="34" id="34"></A><a href="#top34">34</a> Comparar com &quot;Die Yuppies    von Bangalore&quot;, <I>Die Zeit magazin</I>, n.º 11, 7 de Mar&ccedil;o de 1977,    pp. 24-41, e &quot;Software S&ouml;ldner&quot;, <I>Spiegel special</I>, n.º    3, Mar&ccedil;o de 1995, pp. 87-91. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0873-6529200000010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-6529200000010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="35" id="35"></A><a href="#top35">35</a> Comparar com Becker, J&ouml;rg,    e Salamanca, Daniel, &quot;Globalisierung, elektronische Netze und der Export    von Arbeit&quot;, <I>Aus Politik und Zeitgeschichte (APuZ)</I>, B 42/97, 10    de Outubro de 1997, pp. 31-38. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0873-6529200000010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="36" id="36"></A><a href="#top36">36</a> Comparar com Pai, Uday Lal    Lekshman, &quot;Das High-Tech-Wunder Indien&quot;, <a href="http://www.heise.de/to/deutsch/inhalte/te/1421/1.html" target="_blank">http://www.heise.de/to/deutsch/inhalte/te/1421/1.html</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-6529200000010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="37" id="37"></A><a href="#top37">37</a> Comparar com German, Christiano,    &quot;Sociedade de informa&ccedil;&atilde;o global/J&aacute; come&ccedil;ou    a corrida. Quais as chances do Brasil?&quot;, <I>Rumos</I>, Ano 22, n.º 156,    Janeiro de 1999, S. 20-21. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0873-6529200000010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="38" id="38"></A><a href="#top38">38</a> Comparar com Hillenberg, Frank,    e Weber, Mathias, &quot;Alternativen zur deutschen Software-Entwickung&quot;,    <I>CW Spezial</I> 97/98, pp. 36-40. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-6529200000010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="39" id="39"></A><a href="#top39">39</a> Sobre esta problem&aacute;tica    fundamental, ver German, Christiano, &quot;Brasil: Desafios globais das novas    tecnologias e ind&uacute;strias&quot;, <I>in</I> Funda&ccedil;&atilde;o Konrad-Adenauer-Stiftung    (ed.), <I>A Proje&ccedil;&atilde;o do Brasil Face ao S&eacute;culo XXI. Anais    do IV Simp&oacute;sio Brasil-Alemanha</I>, S&eacute;rie Debates, Ano 1998, n.º    16, S&atilde;o Paulo, pp. 27-35 e German, Christiano, &quot;Anschluss an das    globale Dorf ? Wege Brasiliens und Indiens in die Informationsgesellschaft&quot;,    <I>Frankfurter Allgemeine Zeitung</I> (Die Gegenwart), de 18 de Abril de 1997,    p. 15. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0873-6529200000010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="40" id="40"></A><a href="#top40">40</a> Comparar com Schwartau, Winn,    <I>Information Warfare</I>, Nova Iorque, 1996; Zimmermann, Christian, <I>Der    Hacker. Ein Insider packt aus: Keiner ist mehr sicher, </I>Landsberg 1996, e    Dumont, Jo&euml;l-Fran&ccedil;ois, &quot;Die Evolution des Terrorismus&quot;,    documento para o congresso de peritos Neue Bedrohung staatlicher Sicherheit,    da Akademie f&uuml;r Politik und Zeitgeschehen der Hanns-Seidel-Stiftung e.    V., 25 a 27 de Novembro de 1996, 10 p. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-6529200000010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0873-6529200000010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0873-6529200000010000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P><A NAME="41" id="41"></A><a href="#top41">41</a> Met&aacute;fora para uma pessoa,    cujas economias privadas s&atilde;o abertamente expostas. </P>     <!-- ref --><P><A NAME="42" id="42"></A><a href="#top42">42</a> Comparar com &quot;Der elektronische    Informationsmarkt w&auml;chst&quot;, <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>, Suplemento    n.º 241, System 93, 18 de Outubro de 1993, p. 38. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-6529200000010000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="43" id="43"></A><a href="#top43">43</a> Comparar com &quot;Forschung    erstickt im internet&quot;, <I>VDI nachtrichten</I>, de 24 de Janeiro de 1997,    p. 16. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0873-6529200000010000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="44" id="44"></A><a href="#top44">44</a> Comparar com &quot;E-Mail    kostet russischen Forscher Jahresgehalt&quot;, <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>,    25 de Fevereiro de 1997, p. 10. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6529200000010000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="45" id="45"></A><a href="#top45">45</a> Comparar com McLuhan, Marshall<I>,    Understanding Media — The Extension of Man</I>, Cambridge, MA 1964. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0873-6529200000010000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="46" id="46"></A><a href="#top46">46</a> Comparar com Huntington, Samuel    P., <I>The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order</I>, Nova    Iorque, 1996. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-6529200000010000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="47" id="47"></A><a href="#top47">47</a> Comparar com Menzel, 1995,    p. 104; Lind, Michael<I>, The Next American Nation: The New Nationalism and    the Fourth American Revolution, </I>Free Press, Nova Iorque, 1995, pp. 215-216,    e Wolff, Edward N., <I>Top Heavy. A Study of the Increasing Inequality of Wealth    in America</I>, Twentieth Century Fund., Washington, 1995. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0873-6529200000010000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6529200000010000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="48" id="48"></A><a href="#top48">48</a> Comparar com Zimmermann, Gunter    E., &quot;Neue Armut und neuer Reichtum. Zunehmende Polarisierung der materiellen    Lebensbedingungen im vereinten Deutschland&quot;, in<I> Gegenwartskunde </I>Heft<I>    1</I> (1995), p. 11. Tamb&eacute;m, &quot;Das Ende der Mittelklasse&quot;, <I>Die    Zeit</I>, n.º 18, 26 de Abril de 1996, p. 20, e &quot;Immer weniger Amerikaner    werden immer reicher&quot;, <I>S&uuml;ddeutsche Zeitung</I>, 21 de Abril de    1995, p. 24. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0873-6529200000010000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6529200000010000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0873-6529200000010000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="49" id="49"></A><a href="#top49">49</a> Comparar com Necker, Tyll,    &quot;Opening address at the 13th World Computer Congress&quot;, 29 de Agosto    de 1994, Hamburgo (mimeografado), p. 6. (Discurso de abertura no XIII Congresso    Mundial de Computa&ccedil;&atilde;o) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6529200000010000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><A NAME="50" id="50"></A><a href="#top50">50</a> Comparar com Lasch, Christopher,    <I>Die blinde Elite. Macht ohne Verantwortung</I>, Hamburgo, 1995, p. 42 ff.    (<I>The Revolt of the Elites and the Betrayal of Democracy</I>, Norton, Nova    Iorque, 1995) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0873-6529200000010000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P><A NAME="51" id="51"></A><a href="#top51">51</a> Comparar com Woessner, 1998,    p. 4. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><A NAME="back"></A><a href="#top">*</a>Christiano German. Katholische Universit&auml;t    Eichst&auml;tt. Geschichts-Und Gesellschaftswissenschaftliche Fakult&auml;t.    <I>E-mail</I> <a href="mailto:christiano.german@ku-eichstaett.de">christiano.german@ku-eichstaett.de</a>.  </P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koehane]]></surname>
<given-names><![CDATA[Robert]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nye]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joseph S. Jr.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Power and interdependence in the information age]]></article-title>
<source><![CDATA[Foreign Affairs]]></source>
<year>Set.</year>
<month> /</month>
<day>Ou</day>
<volume>77</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>81-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Woessner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mark]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Medientechnologien und wirtschaftliche Entwickung: Ein ordnungsrahmen für die wissensgesellschaft]]></article-title>
<source><![CDATA[Internationale Politik]]></source>
<year>Agos</year>
<month>to</month>
<day> d</day>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[William J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Global Information Society]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brookfield, Vermont ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ashgate Publishing Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[German]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiano]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caminhos e descaminhos políticos para a sociedade de informação]]></article-title>
<source><![CDATA[Perspectivas Globais da Sociedade de Informação]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>31-51</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Konrad Adenauer Stiftung]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kleger]]></surname>
<given-names><![CDATA[Heinz]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Direkte und transnationale Demokratie: Die neuen Medien verändern die repräsantative Demokratie]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leggewie]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claus]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Internet & Politik, Von der Zuschauer zur Beteiligungsdemokratie]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>97-110</page-range><publisher-loc><![CDATA[Colónia ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bell]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Coming of the Post-Industrial Society: A Venture in Social Forecasting]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Basic Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Toffler]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alvin]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Third Wave]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pan Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Flusser]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vilém]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Verbündelung oder Vernetzung?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bollman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Stefan]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Kursbuch Neue Medien: Trends in Wirtschaft und Politik]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>15-23</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mannheim ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wissenschaft und Kultur]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nye, Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joseph S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Owens]]></surname>
<given-names><![CDATA[William A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Americas Information Edge]]></article-title>
<source><![CDATA[Foreign Affairs]]></source>
<year>Març</year>
<month>o-</month>
<day>Ab</day>
<volume>75</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>20-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schiller]]></surname>
<given-names><![CDATA[Herbert I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Die Kommerzialisierung von Information]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leggewie]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claus]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Internet & Politik. Von der Zuschauer- zur Beteiligungsdemokratie]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>134-141</page-range><publisher-loc><![CDATA[Colónia ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Otto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ulrich]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Wissen ist Macht]]></article-title>
<source><![CDATA[Die Zeit]]></source>
<year>23 d</year>
<month>e </month>
<day>No</day>
<numero>44</numero>
<issue>44</issue>
<page-range>44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hirsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michael]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The great technology giveaway?: Trading with Potential Foes]]></article-title>
<source><![CDATA[Foreign Affairs]]></source>
<year>Març</year>
<month>o-</month>
<day>Ab</day>
<volume>75</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>2-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[The Missing Link]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gröndahl]]></surname>
<given-names><![CDATA[Boris]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Hoffnungsträger Infobahn. internet ist die Chance für die Dritte Welt]]></article-title>
<source><![CDATA[Sonderteil der VDI nachrichten]]></source>
<year>20 d</year>
<month>e </month>
<day>Fe</day>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ Information Society and Development Conference]]></conf-name>
<conf-date>13-15 de Maio de 1996</conf-date>
<conf-loc>Midrand Gallagher Estate</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sorge]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Um die Habenichtse]]></article-title>
<source><![CDATA[Die Zeit]]></source>
<year>16 d</year>
<month>e </month>
<day>Ju</day>
<numero>25</numero>
<issue>25</issue>
<page-range>27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[The BT/MCI Global Communications Report 1996/97]]></source>
<year></year>
<page-range>2</page-range><publisher-name><![CDATA[Nova Iorque]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Auf dem Weg zur weltgrö ten Industrie]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ Süddeutsche Zeitung]]></conf-name>
<conf-date>21-22 Setembro de 1996</conf-date>
<conf-loc> </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Hohe Investitionen in der Datenschnellstra e Kanadas]]></article-title>
<source><![CDATA[Blick durch die Wirtschaft]]></source>
<year>10 d</year>
<month>e </month>
<day>Ma</day>
<page-range>2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Die internet-Surfer]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutsche Zeitung]]></source>
<year>3 de</year>
<month> A</month>
<day>br</day>
<page-range>25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kubicek]]></surname>
<given-names><![CDATA[Herbert]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Das internet 1996-2005: Zwingende Konsequenzen aus unsicheren Analysen]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leggewie]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claus-Maar, Christa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Internet & Politik: Von der Zuschauer- zur Beteiligungsdemokratie]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>55-69</page-range><publisher-loc><![CDATA[Colónia ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schiller]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Leggewie/Maar]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>134-141</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leggewie]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claus]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Demokratie auf der Datenautobahn oder: Wie weit geht die Zivilisierung des Cyberspace]]></article-title>
<source><![CDATA[Leggewie/Maar]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>15-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rifkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jeremy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Die dritte Säule der neuen Gesellschaft]]></article-title>
<source><![CDATA[Die Zeit]]></source>
<year>2 de</year>
<month> M</month>
<day>ai</day>
<numero>19</numero>
<issue>19</issue>
<page-range>32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rifkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jeremy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Das Ende der Arbeit und ihre Zukunft]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Frankfurt ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steinmüller]]></surname>
<given-names><![CDATA[Wilhelm]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Informationstechnologie und Gesellschaft. Einführung in die angewandte Informatik]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>553/554</page-range><publisher-loc><![CDATA[Darmstadt ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Umsatz rauf-Arbeitsplätze runter]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutsche Zeitung]]></source>
<year>9 de</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<page-range>25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Reservoir für eine neue Elite]]></article-title>
<source><![CDATA[VDI nachrichten]]></source>
<year>26 d</year>
<month>e </month>
<day>Se</day>
<numero>39</numero>
<issue>39</issue>
<page-range>3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Henzler]]></surname>
<given-names><![CDATA[Herbert A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Späth]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lothar]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sind die Deutschen noch zu retten?: Von der Krise in den Aufbruch]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Munique ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rötzner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Florian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Zitadellen in der Ortslosigkeit]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutsche Zeitung]]></source>
<year>16 d</year>
<month>e </month>
<day>Ja</day>
<page-range>13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reich]]></surname>
<given-names><![CDATA[Robert B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Die neue Weltwirtschaft: Das Ende der nationalen Ökonomien]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Frankfurt ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Bericht der Bundesregierung, Info 2000: Deutschlands Weg in die Informationsgesellschaft, Deutscher Bundestag - 13. Wahlperiode]]></article-title>
<source><![CDATA[Drucksache]]></source>
<year>Feve</year>
<month>re</month>
<day>ir</day>
<numero>13/4000</numero>
<issue>13/4000</issue>
<page-range>129</page-range><publisher-loc><![CDATA[Bona ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Weltweite Vernetzung bedroht Wohlstand]]></article-title>
<source><![CDATA[VDI nachrichten]]></source>
<year>13 d</year>
<month>e </month>
<day>Se</day>
<page-range>2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glaube]]></surname>
<given-names><![CDATA[Starker]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Schwache Fakten]]></article-title>
<source><![CDATA[Die Zeit]]></source>
<year>24 d</year>
<month>e </month>
<day>Ma</day>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>European Commission</collab>
<source><![CDATA[G-7 Ministerial Conference on the Global Information Society: Ministerial Conference Summary]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>52</page-range><publisher-loc><![CDATA[BruxelasLuxemburgo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[German]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiano]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Losers and Winners in the Information Society]]></article-title>
<source><![CDATA[Foreign Affairs. A Russian Journal of World Politics, Diplomacy and International Relations]]></source>
<year>1997</year>
<volume>43</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>83-91</page-range><publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bernhardt]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ute]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruhmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ingo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Information als Waffe: Netwar und Cuberwar - Kriegsformen der Zukunft]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Kreowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hans-Jörg]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Realität und Utopien in der Informatik]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>104-119</page-range><publisher-loc><![CDATA[Munique ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stoa]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[An Appraisal of Technologies of Political Control]]></source>
<year>6 de</year>
<month> J</month>
<day>an</day>
<page-range>19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nürnberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Feind hört mit]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutscher Zeitung]]></source>
<year>26 d</year>
<month>e </month>
<day>Ma</day>
<page-range>15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruhmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ingo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schulzki-Haddouti]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiane]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Report Lauschangriff]]></article-title>
<source><![CDATA[c t Magazin für Computer und Technik]]></source>
<year>98</year>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>82-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hager]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nicky]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Secret Power]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nelson ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[German]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiano]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Europa und die globale Informationsgesellschaft]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gellner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Winand]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[von Korff]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fritz]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Demokratie und internet]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>193-202</page-range><publisher-loc><![CDATA[Baden-Baden ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barber]]></surname>
<given-names><![CDATA[Benjamin R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Wie demokratisch ist das internet: Technologie als Spiegel kommerzieller Interessen]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Leggewie]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claus]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[internet & Politik: Von der Zuschauer- zur Beteiligungsdemokratie]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>120-133</page-range><publisher-loc><![CDATA[Colónia ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Die Yuppies von Bangalore]]></article-title>
<source><![CDATA[Die Zeit magazin]]></source>
<year>7 de</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>24-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Software Söldner]]></article-title>
<source><![CDATA[Spiegel special]]></source>
<year>Març</year>
<month>o </month>
<day>de</day>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>87-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jörg]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salamanca]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Globalisierung, elektronische Netze und der Export von Arbeit]]></article-title>
<source><![CDATA[Aus Politik und Zeitgeschichte (APuZ)]]></source>
<year>10 d</year>
<month>e </month>
<day>Ou</day>
<numero>B 42/97</numero>
<issue>B 42/97</issue>
<page-range>31-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pai]]></surname>
<given-names><![CDATA[Uday Lal Lekshman]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Das High-Tech-Wunder Indien]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[German]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiano]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sociedade de informação global/Já começou a corrida. Quais as chances do Brasil?]]></article-title>
<source><![CDATA[Rumos]]></source>
<year>Jane</year>
<month>ir</month>
<day>o </day>
<volume>22</volume>
<numero>156</numero>
<issue>156</issue>
<page-range>20-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hillenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[Frank]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weber]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mathias]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Alternativen zur deutschen Software-Entwickung]]></article-title>
<source><![CDATA[CW Spezial]]></source>
<year>97/9</year>
<month>8</month>
<page-range>36-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[German]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christiano]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Brasil: Desafios globais das novas tecnologias e indústrias]]></article-title>
<collab>Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung</collab>
<source><![CDATA[A Projeção do Brasil Face ao Século XXI: Anais do IV Simpósio Brasil-Alemanha]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>27-35</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwartau]]></surname>
<given-names><![CDATA[Winn]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Information Warfare]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zimmermann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Der Hacker: Ein Insider packt aus: Keiner ist mehr sicher]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Landsberg ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dumont]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joël-François]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Die Evolution des Terrorismus]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ congresso de peritos Neue Bedrohung staatlicher Sicherheit]]></conf-name>
<conf-date>25 a 27 de Novembro de 1996</conf-date>
<conf-loc> </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Der elektronische Informationsmarkt wächst]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutsche Zeitung]]></source>
<year>18 d</year>
<month>e </month>
<day>Ou</day>
<numero>241</numero>
<issue>241</issue>
<page-range>38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Forschung erstickt im internet]]></article-title>
<source><![CDATA[VDI nachtrichten]]></source>
<year>24 d</year>
<month>e </month>
<day>Ja</day>
<page-range>16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[E-Mail kostet russischen Forscher Jahresgehalt]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutsche Zeitung]]></source>
<year>25 d</year>
<month>e </month>
<day>Fe</day>
<page-range>10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McLuhan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marshall]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Understanding Media: The Extension of Man]]></source>
<year>1964</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huntington]]></surname>
<given-names><![CDATA[Samuel P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lind]]></surname>
<given-names><![CDATA[Michael]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Next American Nation: The New Nationalism and the Fourth American Revolution]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>215-216</page-range><publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Free Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wolff]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edward N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Top Heavy: A Study of the Increasing Inequality of Wealth in America]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Twentieth Century Fund.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zimmermann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gunter E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Neue Armut und neuer Reichtum: Zunehmende Polarisierung der materiellen Lebensbedingungen im vereinten Deutschland]]></article-title>
<source><![CDATA[Gegenwartskunde]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Das Ende der Mittelklasse]]></article-title>
<source><![CDATA[Die Zeit]]></source>
<year>26 d</year>
<month>e </month>
<day>Ab</day>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B63">
<nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Immer weniger Amerikaner werden immer reicher]]></article-title>
<source><![CDATA[Süddeutsche Zeitung]]></source>
<year>21 d</year>
<month>e </month>
<day>Ab</day>
<page-range>24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B64">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Necker]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tyll]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Opening address]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[13 World Computer Congress]]></conf-name>
<conf-date>29 de Agosto de 1994</conf-date>
<conf-loc>Hamburgo </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B65">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lasch]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christopher]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Die blinde Elite: Macht ohne Verantwortung]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>42</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hamburgo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
