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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="left"> <B><a name="top"></a>OS NOVOS DESAFIOS EPISTEMOL&#211;GICOS DA    SOCIOLOGIA</B> </P>      <P ALIGN="left"> <I>Jean Michel Berthelot</I><a href="#back">*</a> </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <U>Resumo</U> Um s&#233;culo ap&#243;s    a sua funda&#231;&#227;o, como &#233; que a sociologia pensa o seu programa    epist&#233;mico fundamental? Esta quest&#227;o pode parecer desmesurada. No    entanto, ela &#233; leg&#237;tima e urgente. Leg&#237;tima, porque a reflex&#227;o    sobre o estatuto epistemol&#243;gico da sociologia acompanha a disciplina desde    a sua origem; urgente, porque o relativismo e o cepticismo contempor&#226;neos    lhe exacerbam o alcance. O&nbsp;presente artigo procura dar conta de como, na    &#250;ltima d&#233;cada, a sociologia tem vindo a enfrentar este desafio. Acompanha    as vias do debate sobre a internacionaliza&#231;&#227;o e a indigeniza&#231;&#227;o,    o relativismo e o racionalismo, e p&#245;e em evid&#234;ncia, nos trabalhos    epistemol&#243;gicos contempor&#226;neos, uma nova linha que conjuga pluralismo    e racionalismo. Longe de qualquer pretens&#227;o normativa, esta perspectiva    faz quest&#227;o de apreender a disciplina n&#227;o como ela se idealiza, mas    sim como se revela &#224; luz do seu processo de constru&#231;&#227;o hist&#243;rica.    </P>     <P ALIGN="left"> <U>Palavras-chave</U> Sociologia, epistemologia,    pluralismo, racionalismo. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <a name="top1"></a>Em que ponto se encontra a sociologia?<SUP><a href="#1">1</a></SUP>    Esta &#233; uma quest&#227;o recorrente, nomeadamente na tradi&#231;&#227;o    anglo-sax&#243;nica, habituada a <I>States of The Art</I> peri&#243;dicos. &#201;    uma quest&#227;o que pode ser abordada de diversas maneiras. Pode-se dedicar    interesse &#224; situa&#231;&#227;o emp&#237;rica actual da sociologia, ou ao    seu estatuto te&#243;rico. Pode-se querer retomar o empreendimento fundador    dos grandes te&#243;ricos (Habermas, 1981; Freitag, 1986). O nosso prop&#243;sito    ser&#225; parcialmente diferente. Interrogar-nos-emos sobre como a sociologia    pensa hoje o seu programa epist&#233;mico fundamental. </P>     <P ALIGN="left"> Esta interroga&#231;&#227;o merece alguns    esclarecimentos. Se se olhar para a hist&#243;ria da sociologia no decurso dos    &#250;ltimos cem anos, torna-se claro que esta disciplina n&#227;o retira a    sua unidade nem de um consenso sobre o objecto, nem de um consenso sobre o m&#233;todo,    mas do que se poderia chamar, um tanto paradoxalmente, um <I>consenso pol&#233;mico</I>    sobre o <I>objectivo visado</I>: elaborar um <I>corpus</I> de refer&#234;ncias    cient&#237;ficas. Esta pretens&#227;o comum constitui o terreno de um debate    sobre a cientificidade, debate cuja recorr&#234;ncia, depois da c&#233;lebre    pol&#233;mica sobre os m&#233;todos do s&#233;culo XIX, constitui talvez o tra&#231;o    mais espec&#237;fico da sociologia. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Este debate foi durante muito tempo delimitado    de forma bastante clara por tr&#234;s posi&#231;&#245;es que poderiam grosseiramente    resumir-se da maneira seguinte. </P>     <P ALIGN="left"> 1 A sociologia n&#227;o pode fundar-se    sen&#227;o sobre uma determina&#231;&#227;o cr&#237;tica do seu objecto, irredut&#237;vel    a uma simples fenomenologia do existente. Esta posi&#231;&#227;o &#233; ilustrada    exemplarmente por Adorno, na controv&#233;rsia que o op&#244;s a Popper em 1961    (Adorno e Popper, 1969). Liga o projecto epist&#233;mico da sociologia ao programa    de uma filosofia cr&#237;tica.</P>      <P ALIGN="left"> 2 A sociologia n&#227;o pode ser sen&#227;o    uma ci&#234;ncia como as outras, devendo-se admitir que, se a natureza est&#225;    submetida &#224; autoridade do princ&#237;pio da causalidade, n&#227;o h&#225;    nenhuma raz&#227;o para que a sociedade escape &#224; sua legisla&#231;&#227;o.    Esta posi&#231;&#227;o, inaugurada por Durkheim (1981) com a for&#231;a que    se conhece, encarnou-se depois nas diversas variantes do racionalismo experimental    e do positivismo, por exemplo no sistema de Bourdieu (1970), o qual, na sua    vers&#227;o estruturo-funcionalista, ilustra um objectivo de refunda&#231;&#227;o    unit&#225;ria da sociologia cient&#237;fica, com o risco recorrente de naturalismo    que sem d&#250;vida comporta. </P>     <P ALIGN="left"> 3 A sociologia, enfim, deve aceitar ao    mesmo tempo o princ&#237;pio do racionalismo experimental e o princ&#237;pio    do pressuposto transcendental da subjectividade. Esta associa&#231;&#227;o dif&#237;cil    mas fundamental &#233; enunciada pela primeira vez por Weber (1904-1917, 1922)    e &#233; retomada por Schutz (1953, 1963) no seu di&#225;logo com Hempel e Nagel    (1963). </P>     <P ALIGN="left"> Destas tr&#234;s posi&#231;&#245;es cl&#225;ssicas    podem encontrar-se com facilidade m&#250;ltiplos ecos nas diversas correntes    de pensamento que atravessam a sociologia contempor&#226;nea. Esta, no entanto,    &#233; percorrida em simult&#226;neo por tend&#234;ncias delet&#233;rias fortes    que j&#225; n&#227;o se inscrevem no espa&#231;o conflitual de legitima&#231;&#227;o    definido do modo assinalado: &#233; o pr&#243;prio projecto epist&#233;mico    da sociologia, a sua aspira&#231;&#227;o a construir um conhecimento de car&#225;cter    cient&#237;fico - qualquer que seja o crit&#233;rio adoptado para definir este    &#250;ltimo - que parece ser contestado. Tudo se passa como se, cem anos depois    do seu nascimento como disciplina cient&#237;fica aut&#243;noma, a sociologia    fosse alvo de uma contesta&#231;&#227;o radical do objectivo por ela visado.    </P>     <P ALIGN="left"> Limitando voluntariamente a investiga&#231;&#227;o    &#224; &#250;ltima d&#233;cada, ou pouco mais, vamos procurar ver como se estabelece    este novo debate da sociologia consigo pr&#243;pria, a que cr&#237;ticas tem    de responder o seu projecto fundamental e segundo que novas modalidades ele    &#233; pensado. Um primeiro tema emergir&#225; dos diversos contextos de discuss&#227;o,    o tema do universalismo, sujeito a uma problematiza&#231;&#227;o renovada. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Internacionaliza&#231;&#227;o e indigeniza&#231;&#227;o: do    debate pol&#237;tico &#224; quest&#227;o epistemol&#243;gica</B> </P>     <P ALIGN="left"> Em 1945, refugiado nos Estados Unidos tal    como muitos outros universit&#225;rios europeus, Georges Gurvitch publicou,    em colabora&#231;&#227;o com Wilbert E. Moore, um tratado de sociologia que    permite avaliar o caminho percorrido desde ent&#227;o. Era uma obra efectivamente    internacional; apesar da presen&#231;a predominante dos maiores nomes da sociologia    americana, consagrava o seu segundo tomo &#224;s sociologias nacionais, apresentadas    na maioria dos casos por um dos seus membros. Mas esta abertura consciente e    conhecedora &#224;s tradi&#231;&#245;es nacionais aparecia a par de uma divis&#227;o    tem&#225;tica a que era consagrado o primeiro volume. Desde essa &#233;poca,    duas modifica&#231;&#245;es fortes afectaram o quadro ent&#227;o apresentado:    as segmenta&#231;&#245;es pertinentes do dom&#237;nio da sociologia retidas    na obra &#151; a meio caminho entre as generalidades te&#243;ricas ou metodol&#243;gicas    e as divis&#245;es sectoriais &#151; foram-se progressivamente confinando em    especializa&#231;&#245;es cada vez mais acentuadas e com frequ&#234;ncia estanques    (Collins, 1986); e sobretudo, desde a d&#233;cada de 80, a articula&#231;&#227;o    entre as sociologias nacionais e o corpo comum da disciplina cessou de ser tida    como &#243;bvia para se tornar problem&#225;tica. &#201; a <I>internacionaliza&#231;&#227;o</I>    da sociologia, cujo movimento, apesar de esbo&#231;ado desde o in&#237;cio do    s&#233;culo XX, se acelerou fortemente e se aprofundou a seguir &#224; segunda    guerra mundial, que &#233; submetida a questionamento. Esta interroga&#231;&#227;o    nova &#233; ela pr&#243;pria produto de dois fen&#243;menos distintos, se bem    que ligados entre si. O primeiro &#233; o da <I>globaliza&#231;&#227;o</I>,    termo que designa, nomeadamente no pensamento anglo-americano (Wallerstein,    Tilly), a constitui&#231;&#227;o progressiva de um espa&#231;o-mundo &#250;nico    regido por mecanismos conjugados, funcionando atrav&#233;s de redes multiplamente    interligadas tendendo a sobrepor &#224;s diferen&#231;as culturais tradicionais    um novo sistema comum de refer&#234;ncias e de comunica&#231;&#227;o (Sztompka,    1988). O segundo &#233; o da constitui&#231;&#227;o, com as associa&#231;&#245;es    internacionais de sociologia, designadamente a ISA (<I>International Sociological    Association</I>), de um espa&#231;o internacional de discuss&#227;o e de debate,    apoiado em larga medida em revistas como <I>Current Sociology</I> ou <I>International    Sociology</I>. </P>       <P ALIGN="left"> A internacionaliza&#231;&#227;o da sociologia    &#233; objecto de um discurso novo, fortemente contrastado. Aparece aos seus    defensores como uma oportunidade para a sociologia. Assente no processo de globaliza&#231;&#227;o    que afecta o mundo moderno, constitui um verdadeiro <I>desafio</I>, tanto institucional    como cient&#237;fico. Permite esperar que o projecto universalista dos fundadores    da sociologia venha a encontrar enfim, na supera&#231;&#227;o dos particularismos    nacionais, o seu verdadeiro suporte (Sztompka, 1988; Genov, 1991). Convida os    soci&#243;logos do mundo inteiro a tomar o mundo como horizonte, a constitu&#237;-lo    em espa&#231;o de refer&#234;ncia tanto dos seus trabalhos como dos seus ensinamentos    (Tiryakian, 1986). O t&#237;tulo do Congresso Mundial de Madrid da ISA (em 1990)    inscreveu-se na mesma perspectiva: <I>Sociology for one World</I>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> No entanto, esta linha de pensamento optimista,    ou voluntarista, &#233; obrigada a enfrentar uma oposi&#231;&#227;o cuja exist&#234;ncia    importa menos do que os argumentos por ela avan&#231;ados. Estes, com efeito,    atacando uma <I>internacionaliza&#231;&#227;o</I> concebida como processo de    domina&#231;&#227;o, levantam a quest&#227;o do estatuto, n&#227;o somente pol&#237;tico    mas tamb&#233;m epistemol&#243;gico, das diferen&#231;as nacionais na produ&#231;&#227;o    e na difus&#227;o do discurso sociol&#243;gico. </P>     <P ALIGN="left"> O espectro de posi&#231;&#245;es &#233;    evidentemente largo. No entanto, a articula&#231;&#227;o da dimens&#227;o pol&#237;tica    com a dimens&#227;o epistemol&#243;gica &#233; decisiva. &#201;, antes de mais,    a um primeiro n&#237;vel que funciona uma oposi&#231;&#227;o recorrente entre    <I>internacionaliza&#231;&#227;o</I> e <I>indigeniza&#231;&#227;o</I>: a sociologia    internacional &#233; definida como uma sociologia ocidental que exporta para    os pa&#237;ses do terceiro-mundo modelos te&#243;ricos inadaptados, como os    da moderniza&#231;&#227;o ou da mudan&#231;a social, os quais n&#227;o resistem    &#224; prova da respectiva aplica&#231;&#227;o a contextos sociais e culturais    diferentes (Sanda, 1988). A indigeniza&#231;&#227;o, como movimento inverso,    designa tanto um processo cognitivo de elabora&#231;&#227;o de modelos adaptados    &#224;s situa&#231;&#245;es concretas de um dado pa&#237;s como um processo    institucional de constitui&#231;&#227;o de &#147;comunidades nacionais de ci&#234;ncias    sociais&#148;, aut&#243;nomas e estabelecendo permutas com quaisquer outras    em estrito p&#233; de igualdade (Loubser, 1988). Internacionaliza&#231;&#227;o    conjuga-se pois com domina&#231;&#227;o, etnocentrismo e imperialismo. Esta    tese pode apoiar-se no estudo pormenorizado do sistema de produ&#231;&#227;o    e de troca de conhecimentos em ci&#234;ncias sociais e do lugar determinante    que nele ocupam os autores ocidentais e, mais especificamente, americanos (Gareau,    1985, 1988). </P>       <P ALIGN="left"> Por detr&#225;s deste debate pol&#237;tico    joga-se, no entanto, um debate epistemol&#243;gico de alcance bem mais vasto.    O postulado da universalidade dos modelos te&#243;ricos em sociologia pode ser    afectado de maneira diversa segundo a posi&#231;&#227;o adoptada e o estatuto    atribu&#237;do ao enraizamento nacional da disciplina. A pol&#233;mica que op&#244;s    Jeffrey C. Alexander a Richard M&#252;nch acerca da avalia&#231;&#227;o da tradi&#231;&#227;o    germ&#226;nica comparada com a tradi&#231;&#227;o americana revela claramente    que a quest&#227;o n&#227;o se reduz ao par internacionaliza&#231;&#227;o/indigeniza&#231;&#227;o    e &#224;s suas conota&#231;&#245;es Norte/Sul, mas envolve a quest&#227;o da    pertin&#234;ncia epistemol&#243;gica de se tomar em considera&#231;&#227;o o    contexto societal de elabora&#231;&#227;o das abordagens te&#243;ricas. Afirmar    que a defini&#231;&#227;o dos paradigmas microssociol&#243;gicos implica &#147;a    concep&#231;&#227;o etnoc&#234;ntrica de uma sociedade constitu&#237;da pelas    m&#250;ltiplas actividades de agentes livres e independentes&#148; (M&#252;nch,    1995: 553) transforma a transfer&#234;ncia e a generaliza&#231;&#227;o de tais    paradigmas num empreendimento ileg&#237;timo de imposi&#231;&#227;o, justificando    a cr&#237;tica de &#147;reducionismo&#148; (Alexander, 1995: 544). Por tr&#225;s    da den&#250;ncia pol&#237;tica de hegemonismo pode perfilar-se, directa ou indirectamente,    o questionamento da pr&#243;pria pretens&#227;o da sociologia a elaborar um    discurso universaliz&#225;vel. </P>     <P ALIGN="left"> No debate sobre a internacionaliza&#231;&#227;o    &#233;, de facto, e qualquer que seja a posi&#231;&#227;o adoptada, a quest&#227;o    do universalismo que &#233; colocada: a globaliza&#231;&#227;o &#233;, para    uns, o garante de uma internaliza&#231;&#227;o que aproxima os contextos de    vida e de experi&#234;ncia, permitindo a realiza&#231;&#227;o pr&#225;tica do    ideal dos fundadores da sociologia (Sztompka, 1988); a fal&#234;ncia do universalismo    &#233;, para outros, um estado de facto verificado pela precariedade das teorias    sociol&#243;gicas (Sanda, 1988) e pela incapacidade dos investigadores das ci&#234;ncias    sociais em constitu&#237;rem comunidades cient&#237;ficas unidas em torno de    consensos como nas ci&#234;ncias da natureza (Gareau, 1988). A determina&#231;&#227;o    social e cultural dos conhecimentos tem de se aplicar &#224; sociologia tal    como aos outros sistemas de conhecimentos, e o mito universalista n&#227;o passa    finalmente de um produto da ilus&#227;o positivista de uma ci&#234;ncia universal    (Park, 1988). </P>     <P ALIGN="left"> Seja qual for a pertin&#234;ncia destes    argumentos, e mesmo que seja poss&#237;vel desenvolver uma posi&#231;&#227;o    interm&#233;dia distinguindo universalismo l&#243;gico e universaliza&#231;&#227;o,    e registando tanto os factores favor&#225;veis como os hostis &#224; universaliza&#231;&#227;o    do saber em ci&#234;ncias sociais (Smelser, 1991), &#233; claro que o contexto    de discuss&#227;o que se reporta &#224; internacionaliza&#231;&#227;o da sociologia    afecta a pertin&#234;ncia do <I>objectivo</I> original desta. Mesmo se, como    declara apropriadamente Bryan S. Turner (1996), no seu coment&#225;rio ao debate    Alexander-M&#252;nch, os conflitos entre os aspectos nacionais e universais    da sociologia forem resultante necess&#225;ria de uma dial&#233;ctica do local    e do global, e se se incorre numa <I>reductio ad absurdum</I> ao querer designar-se    uma sociologia pela sua origem nacional (&#147;porque n&#227;o uma sociologia    da Vestef&#225;lia ou da Baviera?&#148;), fica colocada em quest&#227;o a possibilidade    de subsistir a pretens&#227;o da sociologia &#224; cientificidade, isto &#233;,    a um saber cuja validade seja irredut&#237;vel &#224;s suas condi&#231;&#245;es    de produ&#231;&#227;o. </P>       <P ALIGN="left"> Esta quest&#227;o &#233; nova na tradi&#231;&#227;o    sociol&#243;gica. O debate anterior n&#227;o incidia sobre a legitimidade do    objectivo visado, mas sobre a defini&#231;&#227;o de cientificidade: seria de    lig&#225;-la ao modelo fisicalista das ci&#234;ncias da natureza, inscrev&#234;-la    no desenvolvimento de uma reflex&#227;o cr&#237;tica ou instal&#225;-la na especificidade    de um conhecimento do homem? Ningu&#233;m pensava, fosse qual fosse a via que    privilegiasse, em negar o valor de verdade da via que adoptava. Pelo contr&#225;rio,    submeter o conhecimento sociol&#243;gico &#224; determina&#231;&#227;o exclusiva    do seu contexto de produ&#231;&#227;o, &#233; declar&#225;-lo de valor <I>relativo</I>.    O que significa, por conseguinte, entrar num debate novo, e muito mais amplo,    associado ao desenvolvimento da epistemologia p&#243;s-positivista e do movimento    de reflex&#227;o p&#243;s-moderno, opondo j&#225; n&#227;o universalismo e particularismo,    mas, bem mais radicalmente, racionalismo e relativismo. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>A sociologia perante o relativismo</B> </P>     <P ALIGN="left"> Ao introduzir a retranscri&#231;&#227;o    da mesa redonda consagrada ao problema do universalismo e do indigenismo aquando    do Congresso da ISA realizado no M&#233;xico em 1982, Akinsola Akiwowo escrevia:    &#147;At&#233; que ponto os esquemas conceptuais e as proposi&#231;&#245;es    constitutivas das principais teorias sociol&#243;gicas podem ser tidos como    relevando de princ&#237;pios universais de explica&#231;&#227;o de toda e qualquer    sociedade?&#148; (Akiwowo, 1988: 155). Fazendo desta quest&#227;o o cerne do    debate entre internacionaliza&#231;&#227;o e indigeniza&#231;&#227;o, o autor    retomava implicitamente uma problem&#225;tica cl&#225;ssica da sociologia do    conhecimento, a qual n&#227;o &#233; in&#250;til evocar, menos para captar uma    mudan&#231;a de tem&#225;tica do que uma mudan&#231;a de contexto. </P>     <P ALIGN="left"> Quer se trate da teoria marxiana da produ&#231;&#227;o    social das ideias, da teoria durkheimiana da sociog&#233;nese das categorias    l&#243;gicas (Durkheim e Mauss, 1903; Durkheim, 1985) ou da interroga&#231;&#227;o    weberiana sobre as condi&#231;&#245;es de emerg&#234;ncia do racionalismo ocidental    (Weber, 1905), a sociologia reconheceu, desde as suas origens, o papel das determina&#231;&#245;es    sociais na elabora&#231;&#227;o do conhecimento. Mas isso n&#227;o lhe surgiu    como um obst&#225;culo ao reconhecimento, em simult&#226;neo, da validade desse    conhecimento. O materialismo hist&#243;rico &#233;, em Marx, a concep&#231;&#227;o    do mundo mais capaz tanto de exprimir os interesses do proletariado como de    analisar de maneira cient&#237;fica as configura&#231;&#245;es hist&#243;ricas    e sociais. O pensamento cient&#237;fico, para Durkheim, retira a sua l&#243;gica    e a sua for&#231;a originais da religi&#227;o, enquanto se vai desta progressivamente    distinguindo pela sua exig&#234;ncia de controlo: &#147;O conceito que, primitivamente,    &#233; tido por verdadeiro porque &#233; colectivo, tende a tornar-se colectivo    apenas na condi&#231;&#227;o de ser tido por verdadeiro: pedimos-lhe os seus    t&#237;tulos antes de lhe conceder a nossa cren&#231;a&#148; (Durkheim, 1985:    624). Enraizado, segundo Schutz, no conhecimento corrente e nas suas tipifica&#231;&#245;es,    o conhecimento cient&#237;fico n&#227;o deixa por isso de se desprender dos    limites do <I>hic et nunc</I>, atrav&#233;s do sistema de pertin&#234;ncia que    promove (Schutz, 1953). N&#227;o se reduzindo ao estere&#243;tipo positivista,    sendo pelo contr&#225;rio suscept&#237;vel de modula&#231;&#227;o, de acordo    com a diversidade das filia&#231;&#245;es filos&#243;ficas, o universalismo    racionalista continua a ser o padr&#227;o de refer&#234;ncia comum da profiss&#227;o    de f&#233; sociol&#243;gica. </P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> &#201; este pano de fundo que, no decurso    do s&#233;culo XX, se v&#234; abalado, dando lugar, a pouco e pouco, a novas    convic&#231;&#245;es, relativistas e c&#233;pticas. Desde o fim da segunda guerra    mundial que Robert K. Merton (1945) as tinha identificado muito claramente.    Merton via na complexifica&#231;&#227;o das sociedades contempor&#226;neas,    no estilha&#231;amento dos valores e na multiplica&#231;&#227;o conflitual das    refer&#234;ncias da&#237; resultante, o fundamento de uma perda de comunidade    de sentido, de uma &#147;desilus&#227;o traum&#225;tica&#148;, de uma &#147;desconfian&#231;a    activa e rec&#237;proca&#148; aberta a todas as propostas de redu&#231;&#227;o    da validade de um enunciado aos interesses sociais que &#233; suposto ele servir:    &#147;N&#227;o s&#243; se formam universos de pensamento diferentes, mas a exist&#234;ncia    de qualquer um deles torna-se um desafio &#224; validade e &#224; legitimidade    dos outros&#148; (Merton, 1945: 379). Sem ser explicitamente formulado, o conceito    de incomensurabilidade est&#225; j&#225; presente, e com ele o questionamento    de toda a concep&#231;&#227;o racionalista de verdade: &#147;A &#145;revolu&#231;&#227;o    coperniciana&#146; neste dom&#237;nio de investiga&#231;&#227;o &#233; a hip&#243;tese    de que n&#227;o somente o erro, a ilus&#227;o ou a cren&#231;a sem fundamento,    mas mesmo a verdade, s&#227;o condicionadas pela sociedade e pela hist&#243;ria&#148;    (Merton, 1945: 381). </P>     <P ALIGN="left"> Se esta retrospectiva hist&#243;rica se    impunha, &#233; porque a quest&#227;o da internacionaliza&#231;&#227;o n&#227;o    se limita a redescobrir um debate epistemol&#243;gico subjacente, mas manifesta,    em simult&#226;neo, as transforma&#231;&#245;es em profundidade que nele ocorrem.    O problema do enraizamento social do conhecimento muda de perspectiva e de amplitude.    J&#225; n&#227;o &#233; s&#243; objecto de an&#225;lise circunscrito a um segmento    particular da sociologia, por fundamental que ele seja. Torna-se um escolho    para a pr&#243;pria disciplina, enquanto tal, e, de forma mais ampla, um obst&#225;culo    a qualquer pretens&#227;o &#224; cientificidade. Deixa de constituir um debate    no &#226;mbito da sociologia, passando a ser, de forma bem mais alargada, uma    confronta&#231;&#227;o entre filosofias, concep&#231;&#245;es do mundo, sistemas    de pensamento e de valores. Como declara Raymond Boudon, perto de cinquenta    anos depois de Merton: &#147;O cepticismo, o relativismo, s&#227;o deste modo    promovidos ao estatuto de filosofia vulgar das sociedades modernas&#148; (Boudon,    1995b: 240). Como &#233; que a sociologia reage a este novo desafio, radicalmente    diferente dos que presidiram &#224; sua emerg&#234;ncia no s&#233;culo XIX,    quando se tratava de fazer prova da sua aptid&#227;o &#224; cientificidade?    </P>     <P ALIGN="left"> O relativismo contempor&#226;neo tem fontes    e formas diversas (Hollis e Lukes, 1984). Vai buscar as suas ra&#237;zes filos&#243;ficas    a diversas correntes que, de Nietzsche a Wittgenstein, Foucault, Derrida ou    Rorty, se empenharam em desconstruir a ilus&#227;o assert&#243;rica, quer dizer,    a ideia de que um enunciado sobre a realidade possa enunciar simplesmente sobre    esta aquilo que pretende enunciar. Amplifica-se com a resson&#226;ncia e a dramaturgia    hist&#243;ricas carreadas por uma nova grande partilha entre modernidade e p&#243;s-modernidade,    sugerindo que ao &#147;esgotamento&#148; do projecto da modernidade corresponderia    o estilha&#231;amento das formas tradicionais de discurso e que aos valores    l&#243;gicos viriam substituir-se os valores est&#233;ticos, &#233;ticos e pol&#237;ticos    (Seidman e Wagner, 1992; Rosenau, 1992). Alimenta-se dos debates e das tomadas    de posi&#231;&#227;o que, fazendo apelo tanto &#224; cr&#237;tica ao etnocentrismo    como &#224;s reivindica&#231;&#245;es de grupos minorit&#225;rios, recusam o    postulado weberiano da neutralidade axiol&#243;gica. Proteiforme, o relativismo    contempor&#226;neo precisa de ser definido com mais precis&#227;o, sob pena    de se misturar o que decorre da investiga&#231;&#227;o e da cr&#237;tica leg&#237;timas    dos sistemas de pensamento e o que constitui uma posi&#231;&#227;o preconcebida    contest&#225;vel. Proporemos aqui, no plano epistemol&#243;gico que nos ocupa,    o crit&#233;rio seguinte: <I>s&#227;o relativistas todas as posi&#231;&#245;es    que reduzem o significado de um enunciado &#224; express&#227;o do seu contexto    singular de enuncia&#231;&#227;o</I>. &#201; com esse relativismo epistemol&#243;gico    que fundamentalmente se v&#234; confrontada a sociologia contempor&#226;nea.    Que posi&#231;&#227;o &#233; por esta adoptada? </P>       <P ALIGN="left"> Teria sido muito surpreendente se a sociologia,    tendo em conta a sua diversidade interna, tivesse ficado &#224; margem do debate.    No entanto, na medida em que seja poss&#237;vel apresentar uma vis&#227;o panor&#226;mica,    o seu envolvimento parece ter assumido no essencial quatro formas: </P>     <P ALIGN="left">- a de uma    promo&#231;&#227;o do relativismo epistemol&#243;gico, a partir do programa    forte da sociologia da ci&#234;ncia, desenvolvendo de algum modo <I>at&#233;    ao limite</I> as tend&#234;ncias j&#225; diagnosticadas por Merton no p&#243;s-guerra;        <br>   - a de uma emancipa&#231;&#227;o relativamente    aos crit&#233;rios &#147;positivistas&#148; de cientificidade, encontrando legitimidade    hist&#243;rica na tradi&#231;&#227;o hermen&#234;utica, vendo no pensamento    p&#243;s-moderno a ocasi&#227;o de tra&#231;ar novas vias de conhecimento e    de escrita, mais est&#233;ticos e figurativos;     <br>   -  a de uma cr&#237;tica frontal ao relativismo    e aos seus pressupostos;     <br>   - a de uma tentativa, enfim, de tomar em conta    esta nova situa&#231;&#227;o civilizacional, social e epist&#233;mica, num aprofundamento    do projecto de cientificidade da sociologia. </P>     <P ALIGN="left"> Estas quatro formas constituem ideais-tipos    weberianos. Na pr&#225;tica, as diferen&#231;as podem ser mais fluidas. Mas    &#233; relativamente f&#225;cil situar nesta categoriza&#231;&#227;o um conjunto    de posi&#231;&#245;es contempor&#226;neas. Assim, Jean Braudillard &#233; a    figura emblem&#225;tica de uma sociologia que se desfaz da armadura habitual    da demonstra&#231;&#227;o e da prova para usar recursos liter&#225;rios de express&#227;o    e de constru&#231;&#227;o de sentido. Este estilo, no verdadeiro sentido, praticado    em grande medida nas margens das disciplinas, pode procurar a sua justifica&#231;&#227;o    epistemol&#243;gica numa cr&#237;tica da raz&#227;o abstracta, num regresso    a uma fenomenologia do mundo vivido, numa sensibilidade desejosa de restituir    a plenitude da experi&#234;ncia (Maffesoli, 1985, 1996). Caracteriza-se mais    pelas liberdades que toma relativamente &#224;s normas de um conhecimento <I>standard</I>    e pela sua avers&#227;o ao modelo positivista de cientificidade do que por uma    rejei&#231;&#227;o relativista do projecto de conhecimento sociol&#243;gico.    Pelo contr&#225;rio, e &#233; a quarta forma acima localizada, certos fen&#243;menos    e certos problemas referenciados pelas correntes p&#243;s-modernistas podem    ser retomados sem mobilizar a ret&#243;rica destas &#250;ltimas, considerada    mais como um reflexo da condi&#231;&#227;o p&#243;s-moderna (<I>a mimetic representation</I>,    Bauman, 1988: 806) do que como a sua teoriza&#231;&#227;o sociol&#243;gica.    Esta far-se-&#225; ent&#227;o por outras vias, re-interrogando a modernidade    e o seu projecto, sem cortar por isso as amarras que a ligam &#224; tradi&#231;&#227;o    sociol&#243;gica (Balandier, 1988, 1994; Touraine, 1992). </P>       <P ALIGN="left"> Em contrapartida, o relativismo epistemol&#243;gico,    no sentido preciso que lhe foi dado acima, encontrou na &#147;nova sociologia    da ci&#234;ncia&#148; um recurso tanto mais forte quanto esta enfrentava o pr&#243;prio    cora&#231;&#227;o da cidadela racionalista e n&#227;o hesitava em voltar contra    ela as suas pr&#243;prias armas: os quatro princ&#237;pios do programa forte    de David Bloor (1976), que reconduzem qualquer elabora&#231;&#227;o conceptual    ao efeito de uma causa mec&#226;nica e qualquer superioridade de uma concep&#231;&#227;o    sobre outra ao efeito de uma vari&#225;vel determinante, n&#227;o se limitam    a estabelecer um princ&#237;pio metodol&#243;gico de simetria entre teorias    verdadeiras e falsas; suprimem simultaneamente qualquer diferen&#231;a pertinente    entre os dois termos do ponto de vista do conhecimento. A dissimetria entre    o verdadeiro e o falso j&#225; n&#227;o decorre, em &#250;ltima an&#225;lise,    do valor cient&#237;fico das teorias mas da for&#231;a do veredicto social que    repudia implacavelmente as teorias reputadas falsas, &#224; imagem do infeliz    Pouchet, v&#237;tima da sua controv&#233;rsia com Pasteur (Farley e Geison,    1974; Latour, 1989). Mais ainda, tanto o estudo hist&#243;rico minucioso das    controv&#233;rsias ou dos produtos cient&#237;ficos como a descri&#231;&#227;o    meticulosa do trabalho di&#225;rio dos investigadores n&#227;o cessam de alargar    o fosso entre a ci&#234;ncia <I>tal como ela se faz</I> e tal como ela se diz,    entre a realidade da sua inscri&#231;&#227;o concreta e a idealiza&#231;&#227;o    da sua representa&#231;&#227;o normativa. A concep&#231;&#227;o segundo a qual    a validade de um enunciado pode ser reduzida &#224; especificidade das suas    condi&#231;&#245;es de enuncia&#231;&#227;o parece, assim, gra&#231;as ao programa    forte e aos seus derivados, passar do estatuto de especula&#231;&#227;o filos&#243;fica    ao de observa&#231;&#227;o emp&#237;rica. Isto, ali&#225;s, na sua vers&#227;o    j&#225; n&#227;o estritamente mecanicista, mas construtivista (Latour, 1984),    reencontra as sedu&#231;&#245;es do estilo p&#243;s-modernista. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> A cr&#237;tica ao relativismo epistemol&#243;gico    &#233; conduzida, na sociologia contempor&#226;nea, de diversos pontos de vista.    Pode ser necess&#225;rio relembrar, perante a diversidade dos ataques <I>anti-ci&#234;ncia</I>    de que ela &#233; objecto, que um grande n&#250;mero destes ataques resultam    mais de uma caricatura do que de uma aprecia&#231;&#227;o justa da actividade    cient&#237;fica (Collins, 1989). Uma outra via consiste em ater-se ao pr&#243;prio    fundamento do argumento relativista, quer dizer &#224; redu&#231;&#227;o da    validade de uma proposi&#231;&#227;o ao seu contexto de enuncia&#231;&#227;o.    Isto implica duas denega&#231;&#245;es que o relativismo deveria ser capaz de    provar: a do car&#225;cter universal dos princ&#237;pios l&#243;gicos, e especificamente    do princ&#237;pio da n&#227;o-contradi&#231;&#227;o, &#147;pedra de toque da    inteligibilidade enquanto tal&#148;; e a da possibilidade de transla&#231;&#227;o    bem sucedida do significado de conceitos ou de sistemas de conceitos (Archer,    1987, 1991). Apoiando-se em exemplos tirados da antropologia, Steven Lukes (1984)    ou Margaret Archer chegam &#224; conclus&#227;o que, inversamente, a universalidade    dos princ&#237;pios l&#243;gicos e a possibilidade de transla&#231;&#227;o dos    significados de um contexto para outro s&#227;o condi&#231;&#245;es de exerc&#237;cio    do pensamento. Pode-se igualmente sublinhar o dilema l&#243;gico em que se envolve    o relativismo, cuja posi&#231;&#227;o ou &#233; ela pr&#243;pria universal,    o que o nega, ou &#233; relativa, o que o nega na mesma (Berthelot, 1996)! </P>     <P ALIGN="left"> Numa perspectiva inscrita sobretudo na    sociologia do conhecimento, Raymond Boudon relembra que, sendo a ci&#234;ncia    <I>ao mesmo tempo</I> contextualizada <I>e</I> produtora de proposi&#231;&#245;es    universais, a verdadeira quest&#227;o &#233; a de saber &#147;porque &#233;    que os partid&#225;rios de cada campo se deixam persuadir por solu&#231;&#245;es    absolutizantes (&#133;) e porque &#233; que a solu&#231;&#227;o sociologista    &#233; hoje em dia dominante&#148; (Boudon, 1994: 32). Numa esp&#233;cie de    invers&#227;o, sim&#233;trica &#224; operada pela nova sociologia da ci&#234;ncia    a prop&#243;sito das pr&#225;ticas cient&#237;ficas, o autor coloca sob interroga&#231;&#227;o    as raz&#245;es da ades&#227;o aos pressupostos relativistas. O mecanismo da    ades&#227;o reenvia para um modelo l&#243;gico evidenciado por Simmel, modelo    que consiste em retirar de premissas v&#225;lidas ou aceit&#225;veis uma conclus&#227;o    falsa, devido &#224; interven&#231;&#227;o impl&#237;cita de enunciados n&#227;o    especificados. &#201; o que se passa com o &#147;trilema de Munchausen&#148;,    aduzido por Hans Albert, no qual se pretende que nenhuma proposi&#231;&#227;o    dedutiva pode ser fundamentada em definitivo, o que pode conduzir tanto a uma    conclus&#227;o racionalista de tipo popperiano como a uma conclus&#227;o relativista.    A diferen&#231;a estar&#225; em crit&#233;rios <I>impl&#237;citos</I>, os quais,    para uma posi&#231;&#227;o relativista, ser&#227;o afinal os de que uma teoria    s&#243; pode ser dita objectiva se puder ser definitivamente fundada, sendo    que, em caso contr&#225;rio, qualquer ades&#227;o a ela releva necessariamente    da cren&#231;a (Boudon, 1995a: 509-511). A escolha desta conclus&#227;o relativista    em vez da conclus&#227;o racionalista ter&#225; a ver, em &#250;ltima an&#225;lise,    com o contexto global, c&#233;ptico e niilista, que a torna mais cred&#237;vel    (Boudon, 1995b). </P>       <P ALIGN="left"> Assim, os debates sobre a internacionaliza&#231;&#227;o    e a indigeniza&#231;&#227;o, sobre o racionalismo e o relativismo, associam    aspectos epistemol&#243;gicos e aspectos contextuais: a tese da indigeniza&#231;&#227;o    encontra pontos de apoio fortes na cr&#237;tica ao universalismo e ao racionalismo    que lhe est&#225; na base; a ades&#227;o a uma posi&#231;&#227;o relativista,    ao inv&#233;s, vai buscar paradoxalmente argumento e credibilidade ao sucesso    das pr&#243;prias ci&#234;ncias sociais, &#224; contribui&#231;&#227;o destas    para o reconhecimento da diversidade cultural e &#224; legitimidade que elas    conferem &#224;s reivindica&#231;&#245;es de grupos minorit&#225;rios ou dominados.    Podemos pois perguntar-nos se, endurecendo posi&#231;&#245;es, reduzindo-as    a disjun&#231;&#245;es estritas, a sociologia n&#227;o estar&#225; a submeter-se    &#224; sobredetermina&#231;&#227;o do seu espa&#231;o epist&#233;mico por conflitos    que lhe s&#227;o exteriores. Mais precisamente, n&#227;o aceita ela assim uma    leitura bipolar de uma realidade muito mais complexa e matizada, em que a quest&#227;o    central n&#227;o &#233; deitar &#224;s urtigas a finalidade inicial definida    h&#225; um s&#233;culo mas repens&#225;-la &#224; luz das evolu&#231;&#245;es    ulteriores? &#201; esta, com efeito, a via que segue, nos debates precedentes,    um conjunto de autores, rejeitando as oposi&#231;&#245;es biun&#237;vocas a    favor de um paradigma <I>pluralista</I> (Oommen, 1988). </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Pluralismo e racionalismo</B> </P>     <P ALIGN="left"> O termo pluralismo &#233; por vezes associado    ao de relativismo. Pode efectivamente ser assim quando o pluralismo exprime    uma reivindica&#231;&#227;o defendendo a relatividade dos pontos de vista para    justificar a pluralidade destes. Em contrapartida, o termo pode designar igualmente    o reconhecimento - a um n&#237;vel de elabora&#231;&#227;o interm&#233;dio,    o das teorias e dos programas - de uma pluralidade de constru&#231;&#245;es,    diferentes na sua orienta&#231;&#227;o espec&#237;fica, mas reclamando-se de    uma refer&#234;ncia comum aos princ&#237;pios racionais que regem a actividade    de conhecimento. Este pluralismo &#233; uma das caracter&#237;sticas fundamentais    das ci&#234;ncias sociais. &#201; igualmente um resultado da sua hist&#243;ria.    E, hoje, as ci&#234;ncias sociais devem assumir a tarefa de lhe analisar as    formas e de lhe pensar os fundamentos. </P>       <P ALIGN="left"> Esta quest&#227;o &#233; para a sociologia,    mais uma vez, relativamente nova. &#201; uma quest&#227;o que transborda as    grandes oposi&#231;&#245;es cl&#225;ssicas entre positivismo ou sociologia compreensiva,    individualismo ou holismo, as quais podem aparecer como redes de malha demasiado    larga que deixam passar a especificidade de abordagens significativamente distintas.    Os desenvolvimentos, ao longo do s&#233;culo XX, de escolas e correntes que    se cristalizam para melhor se distinguirem entre si mostram uma multiplica&#231;&#227;o    e um pulular que alguns n&#227;o hesitam em analisar em termos de &#147;seitas&#148;    (Gareau, 1985) e que recolocam de um novo modo a quest&#227;o da finalidade    fundamental da sociologia. Se a hora j&#225; n&#227;o &#233; de combates fundadores,    se a sociologia &#233; uma disciplina acad&#233;mica instalada tendo lugar assente    no mundo inteiro, poder-se-&#225; atribuir algum cr&#233;dito a uma ci&#234;ncia    assim t&#227;o dividida e estilha&#231;ada? Sabe-se o que a refer&#234;ncia    a Kuhn e a utiliza&#231;&#227;o imoderada do termo paradigma fizeram para &#147;clarificar&#148;    esta situa&#231;&#227;o: se o que caracteriza a ci&#234;ncia normal &#233; a    unidade paradigm&#225;tica, se dois paradigmas s&#227;o incomensur&#225;veis,    ent&#227;o a sociologia, multiplicando &#224; vontade os paradigmas, seria,    de algum modo, uma sub-ci&#234;ncia ao quadrado! Vis&#227;o apenas ligeiramente    caricatural, a crer em Giordano Busino que fala, de maneira mais comedida, de    &#147;uma ci&#234;ncia doente&#148; (Busino, 1993), estigmatizando uma &#147;comunidade    sociol&#243;gica fragmentada&#148; (Busino, 1993: 10). Vis&#227;o esta que poderia    ir buscar argumentos &#224; incapacidade da sociologia em dar de si pr&#243;pria    uma face mais unificada, incluindo nos seus melhores tratados, obrigados quer    a assumir essa pluralidade (Bottomore e Nisbet, 1978), quer a reduzi-la a favor    de uma orienta&#231;&#227;o particular (Boudon, 1992), quer, ainda, a postular-lhe    a reunifica&#231;&#227;o no seio de uma &#147;matriz disciplinar &#250;nica&#148;    (Wallace, 1988). </P>     <P ALIGN="left"> A novidade deste desafio &#233; que ele j&#225; n&#227;o confronta    o projecto de cientificidade da sociologia com uma peti&#231;&#227;o de princ&#237;pio,    mesmo se alicer&#231;ada na mais rigorosa reflex&#227;o epistemol&#243;gica,    como nos casos de Durkheim e de Weber, mas com uma avalia&#231;&#227;o do existente.    A sociologia est&#225; a cumprir o seu contrato? As suas turbul&#234;ncias e    as suas disputas de superf&#237;cie, n&#227;o passar&#227;o elas de epifen&#243;menos    mascarando avan&#231;os reais (Collins, 1989), ou constituir&#227;o divis&#245;es    inultrapass&#225;veis, comprometendo irremediavelmente o seu projecto fundamental?    A dificuldade na resposta a estas quest&#245;es est&#225; em que, na aus&#234;ncia    de observadores neutros, ela envolve os autores enquanto julgadores e enquanto    partes, podendo tent&#225;-los a limitar a reflex&#227;o epistemol&#243;gica    &#224; justifica&#231;&#227;o da abordagem que prop&#245;em. Em vez disso, operar    esse diagn&#243;stico requer uma mudan&#231;a de sistema de pertin&#234;ncia    (Schutz, 1953) ou de n&#237;vel argumentativo (Habermas, 1972): implica a passagem    de um metadiscurso justificativo a um <I>metadiscurso anal&#237;tico</I>. Este    &#250;ltimo distingue-se muito claramente de um metadiscurso de funda&#231;&#227;o,    do qual diversas manifesta&#231;&#245;es s&#227;o facilmente identific&#225;veis    na sociologia contempor&#226;nea em autores como Giddens, Bourdieu, Freitag,    Habermas, etc. <a name="top2"></a>O seu objecto n&#227;o &#233; produzir o fundamento    te&#243;rico de explica&#231;&#245;es unit&#225;rias, resolvendo as contradi&#231;&#245;es    que atravessam o pensamento sociol&#243;gico, mas submeter este &#250;ltimo    &#224; an&#225;lise epistemol&#243;gica das suas formas constitutivas.<SUP><a href="#2">2</a></SUP>    A sociologia francesa recente manifesta um interesse sustentado por esta ordem    de quest&#245;es. As respostas que nela encontramos envolvem uma vis&#227;o    e uma avalia&#231;&#227;o contrastadas mas renovadas da capacidade da sociologia    para estabelecer articula&#231;&#245;es entre a pluralidade de abordagens e    o objectivo da cientificidade. </P>       <P ALIGN="left"> Num texto escrito por ocasi&#227;o do aparecimento    da obra de Henri Mendras, <I>Comment Devenir Sociologue</I>, Raymond Boudon    (1996) exprime o seu desacordo relativamente ao niilismo de c&#225;tedra que    percorre o livro. V&#234; nele mais uma express&#227;o do cepticismo contempor&#226;neo    j&#225; denunciado anteriormente (Boudon, 1994, 1995a e 1995b). Op&#245;e-lhe,    pelo contr&#225;rio, a tese de que &#147;existe no magma das ci&#234;ncias sociais    uma corrente cient&#237;fica orientada para a produ&#231;&#227;o de um aut&#234;ntico    saber&#148; (Boudon, 1996: 58). Essa corrente &#233; composta por teorias de    diversos n&#237;veis (A, B, C), constituindo uma arquitectura conforme &#224;s    exig&#234;ncias de cientificidade em vigor em todas as disciplinas. No escal&#227;o    inferior (A), uma teoria &#233; um conjunto proposicional dando conta de um    enigma: &#233; uma teoria que deve preencher o duplo crit&#233;rio da congru&#234;ncia    das suas proposi&#231;&#245;es emp&#237;ricas com todos os factos dispon&#237;veis    e de aceitabilidade das suas proposi&#231;&#245;es n&#227;o emp&#237;ricas.    Satisfazem tal exig&#234;ncia tanto as teorias cl&#225;ssicas da f&#237;sica    como um grande n&#250;mero de teorias sociol&#243;gicas que se prop&#245;em    resolver enigmas s&#243;cio-hist&#243;ricos ou sociol&#243;gicos: porque &#233;    que, contrariamente &#224; tese do desencanto do mundo, &#233; nos Estados Unidos    da Am&#233;rica, o pa&#237;s mais moderno, que se mant&#233;m o mais alto n&#237;vel    de religiosidade? Porque &#233; que os pintores holandeses do s&#233;culo XVII    pintavam naturezas mortas em profus&#227;o? etc. (Boudon, 1996: 61). A um segundo    n&#237;vel (B), existem teorias que explicam fen&#243;menos heter&#243;clitos.    Um mesmo modelo pode ser aplicado a uma s&#233;rie de fen&#243;menos independentes    uns dos outros: &#233; o caso do modelo proposto por Olson para dar conta de    comportamentos paradoxais ou o dos efeitos perversos para dar conta das consequ&#234;ncias    n&#227;o desejadas. A um terceiro n&#237;vel (C), por fim, mais perto do que    se poderia chamar um paradigma, situam-se teorias de um n&#237;vel mais elevado    de abstrac&#231;&#227;o, suscept&#237;veis de aplica&#231;&#227;o a m&#250;ltiplos    casos, como a teoria da ac&#231;&#227;o racional ou o funcionalismo. No pr&#243;prio    interior deste dom&#237;nio &#233; poss&#237;vel construir teorias ainda mais    englobantes, como a teoria cognitivista das raz&#245;es justificativas. </P>     <P ALIGN="left"> A avalia&#231;&#227;o proposta por Raymond    Boudon converge, pois, no fundo, com a que se pode encontrar nos diversos autores    que prosseguem o objectivo de cientificidade da sociologia. Tem, al&#233;m do    mais, o duplo interesse de tomar a forma de um balan&#231;o do existente e de    pensar a pluralidade sob os ausp&#237;cios de uma hierarquia de n&#237;veis    de aplica&#231;&#227;o. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Se bem que de inspira&#231;&#227;o diferente, o trabalho de J.-C.    Passeron (1991, 1994) permite compara&#231;&#245;es interessantes com esta concep&#231;&#227;o.    A diferen&#231;a resulta de uma leitura estrita do popperianismo que, excluindo    a sociologia do quadro da falsificabilidade popperiana, torna nela muito problem&#225;tica    qualquer tentativa de cumulatividade. O n&#250;cleo da argumenta&#231;&#227;o    reside na diferen&#231;a estabelecida por Popper entre dois tipos de universalidade:    a universalidade l&#243;gica, em que uma proposi&#231;&#227;o <I>p</I> &#233;    tida por verdadeira quaisquer que sejam as varia&#231;&#245;es de condi&#231;&#245;es    espaciais e temporais; e a universalidade num&#233;rica, em que uma mesma proposi&#231;&#227;o    <I>p</I> s&#243; &#233; v&#225;lida num certo contexto espaciotemporal determinado.    Resulta desta distin&#231;&#227;o que s&#243; os enunciados da primeira categoria    &#147;correspondem &#224;s exig&#234;ncias l&#243;gicas da mec&#226;nica falsificadora&#148;    (Passeron, 1991: 378) e que por defini&#231;&#227;o os enunciados sociol&#243;gicos    pertencem &#224; segunda categoria. Tirando sistematicamente as consequ&#234;ncias    desta situa&#231;&#227;o, J.-C. Passeron renova a problem&#225;tica da inscri&#231;&#227;o    da sociologia nas ci&#234;ncias hist&#243;ricas. <a name="top3"></a>N&#227;o    conclui, recusando o &#147;dilema est&#233;ril&#148; do tudo ou nada (Passeron,    1994: 78), pela exclus&#227;o da sociologia de qualquer espa&#231;o de cientificidade,    mas sim pela constitui&#231;&#227;o de um espa&#231;o de racionalidade espec&#237;fico,    exterior aos crit&#233;rios popperianos, estabelecendo os graus de severidade    dos seus modos de protocoliza&#231;&#227;o, mas sem jamais poder pretender &#224;    culmin&#226;ncia l&#243;gica do <I>modus tollens</I>.<SUP><a href="#3">3</a></SUP>    Este espa&#231;o de racionalidade pode ser ele pr&#243;prio descrito a dois    n&#237;veis: o da diversidade das teorias emp&#237;ricas (T<SUB>2</SUB>); e    o da unicidade dos princ&#237;pios que as constituem, precisamente, como teorias    sociol&#243;gicas. Este segundo n&#237;vel &#147;transemp&#237;rico&#148;, (T<SUB>1</SUB>),    constitui um &#237;ndex, no sentido em que se pode falar em f&#237;sica de &#237;ndex    galilaico. N&#227;o &#233; <I>teoria sociol&#243;gica</I>, mas sim <I>teoria    do conhecimento sociol&#243;gico</I>. Define o &#147;campo de formula&#231;&#227;o    te&#243;rica&#148; das T<SUB>2</SUB> e foi &#224; respectiva explicita&#231;&#227;o    que os fundadores da sociologia consagraram o seu esfor&#231;o epistemol&#243;gico.    O problema, a partir da&#237;, &#233; definir para a sociologia um referencial    T<SUB>1</SUB> suficientemente aberto para aceitar a diversidade de teorias T<SUB>2</SUB>    que a hist&#243;ria da sociologia multiplicou, e suficientemente estrito para    n&#227;o aceitar uma constru&#231;&#227;o qualquer, n&#227;o importa qual, como    teoria sociol&#243;gica. <a name="top4"></a>Os quatro princ&#237;pios definidos    por J. -C. Passeron s&#227;o discut&#237;veis, nomeadamente a respeito da articula&#231;&#227;o    entre o postulado da interpreta&#231;&#227;o subjectiva de Weber-Schutz e o    princ&#237;pio durkheimiano da n&#227;o transpar&#234;ncia.<SUP><a href="#4">4</a></SUP>    O essencial, no entanto, parece-nos situar-se noutro plano. Reside na afirma&#231;&#227;o    de que o quadro de cientificidade da sociologia n&#227;o pode ser definido <I>a    priori</I> mas t&#227;o-s&#243; como resultante de uma dupla an&#225;lise, uma    an&#225;lise l&#243;gica das modalidades de conhecimento sociol&#243;gico e    uma an&#225;lise hist&#243;rica do que no seu seio &#233; reconhecido valer    como ci&#234;ncia. </P>       <P ALIGN="left"> Diferindo sobre o diagn&#243;stico do regime    de cientificidade da sociologia (popperiano ou n&#227;o popperiano), Raymond    Boudon e Jean-Claude Passeron est&#227;o pr&#243;ximos, em contrapartida, na    concep&#231;&#227;o de uma hierarquia de n&#237;veis, a qual permite subsumir    a prolifera&#231;&#227;o de teorias sob a unidade de alguns grandes paradigmas    (as teorias C, em Boudon), eles pr&#243;prios suscept&#237;veis de inscri&#231;&#227;o    numa metateoria global (a T<SUB>1</SUB> de J. -C. Passeron).    </P>     <P ALIGN="left"> Um problema, no entanto, &#233; ignorado    pelas duas an&#225;lises. Diz ele respeito &#224; pr&#243;pria pluralidade das    abordagens e dos quadros de an&#225;lise usados pelas diversas teorias. Esta    pluralidade exprime-se nas designa&#231;&#245;es que a hist&#243;ria das ci&#234;ncias    antropossociais multiplica numa esp&#233;cie de desordem permanente: funcionalismo,    estruturalismo, interaccionismo, construtivismo, etc. Podendo ser considerados    como teorias C na an&#225;lise de Raymond Boudon, n&#227;o sendo especificamente    tomados em conta na an&#225;lise de Jean-Claude Passeron, pode avaliar-se a    import&#226;ncia destes quadros de an&#225;lise quando se repara que eles, n&#227;o    s&#243; s&#227;o relativamente independentes das teorias entendidas como sistemas    de conceitos e conjuntos de proposi&#231;&#245;es, mas s&#227;o suscept&#237;veis    de induzir nelas inflex&#245;es e leituras diferentes: por exemplo, o marxismo    e a psican&#225;lise, duas &#147;armaduras conceptuais&#148; (Valade, 1996:    435) dominantes no s&#233;culo XX, puderam ser interpretados de um ponto de    vista sucessivamente mecanicista, funcionalista, hermen&#234;utico, estruturalista    e at&#233; accionalista, sem que os seus termos fossem modificados. Ora, designando    cada um deles programas ou conjuntos de programas de an&#225;lise, esses termos    tendem a definir abordagens <I>incomensur&#225;veis</I> entre si, pela pr&#243;pria    l&#243;gica de uma exposi&#231;&#227;o cujo objectivo primeiro &#233; fundar    a sua pertin&#234;ncia na distin&#231;&#227;o face a outras. Em sentido inverso,    lev&#225;mos a cabo a tentativa de uma desconstru&#231;&#227;o l&#243;gica das    diversas abordagens significativas em sociologia (Berthelot, 1990). Tomando    como fio condutor o modelo de inteligibilidade promovido por cada abordagem,    cheg&#225;mos &#224; constru&#231;&#227;o de uma tabela l&#243;gica de seis    esquemas, dotados das seguintes propriedades: especificidade l&#243;gica de    cada esquema, identific&#225;vel com uma forma l&#243;gica determinada; passagem    poss&#237;vel de um esquema a outro, atrav&#233;s de um jogo de tradu&#231;&#245;es    e de neutraliza&#231;&#245;es invalidando a tese da incomensurabilidade; especifica&#231;&#227;o    de cada esquema em programas particulares, tendo o mesmo n&#250;cleo de inteligibilidade    fundamental mas separando-se quanto a axiomas auxiliares; inscri&#231;&#227;o,    enfim, destas diferentes abordagens num espa&#231;o comum mas bidimensional    da prova, privilegiando num p&#243;lo a pertin&#234;ncia sem&#226;ntica e no    outro a verifica&#231;&#227;o emp&#237;rica. </P>       <P ALIGN="left"> Este tipo de an&#225;lise &#233; completamente    congruente com os dois antes apresentados, de Raymond Boudon e Jean-Claude Passeron:    os dois crit&#233;rios weberianos da adequa&#231;&#227;o causal e da adequa&#231;&#227;o    significativa (Weber, 1904-1917, 1922) definem uma teoria cient&#237;fica para    Raymond Boudon, podem ser inscritos, de forma algo mais matizada no que toca    ao segundo, nas T<SUB>1</SUB> de Jean-Claude Passeron,    delimitam enfim o espa&#231;o da prova no nosso caso. A articula&#231;&#227;o,    nas teorias T<SUB>2</SUB> de Jean-Claude Passeron, dos diversos n&#237;veis    distinguidos por Raymond Boudon &#233; paralela ao jogo dos esquemas e da sua    especifica&#231;&#227;o em programas na an&#225;lise que propusemos. Esta congru&#234;ncia,    para l&#225; das diferen&#231;as que separam os autores, permite responder &#224;    quest&#227;o inicial: o pluralismo <I>de facto</I> que a sociologia revela n&#227;o    fragiliza as suas pretens&#245;es iniciais &#224; cientificidade. Em contrapartida,    coloca tr&#234;s problemas: o da depura&#231;&#227;o das diversas abordagens    da sua ganga terminol&#243;gica e da sua ret&#243;rica de exposi&#231;&#227;o    que, com demasiada frequ&#234;ncia, tendem a transformar os seus discursos em    m&#225;quinas de guerra; o da determina&#231;&#227;o de crit&#233;rios que permitam,    para diversas teorias relevando de abordagens diferentes, operar um confronto    regulado conducente a uma esp&#233;cie de balan&#231;o cognitivo, destacando    os contributos e as falhas de cada uma e incentivando a ultrapassar estas &#250;ltimas;    enfim, o da determina&#231;&#227;o do modo de cientificidade pr&#243;prio da    sociologia. Sobre este ponto, a refer&#234;ncia popperiana estabelece uma linha    de clivagem determinante entre duas apreens&#245;es do racionalismo.    </P>     <P ALIGN="left"> Estas tr&#234;s quest&#245;es podem resumir-se    numa s&#243;, t&#227;o mais actual quanto se est&#225; em tempo de balan&#231;os:    de que cumulatividade &#233; capaz a sociologia? A resposta a esta quest&#227;o    exige, parece-nos, um argumento n&#227;o s&#243; l&#243;gico mas hist&#243;rico.    </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>A dial&#233;ctica da pluraliza&#231;&#227;o e da redu&#231;&#227;o</B>  </P>     <P ALIGN="left"> As tentativas para reconduzir a diversidade    das constru&#231;&#245;es sociol&#243;gicas a uma organiza&#231;&#227;o l&#243;gica    subjacente, trate-se de teorias, de &#147;paradigmas&#148;, de esquemas de an&#225;lise    ou de programas, chocam frequentemente com o cepticismo mais ou menos vincado    da comunidade sociol&#243;gica. Esta parece estar sempre em busca de novos pontos    de vista pertinentes e sempre pronta a imputar ao trabalho de racionaliza&#231;&#227;o    inten&#231;&#245;es e efeitos normalizadores. O r&#243;tulo de <I>anarquismo    metodol&#243;gico</I> dado por Feyerabend &#224;s suas posi&#231;&#245;es indica    como a assimila&#231;&#227;o de uma redu&#231;&#227;o anal&#237;tica a uma imposi&#231;&#227;o    arbitr&#225;ria pode facilmente ser feita. O debate entre internacionaliza&#231;&#227;o    e indigeniza&#231;&#227;o, qualquer outro fundamento que tenha, &#233; igualmente    uma manifesta&#231;&#227;o deste mecanismo. Ora a redu&#231;&#227;o anal&#237;tica    inscreve-se numa verdadeira dial&#233;ctica hist&#243;rica em que a prolifera&#231;&#227;o    de novas abordagens, associadas &#224; descoberta de novos enigmas ou problemas,    engendra por sua vez processos de decanta&#231;&#227;o e de filtragem, aos quais    sucedem novas cria&#231;&#245;es e nova fragmenta&#231;&#227;o. O jogo de fertiliza&#231;&#227;o    rec&#237;proca entre teorias A, B, C evocado por Raymond Boudon &#233;, em simult&#226;neo,    um jogo de decanta&#231;&#227;o hist&#243;rica. Avan&#231;amos a tese de que    o estudo deste processo, mobilizando de maneira positiva a hist&#243;ria e a    sociologia da ci&#234;ncia, pode concorrer de forma decisiva para a determina&#231;&#227;o    do regime de cientificidade da disciplina e esclarecer as modalidades de uma    cumulatividade que n&#227;o pode ser do mesmo tipo do que a presente nas ci&#234;ncias    da natureza. </P>       <P ALIGN="left"> A mem&#243;ria das disciplinas exerce-se    de modo diferente consoante elas sejam constitu&#237;das ou n&#227;o por teorias    matematizadas. No caso das ci&#234;ncias f&#237;sicas, por maioria de raz&#227;o    das matem&#225;ticas, o passado inscreve-se no presente sob a forma de <I>tradu&#231;&#227;o</I>:    a cada passo da disciplina, a linguagem mais contempor&#226;nea recupera e depura    os resultados anteriores inscrevendo-os numa sistematicidade ao mesmo tempo    mais ampla e mais aguda. O passado disciplinar, n&#227;o na especificidade da    sua historicidade &#151; o contexto de produ&#231;&#227;o do resultado &#151;,    mas na universalidade dial&#233;ctica &#151; porque sem cessar recolocada sob    an&#225;lise &#151; dos conte&#250;dos racionais elaborados, est&#225; sempre    activo no presente. Inscreve-se na linguagem, nos procedimentos de c&#225;lculo,    nos instrumentos de experimenta&#231;&#227;o. Incorpora-se no horizonte de trabalho    actual de cada um. Nas ci&#234;ncias humanas, as coisas passam-se de maneira    muito diferente. A l&#237;ngua natural que elas usam impossibilita que, na utiliza&#231;&#227;o    deste ou daquele conceito, se leiam imediatamente os estratos sucessivos da    sua elabora&#231;&#227;o hist&#243;rica. Estes n&#227;o resultam duma depura&#231;&#227;o    lenta, de uma &#147;percola&#231;&#227;o&#148; (Serres, 1993), como nas matem&#225;ticas,    mas do jogo indefinido das denota&#231;&#245;es e das conota&#231;&#245;es.    A mem&#243;ria disciplinar exerce-se ent&#227;o, n&#227;o de maneira imediata    e incorporada, mas de modo disjunto, por lembran&#231;as e refer&#234;ncias.    Disso &#233; caso exemplar a sociologia, de que se pode mostrar, em compara&#231;&#227;o    com a antropologia, a hist&#243;ria ou a economia, que &#233; a menos sujeita    a constrangimentos textuais fortes (Berthelot, 1996). Acumula&#231;&#227;o recorrente    e ritual de regressos dispersos e por vezes interessados ao passado, mais numa    preocupa&#231;&#227;o de legitima&#231;&#227;o do que de an&#225;lise, assim    parece funcionar a mem&#243;ria sociol&#243;gica, a qual importa distinguir    de todo em todo da hist&#243;ria da sociologia. </P>     <P ALIGN="left"> Este funcionamento da mem&#243;ria pode    tamb&#233;m concorrer para uma desvaloriza&#231;&#227;o radical da sociologia.    Os positivistas estritos ver&#227;o nele a marca incontest&#225;vel da incoer&#234;ncia    epist&#233;mica da disciplina. Os relativistas poder&#227;o facilmente evocar    essa multiplicidade irredut&#237;vel dos pontos de vista e das refer&#234;ncias;    os mais ir&#243;nicos far&#227;o mesmo notar que qualquer &#147;indigeniza&#231;&#227;o&#148;    constitui uma esp&#233;cie de relativismo ao quadrado, pelo cruzamento de refer&#234;ncias    locais com refer&#234;ncias internacionais, elas pr&#243;prias seleccionadas    segundo o jogo das &#225;reas de influ&#234;ncia lingu&#237;sticas. A &#147;corrente    cient&#237;fica&#148; evocada por Raymond Boudon para refutar o cepticismo envolvente    poder&#225; nesse sentido aparecer bem estreita e fr&#225;gil. </P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Ora, pelo contr&#225;rio, acontece que,    se o funcionamento quotidiano da mem&#243;ria disciplinar no trabalho habitual    dos soci&#243;logos pode parecer levar &#225;gua ao moinho relativista, a concretiza&#231;&#227;o    de uma hist&#243;ria racional da disciplina recusa-o t&#227;o fortemente quanto    a an&#225;lise l&#243;gica referida na parte precedente. </P>     <P ALIGN="left"> A hist&#243;ria das disciplinas tem o m&#233;rito    de constituir as respectivas mem&#243;rias como um misto irredut&#237;vel de    preserva&#231;&#227;o e de idealiza&#231;&#227;o do passado. Tem, ali&#225;s,    a vantagem decisiva de reduzir a dist&#226;ncia entre as diversas ci&#234;ncias,    de p&#244;r em evid&#234;ncia os mecanismos comuns da sua constitui&#231;&#227;o,    de sugerir aproxima&#231;&#245;es in&#233;ditas. Assim, se as ci&#234;ncias    matematizadas e as pr&#243;prias matem&#225;ticas podem sugerir, em virtude    dos seus processos de incorpora&#231;&#227;o e de reescrita permanente, a ideia    de um desenvolvimento linear, mesmo que quebrado por saltos que constituem mudan&#231;as    de epistemologia (Bachelard, 1934) ou de paradigma (Kuhn, 1962), a sua hist&#243;ria,    ao inv&#233;s, revela a textura espessa de continuidades e descontinuidades,    de recorr&#234;ncias e revers&#245;es, de complexifica&#231;&#245;es e depura&#231;&#245;es,    pelas quais, pelo menos em geometria, se constr&#243;i um universal (Serres,    1993). </P>     <P ALIGN="left"> A sociologia &#233; suscept&#237;vel do    mesmo esclarecimento pela hist&#243;ria. Esta permite, ao mesmo tempo, complexificar    cada momento, revelar-lhe as determinantes m&#250;ltiplas, sociais, culturais,    pol&#237;ticas, cient&#237;ficas, institucionais, at&#233; mesmo biogr&#225;ficas    (Fournier, 1994), e captar as filia&#231;&#245;es profundas, a depura&#231;&#227;o    progressiva de grandes tend&#234;ncias explicativas ou de grandes pontos de    vista anal&#237;ticos. &#201; poss&#237;vel assim, cem anos depois das <I>R&#232;gles    de la M&#233;thode Sociologique</I>, fazer o balan&#231;o duma recep&#231;&#227;o    contrastada do texto (Borlandi e Muchielli, 1996; Cuin, 1997) e localizar, atrav&#233;s    das conjunturas sucessivas da sua leitura, a liberta&#231;&#227;o, relativamente    &#224; ganga terminol&#243;gica do fim do s&#233;culo XIX que o envolvia, do    programa causalista e experimentalista em sociologia (Berthelot, 1995). Tr&#234;s    mecanismos entrela&#231;ados, caracter&#237;sticos da constitui&#231;&#227;o    da sociologia como ci&#234;ncia ao longo do tempo, podem assim ser identificados.    </P>     <P ALIGN="left"> O primeiro &#233; um mecanismo de prolifera&#231;&#227;o-redu&#231;&#227;o:    cada conjuntura da hist&#243;ria da sociologia aparece sempre, &#224; leitura    hist&#243;rica, como de uma complexidade infinitamente maior do que aquilo de    que a mem&#243;ria da disciplina tinha conservado tra&#231;os. O grupo da <I>Ann&#233;e    Sociologique</I> n&#227;o &#233; um conjunto de antigos disc&#237;pulos &#224;s    ordens do mestre. Junta um complexo de individualidades diferentes, inscritas    &#233; certo em redes de proximidade e transac&#231;&#227;o (Besnard, 1979),    mas em que a ades&#227;o a um projecto colectivo passa pela complexidade singular    das convic&#231;&#245;es e pela troca reiterada de argumentos (Vogt, 1979; Berthelot,    1995). Se a nascente sociologia alem&#227; teve dificuldades em se constituir    como disciplina aut&#243;noma devido &#224;s suas ra&#237;zes intelectuais,    soube rapidamente, gra&#231;as &#224; funda&#231;&#227;o da <I>Deutsche Gesellschaft    fur Soziologie</I>, em 1909, e &#224; institui&#231;&#227;o regular das <I>Soziologentagen</I>,    constituir um meio de trocas particularmente rico e diversificado (K&#228;sler,    1984). O conflito entre os &#147;qualitativistas&#148; da escola de Chicago    e os &#147;operacionalistas&#148; da escola de Columbia que, entre as duas guerras,    p&#244;s em crise a <I>American Association of Sociology</I>, esteve longe de    opor frontalmente dois departamentos rigidificados no seu antagonismo. A escola    de Chicago manifestou, pelo contr&#225;rio, tanto institucionalmente como cientificamente,    uma preocupa&#231;&#227;o permanente de abertura &#224; diversidade dos m&#233;todos    (Bulmer, 1984). Do mesmo modo, as conex&#245;es entre quadro te&#243;rico e    t&#233;cnica de pesquisa, com frequ&#234;ncia reduzidas de maneira apressada    a uma esp&#233;cie de implica&#231;&#227;o l&#243;gica, revelam-se no plano    hist&#243;rico de uma complexidade bastante maior, como mostra Jennifer Platt    para o funcionalismo e o inqu&#233;rito <I>standard</I> (1986). Perante esta    multiplicidade de rostos que a sociologia sempre apresenta, torna-se poss&#237;vel    compreender o papel da <I>redu&#231;&#227;o anal&#237;tica</I> das diferen&#231;as    representado pelas diversas grandes obras te&#243;ricas ou program&#225;ticas    que entrela&#231;am a sua hist&#243;ria. Pode defender-se a tese de que elas    ocupam, estruturalmente, o mesmo lugar que as obras equivalentes nas disciplinas    das ci&#234;ncias da natureza. O seu efeito, no entanto, &#233; diferente. Enquanto    que, nestas &#250;ltimas, definem um novo patamar de abstrac&#231;&#227;o e    de recomposi&#231;&#227;o lingu&#237;stica, em sociologia apenas constituem    um momento de fixa&#231;&#227;o e de cristaliza&#231;&#227;o, num processo ininterrupto    de diferencia&#231;&#227;o. </P>       <P ALIGN="left"> O mecanismo de prolifera&#231;&#227;o-redu&#231;&#227;o,    qualquer que seja a for&#231;a das obras que, a dada altura do desenvolvimento    da disciplina, entendem canalis&#225;-lo e control&#225;-lo, aparece sempre,    simultaneamente, como um mecanismo de redu&#231;&#227;o-prolifera&#231;&#227;o:    a delimita&#231;&#227;o provis&#243;ria do que pode contar, n&#227;o como teoria    privilegiada, mas como paradigma, no sentido que lhe &#233; dado por Raymond    Boudon na tipologia que prop&#245;e, n&#227;o leva apenas a precisar e a fundamentar    os quadros de an&#225;lise de um programa existindo anteriormente em estado    disperso. Torna poss&#237;vel ao mesmo tempo a contesta&#231;&#227;o, pondo    a nu os postulados em que se sustenta. Se, no seguimento de Lakatos, considerarmos    que as grandes vias de an&#225;lise sociol&#243;gica constituem programas e    se, na continuidade do que foi lembrado acima, remetermos estes para grandes    esquemas anal&#237;ticos, ent&#227;o o jogo de protec&#231;&#227;o de um programa    pela cortina de hip&#243;teses auxiliares &#233; tanto menos eficaz em sociologia    quanto o veredicto da experi&#234;ncia &#233; nela mais amb&#237;guo. Uma obra    forte fixa e depura um programa. N&#227;o reduz a diversidade program&#225;tica,    mas desloca o palco de confronta&#231;&#227;o. Pode-se encontrar um exemplo    recente no debate Coleman-Sewell sobre as rela&#231;&#245;es entre os n&#237;veis    micro e macro na explica&#231;&#227;o sociol&#243;gica (Coleman, 1986, 1988;    Sewell, 1988). </P>     <P ALIGN="left"> Esta persist&#234;ncia da pluralidade,    inscrita numa verdadeira dial&#233;ctica da pluraliza&#231;&#227;o e da redu&#231;&#227;o,    pode dar de novo alimento ao relativismo se nos contentarmos em estabelecer    tal constata&#231;&#227;o ou em fazer o respectivo invent&#225;rio. Defendemos,    em contrapartida, que essa persist&#234;ncia manifesta em profundidade um mecanismo    de <I>decanta&#231;&#227;o</I> a longo prazo do n&#250;cleo racional das diversas    abordagens sociol&#243;gicas, hom&#243;logo ao mecanismo de filtragem e de percola&#231;&#227;o    de que fala Michel Serres a prop&#243;sito da geometria. Atrav&#233;s da diversidade    das ocorr&#234;ncias singulares e da multiplica&#231;&#227;o dos terrenos de    an&#225;lise, por tr&#225;s das oposi&#231;&#245;es entre um universalismo sempre    provis&#243;rio e as situa&#231;&#245;es inscritas na singularidade de uma hist&#243;ria    e de uma cultura, tornam-se progressivamente vis&#237;veis as articula&#231;&#245;es    e as codifica&#231;&#245;es conceptuais para aqu&#233;m das quais j&#225; n&#227;o    &#233; poss&#237;vel retroceder: do organicismo proliferante no s&#233;culo    XIX ao paradigma funcional estabelecido por Merton, do causalismo ainda impregnado    de metaf&#237;sica de Durkheim aos modelos da an&#225;lise causal moderna, do    individualismo metodol&#243;gico do in&#237;cio do s&#233;culo XX &#224; sua    tematiza&#231;&#227;o por Coleman ou Boudon, realiza-se um verdadeiro progresso    de conhecimento. </P>       <P ALIGN="left"> &#201; certo que este n&#227;o tem a amplitude    dos grandes &#234;xitos cient&#237;ficos m&#237;ticos. Mas n&#227;o chegar&#225;    para provar que, um s&#233;culo depois, a sociologia se ateve, pelo menos no    essencial, ao seu contrato: construir um projecto de cientificidade de longa    dura&#231;&#227;o sujeito &#224; verifica&#231;&#227;o do real? </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Conclus&#227;o</B> </P>     <P ALIGN="left"> Esta constru&#231;&#227;o &#233;, afinal, um teste &#224; pr&#243;pria    cientificidade. As diversas discuss&#245;es de que nos fizemos eco s&#227;o    por vezes marcadas pelo primado de um extremismo disjuntivo pronto a recusar    a validade de uma constru&#231;&#227;o ou de uma proposi&#231;&#227;o em nome    de um princ&#237;pio impl&#237;cito de tudo ou nada (Boudon, 1995a). Este princ&#237;pio    pode, no caso de certas reivindica&#231;&#245;es identit&#225;rias, ser instrumento    de boa causa e justificar-se. Est&#225;-se ent&#227;o na ordem do debate pol&#237;tico,    n&#227;o na da avalia&#231;&#227;o epistemol&#243;gica. Esta &#233; ao mesmo    tempo mais rigorosa e mais subtil. Requer que seja delimitado o regime de conhecimento    pr&#243;prio de uma disciplina e que seja compreendida a dial&#233;ctica hist&#243;rica    da constitui&#231;&#227;o do racional no seu seio. Tal como os trabalhos fundamentais    em hist&#243;ria das ci&#234;ncas de Koyr&#233;, de Bachelard, de Blanch&#233;    ou de Holton n&#227;o invalidaram a natureza dos conhecimentos da f&#237;sica    cl&#225;ssica ao revelarem o seu pano de fundo metaf&#237;sico ou simb&#243;lico,    tamb&#233;m o pluralismo recorrente da sociologia n&#227;o &#233; argumento    para qualquer relativismo que seja. Precisa, pelo contr&#225;rio, de ser descrito    e analisado tanto pelos meios da investiga&#231;&#227;o hist&#243;rica como    da an&#225;lise l&#243;gica a fim de que seja posto em evid&#234;ncia o regime    de cientificidade da sociologia. A oposi&#231;&#227;o entre popperianismo e    n&#227;o-popperianismo, por mais argumentada que seja, n&#227;o nos parece pertinente    na medida em que postula que o popperianismo estrito constitui uma descri&#231;&#227;o    satisfat&#243;ria da actividade das ci&#234;ncias naturais, o que est&#225;    longe de ser unanimemente aceite (Lakatos, 1970; Robert, 1993). Ao inv&#233;s,    conceber a sociologia como um esfor&#231;o de descri&#231;&#227;o reflectida    do mundo social, de resolu&#231;&#227;o de enigmas, de elucida&#231;&#227;o    de mecanismos constitutivos, de aferi&#231;&#227;o de esquemas interpretativos,    permite definir um vector epistemol&#243;gico comum, irredut&#237;vel sem d&#250;vida    a uma unifica&#231;&#227;o te&#243;rica, mas suficiente para circunscrever um    espa&#231;o de problematiza&#231;&#227;o partilhado. Aprofundar esse espa&#231;o    pela depura&#231;&#227;o e pela compara&#231;&#227;o regulada dos grandes programas    da sociologia, favorecer os modos de cumulatividade cr&#237;tica procedendo,    n&#227;o por simples adi&#231;&#227;o ou integra&#231;&#227;o, mas por indexa&#231;&#227;o    clara dos resultados a referenciais confront&#225;veis, constituem sem d&#250;vida    tarefas comuns que cem anos de sociologia legam &#224;queles que, actualmente,    continuam a reclamar-se do objectivo por ela visado desde in&#237;cio. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> [Tradu&#231;&#227;o de Ant&#243;nio Firmino    da Costa] </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>       <P ALIGN="left"> <B>Notas</B> </P>     <P ALIGN="left"> <a name="1"></a><a href="#top1">1</a> Uma primeira vers&#227;o    deste artigo foi publicada, em franc&#234;s, na revista <I>Sociologie et Soci&#233;t&#233;s</I>,    XXX (1), 1998. </P>     <P ALIGN="left"> <a name="2"></a><a href="#top2">2</a> Estas contradi&#231;&#245;es    engendram, a par de obras de funda&#231;&#227;o, os seus pr&#243;prios debates.    Encontram-se disso ecos n&#237;tidos na literatura dos &#250;ltimos dez anos,    por exemplo a prop&#243;sito dos n&#237;veis pertinentes da explica&#231;&#227;o    sociol&#243;gica e da rela&#231;&#227;o entre micro e macro (Coleman, 1986;    Sewell, 1988), ou a prop&#243;sito das rela&#231;&#245;es entre actores e estruturas,    por exemplo no debate estabelecido ao longo dos n&#250;meros da <I>Revue Suisse    de Sociologie</I> publicados entre 1992, 18 (1) e 1994, 20 (2). </P>     <P ALIGN="left"> <a name="3"></a><a href="#top3">3</a> O <I>modus tollens</I>,    quer dizer a lei l&#243;gica segundo a qual de <I>p</I>&#174;<I>q</I>, s&#243;    a infer&#234;ncia &#172;<I>q</I>&#174;&#172;&nbsp;<I>q </I>&#233; verdadeira,    &#233; o n&#250;cleo da tese popperiana do poder exclusivamente refutativo da    experi&#234;ncia. </P>     <P ALIGN="left"> <a name="4"></a><a href="#top4">4</a> Princ&#237;pios enunciados    desde <I>Le M&#233;tier de Sociologue</I>, de constru&#231;&#227;o do objecto,    de n&#227;o transpar&#234;ncia, de explica&#231;&#227;o do social pelo social,    ao qual se junta um princ&#237;pio de &#147;pobreza do poder de organiza&#231;&#227;o    sint&#233;tica pr&#243;prio a qualquer teoria sociol&#243;gica&#148; (Bourdieu,    Chamboredon e Passeron, 1994, 1970: 115). </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> <B>Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P ALIGN="left"> Adorno, W. e K. Popper (1969), <I>Der Positivismusstreit    in der Deustche Soziologie</I>, Darmstadt et Neuwied, Herman Luchterhand Verlag    (trad. 1979, <I>De Vienne &#224; Francfort, la Querelle Allemande des Sciences    Sociales, </I>Bruxelas, &#201;dition Complexe). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0873-6529200000020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Akiwowo, A. (1988), &#147;Universalism    and indigenization in sociological theory: introduction&#148;, <I>International    Sociology</I>, 3 (2), pp. 155-160. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0873-6529200000020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Alexander, C. J. (1995), &#147;How &#145;national&#146;    is social theory?&#148;, <I>Revue Suisse de Sociologie</I>, 21 (3), pp. 541-546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0873-6529200000020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Archer, M. (1987), &#147;Revisiting the    revival of relativism&#148;, <I>International Socioloy</I>, 2 (3), pp. 235-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0873-6529200000020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Archer, M. (1991), &#147;Sociology for    one world: unity and diversity&#148;, <I>International Sociology</I>, 6 (2),    pp. 131-148. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0873-6529200000020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bachelard, G. (1934), <I>Le Nouvel Esprit    Scientifique</I>, Paris, Alcan. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0873-6529200000020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Balandier, G. (1988), <I>Le D&#233;sordre:    &#201;loge du Mouvement</I>, Paris, Fayard. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0873-6529200000020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Balandier, G. (1994), <I>Le D&#233;dale:    Pour en Finir Avec le XX</I><SUP>e </SUP>Si&#232;cle,    Paris, Fayard. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0873-6529200000020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bauman, Z. (1988), &#147;Sociology and    postmodernity&#148;, <I>The Sociological Review</I>, 36 (4), pp. 790-813. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0873-6529200000020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Berthelot, J. M. (1990), <I>L&#146;Intelligence    du Social</I>, Paris, PUF (trad. 1997, <I>A Intelig&#234;ncia Social</I>, Porto,    Res Editora). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0873-6529200000020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Berthelot, J. M. (1991), <I>La Construction    de la Sociologie</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0873-6529200000020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Berthelot, J. M. (1995), <I>1895, Durkheim:    L&#146;Av&#232;nement de la Sociologie Scientifique</I>, Toulouse, PUM. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0873-6529200000020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Berthelot, J. M. (1996), <I>Les Vertus    de L&#146;Incertitude</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0873-6529200000020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Besnard, P. (1979), &#147;La formation    de l&#146;&#233;quipe de l&#146;ann&#233;e sociologique<I>&#148;, Revue Fran&#231;aise    de Sociologie</I>, XX (1), pp. 7-31. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0873-6529200000020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bloor, D. (1976), <I>Knowledge and Social    Imaginery</I>, Londres, Rootledge (trad. 1982, <I>Sociologie de la Logique</I>,    Paris, Pandore). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0873-6529200000020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Borlandi, M. e L. Muchielli (orgs.) (1996),    <I>La Sociologie et Sa M&#233;thode: Les R&#232;gles de Durkheim un Si&#232;cle    Apr&#232;s</I>, Paris, L&#146;Harmattan. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0873-6529200000020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bottomore, T. e R. Nisbet (1978), <I>A    History of Sociological Analysis</I>, Londres, Heineman. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0873-6529200000020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Boudon, R. (org.) (1992), <I>Trait&#233;    de Sociologie</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0873-6529200000020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Boudon, R. (1994), &#147;Les deux sociologies    de la connaissance scientifique&#148;, <I>in</I> R. Boudon e M. Clavelin (orgs.),    <I>Le Relativisme Est-il R&#233;sistible?</I>, Paris, PUF, pp. 17-41. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0873-6529200000020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Boudon, R. (1995a), &#147;Sur Quelques    Aspects du Relativisme Contemporain&#148;, <I>in</I> R. Boudon, <I>Le Juste    et le Vrai</I>, Paris, Fayard, pp. 499-524. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0873-6529200000020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Boudon, R. (1995b), &#147;Valeurs universelles    et relativisme culturel&#148;, in<I> Plan&#232;te Incertaine</I> (35e Rencontres    Internationales de Gen&#232;ve), La Baconni&#232;re, pp. 240-277. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0873-6529200000020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Boudon, R. (1996), &#147;Pourquoi devenir    sociologue?&#148;, <I>Revue Fran&#231;aise de Science Politique</I>, 46 (1),    pp. 52-79. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0873-6529200000020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bourdieu P., J. C. Chamboredon e J. -C.    Passeron (1994, 1970), <I>Le M&#233;tier de Sociologue</I>, Paris-La Haye, &#233;d.    Mouton. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0873-6529200000020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bulmer, M. (1984), <I>The Chicago School    of Sociology</I>, Chicago, The University of Chicago Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0873-6529200000020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Busino, G. (1993), <I>Critiques du Savoir    Sociologique</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0873-6529200000020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1986), &#147;Social theory,    social research and a theory of action&#148;, <I>American Journal of Sociology</I>,    91 (6), pp. 1309-1335. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0873-6529200000020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1988), &#147;Actors and    actions in social history and social theory: reply to Sewell&#148;<I> American    Journal of Sociology</I>, 93 (1), pp. 172-175. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0873-6529200000020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Collins, R. (1986), &#147;Is 1980s sociology    in the doldrums?&#148;, <I>American Journal of Sociology</I>, 91 (6), pp. 1336-1355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0873-6529200000020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Collins, R. (1989), &#147;Sociology: proscience    or antiscience&#148;, <I>American Sociological Review</I>, 54 (1), pp. 124-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0873-6529200000020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Cuin, C. H. (org.) (1997), <I>Durkheim    d&#146;un Si&#232;cle &#224; l&#146;Autre: Lectures Actuelles des R&#232;gles    de la M&#233;thode Sociologique</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0873-6529200000020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Durkheim, &#201;. (1981), <I>Les</I> <I>R&#232;gles    de la M&#233;thode Sociologique</I>, Paris, PUF (20.&#170; ed.). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0873-6529200000020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Durkheim, &#201;. e M. Mauss (1903), &#147;De    quelques formes primitives de classification&#148;, <I>L'An&#233;e Sociologique</I>,    vol. 6, pp. 1-72. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0873-6529200000020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Durkheim, &#201;. (1985), <I>Les Formes    &#201;l&#233;mentaires de la Vie Religieuse</I>, Paris, PUF (7.&#170; ed.) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0873-6529200000020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Farley, J. e G. L. Geison (1974), &#147;Science,    politics and spontaneous Generation in 19<SUP>th</SUP>    century France: the Pasteur-Pouchet debate&#148;, <I>Bulletin of the History    of Medicine</I>, 48, pp. 161-198 (trad. 1991, <I>in</I> M. Callon e B. Latour    (orgs.), <I>La Science Telle Qu&#146;elle se Fait</I>, Paris, &#233;d. D&#233;couverte,    pp. 87-146. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0873-6529200000020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Fournier, M. (1994), <I>Marcel Mauss</I>,    Paris, Fayard. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0873-6529200000020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Freitag, M. (1986), <I>Dialectique et Soci&#233;t&#233;</I>,    Montr&#233;al, &#201;ditions Saint-Martin. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0873-6529200000020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gareau, F. H. (1985), &#147;The multinational    version of social science with emphasis upon the discipline of sociology&#148;,    <I>Current Sociology</I>, 33 (3), 165 p. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-6529200000020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gareau, F. H. (1988), &#147;Another type    of third world dependency: the social science&#148;, <I>International Sociology</I>,    3 (2), pp. 171-178. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0873-6529200000020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Genov, N. (1991), &#147;Internationalization    of sociology: the unfinished agenda&#148;, <I>Current Sociology</I>, 39 (1),    pp. 1-20. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-6529200000020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gurvitch, G. e W. E. Moore (1945), Twentieth    Century Sociology, Nova Iorque, Philosophical Library (trad. 1947, <I>La Sociologie    au XXe Si&#232;cle</I>, Paris, PUF). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0873-6529200000020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Habermas, J. (1972), &#147;Wahrheitstheorien&#148;,    in <I>Vorstudien und Erg&#228;nzungen zur Theorie des Kommunikativen Handelns</I>,    Francfort, Suhrkamp Verlang (trad. 1987, &#147;Th&#233;ories relatives &#224;    la v&#233;rit&#233;&#148;, in <I>Logique des Sciences Sociales et Autres Essais</I>,    Paris, PUF, pp. 275-328). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-6529200000020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Habermas, J. (1981), Theorie des Kommunicativen    Handels, Frankfurt, Suhrkamp Verlag (trad. 1987, <I>L'Agir Communicationnel</I>,    Paris, Fayard). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0873-6529200000020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hempel, C. G. (1963), &#147;Typical methods    is the social sciences&#148;, in M. Natanson (org<I>.), Philosophy of The Social    Science</I>, Random House, Nova Iorque, pp. 210-230. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0873-6529200000020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hollis, M. e S. Lukes (orgs.) (1984), <I>Rationality    and Relativism</I>, Cambridge, Massachussetts, The MIT Press (2.&#170; ed.).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0873-6529200000020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> K&#228;sler, D. (1984), <I>Die Fr&#252;he    Deutsche Soziologie, 1909-1934: Und</I> <I>Ihre Enststehungs-Milieus</I>, D&#252;sseldorf,    Westdeutscher Verlag. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-6529200000020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Kuhn, T. (1962), <I>The Structure of Scentific    Revolutions</I>, Chicago, The University of Chicago Press (trad. 1983, Paris,    Flammarion). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0873-6529200000020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Lakatos, I. (1970), &#147;Falsification    and the methodology of scientific research programmes&#148;, <I>in</I> I. Lakatos    e A. Musgrave (orgs.), <I>Criticism and the Growth of Knowledge</I>, Cambridge    (trad. 1994, <I>Histoire et M&#233;thodologie des Sciences</I>, Paris, PUF).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-6529200000020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Latour, B. (1984), <I>Les Microbes: Guerre    et Paix</I>, Paris, A. M. M&#233;taili&#233;. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0873-6529200000020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Latour, B. (1989), &#147;Pasteur et Pouchet,    h&#233;t&#233;rog&#233;n&#232;se de l&#146;histoire des sciences&#148;, <I>in</I>    M. Serres (org.), <I>&#201;l&#233;ments d&#146;Histoire des Sciences</I>, Paris,    Bordas, pp. 423-445. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-6529200000020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Levine, D. N. (1996), &#147;On the national    question in sociology&#148;, <I>Revue Suisse de Sociologie</I>, 22 (1), pp.    13-17. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0873-6529200000020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Loubser, J. J. (1988), &#147;The need for    the indigenization of social science&#148;, <I>International Sociology</I>,    3 (2), pp. 179-188. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-6529200000020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Lukes, S. (1984), &#147;Relativism in its    place&#148;, <I>in</I> M. Hollis e S. Lukes (orgs.), <I>Rationality and Relativism</I>,    Cambridge, Massachussetts, The MIT Press (2.&#170; ed.), pp.&nbsp;261-310. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0873-6529200000020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Maffesoli, M. (1985), <I>La Connaissance    Ordinaire</I>, Paris, M&#233;ridiens-Klincksieck. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0873-6529200000020000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Maffesoli, M. (1996), <I>&#201;loge de    la Raison Sensible</I>, Paris, Fayard. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0873-6529200000020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Merton, R. K. (1945), &#147;The sociology    of knowledge&#148;, <I>in</I> G. Gurvitch e W. E. Moore<I>, Twentieth Century    Sociology</I>, Nova Iorque, Philosophical Library (trad. 1947, <I>La Sociologie    au XXe Si&#232;cle</I>, Paris, PUF, pp. 377-415. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-6529200000020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> M&#252;nch, R. (1995), &#147;Geopolitics    in the guise of universalistic rethoric&#148;, <I>Revue Suisse de Sociologie</I>,    21 (3), pp. 547-555. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0873-6529200000020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Nagel, E. (1963), &#147;Problems of concept    and theory formation in the social sciences&#148;, <I>in</I> M. Natanson (org.),    <I>Philosophy of The Social Science</I>, Random House, Nova Iorque, pp. 189-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6529200000020000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Oommen, T. K. (1988), &#147;The nature    of sociological research and practice worldwide: a perspective from India&#148;,    <I>International Sociology</I>, 3 (3), pp. 309-312. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0873-6529200000020000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Park, P. (1988), &#147;Toward an emancipatory    sociology: abandoning universalism for true indigenization<I>&#148;, International    Sociology</I>, 3 (2), pp. 161-170. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-6529200000020000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Passeron, J. -C. (1991), <I>Le Raisonnement    Sociologique</I>, Paris, Fayard. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0873-6529200000020000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Passeron, J. -C. (1994), &#147;De la pluralit&#233;    th&#233;orique en sociologie&#148;, <I>Revue Europ&#233;enne des Sciences Sociales</I>,    XXXII (90), pp. 71-116. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6529200000020000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Platt, J. (1986), &#147;Functionalism and    the survey: the relation of theory and method&#148;, <I>The Sociological Review</I>,    34 (3), pp. 501-536. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0873-6529200000020000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Robert, S. (1993), <I>Les M&#233;canismes    de la D&#233;couverte Scientifique</I>, Otava, Presses de l&#146;Universit&#233;    d&#146;Ottawa. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6529200000020000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Rosenau, P. M. (1992), <I>Post-Modernism    and The Social Sciences</I>, Princeton, Princeton University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0873-6529200000020000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Sanda, M. A. (1988), &#147;In defence of    indigenization in sociological theories&#148;, <I>International Sociology</I>,    3 (2), pp. 189-200. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6529200000020000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Schutz, A. (1953), &#147;Common-sense and    scientific interpretation of human action&#148;, <I>Philosophy and Phenomenological    Research</I>, 14 (1), pp. 1-37 (trad. 1987, <I>in</I> A. Schutz<I>, Le Chercheur    et le Quotidien</I>, Paris, M&#233;ridiens Klincksieck, pp. 7-63. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0873-6529200000020000600066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Schutz, A. (1963), &#147;Concept and theory    formation in the social science&#148;, <I>in</I> M. Natanson (org.), <I>Philosophy    of The Social Science</I>, Random House, Nova Iorque, pp. 230-249 (trad. 1987,    <I>in</I>. A. Schutz, <I>Le Chercheur et le Quotidien</I>, Paris, M&#233;ridiens    Klincksieck, pp. 65-88. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-6529200000020000600067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Seidman, S. e D. G. Wagner (1992), <I>Postmodernism    and Social Theory</I>, Cambridge, Mass., e Oxford, Blackwell. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0873-6529200000020000600068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Serres, M. (1993), <I>Les Origines de la    G&#233;om&#233;trie</I>, Paris, Flammarion. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-6529200000020000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Sewell, W. H. Jr. (1988), &#147;Theory    of action, dialectic and history: comment on Coleman&#148;, <I>American Journal    of Sociology</I>, 93 (1), pp. 166-171. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0873-6529200000020000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Smart, B. (1994), &#147;Sociology, globalization    and postmodernity: comment on the &#145;sociology for one world&#146;, thesis&#148;,    <I>International Sociology</I>, 9 (2), pp. 149-160. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-6529200000020000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Smelser, N. J. (1991), &#147;Problematics    in the internationalization of social science knowledge&#148;, <I>Current Sociology</I>,    39 (1), pp. 21-46. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0873-6529200000020000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Sztompka, P. (1988), &#147;Conceptual frameworks    in comparative inquiry: divergent or convergent?&#148;, <I>International Sociology</I>,    3 (3), 207-218. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-6529200000020000600073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Tiryakian, E. A. (1986), &#147;Sociology&#146;s    great leap forward: the challenge of internationalization&#148;, <I>International    Sociology</I>, 1 (2), pp. 155-171. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0873-6529200000020000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Touraine, A. (1992), <I>Critique de la    Modernit&#233;</I>, Paris, Fayard. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-6529200000020000600075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Turner, B. S. (1996), &#147;Sociological    theory in the tension between globalization and localization&#148;, <I>Revue    Suisse de Sociologie</I>, 22 (1), pp. 19-23. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0873-6529200000020000600076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Valade, B. (1996), <I>Introdution aux Sciences    Sociales</I>, Paris, PUF. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-6529200000020000600077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Vogt, W. P. (1979), &#147;Un durkheimien    ambivalent: Celestin Bougl&#233;, 1870-1940&quot;, <I>Revue Fran&#231;aise de    Sociologie</I>, XX (1), pp. 123-140. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0873-6529200000020000600078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Wallace, W. L. (1988), &#147;Toward a disciplinary    matrix in sociology&#148;, <I>in</I> N. J. Smelser (org.), <I>Handbook of Sociology</I>,    Londres, Sage Publications, pp. 23-75. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-6529200000020000600079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Weber, M. (1904-1917), <I>Gesammelte Aufs&#228;tze    zur Wissenschfslehre</I> (trad. 1965, <I>Essais sur la Th&#233;orie de la Science</I>,    Paris, Plon). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0873-6529200000020000600080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Weber, M. (1905), <I>Die Protestantiche    Ethik Und des &#145;Geist&#146; des Kapitalismus</I> (trad. 1967, <I>L&#146;&#201;thique    Protestante et L&#146;Esprit du Capitalisme</I>, Paris, Plon). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-6529200000020000600081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Weber, M. (1922), <I>Wirtschft Und Gesellschaft</I>    (trad. 1971, <I>&#201;conomie et Soci&#233;t&#233;</I>, Paris, Plon). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0873-6529200000020000600082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="back"></a> <a href="#top">*</a> Jean Michel Berthelot.    Universit&#233; de Paris V, Sorbonne. LEMTAS. 12, rue Cujas. 75230 Paris, Cedex    05, France. </p>       ]]></body><back>
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