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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Capital social: origens e aplicações na sociologia contemporânea]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Controlo social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="left"> <B><a name="top"></a>CAPITAL SOCIAL: ORIGENS E APLICA&#199;&#213;ES    NA SOCIOLOGIA CONTEMPOR&#194;NEA</B> </P>      <P ALIGN="left"> <I>Alejandro Portes<a href="#back">*</a></I> </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <U>Resumo</U> Neste artigo examinamos as    origens e as defini&#231;&#245;es do conceito de capital social nas obras de    Bourdieu, Loury e Coleman, entre outros, e distinguimos quatro fontes de capital    social, cujas din&#226;micas exploramos. As aplica&#231;&#245;es do conceito    na bibliografia sociol&#243;gica sublinham o seu papel no controlo social, no    apoio familiar e nos benef&#237;cios mediados por redes extrafamiliares. Apresentamos    exemplos de cada uma destas fun&#231;&#245;es positivas. As consequ&#234;ncias    negativas do mesmo processo merecem tamb&#233;m aten&#231;&#227;o, procurando-se    oferecer uma imagem equilibrada das for&#231;as em jogo, sendo analisadas e    ilustradas com exemplos relevantes quatro dessas consequ&#234;ncias. Trabalhos    recentes sobre o capital social alargaram o &#226;mbito do conceito, inicialmente    definido como um recurso individual, para designar uma caracter&#237;stica de    comunidades e mesmo de na&#231;&#245;es. Nas sec&#231;&#245;es finais do artigo    descrevemos este alargamento conceptual e examinamos as suas limita&#231;&#245;es.    Sustentamos que o capital social, designa&#231;&#227;o estenogr&#225;fica das    consequ&#234;ncias positivas da sociabilidade, ocupa um lugar bem definido na    teoria sociol&#243;gica; contudo, extens&#245;es excessivas do conceito podem    p&#244;r em perigo o seu valor heur&#237;stico. </P>     <P ALIGN="left"> <U>Palavras-chave</U> Controlo social,    apoio familiar, redes, sociabilidade. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Introdu&#231;&#227;o</B> </P>     <p align="left"><a name="top1"></a>Entre as exporta&#231;&#245;es da teoria sociol&#243;gica    para a linguagem quotidiana o conceito de capital social foi, nos &#250;ltimos    anos, uma das mais utilizadas.<SUP><a href="#1">1</a> </SUP>Disseminado por    diversas publica&#231;&#245;es orientadas para a defini&#231;&#227;o de pol&#237;ticas    e por revistas de grande circula&#231;&#227;o, o capital social evoluiu para    algo como uma panaceia para todas as enfermidades que afectam a sociedade, nos    Estados Unidos e no estrangeiro. Tal como outros conceitos sociol&#243;gicos    que percorreram um caminho semelhante, o sentido original do termo e o seu valor    heur&#237;stico t&#234;m vindo a ser severamente postos &#224; prova por estas    aplica&#231;&#245;es cada vez mais diversificadas. Como no caso desses conceitos    anteriores, aproximamo-nos do ponto em que o capital social acabar&#225; por    ser aplicado a tantos eventos e em contextos t&#227;o diferentes que perder&#225;    qualquer significado espec&#237;fico. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> No entanto, apesar da sua vulgariza&#231;&#227;o,    o termo n&#227;o incorpora qualquer ideia verdadeiramente nova para os soci&#243;logos:    que o envolvimento e a participa&#231;&#227;o em grupos pode ter consequ&#234;ncias    positivas para o indiv&#237;duo e para a comunidade &#233; uma no&#231;&#227;o    corrente, remontando a Durkheim e &#224; sua insist&#234;ncia na vida em grupo    enquanto ant&#237;doto para a anomia e a autodestrui&#231;&#227;o, e &#224;    distin&#231;&#227;o efectuada por Marx entre uma &#147;classe em si&#148; atomizada    e uma &#147;classe para si&#148; mobilizada e eficaz. Neste sentido, o termo    capital social limita-se a recuperar uma ideia presente desde os prim&#243;rdios    da disciplina; reconstituir o contexto intelectual do conceito at&#233; aos    tempos cl&#225;ssicos equivaleria a fazer uma revis&#227;o das mais importantes    fontes da sociologia do s&#233;culo XIX. Semelhante exerc&#237;cio n&#227;o    permitiria, contudo, revelar a raz&#227;o de esta ideia ter vingado nos anos    mais recentes, nem por que motivo sobre ela se acumulou um vasto conjunto de    implica&#231;&#245;es pol&#237;ticas.</P>      <P ALIGN="left"> A originalidade e o poder heur&#237;stico da no&#231;&#227;o    de capital social prov&#234;m de duas fontes: em primeiro lugar, o conceito    incide sobre as consequ&#234;ncias positivas da sociabilidade, pondo de lado    as suas caracter&#237;sticas menos atractivas; em segundo lugar, enquadra essas    consequ&#234;ncias positivas numa discuss&#227;o mais ampla acerca do capital,    chamando a aten&#231;&#227;o para o facto de que as formas n&#227;o monet&#225;rias    podem ser fontes importantes de poder e influ&#234;ncia, &#224; semelhan&#231;a    do volume da carteira de ac&#231;&#245;es ou da conta banc&#225;ria. <a name="top2"></a>A    conversibilidade potencial<SUP><a href="#2">2</a></SUP> das diversas fontes    de capital reduz a dist&#226;ncia entre as perspectivas sociol&#243;gica e econ&#243;mica,    e simultaneamente atrai a aten&#231;&#227;o dos decisores pol&#237;ticos, que    procuram solu&#231;&#245;es de ordem n&#227;o econ&#243;mica e menos onerosas    para os problemas sociais. </P>     <P ALIGN="left"> No decorrer desta an&#225;lise limito a    discuss&#227;o ao ressurgimento contempor&#226;neo da ideia, evitando assim    um longo excurso sobre os seus precursores cl&#225;ssicos. Para um p&#250;blico    composto por soci&#243;logos, ser&#225; &#243;bvio quais s&#227;o estas fontes    bem como os paralelismos entre as discuss&#245;es actuais sobre o capital social    e algumas passagens dos textos cl&#225;ssicos. Come&#231;o por passar em revista    as diferentes abordagens dos principais autores associados ao uso contempor&#226;neo    do termo. Analisarei depois os mecanismos que levam ao surgimento de capital    social e as principais aplica&#231;&#245;es na investiga&#231;&#227;o publicada.    Em seguida, examino as consequ&#234;ncias menos desej&#225;veis da sociabilidade,    normalmente deixadas na sombra pela bibliografia contempor&#226;nea sobre o    assunto. Esta discuss&#227;o procura introduzir uma certa modera&#231;&#227;o    no tom frequentemente laudat&#243;rio que rodeia o conceito, especialmente evidente    nos estudos que estenderam a sua aplica&#231;&#227;o de uma propriedade de indiv&#237;duos    e fam&#237;lias, at&#233; o considerarem caracter&#237;stica de comunidades,    de cidades e mesmo de na&#231;&#245;es. A aten&#231;&#227;o suscitada pelas    aplica&#231;&#245;es do capital social a esta escala mais ampla requer igualmente    alguma discuss&#227;o, sobretudo considerando as potenciais armadilhas desse    alargamento conceptual. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Defini&#231;&#245;es</B> </P>     <P ALIGN="left"> A primeira an&#225;lise sistem&#225;tica    contempor&#226;nea do capital social foi produzida por Pierre Bourdieu, que    definiu o conceito como &#147;o agregado dos recursos efectivos ou potenciais    ligados &#224; posse de uma rede dur&#225;vel de rela&#231;&#245;es mais ou    menos institucionalizadas de conhecimento ou reconhecimento m&#250;tuo&#148;    (Bourdieu, 1985: 248; 1980). Este tratamento inicial do conceito surgiu numas    breves &#147;Notas provis&#243;rias&#148; publicadas nas <I>Actes de la Recherche    en Sciences Sociales</I>, em 1980. Por se encontrar em franc&#234;s, o artigo    n&#227;o colheu uma aten&#231;&#227;o generalizada no mundo de l&#237;ngua inglesa;    nem, de resto, a obteve a primeira tradu&#231;&#227;o inglesa, escondida nas    p&#225;ginas de um comp&#234;ndio sobre sociologia da educa&#231;&#227;o (Bourdieu,    1985). </P>       <P ALIGN="left"> Esta falta de visibilidade &#233; lament&#225;vel,    na medida em que a an&#225;lise de Bourdieu pode ser considerada como a que    apresenta maior refinamento te&#243;rico entre aquelas que introduziram o termo    no discurso sociol&#243;gico contempor&#226;neo. O tratamento que d&#225; ao    conceito &#233; de &#237;ndole instrumental, centrando-se nos benef&#237;cios    angariados pelos indiv&#237;duos em virtude da participa&#231;&#227;o em grupos    e, na constru&#231;&#227;o deliberada de sociabilidades tendo em vista a cria&#231;&#227;o    de capital social. Na vers&#227;o original, Bourdieu chegava mesmo a afirmar    que &#147;os benef&#237;cios angariados por virtude da perten&#231;a a um grupo    s&#227;o a pr&#243;pria base em que assenta a solidariedade que os torna poss&#237;veis&#148;    (Bourdieu, 1985: 249). As redes sociais n&#227;o s&#227;o um dado natural, tendo    de ser constru&#237;das atrav&#233;s de estrat&#233;gias de investimento orientadas    para a institucionaliza&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es do grupo, utiliz&#225;veis    como fonte digna de confian&#231;a para aceder a outros benef&#237;cios. A defini&#231;&#227;o    de Bourdieu torna claro que o capital social &#233; decompon&#237;vel em dois    elementos: em primeiro lugar, a pr&#243;pria rela&#231;&#227;o social que permite    aos indiv&#237;duos reclamar o acesso a recursos na posse dos membros do grupo    e, em segundo lugar, a quantidade e a qualidade desses recursos. </P>     <P ALIGN="left"> Ao longo de toda a sua an&#225;lise, Bourdieu    acentua a conversibilidade das diversas formas de capital e a redu&#231;&#227;o,    em &#250;ltima inst&#226;ncia, de todas essas formas a capital econ&#243;mico,    definido como trabalho humano acumulado. Assim, os actores podem alcan&#231;ar,    atrav&#233;s do capital social, acesso directo a recursos econ&#243;micos (empr&#233;stimos    subsidiados, informa&#231;&#245;es de neg&#243;cios, mercados protegidos); podem    aumentar o seu capital cultural atrav&#233;s de contactos com especialistas    ou com pessoas cultas (i. e., capital cultural incorporado); ou, em alternativa,    podem filiar-se em institui&#231;&#245;es que conferem credenciais valorizadas    (i. e., capital cultural institucionalizado). </P>     <P ALIGN="left"> Por outro lado, a aquisi&#231;&#227;o de    capital social requer um investimento deliberado de recursos tanto econ&#243;micos    como culturais. Apesar de Bourdieu insistir na ideia de que os resultados da    posse de capital social e cultural s&#227;o sempre redut&#237;veis a capital    econ&#243;mico, os processos que produzem estas diferentes formas de capital    n&#227;o o s&#227;o: cada uma possui a sua pr&#243;pria din&#226;mica e, em    rela&#231;&#227;o &#224; troca econ&#243;mica, caracterizam-se por menor transpar&#234;ncia    e maior incerteza. Por exemplo, as transac&#231;&#245;es que envolvem capital    social tendem a ser caracterizadas por obriga&#231;&#245;es t&#225;citas, por    horizontes temporais incertos, e pela possibilidade de viola&#231;&#227;o das    expectativas de reciprocidade. Contudo, pela pr&#243;pria falta de clareza de    que se revestem, estas transac&#231;&#245;es podem ajudar a disfar&#231;ar aquilo    que, de outra forma, seriam puras e simples transac&#231;&#245;es de mercado    (Bourdieu, 1979; 1980). </P>     <P ALIGN="left"> Uma segunda fonte contempor&#226;nea &#233;    o trabalho do economista Glen Loury (1977; 1981), que chegou ao conceito no    contexto da sua cr&#237;tica &#224;s teorias neocl&#225;ssicas da desigualdade    racial de rendimentos e &#224;s suas implica&#231;&#245;es pol&#237;ticas. Loury    sustentou que as teorias econ&#243;micas ortodoxas eram demasiado individualistas,    ao centrarem-se exclusivamente no capital humano individual e na concep&#231;&#227;o    de um campo nivelado para a competi&#231;&#227;o assente nessas compet&#234;ncias.    Para este autor, as proibi&#231;&#245;es legais contra as prefer&#234;ncias    raciais dos empregadores e a aplica&#231;&#227;o de programas para a igualdade    de oportunidades n&#227;o bastariam para reduzir as desigualdades raciais. Segundo    Loury, estas poderiam permanecer para sempre, por duas raz&#245;es: em primeiro    lugar, a pobreza herdada dos pais negros, transmitida para os seus filhos sob    a forma de recursos materiais reduzidos e oportunidades educativas inferiores;    em segundo lugar, as rela&#231;&#245;es mais pobres dos jovens trabalhadores    negros com o mercado de trabalho e a sua falta de informa&#231;&#227;o a respeito    das oportunidades: </P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> A no&#231;&#227;o meritocr&#225;tica segundo    a qual, numa sociedade livre, cada indiv&#237;duo ascender&#225; ao n&#237;vel    definido pela sua compet&#234;ncia entra em conflito com a observa&#231;&#227;o    de que ningu&#233;m percorre esse caminho completamente s&#243;. O contexto    social em que ocorre a matura&#231;&#227;o individual condiciona fortemente    aquilo que, de outra forma, indiv&#237;duos de compet&#234;ncias equivalentes    poderiam alcan&#231;ar. Isto implica que a igualdade absoluta de oportunidades,    &#133; &#233; um ideal inalcan&#231;&#225;vel. (Loury, 1977: 176) </P>     <P ALIGN="left"> Loury citava com agrado a bibliografia    sociol&#243;gica sobre mobilidade intergeracional e heran&#231;a racial, como    ilustra&#231;&#227;o do seu argumento anti-individualista. Contudo, n&#227;o    chegou a desenvolver o conceito de capital social de modo minimamente pormenorizado.    Loury parece ter-se cruzado com a ideia no contexto da sua pol&#233;mica contra    a economia do trabalho ortodoxa, mas menciona-a uma s&#243; vez no seu artigo    original e apenas em termos muito incipientes (Loury, 1977). O conceito visava    captar as diferen&#231;as de acesso &#224;s oportunidades observadas para a    juventude minorit&#225;ria e n&#227;o minorit&#225;ria em fun&#231;&#227;o das    respectivas liga&#231;&#245;es sociais; mas n&#227;o se encontra aqui qualquer    tratamento sistem&#225;tico das suas rela&#231;&#245;es com outras formas de    capital. </P>     <P ALIGN="left"> O trabalho de Loury abriu caminho, contudo, para uma an&#225;lise    mais refinada do mesmo processo, levada a cabo por Coleman, nomeadamente no    que respeita ao papel do capital social na cria&#231;&#227;o de capital humano.    Na sua an&#225;lise inicial do conceito, Coleman acolhe a contribui&#231;&#227;o    de Loury, tal como as do economista Ben-Porath e dos soci&#243;logos Nan Lin    e Mark Granovetter. <a name="top3"></a>Curiosamente, Coleman n&#227;o menciona    Bourdieu, apesar de a sua an&#225;lise das utiliza&#231;&#245;es poss&#237;veis    do capital social para a aquisi&#231;&#227;o de credenciais educativas ser muito    pr&#243;xima da originalmente avan&#231;ada pelo soci&#243;logo franc&#234;s.<SUP><a href="#3">3</a></SUP>    Coleman definiu capital social partindo da sua fun&#231;&#227;o, como uma &#147;variedade    de entidades com dois elementos em comum: todos elas consistem num certo aspecto    das estruturas sociais e facilitam determinadas ac&#231;&#245;es dos actores    &#151; pessoas ou actores colectivos &#151; no interior da estrutura&#148; (Coleman,    1988a: S98; 1990: 302). </P>     <P ALIGN="left"> Esta defini&#231;&#227;o algo vaga abriu caminho para que v&#225;rios    processos diferentes e mesmo contradit&#243;rios passassem a ser designados    pelo termo de capital social. Coleman, ele pr&#243;prio, deu in&#237;cio a essa    prolifera&#231;&#227;o, ao incluir sob a mesma designa&#231;&#227;o alguns dos    mecanismos geradores de capital social (como as expectativas de reciprocidade    e as normas impostas pelo grupo); as consequ&#234;ncias da sua deten&#231;&#227;o    (como o acesso privilegiado a informa&#231;&#245;es); e a organiza&#231;&#227;o    social &#147;apropri&#225;vel&#148; que fornece o contexto de realiza&#231;&#227;o    tanto dos primeiros como dos segundos. Os recursos obtidos atrav&#233;s do capital    social t&#234;m, da perspectiva do receptor, o car&#225;cter de d&#225;diva.    Torna-se desta forma importante distinguir os recursos em si mesmos da capacidade    de os obter em virtude da perten&#231;a a diferentes estruturas sociais, distin&#231;&#227;o    expl&#237;cita no trabalho de Bourdieu mas obscurecida por Coleman. <a name="top4"></a>N&#227;o    distinguir capital social dos recursos adquiridos atrav&#233;s dele pode facilmente    levar a proposi&#231;&#245;es tautol&#243;gicas.<SUP><a href="#4">4</a></SUP>  </P>       <P ALIGN="left"> De igual import&#226;ncia &#233; a distin&#231;&#227;o    entre as motiva&#231;&#245;es dos benefici&#225;rios e as dos dadores em trocas    mediadas por capital social. A ambi&#231;&#227;o de aceder a recursos valorizados    por parte dos benefici&#225;rios &#233; prontamente compreens&#237;vel. Mais    complexas s&#227;o as motiva&#231;&#245;es dos dadores, a quem se requer que    tornem estes recursos dispon&#237;veis sem rendimento imediato. Estas motiva&#231;&#245;es    s&#227;o v&#225;rias e merecem ser analisadas visto constitu&#237;rem o processo    central que o conceito de capital social procura captar. Desta forma, um tratamento    sistem&#225;tico do conceito tem de distinguir: (a) os possuidores de capital    social (os que fazem as solicita&#231;&#245;es); (b) as fontes do capital social    (os que acedem &#224;s solicita&#231;&#245;es); (c) os recursos propriamente    ditos. Estes tr&#234;s elementos encontram-se muitas vezes confundidos nas discuss&#245;es    em torno do conceito a partir de Coleman, constituindo-se assim o cen&#225;rio    favor&#225;vel &#224; confus&#227;o nas utiliza&#231;&#245;es e no &#226;mbito    do termo. </P>     <P ALIGN="left"> Apesar destas limita&#231;&#245;es, os    ensaios de Coleman possuem o ineg&#225;vel m&#233;rito de introduzir e conferir    visibilidade ao conceito na sociologia americana, sublinhando a sua import&#226;ncia    na aquisi&#231;&#227;o de capital humano e identificando alguns dos mecanismos    atrav&#233;s dos quais &#233; gerado. A sua discuss&#227;o da no&#231;&#227;o    de fechamento &#233;, a este respeito, particularmente esclarecedora. Por fechamento    entende-se a exist&#234;ncia, entre um certo n&#250;mero de pessoas, de la&#231;os    suficientes para garantir a observ&#226;ncia de normas. Por exemplo, a possibilidade    de ocorr&#234;ncia de condutas il&#237;citas no interior da coesa comunidade    dos negociantes judeus de diamantes em Nova Iorque &#233; minimizada pela densidade    dos la&#231;os entre os seus membros e pela pronta amea&#231;a de ostracismo    que os violadores enfrentam. A exist&#234;ncia de uma norma t&#227;o forte &#233;    ent&#227;o apropri&#225;vel por todos os membros da comunidade, facilitando    as transac&#231;&#245;es sem recurso a inc&#243;modos contratos legais (Coleman,    1988a: S99). </P>     <P ALIGN="left"> Depois de Bourdieu, Loury e Coleman, diversas    outras an&#225;lises do capital social t&#234;m sido publicadas. Em 1990, W.    E. Baker definiu o conceito como &#147;um recurso que os actores fazem derivar    de estruturas sociais espec&#237;ficas e usam depois para a realiza&#231;&#227;o    dos seus interesses; recurso esse criado por altera&#231;&#245;es na rela&#231;&#227;o    entre actores&#148; (Baker, 1990: 619). De uma forma mais geral, M. Schiff define    o termo como &#147;o conjunto de elementos da estrutura social que afectam as    rela&#231;&#245;es entre pessoas e que s&#227;o <I>inputs</I> ou argumentos    da fun&#231;&#227;o de produ&#231;&#227;o e/ou da fun&#231;&#227;o de utilidade&#148;    (Schiff, 1992: 161). Burt v&#234; o capital social como os &#147;amigos, colegas    e contactos mais gerais atrav&#233;s dos quais acedemos a oportunidades de utiliza&#231;&#227;o    do pr&#243;prio capital financeiro ou humano&#148; (Burt, 1992: 9). Enquanto    Coleman e Loury enfatizavam a necessidade de redes densas como condi&#231;&#227;o    para a emerg&#234;ncia do capital social, Burt destaca a situa&#231;&#227;o    oposta. Na sua perspectiva, &#233; a relativa aus&#234;ncia de la&#231;os, a    que chama &#147;buracos estruturais&#148;, a facilitar a mobilidade individual,    visto que redes densas tendem a transmitir informa&#231;&#227;o redundante,    enquanto la&#231;os mais fracos se podem revelar uma fonte de novos conhecimentos    e recursos. </P>       <P ALIGN="left"> Apesar destas diferen&#231;as, os trabalhos    publicados t&#234;m revelado um crescente consenso em torno da utiliza&#231;&#227;o    do termo capital social como a capacidade de os actores garantirem benef&#237;cios    em virtude da perten&#231;a a redes sociais ou a outras estruturas sociais.    &#201; neste sentido que o conceito tem sido usado mais regularmente na investiga&#231;&#227;o    publicada, apesar de variarem muito, como veremos, as utiliza&#231;&#245;es    a que &#233; sujeito. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Fontes de capital social</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Tanto Coleman como Bourdieu sublinham a intangibilidade do capital    social, em compara&#231;&#227;o com outras formas. Enquanto o capital econ&#243;mico    se encontra nas contas banc&#225;rias e o capital humano dentro das cabe&#231;as    das pessoas, o capital social reside na estrutura das suas rela&#231;&#245;es.    Para possuir capital social, um indiv&#237;duo precisa de se relacionar com    outros, e s&#227;o estes &#151; n&#227;o o pr&#243;prio &#151; a verdadeira    fonte dos seus benef&#237;cios. Como j&#225; foi referido, a motiva&#231;&#227;o    de terceiros para tornar recursos dispon&#237;veis em termos concession&#225;rios    n&#227;o &#233; uniforme. <a name="top5"></a>A um n&#237;vel mais geral, podemos    distinguir entre motiva&#231;&#245;es altru&#237;stas<SUP><a href="#5">5</a></SUP>    e instrumentais. </P>     <P ALIGN="left"> Como exemplo do primeiro tipo, determinados    indiv&#237;duos podem pagar as suas d&#237;vidas no prazo estipulado, dar esmola    com fins caritativos e obedecer ao c&#243;digo de estrada por se sentirem na    obriga&#231;&#227;o de se comportarem de tal forma. As normas internalizadas    que tornam poss&#237;veis estes comportamentos s&#227;o ent&#227;o apropri&#225;veis,    como recursos, por terceiros. Neste caso, aqueles que det&#234;m capital social    s&#227;o os restantes membros da comunidade, que podem alargar prazos de amortiza&#231;&#245;es    sem receio de fuga ao pagamento, beneficiar de caridade privada, ou permitir    que os seus filhos brinquem na rua sem preocupa&#231;&#245;es. Coleman (1988a;    S104) refere-se a esta fonte na sua an&#225;lise de normas e san&#231;&#245;es:    &#147;normas que inibam o crime de modo eficiente permitem que se caminhe livremente    na rua de uma cidade &#224; noite e que os idosos saiam de casa sem temerem    pela sua seguran&#231;a&#148;. Como &#233; bem sabido, um excesso da import&#226;ncia    conferida a este processo de internaliza&#231;&#227;o de normas levou &#224;    concep&#231;&#227;o sobre-socializada da ac&#231;&#227;o humana em sociologia,    t&#227;o vigorosamente criticada por Wrong (1961). </P>     <P ALIGN="left"> Uma abordagem mais pr&#243;xima da vis&#227;o    subsocializada da natureza humana na economia moderna v&#234; o capital social    sobretudo como a acumula&#231;&#227;o de obriga&#231;&#245;es para com terceiros,    de acordo com a norma de reciprocidade. Nesta vers&#227;o, os dadores concedem    acesso privilegiado a recursos na expectativa de virem a ser totalmente ressarcidos    no futuro. Esta acumula&#231;&#227;o de notas de d&#237;vida sociais difere    em dois aspectos da troca puramente econ&#243;mica. Em primeiro lugar, a moeda    em que s&#227;o pagas as obriga&#231;&#245;es pode diferir daquela em que foram    contra&#237;das e pode assumir formas t&#227;o intang&#237;veis quanto a express&#227;o    de aprova&#231;&#227;o ou de lealdade. Em segundo lugar, n&#227;o &#233; especificada    uma calendariza&#231;&#227;o para o pagamento. Na verdade, se existir um calend&#225;rio    de amortiza&#231;&#245;es, a transac&#231;&#227;o &#233; mais correctamente    definida como sendo de mercado do que como uma troca mediada por capital social.    Este tratamento instrumental do termo &#233; bem familiar &#224; sociologia,    remontando &#224; an&#225;lise cl&#225;ssica da troca social efectuada por Simmel    [(1902) 1964], a obras mais recentes de Homans (1961) e Blau (1964), e aos extensos    trabalhos sobre as fontes e din&#226;micas da reciprocidade por autores da escola    da ac&#231;&#227;o racional (Schiff, 1992; Coleman, 1994). </P>       <P ALIGN="left"> Existem duas outras fontes de capital social    que se ajustam &#224; dicotomia altru&#237;sta/instrumental, mas de um modo    diferente. A primeira encontra as suas refer&#234;ncias te&#243;ricas na an&#225;lise    por Marx da emerg&#234;ncia da consci&#234;ncia de classe no proletariado industrial.    Ao serem atirados para uma situa&#231;&#227;o comum, os trabalhadores aprendem    a identificar-se uns com os outros e a apoiarem mutuamente as suas iniciativas.    Esta solidariedade n&#227;o &#233; o resultado da introjec&#231;&#227;o de normas    durante a inf&#226;ncia, mas um produto emergente de um destino comum [Marx,    (1894) 1967; Marx &amp; Engels, (1848) 1947]. Por esta raz&#227;o, as disposi&#231;&#245;es    altru&#237;stas dos actores nestas situa&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o universais,    mas confinadas aos limites da sua comunidade. Outros membros da mesma comunidade    podem ent&#227;o apropriar-se dessas disposi&#231;&#245;es e das ac&#231;&#245;es    delas derivadas como a sua fonte de capital social. </P>     <P ALIGN="left"> Solidariedade confinada &#233; o termo utilizado na bibliografia    recente para designar este mecanismo. &#201; esta a fonte de capital social    que leva membros abastados de uma confiss&#227;o religiosa a doar anonimamente    fundos para escolas religiosas e hospitais; membros de uma nacionalidade suprimida    a associarem-se voluntariamente, sob risco da pr&#243;pria vida, a actividades    militares na defesa da mesma; e prolet&#225;rios industriais a participarem    em marchas de protesto ou greves de solidariedade a companheiros seus. A identifica&#231;&#227;o    com o seu grupo de perten&#231;a, seita ou comunidade pode ser uma for&#231;a    motivacional poderosa. <a name="top6"></a>Coleman refere-se a formas extremas    deste mecanismo como &#147;zelo&#148; e define-as como ant&#237;doto efectivo    ao <I>free-riding</I><SUP><a href="#6">6</a></SUP> por parte de terceiros nos    movimentos colectivos (Coleman, 1990, 273-82; Portes &amp; Sensenbrenner, 1993).  </P>     <P ALIGN="left"> A &#250;ltima fonte de capital social mergulha    as suas ra&#237;zes cl&#225;ssicas na teoria durkheimiana da integra&#231;&#227;o    social e da capacidade de sancionamento pelos rituais de grupos [(1893) 1984].    Como no caso das trocas assentes na reciprocidade, a motiva&#231;&#227;o dos    dadores de ofertas socialmente mediadas &#233; instrumental, mas neste caso    a expectativa de ressarcimento n&#227;o assenta no conhecimento do benefici&#225;rio,    mas na inser&#231;&#227;o de ambos os actores numa estrutura social comum. O    encastramento de uma transac&#231;&#227;o numa dessas estruturas tem duas consequ&#234;ncias:    em primeiro lugar, a recompensa do dador pode n&#227;o provir directamente do    benefici&#225;rio, mas da colectividade no seu conjunto, na forma de estatuto,    de honra ou de aprova&#231;&#227;o; em segundo lugar, a pr&#243;pria colectividade    actua de forma a garantir que todas as d&#237;vidas contra&#237;das ser&#227;o    pagas. </P>     <P ALIGN="left"> Como exemplo da primeira consequ&#234;ncia,    o membro de um grupo &#233;tnico pode conceder bolsas de estudo a jovens estudantes    co-&#233;tnicos, esperando desta forma, n&#227;o o pagamento por parte dos benefici&#225;rios,    mas antes a aprova&#231;&#227;o e o estatuto no seio da colectividade. O capital    social dos estudantes n&#227;o depende do conhecimento directo do seu benfeitor,    mas da perten&#231;a ao mesmo grupo. Como exemplo do segundo efeito, um banqueiro    pode oferecer um empr&#233;stimo sem garantias a um membro da mesma comunidade    religiosa, na expectativa de pagamento, garantida pela amea&#231;a de san&#231;&#245;es    comunit&#225;rias e ostracismo. Por outras palavras, existe confian&#231;a nesta    situa&#231;&#227;o precisamente porque as obriga&#231;&#245;es s&#227;o impostas,    n&#227;o atrav&#233;s do recurso &#224; lei ou &#224; viol&#234;ncia, mas atrav&#233;s    do poder da comunidade. </P>     <P ALIGN="left">Na pr&#225;tica, estes dois efeitos da confian&#231;a exig&#237;vel    encontram-se normalmente confundidos, como no caso de algu&#233;m que presta    um favor a outro membro da comunidade na expectativa, tanto de pagamento garantido,    como da aprova&#231;&#227;o do grupo. Como fonte de capital social, a confian&#231;a    exig&#237;vel &#233; assim apropri&#225;vel tanto por dadores como por benefici&#225;rios:    para estes, facilita obviamente o acesso a recursos; para os primeiros, gera    a aprova&#231;&#227;o e facilita as transac&#231;&#245;es, visto que as protege    de condutas il&#237;citas. N&#227;o existe qualquer necessidade de advogados    para trocas comerciais subscritas por esta fonte de capital social. O lado esquerdo    da <a href="#fig1">figura 1</a> sintetiza a discuss&#227;o feita nesta sec&#231;&#227;o.    &#201; importante ter em mente estas distin&#231;&#245;es de forma a evitar    confundir motiva&#231;&#245;es altru&#237;stas e instrumentais, ou misturar    simples trocas di&#225;dicas com outras encastradas em estruturas sociais mais    vastas que garantem a sua previsibilidade e o seu curso. </P>       <p align="left"><a name="fig1"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p> <table width="580" border="0" cellspacing="5" cellpadding="5" align="center">   <tr>     <td><img src="/img/revistas/spp/n33/33a06f1.gif" width="575" height="263"></td>   </tr>   <tr>     <td><b>Figura 1</b> - Ganhos e perdas efectivas e potenciais em transac&ccedil;&otilde;es        mediadas pelo capital social</td>   </tr> </table>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Os efeitos do capital social: investiga&#231;&#245;es recentes</B>  </P>     <P ALIGN="left"> Tal como as fontes, tamb&#233;m as consequ&#234;ncias do capital    social s&#227;o diversas. <a name="top7"></a>As investiga&#231;&#245;es publicadas    incluem aplica&#231;&#245;es do conceito como vari&#225;vel explicativa, entre    outras coisas, do abandono escolar e do desempenho acad&#233;mico, do desenvolvimento    intelectual infantil, das modalidades de acesso ao emprego e da mobilidade profissional,    da delinqu&#234;ncia juvenil e da sua preven&#231;&#227;o, e das iniciativas    empresariais &#233;tnicas e de imigrantes.<SUP><a href="#7">7</a></SUP><a href="#7">    </a>A diversidade de efeitos ultrapassa o vasto conjunto de vari&#225;veis dependentes    espec&#237;ficas a que o capital social tem sido associado; inclui tamb&#233;m    o tipo de consequ&#234;ncias esperadas e o seu significado. Uma recens&#227;o    da bibliografia permite distinguir tr&#234;s fun&#231;&#245;es b&#225;sicas    do capital social, aplic&#225;veis a uma variedade de contextos: (a) como fonte    de controlo social; (b) como fonte de apoio familiar; (c) como fonte de benef&#237;cios    atrav&#233;s de redes extrafamiliares. </P>       <P ALIGN="left"> Como exemplos da primeira fun&#231;&#227;o,    encontramos uma s&#233;rie de estudos que se concentram na capacidade de fazer    respeitar as regras. O capital social criado por redes comunit&#225;rias apertadas    &#233; &#250;til aos pais, aos professores e &#224;s autoridades policiais ao    procurarem manter a disciplina e promover a conformidade &#224;s regras entre    aqueles que est&#227;o sob sua al&#231;ada. Este tipo de capital social encontra    frequentemente as suas fontes na solidariedade confinada e na confian&#231;a    exig&#237;vel, e tem como principal resultado tornar in&#250;teis os controlos    formais ou expl&#237;citos. O processo &#233; exemplificado por Zhou e Bankston    no seu estudo da coesa comunidade vietnamita de Nova Orle&#227;es: </P>     <P ALIGN="left"> Tanto os pais como as crian&#231;as est&#227;o    constamente sob a observa&#231;&#227;o de uma esp&#233;cie de &#147;microsc&#243;pio    vietnamita&#148;. Se uma crian&#231;a &#233; expulsa ou desiste da escola, ou    se um rapaz &#233; atra&#237;do para um <I>gang</I> ou se uma rapariga fica    gr&#225;vida sem que se case, ele ou ela fazem cair a vergonha, n&#227;o s&#243;    sobre eles pr&#243;prios, como tamb&#233;m sobre a sua fam&#237;lia. (Zhou e    Bankston, 1996: 297) </P>     <P ALIGN="left"> Esta mesma fun&#231;&#227;o est&#225; patente    no estudo de Hagan <I>et al.</I> (1995) sobre o extremismo de direita entre    a juventude da Alemanha de Leste. Rotulando a extrema direita como uma tradi&#231;&#227;o    subterr&#226;nea na sociedade alem&#227;, estes autores procuram explicar a    emerg&#234;ncia dessa ideologia entre os adolescentes alem&#227;es, normalmente    acompanhada por aspira&#231;&#245;es an&#243;micas de riqueza. Estas tend&#234;ncias    s&#227;o particularmente fortes entre os jovens de estados ex-comunistas, o    que se explica como o resultado conjunto da supress&#227;o dos controlos sociais    (baixo capital social) e das longas priva&#231;&#245;es sofridas pelos alem&#227;es    de leste. A incorpora&#231;&#227;o no ocidente trouxe consigo novas incertezas    e o enfraquecimento da integra&#231;&#227;o social, permitindo assim o ressurgimento    de tradi&#231;&#245;es culturais subterr&#226;neas da Alemanha. </P>     <P ALIGN="left"> &#201; tamb&#233;m sobre o controlo social    que se centram v&#225;rios ensaios mais antigos de Coleman, que lamenta o desaparecimento    daquelas estruturas familiares e comunit&#225;rias informais que produziam este    tipo de capital social; Coleman apela &#224; cria&#231;&#227;o de institui&#231;&#245;es    formais que assumam o seu lugar. Foi esta a pedra de toque do seu discurso presidencial    &#224; <I>American Sociological Association</I>, em que tra&#231;ava o decl&#237;nio    das institui&#231;&#245;es primordiais assentes na fam&#237;lia e apelava &#224;    sua substitui&#231;&#227;o por organiza&#231;&#245;es conscientemente constru&#237;das    para esse fim. Na sua opini&#227;o, a tarefa da sociologia consistiria na condu&#231;&#227;o    desse processo de engenharia social que substituiria formas de controlo obsoletas    baseadas em la&#231;os primordiais por incentivos materiais e de <I>status</I>    racionalmente criados (Coleman, 1988b; 1993). A&nbsp;fun&#231;&#227;o desempenhada    pelo capital social no controlo social &#233; tamb&#233;m evidente sempre que    o conceito &#233; discutido em liga&#231;&#227;o com o direito (Smart, 1993;    Weede, 1992), bem como quando &#233; definido enquanto propriedade de colectividades,    como as cidades ou as na&#231;&#245;es. Esta &#250;ltima abordagem, associada    sobretudo aos trabalhos dos cientistas pol&#237;ticos, ser&#225; discutida na    pr&#243;xima sec&#231;&#227;o. </P>       <P ALIGN="left"> A influ&#234;ncia de Coleman &#233; tamb&#233;m    evidente na segunda fun&#231;&#227;o do capital social, enquanto fonte de apoio    paternal e familiar. As fam&#237;lias intactas e aquelas em que um dos progenitores    tem como principal tarefa criar os filhos possuem em maior quantidade esta forma    de capital social do que as fam&#237;lias monoparentais, ou aquelas em que ambos    os pais trabalham. Os principais benefici&#225;rios deste recurso s&#227;o,    evidentemente, as crian&#231;as, cujo desenvolvimento educativo e da personalidade    &#233; dessa forma enriquecido. Coleman (1988a: S110) refere-se assim em tom    elogioso &#224; pr&#225;tica das m&#227;es imigrantes provenientes da &#193;sia,    que n&#227;o s&#243; permanecem em casa como adquirem segundos exemplares dos    manuais escolares para ajudarem os seus filhos na execu&#231;&#227;o dos trabalhos    de casa. </P>     <P ALIGN="left"> Um segundo exemplo desta fun&#231;&#227;o    &#233;-nos apresentado pela monografia de McLanahan e Sandefur, <I>Growing Up    with a Single Parent </I>(1994), que examina as consequ&#234;ncias da monoparentalidade    sobre o desempenho e o insucesso escolares, sobre a gravidez na adolesc&#234;ncia    e sobre outras situa&#231;&#245;es resultantes de certos comportamentos juvenis.    O capital social tende a ser inferior para as crian&#231;as de fam&#237;lias    monoparentais, por n&#227;o serem beneficiadas pela presen&#231;a em casa do    segundo progenitor e por tenderem a mudar de resid&#234;ncia mais frequentemente,    facto que acarreta a escassez relativa de la&#231;os que os unam a outros adultos    da comunidade. Este d&#233;fice n&#227;o &#233; o &#250;nico factor causal,    mas desempenha, sem d&#250;vida, um papel importante na produ&#231;&#227;o de    resultados educativos e de tra&#231;os de personalidade menos desej&#225;veis    entre crian&#231;as de fam&#237;lias monoparentais. No mesmo seguimento, Parcel    e Managhan (1994a, b) levaram a cabo extensas an&#225;lises quantitativas de    sondagens &#224; escala nacional para avaliar o efeito da ocupa&#231;&#227;o    profissional dos pais no desenvolvimento cognitivo e social das crian&#231;as.    Conclu&#237;ram que os recursos intelectuais e outros tipos de recursos detidos    pelos pais contribu&#237;am para formas de capital familiar que facilitavam    resultados positivos por parte das crian&#231;as, mas que a cren&#231;a comum    acerca do efeito negativo do trabalho materno durante a primeira inf&#226;ncia    era uma generaliza&#231;&#227;o abusiva. </P>     <P ALIGN="left"> Um terceiro exemplo prov&#233;m do estudo    de Hao (1994) sobre apoio familiar e maternidade extramatrimonial. Tal como    o capital financeiro, o capital social influencia as transfer&#234;ncias efectuadas    de pais para filhos e com resultados comportamentais como a gravidez juvenil,    o &#234;xito escolar e a inser&#231;&#227;o na for&#231;a de trabalho. O capital    social &#233; maior em fam&#237;lias com dois progenitores, em fam&#237;lias    com menos crian&#231;as, e naquelas onde os pais possuem grandes aspira&#231;&#245;es    para os filhos. Estas condi&#231;&#245;es propiciam uma maior aten&#231;&#227;o    por parte dos pais, maior n&#250;mero de horas passadas com as crian&#231;as    e a emerg&#234;ncia de uma orienta&#231;&#227;o para o &#234;xito entre os adolescentes.    </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Dois &#250;ltimos exemplos de grande interesse    sublinham o papel do apoio familiar como contrapeso da perda de la&#231;os comunit&#225;rios.    No seu estudo longitudinal sobre os adolescentes de Toronto, Hagan <I>et al.    </I>(1996) confirmam a descoberta de Coleman acerca do efeito nocivo de desloca&#231;&#245;es    m&#250;ltiplas da fam&#237;lia sobre a adapta&#231;&#227;o emocional e o desempenho    escolar das crian&#231;as. Deixar uma comunidade tende a destruir os la&#231;os    estabelecidos, privando assim a fam&#237;lia e a crian&#231;a de uma importante    fonte de capital social. Estes autores encontraram, contudo, um efeito de interac&#231;&#227;o    que potencia a perda entre crian&#231;as &#224;s quais os pais prestem um fraco    apoio, e uma neutraliza&#231;&#227;o parcial dessa perda entre aqueles que se    encontram na situa&#231;&#227;o oposta. O apoio parental leva a desempenhos    escolares mais elevados, compensando, directa ou indirectamente, a perda da    comunidade entre os imigrantes. </P>       <P ALIGN="left"> No mesmo sentido, Gold (1995) sublinha    a modifica&#231;&#227;o nos pap&#233;is desempenhados pelos pais entre as fam&#237;lias    imigrantes provenientes de Israel nos Estados Unidos. Em Israel, os estreitos    la&#231;os comunit&#225;rios facilitam a supervis&#227;o e a educa&#231;&#227;o    das crian&#231;as, visto que os restantes adultos conhecem os mais novos e assumem    a responsabilidade pelo seu bem-estar. No ambiente mais an&#243;mico dos Estados    Unidos, &#233; atribu&#237;da &#224;s m&#227;es a tarefa de compensar a aus&#234;ncia    de la&#231;os comunit&#225;rios, atrav&#233;s da dedica&#231;&#227;o exclusiva    &#224;s suas crian&#231;as. Desta forma, a participa&#231;&#227;o feminina na    popula&#231;&#227;o activa &#233; muito maior em Israel do que entre os israelitas    nos Estados Unidos, visto que as m&#227;es se empenham na preserva&#231;&#227;o    de um ambiente cultural apropriado para os seus filhos. &#201; de notar que    em ambos os exemplos a redu&#231;&#227;o do capital social na sua primeira forma    &#151; o controlo e os la&#231;os sociais comunit&#225;rios &#151; &#233; parcialmente    compensada por um acr&#233;scimo de capital social na sua segunda forma, ou    seja, a de apoio familiar. </P>     <P ALIGN="left"> Contudo, a fun&#231;&#227;o que se atribui    de forma mais comum ao capital social &#233;, sem d&#250;vida, a que este desempenha    enquanto fonte de benef&#237;cios mediados por redes exteriores &#224; fam&#237;lia    mais pr&#243;xima. Esta defini&#231;&#227;o &#233; a que mais se aproxima da    de Bourdieu (1979; 1980), para quem o apoio familiar ao desenvolvimento da crian&#231;a    &#233; uma fonte de capital cultural, ao passo que o capital social se refere    aos recursos a que se acede mediante a perten&#231;a a redes. Esta terceira    fun&#231;&#227;o encontra-se ilustrada na utiliza&#231;&#227;o por Anheier <I>et    al. </I>(1995) de t&#233;cnicas de <I>blockmodelling</I> para cartografar os    la&#231;os sociais entre artistas e intelectuais na cidade alem&#227; de Col&#243;nia.    Os resultados das suas an&#225;lises revelam redes muito fortes entre os membros    do n&#250;cleo da elite intelectual da cidade ao qual o acesso &#233; mais restrito    para quem se dedica a actividades perif&#233;ricas e comerciais. De um ponto    de vista metodol&#243;gico, este artigo &#233; uma das aplica&#231;&#245;es    mais sofisticadas das ideias de Bourdieu &#224; sociologia da cultura. </P>     <P ALIGN="left"> A utiliza&#231;&#227;o mais comum desta    terceira forma de capital social encontra-se, por&#233;m, no campo da estratifica&#231;&#227;o    social, onde &#233; frequentemente invocado como explica&#231;&#227;o do acesso    a empregos, da mobilidade atrav&#233;s de oportunidades profissionais de ascens&#227;o    social e do sucesso empresarial. A ideia de que os la&#231;os pessoais s&#227;o    instrumentais na promo&#231;&#227;o da mobilidade individual &#233; central,    como j&#225; vimos, na an&#225;lise de Loury, podendo tamb&#233;m ser encontrada    entre diversos outros autores que n&#227;o os conceptualizam explicitamente    como capital social. Granovetter (1974), por exemplo, cunhou a express&#227;o    &#147;a for&#231;a dos la&#231;os fracos&#148; para se referir ao poder exercido    por influ&#234;ncias indirectas, exteriores ao c&#237;rculo imediato da fam&#237;lia    e dos amigos mais pr&#243;ximos, enquanto sistema informal de refer&#234;ncias    de obten&#231;&#227;o de emprego. A ideia revelou-se original, visto que se    opunha &#224; no&#231;&#227;o do senso comum de que as redes densas, como aquelas    que est&#227;o dispon&#237;veis atrav&#233;s dos c&#237;rculos familiares, seriam    mais eficientes na procura de emprego. Quase duas d&#233;cadas depois, Burt    (1992) desenvolveu a abordagem de Granovetter atrav&#233;s do conceito de &#147;buracos    estruturais&#148;. Como vimos, Burt chegou a empregar o termo capital social,    tal como Bourdieu, definindo-o de forma instrumental. No caso de Burt, contudo,    o capital social assenta na escassez relativa de la&#231;os entretecidos em    redes, e n&#227;o na sua densidade. </P>       <P ALIGN="left"> O trabalho de Nan Lin, Walter Ensel e John    C. Vaughn (1981), &#147;Social resources and strength of ties&#148;<I>, </I>trabalhoque aponta precisamente no sentido oposto, &#233; um outro esfor&#231;o    digno de registo. Apesar de Lin e dos seus colegas n&#227;o terem usado o termo    capital social, Coleman (1988a) refere-se ao seu trabalho de forma aprovadora    por causa da t&#243;nica comum sobre as redes densas como recurso. Esta vis&#227;o    alternativa que, por oposi&#231;&#227;o a Granovetter e a Burt, pode ser categorizada    como a &#147;a for&#231;a dos la&#231;os fortes&#148;, &#233; tamb&#233;m evidente    noutras &#225;reas dos estudos sobre redes sociais e mobilidade. Entre estes    sobressai o estudo das iniciativas empresariais de imigrantes ou de grupos &#233;tnicos,    em que as redes e o capital social que flui no seu interior s&#227;o consistentemente    identificados como um recurso chave para a cria&#231;&#227;o de pequenas empresas.    Light, por exemplo, sublinhou a import&#226;ncia das associa&#231;&#245;es de    cr&#233;dito rotativo (ACR) para a capitaliza&#231;&#227;o de firmas de imigrantes    asi&#225;ticos nos Estados Unidos. As ACR s&#227;o constitu&#237;das por grupos    informais que se encontram periodicamente, contribuindo todos os membros com    uma dada quantia para um fundo comum, que &#233; recebido por cada um &#224;    vez. O capital social prov&#233;m, neste caso, da confian&#231;a que cada participante    tem na contribui&#231;&#227;o cont&#237;nua dos restantes, mesmo depois de receberem    os fundos reunidos. Sem essa confian&#231;a ningu&#233;m contribuiria e todos    ficariam privados destes meios eficazes para aceder a capital financeiro (Light,    1984; Light e Bonacich, 1988). </P>     <P ALIGN="left"> O papel desempenhado pelas redes sociais    &#233; igualmente importante nos estudos sobre os enclaves empresariais &#233;tnicos    e sobre os nichos &#233;tnicos. Os enclaves s&#227;o concentra&#231;&#245;es    densas de empresas &#233;tnicas ou de imigrantes que empregam uma propor&#231;&#227;o    significativa da for&#231;a de trabalho co-&#233;tnica e que desenvolvem uma    presen&#231;a f&#237;sica distinta no espa&#231;o urbano. Os estudos existentes    sobre a Chinatown de Nova Iorque (Zhou, 1992), sobre a Little Havana de Miami    (Portes, 1987; Portes e Stepick, 1993; Perez, 1992) e sobre a Koreatown de Los    Angeles (Light e Bonacich, 1988; Nee <I>et al.,</I> 1994) destacam de modo consistente    o papel das redes comunit&#225;rias como fonte de recursos vitais para estas    empresas &#233;tnicas. Estes recursos incluem capital inicial, mas tamb&#233;m    informa&#231;&#245;es acerca de oportunidades de neg&#243;cio, acesso a mercados    e uma for&#231;a de trabalho d&#243;cil e disciplinada. </P>     <P ALIGN="left"> Os nichos &#233;tnicos emergem quando um    grupo &#233; capaz de colonizar um sector de emprego particular, de modo a que    os seus membros possuam acesso privilegiado a novas oportunidades de trabalho,    restringindo do mesmo passo as oportunidades dos que lhe s&#227;o exteriores.    A bibliografia sobre esta mat&#233;ria documenta exemplos que v&#227;o do trabalho    em restaurantes e em f&#225;bricas de vestu&#225;rio at&#233; ao acesso a esquadras    de pol&#237;cia e a quart&#233;is de bombeiros e certos ramos dos servi&#231;os    p&#250;blicos de Nova Iorque e Miami (Waters, 1994; Doeringer e Moss, 1986;    Bailey e Waldinger, 1991; Waldinger, 1996; Stepick, 1989). Tal como no caso    dos enclaves, as oportunidades de mobilidade atrav&#233;s dos nichos s&#227;o    inteiramente orientadas pelas redes. Os membros encontram oportunidades para    terceiros, ensinam-lhes as compet&#234;ncias necess&#225;rias e supervisionam    o seu desempenho. O poder das cadeias da rede &#233; tal que as vagas que se    abrem s&#227;o frequentemente preenchidas atrav&#233;s do contacto com residentes    em locais remotos no estrangeiro, em vez de se recorrer a trabalhadores dispon&#237;veis    localmente (Sassen, 1995). </P>       <P ALIGN="left"> A situa&#231;&#227;o oposta &#233; a pen&#250;ria    de contactos sociais em certas comunidades empobrecidas ou o seu car&#225;cter    truncado. Desde a publica&#231;&#227;o de <I>All Our Kin</I>, por Carol Stack    (1974), que os soci&#243;logos sabem que a sobreviv&#234;ncia quotidiana em    comunidades urbanas pobres depende frequentemente da estreita interac&#231;&#227;o    com familiares e amigos em situa&#231;&#245;es semelhantes. O problema &#233;    que estes la&#231;os raramente possuem um alcance exterior &#224; <I>inner-city</I>,    privando desta forma os seus habitantes de fontes de informa&#231;&#227;o acerca    de oportunidades de emprego noutros locais e dos modos de as alcan&#231;ar.    Wacquant e Wilson (1989) e Wilson (1987; 1996) relevam tamb&#233;m o modo como    a sa&#237;da tanto do emprego industrial como das fam&#237;lias de classe m&#233;dia    das zonas negras da <I>inner-city</I> deixou a restante popula&#231;&#227;o    destitu&#237;da de capital social, situa&#231;&#227;o que levou a n&#237;veis    extremamente elevados de desemprego e de depend&#234;ncia da seguran&#231;a    social. </P>     <P ALIGN="left"> Este mesmo ponto &#233; central nos estudos    etnogr&#225;ficos efectuados por Mercer Sullivan (1989) comparando jovens porto-riquenhos,    negros e brancos de classe oper&#225;ria em tr&#234;s comunidades nova-iorquinas.    Sullivan p&#245;e em causa as afirma&#231;&#245;es generalistas que atribuem    &#224;s subculturas juvenis a responsabilidade por comportamentos desviantes,    mostrando que tanto o acesso a empregos est&#225;veis como a participa&#231;&#227;o    em actividades desviantes s&#227;o mediados por redes. Como Granovetter (1974)    tinha j&#225; feito notar, os adolescentes raramente encontram empregos; pelo    contr&#225;rio os empregos chegam-lhes atrav&#233;s da media&#231;&#227;o dos    pais e de outros adultos pertencentes &#224; comunidade circundante. Sullivan    mostra como, no caso da juventude negra, essas redes s&#227;o muito mais fracas,    visto que na gera&#231;&#227;o adulta s&#227;o raros aqueles que ocupam posi&#231;&#245;es    influentes. Abandonados aos seus pr&#243;prios recursos, os adolescentes negros    raramente conseguem competir com sucesso por bons empregos est&#225;veis, ficando    desta forma dispon&#237;veis para formas alternativas de angaria&#231;&#227;o    de rendimentos. </P>     <P ALIGN="left"> Na seu estudo sobre a gravidez durante    a adolesc&#234;ncia no gueto de Baltimore, Fernandez-Kelly (1995) mostra como    as redes densas mas truncadas das fam&#237;lias negras da <I>inner-city</I>    n&#227;o s&#243; isolam os seus membros da informa&#231;&#227;o acerca do mundo    exterior, como sustentam simultaneamente estilos culturais alternativos que    tornam ainda mais dif&#237;cil o acesso a empregos da economia formal. Neste    contexto de isolamento, a gravidez adolescente n&#227;o releva de um desleixo    desmedido ou de uma sexualidade excessiva mas, na maior parte dos casos, de    uma estrat&#233;gia deliberada para aceder ao estatuto de adulto e a um certo    grau de independ&#234;ncia. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> De modo semelhante, Stanton-Salazar e Dornbush (1995) investigaram    a rela&#231;&#227;o entre a exist&#234;ncia de redes sociais ligadas ao exterior    e o desempenho e as aspira&#231;&#245;es acad&#233;micas entre estudantes mexicanos    do ensino secund&#225;rio na &#225;rea de S&#227;o Francisco. <a name="top8"></a>Encontraram    correla&#231;&#245;es positivas entre estas vari&#225;veis, embora as associa&#231;&#245;es    mais fortes se verifiquem com o bilinguismo, sugerindo o papel desempenhado    pelo capital cultural na mobilidade social.<SUP><a href="#8">8</a></SUP> Num    artigo relacionado, Valenzuela e Dornbush (1994) sublinham a import&#226;ncia    das redes familiares e de uma orienta&#231;&#227;o para a fam&#237;lia no desempenho    acad&#233;mico dos estudantes de origem mexicana. Paralelamente aos estudos    de Hagan <I>et al. </I>(1996) e Gold (1995), estes artigos sugerem que as fam&#237;lias    de imigrantes compensam a aus&#234;ncia do terceiro modo de capital social &#151;    as redes sociais ligadas ao exterior &#151; com a acentua&#231;&#227;o do capital    social sob a forma de apoio familiar, incluindo a preserva&#231;&#227;o das    orienta&#231;&#245;es culturais do pa&#237;s de origem. </P>       <P ALIGN="left"> Como no caso das diversas fontes de capital social referenciadas    na sec&#231;&#227;o anterior, &#233; igualmente importante n&#227;o esquecer    as diferentes fun&#231;&#245;es do conceito, de modo a evitar confus&#245;es    e a facilitar o estudo das suas interrela&#231;&#245;es. &#201; poss&#237;vel,    por exemplo, que o capital social na forma de controlo social colida com o capital    social na forma de benef&#237;cios mediados por redes, se estes consistirem    precisamente na capacidade de evitar as normas existentes. A capacidade das    autoridades para fazer cumprir as regras (controlo social) pode assim ser amea&#231;ada    pela exist&#234;ncia de redes coesas cuja fun&#231;&#227;o &#233; precisamente    facilitar a viola&#231;&#227;o dessas regras para benef&#237;cio privado. Estes    resultados paradoxais apontam para a necessidade de se efectuar uma observa&#231;&#227;o    mais pr&#243;xima dos ganhadores e perdedores, efectivos e potenciais, das transac&#231;&#245;es    mediadas por capital social. O lado direito da <a href="#fig1">figura 1</a>    (ganhos e perdas efectivas e potenciais em transac&ccedil;&otilde;es mediadas    pelo capital social) sintetiza esta discuss&#227;o e a da pr&#243;xima sec&#231;&#227;o.  </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Capital social negativo</B> </P>     <P ALIGN="left"> <a name="top9"></a>A investiga&#231;&#227;o publicada sobre o    capital social acentua fortemente as suas consequ&#234;ncias positivas.<SUP><a href="#9">9</a></SUP>    De facto, &#233; caracter&#237;stica do nosso enviesamento sociol&#243;gico    a tend&#234;ncia para ver emergir da sociabilidade coisas boas; as m&#225;s    s&#227;o mais comummente associadas ao comportamento do <I>homo oeconomicus</I>.    Contudo, os pr&#243;prios mecanismos apropri&#225;veis por indiv&#237;duos e    grupos como capital social podem produzir consequ&#234;ncias menos desej&#225;veis.    &#201; importante chamar a aten&#231;&#227;o para elas por duas raz&#245;es:    em primeiro lugar, procurando evitar o logro de apresentar as redes comunit&#225;rias,    o controlo social e as san&#231;&#245;es colectivas como pura ben&#231;&#227;o;    em segundo lugar, de forma a manter o seu estudo nos limites da investiga&#231;&#227;o    sociol&#243;gica s&#233;ria, evitando afirma&#231;&#245;es moralistas. Estudos    recentes identificaram pelo menos quatro consequ&#234;ncias negativas do capital    social: exclus&#227;o dos n&#227;o membros, exig&#234;ncias excessivas a membros    do grupo, restri&#231;&#245;es &#224; liberdade individual e normas de nivela&#231;&#227;o    descendente. Apresento-os em seguida de forma sint&#233;tica. </P>     <P ALIGN="left"> No primeiro caso, os pr&#243;prios la&#231;os    fortes que produzem benef&#237;cios para os membros de um grupo permitem-lhe    normalmente barrar o acesso a terceiros. Waldinger (1995) descreve o estreito    controlo exercido por indiv&#237;duos de etnia branca &#151; descendentes de    imigrantes italianos, irlandeses e polacos &#151; sobre os of&#237;cios da constru&#231;&#227;o    civil e os sindicatos dos bombeiros e da pol&#237;cia de Nova Iorque. Outros    casos s&#227;o o crescente controlo do com&#233;rcio de frutas e legumes por    imigrantes coreanos em v&#225;rias cidades da Costa Leste, o tradicional monop&#243;lio    detido pelos comerciantes judeus sobre o com&#233;rcio de diamantes em Nova    Iorque e o dom&#237;nio por parte de cubanos sobre numerosos sectores da economia    de Miami. Em cada um destes casos, o capital social gerado pela solidariedade    e pela confian&#231;a confinadas &#233; o motor da progress&#227;o econ&#243;mica    do grupo. Mas, como Waldinger (1995: 557) faz notar, &#147;as mesmas rela&#231;&#245;es    sociais que&#133; refor&#231;am a facilidade e a efici&#234;ncia das trocas    econ&#243;micas no seio da comunidade restringem implicitamente aqueles que    lhe s&#227;o estranhos&#148;. </P>       <P ALIGN="left"> Os grupos &#233;tnicos n&#227;o s&#227;o    os &#250;nicos a utilizar o capital social para obter vantagens econ&#243;micas.    H&#225; dois s&#233;culos, Adam Smith ([1776] 1979: 232) queixava-se de que    os encontros entre comerciantes se tornavam numa conspira&#231;&#227;o contra    o p&#250;blico. O p&#250;blico, evidentemente, eram todos os que se encontravam    exclu&#237;dos das redes e do conhecimento m&#250;tuo que ligava os grupos conluiados.    Se substituirmos &#147;comerciantes&#148; por empreiteiros de etnia branca,    por chefes de sindicatos &#233;tnicos ou por empres&#225;rios imigrantes, torna-se    ent&#227;o evidente a relev&#226;ncia contempor&#226;nea da afirma&#231;&#227;o    de Smith. </P>     <P ALIGN="left"> O segundo efeito negativo do capital social    &#233; o reverso do primeiro, na medida em que o fechamento de grupo ou da comunidade    pode, em certas circunst&#226;ncias, impedir o &#234;xito de iniciativas empresariais    dos seus membros. No seu estudo acerca da cria&#231;&#227;o de empresas de com&#233;rcio    no Bali, Geertz observou que os empres&#225;rios de maior sucesso eram constantemente    assediados por familiares que procuravam um emprego ou um empr&#233;stimo. Estas    exig&#234;ncias escoravam-se em fortes normas que impunham a assist&#234;ncia    m&#250;tua no interior da fam&#237;lia alargada e entre os membros da comunidade    em geral (Geertz, 1963). Daqui resultava a transforma&#231;&#227;o de empresas    promissoras em hot&#233;is assistenciais, entravando a sua expans&#227;o econ&#243;mica.    </P>     <P ALIGN="left"> Granovetter (1995), que chama a aten&#231;&#227;o para este exemplo,    faz notar que se trata de uma situa&#231;&#227;o que a teoria cl&#225;ssica    do desenvolvimento econ&#243;mico apontou como um problema com que se defrontam    as empresas tradicionais. Weber [1992 (1965)] usou o mesmo argumento, insistindo    na import&#226;ncia das transac&#231;&#245;es econ&#243;micas impessoais, guiadas    pelo princ&#237;pio do universalismo, como uma das raz&#245;es mais importantes    do &#234;xito empresarial dos puritanos. Assim, rela&#231;&#245;es intergrupais    estreitas, do tipo encontrado em comunidades altamente solid&#225;rias, podem    dar origem a um problema gigantesco de <I>free-riding</I>, na medida em que    os membros menos diligentes consigam impor aos mais bem sucedidos todo o tipo    de exig&#234;ncias apoiadas por uma estrutura normativa partilhada. O capital    social dos que efectuam as exig&#234;ncias &#233; constitu&#237;do precisamente    pelo acesso privilegiado a recursos dos outros membros do grupo. <a name="top10"></a>Desta    forma s&#227;o dissipadas as oportunidades de acumula&#231;&#227;o e de &#234;xito    empresarial.<SUP><a href="#10">10</a></SUP> </P>     <P ALIGN="left"> Em terceiro lugar, a participa&#231;&#227;o em comunidades ou    em grupos cria necessariamente exig&#234;ncias de conformidade. Numa pequena    cidade ou numa vila, onde todos os vizinhos se conhecem, podem-se comprar provis&#245;es    a cr&#233;dito na loja da esquina e as crian&#231;as brincam livremente nas    ruas sob o olhar atento de outros adultos. O n&#237;vel de controlo social nestes    contextos &#233; forte e altamente restritivo quanto &#224;s liberdades individuais,    raz&#227;o pela qual os jovens e os indiv&#237;duos de esp&#237;rito mais independente    acabam sempre por partir. Boissevain (1974) d&#225; conta de uma situa&#231;&#227;o    deste tipo no seu estudo da vida de aldeia da ilha de Malta. <a name="top11"></a>As    densas redes &#147;<I>multiplex</I>&#148; que ligam os habitantes produziram    o terreno prop&#237;cio a uma intensa vida comunit&#225;ria e &#224; imposi&#231;&#227;o    das normas locais.<SUP><a href="#11">11</a></SUP> A privacidade e a autonomia    dos indiv&#237;duos viram-se reduzidas na mesma medida. </P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Esta &#233; uma express&#227;o do dilema    ancestral entre a solidariedade comunit&#225;ria e a liberdade individual, analisado    por Simmel [(1902) 1964 ] no seu ensaio cl&#225;ssico sobre <I>The Metropolis    and the Mental Life</I>. Nesse ensaio, Simmel sa&#237;a em defesa da autonomia    e da responsabilidade pessoal. Presentemente, o p&#234;ndulo oscilou no sentido    oposto e diversos autores reclamam redes comunit&#225;rias mais fortes e maior    observ&#226;ncia das normas de modo a restabelecer o controlo social. Isto pode    ser desej&#225;vel em muitas situa&#231;&#245;es, mas o reverso desta fun&#231;&#227;o    do capital social n&#227;o deve ser esquecido. </P>     <P ALIGN="left"> Os constrangimentos &#224; liberdade individual    podem ser respons&#225;veis pela associa&#231;&#227;o negativa, estabelecida    por Rumbaut, entre os elevados n&#237;veis de solidariedade familiar dos estudantes    imigrantes rec&#233;m-chegados e quatro tipos de resultados educativos, incluindo    as notas escolares e os resultados de testes estandardizados. De acordo com    este autor, &#147;os la&#231;os familiares unem, mas por vezes constrangem em    vez de facilitarem resultados espec&#237;ficos&#148; (Rumbaut, 1977: 39). </P>     <P ALIGN="left"> Em quarto lugar, existem situa&#231;&#245;es    em que a solidariedade do grupo &#233; cimentada pela experi&#234;ncia comum    da adversidade e pela oposi&#231;&#227;o &#224;s tend&#234;ncias dominantes    da sociedade. Nestes casos, as hist&#243;rias de sucesso individual minam a    coes&#227;o do grupo, na medida em que este &#250;ltimo se encontra fundado,    precisamente, na suposta impossibilidade de tais ocorr&#234;ncias. Daqui resultam    normas de nivela&#231;&#227;o descendente que funcionam de modo a manter os    membros de um grupo oprimido no seu lugar e for&#231;am os mais ambiciosos a    fugir da al&#231;ada do grupo. Na sua investiga&#231;&#227;o etnogr&#225;fica    entre os traficantes de <I>crack</I> porto-riquenhos do Bronx, Bourgois (1991,    1995) chama a aten&#231;&#227;o para a vers&#227;o local deste processo, em    que s&#227;o tomados como alvos a atacar os indiv&#237;duos que procuram juntar-se    &#224; classe m&#233;dia. O autor relata a vis&#227;o de um dos seus informadores:    </P>     <P ALIGN="left"> Quando se v&#234; algu&#233;m ir &#224;    baixa arranjar um bom emprego, se s&#227;o porto-riquenhos, v&#234;mo-los arranjar    o cabelo e p&#244;r umas lentes de contacto nos olhos. Ent&#227;o s&#227;o aceites,    e fazem-no! J&#225; tenho visto!&#133; Repare em todas as pessoas daquele edif&#237;cio,    s&#227;o todos vira-casacas. S&#227;o pessoas que querem ser brancos. Meu, se    chamares por eles em espanhol acabas por provocar um problema. O que eu quero    dizer &#233;&#133; pegue no nome Pedro &#151; estou s&#243; a dar um exemplo    &#151; o Pedro diria (imitando o sotaque de branco) &#147;<I>My name is Peter.    </I>&#148; Onde &#233; se vai buscar Peter a Pedro?. (Bourgois, 1991: 32) </P>     <P ALIGN="left"> Exemplos semelhantes s&#227;o relatados    por Stepick (1992) no seu estudo sobre a juventude haitiana-americana de Miami,    por Suarez-Orozco (1987) e por Matute-Bianchi (1986, 1991) sobre os adolescentes    mexicanos-americanos no sul da Calif&#243;rnia. Em cada um destes casos, o surgimento    de normas de nivela&#231;&#227;o descendente foi precedido por longos per&#237;odos,    muitas vezes durante gera&#231;&#245;es, em que a mobilidade de um grupo particular    foi bloqueada pela discrimina&#231;&#227;o exterior. Esta experi&#234;ncia hist&#243;rica    sublinha a emerg&#234;ncia de um posicionamento de oposi&#231;&#227;o &#224;    sociedade e de uma solidariedade assente numa experi&#234;ncia comum de subordina&#231;&#227;o.    Depois de activada, esta perspectiva normativa ajuda a perpetuar a pr&#243;pria    situa&#231;&#227;o que denuncia. </P>       <P ALIGN="left"> Note-se que o capital social, sob a forma    de controlo social, se encontra tamb&#233;m presente nestas situa&#231;&#245;es,    mas os seus efeitos s&#227;o exactamente opostos aos que s&#227;o normalmente    louvados na bibliografia. Se a solidariedade confinada e a confian&#231;a fornecem    as fontes para a ascens&#227;o socioecon&#243;mica e para o desenvolvimento    empresarial entre certos grupos, entre outros produzem o efeito exactamente    oposto. A&nbsp;sociabilidade &#233; uma faca de dois gumes. Se pode ser fonte    de bens p&#250;blicos, como os celebrados por Coleman, Loury e outros, pode    tamb&#233;m levar a &#147;males p&#250;blicos&#148;. Fam&#237;lias da M&#225;fia,    c&#237;rculos de jogo e de prostitui&#231;&#227;o, e <I>gangs</I> juvenis oferecem    muitos exemplos de como o encastramento em estruturas sociais pode ser transformado    em resultados socialmente indesej&#225;veis. Este ponto &#233; de particular    import&#226;ncia na abordagem &#224;s vers&#245;es mais recentes e mais laudat&#243;rias    do capital social. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>O capital social como caracter&#237;stica de comunidades e    de na&#231;&#245;es</B> </P>     <P ALIGN="left"> <a name="top12"></a>Como vimos nas sec&#231;&#245;es precedentes,    as an&#225;lises sociol&#243;gicas do capital social t&#234;m assentado nas    rela&#231;&#245;es entre actores ou entre um actor individual e um grupo.<SUP><a href="#12">12</a></SUP>    Todas essas an&#225;lises t&#234;m incidido nos potenciais benef&#237;cios disponibilizados    aos actores em virtude da sua inser&#231;&#227;o em redes ou estruturas sociais    mais vastas. Os cientistas pol&#237;ticos introduziram uma viragem conceptual    interessante ao fazerem equivaler o capital social ao n&#237;vel de &#147;civismo&#148;    em comunidades como vilas, cidades, ou mesmo pa&#237;ses inteiros. Para Robert    Putnam, o mais proeminente defensor desta abordagem, capital social significa    &#147;caracter&#237;sticas de organiza&#231;&#245;es sociais, como as redes,    as normas e a confian&#231;a, que facilitam a ac&#231;&#227;o e a coopera&#231;&#227;o    com vista a um m&#250;tuo benef&#237;cio&#148;. O car&#225;cter colectivo desta    vers&#227;o do conceito &#233; evidente na seguinte frase: &#147;trabalhar em    conjunto &#233; mais f&#225;cil numa comunidade aben&#231;oada por um volume    substancial de capital social&#148; (Putnam, 1993: 35-36). </P>     <P ALIGN="left"> Na pr&#225;tica, este volume &#233; identificado    com o n&#237;vel de envolvimento associativo e de comportamento participativo    numa comunidade, sendo medido por indicadores como a leitura de jornais, a participa&#231;&#227;o    em associa&#231;&#245;es volunt&#225;rias e a express&#227;o de confian&#231;a    nas autoridades pol&#237;ticas. Putnam n&#227;o &#233; modesto quanto ao alcance    potencial e ao significado da sua vers&#227;o do capital social: </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Esta perspectiva acaba por ter poderosas    implica&#231;&#245;es pr&#225;ticas em diversos assuntos da agenda nacional    americana: na forma de ultrapassarmos a pobreza e a viol&#234;ncia em South    Central Los Angeles&#133; ou de ampararmos as titubeantes democracias do antigo    imp&#233;rio sovi&#233;tico. (Putnam, 1993: 36; 1996) </P>       <P ALIGN="left"> A perspectiva de um diagn&#243;stico simples dos problemas do    pa&#237;s e da sua pronta solu&#231;&#227;o atraiu uma larga aten&#231;&#227;o    p&#250;blica. O artigo de Putnam, &#147;Bowling alone: America&#146;s declining    social capital, &#148; publicado no <I>Journal of Democracy</I> em 1995, fez    sensa&#231;&#227;o, proporcionando ao seu autor um <I>t&#234;te-&#224;-t&#234;te</I>    com o presidente Clinton e a publica&#231;&#227;o do seu perfil na revista <I>People</I>.    A imagem nost&#225;lgica invocada pelo solit&#225;rio jogador de <I>bowling</I>    teve resson&#226;ncias em muitos membros poderosos do <I>establishment</I> americano    e chegou mesmo a inspirar passagens do discurso <I>State of the Union</I> proferido    por Clinton em 1995 (Pollitt, 1996; Lemann, 1996). <a name="top13"></a>Putnam    escorou o seu caso em n&#250;meros que mostravam o r&#225;pido decr&#233;scimo    dos n&#237;veis de votantes e de participa&#231;&#227;o em grupos como as PTA,<SUP><a href="#13">13</a></SUP>    o Elks Club, a Liga das Mulheres Votantes e a Cruz Vermelha. Identificou de    seguida as determinantes imediatas do decr&#233;scimo do volume nacional de    capital social, nomeadamente a sa&#237;da de cena de uma gera&#231;&#227;o c&#237;vica,    activa durante as d&#233;cadas de 20 e 30, a que se seguiu a gera&#231;&#227;o    n&#227;o c&#237;vica &#151; os <I>baby boomers &#151;</I> nascidos e criados    depois da II guerra mundial: </P>     <P ALIGN="left"> &#133; essas d&#233;cadas em que se assistiu    a uma deteriora&#231;&#227;o no capital social s&#227;o as mesmas em que o dom&#237;nio    num&#233;rico de uma gera&#231;&#227;o confiante e c&#237;vica foi substitu&#237;do    pelo dom&#237;nio de coortes post-c&#237;vicas&#133; Desta forma, uma an&#225;lise    geracional leva quase inevitavelmente &#224; conclus&#227;o de que &#233; prov&#225;vel    que continue essa quebra nacional da confian&#231;a e do comprometimento. (Putnam,    1996: 45-46) </P>     <P ALIGN="left"> Os cr&#237;ticos centraram-se na discuss&#227;o    sobre se o voluntarismo e o esp&#237;rito c&#237;vico decresceram realmente    ou n&#227;o na Am&#233;rica e no enviesamento de classe impl&#237;cito na tese    de Putnam. Cr&#237;ticos leigos, como Lemann no <I>Atlantic Monthly</I> e Pollitt    no <I>The Nation, </I>perguntaram se a virtude c&#237;vica americana est&#225;    de facto em decl&#237;nio ou se tomou simplesmente novas formas, diferentes    das organiza&#231;&#245;es de tipo antigo citadas no artigo de Putnam. Fizeram    tamb&#233;m notar o tom elitista da argumenta&#231;&#227;o, em que se atribui    directamente a responsabilidade pelo alegado decl&#237;nio do capital social    aos comportamentos de lazer das massas, e n&#227;o &#224;s altera&#231;&#245;es    econ&#243;micas e pol&#237;ticas produzidas pelo <I>establishment</I> empresarial    e pol&#237;tico. Na sua cr&#237;tica mordaz da tese de Putnam, Skocpol (1996:    25) sublinha tamb&#233;m este ponto: </P>     <P ALIGN="left"> Qu&#227;o ir&#243;nico seria se, depois    de deixarem as associa&#231;&#245;es de cariz local, as mesmas elites empresariais    e profissionais, que tra&#231;aram o caminho para o descomprometimento c&#237;vico    local, se virassem agora para tr&#225;s e argumentassem com sucesso que deveriam    ser os americanos menos privilegiados, que elas abandonaram, a restaurar a interliga&#231;&#227;o    social da na&#231;&#227;o&#133; </P>     <P ALIGN="left"> Estas cr&#237;ticas s&#227;o v&#225;lidas,    mas n&#227;o atingem o problema fundamental da tese de Putnam: a sua circularidade    l&#243;gica. Enquanto propriedade de comunidades e de na&#231;&#245;es, em vez    de indiv&#237;duos, o capital social &#233; simultaneamente uma causa e um efeito.    Leva, por um lado, a resultados positivos, tais como ao desenvolvimento econ&#243;mico    e a uma menor incid&#234;ncia criminal, mas a sua exist&#234;ncia &#233; inferida    desses mesmos resultados. As cidades bem governadas e em progresso econ&#243;mico    conseguem-no por deterem um elevado capital social; as cidades mais pobres n&#227;o    possuem esta virtude c&#237;vica. Esta circularidade encontra-se bem ilustrada    em passagens como as seguintes: </P>       <P ALIGN="left"> Algumas regi&#245;es de It&#225;lia&#133;    possuem muitas organiza&#231;&#245;es comunit&#225;rias activas&#133; Estas    &#147;comunidades c&#237;vicas&#148; valorizam a solidariedade, a participa&#231;&#227;o    c&#237;vica e a integridade. Aqui a democracia funciona. No extremo oposto encontram-se    as regi&#245;es &#147;n&#227;o c&#237;vicas&#148;, como a Cal&#225;bria e a    Sic&#237;lia, correctamente caracterizadas pelo termo franc&#234;s <I>incivisme</I>.    O pr&#243;prio conceito de cidadania encontra-se aqui algo estiolado. (Putnam,    1993: 36) </P>     <P ALIGN="left"> Por outras palavras, se a sua cidade &#233;    &#147;c&#237;vica, &#148; faz coisas c&#237;vicas; se &#233; &#147;n&#227;o    c&#237;vica&#148; n&#227;o as faz. </P>     <P ALIGN="left"> A tautologia presente nesta defini&#231;&#227;o    de capital social resulta de duas decis&#245;es anal&#237;ticas: primeiro, come&#231;ando    pelo efeito (i. e. cidades bem sucedidas contra cidades mal sucedidas), trabalhando    depois regressivamente, de forma a descobrir aquilo que as distingue; segundo,    procurando explicar todas as diferen&#231;as observadas. Por princ&#237;pio,    o exerc&#237;cio de identificar <I>post-factum</I> as causas de eventos &#233;    leg&#237;timo, desde que sejam consideradas explica&#231;&#245;es alternativas.    Fazendo justi&#231;a a Putnam, ele procede desta forma na sua investiga&#231;&#227;o    das diferen&#231;as entre as cidades bem governadas do norte de It&#225;lia    e as mal governadas do sul (Putnam, 1993; Lemann, 1996). Contudo, estas explica&#231;&#245;es    retroactivas n&#227;o podem ser mais que aproximativas, visto que o investigador    n&#227;o pode p&#244;r nunca de parte outras causas potenciais, e que estas    explica&#231;&#245;es n&#227;o foram sujeitas a teste em casos diversos dos    que aqui s&#227;o considerados. </P>     <P ALIGN="left"> Mais insidiosa, contudo, &#233; a procura de explica&#231;&#227;o    absoluta para todas as diferen&#231;as observadas, visto que tentar alcan&#231;ar    esta determinante principal acaba muitas vezes por levar a uma reformula&#231;&#227;o    do problema original que se pretendia explicar. <a name="top14"></a>Isto acontece    &#224; medida que a elimina&#231;&#227;o de excep&#231;&#245;es reduz o espa&#231;o    l&#243;gico entre a alegada causa e o efeito, de tal forma que a proposi&#231;&#227;o    explicativa final acaba por ser ou um tru&#237;smo, ou circular.<SUP><a href="#14">14</a></SUP>    No estudo de Putnam sobre as cidades italianas, factores como os diferenciais    nos n&#237;veis de desenvolvimento econ&#243;mico, na educa&#231;&#227;o ou    as prefer&#234;ncias pol&#237;ticas revelaram-se vari&#225;veis independentes    imperfeitas. Desta forma, a procura de uma determinante principal foi sendo    reduzida a algo denominado (na esteira de Machiavelli) a <I>vertu civile</I>,    presente nas cidades em que os habitantes votam, obedecem &#224; lei e cooperam    entre si, e cujos dirigentes s&#227;o honestos e empenhados no bem comum (Putnam,    1993; 1995). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> A teoria acaba por afirmar que a virtude    c&#237;vica &#233; o factor que diferencia as comunidades bem governadas das    que s&#227;o mal governadas. Dificilmente poderia ser de outro modo, dada a    defini&#231;&#227;o da vari&#225;vel causal. Desta forma, as cidades em que    todos cooperam na manuten&#231;&#227;o de uma boa governa&#231;&#227;o s&#227;o    bem governadas. Procurando evitar dizer duas vezes a mesma coisa, o investigador    do capital social tem de cumprir algumas precau&#231;&#245;es l&#243;gicas:    em primeiro lugar, separar a defini&#231;&#227;o do conceito, te&#243;rica e    empiricamente, dos seus alegados efeitos; em segundo lugar, estabelecer alguns    controlos do sentido da rela&#231;&#227;o, de forma a que se demonstre que a    presen&#231;a de capital social &#233; anterior aos resultados que se espera    que produza; em terceiro lugar, controlar a presen&#231;a de outros factores    que podem explicar tanto o capital social como os seus alegados efeitos; em    quarto lugar, identificar as origens hist&#243;ricas do capital social da comunidade    de um modo sistem&#225;tico. </P>       <P ALIGN="left"> Esta tarefa &#233; vi&#225;vel, mas demorada. Em seu lugar, o    percurso intelectual que transformou o capital social de uma propriedade individual    numa caracter&#237;stica de cidades e de pa&#237;ses tendeu a ignorar estes    crit&#233;rios l&#243;gicos. Este percurso foi r&#225;pido, explicando grandes    efeitos sociais pela sua nomea&#231;&#227;o com um novo termo, e empregando    depois esse mesmo termo na formula&#231;&#227;o de arrojadas receitas pol&#237;ticas.    Apesar de acreditar que a maior promessa te&#243;rica do capital social se encontra    ao n&#237;vel individual &#151; exemplificado pelas investiga&#231;&#245;es    de Bourdieu e de Coleman &#151;, nada existe de intrinsecamente errado em redefini-lo    como propriedade estrutural de grandes agregados. <a name="top15"></a>Este ponto    de partida conceptual requer, contudo, maior cuidado e refinamento te&#243;rico    do que o que tem sido demonstrado at&#233; aqui.<SUP><a href="#15">15</a></SUP>  </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Conclus&#227;o</B> </P>     <P ALIGN="left"> N&#227;o &#233; prov&#225;vel que o entusiasmo    granjeado pelo conceito revisto neste artigo e pelas suas cada vez mais diversas    aplica&#231;&#245;es a diferentes problemas e processos sociais venha a desaparecer    t&#227;o cedo. Esta popularidade &#233; parcialmente merecida, visto que o conceito    chama a aten&#231;&#227;o para fen&#243;menos reais e importantes. Contudo,    ela &#233; tamb&#233;m parcialmente exagerada, por duas raz&#245;es. Em primeiro    lugar, os processos que o conceito abarca n&#227;o s&#227;o novos e foram j&#225;    estudados no passado sob outros nomes. Chamar-lhes capital social &#233;, em    grande medida, um modo de os apresentar sob uma apar&#234;ncia mais sedutora.    Em segundo lugar, h&#225; poucos fundamentos para acreditar que o capital social    se revelar&#225; um rem&#233;dio imediato para grandes problemas sociais, tal    como &#233; prometido pelos seus mais ousados proponentes. As proclama&#231;&#245;es    recentes nesse sentido limitam-se a reformular os problemas originais e n&#227;o    t&#234;m sido acompanhadas, at&#233; agora, por nenhuma proposta convincente    sobre como criar os t&#227;o desejados <I>stocks</I> de civilidade p&#250;blica.    </P>     <P ALIGN="left"> Ao n&#237;vel individual, os processos a que o conceito se refere    revelam-se facas de dois gumes. Os la&#231;os sociais podem produzir um maior    controlo sobre comportamentos desviantes e fornecer acesso privilegiado a recursos;    podem tamb&#233;m restringir as liberdades individuais e vedar a terceiros o    acesso aos mesmo recursos atrav&#233;s de prefer&#234;ncias particularistas.    Por esta raz&#227;o, parece prefer&#237;vel abordar estes processos multifacetados    como factos sociais que devem ser estudados em toda a sua complexidade, e n&#227;o    como exemplos de um determinado valor. Uma vis&#227;o mais desapaixonada permitir&#225;    aos investigadores considerar todas as facetas do evento em quest&#227;o e evitar    transformar a bibliografia subsequente numa celebra&#231;&#227;o sem restri&#231;&#245;es    da comunidade. Sair em defesa do comunitarismo &#233; leg&#237;timo enquanto    posi&#231;&#227;o pol&#237;tica; n&#227;o constitui boa ci&#234;ncia social.    Como r&#243;tulo para os efeitos positivos da sociabilidade, o capital social    det&#233;m, na minha perspectiva, um lugar assegurado na teoria e na investiga&#231;&#227;o    emp&#237;rica, desde que sejam reconhecidas as suas diferentes fontes e os seus    diferentes efeitos, e que os seus aspectos negativos sejam examinados com a    mesma aten&#231;&#227;o. </P>     <P ALIGN="left"> [Tradu&#231;&#227;o de Frederico &#193;goas.    Revis&#227;o t&#233;cnica por Rui Santos e Maria Margarida Marques] </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Notas</B> </P>     <P ALIGN="left"> <a name="1"></a><a href="#top1">1 </a>Uma primeira vers&#227;o    deste artigo foi publicada em 1998, com o t&#237;tulo &#147;Social capital:    its origins and applications in modern sociology&#148;, pela <I>Annual Review    of Sociology</I>. Agrade&#231;o a assist&#234;ncia de Patricia Landolt e de    Clemencia Cosentino na prepara&#231;&#227;o do artigo e os coment&#225;rios    efectuados sobre uma vers&#227;o anterior por John Logan e Robert K. Merton.    Os conte&#250;dos s&#227;o da minha exclusiva responsabilidade. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> <a name="2"></a><a href="#top2">2</a> Tradu&#231;&#227;o do autor    para <I>fungibility</I>, no original. (<I>N. do T.)</I> </P>     <P ALIGN="left"> <a name="3"></a><a href="#top3">3</a> O equivalente mais pr&#243;ximo    de capital humano na an&#225;lise de Bourdieu &#233; o conceito de capital cultural    incorporado, definido como habitus de pr&#225;ticas culturais, conhecimento    e modos de conduta apreendidos atrav&#233;s da exposi&#231;&#227;o a modelos    (<I>role models</I>) na fam&#237;lia e noutros ambientes (Bourdieu, 1979). </P>     <P ALIGN="left"> <a name="4"></a><a href="#top4">4</a> Se afirmarmos, por exemplo,    que o estudante A possui capital social porque teve acesso atrav&#233;s dos    pais a um volumoso empr&#233;stimo para pagamento de propinas e que a estudante    B n&#227;o o possui porque n&#227;o conseguiu aceder ao mesmo tipo de benef&#237;cio,    negligenciamos a possibilidade de a rede familiar de B se encontrar t&#227;o    ou mais motivada para a auxiliar, mas faltarem-lhe simplesmente os meios para    o fazer. Definir capital social como o equivalente dos recursos assim obtidos    &#233; o mesmo que afirmar que os bem sucedidos alcan&#231;aram o sucesso. Esta    circularidade &#233; mais evidente em aplica&#231;&#245;es do capital social    que o definem como propriedade de colectividades, vers&#245;es que s&#227;o    revistas adiante. </P>     <P ALIGN="left"> <a name="5"></a><a href="#top5">5</a> Tradu&#231;&#227;o do autor    para <I>consummatory</I>, no original. (<I>N. do T</I>.) </P>     <P ALIGN="left"> <a name="6"></a><a href="#top6">6</a> Aproveitamento parasit&#225;rio    de bens colectivos. (<I>N. do T</I>.) </P>     <P ALIGN="left"> <a name="7"></a><a href="#top7">7</a> A revis&#227;o que se segue    n&#227;o pretende cobrir exaustivamente a investiga&#231;&#227;o publicada.    Tal tarefa tornou-se obsoleta com o advento das pesquisas informatizadas por    t&#243;picos. Em vez disso, procurarei documentar os principais tipos de aplica&#231;&#227;o    do conceito encontrados na bibliografia e evidenciar as suas interrela&#231;&#245;es.  </P>     <P ALIGN="left"> <a name="8"></a><a href="#top8">8</a> <I>Status attainment</I>,    no original. (<I>N. do T</I>.) </P>     <P ALIGN="left"> <a name="9"></a><a href="#top9">9</a> Esta sec&#231;&#227;o &#233;    parcialmente baseada em Portes e Sensenbrenner (1993) e Portes e Landolt (1996).  </P>     <P ALIGN="left"> <a name="10"></a><a href="#top10">10</a> Um problema relacionado    tem sido observado em bairros da <I>inner-city</I> onde as redes familiares    formam um recurso crucial de sobreviv&#234;ncia atrav&#233;s da assist&#234;ncia    m&#250;tua e do acesso imediato a favores e a pequenos empr&#233;stimos. Na    mesma medida, a norma que obriga &#224; partilha dos recursos adquiridos (como    um pr&#233;mio em dinheiro) entre os familiares e os amigos impede efectivamente    qualquer acumula&#231;&#227;o sustentada ou investimento empresarial por parte    dos indiv&#237;duos. Aqueles que pretenderem seguir este caminho ter&#227;o    de se distanciar dos seus antigos parceiros (ver: Uehara, 1990; Fernandez-Kelly,    1995; Stack, 1974). </P>      <p align="left"> <a name="11"></a><a href="#top11">11</a> A multiplexidade refere-se    &#224; sobreposi&#231;&#227;o de redes sociais onde as mesmas pessoas est&#227;o    ligadas atrav&#233;s de diferentes pap&#233;is. Em pequenas vilas, por exemplo,    os mesmos indiv&#237;duos podem ser simultaneamente familiares, vizinhos e colegas    de trabalho, aumentando desta forma a intensidade e a capacidade de controlo    m&#250;tuo dos seus la&#231;os (Boissevain, 1974: 31-33). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> <a name="12"></a><a href="#top12">12</a> Esta sec&#231;&#227;o    &#233; parcialmente baseada em Portes e Landolt (1996). </P>     <P ALIGN="left"> <a name="13"></a><a href="#top13">13</a> Sigla de <I>Parents    and Teachers Associations.</I> (<I>N. do T</I>.) </P>     <P ALIGN="left"> <a name="14"></a><a href="#top14">14</a> O m&#233;todo de indu&#231;&#227;o    anal&#237;tica, comum na sociologia americana nas d&#233;cadas de 40 e de 50,    consistia precisamente no processo de procurar explicar todos os casos, eliminando    gradualmente todas as excep&#231;&#245;es. A sua popularidade decresceu rapidamente    quando se descobriu que, de um modo geral, dava origem a tautologias, redefinindo    as origens do fen&#243;meno que se pretendia explicar. A &#250;nica forma de    garantir o fechamento do modelo ou a aus&#234;ncia de excep&#231;&#245;es acaba    por ser uma explica&#231;&#227;o que &#233; corol&#225;rio l&#243;gico do efeito    que se pretende explicar. Sobre a indu&#231;&#227;o anal&#237;tica, ver Turner    (1953) e Robinson (1951). </P>     <P ALIGN="left"> <a name="15"></a><a href="#top15">15</a> Woolcock (1997) fez    um esfor&#231;o promissor nesta direc&#231;&#227;o, procurando aplicar o conceito    de capital social ao estudo do desenvolvimento nacional e comunit&#225;rio nos    pa&#237;ses de terceiro mundo. Depois de uma revis&#227;o extensiva da bibliografia,    o autor afirma que &#147;as defini&#231;&#245;es de capital social deveriam    incidir em primeiro lugar nas suas fontes e n&#227;o nas consequ&#234;ncias,    visto que os benef&#237;cios a longo prazo, se e quando ocorrem, s&#227;o o    resultado de uma combina&#231;&#227;o de diferentes&#133; tipos de rela&#231;&#245;es    sociais, combina&#231;&#245;es cuja import&#226;ncia relativa se ver&#225;,    com toda a probabilidade, alterada com o decorrer do tempo&#148; (Woolcock,    1997: 35). </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P ALIGN="left"> Anheier, H. K., J. Gerhards e F. P. Romo    (1995), &#147;Forms of social capital and social structure in <I>Cultural Fields:    </I>Examining Bourdieu&#146;s Social Topography, <I>Am. J. Sociol</I>, 100,    pp. 859-903. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0873-6529200000020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bailey, T. e R. Waldinger (1991), &#147;Primary,    secondary, and enclave labor markets: a training system approach&#148;, <I>Am.    Sociol. Rev. </I>56: 432-45. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-6529200000020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Baker, W. E. (1990), &#147;Market networks    and corporate behaviour&#148;, <I>Am. J. Sociol</I>. 96, pp. 589-625. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0873-6529200000020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Blau P. M. (1964), <I>Exchange and Power    in Social Life</I>, Nova Iorque, Wiley. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-6529200000020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Boissevain, J. (1974), <I>Friends of Friends:    Networks, Manipulators, and Coalitions</I>, Nova Iorque, St. Martin&#146;s Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0873-6529200000020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bourdieu, P. (1979), &#147;Les trois &#233;tats    du capital culturel&#148;, <I>Actes Rech. Sci. Soc</I>., 30, pp. 3-6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-6529200000020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bourdieu, P. (1980), &#147;Le capital social:    notes provisoires&#148;, <I>Actes Rech. Sci. Soc</I>., 31, pp. 2-3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0873-6529200000020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bourdieu, P. (1985), &#147;The forms of    capital&#148;, <I>in</I> J. G. Richardson (org.), <I>Handbook of Theory and    Research for the Sociology of Education</I>, Nova Iorque, Greenwood, pp. 241-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0873-6529200000020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bourgois, P. (1991), &#147;Search of respect:    the new service economy and the crack alternative&#148;, <I>in</I> Spanish Harlem,    apresentada na confer&#234;ncia Poverty, Immigr. Urban Marginality Adv. Soc.,    Paris, Maison Suger, 10 e 11 de Maio. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0873-6529200000020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bourgois, P. (1995), <I>In Search of Respect:    Selling Crack in El Barrio</I>, Nova Iorque, Cambridge Univ. Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-6529200000020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Burt, R. S. (1992), <I>Structural Holes:    The Social Structure of Competition</I>, Cambridge, MA, Harvard Univ. Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0873-6529200000020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1988a), &#147;Social capital in the creation of human capital&#148;, <I>Am.    J. Sociol</I>, 94, pp. 95-121. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-6529200000020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1988 b), &#147;The creation    and destruction of social capital: implications for the law&#148;, <I>Notre    Dame J. Law</I>, <I>Ethics, Public Policy</I>, 3, pp. 375-404. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0873-6529200000020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1990), <I>Foundations of    Social Theory</I>, Cambridge, Belknap Press of Harvard Univ. Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-6529200000020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1993), &#147;The rational    reconstruction of society: 1992 Presidential Address&#148;, <I>Am. Sociol. Rev.,</I>    58, pp. 1-15. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0873-6529200000020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1994a), &#147;A rational choice perspective on economic sociology&#148;, <I>in</I>    N. J. Smelser e R. Swedberg(org.), <I>Handbook of Economic Sociology</I>,    Princeton, NJ, Princeton Univ. Press, pp. 166-80. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-6529200000020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Coleman, J. S. (1994 b), &#147;The realisation    of effective norms&#148;, <I>in</I> R. Collins (org.), <I>Four Sociological    Traditions: Selected Readings</I>, Nova Iorque, Oxford Univ. Press, pp. 171-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0873-6529200000020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Doeringer, P. e P. Moss (1986), &#147;Capitalism    and kinship: do institutions matter in the labor market?&#148;, <I>Indust. Labor    Relat. Rev</I>., 40, pp. 48-59. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0873-6529200000020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Durkheim, E. (1984 [1893]), <I>The Division    of Labor in Society</I>, Nova Iorque, Free Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0873-6529200000020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P ALIGN="left"> Fern&#225;ndez-Kelly, M. P. (1995), &#147;Social    and cultural capital in the urban ghetto: implications for the economic sociology    of immigration&#148;, ver, Portes 1995, pp. 213-47. </P>     <!-- ref --><P ALIGN="left"> Geertz, C. (1963), <I>Peddlers and Princes</I>,    Chicago, Univ. Chicago Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0873-6529200000020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gold, S. J. (1995), &#147;Gender and social    capital among Israeli immigrants in Los Angeles&#148;, <I>Diaspora</I>, 4, pp.    267-301. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6529200000020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Granovetter, M. S. (1974), <I>Getting a    Job: A Study of Contacts and Careers</I>, Cambridge, MA: Harvard Univ. Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0873-6529200000020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P ALIGN="left"> Granovetter, M. S. (1995), &#147;The economic    sociology of firms and entrepreneurs&#148;, ver Portes (1995), pp. 128-65. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P ALIGN="left"> Hagan, J., H. Merkens H. e K. Boenhke (1995),    &#147;Delinquency and disdain: social capital and the control of right-wing    extremism among East and West Berlin youth&#148;, <I>Am. J. Sociol</I>, 100,    pp. 1028-52. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0873-6529200000020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hagan, J., R. MacMillan e B. Wheaton (1996),    &#147;New kid in town: social capital and the life course effects of family    migration in children&#148;, <I>Am. Sociol. Rev</I>, 61, pp. 368-85. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6529200000020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hao, L. (1994), <I>Kin Support, Welfare,    and Out-of-Wedlock Mothers</I>, Nova Iorque, Garland. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0873-6529200000020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Homans, G. C. (1961), <I>Social Behaviour;    Its Elementary Forms</I>, Nova Iorque, Harcourt, Brace &amp; World. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6529200000020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Lemann, N. (1996), &#147;Kicking in groups&#148;,    <I>Atlantic Mon</I>., 277, pp. 22-26. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0873-6529200000020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Light, I. (1984), &#147;Immigrant and ethnic    enterprise in North America&#148;, <I>Ethn. Racial Stud.,</I> 7: 195-216 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6529200000020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Light, I. e Bonacich E. (1988), <I>Immigrant    Entrepreneurs: Koreans in Los Angeles 1965-1982</I>, Berkeley, Univ. Calif.    Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0873-6529200000020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Lin, N, W. M. Ensel e J. C. Vaughn (1981),    &#147;Social resources and strength of ties: structural factors in occupational    attainment&#148;, <I>Am. Sociol. Rev</I>., 46, pp. 393-405. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-6529200000020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Loury, G. C. (1977), &#147;A dynamic theory    of racial income differences&#148;, <I>in</I> P. A. Wallace e A. M. La Mond    (orgs.), <I>Women, Minorities, and Employment Discrimination</I>, Lexington,    MA: Heath, pp. 153-86. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0873-6529200000020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Loury, G. C. (1981), &#147;Intergenerational    transfers and the distribution of earnings&#148;, <I>Econometrica</I>, 49, pp.    843-67. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-6529200000020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Marx, K. [1967 (1894)], <I>Capital</I>,    3, Nova Iorque, International. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0873-6529200000020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Marx, K e F. Engels [1947 (1848)], <I>The    German Ideology</I>, Nova Iorque, International. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-6529200000020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Matute-Bianchi, M. E. (1986), &#147;Ethnic    identities and patterns of school success and failure among Mexican-descent    and Japanese-American students in a California high school&#148;, <I>Am. J.    Educ.,</I> 95, pp. 233-55. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0873-6529200000020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Matute-Bianchi, M. E. (1991), &#147;Situational    ethnicity and patterns of school performance among immigrant and non-immigrant    Mexican-descent students&#148;, <I>in</I> M. A. Gibson e J. U. Ogbu (org.),    <I>Minority Status and Schooling: A Comparative Study of Immigrant and Involuntary    Minorities</I>, Nova Iorque, Garland, pp. 205-47. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-6529200000020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> McLanahan, S. e G. Sandefur (1994), <I>Growing    Up with a Single Parent: What Hurts. What Helps</I>, Cambridge, MA, Harvard    Univ. Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0873-6529200000020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Nee, V., J. M. Sanders e S. Semau (1994),    &#147;Job transitions in an immigrant metropolis: ethnic boundaries and the    mixed economy&#148;, <I>Am. Sociol. Rev.,</I> 59, pp. 849-72. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-6529200000020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Parcel, T. L. e E. G. Menaghan (1994a),    <I>Parents: Jobs and Children&#146;s Lives</I>, Nova Iorque, Aldine de Gruyter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0873-6529200000020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Parcel, T. L. e E. G. Menaghan (1994b),    &#147;Early parental work, family social capital, and early childhood outcomes&#148;,    <I>Am. J. Sociol</I>, 99, pp. 972-1009. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-6529200000020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Perez, L. (1992), &#147;Cuban Miami&#148;,    <I>in</I> G. J. Grenier e A. Stepick (orgs.), <I>Miami Now</I>, Gainesville,    Univ. Press FIa, pp. 83-108. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0873-6529200000020000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Pollitt, K. (1996), &#147;For whom the    ball rolls&#148;, <I>The Nation</I>, 262, p. 9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-6529200000020000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Portes, A. (1987), &#147;The social origins    of the Cuban enclave economy of Miami&#148;, <I>Sociol. Perspect.,</I> 30, pp.    340-72. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0873-6529200000020000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Portes, A. (org.) (1995), <I>The Economic    Sociology of Immigration</I>, Nova Iorque, Russell Sage. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-6529200000020000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Portes, A. e P. Landolt (1996), &#147;The    downside of social capital&#148;, <I>Am. Prospect</I>, 26, pp. 18-22. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0873-6529200000020000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P ALIGN="left"> Portes, A. e J. Sensenbrenner (1993), &#147;Embeddedness    and immigration: notes on the social </P>     <P ALIGN="left"> determinants of economic action&quot;,    <I>Am. J. Sociol.,</I> 98, pp. 1320-50. </P>     <P ALIGN="left"> Portes, A. e A. Stepick (1993), <I>City    on the Edge: The Transformation of Miami</I>, Berkeley, </P>     <P ALIGN="left"> Univ. Calif. Press. </P>     <!-- ref --><P ALIGN="left"> Portes, A. e M. Zhou (1993), &#147;The    new second generation: segmented assimilation and its variants among post-1965    immigrant youth&#148;, <I>Ann. Am. Acad. Polit. Soc. Sci.,</I> 530, pp. 74-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0873-6529200000020000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Putnam, R. D. (1993) &#147;The prosperous    community: social capital and public life&#148;, <I>Am. Prospect</I>, 13, pp.    35-42. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0873-6529200000020000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Putnam, R. D. (1995), &#147;Bowling alone:    America&#146;s declining social capital&#148;, <I>J. Democr.,</I> 6, pp. 65-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0873-6529200000020000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Putnam, R. D. (1996), &#147;The strange    disappearance of civic America. &#148;, <I>Am. Prospect</I>, 24, pp. 34-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0873-6529200000020000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Robinson, W. S. (1951), &#147;The logical    structure of analytic induction&#148;, <I>Am. Sociol. Rev.,</I> 16, pp. 812-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0873-6529200000020000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Rumbaut, R. G. (1977), &#147;Ties that    bind: immigration and immigrant families in the United States&#148;, <I>in</I>    A. Booth, A. C. Crouter e N. Landale (org.), <I>Immigration and the Family:    Research and Policy on US Immigrants</I>, Mahwah, NJ, Erlbaum, pp. 3-45. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0873-6529200000020000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P ALIGN="left"> Sassen, S. (1995), &#147;Immigration and    local labor markets&#148;, ver Portes (1995), pp. 87-127. </P>     <!-- ref --><P ALIGN="left"> Schiff, M. (1992), &#147;Social capital,    labor mobility, and welfare&#148;, <I>Ration. Soc.,</I> 4, pp. 157-75. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0873-6529200000020000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Simmel, G. (1964 [1902]), &#147;The metropolis    and mental life&#148;, <I>in</I> K. H. Wolff(org. /trad.), <I>The Sociology    of Georg Simmel</I>, Nova Iorque, Free Press, pp. 409-24. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0873-6529200000020000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Skocpol, T. (1996), &#147;Unravelling from    above&#148;, <I>Am. Prospect</I>, 25, pp. 20-25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0873-6529200000020000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Smart, A. (1993), &#147;Gifts, bribes,    and guanxi: a reconsideration of Bourdieu&#146;s social capital&#148;, <I>Cult.    Anthropol.,</I> 8, pp. 388-408. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0873-6529200000020000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Smith, A. (1979 [1776]), <I>The Wealth    of Nations</I>, Baltimore, MD, Penguin. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0873-6529200000020000700058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Stack, C. (1974), <I>All Our Kin</I>, Nova    Iorque, Harper &amp; Row. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0873-6529200000020000700059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Stanton-Salazar, R. D. e S. M. Dornbusch    (1995), &#147;Social capital and the reproduction of inequality: information    networks among Mexican-origin high school students&#148;, <I>Sociol. Educ.,</I>    68, pp. 116-35. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0873-6529200000020000700060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Stepick, A. (1989), &#147;Miami&#146;s    two informal sectors&#148;, <I>in</I> A. Portes, M. Castells e L. A. Benton    (orgs.), <I>The Informal Economy: Studies in Advanced and Less Developed Countries</I>,    Baltimore, MD, Johns Hopkins Univ. Press, pp. 111-34. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0873-6529200000020000700061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Stepick, A. (1992), &#147;The refugees    nobody wants: Haitians in Miami&#148;, <I>in</I> G. J. Grenier e A. Stepick(orgs.), <I>Miami Now</I>, Gainesville, Univ. FIa. 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(1989), <I>Getting Paid:    Youth Crime and Work in the Inner City</I>, Ithaca, NY, Cornell Univ. Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0873-6529200000020000700064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Turner, R. (1953), &#147;The quest for    universals in sociological research&#148;, <I>Am. Sociol. Rev.,</I> 18, pp.    604-11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0873-6529200000020000700065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Valenzuela, A. e S. M. Dornbusch (1994),    &#147;Familism and social capital in the academic achievement of Mexican origin    and anglo adolescents&#148;, <I>Soc. Sci. Q.,</I> 75, pp. 18-36. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0873-6529200000020000700066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Wacquant, L. J. D. e W. J. Wilson (1989),    &#147;The cost of racial and class exc1usion in the inner city&#148;, <I>Ann.    Am. Acad. Polit. Soc. Sci.,</I> 501, pp. 8-26. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0873-6529200000020000700067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Waldinger, R. (1986), <I>Through the Eye    of the Needle: Immigrants and Enterprise in the New York&#146;s Garment Trade</I>,    Nova Iorque, New York Univ. Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0873-6529200000020000700068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Waldinger, R. (1995), &#147;The &#145;other    side&#146; of embeddedness: a case study of the interplay between economy and    ethnicity&#148;, <I>Ethn. Racial Stud.,</I> 18, pp. 555-80. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0873-6529200000020000700069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Waldinger, R. (1996), <I>Still the Promised    City? African-Americans and New Immigrants in Post-Industrial Nova Iorque</I>,    Cambridge, MA, Harvard Univ. Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0873-6529200000020000700070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Waters, M. (1994), &#147;West Indian immigrants,    African Americans, and whites in the work-p1ace: different perspectives on American    race relations&#148;, apresentado no<I> Am. Sociol. Assoc.,</I> Los Angeles.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0873-6529200000020000700071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Weber, M. (1965 [1922, 1947]), <I>The Theory    of Social and Economic Organization</I>, Nova Iorque, Free Press (publicado    originalmente como Wirtsch. Ges. Part I). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0873-6529200000020000700072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Weede, E. (1992), &#147;Freedom, knowledge,    and law as social capital&#148;, <I>Int. J. Unity Sci</I>., 5, pp. 391-409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0873-6529200000020000700073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Wilson, W. J. (1987) <I>The Truly Disadvantaged:    The Inner-City, the Underclass, and Public Policy</I>, Chicago, Univ. Chicago    Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0873-6529200000020000700074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Wilson, W. J. (1996), <I>When Work Disappears:    The World of the New Urban Poor</I>, Nova Iorque, Knopf. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0873-6529200000020000700075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Woolcock, M. (1997), &#147;Social capital    and economic development: towards a theoretical synthesis and policy framework&#148;,    <I>Theory Soc. In Press</I>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0873-6529200000020000700076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Wrong, D. (1961), &#147;The oversocialized    conception of man in modern sociology&#148;, <I>Am. Sociol. Rev.,</I> 26, pp.    183-93. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0873-6529200000020000700077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Zhou, M. (1992), <I>New York&#146;s Chinatown:    The Socioeconomic Potential of an Urban Enclave</I>, Filad&#233;lfia, Temple    Univ. Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0873-6529200000020000700078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Zhou, M. e C. L. Bankston (1996), &#147;Social    capital and the adaptation of the second generation: the case of Vietnamese    youth in New Orleans&#148;, <I>in</I> A. Portes (org.), <I>The New Second Generation</I>,    Nova Iorque, Russell Sage Found., pp. 197-220. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0873-6529200000020000700079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="back"></a><a href="#top">*</a> Alejandro Portes. Departamento    de Sociologia, Universidade de Princeton, Princeton, New Jersey 08540. </p>       ]]></body><back>
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