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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A integração europeia provocará uma reestruturação dos sistemas de clivagens nacionais?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,European University Institute Social and Political Science Department ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article deals with the interaction between conflicts, oppositions and issues generated by the process of European integration and Europe’s nationally-rooted representation systems. The main issue is the extent to which the development of European integration can have an impact on and/or interacts with historically established national alliances and on/with alignments among electoral organisations that are usually identified with the term ‘cleavage’, or rather, ‘cleavage system’. The article is organized into four main sections. The first summarises a number of lessons drawn from the historical process of cleavage structuring within the nation state. The second briefly recalls the background of electoral and political instability that makes the 1990s different from the previous decades. The third part discusses the nature and the content of the potential line of opposition and conflict involved in the process of integration and how this relates to established national political alignments. Finally, the paper concludes with a speculative discussion on a few scenarios concerning possible ways in which the national cleavage and party systems might be ‘Europeanised’.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Cet article est centré sur l’interaction entre les conflits, les oppositions et les controverses suscités par le processus d’intégration européenne et les systèmes de représentation institués au niveau national. La question principale porte sur la manière dont le développement de l’intégration européenne peut avoir un impact sur et/ou interagir avec les alliances nationales établies au cours de l’Histoire et les articulations entre les organisations électorales, généralement désignées par le terme "clivage" ou, plus précisément, "système de clivages". Cet article est organisé en quatre grandes parties. La première résume une série de constatations à propos du processus historique de structuration des clivages à l’intérieur de l’État-nation. La deuxième rappelle brièvement l’instabilité politique et électorale sans précédents qui s’est installée dans les années 90, contrariant la situation des décennies précédentes. La troisième partie débat de la nature et du contenu d’une ligne potentielle d’opposition et de conflit au sein du processus d’intégration et de la relation de ce phénomène avec les conjonctures politiques établies au niveau national. L’article termine par une réflexion spéculative sur quelques scénarios possibles relatifs à la manière dont les clivages et les systèmes partisans nationaux peuvent être "européanisés".]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este artículo se centra en la interacción entre conflictos, oposiciones y controversias generados por el proceso de integración europea y los sistemas de representación instituidos a nivel nacional. La cuestión principal se refiere al modo como el desarrollo de la integración europea puede tener impacto sobre las relaciones entre las alianzas nacionales históricamente establecidas y con las articulaciones entre organizaciones electorales, generalmente llamadas " factores sociales" o más concretamente "sistema de factores sociales". Este artículo está organizado en cuatro partes fundamentales. L a primera sintetiza una serie de relaciones directas extraídas del proceso histórico de estructuración de los factores sociales en el interior del estado-nación. La segunda recuerda brevemente el panorama de inestabilidad política y electoral sin precedentes que se instaló en los años 90, en contraposición a lo verificado en las últimas décadas. La tercera discute la naturaleza y el contenido de una potencial línea de oposición y conflicto en el seno del proceso de integración y la relación de este fenómeno con las coyunturas políticas establecidas a nivel nacional. Por fin, el artículo termina con una reflexión especulativa sobre algunos posibles escenarios relativos a la forma en que los factores sociales y los sistemas partidarios nacionales pueden ser "europeizados".]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="left"><B><a name="top"></a>A INTEGRA&#199;&#195;O EUROPEIA PROVOCAR&#193;    UMA REESTRUTURA&#199;&#195;O DOS SISTEMAS DE CLIVAGENS NACIONAIS?</B></P>     <P ALIGN="left"> <I>Stefano Bartolini<a href="#back"><sup>*</sup></a></I></P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <U>Resumo</U> Este artigo centra-se na interac&#231;&#227;o entre    conflitos, oposi&#231;&#245;es e&nbsp;controv&#233;rsias gerados pelo processo    de integra&#231;&#227;o europeia e os sistemas de&nbsp;representa&#231;&#227;o    institu&#237;dos a n&#237;vel nacional. A quest&#227;o principal refere-se ao    modo como o desenvolvimento da integra&#231;&#227;o europeia pode ter impacto    sobre e/ou interagir com as alian&#231;as nacionais historicamente estabelecidas    e com as articula&#231;&#245;es entre organiza&#231;&#245;es eleitorais, geralmente    designadas pelo termo &#147;clivagem&#148; ou, mais precisamente, &#147;sistema    de clivagens&#148;. Este artigo est&#225; organizado em quatro partes fundamentais.    A primeira sintetiza uma s&#233;rie de ila&#231;&#245;es extra&#237;das do processo    hist&#243;rico de estrutura&#231;&#227;o das clivagens no interior do estado-na&#231;&#227;o.    A segunda recorda brevemente o cen&#225;rio de instabilidade pol&#237;tica e&nbsp;eleitoral    sem precedentes que se instalou nos anos 90, em contraponto ao verificado nas    &#250;ltimas d&#233;cadas. A terceira discute a natureza e o conte&#250;do de    uma potencial linha de oposi&#231;&#227;o e conflito no seio do processo de    integra&#231;&#227;o e a rela&#231;&#227;o deste fen&#243;meno com as conjunturas    pol&#237;ticas estabelecidas a n&#237;vel nacional. Por fim, o artigo termina    com uma reflex&#227;o especulativa acerca de alguns poss&#237;veis cen&#225;rios    relativos &#224; forma como as clivagens e os sistemas partid&#225;rios nacionais    podem ser &#147;europeizados&#148;. </P>     <P ALIGN="left"> <U>Palavras chave</U> Clivagens, integra&#231;&#227;o europeia,    (des)alinhamento. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="LEFT"><u>Abstract</u> This article deals with the interaction between conflicts,    oppositions and issues generated by the process of European integration and    Europe&#146;s nationally-rooted representation systems. The main issue is the    extent to which the development of European integration can have an impact on    and/or interacts with historically established <I>national</I> alliances and    on/with alignments among electoral organisations that are usually identified    with the term &#145;cleavage&#146;, or rather, &#145;cleavage system&#146;.    The article is organized into four main sections. The first summarises a number    of lessons drawn from the historical process of cleavage structuring within    the nation state. The second briefly recalls the background of electoral and    political instability that makes the 1990s different from the previous decades.    The third part discusses the nature and the content of the potential line of    opposition and conflict involved in the process of integration and how this    relates to established national political alignments. Finally, the paper concludes    with a speculative discussion on a few scenarios concerning possible ways in    which the national cleavage and party systems might be &#145;Europeanised&#146;.  </P>     <P ALIGN="LEFT"> <U>Keywords</U> Cleavages, European integration, (de)alignment.</P>     <P ALIGN="LEFT">&nbsp;</P>     <P ALIGN="LEFT"><u>R&eacute;sum&eacute; </u>Cet article est centr&#233; sur l&#146;interaction    entre les conflits, les oppositions et les controverses suscit&#233;s par le    processus d&#146;int&#233;gration europ&#233;enne et les syst&#232;mes de repr&#233;sentation    institu&#233;s au niveau national. La question principale porte sur la mani&#232;re    dont le d&#233;veloppement de l&#146;int&#233;gration europ&#233;enne peut avoir    un impact sur et/ou interagir avec les alliances nationales &#233;tablies au    cours de l&#146;Histoire et les articulations entre les organisations &#233;lectorales,    g&#233;n&#233;ralement d&#233;sign&#233;es par le terme &#147;clivage&#148;    ou, plus pr&#233;cis&#233;ment, &#147;syst&#232;me de clivages&#148;. Cet article    est organis&#233; en quatre grandes parties. La premi&#232;re r&#233;sume une    s&#233;rie de constatations &#224; propos du processus historique de structuration    des clivages &#224; l&#146;int&#233;rieur de l&#146;&#201;tat-nation. La deuxi&#232;me    rappelle bri&#232;vement l&#146;instabilit&#233; politique et &#233;lectorale    sans pr&#233;c&#233;dents qui s&#146;est install&#233;e dans les ann&#233;es    90, contrariant la situation des d&#233;cennies pr&#233;c&#233;dentes. La troisi&#232;me    partie d&#233;bat de la nature et du contenu d&#146;une ligne potentielle d&#146;opposition    et de conflit au sein du processus d&#146;int&#233;gration et de la relation    de ce ph&#233;nom&#232;ne avec les conjonctures politiques &#233;tablies au    niveau national. L&#146;article termine par une r&#233;flexion sp&#233;culative    sur quelques sc&#233;narios possibles relatifs &#224; la mani&#232;re dont les    clivages et les syst&#232;mes partisans nationaux peuvent &#234;tre &#147;europ&#233;anis&#233;s&#148;.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="LEFT"> <U>Mots-cl&#233;s</U> Clivages, int&#233;gration europ&#233;enne,    (d&#233;s)alignement. </P>     <P ALIGN="LEFT">&nbsp;</P>     <P ALIGN="LEFT"><u>Res&uacute;mene </u>Este art&#237;culo se centra en la interacci&#243;n    entre conflictos, oposiciones y controversias generados por el proceso de integraci&#243;n    europea y los sistemas de representaci&#243;n instituidos a nivel nacional.    La cuesti&#243;n principal se refiere al modo como el desarrollo de la integraci&#243;n    europea puede tener impacto sobre las relaciones entre las alianzas nacionales    hist&#243;ricamente establecidas y con las articulaciones entre organizaciones    electorales, generalmente llamadas &#147; factores sociales&#148; o m&#225;s    concretamente &#147;sistema de factores sociales&#148;. Este art&#237;culo est&#225;    organizado en cuatro partes fundamentales. L a primera sintetiza una serie de    relaciones directas extra&#237;das del proceso hist&#243;rico de estructuraci&#243;n    de los factores sociales en el interior del estado-naci&#243;n. La segunda recuerda    brevemente el panorama de inestabilidad pol&#237;tica y electoral sin precedentes    que se instal&#243; en los a&#241;os 90, en contraposici&#243;n a lo verificado    en las &#250;ltimas d&#233;cadas. La tercera discute la naturaleza y el contenido    de una potencial l&#237;nea de oposici&#243;n y conflicto en el seno del proceso    de integraci&#243;n y la relaci&#243;n de este fen&#243;meno con las coyunturas    pol&#237;ticas establecidas a nivel nacional. Por fin, el art&#237;culo termina    con una reflexi&#243;n especulativa sobre algunos posibles escenarios relativos    a la forma en que los factores sociales y los sistemas partidarios nacionales    pueden ser &#147;europeizados&#148;. </P>     <P ALIGN="LEFT"> <U>Palabras-clave</U> &#147;factores sociales&#148;, integraci&#243;n    europea. </P>     <P ALIGN="LEFT">&nbsp;</P>     <P ALIGN="left"> <a name="top1"></a>O tema deste artigo &#233; a interac&#231;&#227;o    entre conflitos, oposi&#231;&#245;es e controv&#233;rsias gerados pelo processo    de integra&#231;&#227;o europeia e os sistemas de representa&#231;&#227;o institu&#237;dos    a n&#237;vel nacional.<SUP><a href="#1">1</a></SUP> O problema central pode    ser definido como a dimens&#227;o do impacto e/ou interac&#231;&#227;o do desenvolvimento    da integra&#231;&#227;o europeia com elementos nacionais historicamente estabelecidos    como as alian&#231;as, oposi&#231;&#245;es e coliga&#231;&#245;es entre organiza&#231;&#245;es    eleitorais (partidos pol&#237;ticos), grupos sociais e corporativos ou divis&#245;es    do eleitorado designadas habitualmente pelo termo &#147;clivagem&#148; ou, mais    precisamente, &#147;sistema de clivagens&#148;. </P>     <P ALIGN="left"> Este artigo est&#225; organizado em quatro partes. A primeira    sintetiza uma s&#233;rie de ila&#231;&#245;es extra&#237;das do processo hist&#243;rico    de estrutura&#231;&#227;o das clivagens no interior do estado-na&#231;&#227;o.    A segunda aponta para o cen&#225;rio de instabilidade pol&#237;tica e eleitoral    sem precedentes que se instalou nos anos 90, em contraponto ao que se verificou    nas &#250;ltimas d&#233;cadas. A terceira discute a natureza e o conte&#250;do    de uma potencial linha de oposi&#231;&#227;o e conflito no seio do processo    de integra&#231;&#227;o e a rela&#231;&#227;o deste fen&#243;meno com as conjunturas    pol&#237;ticas estabelecidas a n&#237;vel nacional. Por fim, o artigo termina    com uma reflex&#227;o especulativa acerca de alguns poss&#237;veis cen&#225;rios    relativos &#224;s formas como as clivagens e os sistemas partid&#225;rios nacionais    podem ser &#147;europeizados&#148;. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Clivagens e sistemas partid&#225;rios: li&#231;&#245;es do    estado-na&#231;&#227;o?</B> </P>     <P ALIGN="left"> A linha fundamental de alian&#231;a e oposi&#231;&#227;o, a partir    da qual se formaram as clivagens e as correspondentes organiza&#231;&#245;es    pol&#237;ticas, tem emergido invariavelmente de &#147;conjunturas hist&#243;ricas    cr&#237;ticas&#148;, momentos em que s&#227;o tomadas as decis&#245;es b&#225;sicas    a respeito das fronteiras externas e estruturas internas dos estados, sendo    depois cristalizadas, podendo tais resolu&#231;&#245;es cristalizar-se posteriormente    durante longos per&#237;odos. Conjunturas cr&#237;ticas s&#227;o per&#237;odos    de mudan&#231;a radical, que Stein Rokkan (1999), contudo, identifica quer com    acontecimentos marcantes (como revolu&#231;&#245;es), quer com mudan&#231;as    estruturais de longo alcance (como a industrializa&#231;&#227;o). Poderemos    considerar o per&#237;odo em que se assistiu ao processo de integra&#231;&#227;o,    ao colapso do comunismo e &#224; acelerada transforma&#231;&#227;o de uma economia    industrial numa outra baseada nos servi&#231;os, como uma nova &#147;conjuntura    cr&#237;tica&#148; na hist&#243;ria europeia? Ou devemos, pelo contr&#225;rio,    considerar que estas mudan&#231;as ainda se enquadram nos &#147;tempos normais&#148;,    reservando o termo &#147;conjuntura cr&#237;tica&#148; apenas para fen&#243;menos    que coloquem em causa a seguran&#231;a fundamental (crise da ordem internacional)    e/ou o bem-estar (crise econ&#243;mica) da popula&#231;&#227;o europeia? </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Num processo de integra&#231;&#227;o/expans&#227;o territorial,    as primeiras clivagens surgem quase sempre associadas &#224; &#147;forma&#231;&#227;o    do centro&#148; e implicam a resist&#234;ncia, a oposi&#231;&#227;o e o cepticismo    dos territ&#243;rios perif&#233;ricos face &#224; concentra&#231;&#227;o de    recursos, compet&#234;ncias, fun&#231;&#245;es e poderes no novo n&#237;vel.    Torna-se assim necess&#225;rio um determinado grau de consolida&#231;&#227;o    do territ&#243;rio e de legitima&#231;&#227;o das suas fronteiras externas para    que se desenvolvam oposi&#231;&#245;es e coliga&#231;&#245;es que n&#227;o sejam    meramente territoriais, mas interlocais, e que rompam com a l&#243;gica territorial.  </P>     <P ALIGN="left"> O segundo tipo de clivagens tende a desenvolver-se na fase de    &#147;forma&#231;&#227;o do sistema&#148; e implica uma forma id&#234;ntica    de resist&#234;ncia, oposi&#231;&#227;o e cepticismo face &#224; constru&#231;&#227;o    de um sistema de lealdades, solidariedades e identidade cultural, com reac&#231;&#245;es    de grupos culturalmente amea&#231;ados contra a uniformiza&#231;&#227;o e centraliza&#231;&#227;o    cultural, grandes movimentos ideol&#243;gicos e de <I>Weltanschaung</I>, desafiando    e defendendo hierarquias territoriais estabelecidas. </P>     <P ALIGN="left"> Um terceiro tipo de clivagens tende a desenvolver-se, sobretudo,    ao longo de linhas de diferencia&#231;&#227;o funcional e baseia-se no processo    de diferencia&#231;&#227;o de interesses no interior do espa&#231;o pol&#237;tico    recentemente consolidado, incluindo conflitos e oposi&#231;&#245;es relativos    aos mecanismos de distribui&#231;&#227;o do mercado e aos mecanismos de redistribui&#231;&#227;o    do estado. Geralmente, estes conflitos implicam a forma&#231;&#227;o de alian&#231;as    interlocais baseadas na semelhan&#231;a de interesses, mesmo quando s&#227;o    refor&#231;ados por poderosas perspectivas ideol&#243;gicas. Mesmo os sistemas    corporativos de representa&#231;&#227;o de interesses tiveram inicialmente uma    dimens&#227;o territorial que tendeu a enfraquecer com o desenvolvimento do    sistema territorial, isto &#233;, com: 1) a centraliza&#231;&#227;o pol&#237;tica;    2) a integra&#231;&#227;o econ&#243;mica; e 3) a uniformiza&#231;&#227;o cultural.  </P>     <P ALIGN="left"> No caso do estado-na&#231;&#227;o, parece ter sido necess&#225;ria    uma razo&#225;vel consolida&#231;&#227;o do sistema e da identidade nacional    para o total desenvolvimento e legitima&#231;&#227;o dos esfor&#231;os ao longo    do eixo de diferencia&#231;&#227;o de interesses funcionais. </P>      <P ALIGN="left"> Simultaneamente, o processo de forma&#231;&#227;o do centro,    constru&#231;&#227;o do sistema e consequente desenvolvimento das estruturas    de clivagens &#147;nacionais&#148; est&#225; associado &#224; dissolu&#231;&#227;o    do anterior sistema de representa&#231;&#227;o, organizado fundamentalmente    numa base territorial. Este desmoronamento implica o decl&#237;nio das teias    de coes&#227;o e solidariedade das antigas estruturas territoriais, em favor    de outras predominantemente interlocais (com a &#243;bvia excep&#231;&#227;o    dos territ&#243;rios com culturas pr&#243;prias muito fortes). Por outras palavras,    com base na experi&#234;ncia do estado-na&#231;&#227;o, pode-se adiantar que    a expans&#227;o e consolida&#231;&#227;o territorial tem, primeiro que tudo,    um efeito &#147;desconstrutivo&#148; sobre o sistema de representa&#231;&#227;o    a um n&#237;vel inferior, enquanto, ao mesmo tempo, tende para uma &#147;reestrutura&#231;&#227;o&#148;    dos sistemas de clivagens a um n&#237;vel superior. </P>     <P ALIGN="left"> No que diz respeito a estes aspectos do processo de estrutura&#231;&#227;o    das clivagens no interior dos estados-na&#231;&#245;es, a UE apresenta um consider&#225;vel    n&#250;mero de particularidades, mesmo deixando de lado algumas diferen&#231;as    de primeira ordem como, por exemplo, a recusa de recorrer &#224; viol&#234;ncia.  </P>     <P ALIGN="left"> No processo de integra&#231;&#227;o europeia, o crescimento antecipado    da euroburocracia e o novo centro de decis&#245;es nas &#225;reas de compet&#234;ncia    definidas nos tratados tenderam a produzir, essencialmente, oposi&#231;&#245;es    territoriais. Este fen&#243;meno foi e &#233; representado pelo veto intergovernamental    m&#250;tuo institucionalizado no Conselho e pela desconfian&#231;a generalizada    dos estados-na&#231;&#245;es acerca do novo centro. </P>     <P ALIGN="left"> No entanto, com o passar do tempo, o alargamento do alcance das    actividades governamentais da UE e a acelera&#231;&#227;o das interac&#231;&#245;es    entre os v&#225;rios locais t&#234;m conduzido progressivamente &#224; forma&#231;&#227;o    de sistemas de articula&#231;&#227;o mais complexos, alguns dos quais <I>preservando</I>    <I>as</I> <I>fronteiras territoriais</I> (como as alian&#231;as de estados e    as rela&#231;&#245;es institucionalizadas no Conselho), enquanto outros se organizam    cada vez mais <I>entre territ&#243;rios</I> (como as coopera&#231;&#245;es policiais    transfronteiri&#231;as; as tentativas de constru&#231;&#227;o de europartidos;    a crescente rede de comunica&#231;&#245;es; os acordos entre grupos de interesses    sectoriais), e outros ainda representam novos fen&#243;menos <I>no interior    dos territ&#243;rios</I> (como as diferentes reac&#231;&#245;es dos grupos sociais    nacionais, dos segmentos de votantes, dos governos regionais, etc., &#224;s    perspectivas e modalidades de integra&#231;&#227;o). E, neste processo de desenvolvimento    das liga&#231;&#245;es interlocais (neste caso, entre estados), a Comiss&#227;o    e a sua burocracia (juntamente com a ac&#231;&#227;o jur&#237;dica do Tribunal    de Justi&#231;a) t&#234;m certamente constitu&#237;do uma for&#231;a decisiva.  </P>     <P ALIGN="left"> O facto de no processo de integra&#231;&#227;o europeia os pa&#237;ses    membros serem representados formalmente num &#243;rg&#227;o t&#227;o poderoso    como o Conselho &#233; uma particularidade que n&#227;o deve ser sobrevalorizada.    Mesmo na forma&#231;&#227;o dos estados, as elites locais, os territ&#243;rios,    etc., estiveram representados e contribu&#237;ram de facto para a forma&#231;&#227;o    do centro e para a constru&#231;&#227;o do sistema (ainda que por vezes de forma    inadvertida ou pouco consciente). Al&#233;m disso, a especificidade do quadro    institucional da UE reside neste aspecto: os estados-na&#231;&#245;es n&#227;o    correspondem a unidades constitutivas cujo papel, compet&#234;ncias e atribui&#231;&#245;es    disp&#245;em de &#147;protec&#231;&#227;o constitucional&#148; nos tratados;    ou seja, n&#227;o s&#227;o protegidos, nem mesmo por aquelas decis&#245;es que    os governos podem tomar por unanimidade ou maioria. Pelo contr&#225;rio, os    &#147;governos&#148; est&#227;o representados no centro e gozam de (maior ou    menor) poder de veto, mas podem, por unanimidade, sobrepor-se &#224;s compet&#234;ncias    dos estados-na&#231;&#245;es praticamente em todas as mat&#233;rias. </P>      <P ALIGN="left"> Logo, o papel do processo de integra&#231;&#227;o, no que respeita    &#224; estrutura&#231;&#227;o pol&#237;tica &#151; tanto a n&#237;vel nacional    como europeu &#151; &#233;, neste momento, dif&#237;cil de caracterizar e as    suas implica&#231;&#245;es a m&#233;dio prazo s&#227;o dif&#237;ceis de prever.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Os processos hist&#243;ricos de forma&#231;&#227;o dos estados    e de constru&#231;&#227;o das na&#231;&#245;es, por um lado, e os de democratiza&#231;&#227;o    e desenvolvimento do estado-provid&#234;ncia, por outro, contribu&#237;ram para    o fechamento de v&#225;rias fronteiras entre territ&#243;rios. Paralelamente,    provocaram o aumento do poder e das compet&#234;ncias dos centros nacionais    e a constru&#231;&#227;o de um <I>sistema de lealdades e identidades</I>, no    interior do qual se puderam desenvolver o <I>direito de participa&#231;&#227;o    nos processos colectivos de decis&#227;o</I> e as <I>pol&#237;ticas e institui&#231;&#245;es    de cariz social</I>. As identidades nacionais (&#225;reas de igualdade cultural),    a democracia (&#225;rea de igualdade pol&#237;tica) e o estado-provid&#234;ncia    (&#225;rea de igualdade social) estiveram intrinsecamente associados no processo    de estrutura&#231;&#227;o pol&#237;tica dos estados-na&#231;&#245;es. A base    pol&#237;tica destas din&#226;micas foi assim assegurada pelo desenvolvimento    dos sistemas de clivagens e de partidos, bem como pelo estabelecimento dos sistemas    de intermedia&#231;&#227;o dos interesses corporativos. </P>     <P ALIGN="left"> A integra&#231;&#227;o europeia &#233; um processo de descompress&#227;o    e dissolu&#231;&#227;o de fronteiras entre territ&#243;rios e, por enquanto,    de constru&#231;&#227;o de uma fronteira com o exterior pouco demarcada (abertura    total a novos membros; falta de integra&#231;&#227;o militar; imprecis&#227;o    da identidade europeia; fracas barreiras econ&#243;micas com o exterior). Ou    seja: por um lado, criam-se condi&#231;&#245;es para que uma enorme quantidade    de recursos deixem de ser assegurados pelas responsabilidades sociais dos estados    e pelo processo de decis&#227;o colectiva na &#225;rea de solidariedade dos    mesmos; por outro lado, isso oferece, no m&#237;nimo, oportunidade para uma    reestrutura&#231;&#227;o pol&#237;tica a n&#237;vel da UE, que pode ser particularmente    importante caso as suas compet&#234;ncias e actividades se continuem a expandir    e as fronteiras econ&#243;micas, militares e culturais com o exterior se fortale&#231;am.  </P>     <P ALIGN="left"> Ainda assim, mantendo a compara&#231;&#227;o com a experi&#234;ncia    de consolida&#231;&#227;o dos estados-na&#231;&#245;es, uma pol&#237;tica conveniente    de estrutura&#231;&#227;o, a n&#237;vel europeu, de clivagens, partidos e estruturas    de interesses corporativos implica n&#227;o apenas o refor&#231;o das fronteiras    externas da UE, mas tamb&#233;m um esfor&#231;o paralelo de constru&#231;&#227;o    de um sistema, isto &#233;, um refor&#231;o das lealdades e identidades internas    que possam, por si pr&#243;prias, proporcionar uma base para o processo de participa&#231;&#227;o    pol&#237;tica leg&#237;tima nas decis&#245;es colectivas e nas quest&#245;es    sociais. </P>     <P ALIGN="left"> Na minha opini&#227;o, neste momento, o processo de integra&#231;&#227;o    contribui para uma crescente tens&#227;o entre, por um lado, a capacidade potencialmente    destrutiva das clivagens e estruturas partid&#225;rias a n&#237;vel nacional    e, por outro, a base fr&#225;gil e improv&#225;vel para um processo efectivo    de estrutura&#231;&#227;o de pol&#237;ticas alternativas ao n&#237;vel da UE.  </P>     <p align="left">&nbsp;</p>      <P ALIGN="left"> <B>O cen&#225;rio de instabilidade eleitoral</B> </P>     <P ALIGN="left"> Esta situa&#231;&#227;o de crescente tens&#227;o entre estruturas    dom&#233;sticas e de integra&#231;&#227;o tem-se desenvolvido num contexto de    crescente desalinhamento eleitoral na maior parte dos eleitorados europeus.    Durante um longo per&#237;odo, que se estendeu desde meados da d&#233;cada de    70 at&#233; finais da d&#233;cada de 80, a literatura sobre comportamentos eleitorais,    sistemas de clivagens e conjunturas pol&#237;ticas concentrou-se na avalia&#231;&#227;o    das transforma&#231;&#245;es ocorridas na conjuntura eleitoral ap&#243;s &#224;    fase de congelamento do &#147;sistema de clivagens&#148;. O debate era consideravelmente    polarizado no que respeita &#224; evid&#234;ncia das mudan&#231;as reais e &#224;s    suas consequ&#234;ncias (Crewe e Denver, 1985). </P>     <P ALIGN="left"> Por um lado, muitos dos estudos de n&#237;vel individual sobre    as atitudes pol&#237;ticas e as op&#231;&#245;es de voto, baseados em dados    de question&#225;rios, obtiveram resultados irrefut&#225;veis quanto ao decl&#237;nio    do impacto de factores socioestruturais na forma&#231;&#227;o das prefer&#234;ncias    eleitorais, &#224;s mudan&#231;as significativas de orienta&#231;&#227;o valorativa    e &#224; emerg&#234;ncia de novos temas e preocupa&#231;&#245;es entre os p&#250;blicos.    Estes estudos tenderam a relacionar automaticamente esta evid&#234;ncia com    uma instabilidade do sistema pol&#237;tico tradicional e com a entrada numa    nova fase de &#147;descongelamento&#148; pol&#237;tico (Dalton, Flanagan e Beck,    1984; Franklin, Mackie e Valen, 1992). </P>     <P ALIGN="left"> Por outro lado, os estudos que se centraram nos padr&#245;es    do comportamento eleitoral a n&#237;vel agregado ou no balan&#231;o geral do    apoio partid&#225;rio foram mais prudentes, manifestando alguma relut&#226;ncia    em concluir que uma nova fase estaria a emergir. Estes estudos tenderam a enfatizar    a continuidade em detrimento da mudan&#231;a, a persist&#234;ncia e a estabilidade    em detrimento da transforma&#231;&#227;o. O contraste entre os resultados dos    estudos individuais sobre as atitudes pol&#237;ticas e os resultados que emanam    da milit&#226;ncia partid&#225;ria ou dos alinhamentos no quadro do sistema    de partidos foi interpretado de forma diferente: as inconsist&#234;ncias entre    a mudan&#231;a de atitudes pol&#237;ticas e a oferta partid&#225;ria tradicional    n&#227;o se manifestam, necessariamente, numa mudan&#231;a imediata dos padr&#245;es    de voto e, consequentemente, dos resultados globais. A hip&#243;tese avan&#231;ada    &#233; a de que seriam precisos mecanismos de incentivos institucionais e/ou    choques espec&#237;ficos e conjunturas pol&#237;ticas cr&#237;ticas para mobilizar    os eleitores recentemente desenra&#237;zados para op&#231;&#245;es de voto completamente    diferentes (Bartolini e Mair, 1990). </P>     <P ALIGN="left"> Numa excelente revis&#227;o das mudan&#231;as gerais de comportamento    eleitoral a n&#237;vel agregado na Europa ocidental, Peter Mair (2000a) sugere    que os anos 90 se caracterizam por uma nova configura&#231;&#227;o. De acordo    com a sua an&#225;lise, as elei&#231;&#245;es mais recentes tendem a apresentar    uma reconcilia&#231;&#227;o entre os desenvolvimentos baseados em dados individuais    e agregados. &#201; neste per&#237;odo que, pela primeira vez, as transforma&#231;&#245;es    que h&#225; muito t&#234;m sido analisadas a n&#237;vel do voto individual t&#234;m    finalmente come&#231;ado a reflectir-se no balan&#231;o geral do apoio partid&#225;rio.    De facto, os anos 90 parecem distinguir-se bastante dos anos 70 e 80 se considerarmos    tr&#234;s indicadores simples, mas cruciais, de mudan&#231;a eleitoral: n&#237;veis    de participa&#231;&#227;o, volatilidade eleitoral e percentagem de votos alcan&#231;ados    por &#147;novos&#148; partidos (isto &#233;, partidos fundados a partir dos    anos 60) (ver <a href="#qd1">quadro 1</a>). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"><a name="qd1"></a></P> <table width="140%" border="0" cellspacing="5" cellpadding="5">   <tr>      <td><strong>Quadro 1 </strong>N&iacute;veis m&eacute;dios de participa&ccedil;&atilde;o        eleitoral e voto nos novos partidos</td>   </tr> </table> <table width="580" border="0" cellspacing="5" cellpadding="5" align="center">   <tr>      <td><img src="./img/revistas/spp/n37/37a05q1.gif" width="755" height="298"></td>   </tr>   <tr>      <td>    
<p>Notas: as configura&ccedil;&otilde;es da Gr&eacute;cia, Portugal e          Espanha nas d&eacute;cadas de 50, 60 e 70 foram ajustadas de acordo com          os meus pr&oacute;prios c&aacute;lculos. N&atilde;o se incluiu Malta.          Consequentemente os valores m&eacute;dios das d&eacute;cadas s&atilde;o          diferentes dos obtidos na fonte principal. (*) Dispon&iacute;vel apenas          um valor de volatilidade, nos anos 70; (**) excluindo as elei&ccedil;&otilde;es          de 1950/51. (***) N&atilde;o existe registo devido &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o          da democracia entre os anos 60 e 70. (****) N&atilde;o existe registo.          Instaura&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica em meados da d&eacute;cada          de 70.</p>           <p>Fontes: Gallagher, Laver e Mair (2001); Mair (2000a).</p></td>   </tr> </table>     <P ALIGN="left">&nbsp;</P>     <P ALIGN="left"> Os n&#237;veis de participa&#231;&#227;o t&#234;m vindo a decair    de forma mais ou menos consistente, desde h&#225; muito tempo para c&#225; e    particularmente nas &#250;ltimas tr&#234;s d&#233;cadas, em quase todos os pa&#237;ses,    exceptuando a B&#233;lgica, a Gr&#233;cia, a Espanha e o Reino Unido. No entanto,    apenas nos anos 90 esta queda se acentuou e se generalizou, sendo que tr&#234;s    quartos das democracias da Europa ocidental (a Europa de leste n&#227;o se inclui    neste c&#225;lculo) apresentaram nos anos 90 as m&#233;dias mais baixas de mobiliza&#231;&#227;o    eleitoral. A volatilidade eleitoral, nos pa&#237;ses da Europa ocidental, registou    mudan&#231;as acentuadas entre os anos 50 e 70. Tendo em conta as dezasseis    democracias sobre as quais existem dados desde a d&#233;cada de 50, a m&#233;dia    dos pa&#237;ses da Europa ocidental desceu de 8,1%, nos anos 50, para 7,1%,    nos anos 60, aumentando de seguida para 8,9%, nos anos 70 (incluindo a Espanha    nesta d&#233;cada). Na d&#233;cada de 80, a volatilidade m&#233;dia dos 18 pa&#237;ses    (incluindo agora tamb&#233;m Portugal) aumentou para 9,6%. O auge da volatilidade    eleitoral, por&#233;m, registou-se nos anos 90, com uma m&#233;dia de 11,9%    para o conjunto dos pa&#237;ses, quase 4 pontos acima do registado nas d&#233;cadas    de 60 e 70, e 2 pontos acima da d&#233;cada anterior. </P>     <P ALIGN="left"> Por fim, Peter Mair analisou tamb&#233;m as percentagens acumuladas    de votos obtidos pelos partidos que se apresentaram pela primeira vez a elei&#231;&#245;es    nos anos 60 e que, por conseguinte, podem ser definidos como um &#147;novo&#148;    tipo de partidos (grupos dissidentes dos partidos tradicionais n&#227;o foram    considerados). Estes partidos aumentaram de uma m&#233;dia nacional de 3,9%,    nos anos 60, para 9,7%, na d&#233;cada de 70, 15,32%, na de 80 e, finalmente,    para um m&#225;ximo significativo de 23,7%, nos anos 90. Nesta &#250;ltima d&#233;cada,    quase um quarto dos votantes da Europa ocidental confiou o seu voto a um partido    fundado a partir dos anos 60. </P>     <P ALIGN="left"> A conclus&#227;o &#233; a seguinte: 1) o n&#250;mero de eleitores    com vontade de participar nas elei&#231;&#245;es decresceu nos anos 90, em rela&#231;&#227;o    &#224;s d&#233;cadas anteriores; 2) na d&#233;cada de 90, mesmo os eleitores    que decidiram participar revelaram uma inten&#231;&#227;o substancialmente maior    de mudar a prefer&#234;ncia do seu voto entre partidos, comparando inclusive    com a d&#233;cada de 80; e 3) nos anos 90, os apoios &#224; cria&#231;&#227;o    de novos partidos descolaram, acelerando decisivamente a tend&#234;ncia presente    desde os anos 70 (Mair, 2000a). </P>     <P ALIGN="left"> Por outras palavras, no que diz respeito ao comportamento eleitoral    agregado, a d&#233;cada de 90 demonstrou-se claramente distinta da anterior.    N&#227;o s&#243; acelerou pequenas tend&#234;ncias do passado (decr&#233;scimo    da mobiliza&#231;&#227;o e aumento do voto nos novos partidos), como tamb&#233;m    aumentou indicadores que se mantinham est&#225;veis (volatilidade eleitoral).    Pode-se assim concluir que, nos anos 90, pela primeira vez, os resultados das    mudan&#231;as a n&#237;vel individual e a n&#237;vel global refor&#231;aram-se    reciprocamente. </P>     <P ALIGN="left"> Uma quest&#227;o mant&#233;m-se, contudo, em aberto entre os    analistas. Ser&#225; que estes dados, quer a n&#237;vel individual quer no plano    agregado, espelham uma situa&#231;&#227;o de crescente distanciamento e desajustamento,    ou abrem caminho para potenciais processos de reestrutura&#231;&#227;o em torno    de novas dimens&#245;es de competi&#231;&#227;o? Ou colocando a quest&#227;o    de outra forma: ser&#225; poss&#237;vel que a &#147;desestrutura&#231;&#227;o&#148;    dos alinhamentos tradicionais nos eleitorados da Europa ocidental abre caminho    a um novo processo de &#147;realinhamento&#148;? E, neste caso, ser&#225; poss&#237;vel    imaginar ao longo de que linhas potenciais esta reestrutura&#231;&#227;o poder&#225;    emergir? </P>      <P ALIGN="left"> Estas quest&#245;es s&#227;o muito complexas, pelo que se torna    provavelmente imposs&#237;vel dar-lhes, neste momento, uma resposta directa.    S&#227;o, no entanto, t&#227;o importantes que merecem que se esbocem poss&#237;veis    hip&#243;teses e conjecturas pass&#237;veis de orientar as nossas pesquisas    nesta &#225;rea. As pr&#243;ximas duas sec&#231;&#245;es ser&#227;o ocupadas    pela an&#225;lise da forma como poder&#227;o emergir novas dimens&#245;es, clivagens    ou alinhamentos a partir do processo de &#147;integra&#231;&#227;o europeia&#148;,    e do seu potencial impacto e/ou interac&#231;&#227;o com din&#226;micas equivalentes    a n&#237;vel nacional. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left">&nbsp;</P>     <P ALIGN="left"> <B>O conte&#250;do da potencial linha de clivagem integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia</B>  </P>     <P ALIGN="left"> Qual pode ser o &#147;conte&#250;do&#148; destes novos conflitos    e oposi&#231;&#245;es em torno do processo de integra&#231;&#227;o europeia,    e como ser&#225; a sua rela&#231;&#227;o com a estrutura de clivagens pr&#233;-existente?    Podemos identificar tr&#234;s linhas de oposi&#231;&#227;o ligeiramente distintas:  </P>     <P ALIGN="left">- <I>conflitos e oposi&#231;&#245;es gerados entre apoiantes e    advers&#225;rios da integra&#231;&#227;o europeia</I>, isto &#233;, ades&#227;o    ou recusa do projecto global ou de alguns dos seus elementos mais significativos;        <br>   -<I> conflitos e oposi&#231;&#245;es relacionados com o grau de integra&#231;&#227;o</I>,    ou seja, em redor das op&#231;&#245;es de aprofundar ou aligeirar a integra&#231;&#227;o    ou relacionadas com a natureza e o volume das compet&#234;ncias e poderes, a    capacidade regulat&#243;ria e o controlo judicial sobre as pol&#237;ticas nacionais;        <br>   - <I>conflitos e oposi&#231;&#245;es que se podem articular com o &#226;mbito    da integra&#231;&#227;o europeia</I>, isto &#233;, oposi&#231;&#245;es sobre    a natureza do projecto, em que medida deve constituir um mercado-fortaleza,    qual o alcance da regula&#231;&#227;o dos mercados, dever&#227;o (ou n&#227;o)    os direitos sociais ser judicialmente regulados, ser&#225; (ou n&#227;o) necess&#225;ria    uma revis&#227;o do modelo institucional federalista, entre outras quest&#245;es.    Em resumo, uma politiza&#231;&#227;o das regras internas da pol&#237;tica europeia.  </P>     <P ALIGN="left"> Visto que o processo de integra&#231;&#227;o se mant&#233;m,    em larga medida, aberto e indefinido, persistem as diferen&#231;as e ambiguidades    entre o &#147;sim e n&#227;o&#148;, o &#147;mais ou menos&#148; e o &#147;que&#148;.    Para que qualquer um destes tipos de oposi&#231;&#227;o latente se torne um    foco de reestrutura&#231;&#227;o pol&#237;tica para as organiza&#231;&#245;es    partid&#225;rias, os grupos sociais e os indiv&#237;duos, ser&#225; necess&#225;ria    a emerg&#234;ncia de um desfasamento prolongado, premente e sistem&#225;tico    entre as prefer&#234;ncias e as pol&#237;ticas seguidas pelos partidos pol&#237;ticos    nacionais e as dos seus eleitores. Necess&#225;ria, mas n&#227;o suficiente.    &#201; tamb&#233;m preciso <I>politizar</I> esses temas, processo pelo qual    os debates passam de um car&#225;cter predominantemente elitista e tecnocr&#225;tico    para um &#226;mbito cada vez mais pol&#237;tico. Ainda assim, &#233; necess&#225;rio    um terceiro passo: que a <I>participa&#231;&#227;o e mobiliza&#231;&#227;o pol&#237;tica</I>    em torno destes temas aumente e, consequentemente, que as elites pol&#237;ticas    nacionais se tornem <I>vulner&#225;veis ao estado da opini&#227;o p&#250;blica</I>.  </P>     <P ALIGN="left"> O primeiro passo diz respeito a uma avalia&#231;&#227;o do potencial    desfasamento entre as atitudes face &#224; integra&#231;&#227;o europeia e as    estruturas partid&#225;rias nacionais considerando, em termos gerais, quer as    atitudes dos partidos pol&#237;ticos, quer as dos grupos sociais e dos eleitores.  </P>     <p align="left"><I>Partidos pol&#237;ticos</I> </p>      <P ALIGN="left"> As an&#225;lises que investigaram as atitudes dos partidos e    das fam&#237;lias partid&#225;rias no contexto da UE conclu&#237;ram que, em    parte, a dimens&#227;o integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia est&#225; relacionada    com a tradicional divis&#227;o esquerda/direita. <a name="top2"></a>No entanto,    tanto a reconcilia&#231;&#227;o de alguns dos partidos de esquerda com o processo    de integra&#231;&#227;o, como a crescente oposi&#231;&#227;o de alguns dos partidos    de direita, tornaram estas duas dimens&#245;es mais independentes uma da outra    (Marks e Wilson, no prelo; Hix, 1999; Ray, 1999; Huber e Inglehart, 1995). Simultaneamente,    segundo estes estudos, as varia&#231;&#245;es no interior das fam&#237;lias    partid&#225;rias sugerem uma certa ambiguidade quando a orienta&#231;&#227;o    pr&#243;-integracionista &#233; interpretada com base nas estruturas de clivagens    nacionais.<SUP><a href="#2">2</a></SUP> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Na verdade, se a maioria dos partidos socialistas e sociais-democratas    receiam a competi&#231;&#227;o de mercado e o recuo do sistema de provid&#234;ncia,    podem, contudo, encarar a oportunidade de reorganizar um mercado regulado ou    social ao n&#237;vel da UE. Ali&#225;s, a consciencializa&#231;&#227;o de que    as tend&#234;ncias neoliberais s&#243; podem ser combatidas a n&#237;vel continental    esteve na base da mudan&#231;a de atitudes de muitos dos partidos socialistas,    nomeadamente o Partido Socialista franc&#234;s, o PDS italiano ou os sociais-democratas    escandinavos, face &#224; Uni&#227;o, desde o Acto &#218;nico Europeu. Al&#233;m    disso, considera-se que as varia&#231;&#245;es no interior da fam&#237;lia socialista    se devem ao alcance das liga&#231;&#245;es com os sindicatos e &#224; dimens&#227;o    das despesas estatais. Os partidos socialistas do sul da Europa, com liga&#231;&#245;es    mais fracas e situados em pa&#237;ses com uma despesa p&#250;blica menor, s&#227;o    mais favor&#225;veis &#224; integra&#231;&#227;o europeia que os sociais-democratas    escandinavos, austr&#237;acos ou alem&#227;es, com liga&#231;&#245;es org&#226;nicas    mais fortes com os sindicatos e localizados em pa&#237;ses em que o estado provid&#234;ncia    &#233; mais alargado. </P>     <P ALIGN="left"> Tamb&#233;m a distin&#231;&#227;o entre internacionalismo cat&#243;lico    e nacionalismo protestante fornece uma base para o apoio &#224; integra&#231;&#227;o.    Muitos dos partidos cat&#243;licos tendem a defender uma integra&#231;&#227;o    mais alargada, enquanto os partidos de religi&#227;o protestante ou, mais genericamente,    os pa&#237;ses de religi&#227;o protestante do norte da Europa demonstram muito    maior relut&#226;ncia em apoiar o processo que, por vezes, encaram como uma    institui&#231;&#227;o da hegemonia da &#147;igreja romana&#148; na Europa. No    entanto, mesmo os partidos cat&#243;licos da Europa continental podem ser segmentados    em subcategorias e com base nos grupos partid&#225;rios, os cat&#243;licos sociais    revelando uma prefer&#234;ncia maior pela integra&#231;&#227;o, enquanto os    democratas crist&#227;os de direita se manifestam (cada vez) menos favor&#225;veis.  </P>     <P ALIGN="left"> Al&#233;m disso, a integra&#231;&#227;o europeia parece ser muito    mais apreciada pelos partidos regionalistas ou das periferias, em pa&#237;ses    como a Espanha, a B&#233;lgica ou a Gr&#227;-Bretanha. Pelo contr&#225;rio,    partidos centrais e institucionalizados tendem a recear os perigos da dissolu&#231;&#227;o    nacional associados a uma excessiva &#147;regionaliza&#231;&#227;o&#148; das    pol&#237;ticas europeias. </P>      <P ALIGN="left"> Em geral, a maioria dos partidos de direita s&#227;o a favor    das ac&#231;&#245;es, promovidas pela Uni&#227;o, de incremento &#224; competi&#231;&#227;o    econ&#243;mica e &#224; livre circula&#231;&#227;o. Todavia, aqueles com uma    orienta&#231;&#227;o neoliberal mais radical receiam mesmo a excessiva interven&#231;&#227;o    e regula&#231;&#227;o por parte da UE, posi&#231;&#227;o adoptada tipicamente    pelos <I>tories</I> ingleses desde que a Sra. Thatcher liderou o partido. Consequentemente,    a fam&#237;lia partid&#225;ria conservadora pressup&#245;e consider&#225;veis    subdivis&#245;es internas entre conservadores neoliberais e nacionalistas, visto    que a oposi&#231;&#227;o nacionalista &#224; integra&#231;&#227;o europeia complementa    e entra em conflito com a perspectiva neoliberal. </P>     <P ALIGN="left"> Por fim, a orienta&#231;&#227;o heterog&#233;nea da fam&#237;lia    liberal face &#224; integra&#231;&#227;o est&#225; relacionada com a sua emerg&#234;ncia    a partir de tr&#234;s clivagens hist&#243;ricas distintas: a clivagem meio urbano/meio    rural no caso dos liberais ingleses ou alem&#227;es; a clivagem estado/religi&#227;o,    central no liberalismo em It&#225;lia, Fran&#231;a, Espanha, Holanda e B&#233;lgica;    e a clivagem hist&#243;rica centro/periferia para os liberais escandinavos (incluindo    finlandeses), escoceses e galeses. Nesta tipologia, os primeiros tendem a apoiar    mais a integra&#231;&#227;o, enquanto os liberais agr&#225;rios surgem como    os mais resistentes ao processo. </P>     <P ALIGN="left"> As conclus&#245;es destas an&#225;lises sugerem as dificuldades    que subjazem a uma interpreta&#231;&#227;o das posi&#231;&#245;es face &#224;    integra&#231;&#227;o baseada nas clivagens pr&#243;prias do n&#237;vel nacional.    A tentativa de compreender as atitudes partid&#225;rias perante a UE em fun&#231;&#227;o    da sua localiza&#231;&#227;o no sistema de clivagens nacional demonstra bem    a dificuldade que os partidos pol&#237;ticos nacionais encontram em tematizar    politicamente a quest&#227;o da integra&#231;&#227;o, dado que o seu equacionamento,    do ponto de vista dos alinhamentos pol&#237;ticos nacionais, est&#225; sujeito    a diversas leituras (perda do controlo nacional <I>versus</I> recupera&#231;&#227;o    da capacidade pol&#237;tica de organizar a economia; op&#231;&#245;es econ&#243;micas    <I>versus</I> estrat&#233;gias culturais; ortodoxia neoliberal <I>versus</I>    regras e regula&#231;&#245;es burocr&#225;ticas; etc.). &#201; precisamente    devido ao facto de a integra&#231;&#227;o estar relacionada com a natureza das    fronteiras territoriais e com as barreiras funcionais do estado que se torna    dif&#237;cil conceptualiz&#225;-la atrav&#233;s dos conflitos originados pelo    fechamento dessas fronteiras/barreiras. </P>     <P ALIGN="left"> Poder&#225; avan&#231;ar-se a hip&#243;tese de essa ser a raz&#227;o    pela qual, at&#233; agora, os partidos dominantes t&#234;m preferido evitar    o mais poss&#237;vel esses temas: devido &#224; sua incapacidade de os voltar    a associar &#224; dimens&#227;o da competi&#231;&#227;o nacional. Esta incapacidade    n&#227;o traduz uma incompet&#234;ncia subjectiva, mas uma incompatibilidade    objectiva entre os temas que dizem respeito &#224; abertura territorial atrav&#233;s    da expans&#227;o/integra&#231;&#227;o e as quest&#245;es relacionadas com a    institucionaliza&#231;&#227;o de uma posi&#231;&#227;o num contexto culturalmente    homog&#233;neo, econ&#243;mica e administrativamente fechado. </P>     <p align="left"><I>Grupos sociais</I> </p>     <P ALIGN="left"> Na minha opini&#227;o, uma situa&#231;&#227;o semelhante &#224;    descrita sobre os partidos decorre quando se procura identificar os principais    interesses e grupos sociais neste espa&#231;o bidimensional, gerado pela intersec&#231;&#227;o    das dimens&#245;es esquerda/direita e integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia.    A atitude face &#224; Europa dos grupos socioecon&#243;micos tradicionais tem    sido estudada combinando uma dimens&#227;o de classe com uma distin&#231;&#227;o    sectorial. <a name="top3"></a>A oposi&#231;&#227;o entre o operariado tradicional    e os grupos sociais propriet&#225;rios &#233; assim enquadrada na dimens&#227;o    esquerda/direita.<SUP><a href="#3">3</a></SUP> Na dimens&#227;o integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia,    os grupos sectoriais s&#227;o definidos em fun&#231;&#227;o de um maior ou menor    apoio &#224; integra&#231;&#227;o, desde o sector p&#250;blico (o mais c&#233;ptico),    passando pelos produtores nacionais e globais, servi&#231;os financeiros, produtores    multinacionais europeus (os eurocampe&#245;es), at&#233; aos sectores agr&#237;colas    (os mais apoiantes). </P>      <P ALIGN="left"> De acordo com estas an&#225;lises, as classifica&#231;&#245;es    bidimensionais resultantes e a localiza&#231;&#227;o em classes e grupos sectoriais    d&#227;o origem a ambiguidades consider&#225;veis. Estas ambiguidades assemelham-se    &#224;s descritas na sec&#231;&#227;o anterior, acerca dos partidos e das fam&#237;lias    partid&#225;rias. O apoio ao processo de integra&#231;&#227;o pode ser entendido    como apoio &#224; desregula&#231;&#227;o, competi&#231;&#227;o e livre circula&#231;&#227;o,    associados a uma interven&#231;&#227;o estatal m&#237;nima. A favor desta integra&#231;&#227;o    podemos encontrar diversos grupos sociais e sectoriais. Se a integra&#231;&#227;o    significar regula&#231;&#227;o crescente do mercado comum e mesmo fechamento    potencial desse mercado, esses grupos poder&#227;o reagir de forma diferente.    Parece claro que o sector p&#250;blico e os produtores nacionais poder&#227;o    estar preocupados com uma integra&#231;&#227;o que acentue o livre mercado.    Produtores globais e servi&#231;os financeiros, que competem j&#225; no mercado    global, defendem a livre circula&#231;&#227;o e a UEM, mas podem ficar apreensivos    face aos desenvolvimentos de uma integra&#231;&#227;o positiva ao n&#237;vel    da UE. Os produtores europeus multinacionais competindo no mercado europeu contra    importa&#231;&#245;es de terceiros pa&#237;ses podem manifestar um maior apoio    &#224; integra&#231;&#227;o econ&#243;mica positiva a n&#237;vel europeu, o    que implica pol&#237;ticas proteccionistas e fechamento do mercado. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> A defini&#231;&#227;o destes interesses, e a forma como s&#227;o    abordados, depende do tipo espec&#237;fico de integra&#231;&#227;o europeia    que ser&#225; escolhido. Mais especificamente, depende da estrat&#233;gia de    constru&#231;&#227;o e aboli&#231;&#227;o de fronteiras que ser&#225; adoptada,    pela UE, como meio de integra&#231;&#227;o interna e demarca&#231;&#227;o externa.    Alian&#231;as infraclassistas poder&#227;o manter-se nas quest&#245;es da agenda    comunit&#225;ria que implicam a esquerda e a direita (i. e., n&#237;vel de regula&#231;&#227;o    social do mercado, direitos dos trabalhadores, funcionalidade do estado provid&#234;ncia,    etc.), mas revelam-se altamente inst&#225;veis em quest&#245;es sobre integra&#231;&#227;o    ou independ&#234;ncia (i. e., n&#237;vel de integra&#231;&#227;o fiscal, transfer&#234;ncias    econ&#243;micas transnacionais, entre outros). Inversamente, alian&#231;as infra-sectoriais    poder&#227;o estabelecer-se nos temas sobre a integra&#231;&#227;o e a independ&#234;ncia,    mas fracturar-se nos temas relacionados com a oposi&#231;&#227;o esquerda/direita.  </P>     <P ALIGN="left"> <I>Eleitores</I> </P>     <P ALIGN="left"> A n&#237;vel individual, torna-se mais dif&#237;cil antever os    potenciais conte&#250;dos e impactos do tema da integra&#231;&#227;o. Relativamente    aos eleitores, existe um enorme desacordo sobre at&#233; que ponto a base individual    de apoio e oposi&#231;&#227;o &#224; integra&#231;&#227;o europeia est&#225;    &#147;estruturada&#148; ou permanece &#147;indistinta&#148;. De acordo com alguns    acad&#233;micos, entre os p&#250;blicos n&#227;o existem posi&#231;&#245;es    como o apoio ou a oposi&#231;&#227;o, mas sobretudo orienta&#231;&#245;es indiferentes,    desinformadas, desinteressadas e n&#227;o competentes, que, por conseguinte,    n&#227;o apresentam quaisquer estruturas s&#243;lidas de atitudes perante a    UE. Pelo contr&#225;rio, outros autores salientam que tem vindo a emergir, no    seio do p&#250;blico, uma estrutura de atitudes face ao desenvolvimento da UE    como combina&#231;&#227;o das mesmas dimens&#245;es de esquerda/direita e integra&#231;&#227;o/desenvolvimento    j&#225; discutidas para os partidos, grupos sociais e organiza&#231;&#245;es    (Gabel, 1988; Inglehart, Rabier e Reif, 1991; Gabel e Palmer, 1995; Eichenberg    e Dalton, 1993; Eijk e Franklin, 1991; Eijk, Franklin e outros, 1996; Blondel,    Sinnott e Svensson, 1998). Uma certa controv&#233;rsia permanece entre os defensores    desta interpreta&#231;&#227;o, no que diz respeito ao modo como interagem as    dimens&#245;es esquerda/direita e integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia: ser&#225;    que se intersectam ortogonalmente num espa&#231;o bidimensional ou, de alguma    forma, se sobrep&#245;em? Em que medida a dimens&#227;o esquerda/direita &#233;    semelhante &#224; de n&#237;vel nacional ou se baseia em quest&#245;es derivadas?    (Ray, 1999; Hix, 1999). </P>      <P ALIGN="left"> Nos &#250;ltimos vinte anos, de facto, a literatura sobre as    clivagens nacionais surgiu com um n&#250;mero imenso de novas dimens&#245;es    de valores &#151; em geral, identificadas automaticamente com o termo &#147;nova    clivagem&#148;, o que sup&#245;e que todas t&#234;m muito em comum, ainda que    se distingam de alguma forma. Deixando de parte a famosa distin&#231;&#227;o    de Inglehart entre materialistas e p&#243;s-materialistas, muitos outros estudos    t&#234;m enfatizado as dimens&#245;es &#147;culturais&#148; que op&#245;em os    valores de dever, aceita&#231;&#227;o, disciplina, obedi&#234;ncia, legalidade,    ordem e efici&#234;ncia produtiva, aos valores individualistas da criatividade,    espontaneidade, realiza&#231;&#227;o pessoal e hedonismo e envolvimento. Estes    estudos incluem tamb&#233;m as oposi&#231;&#245;es entre solidariedade e prosperidade    ou seguran&#231;a; prosperidade e ecologia; participa&#231;&#227;o e seguran&#231;a    (Inglehart, 1971 e 1984; Klages, 1985; Noelle Neumann, 1985; Vester, Von Oertzen,    Geiling, Hermann e M&#252;ller, 1993; Flanagan, 1987; Hertz, 1987; Luke, 1989:    139). </P>     <P ALIGN="left"> Todas estas oposi&#231;&#245;es t&#234;m sido vulgarmente analisadas    no contexto das fronteiras demarcadas e das estruturas de oportunidades pol&#237;ticas    do estado-na&#231;&#227;o. Com pequenas excep&#231;&#245;es, estas novas orienta&#231;&#245;es    culturais t&#234;m revelado dificuldades evidentes em expressarem-se directamente    atrav&#233;s de pol&#237;ticas, dado que t&#234;m sido confinadas ao conjunto    pr&#233;-existente de alian&#231;as pol&#237;tico-eleitorais entre grupos sociais    e organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas. &#201; verdade que as organiza&#231;&#245;es    pol&#237;ticas nacionais t&#234;m tentado absorver e incorporar n&#227;o s&#243;    estas quest&#245;es, mas tamb&#233;m os grupos que as discutem mais activamente,    atrav&#233;s de uma adapta&#231;&#227;o original das suas pol&#237;ticas e perfis    program&#225;ticos. </P>     <P ALIGN="left"> <a name="top4"></a>Que seja do meu conhecimento, existe muito    pouco trabalho sistem&#225;tico sobre as rela&#231;&#245;es entre estas novas    orienta&#231;&#245;es de valores identificadas e os determinantes individuais    de atitudes acerca da integra&#231;&#227;o territorial a n&#237;vel europeu.    Os estudos de opini&#227;o p&#250;blica realizados na Europa salientam a associa&#231;&#227;o    entre apoio individual &#224; integra&#231;&#227;o e consci&#234;ncia pol&#237;tica    (Inglehart, 1970), recursos em capitais humanos (Gabel e Palmer, 1995) e valores    p&#243;s-materialistas (Inglehart, Rabier e Reif, 1991).<SUP><a href="#4">4</a></SUP>  </P>     <P ALIGN="left"> Quando se consideram os estudos que relacionam apoio &#224; integra&#231;&#227;o    com pap&#233;is e posi&#231;&#245;es sociais, mais do que com as orienta&#231;&#245;es    culturais, a classe e a profiss&#227;o s&#243; influenciam as atitudes de categorias    polarizadas; a educa&#231;&#227;o &#233; um preditor mais forte do que a profiss&#227;o;    os homens s&#227;o mais apoiantes do que as mulheres; o n&#237;vel de voto favor&#225;vel    aumenta com a idade; eleitores sem filia&#231;&#227;o religiosa votam mais favoravelmente    do que os eleitores com forte filia&#231;&#227;o cat&#243;lica ou protestante;    as pessoas solteiras votam mais favoravelmente do que as casadas, divorciadas    ou vi&#250;vas; os membros dos sindicatos manifestam uma maior oposi&#231;&#227;o    ao processo do que os trabalhadores n&#227;o sindicalizados; as categorias com    maiores rendimentos defendem mais fortemente a integra&#231;&#227;o (Hug e Sciarini,    1995; Evans, 1998). </P>      <P ALIGN="left">Com a excep&#231;&#227;o real e significativa do factor idade,    todos os dados mencionados no par&#225;grafo anterior, quer sobre atitudes,    quer referentes &#224; estratifica&#231;&#227;o social, s&#227;o compat&#237;veis    com uma interpreta&#231;&#227;o geral que se baseie numa linha de oposi&#231;&#227;o    entre a percep&#231;&#227;o de novas oportunidades e op&#231;&#245;es de mobilidade    <I>versus</I> a percep&#231;&#227;o dos custos desses factores de mobilidade.    As pessoas caracterizadas por possibilidades objectivas de mobilidade e por    elementos de forte empatia (como a capacidade de se verem projectadas numa situa&#231;&#227;o    existencial diferente) tendem a manifestar-se mais favor&#225;veis &#224; integra&#231;&#227;o.    Pessoas com menos possibilidades de mobilidade tendem a opor-se mais claramente    ao processo de integra&#231;&#227;o do seu pa&#237;s. Pode assim existir uma    rela&#231;&#227;o entre oportunidades concretas de mobilidade &#151; a orienta&#231;&#227;o    de valores opcionais contra valores enraizados &#151; e as orienta&#231;&#245;es    individuais face ao processo de integra&#231;&#227;o. </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>A ambiguidade da dimens&#227;o integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia</B>  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">A partir da discuss&#227;o anterior, proponho as seguintes conclus&#245;es.    Em primeiro lugar, os interesses territoriais e sectoriais em competi&#231;&#227;o    p&#245;em em causa alian&#231;as funcionais que superam as fronteiras locais.    Por outras palavras, a n&#227;o homogeneidade entre lugares de classe e interesses    sectoriais e partid&#225;rios, centrados nas clivagens nacionais, e a sua localiza&#231;&#227;o    na dimens&#227;o amb&#237;gua da integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia, baseada    nas novas oportunidades e custos gerados nesse processo, torna imposs&#237;vel    que os partidos tematizem a dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o ou se diferenciem    nesta dimens&#227;o. Al&#233;m disso, e como consequ&#234;ncia, os elementos    existentes de estrutura&#231;&#227;o da opini&#227;o p&#250;blica s&#227;o dif&#237;ceis    de identificar, pois:</p>     <P ALIGN="left">- s&#227;o baseados num processo de diferencia&#231;&#227;o de    interesses e de identidades no seio das organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas    e dos grupos de interesse estabelecidos a n&#237;vel nacional, o que rompe alian&#231;as    sociopol&#237;ticas hist&#243;ricas;     <br>   - as atitudes e os discursos sobre a integra&#231;&#227;o s&#227;o generalizados    e transmitidos fundamentalmente atrav&#233;s de canais n&#227;o pol&#237;ticos    (grupos de interesses, associa&#231;&#245;es profissionais, m&#233;dia, etc.)    e n&#227;o est&#227;o ligados &#224; orienta&#231;&#227;o partid&#225;ria;    <br>   - por conseguinte, esta poss&#237;vel estrutura&#231;&#227;o n&#227;o se pode    capturar atrav&#233;s dos nossos instrumentos anal&#237;ticos, dado que os grupos    sociais, os crit&#233;rios de estratifica&#231;&#227;o e os agrupamentos ideol&#243;gicos    habitualmente utilizados na pol&#237;tica interna n&#227;o correspondem aos    grupos emergentes em torno da dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o europeia    (IE). Por outras palavras, sendo todos os agrupamentos corporativos e sociopol&#237;ticos    existentes intersectados e fragmentados pelo novo processo, n&#227;o s&#227;o    claros quais os outros factores e/ou estigmas sociopol&#237;ticos que devem    ser analisados como meio de estrutura&#231;&#227;o das atitudes face &#224;    IE. </P>      <P ALIGN="left"> Devemos, no m&#237;nimo, considerar a seguinte hip&#243;tese:    neste momento, as quest&#245;es pol&#237;ticas acerca da Europa e da Uni&#227;o    Europeia permanecem por tematizar e, consequentemente, as atitudes das opini&#245;es    p&#250;blicas n&#227;o se apresentam claramente estruturadas; simultaneamente,    por&#233;m, uma parte crescente do p&#250;blico toma consci&#234;ncia do modo    como os seus interesses s&#227;o afectados, a um n&#237;vel imediato, pelas    pol&#237;ticas da UE. Por outras palavras, assiste-se hoje, ao n&#237;vel &#147;micro&#148;,    a uma percep&#231;&#227;o dos interesses relativamente aos efeitos da UE e,    ao mesmo tempo, a um desinteresse e a uma desarticula&#231;&#227;o da opini&#227;o    p&#250;blica face &#224; UE, enquanto sistema pol&#237;tico. A partir de que    actores (partidos, grupos corporativos, a pr&#243;pria burocracia europeia,    etc.) o p&#250;blico recebe pistas e forma a sua opini&#227;o acerca das consequ&#234;ncias    imediatas da IE &#233; uma quest&#227;o chave, mas que permanece sem resposta.  </P>     <P ALIGN="left"> Este cen&#225;rio reflecte um problema estrutural, que tem levado    a maioria dos partidos, sen&#227;o todos, at&#233; ao momento, a convergir em    torno de uma posi&#231;&#227;o muito indiferenciada relativamente &#224;s quest&#245;es    da integra&#231;&#227;o, provocando uma situa&#231;&#227;o em que as reac&#231;&#245;es    do p&#250;blico s&#227;o mais diferenciadas que as posi&#231;&#245;es partid&#225;rias.    A converg&#234;ncia dos partidos deve-se a: </P>     <P ALIGN="left">- estarem, em termos ideol&#243;gicos, internamente divididos    sobre que vis&#227;o e perspectiva da integra&#231;&#227;o consideram dominante    ou prov&#225;vel;     <br>   - estarem divididos por eurofam&#237;lias, consoante a constela&#231;&#227;o    de clivagens nacionais crucial para a sua pr&#243;pria situa&#231;&#227;o nacional;        <br>   - n&#227;o conseguirem diferenciar a sua posi&#231;&#227;o relativamente &#224;s    quest&#245;es da integra&#231;&#227;o, dado que n&#227;o conseguem vislumbrar    a que tipos de interesses sociais e sectoriais se podem associar de modo a apoiarem    ou a oporem-se a uma qualquer op&#231;&#227;o alternativa de integra&#231;&#227;o.  </P>     <P ALIGN="left"> Em suma, as quest&#245;es da integra&#231;&#227;o n&#227;o se    podem articular com a estrutura de clivagens do estado-na&#231;&#227;o, dado    que redefinem os interesses e identidades b&#225;sicos a partir dos quais essas    clivagens foram constru&#237;das. Os partidos encontram enormes dificuldades    em articular a dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o com as estruturas de competi&#231;&#227;o    baseadas a n&#237;vel nacional. Reduzem os custos internos do impacto da integra&#231;&#227;o    europeia, mas deixam tamb&#233;m abrir-se um largo espa&#231;o pol&#237;tico    para novos partidos e agentes pol&#237;ticos. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> Sintetizando, &#233; pouco prov&#225;vel que os alinhamentos    e as fam&#237;lias esquerda/direita que formam o actual Parlamento Europeu representem    o alinhamento pol&#237;tico acerca da integra&#231;&#227;o europeia, caso este    venha a ser politizado. </P>     <P ALIGN="left"> Como forma de articular estes resultados e de mapear as orienta&#231;&#245;es    existentes sobre a integra&#231;&#227;o europeia, ao n&#237;vel das elites partid&#225;rias,    das organiza&#231;&#245;es colectivas e dos cidad&#227;os isolados, proponho    o esquema expresso na <a href="#fig1">figura 1</a>. </P>     <P ALIGN="left"><a name="fig1"></a></P>     <P ALIGN="left">&nbsp;</P> <table width="75%" border="0" cellspacing="5" cellpadding="5">   <tr>     <td><img src="/img/revistas/spp/n37/37a05f1.gif" width="506" height="363"></td>   </tr> </table>     
<P ALIGN="left">&nbsp;</P>     <P ALIGN="left">Esta figura incorpora tr&#234;s ideias b&#225;sicas. </P>      <P ALIGN="left"> A primeira &#233; a de que a dimens&#227;o integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia,    originalmente uma clivagem territorial entre estados, est&#225; a tornar-se    amb&#237;gua, com o alargamento, aprofundamento e acelera&#231;&#227;o da integra&#231;&#227;o    desde meados dos anos 80. Ou seja, quando as op&#231;&#245;es de integra&#231;&#227;o    e de independ&#234;ncia se bifurcaram. Maior integra&#231;&#227;o pode significar,    para alguns, mais abertura, competi&#231;&#227;o de mercado, etc., mas pode    tamb&#233;m significar maior controlo, a n&#237;vel europeu, sobre as op&#231;&#245;es    de circula&#231;&#227;o do capital global. Maior independ&#234;ncia pode corresponder    a um maior proteccionismo e a uma menor competi&#231;&#227;o internacional,    mas pode tamb&#233;m significar uma liberta&#231;&#227;o do crescente controlo    burocr&#225;tico de Bruxelas e do seu poder regulat&#243;rio sobre os mercados    nacionais. </P>     <P ALIGN="left"> A segunda ideia &#233; a de que esta bifurca&#231;&#227;o de    atitudes perante a integra&#231;&#227;o pode ser analisada por uma dimens&#227;o,    que designei como &#147;controlo de sa&#237;da&#148; (<I>exit control</I>) contra    &#147;op&#231;&#245;es de sa&#237;da&#148; (<I>exit options</I>), e que se refere    &#224; diferencia&#231;&#227;o de interesses e atitudes dos partidos, grupos    e indiv&#237;duos face &#224;s novas oportunidades e aos novos custos associados    ao atenuamento das fronteiras culturais, econ&#243;micas e administrativas na    Europa. Esta nova dimens&#227;o atitudinal n&#227;o &#233;, do meu ponto de    vista, uma orienta&#231;&#227;o puramente cultural. Est&#225; enraizada na estrutura    de oportunidades materiais que o processo de integra&#231;&#227;o territorial    proporciona aos diversos actores (visto que as orienta&#231;&#245;es se tornam    significativas quando s&#227;o, n&#227;o apenas distribu&#237;das ao acaso,    mas incorporadas num sistema de oportunidades sociopol&#237;tico). Consequentemente,    expressa-se atrav&#233;s da diferencia&#231;&#227;o dos grupos sociais e dos    interesses individuais dos actores. Ao mesmo tempo, a dimens&#227;o op&#231;&#245;es/controlo    de sa&#237;da (<I>exit option/control</I>) &#233; culturalmente refor&#231;ada    por uma <I>Weltanschaung</I> legitimadora, que combina um conjunto de valores    e cren&#231;as que incluem a quest&#227;o da integra&#231;&#227;o, mas que s&#227;o    mais abrangentes, incorporando vis&#245;es normativas do indiv&#237;duo, da    sociedade ideal, das origens naturais das identidades e por a&#237; adiante.  </P>      <P ALIGN="left"> A terceira ideia diz respeito &#224; fraca coincid&#234;ncia    destas orienta&#231;&#245;es integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia e op&#231;&#245;es/controlo    de sa&#237;da nas frentes econ&#243;mica e cultural. Os integracionistas neoliberais    n&#227;o s&#227;o todos integracionistas culturais. Pelo contr&#225;rio, muitos    deles podem ser nacionalistas culturais (como &#233; o caso de muitos dos partidos    da nova direita). Neste sentido, nem todos os globalistas econ&#243;micos est&#227;o    preparados para estender a sua vis&#227;o globalista aos acordos culturais e    (&#224; imagem de Thatcher) podem ser nacionalistas culturais convictos, defendendo    os mercados globais e as culturas nacionais. Podia-se estender a lista de inconsist&#234;ncias,    por&#233;m a quest&#227;o essencial &#233; que as orienta&#231;&#245;es econ&#243;mica    e cultural, no &#226;mbito do processo de integra&#231;&#227;o, podem divergir    profundamente. A consequ&#234;ncia &#233; que os aliados na frente econ&#243;mica    n&#227;o se mant&#234;m necessariamente unidos na frente cultural. </P>     <P ALIGN="left"> A conclus&#227;o que se pode retirar &#233; que, neste cen&#225;rio,    a dimens&#227;o esquerda/direita, dado que deriva das experi&#234;ncias nacionais,    parece pouco apta a tornar-se dominante. A dimens&#227;o que op&#245;e as &#147;op&#231;&#245;es    de sa&#237;da&#148; ao &#147;controlo de sa&#237;da&#148; est&#225; apenas parcialmente    correlacionada com a oposi&#231;&#227;o esquerda/direita. Existem partidos de    direita que defendem a maximiza&#231;&#227;o das op&#231;&#245;es de sa&#237;da    econ&#243;micas, bem como partidos de direita que se op&#245;em a esse processo.    O mesmo acontece &#224; esquerda. Ao mesmo tempo, as distin&#231;&#245;es entre    op&#231;&#245;es/controlo de sa&#237;da culturais e econ&#243;micos distorcem    os tradicionais alinhamentos esquerda/direita. Para mais, o mesmo partido &#151;    de extrema-direita, por exemplo &#151; pode apoiar as op&#231;&#245;es de sa&#237;da    e a liberaliza&#231;&#227;o dos mercados e, ao mesmo tempo, defender acerrimamente    as culturas nacionais (veja-se Haider), enquanto certos partidos de esquerda    defendem uma maior abertura cultural (como nas quest&#245;es da emigra&#231;&#227;o    e do multiculturalismo) mas advogam uma maior conten&#231;&#227;o das op&#231;&#245;es    de sa&#237;da no mercado europeu (sen&#227;o mesmo a n&#237;vel nacional). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Como podem as clivagens nacionais e os sistemas de partidos    ser &#147;europeizados&#148;?</B> </P>     <P ALIGN="left"> Ser&#225; a politiza&#231;&#227;o destes conflitos e oposi&#231;&#245;es    latentes conceb&#237;vel e proveitosa nos dias que correm e, nesse caso, como    poder&#225; interagir com a estrutura de clivagens nacional? At&#233; agora,    s&#227;o conhecidos casos em que o poder das clivagens nacionais fracturou partidos    anti europeus (veja-se o movimento anti europeu dinamarqu&#234;s), bem como    casos em que a dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o dividiu partidos de esquerda    e de direita (os v&#225;rios casos franceses; os conservadores brit&#226;nicos?).    Parece claro que os sentimentos e os movimentos anti europeus, at&#233; ao momento,    tendem a revelar-se, quer de esquerda quer de direita. </P>      <P ALIGN="left"> A quest&#227;o crucial prende-se com a hip&#243;tese de os conflitos,    oposi&#231;&#245;es e alian&#231;as gerados pelo processo de integra&#231;&#227;o    europeia &#151; que eu designei, ao longo deste artigo, por &#147;dimens&#227;o    da integra&#231;&#227;o&#148; &#151; se virem a expressar atrav&#233;s de organiza&#231;&#245;es    pol&#237;ticas espec&#237;ficas ou, pelo contr&#225;rio, se poderem desenvolver    em combina&#231;&#227;o com outras dimens&#245;es ou clivagens, no interior    de organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas j&#225; existentes ou em novas organiza&#231;&#245;es    pol&#237;ticas que n&#227;o adoptem a quest&#227;o da integra&#231;&#227;o como    refer&#234;ncia exclusiva ou at&#233; principal. Em suma, isto reporta-se ao    modo como a dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o europeia se ir&#225; relacionar    com os sistemas nacionais de alian&#231;as e alinhamentos entre grupos pol&#237;ticos,    grupos de interesses e agregados de eleitores. Em v&#225;rios sentidos, a hist&#243;ria    da interac&#231;&#227;o e da imposi&#231;&#227;o de novas linhas de clivagem,    face &#224;s antigas, na forma&#231;&#227;o do sistema de partidos nacional    pode constituir um ponto de refer&#234;ncia &#250;til. Isto produzir&#225; consider&#225;veis    varia&#231;&#245;es entre pa&#237;ses, consoante a estrutura de clivagens hist&#243;ricas    pr&#233;-existente e o modo como as elites e os agentes pol&#237;ticos ir&#227;o    gerir estas quest&#245;es. </P>     <P ALIGN="left"> &#201; provavelmente demasiado simplista procurar sinais da interac&#231;&#227;o    entre a dimens&#227;o integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia e a dimens&#227;o    esquerda/direita, ao n&#237;vel dos eleitorados nacionais, no surgimento de    partidos anti-integra&#231;&#227;o e nos seus resultados eleitorais. Em minha    opini&#227;o, &#233; mais plaus&#237;vel que, se uma dada dimens&#227;o cresce    em import&#226;ncia, a sua interac&#231;&#227;o com outras dimens&#245;es aumentar&#225;,    integrando-se com elas numa &#147;atitude&#148; geral ou numa &#147;disposi&#231;&#227;o&#148;,    nas quais a dimens&#227;o integra&#231;&#227;o/independ&#234;ncia pode constituir    o elemento dominante e mais vis&#237;vel, dado que &#233; prov&#225;vel que    se manifeste em conflitos pol&#237;ticos e institucionais bem definidos. </P>     <P ALIGN="left"> De forma a concluir esta parte altamente especulativa, permitam-me    que adiante quatro cen&#225;rios/hip&#243;teses gerais em que esta interac&#231;&#227;o    pode emergir. Irei denomin&#225;-los do seguinte modo: </P>     <P ALIGN="left">- hip&#243;tese da europeiza&#231;&#227;o das clivagens do estado-na&#231;&#227;o;        <br>   - hip&#243;tese da internaliza&#231;&#227;o da clivagem &#147;integra&#231;&#227;o    europeia&#148;;     <br>   - hip&#243;tese da europeiza&#231;&#227;o da clivagem &#147;integra&#231;&#227;o    europeia&#148;;     <br>   - hip&#243;tese da exterioriza&#231;&#227;o da clivagem &#147;integra&#231;&#227;o    europeia&#148;. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">      <P ALIGN="left"> <I>Europeiza&#231;&#227;o das clivagens do estado-na&#231;&#227;o</I>  </P>     <P ALIGN="left"> Reprodu&#231;&#227;o, ao n&#237;vel da UE, do sistema de clivagens    nacional. Ao n&#237;vel da UE (europartidos eleitorais e alinhamentos parlamentares),    reproduzir-se-&#225; uma s&#237;ntese das clivagens dominantes nos estados-na&#231;&#245;es.    De forma a evitar a excessiva e insustent&#225;vel (em termos operacionais)    fragmenta&#231;&#227;o provocada por uma simples transfer&#234;ncia dos sistemas    de clivagens nacionais para o processo parlamentar-eleitoral-partid&#225;rio    europeu, os partidos nacionais ser&#227;o for&#231;ados a reagrupar-se em europartidos    que, por sua vez, ser&#227;o obrigados a alinhar-se num eixo esquerda/direita    como denominador comum. Os poderes crescentes do Parlamento Europeu, a sua forte    liga&#231;&#227;o &#224; Comiss&#227;o Europeia e a l&#243;gica de atrac&#231;&#227;o    dos grupos partid&#225;rios ir&#227;o progressivamente estabilizar os alinhamentos,    incorporando partidos dos novos pa&#237;ses membros nos grupos existentes, ap&#243;s    um per&#237;odo de &#147;socializa&#231;&#227;o&#148; por tentativa e erro dos    rec&#233;m-chegados. Na melhor das hip&#243;teses, os grupos e partidos anti    europeus ou euroc&#233;pticos permanecer&#227;o marginais, abandonados na periferia    das maiorias consensuais geradas no interior dos grupos principais do Parlamento    Europeu. As clivagens territoriais/culturais que persistir&#227;o como elementos    de divis&#227;o interna dentro de cada fam&#237;lia partid&#225;ria europeia    podem atrasar este processo e, de facto, tornam-no permanentemente prec&#225;rio.    Os optimistas negam, contudo, que isso possa levar ao seu desmoronamento. Esta    hip&#243;tese assume e implica o lento desenvolvimento de um &#147;sistema&#148;    europeu, ou seja, de certos elementos de lealdade e identidade que permitam    que um processo leg&#237;timo de participa&#231;&#227;o pol&#237;tica, tomada    de decis&#245;es e partilha social ocorra a n&#237;vel europeu. </P>     <P ALIGN="left"> <I>Internaliza&#231;&#227;o da clivagem &#147;integra&#231;&#227;o    europeia&#148;</I> </P>     <P ALIGN="left"> A produ&#231;&#227;o de oposi&#231;&#245;es e conflitos espec&#237;ficos    relativamente &#224; integra&#231;&#227;o europeia ocorrer&#225; no interior    do sistema de clivagens nacional e manter-se-&#225; ao n&#237;vel nacional.    Os partidos nacionais procurar&#227;o integrar os conflitos e as quest&#245;es    sobre a integra&#231;&#227;o nas suas estrat&#233;gias eleitorais e nas principais    dimens&#245;es de competi&#231;&#227;o. Dado que a coes&#227;o hist&#243;rica    dos partidos deriva de conflitos que n&#227;o est&#227;o relacionados com as    quest&#245;es da integra&#231;&#227;o supranacional, os seus apoiantes, membros    e l&#237;deres podem ter diferentes prefer&#234;ncias acerca das quest&#245;es    europeias, que podem ser t&#227;o fortes que coloquem em risco a unidade interna    dos partidos e originem a emerg&#234;ncia de partidos dissidentes antieuropeus    ou novos pequenos partidos, cuja campanha verse as pol&#237;ticas/quest&#245;es    europeias (contra a tend&#234;ncia de outros partidos para desvalorizarem estas    quest&#245;es). Esta situa&#231;&#227;o pode gerar contactos e coopera&#231;&#245;es    que ultrapassem as comunidades nacionais, sobretudo entre partidos preocupados    com a dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o, mas a consolida&#231;&#227;o de    clivagens que superem as fronteiras nacionais n&#227;o deixar&#225; de ser improv&#225;vel.    Os parlamentos, as elei&#231;&#245;es e/ou os partidos europeus ser&#227;o apenas    oportunidades extra e/ou adaptadas para tomar parte em oposi&#231;&#245;es essencialmente    nacionais. Os espa&#231;os e processos parlamentares-eleitorais europeus manter-se-&#227;o    estruturas de &#147;segunda ordem&#148;, denotando pouca integra&#231;&#227;o    e fraca coordena&#231;&#227;o. </P>     <P ALIGN="left"> <I>A europeiza&#231;&#227;o da clivagem &#147;integra&#231;&#227;o    europeia&#148;</I> </P>     <P ALIGN="left"> A produ&#231;&#227;o de oposi&#231;&#245;es e conflitos espec&#237;ficos,    relacionados com a integra&#231;&#227;o europeia, surgir&#225; apenas ao n&#237;vel    do parlamento, dos partidos e das elei&#231;&#245;es europeias, dissipando-se    largamente a n&#237;vel nacional. Os partidos conseguir&#227;o manter a competi&#231;&#227;o    nacional afastada das quest&#245;es sobre a integra&#231;&#227;o, cujo papel    apenas ser&#225; importante nas arenas e elei&#231;&#245;es europeias. <a name="top5"></a>Isto    ir&#225; gerar um sistema de partidos &#147;fracturado&#148; ou &#147;em dois    n&#237;veis&#148;, com uma divis&#227;o do trabalho relativamente demarcada    entre os dois n&#237;veis e, por conseguinte, com a possibilidade de diferentes    alinhamentos pol&#237;ticos em cada um deles. Nas elei&#231;&#245;es europeias,    partidos europeus espec&#237;ficos (que n&#227;o concorrem nas elei&#231;&#245;es    nacionais) procurar&#227;o representar a dimens&#227;o da integra&#231;&#227;o.<SUP><a href="#5">5</a></SUP>    Os eleitores, ao participarem nas elei&#231;&#245;es nacionais e europeias,    v&#227;o encar&#225;-las como assuntos diferentes, mas igualmente importantes.    Neste caso, os partidos nacionais atrairiam p&#250;blicos diferentes nas elei&#231;&#245;es    nacionais e nas europeias (quando as divis&#245;es esquerda/direita se combinam    com a pr&#243;/contra a Europa). Isto podia tamb&#233;m significar que os padr&#245;es    de vota&#231;&#227;o nas elei&#231;&#245;es nacionais se desviariam consideravelmente    dos padr&#245;es de vota&#231;&#227;o nas elei&#231;&#245;es europeias. </P>      <P ALIGN="left"> A solu&#231;&#227;o de um sistema de clivagens e de partidos    &#147;fracturado&#148; implica, todavia, uma divis&#227;o de compet&#234;ncias    mais demarcada entre os n&#237;veis, uma defini&#231;&#227;o institucional e    uma ressalva constitucional (at&#233; agora inexistente) do princ&#237;pio da    &#147;subsidiariedade&#148;. Em suma, obrigaria a uma importante redefini&#231;&#227;o    do modelo institucional da Uni&#227;o Europeia em direc&#231;&#227;o ao federalismo.    Vale a pena sublinhar (veja-se Mair, 2000b) o paradoxo da actual divis&#227;o    do trabalho entre os espa&#231;os parlamentares, pol&#237;ticos e eleitorais,    nacionais e europeus. O Parlamento Europeu lida hoje com legisla&#231;&#227;o    espec&#237;fica e pormenorizada, mas n&#227;o possui compet&#234;ncias em mat&#233;rias    &#147;federais&#148;, enquanto os parlamentos nacionais t&#234;m escassas hip&#243;teses    de supervisionar a legisla&#231;&#227;o e regula&#231;&#227;o detalhada, produzida    pela UE, que ser&#225; aplicada nos seus territ&#243;rios, mas mant&#234;m,    nos tratados e atrav&#233;s dos seus executivos, as compet&#234;ncias nas grandes    &#147;quest&#245;es federais&#148; da Uni&#227;o. O paradoxo &#233; que os cidad&#227;os    europeus votam nas elei&#231;&#245;es europeias para eleger um parlamento que    apenas aprova legisla&#231;&#227;o pormenorizada, enquanto votam a n&#237;vel    nacional para parlamentos e governos que supostamente tomar&#227;o as decis&#245;es    substantivas e fundamentais relativamente &#224; Uni&#227;o. Um sistema partid&#225;rio    &#147;fracturado&#148; em dois n&#237;veis exigir&#225; que esta situa&#231;&#227;o    se inverta. Note-se, de passagem, que esta situa&#231;&#227;o demonstra em que    medida a defini&#231;&#227;o actual dos tratados &#233; inadequada como &#147;constitui&#231;&#227;o&#148;    da UE (caso se queira tomar a s&#233;rio o termo &#147;constitui&#231;&#227;o&#148;).  </P>     <P ALIGN="left"> <I>A exterioriza&#231;&#227;o da clivagem &#147;integra&#231;&#227;o    europeia&#148;</I> </P>     <P ALIGN="left"> Esta hip&#243;tese presume a emerg&#234;ncia, no interior do    sistema de partidos nacional, de uma nova dimens&#227;o, est&#225;vel e relevante,    que opere reformas, rompendo com a coes&#227;o interna dos partidos e com as    estrat&#233;gias de coliga&#231;&#227;o. <a name="top6"></a>Simultaneamente,    estes novos conflitos ser&#227;o exteriorizados para o processo parlamentar,    partid&#225;rio e eleitoral, acompanhando a constru&#231;&#227;o de novos partidos    ou grupos de partidos europeus que n&#227;o se ajustem aos alinhamentos partid&#225;rios    tradicionais de cariz nacional.<SUP><a href="#6">6</a></SUP> Neste contexto,    ser&#227;o politizados novos alinhamentos pol&#237;ticos no interior dos parlamentos    nacionais e europeus, organizados em linhas opostas, representando alternativas    relativamente &#224; integra&#231;&#227;o europeia e &#224;s pol&#237;ticas    consequentes (quest&#245;es constitucionais e &#147;de compet&#234;ncias&#148;,    oposi&#231;&#227;o ou apoio ao alargamento, etc.). Esta nova linha de oposi&#231;&#227;o    ir&#225; interagir com uma (por agora) fraca linha de clivagem, resultante de    uma mistura de classe e religi&#227;o. A concomitante politiza&#231;&#227;o    do processo de integra&#231;&#227;o, quer a n&#237;vel nacional quer a n&#237;vel    europeu, provocar&#225; uma exterioriza&#231;&#227;o das clivagens nacionais    para as arenas europeias e uma interioriza&#231;&#227;o a n&#237;vel nacional    dos conflitos sobre a integra&#231;&#227;o, contribuindo para uma forte politiza&#231;&#227;o    das oposi&#231;&#245;es territoriais (entre estados). As organiza&#231;&#245;es    partid&#225;rias e as elites nacionais poder&#227;o sentir grandes dificuldades    em manter o controlo da agenda pol&#237;tica, sendo obrigadas a lidar com &#147;divis&#245;es&#148;    no seio dos seus eleitorados nacionais e podendo inclusivamente perder o controlo    sobre a dimens&#227;o do &#147;seu&#148; eleitorado. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> A Europa entraria realmente na era da &#147;pol&#237;tica de    massa&#148; numa situa&#231;&#227;o em que, contudo, nem as suas fronteiras    externas militares, nem a separa&#231;&#227;o por n&#237;veis das suas compet&#234;ncias,    nem as &#225;reas de identidade e solidariedade das suas fronteiras culturais,    est&#227;o bem definidas. A &#147;pol&#237;tica de massas&#148; emergente ir&#225;,    consequentemente, politizar estas fronteiras, que carecem ainda de defini&#231;&#227;o    e consolida&#231;&#227;o. Neste caso, na terminologia da literatura dos anos    60 sobre o desenvolvimento pol&#237;tico, a Europa acumularia a crise de participa&#231;&#227;o    e de redistribui&#231;&#227;o com a crise de forma&#231;&#227;o do sistema (consolida&#231;&#227;o    territorial e forma&#231;&#227;o da identidade). Nestas condi&#231;&#245;es,    as consequ&#234;ncias da politiza&#231;&#227;o e &#147;democratiza&#231;&#227;o&#148;    podem ser fatais para as perspectivas de integra&#231;&#227;o territorial. </P>     <P ALIGN="left"> [tradu&#231;&#227;o de Pedro Abrantes; revis&#227;o cient&#237;fica    de Andr&#233; Freire] </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <B>Notas</B> </P>     <P ALIGN="left"> <a name="1"></a><a href="#top1">1</a> Este artigo baseia-se numa    aula dada, em Janeiro de 2001, no Mestrado de Ci&#234;ncia Pol&#237;tica: Cidad&#227;os    e Democracia na Europa, do Departamento de Sociologia do ISCTE (Instituto Superior    de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa), em Lisboa. </P>     <P ALIGN="left"> <a name="2"></a><a href="#top2">2</a> A varia&#231;&#227;o das    atitudes dos partidos nacionais face &#224; UE pode-se explicar a partir de    princ&#237;pios diferentes daqueles que orientam as clivagens nacionais, que    presidiram &#224; sua g&#233;nese. Uma primeira hip&#243;tese ser&#225; a utiliza&#231;&#227;o    de um modelo geopol&#237;tico que conceba o apoio/oposi&#231;&#227;o como resultado    da dist&#226;ncia territorial entre o antigo (no interior do estado-na&#231;&#227;o)    e o novo (europeu) processo de forma&#231;&#227;o do centro (com vari&#225;veis    tais como a dura&#231;&#227;o e a conflitualidade da unifica&#231;&#227;o nacional,    a dimens&#227;o dos conflitos centro/periferia, o n&#237;vel de uniformiza&#231;&#227;o/distin&#231;&#227;o    cultural hist&#243;rica, a posi&#231;&#227;o no cen&#225;rio internacional,    a centraliza&#231;&#227;o dos recursos, o poder das tradi&#231;&#245;es herdadas    das institui&#231;&#245;es representativas, etc.). Uma segunda potencial linha    de explica&#231;&#227;o baseia-se na posi&#231;&#227;o institucional dos partidos,    de acordo com a qual as atitudes destes s&#227;o consideradas em fun&#231;&#227;o    da sua posi&#231;&#227;o de governo ou oposi&#231;&#227;o, quer a n&#237;vel    nacional quer a n&#237;vel europeu. Esta vari&#225;vel &#147;papel institucional&#148;    sugere que aqueles partidos que &#151; n&#227;o obstante estarem no governo    ou na oposi&#231;&#227;o a n&#237;vel nacional &#151; perten&#231;am a uma &#147;coliga&#231;&#227;o    a n&#237;vel da UE&#148; tendem a revelar-se mais pr&#243;-europeus. Neste artigo,    a discuss&#227;o limita-se a discutir o papel das estruturas de clivagens nacionais.  </P>     <P align="left"><a name="3"></a> <a href="#top3">3</a> Veja-se Hix (1999: 7).    Este autor considera a dimens&#227;o esquerda/direita enquanto s&#237;ntese    de duas dimens&#245;es de valores. A primeira tem origem na revolu&#231;&#227;o    democr&#225;tica e refere-se ao alcance desej&#225;vel da &#147;interven&#231;&#227;o    nas rela&#231;&#245;es pol&#237;ticas e sociais particulares pelo bem colectivo&#148;    (i.e. a dimens&#227;o autoridade/liberdade). A segunda surge como resultado    da revolu&#231;&#227;o industrial e reporta-se ao alcance desej&#225;vel da    &#147;interven&#231;&#227;o nas rela&#231;&#245;es econ&#243;micas particulares    pelo bem colectivo&#148;. </P>     <P ALIGN="left"> <a name="4"></a><a href="#top4">4</a> Outras hip&#243;teses sugerem,    contudo, que os eleitores, geralmente, adoptam perante a integra&#231;&#227;o    a mesma posi&#231;&#227;o que os partidos que apoiam (Franklin, March e McLaren,    1994), ou defendem a integra&#231;&#227;o como resultado da sua falta de confian&#231;a    no governo nacional (Eichenberg e Dalton, 1993). Para uma s&#237;ntese sobre    estes temas, veja-se tamb&#233;m Gabel (1988). </P>     <P ALIGN="left"> <a name="5"></a><a href="#top5">5</a> Registam-se, de facto,    alguns ind&#237;cios, a n&#237;vel europeu, deste poss&#237;vel cen&#225;rio.    Na Dinamarca, um partido anti-UE participou em todas as elei&#231;&#245;es europeias,    obtendo um sucesso consider&#225;vel e sem se apresentar &#224;s elei&#231;&#245;es    nacionais (recolheu apoios na quest&#227;o europeia que n&#227;o quis colocar    &#224; prova no contexto nacional, dado que s&#227;o certamente provenientes    do eleitorado de v&#225;rios outros partidos). Em 1994, em Fran&#231;a, v&#225;rias    listas euroc&#233;pticas permitiram que os eleitores tivessem a oportunidade    de expressar a sua oposi&#231;&#227;o &#224; UE sem necessariamente votar nos    comunistas ou na Frente Nacional. Apenas uma dessas listas (Majorit&#233; pour    l&#146;autre Europe) ultrapassou a fasquia, conseguindo 12,3% dos votos e 13    assentos parlamentares, mas em conjunto as listas anti-Maastricht obtiveram    quase 40% dos votos. Se estes casos se multiplicassem noutros pa&#237;ses europeus,    assistir&#237;amos ao primeiro passo no sentido de uma dimens&#227;o de clivagem    europeia (sobre estes exemplos, veja-se Garry, 1995; Guoyomarch, 1995; Christensen,    1996). A literatura sobre os desenvolvimentos espec&#237;ficos dos partidos    nacionais relacionados com o impacto da europe&#237;za&#231;&#227;o est&#225;    a crescer rapidamente. Isto pode ser, por si pr&#243;prio, um sinal da crescente    preocupa&#231;&#227;o nacional (veja-se, por exemplo, Aylott, 1997; Jahn e Storsved,    1995; os artigos em Gaffney, 1996; Haahr, 1992; Ladrech, 1993; Raunio, 1999).  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="left"> <a name="6"></a><a href="#top6">6</a> Andeweg (1995) sup&#245;e    que alguns grupos internacionais formados no interior do Parlamento Europeu,    entre deputados de diferentes partidos e grupos parlamentares, em torno de preocupa&#231;&#245;es    comuns &#151; como o Kangaroo Group, composto por deputados que defendem a completa    aboli&#231;&#227;o das barreiras comerciais internas; ou o Crocodile Group,    agora oficialmente designado por Inter-group for European Union, e que defende    um modelo federalista para a Europa &#151; podem ser considerados como elementos    embrion&#225;rios da forma&#231;&#227;o de linhas de oposi&#231;&#227;o europeias.  </P>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>      <P ALIGN="left"> <B>Refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P ALIGN="left"> Andeweg, R. (1995), &#147;The reshaping of national party systems&#148;,    <I>West European Politics</I>, 18, pp. 58-78. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0873-6529200100030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Aylott, N. (1997), &#147;Between Europe and unity: the case of    the Swedish social democrats&#148;, <I>West European Politics</I>, 20, pp. 119-136.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-6529200100030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Bartolini, S., e P. Mair (1990), <I>Identity, Competition and    Electoral Availability: The Stabilization of European Electorates, 1885-1985</I>,    Cambridge, Cambridge University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0873-6529200100030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Blondel, J., R. Sinnott e P. Svensson (1998), <I>People and Parliament    in the European Union: Participation, Democracy and Legitimacy</I>, Oxford,    Oxford University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6529200100030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Christensen, D. A. (1996), &#147;The left-wing opposition in    Denmark, Norway and Sweden: cases of euro-phobia?&#148;, <I>West European Politics</I>,    19, pp. 525-546. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0873-6529200100030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Crewe I, e D. Denver (orgs.) (1985), <I>Electoral Change in Western    Democracies: Patterns and Sources of Electoral Volatility</I>, Londres, Croom    Helm. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-6529200100030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Dalton, R., S. C. Flanagan e P. A. Beck (orgs.) (1984), <I>Electoral    Change in Advanced Industrial Democracies: Realignment or Dealignment?</I>,    Princeton, Princeton University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0873-6529200100030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Eichenberg, R., e R. Dalton (1993), &#147;Europeans and the European    Community: the dynamics of public policy support for european integration&#148;,    <I>International Organization</I>, 47, pp. 507-534. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6529200100030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Eijk, C. Van der, e M. Franklin (1991), &#147;European community    politics and electoral representation&#148;, <I>European Journal of Political    Research</I>, 19, pp. 105-127. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0873-6529200100030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Eijk, C. Van der, M. Franklin e outros (1996), <I>Choosing Europe?    The European Electorate and National Politics in the Face of Union</I>, Ann    Arbor, Michigan University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6529200100030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Evans, J. (1998), <I>A PostRepublic &#147;Politique du Pire&#148;?    Differentiating rejections of EU and Overture amongst the French Electorate</I>,    Floren&#231;a, European University Institute, Political and Social Sciences    Department (policopiado). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0873-6529200100030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Flanagan, S. C. (1987), &#147;Value change in industrial societies&#148;,    <I>American Political Science Review</I>, 81, pp. 1303-1319. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6529200100030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Franklin M. N., T. Mackie e H. Valen (orgs.) (1992), <I>Electoral    Change: Responses to Evolving Social and Attitudinal Structures in Western Countries</I>,    Cambridge, Cambridge University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0873-6529200100030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Franklin, M. N., M. March e L. McLaren (1994), &#147;Uncorking    the bottle: popular opposition to European Unification in the wake of Maastricht&#148;,    <I>Journal of Common Market Studies</I>, 32, pp. 455-472. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-6529200100030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gabel, M. (1988), &#147;Public support for european integration:    an empirical test of five theories&#148;, <I>Journal of Politics</I>, 60, pp.    333-354. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0873-6529200100030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gabel, M., e H. Palmer (1995), &#147;Understanding variation    in public support for european integration&#148;, <I>European Journal of Political    Research</I>, 27, 3-19. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-6529200100030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gaffney, J. (org.) (1996), <I>Political Parties and the European    Union</I>, Londres, Routledge. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0873-6529200100030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Gallagher, M., M. Laver e P. Mair (2001), <I>Representative Government    in Modern Europe</I>, Boston, McGraw Hill (3.&#170; edi&#231;&#227;o). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-6529200100030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Garry, J. (1995), &#147;The british conservative party: divisions    over european policy&#148;, <I>West European Politics</I>, 18, pp. 170-189.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0873-6529200100030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Guoyomarch, A. (1995), &#147;The european dynamics of evolving    party competition in France&#148;, <I>Parliamentary Affairs</I>, 48, pp. 100-124.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-6529200100030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Haahr, J. H. (1992), &#147;European integration and the left    in Britain and Denmark&#148;, <I>Journal of Common Market Studies</I>, 30, pp.    77-100. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0873-6529200100030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Helmut Klages (1985), &#147;Buildung und wertewandelt&#148;,    em L. Burkhart (org.), <I>Soziologie und gesellschaftiche Entwicklung</I>, Francoforte/Nova    Iorque, Campus, pp. 224-241. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-6529200100030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hertz, T. (1987), &#147;Werte, Soziopolitische Konflikte und    Generationen: eine Uberpr&#252;fung der Theorie des Postmaterialismus&#148;,    <I>Zeitschrift f&#252;r Soziologie</I>, 16, pp. 56-69. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0873-6529200100030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hix, S. (1999), &#147;Dimensions and alignments in European Union    politics: cognitive constraints and partisan responses&#148;, <I>European Journal    of Political Research</I>, 35, pp.&nbsp;69-106. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-6529200100030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Huber, J., e R. Inglehart (1995), &#147;Expert interpretations    of party space and party locations in 42 societies&#148;, <I>Party Politics</I>,    1, pp. 73-112. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0873-6529200100030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Hug, S., e P. Sciarini (1995), <I>Referendums on Foreign Policy:    Do Institutions Matter in the Voter&#146;s Decision?</I>, Bord&#233;us, ECPR    Joint Sessions, 27 de Abril a 2 de Maio. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-6529200100030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Inglehart, R. (1970), &#147;Cognitive mobilization and European    identity&#148;, <I>Comparative Politics</I>, 3, pp. 45-70. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0873-6529200100030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Inglehart, R. (1971), &#147;The silent revolution in Europe:    intergenerational change in six countries&#148;, <I>American Political Science    Review</I>, 65, pp. 991-1017. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-6529200100030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Inglehart, R. (1984), &#147;The changing cleavage structure of    political cleavages in western society&#148;, em R. J. Dalton, S. C. Flanagan    e P. A. Beck (orgs.), <I>Electoral Change in Industrial Democracies: Realignment    or Dealignment?</I>, Princeton, Princeton University Press, pp. 25-69. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0873-6529200100030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Inglehart, R., J. R. Rabier e K. Reif (1991), &#147;The evolution    of public attitudes toward european integration, 1976-1986&quot;, em K. Reif    e R. Inglehart (orgs.), <I>Eurobarometer: The Dynamic of European Public Opinion</I>,    Londres, Macmillan. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0873-6529200100030000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Jahn, D., e A-S. Storsved (1995), &#147;Legitimacy through referendum?    The nearly successful domino-strategy of the EU referendums in Austria, Finland,    Sweden and Norway&#148;, <I>West European Politics</I>, 18, pp. 18-37. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0873-6529200100030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Klages, Helmut (1985), &#147;Buildung und wertewandelt&#148;,    em L. Burkhart (org.), <I>Soziologie und Gesellschaftiche Entwicklung</I>, Frankfurt/Nova    Iorque, Campus, pp. 224-241. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0873-6529200100030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Ladrech, R. (1993). &#147;Social democratic parties and the EC    integration&#148;, <I>European Journal of Political Research</I>, 24, pp. 195-210.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0873-6529200100030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Luke, T. W. (1989), &#147;Class contradictions and social cleavages    in informationalising post industrial societies: on the rise of new social movements&#148;,    <I>New Political Science</I>, 16/17, pp. 125-153. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0873-6529200100030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Mair, P. (2000a), &#147;In the aggregate: mass electoral behaviour    in western Europe, 1950-2000&quot;, em Hans Keman (org.), <I>Comparative Democracy</I>,    Londres, Sage. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0873-6529200100030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Mair, P. (2000b), &#147;The limited impact of Europe on national    party systems&#148;, <I>West European Politics</I>, 23, pp. 27-51. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0873-6529200100030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Majone, G. (1999), &#147;The regulatory state and its legitimacy    problems&#148;, <I>West European Politics</I>, 22, pp. 1-24. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0873-6529200100030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Marks, G., e C. Wilson (no prelo), &#147;National political parties    and European Integration&#148;, em T. Banchoff e M. Smith (orgs.), <I>The Contested    Polity: Legitimacy and the European Union</I>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0873-6529200100030000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Noelle Neumann, E. (1985), &#147;Wir r&#252;sten ab im Arbeitsleben&#148;,    <I>Frankfurter Allgemeine Zeitung</I>, 251, pp. 10-11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0873-6529200100030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Raunio, T. (1999), &#147;Facing the European challenge: finnish    parties adjust to the integration process&#148;, <I>West European Politics</I>,    22, pp. 138-159. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0873-6529200100030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Ray, L. (1999), &#147;Measuring party orientations towards European    integration: results from an expert survey&#148;, <I>European Journal of Political    Research</I>, 36, pp. 283-306. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0873-6529200100030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Rokkan, S. (1999), <I>State Formation, Nation Building, and Mass    Politics in Europe: The Theory of Stein Rokkan</I>, em Peter Flora, Stein Kuhnle,    e Derek Urwin (orgs.), Oxford, Oxford University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0873-6529200100030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P ALIGN="left"> Vester, M., P. von Oertzen, H. Geiling, T. Hermann e D. M&#252;ller    (1993), <I>Soziale Milieus im gesellschaftlichen Strukturwandel: Zwischen Integration    und Ausgrenzung</I>, K&#246;hl, BundVerlag. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0873-6529200100030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p align="left">&nbsp;</p>     <P ALIGN="left"> <a name="back"></a><a href="#top"><sup>*</sup></a>Stefano Bartolini.    European University Institute. Social and Political Science Department. Via    dei Roccettini 9, I-50016 San Domenico di Fiesole, It&#225;lia. <I>E-mail</I>:    <a href="mailto:stefano.bartolini@iue.it">stefano.bartolini@iue.it </a></P>      ]]></body><back>
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