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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Letras Departamento de Sociologia]]></institution>
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</front><body><![CDATA[  <BASEFONT SIZE="3">     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> <B><a name="top"></a>MODELOS DO COMPORTAMENTO    ELEITORAL</B> </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> <B>Uma breve introdu&#231;&#227;o cr&#237;tica</B>    </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> <B>[Andr&#233; Freire (2001), Oeiras, Celta    Editora, ISBN 972-774-098-7]</B> </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> <I>Ant&#243;nio Teixeira Fernandes</I>    <a href="#back">*</a></FONT> </P>     <P ALIGN="LEFT">&nbsp;</P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> A abund&#226;ncia de estudos sobre a conduta    eleitoral existentes nas sociedades ocidentais contrasta com o que tem ocorrido    a n&#237;vel nacional, onde, para al&#233;m de serem escassas as an&#225;lises    baseadas em inqu&#233;ritos por amostragem, n&#227;o se destinam a conhecer    os factores que entram na explica&#231;&#227;o das op&#231;&#245;es pol&#237;tico-eleitorais.    </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Com a publica&#231;&#227;o de <I>Modelos    de Comportamento Eleitoral</I>, Andr&#233; Freire, recorrendo a estudos dispersos    sobre esta mat&#233;ria, nem sempre facilmente acess&#237;veis, procura apresentar,    de forma cr&#237;tica, os modelos de conduta em elei&#231;&#245;es. O subt&#237;tulo    &#151; <I>Uma Breve Introdu&#231;&#227;o Cr&#237;tica</I> &#151; faz jus &#224;    sua an&#225;lise. As lacunas detectadas no panorama cient&#237;fico nacional    levam-no, por outro lado, a abordar, de forma cr&#237;tica, os diversos contributos    at&#233; hoje elaborados, com o objectivo de tornar acess&#237;veis &#147;as    principais teorias sobre os factores explicativos das decis&#245;es dos eleitores,    as quais est&#227;o dispersas por uma vasta literatura internacional sobre a    mat&#233;ria&#148; (p. 3). Empreende, nesse sentido, um verdadeiro e bem conseguido    trabalho de s&#237;ntese. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Passando em revista as principais teorias    e alguns dos seus mais marcantes resultados, n&#227;o pretende ser exaustivo.    Centra-se, em particular, sobre o modelo sociol&#243;gico e o modelo sociopsicol&#243;gico    (que tendem, um e outro, a enfatizar mais a estabilidade do que a mudan&#231;a    dos eleitores), o modelo da escolha racional ou modelo econ&#243;mico do voto    (que apresenta o eleitor como liberto das determina&#231;&#245;es sociol&#243;gicas    e atitudinais), e as teorias sobre as novas clivagens, expressas em termos de    valores materialistas <I>versus</I> valores p&#243;s-materialistas e de nova    pol&#237;tica. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Em rela&#231;&#227;o a cada um dos modelos    enunciados, procede-se a uma apresenta&#231;&#227;o cuidada das respectivas    teorias, nos seus elementos constitutivos fundamentais, juntando-se-lhe uma    aprecia&#231;&#227;o cr&#237;tica, tendente a sublinhar tanto o seu valor explicativo    como o seu alcance. Nisso se traduz a sua constante preocupa&#231;&#227;o cr&#237;tica.    </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Os estudos que recorrem ao modelo sociol&#243;gico    do voto come&#231;aram por usar a metodologia ecol&#243;gica, com a an&#225;lise    de dados agregados, confrontando os resultados eleitorais com as caracter&#237;sticas    sociais das diferentes regi&#245;es. As limita&#231;&#245;es resultantes desta    metodologia, n&#227;o incluindo dados atitudinais, fazem com que, quando se    pretende extrapolar para o n&#237;vel individual, se caia facilmente na &#147;fal&#225;cia    ecol&#243;gica&#148;. O uso de inqu&#233;ritos por amostragem e de entrevistas    semidirectivas introduzem claros avan&#231;os na constru&#231;&#227;o de modelos    explicativos de tal conduta. O autor segue de perto a hist&#243;ria do desenvolvimento    destes estudos, apresentando os seus principais expoentes. O contexto social    &#233; determinado pelo n&#237;vel de desenvolvimento das sociedades em an&#225;lise.    Na base do modelo sociol&#243;gico do voto est&#227;o, na verdade, as caracter&#237;sticas    sociais dos indiv&#237;duos e os seus respectivos contextos sociais. Estes constituem-se    em factores explicativos das atitudes pol&#237;ticas. </FONT></P>     <P><FONT COLOR="#1f1a17">A participa&#231;&#227;o pol&#237;tica depende do n&#237;vel    de recursos, educacionais e culturais, de que disp&#245;em as pessoas e que    lhes permitem lidar com as quest&#245;es pol&#237;ticas. Situa&#231;&#245;es    h&#225; em que a socializa&#231;&#227;o e a mobiliza&#231;&#227;o pol&#237;ticas    podem suprir o d&#233;fice de tais recursos. De acordo com este modelo, o contexto    social e pol&#237;tico acaba por exercer maior influ&#234;ncia na participa&#231;&#227;o    eleitoral do que o n&#237;vel daqueles recursos. O modelo explora as tradicionais    clivagens centro-periferia, religiosidade-seculariza&#231;&#227;o, rural-urbano,    capital-trabalho. Sublinha-se a import&#226;ncia da posi&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos    na estrutura de clivagens, evidenciando-se as suas experi&#234;ncias de vida    e as suas solidariedades sociais e organizacionais. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> A crescente fluidez eleitoral tem, contudo,    mostrado que a posi&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos no sistema de clivagens    &#233; cada vez menos relevante para explicar a conduta pol&#237;tica. A forte    volatilidade eleitoral aponta para um decl&#237;nio da pol&#237;tica das clivagens    eleitorais. O modelo sociopsicol&#243;gico do voto procura integrar os factores    que est&#227;o em vias de alterar o perfil social e psicol&#243;gico dos cidad&#227;os,    conferindo-lhes maior autonomia. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Com o modelo sociopsicol&#243;gico, o indiv&#237;duo    torna-se a unidade de an&#225;lise e a identifica&#231;&#227;o partid&#225;ria    assume uma import&#226;ncia central, tendo por fun&#231;&#227;o ligar os grupos    sociais ao sistema pol&#237;tico e aos partidos. Passa a primeiro plano a compet&#234;ncia    social e pol&#237;tica incorporada ao longo da socializa&#231;&#227;o. As vari&#225;veis    atitudinais adquirem um car&#225;cter independente e passam a mediar o impacto    das vari&#225;veis sociol&#243;gicas sobre a participa&#231;&#227;o eleitoral.    Em causa est&#227;o a identifica&#231;&#227;o partid&#225;ria e o envolvimento    pol&#237;tico. Cresce a participa&#231;&#227;o eleitoral, &#224; medida que    os indiv&#237;duos concebem o voto como um dever c&#237;vico ou revelam simpatia    por algum partido pol&#237;tico. A identifica&#231;&#227;o partid&#225;ria desenvolve-se    atrav&#233;s da socializa&#231;&#227;o prim&#225;ria, especialmente no seio    da fam&#237;lia, constituindo-se em principal mediador psicol&#243;gico da influ&#234;ncia    das posi&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos na estrutura social. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Tanto o modelo sociol&#243;gico como o    sociopsicol&#243;gico acentuam mais a estabilidade do voto do que a sua mudan&#231;a.    As teorias da escolha racional, essas apresentam os cidad&#227;os como relativamente    libertos das determina&#231;&#245;es sociais e psicol&#243;gicas. Segundo o    modelo do eleitor racional, ou modelo econ&#243;mico do voto, os eleitores escolhem    os partidos que mais se adaptam &#224;s suas prefer&#234;ncias pol&#237;ticas.    </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> O recurso a estas teorias adv&#233;m da    constata&#231;&#227;o de uma maior volatilidade dos eleitores. Estes tendem    a basear as suas decis&#245;es em factores a curto prazo, como sejam os temas    pol&#237;ticos propostos e os candidatos anunciados. Trata-se de aplicar ao    comportamento eleitoral a l&#243;gica da racionalidade econ&#243;mica. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> O car&#225;cter err&#225;tico da evolu&#231;&#227;o    da absten&#231;&#227;o eleitoral &#151; fen&#243;meno que nem o modelo sociol&#243;gico    nem o modelo sociopsicol&#243;gico t&#234;m devidamente em conta &#151; aponta    para factores ligados &#224; conjuntura pol&#237;tica. Filia-se nesta teoria    da escolha racional o modelo econ&#243;mico do voto. A hip&#243;tese da responsabiliza&#231;&#227;o,    segundo a qual se culpam os governantes pelas dificuldades econ&#243;micas,    assim como a hip&#243;tese das prioridades pol&#237;ticas, que partem do suposto    de que os eleitores d&#227;o maior apoio aos partidos que se interessam pelos    problemas que mais os preocupam, inscrevem-se neste quadro te&#243;rico. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> V&#225;rios estudos t&#234;m mostrado que    o voto econ&#243;mico &#233; bastante importante, mantendo-se significativo    quando s&#227;o controlados os efeitos a longo prazo. Mas, ao mesmo tempo que    se tem vindo a assistir a um decl&#237;nio do impacte eleitoral das clivagens    estruturais tradicionais sobre o voto, novos fen&#243;menos entram em cena,    como sejam o decl&#237;nio da participa&#231;&#227;o eleitoral, a sua crescente    volatilidade, o aparecimento de novos partidos pol&#237;ticos, o surgimento    de outros temas com a reorienta&#231;&#227;o ideol&#243;gica e pol&#237;tica    dos partidos, e o aumento da actividade pol&#237;tica n&#227;o institucional    em associa&#231;&#245;es e movimentos sociais. Estas mudan&#231;as introduzem    realinhamentos eleitorais. Com o objectivo de os analisar, s&#227;o avan&#231;adas    novas teorias.</FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> De acordo com as teorias sobre as novas    clivagens, os realinhamentos eleitorais ser&#227;o uma fun&#231;&#227;o dos    novos sistemas de valores. Segundo o modelo funcional, os partidos pol&#237;ticos    s&#227;o vistos de harmonia com a capacidade que revelam para satisfazer as    necessidades sociais. S&#227;o estes factores que passam a presidir ao crescente    processo de desalinhamento e de realinhamento eleitorais. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> As novas gera&#231;&#245;es ter&#227;o,    na verdade, sido socializadas de acordo com os valores p&#243;s-materialistas.    A mudan&#231;a atingiria n&#227;o s&#243; as sociedades mais desenvolvidas,    como ainda as demais. O seu alcance ser&#225; mundial. Das diferentes condi&#231;&#245;es    de vida e de socializa&#231;&#227;o das gera&#231;&#245;es resultar&#227;o prioridades    diferentes dadas aos v&#225;rios aspectos da exist&#234;ncia, com valora&#231;&#245;es    diversamente feitas. Os valores p&#243;s-materialistas tender&#227;o a gerar    uma atitude de desconfian&#231;a e de criticismo perante a autoridade pol&#237;tica.    Da esquerda tradicional se distingue a nova esquerda. O mesmo se passa com a    direita. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> De particular import&#226;ncia &#233; ainda    a nova pol&#237;tica traduzida nas clivagens consumo p&#250;blico (oferecido    pelo estado) <I>versus</I> consumo privado (oferecido pelo mercado) e emprego    no sector p&#250;blico <I>versus</I> emprego no sector privado. Estas clivagens    conduzir&#227;o a uma maior volatilidade, traduzida numa forte independ&#234;ncia    dos valores em rela&#231;&#227;o &#224;s posi&#231;&#245;es estruturais. Trata-se    de clivagens baseadas numa base social menos definida do que as velhas clivagens.    </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> O livro termina com a apresenta&#231;&#227;o    de duas novas pistas para a investiga&#231;&#227;o futura, e que consistem na    considera&#231;&#227;o dos efeitos das institui&#231;&#245;es pol&#237;ticas    e no estudo do comportamento dos eleitores nos referendos. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Estas s&#227;o, a tra&#231;os largos, as    linhas de condu&#231;&#227;o do trabalho. A apresenta&#231;&#227;o de cada uma    das teorias &#233; acompanhada da sua avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica. O autor    confronta-as sempre com a sua aplica&#231;&#227;o emp&#237;rica, com incid&#234;ncia    particular no espa&#231;o nacional. Atrav&#233;s de tal confronta&#231;&#227;o    se procura medir a sua pertin&#234;ncia. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> No que ao modelo sociol&#243;gico diz respeito,    considera-se o impacte relativo das diversas clivagens, salientando-se, sempre    que isso ocorre, a preval&#234;ncia de umas sobre as outras. A integra&#231;&#227;o    social parece revelar-se, por sua vez, mais importante do que as pr&#243;prias    atitudes pol&#237;ticas. Tamb&#233;m as teorias da escolha racional enfermar&#227;o    de algum irrealismo, na medida em que o voto n&#227;o pode ser concebido como    meramente instrumental, revestido como est&#225; de forte componente ideol&#243;gica.    O modelo n&#227;o incorpora muitos elementos necess&#225;rios. Pressup&#245;e    uma total informa&#231;&#227;o acerca do que est&#225; em causa e tem na sua    base o suposto de um comportamento perfeitamente racional. Partindo do princ&#237;pio    de que os indiv&#237;duos agem de forma aut&#243;noma e relativamente refract&#225;rios    &#224; mobiliza&#231;&#227;o externa, estas teorias postulam a exist&#234;ncia    de uma sociedade p&#243;s-industrializada e uma conduta racional. Os valores    tornam-se independentes das posi&#231;&#245;es estruturais, produzindo uma crescente    volatilidade.</FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Na explica&#231;&#227;o da conduta eleitoral    entram diversos factores explicativos, de acordo com o tipo de sociedade e a    conjuntura em que se realizam as elei&#231;&#245;es. A explica&#231;&#227;o    deste fen&#243;meno n&#227;o se obt&#233;m mediante a simples acumula&#231;&#227;o    dos factores, mas mediante a sua adequa&#231;&#227;o e articula&#231;&#227;o    em cada contexto. E tal combina&#231;&#227;o &#233; ainda indissoci&#225;vel    de v&#225;rios outros elementos, em rela&#231;&#227;o nomeadamente com o formato    dos c&#237;rculos eleitorais e com a lei eleitoral. Tais elementos constituem    o quadro institucional de base condicionante, quer do sistema de partidos, quer    da configura&#231;&#227;o das condutas pol&#237;ticas. O pr&#243;prio desempenho    do sistema pol&#237;tico pode andar, ele mesmo, associado ao car&#225;cter carism&#225;tico    da lideran&#231;a dos titulares dos cargos p&#250;blicos e dos aparelhos partid&#225;rios.    Este facto faz apelo ao modelo da &#147;irracionalidade&#148;, que tende a ser    isolado na maior parte das an&#225;lises. Nem sempre os eleitores percebem claramente    as suas pr&#243;prias dificuldades e as op&#231;&#245;es dos partidos. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Al&#233;m disso, a campanha eleitoral n&#227;o    se apresenta sempre como um &#147;mercado&#148;. A sua frequente dimens&#227;o    histri&#243;nica ou o seu desenvolvimento (ainda que raro), &#224; maneira habermasiana,    como f&#243;rum comunicacional poder&#227;o tamb&#233;m levantar questionamentos    &#224;s respectivas teorias, exigindo o seu desenvolvimento e porventura reformula&#231;&#227;o,    na sua aplica&#231;&#227;o a cada tipo de sociedade. </FONT></P>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> Com o trabalho <I>Modelos do Comportamento    Eleitoral</I> de Andr&#233; Freire, fica assim preenchida uma lacuna na literatura    sociol&#243;gica te&#243;rica em Portugal sobre a conduta eleitoral. O contributo    prestado pelo autor &#233; de enorme alcance para a compreens&#227;o de tais    comportamentos. A qualidade do trabalho e a inten&#231;&#227;o subjacente, e    mesmo anunciada no seu final, oferecem suficiente esperan&#231;a de que, em    futuro pr&#243;ximo, possa ver-se ainda mais enriquecida teoricamente uma &#225;rea    cient&#237;fica que tem sido ora esquecida ora abordada de forma insuficiente.    </FONT></P>     <BR>     <P ALIGN="LEFT"><FONT COLOR="#1f1a17"> <a name="back" id="back"></a> <a href="#top">*</a>    Ant&#243;nio Teixeira Fernandes, &#233; professor catedr&#225;tico do Departamento    de&nbsp;Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto /    <BR>   / Via Panor&#226;mica, s/n / 4150-564 Porto / Portugal.    ]]></body>
<body><![CDATA[<BR>   <I>E-mail</I>: <a href="mailto:atfernandes@letras.up.pt">atfernandes@letras.up.pt</a></FONT></P>      ]]></body>
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