<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-6529</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Sociologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-6529</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Editora Mundos Sociais]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-65292003000300001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Editorial]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria das Dores]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<numero>43</numero>
<fpage>05</fpage>
<lpage>06</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-65292003000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-65292003000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-65292003000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><B>Editorial</B></P>     <P> Quando em sociologia se analisa a mudan&#231;a social, uma das esferas sociais  recorrentemente apontada como protagonista de grandes transforma&#231;&#245;es &#233;  a fam&#237;lia. Nem sempre, por&#233;m, &#233; poss&#237;vel aferir de forma exaustiva a dimens&#227;o  de tais mudan&#231;as, designadamente no que respeita aos modos de organiza&#231;&#227;o  da vida familiar. Tal s&#243; se consegue com opera&#231;&#245;es de recolha de informa&#231;&#227;o  de grande envergadura como a que o recenseamento da popula&#231;&#227;o representa.  O dossi&#234; que integra o presente n&#250;mero de <I>Sociologia, Problemas e Pr&#225;ticas</I>,  organizado por Karin Wall, decorre precisamente do facto de terem sido  recentemente disponibilizados os resultados definitivos do &#250;ltimo censo,  constituindo oportunidade para rever e comparar com os dados de h&#225; dez  anos atr&#225;s a actual estrutura dos agregados dom&#233;sticos. Num conjunto de  v&#225;rios artigos s&#227;o aqui analisadas as diferentes configura&#231;&#245;es das fam&#237;lias  portuguesas, desde as unidades residenciais de pessoas s&#243;s &#224;s fam&#237;lias  complexas. Neles se d&#225; conta das din&#226;micas que atravessam estas estruturas,  em moldes que evidenciam o efeito dos comportamentos demogr&#225;ficos e dos  processos de moderniza&#231;&#227;o da nossa sociedade, no dom&#237;nio da vida privada. </P>     <P> Para al&#233;m do dossi&#234; sobre as fam&#237;lias portuguesas, o leitor    pode ainda encontrar neste volume tr&#234;s outros artigos cujas problem&#225;ticas    se revestem de particular interesse. Susana da Cruz Martins analisa os novos    associativismos com base na perspectiva te&#243;rica dos novos movimentos sociais.    Centrando-se no estudo de algumas organiza&#231;&#245;es sem fins lucrativos    portuguesas, a autora considera que, enquanto NMS, a realidade portuguesa do    associativismo corresponde a um peculiar &#147;mosaico multipartido&#148; de    formas progressistas e tradicionalistas de ac&#231;&#227;o colectiva, combinando    particularidades do quadro nacional com os processos mais vastos da globaliza&#231;&#227;o.    Andr&#233; Freire, por sua vez, desenvolve uma reflex&#227;o sobre o desempenho    da democracia e as reformas pol&#237;ticas necess&#225;rias &#224; sociedade    portuguesa. A partir da an&#225;lise do apoio dos cidad&#227;os ao sistema pol&#237;tico    democr&#225;tico, e tamb&#233;m do padr&#227;o de absten&#231;&#245;es eleitorais,    o autor identifica forte ades&#227;o dos portugueses aos princ&#237;pios da    democracia mas, simultaneamente, uma atitude cr&#237;tica e de insatisfa&#231;&#227;o    face ao comportamento dos agentes pol&#237;ticos. Maria de Lurdes Rodrigues    e Jo&#227;o Trocado da Mata apresentam no seu artigo os resultados de um inqu&#233;rito    acerca da utiliza&#231;&#227;o das novas tecnologias de informa&#231;&#227;o    e comunica&#231;&#227;o em Portugal, concluindo estar esta utiliza&#231;&#227;o    fortemente relacionada com as qualifica&#231;&#245;es da popula&#231;&#227;o    portuguesa e com as caracter&#237;sticas da respectiva actividade profissional,    ao mesmo tempo que alertam para as consequ&#234;ncias das pol&#237;ticas de    difus&#227;o da internet que n&#227;o tenham em conta estes aspectos. Veja-se    por fim a recens&#227;o ao livro de Jo&#227;o Freire, <I>Homens em Fundo Azul    Marinho</I>. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"> <I>Maria das Dores Guerreiro</I> </P>       ]]></body>
</article>
