<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0873-6529</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></abbrev-journal-title>
<issn>0873-6529</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Editora Mundos Sociais]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0873-65292017000200008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.7458/SPP2017849462</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dismantling Public Policy: Preferences, Strategies And Effects]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luísa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Fórum das Políticas Públicas  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>05</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<numero>84</numero>
<fpage>141</fpage>
<lpage>144</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0873-65292017000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0873-65292017000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0873-65292017000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align=right style='text-align:right'><b>RECENS&Atilde;O</b></p>      <p><b>Dismantling Public Policy. Preferences, Strategies And Effects</b> <b>[Michael W. Bauer e outros, 2012, Oxford, Oxford University Press]</b> </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Lu&iacute;sa Ara&uacute;jo* </b></p>      <p>* Vogal da dire&ccedil;&atilde;o do FPP &#8212; F&oacute;rum das Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, Rua Duque de Palmela, n.&ordm; 27, 5.&ordm; esquerdo, Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mlluisa.araujo@gmail.com">mlluisa.araujo@gmail.com</a> &nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>As orienta&ccedil;&otilde;es de restri&ccedil;&atilde;o or&ccedil;amental e de austeridade adotadas por governos da Europa Ocidental na sequ&ecirc;ncia da crise das d&iacute;vidas soberanas de 2010 colocaram no centro das aten&ccedil;&otilde;es, no campo de an&aacute;lise das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, o problema da descontinuidade das pol&iacute;ticas. </p>      <p>Na d&eacute;cada de 1970, Garry Brewer defendeu a inclus&atilde;o de uma fase suplementar no modelo anal&iacute;tico sequencial,<a name="topedn1"></a><a href="#edn1">[1]</a> que refletisse o fim de uma pol&iacute;tica (<i>policy termination</i>). <a name="topedn2"></a><a href="#edn2">[2]</a> Mas foi Pierson, com o seu livro de refer&ecirc;ncia <i>Dismantling Welfare State?,</i> publicado em 1994, que impulsionou a investiga&ccedil;&atilde;o em torno do problema. Como afirmam Bauer <i>et al.</i> (2012: v), o trabalho de Pierson estava mais orientado para a an&aacute;lise do fen&oacute;meno de <i>retra&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas &#8212; </i>mais concretamente para a redu&ccedil;&atilde;o e contra&ccedil;&atilde;o do estado social num tempo de austeridade &#8212; n&atilde;o se ocupando efetivamente do processo de desmantelamento da pol&iacute;tica. </p>      <p>O modelo te&oacute;rico apresentado por Bauer <i>et al. </i>no livro <i>Dismantling Public Policy. Preferences, Strategies and Effects</i> prop&otilde;e-se enquadrar a an&aacute;lise do <i>desmantelamento de pol&iacute;ticas,</i> visando contribuir para a evolu&ccedil;&atilde;o do campo de an&aacute;lise da mudan&ccedil;a de pol&iacute;ticas &#8212; tradicionalmente direcionado para o estudo dos processos que conduzem &agrave; expans&atilde;o e &agrave; continuidade das pol&iacute;ticas. O seu objetivo &eacute; encontrar respostas para um conjunto de quest&otilde;es: (<i>i)</i> Porque os decisores pol&iacute;ticos optam pelo desmantelamento de uma pol&iacute;tica, atendendo a que esse desmantelamento pode originar mudan&ccedil;as potencialmente dolorosas para pelo menos alguns grupos sociais? <i>(ii)</i> O tipo de estrat&eacute;gia de desmantelamento de pol&iacute;ticas adotado pelos decisores &eacute; condicionado pelas prefer&ecirc;ncias de outros atores, pelas oportunidades e constrangimentos institucionais e por fatores situacionais espec&iacute;ficos? <i>(iii)</i> Porque os decisores, enquanto atores racionais, cujo objetivo &uacute;ltimo &eacute; assegurar a sua pr&oacute;pria reelei&ccedil;&atilde;o, se comprometem de forma deliberada e consciente com um processo potencialmente impopular como &eacute; o desmantelamento de pol&iacute;ticas? (Bauer <i>et al.</i> 2012: 31). O desmantelamento de pol&iacute;ticas &eacute; definido pelos autores como </p>      <p>uma mudan&ccedil;a de natureza direta, indireta, oculta ou simb&oacute;lica que diminui o n&uacute;mero de pol&iacute;ticas numa determinada &aacute;rea e reduz o n&uacute;mero de instrumentos de pol&iacute;tica utilizados e/ou diminui a sua intensidade. Pode envolver mudan&ccedil;as nestes elementos cruciais da pol&iacute;tica e/ou ser alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s da manipula&ccedil;&atilde;o das capacidades para implementa&ccedil;&atilde;o e acompanhamento da pol&iacute;tica (Bauer <i>et al.</i>, 2012: 35) </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, e partindo da assun&ccedil;&atilde;o de que o desmantelamento de uma pol&iacute;tica &eacute; uma forma particular de mudan&ccedil;a pol&iacute;tica, que pode envolver cortes, redu&ccedil;&otilde;es ou mesmo aboli&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas existentes (o que pode ser particularmente relevante em tempos de crise e austeridade) os autores enumeram um conjunto de vari&aacute;veis (presen&ccedil;a da pol&iacute;tica, instrumentos de pol&iacute;tica e for&ccedil;a dos instrumentos mobilizados) e de dimens&otilde;es (densidade e intensidade da pol&iacute;tica e dos instrumentos) que permitem identificar a ocorr&ecirc;ncia de um processo de desmantelamento e medir a sua extens&atilde;o. </p>      <p>O modelo <i>Policy Dismantling</i> coloca no centro da an&aacute;lise os <i>decisores pol&iacute;ticos</i> &#8212; designadamente governantes e parlamentares &#8212; procurando identificar os motivos que est&atilde;o na base das decis&otilde;es de desmantelamento. Os autores argumentam que estas tomadas de decis&atilde;o devem ser analisadas por refer&ecirc;ncia &agrave; <i>perce&ccedil;&atilde;o que os decisores t&ecirc;m dos custos e benef&iacute;cios pol&iacute;ticos</i> que poder&atilde;o gerar para si pr&oacute;prios, o que <i>deve ser claramente distinguido dos impactos sociais</i> decorrentes da decis&atilde;o de desmantelar a pol&iacute;tica. </p>      <p>Neste sentido, as decis&otilde;es de desmantelamento ocorrem, regra geral, em duas situa&ccedil;&otilde;es, quando os decisores pol&iacute;ticos, entendidos como atores dotados de uma racionalidade limitada (no sentido atribu&iacute;do por Simon),<a name="topedn3"></a><a href="#edn3">[3]</a> t&ecirc;m a perce&ccedil;&atilde;o de que: <i>(i)</i> os benef&iacute;cios pol&iacute;ticos do desmantelamento s&atilde;o superiores aos respetivos custos; <i>(ii)</i> os custos pol&iacute;ticos do desmantelamento s&atilde;o inferiores aos da continuidade da pol&iacute;tica. </p>      <p>Mas o comportamento dos decisores pol&iacute;ticos &eacute; afetado por um conjunto de fatores que podem condicionar a decis&atilde;o de optar por estrat&eacute;gias de desmantelamento. S&atilde;o eles (Bauer <i>et al.</i>, 2012: 38-42): </p>    <i>Fatores externos</i>, como      altera&ccedil;&otilde;es na estabilidade do sistema financeiro,      mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas, a propaga&ccedil;&atilde;o de      ideologias que defendem reformas para o setor      p&uacute;blico (como o neoliberalismo econ&oacute;mico) ou a      aten&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica a determinados assuntos.        <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <i>Oportunidades e constrangimentos institucionais.</i> As estruturas institucionais (<i>e.g.</i> o sistema eleitoral, os partidos pol&iacute;ticos, o Tribunal Constitucional) podem condicionar (positiva ou negativamente) o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de desmantelamento de pol&iacute;ticas, atendendo ao consider&aacute;vel grau de oposi&ccedil;&atilde;o que &eacute; expect&aacute;vel que estas decis&otilde;es encontrem. </p>      <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <i>Fatores situacionais, </i>que podem contribuir para condicionar as oportunidades e constrangimentos institucionais e que simultaneamente s&atilde;o institucionalmente enquadrados, designadamente: <i>(i)</i> a <i>proximidade dos ciclos eleitorais</i> (o per&iacute;odo imediatamente ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o &eacute; o mais favor&aacute;vel &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de desmantelamento; pelo contr&aacute;rio, no fim das legislaturas os decisores tendem a n&atilde;o investir no desmantelamento de pol&iacute;ticas); <i>(ii)</i> a <i>exist&ecirc;ncia de maiorias ou consensos parlamentares</i>, ou outras situa&ccedil;&otilde;es em que a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tenha a for&ccedil;a suficiente para condicionar a a&ccedil;&atilde;o dos decisores, representa uma oportunidade para o desmantelamento de pol&iacute;ticas; <i>(iii)</i> a possibilidade de <i>colocar o &oacute;nus e a responsabilidade das decis&otilde;es de desmantelamento em institui&ccedil;&otilde;es supra ou subgovernamentais</i> (por exemplo, no caso dos pa&iacute;ses da UE, colocar a responsabilidade nas institui&ccedil;&otilde;es europeias) &eacute; igualmente um fator favor&aacute;vel ao desmantelamento; <i>(iv)</i> o <i>tipo de pol&iacute;tica</i> tem tamb&eacute;m um impacto sobre as tomadas de decis&atilde;o a este n&iacute;vel, consoante os custos e benef&iacute;cios resultantes do desmantelamento possam afetar um largo n&uacute;mero de grupos sociais ou estarem relativamente concentrados; da mesma forma, t&ecirc;m peso na decis&atilde;o a capacidade que os p&uacute;blicos-alvo das pol&iacute;ticas t&ecirc;m de se organizarem e de se mobilizarem, bem como a exist&ecirc;ncia de empreendedores pol&iacute;ticos que defendam ativamente as suas posi&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>Os autores consideram que t&atilde;o importante como perceber em que circunst&acirc;ncias e em que oportunidades os decisores pol&iacute;ticos optam por desmantelar pol&iacute;ticas &eacute; conhecer o tipo de estrat&eacute;gias que s&atilde;o utilizadas para corporizar as decis&otilde;es. Com este objetivo, constru&iacute;ram quatro <i>ideais-tipo</i> de estrat&eacute;gias de desmantelamento, que se distinguem em duas dimens&otilde;es: <i>(1)</i> em que medida a decis&atilde;o de desmantelamento &eacute; ou n&atilde;o tomada de forma deliberada e consciente, consubstanciada numa decis&atilde;o formal; e <i>(2)</i> em que medida os decisores pol&iacute;ticos pretendem esconder ou publicitar as atividades de desmantelamento (Bauer <i>et al.</i>, 2012: 42-45). </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Ideais-tipo das estrat&eacute;gias de desmantelamento de pol&iacute;ticas</b> </p>      <p><i>O desmantelamento por defeito, </i>caracterizado pela aus&ecirc;ncia de uma tomada de decis&atilde;o formal e pela sua baixa visibilidade, &eacute; a estrat&eacute;gia de desmantelamento mais subtil, que consiste na redu&ccedil;&atilde;o, na pr&aacute;tica, do n&iacute;vel de servi&ccedil;os existente, e &eacute; geralmente adotada nas situa&ccedil;&otilde;es em que os custos da decis&atilde;o possam ser altamente negativos para os decisores e/ou em que sejam expect&aacute;veis fortes constrangimentos institucionais. No <i>desmantelamento por mudan&ccedil;a de &aacute;rea</i>, em que existe uma tomada de decis&atilde;o formal, mas com baixa visibilidade, a estrat&eacute;gia consiste em mudar a arena em que a pol&iacute;tica se desenvolve (por exemplo, para outros n&iacute;veis e estruturas de governa&ccedil;&atilde;o), evitando assim que os custos do processo sejam diretamente atribu&iacute;dos aos decisores pol&iacute;ticos A estrat&eacute;gia de <i>desmantelamento simb&oacute;lico</i> &eacute; adotada quando as decis&otilde;es de desmantelamento trazem, potencialmente, benef&iacute;cios para os decisores pol&iacute;ticos, mas em que constrangimentos institucionais dificultam uma tomada de decis&atilde;o formal; a estrat&eacute;gia de <i>desmantelamento ativo</i> pode ser escolhida nas situa&ccedil;&otilde;es em que os decisores pol&iacute;ticos estejam convictos de que as a&ccedil;&otilde;es de desmantelamento s&atilde;o a decis&atilde;o mais apropriada e vantajosa, quer por raz&otilde;es pol&iacute;ticas e eleitorais, quer por raz&otilde;es ideol&oacute;gicas. A ado&ccedil;&atilde;o deste tipo de estrat&eacute;gia n&atilde;o significa necessariamente que n&atilde;o existam constrangimentos institucionais, mas antes que os benef&iacute;cios da decis&atilde;o s&atilde;o superiores aos custos decorrentes das estrat&eacute;gias para ultrapassar esses constrangimentos. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, os autores do modelo consideram que os resultados e efeitos das decis&otilde;es de desmantelamento s&atilde;o distintos, conforme o ideal-tipo de estrat&eacute;gia adotado (Bauer <i>et</i><i> al.</i>, 2012: 45-46): </p>      <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; no caso das estrat&eacute;gias com baixo grau de visibilidade, n&atilde;o &eacute; expect&aacute;vel que sejam identificados efeitos diretos das decis&otilde;es de desmantelamento, uma vez que no <i>desmantelamento por defeito</i>, o conjunto de instrumentos pol&iacute;ticos &eacute; deixado praticamente inalterado e no <i>desmantelamento por mudan&ccedil;a de &aacute;rea</i> as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas t&ecirc;m a ver principalmente com a transfer&ecirc;ncia de responsabilidade para outras &aacute;reas ou n&iacute;veis de governa&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o &eacute; diretamente relacionado com decis&otilde;es de desmantelamento; </p>      <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; relativamente &agrave; estrat&eacute;gia de <i>desmantelamento simb&oacute;lico</i>, o alto grau de visibilidade pretendido pelos decisores, n&atilde;o sendo acompanhado por uma tomada de decis&atilde;o formal, traduz-se essencialmente em discursos e an&uacute;ncios de inten&ccedil;&otilde;es, que induzam na opini&atilde;o p&uacute;blica a ideia de que est&atilde;o a ser desenvolvidos esfor&ccedil;os de consolida&ccedil;&atilde;o e melhoria da a&ccedil;&atilde;o governativa atrav&eacute;s da descontinua&ccedil;&atilde;o de determinadas pol&iacute;ticas ou medidas de pol&iacute;tica, sem que na realidade sejam efetuados quaisquer altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da respetiva intensidade e densidade; </p>      <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; nas estrat&eacute;gias de <i>desmantelamento ativo</i>, &eacute; expect&aacute;vel uma redu&ccedil;&atilde;o da densidade e da intensidade substancial das pol&iacute;ticas, traduzida na aboli&ccedil;&atilde;o ou diminui&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica de pol&iacute;ticas e instrumentos. </p>      <p>A abordagem te&oacute;rica desenvolvida neste livro constitui, de facto, um importante contributo para o alargamento das perspetivas de an&aacute;lise das politicas p&uacute;blicas e um instrumento de an&aacute;lise de tend&ecirc;ncias emergentes nas sociedades europeias, associadas aos impactos da crise econ&oacute;mica e financeira nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas </b></p>     <p><a name="edn1"></a><a href="#topedn1">[1]</a> O modelo anal&iacute;tico sequencial prev&ecirc; que, para efeitos anal&iacute;ticos, &quot;as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sejam  analisadas como o resultado deumciclo pol&iacute;tico que se desenvolve emetapas&hellip; a desagrega&ccedil;&atilde;o  em etapas ou categorias de an&aacute;lise torna todo o processo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas mais facilmente  apreens&iacute;vel. Desta forma, a a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, orientada para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas, &eacute; analisada  comoumprocesso sequencial e inacabado que se repete e reconstr&oacute;i,emresultado de mudan&ccedil;as  induzidas por efeito de feedback das pr&oacute;prias pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, ou por altera&ccedil;&otilde;es do contexto ou  da rela&ccedil;&atilde;o entre os atores e institui&ccedil;&otilde;es envolvidas.&quot; Ver M. L. Rodrigues (2014), Exerc&iacute;cios de An&aacute;lise de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, Lisboa, INCM, pp. 17-34.</p>     <p><a name="edn2"></a><a href="#topedn2">[2]</a> Ver MichaelW. Bauer (2009), The Policy Termination Approach. Critique and Conceptual Perspectives,  Lehrstuhl Politik und Verwaltung,Working Paper Series, n.&ordm; 1, Humboldt University, dispon&iacute;vel  em: <a href="http://www.sowi.hu-berlin.de/lehrbereiche/politikundverwaltung/wps/working- paper1" target="_blank">http://www.sowi.hu-berlin.de/lehrbereiche/politikundverwaltung/wps/working- paper1</a> (consultado em 09-05-2013)</p>     <p><a name="edn3"></a><a href="#topedn3">[3]</a> Simon introduz no campo da an&aacute;lise das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas o conceito de racionalidade limitada  dos decisores pol&iacute;ticos (bounded racionality), argumentando que a capacidade de lidar com os problemas  de uma forma racional &eacute; limitada por fatores ex&oacute;genos e end&oacute;genos, como a natureza    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> necessariamente fragmentada e incompleta do conhecimento e da informa&ccedil;&atilde;o, a ocorr&ecirc;ncia de  mudan&ccedil;as imprevis&iacute;veis de contexto, o limite de tempo dispon&iacute;vel para a tomada de decis&atilde;o, a  capacidade limitada da mem&oacute;ria humana ou mesmo os valores e interesses pr&oacute;prios. Ver Wine  Parsons (1995), Public Policy. An Introduction to the Theory and Pratice of Policy Analysis, Cheltenham, UK, Northampton, MA, Edward Elgar, p. 277.</p>         ]]></body>
</article>
