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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article starts from the hypothesis that “urban violence” is at the center of a grammar that deals with certain diffuse forms of autonomous social organization of violence perceived as endangering personal and patrimonial integrity. Influenced by such a language, public debate on social regulation and control shrinks to the question of maintaining the public order through avoiding interclass contacts and structural political conflicts. The article suggests that this demand for group and personal isolation imply, as a consequence, delegating police institutions to decide on how, when and who menace the pacific prosecution of everyday activities. Therefore, the generalized public demand for police “reconstruction from the beginning” will not be met if societal approach does not change from the language of “urban violence” back to the democratic language of rights, so that police practices can be object of attention and control. Above all, it is ‘society’ - an historical modality of social relations - which needs to be ‘reconstructed’.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Polícia e violência urbana em uma cidade brasileira</b></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>Luiz Antonio Machado da Silva *</b></P>     <P>* Professor titular do IUPERJ&#8202;/&#8202;UCAM e professor associado do IFCS&#8202;/&#8202;UFRJ,    Brasil; <a href="mailto:machadodasilvaluizantonio@gmail.com">machadodasilvaluizantonio@gmail.com</a>.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P>RESUMO</P>     <P> O trabalho discute questões relacionadas à expansão da violência criminal    no Rio de Janeiro. Parte-se da hipótese de que a noção prática de “violência    urbana” é o centro de uma “província de significado” embutida na linguagem de    senso comum, que capta e confere sentido a uma forma de vida autônoma, a sociabilidade    violenta. A “violência urbana” tematiza as ameaças à continuidade das rotinas    cotidianas, alterando a compreensão do significado do controle social e delegando    na polícia a preservação das rotinas a qualquer custo. Dessa maneira, favorece    a manutenção da polícia como uma instituição pré-moderna, talvez a única com    esta característica no Brasil de hoje, e torna inócuas as inúmeras propostas    de intervenção técnico-administrativa e moral que visam “refundá-la”.</P>     <P>Palavras-chave:  Rio de Janeiro, violência urbana, tráfico de drogas, ordem pública,  sociabilidade, segregação social.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>Reconstruct police or society? Violence, democracy and public order in contemporary    Rio de Janeiro</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>ABSTRACT</P>     <P> The article starts from the hypothesis that “urban violence” is at the center    of a grammar that deals with certain diffuse forms of autonomous social organization    of violence perceived as endangering personal and patrimonial integrity. Influenced    by such a language, public debate on social regulation and control shrinks to    the question of maintaining the public order through avoiding interclass contacts    and structural political conflicts. The article suggests that this demand for    group and personal isolation imply, as a consequence, delegating police institutions    to decide on how, when and who menace the pacific prosecution of everyday activities.    Therefore, the generalized public demand for police “reconstruction from the    beginning” will not be met if societal approach does not change from the language    of “urban violence” back to the democratic language of rights, so that police    practices can be object of attention and control. Above all, it is ‘society’    – an historical modality of social relations – which needs to be ‘reconstructed’.</P>     <P>Keywords: Rio de Janeiro, urban violence, drug dealing, public order, sociability,    social segregation.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</P>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Bibliografia</B></P>     <P>BARBOSA, Antonio Carlos Rafael, 1998,  <I>Um Abraço para Todos os Amigos</I>. Niterói,  EDUFF.</P>     <!-- ref --><P>BRODEUR, Jean-Paul, 2004, “Por uma sociologia da força pública:  considerações sobre a força policial e militar”, <I>Caderno CRH</I>, XVII (42),  481-489.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000022&pid=S0873-6561201100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>FUKS, Mario,  1997, <I>Arenas de Ação e Debate Públicos: Os  Conflitos Ambientais e a Emergência do Meio Ambiente enquanto Problema Social no  Rio de Janeiro (1985-1992)</I>. Rio de Janeiro, IUPERJ&#8202;/&#8202;UCAM, tese de  doutorado.</P>     <P>GIDDENS, Anthony,  1991, <I>As Consequências da Modernidade</I>. São Paulo,  UNESP.</P>     <P>GRILLO, Carolina Christoph, 2008, <I>Fazendo o Doze na Pista: Um Estudo de  Caso do Mercado Ilegal de Drogs na Classe Média</I>.  Rio de Janeiro, IFCS&#8202;/&#8202;UFRJ, dissertação de  mestrado.</P>     <P>HOLLANDA, Cristina Buarque de, 2005, <I>Polícia e Direitos Humanos: Política de  Segurança Pública no Primeiro Governo Brizola</I>.<I>  </I>Rio de Janeiro, Revan.</P>     <P>LEITE, Márcia da Silva Pereira, 2001,  <I>Para Além da Metáfora da Guerra: Percepções sobre Cidadania, Violência e Paz  no Grajaú, Um Bairro Carioca</I>. Rio de Janeiro,  IFCS&#8202;/&#8202;UFRJ, tese de  doutorado.</P>     <P>MACHADO DA  SILVA, Luiz Antonio, 2004, “Sociabilidade violenta: por uma interpretação da  criminalidade violenta no Brasil urbano”, em L.&#8197;C.&#8197;Q. Ribeiro  (org.), <I>Metrópoles: Entre a Cooperação e o  Conflito</I>. São Paulo e Rio de Janeiro, Perseu Abramo&#8202;/&#8202;FASE,  291-315.</P>     <P>— (org.),  2008a, <I>Vida sob Cerco: Violência e Rotina nas Favelas do Rio de Janeiro</I>.  Rio de Janeiro, Nova Fronteira&#8202;/&#8202;Faperj.</P>     <P>—, 2008b, “Violência urbana,  sociabilidade violenta e agenda pública”, em Luiz Antonio Machado da Silva  (org.), <I>Vida sob Cerco: Violência e Rotina nas  Favelas do Rio de Janeiro</I>. Rio de Janeiro, Nova Fronteira&#8202;/&#8202;Faperj, 35-45.</P>     <P>MACHADO DA SILVA, L.&#8197;A., Márcia P. LEITE, e L. Carlos  FRIDMAN, 2005, “Matar, morrer, civilizar: o ‘problema da segurança pública’”,  em<I> MAPAS: Monitoramento Ativo da Participação da Sociedade</I>. Rio de Janeiro,  Ibase, 2-34.</P>     <P>MISSE, Michel,  1997, “As ligações perigosas: mercado informal ilegal, narcotráfico e violência  no Rio de Janeiro”, <I>Comtemporaneidade e  Educação</I>, 2 (1): 93-116.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>NASCIMENTO, Andréa Ana do, 2008, <I>A Especialização sem Especialistas:  Um Estudo sobre as Práticas (In)formais de Investigação e  de Transmissão de Conhecimento nas Delegacias Especializadas</I>. Rio de  Janeiro, IFCS&#8202;/&#8202;UFRJ, dissertação de  mestrado.</P>     <P>SCHUTZ, Alfred,  1964, <I>Collected Papers.</I> Haia: Hayam Martinus  Nijhoff, 2 vols.</P>     <P>SOARES, Luiz Eduardo, 2009, “Refundar  as polícias”, <I>Le Monde Diplomatique Brasil</I>, 6 de janeiro.</P>     <P>WIEVIORKA, Michel, 2005, <I>La Violence</I>. Paris, Hachette Littératures.</P>      ]]></body><back>
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