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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O “fiel amigo”: o bacalhau e a identidade portuguesa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Salt cod has a unique status in Portuguese cuisine, as it is both a very common food, and a symbol of the Portuguese national identity. This essay proceeds to a genealogical reconstruction of the various reasons and processes that led to this situation, trying to show that dynamics of religious, economic, political and ideological nature combine with a long socialization and incorporation, which translated into a specific taste for this type of food among the Portuguese.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <head> </head>     <p><b>O “fiel amigo”: o   bacalhau e a identidade portuguesa</b></p>     <p><b>The &ldquo;faithful friend&rdquo;: cod and Portuguese identity</b></p>     <p><b>José Manuel Sobral*, Patr&iacute;cia Rodrigues**</b></p>     <p>*Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:jose.sobral@ics.ul.pt">jose.sobral@ics.ul.pt</a></p>     <p>**Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:patriciarodrigues@sapo.pt">patriciarodrigues@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O bacalhau possui um estatuto único na cozinha portuguesa, pois   é ao mesmo tempo um alimento muito frequente no seu receituário e um símbolo da   própria identidade nacional. Neste ensaio procede-se a uma reconstrução   genealógica dos diversos motivos e processos que conduziram a esta situação,   procurando mostrar que dinâmicas de natureza religiosa, económica, política e   ideológica se combinam com uma longa socialização e incorporação, que se   traduziu num gosto específico por este tipo de alimento entre os portugueses.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>bacalhau, cristianismo, cozinha,   identidade nacional, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Salt cod has   a unique status in Portuguese cuisine, as it is both a very common food, and a   symbol of the Portuguese national identity. This essay proceeds to a   genealogical reconstruction of the various reasons and processes that led to   this situation, trying to show that dynamics of religious, economic, political   and ideological nature combine with a long socialization and incorporation,   which translated into a specific taste for this type of food among the   Portuguese.</p>     <p><b>Keywords:</b> salt cod,   Christianity, cuisine, national identity, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A identificação entre o bacalhau e os portugueses</b></p>     <p>Em 1884, numa carta endereçada ao seu amigo Oliveira Martins, Eça de   ­Queiroz escreveu: “Os meus romances no fundo são franceses, como eu sou em   quase tudo um francês – exceto num certo fundo sincero de tristeza lírica, que   é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo <i>fadinho</i>, e no   justo amor do bacalhau de cebolada” (Queiroz 2008: 331).<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>[1]</sup></a></p>     <p>Eça era um cosmopolita e um conhecedor da   cozinha do seu tempo, tanto da portuguesa, como da francesa, que descreve em   vários dos seus romances. Por isso, esta citação, mesmo tendo em conta o   registo irónico da sua escrita, não deixa de ser importante por enunciar certos   lugares-comuns do que seria considerado como essencialmente português em finais   do século XIX.   O sentimento tido como específico dos portugueses – a saudade – e a canção já   então representada como nacional – o fado<i> –</i> surgem aqui acompanhadas   pelo bacalhau. Para compreendermos o alcance destas considerações, temos de ter   em conta que, na época, era usual acreditar-se que as nações eram dotadas de um   caráter específico detetável nos comportamentos dos seus membros. É um tempo   marcado por um nacionalismo intenso à escala internacional, presente nas   medidas de protecionismo económico, que conhecem grande favor face às políticas   liberais, nos conflitos pela emancipação nacional e na luta pela conquista de   impérios coloniais (Hayes 1963: 216-241). O nacionalismo inspira a procura do   conhecimento e da revivificação do que se julgava ser o mais antigo e autêntico   dessas sociedades – as suas tradições –, o que incluiria a cozinha (Lindholm   2008).</p>     <p>A apologia de uma cozinha portuguesa – que   surge também no romance póstumo de Eça <i>A Cidade e as Serras</i> (J.&#8197;M.   Sobral 2014a [no prelo]) – inseria-se, assim, na visão do mundo nacionalista   então triunfante. E o bacalhau a que o escritor alude seria reconhecido pelos   leitores como parte dessa cozinha, pois era, há vários séculos, de consumo   generalizado em Portugal. Abundante nas águas mais frias do Atlântico Norte –   há outras variedades mas essas não foram consumidas em Portugal e nos outros   países europeus –, era curado para suportar, sem se deteriorar, o longo   circuito que o trazia daí até aos grandes consumidores situados na Europa do Sul:   portugueses, espanhóis, italianos e franceses, compreendendo os dois últimos,   principalmente, os habitantes do Sul (Parlato 2007: 75; Vitaux 2013). Um modo   de preservação assente na seca sem salga – <i>stockfish</i> – também terá   chegado a ser conhecido em Portugal, onde, em virtude da sua extrema   desidratação, que conduzia à dureza, lhe foi dado o nome de “peixe-pau”   (Henriques 1731: 201). Foi, porém, o produto obtido através da salga e da seca,   cuja invenção se atribui aos britânicos (Kurlansky 1999: 55), que acabou por se   firmar em Portugal. Os britânicos não controlavam zonas ricas em sal, ao   contrário de Portugal, por exemplo, cujo sal, nomeadamente o de Aveiro, era   considerado da melhor qualidade (Kurlansky 1999: 57-58) e por eles importado.   Em troca, os ingleses protegeriam os navios portugueses que já frequentavam os   bancos da Terra Nova no século XVI, associação que viria a soçobrar, como veremos mais à frente.</p>     <p>O consumo de peixe, em Portugal como nas   outras sociedades europeias, está associado a motivações de ordem religiosa. O   cristianismo impunha, como penitência, jejuns e a abstinência da carne e das   gorduras animais numa boa parte do ano, o que tornava obrigatório o recurso ao   peixe para escapar a uma alimentação inteiramente vegetal. As zonas costeiras   eram abastecidas por peixe fresco, o que não sucedia nas zonas interiores –   onde algum ainda chegava às escassas elites –, apesar de se recorrer ao peixe   de água doce. Havia que o importar, como sucedia com a sardinha, abundante em   toda a costa, mais acessível e transportada salgada, mas que não chegava para   as necessidades da procura. Há que ver, também, que o bacalhau, uma vez curado   adequadamente, teria uma maior capacidade de conservação. Outros pequenos   peixes, como o carapau, seco pelos pescadores, e mesmo outros maiores – como a   pescada ou o polvo secos, ou o atum de barrica, oriundo do Algarve – também não   tiveram uma difusão comparável à escala do país. O bacalhau tornou-se uma   mercadoria importante, muitos séculos antes de a ciência moderna o valorizar   como alimento excecional devido à sua carne branca e firme, quase isenta de   gordura, que quando seca é um concentrado de proteínas: perto de 80% (Kurlansky 1999: 34). Além disso, há um grande   aproveitamento do seu corpo: das cabeças e da língua (em salmoura), dos sames –   ou samos, a bexiga natatória – e do fígado, fonte de óleo saudável e de   pequenos traumas infantis ligados à sua ingestão compulsiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procede-se neste ensaio a uma genealogia   sumária da relação entre o bacalhau e os portugueses, em parte já abordada de   modo distinto por diversos autores.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>[2]</sup></a> Quer   isto dizer que esta é analisada retrospetivamente, procurando mostrar como se   chegou à situação em que ele aparece como um marcador explícito da identidade   portuguesa. Ao proceder deste modo, sentimos que o nosso olhar sobre esta   matéria deve muito a dois paradigmas disciplinares: o da historiografia dos <i>Annales</i>,   atenta à importância dos fenómenos de ­natureza económica, social, cultural e   simbólica que ocorrem na longa duração, a da estrutura, que privilegiaram; o da   antropologia da alimentação e da cozinha, um campo de estudos que, sendo   antigo, conheceu nas últimas décadas um grande desenvolvimento (Tierney e   Ohnuki-Tierney 2012). Os contributos destas abordagens serão visíveis tanto nas   obras que citamos, como nas temáticas que aqui exploramos. Há dois livros, em   particular, cuja influência marca genericamente o modo como a alimentação e a   cozinha são aqui abordadas. São as obras clássicas de Jack Goody (1982) e de   Sidney Mintz (1985), que têm, de resto, grandes afinidades entre si. São textos   que combinam a experiência do conhecimento obtido pela observação e inquirição   direta com aquele que decorre da pesquisa histórica. Se o primeiro traz para a   análise da cozinha a dos sistemas de produção, da estratificação social e dos   modos de conhecimento, o segundo mostra, a partir do estudo do açúcar de cana,   como a alimentação e a cozinha são parte de processos históricos amplos como o   desenvolvimento do capitalismo, o tráfico de escravos e a história do consumo e   dos estilos de vida.</p>     <p>Em ambos os casos, trata-se sempre de examinar   os objetos de estudo no contexto de uma análise mais ampla, como é necessário   fazer no estudo da relação entre o bacalhau e os portugueses. A história desta   relação é não só de natureza económica, ligada ao desenvolvimento da economia   mundial capitalista, em que a pesca e o comércio do bacalhau, um peixe   abundantíssimo no Atlântico Norte, desempenharam um papel relevante, como o   mostrou ­Fernand Braudel (1979: 184-187), mas também religiosa, social,   política e cultural.</p>     <p>Ao longo de séculos, o bacalhau transformou-se   de simples género alimentar em símbolo da identidade portuguesa, de comida   socialmente conotada com situações de abstinência e mesmo própria de pobres, em   alimento caro e prestigiado no campo gastronómico. Nas páginas que se seguem   iremos dar alguns contributos para entender essa metamorfose do bacalhau.   Partindo da situação atual em que a identificação entre o bacalhau salgado e   seco e ­Portugal e os portugueses é um dado adquirido, iremos fazer algumas   incursões sobre a história do seu consumo, em que se referirá necessariamente,   mas sem muito detalhe, a do abastecimento do mercado português.</p>     <p>A indagação sobre os testemunhos da vinculação   entre os portugueses e o bacalhau conduziu-nos ao exame de materiais escritos   que o tomam como objeto, entre os quais a “literatura de cordel”, ou a   cerimónias paródicas, como os seus “enterros” ou “julgamentos”, que mostram o   seu enraizamento e popularização.</p>     <p>A aquisição de um gosto alimentar implica   também uma habituação, um treino em determinados tipos de alimentos e sabores,   o que ocorre através da mediação dos sentidos. Os <i>habitus</i> culinários –   como os outros – formam-se pela incorporação, que naturaliza e exalta certos   alimentos e sabores e rejeita outros. Uma cozinha é definida segundo diversos   fatores, entre os quais o que é ou não comestível, os modos de preparar a   comida, certas maneiras ou ­etiquetas (Belasco 2008: 15-18) comuns no grupo, o   que não implica qualquer homogeneidade deste. Há, por exemplo, quem evite   certos alimentos que vão contra os seus valores ou porque os ache repugnantes –   os vegetarianos rejeitam os alimentos animais, que são, no entanto, parte da   dieta da maioria dos portugueses; uma parte destes gosta de caracóis, outros   detestam-nos, etc. –, ou ainda, pura e simplesmente, porque não os pode   adquirir. Mas certos alimentos e sabores tornam-se familiares à maioria, como é   o caso, entre os portugueses, do bacalhau e de temperos que entram comummente   na confeção dos pratos em que ele é uma componente principal: azeite, alho,   cebola. Essa familiaridade possui uma dimensão corporal, construída por   experiências simultaneamente sensoriais – olfativas, visuais, gustativas – e   culturais, que se enraízam e tornam a comida uma manifestação de especificidade   de grupo, revelada pela aceitação ou exaltação de certos alimentos ou   preparados e pela repugnância face a outros (Tierney e Ohnuki-Tierney 2012:   119-120). Essa familiaridade, como qualquer outra – a aprendizagem da chamada   língua materna, por exemplo – adquire-se de um modo não consciente, através de   uma socialização lenta, que começa na infância. Como refere um neurocientista,   estas impressões e preferências ao nível do gosto são retidas a nível cerebral   e sobrevivem à multiplicidade das ofertas culinárias com que deparamos nos   nossos dias: “Mesmo na nossa era da globalização, quando a nossa dieta   quotidiana pode incluir pratos de outras terras – como <i>sushi</i> em Los   Angeles, massa em Nova Iorque ou ‘McDo’ em Paris – as combinações particulares   que aprendemos enquanto crescemos são parte da nossa identidade nacional”   (Shepherd 2012: 12). São elas que formam a base de identificações duradouras,   da memória e da nostalgia, em que um alimento – como um determinado tipo de pêssego   evocado por uma grega em Londres (Seremetakis 2005) ou os pepinos do Líbano por   um emigrante deste país na Austrália – pode desencadear “metonímias imaginadas”   que se reportam ao todo, que é a terra natal (Hage 2010: 418-425). No fim de   contas, trata-se de situações análogas à desencadeada pelo consumo de uma   madalena acompanhada por chá por Proust. Levado, nas suas palavras, pelo “odor”   e pelo “sabor”, é conduzido a relembrar experiências similares na infância e,   com elas, toda uma vida no tempo que passou (Proust 1973 [1913]: 58-61),   através de uma memória sinestésica, ou seja, da soma das experiências   sensoriais, como as que recordam a ilha grega de que se partiu (Sutton 2001).</p> <b>Um consumo antigo</b>     <p>O bacalhau salgado e seco é muito importante na alimentação atual em   ­Portugal, pois os portugueses são o seu primeiro consumidor mundial (Dias <i>et   al.</i> 2001: 11). Já o são há muito. Antes da Segunda Guerra Mundial, o   consumo médio anual era de 7 kg por habitante; entre 1946 e 1967 de 8,8 kg <i>per   capita</i>. Dados comparativos relativos a outros grandes consumidores revelam   a distância que os separa do consumo português. A Espanha, segundo consumidor   mundial, que, antes da Guerra Civil de 1936-39, consumia 3 kg por habitante,   passa para 1 kg em 1950; a França, em 1954, consumia 0,8 kg <i>per capita</i> (Garrido 2004: 307). A balança alimentar de 1948-49 revela que se consumiam   47.522 toneladas de bacalhau salgado e seco – menos do que peixe fresco (77.307   toneladas), mas muito mais do que suíno (29.653 toneladas), uma fonte de   proteína básica, e do que de bovinos – adultos e jovens (29.969 toneladas) –,   carne de luxo. Consumiam-se então 14.755 toneladas de ovinos e caprinos e   10.050 de aves de capoeira (Correia 1951: 230-231).<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup>[3]</sup></a></p>     <p>As médias nacionais encobrem o facto de o seu   consumo ser muito diferenciado. Os maiores consumos em finais da década de 1950   ocorriam nos distritos do Porto (17 kg <i>per capita</i>), Lisboa (16,5),   seguidos de Braga (9,6 kg), Viana (7,5 kg), Aveiro, Setúbal, Coimbra, Viseu   (áreas onde havia simultaneamente maiores rendimentos, próximas do mar e   algumas contendo centros da pesca do bacalhau). Os menores, nos distritos do   interior e no Algarve (citado em Moutinho 1985: 180-181).</p>     <p>Para Moutinho, estes dados exprimiriam   desigualdades de rendimento muito fortes. O bacalhau seria mais consumido pelos   citadinos e pelo proletariado industrial e menos pelos agricultores pobres, que   também o comeriam, mas de forma pouco representativa em termos de quantidade   (1985: 182). Um historiador mais recente emitiu opinião concordante: as zonas   do interior eram mais pobres, destituídas dos rendimentos mais elevados   propiciados tanto pelo terciário como pela indústria. No Algarve quase não se   comia bacalhau, mas, em contrapartida, consumia-se bastante peixe produzido   localmente (Garrido 2004: 308-312). Note-se, entretanto, que, embora o peixe   visse aumentar o seu consumo entre 2003 e 2008, o bacalhau viu-o diminuir nesse   período em 20%, devido ao aumento de preços (INE 2010: 7).</p>     <p>Citamos estes dados porque, apesar das suas   lacunas – não nos permitem diferenciar os consumidores segundo a sua posição de   classe –, nos proporcionam uma imagem da distribuição espacial do consumo do   bacalhau que não possuímos de modo sistemático para épocas anteriores. Alguns   outros estudos corroboram estes dados. Deve dizer-se que, como pano de fundo, a   situação alimentar da maioria da população portuguesa era deficiente, em   particular no que se refere aos alimentos de origem animal. O pão, batatas,   hortaliças e legumes constituíam o núcleo da alimentação das classes   trabalhadoras rurais (Oliveira e Silva 1951 [1948]: 196). A carne consumida por   estes grupos era sobretudo a carne de porco mais gorda e alguns enchidos. O   peixe mais importante era a sardinha e o bacalhau acompanhava-a, com menor   intensidade, nas classes trabalhadoras. Os regimes alimentares rurais eram, em   meados do século XX, mais pobres do que os citadinos e a alimentação aumentava em   variedade e riqueza à medida que se “ascendia” na hierarquia de classes   (Ferreira 1951 [1944]). Como se referia num estudo dos orçamentos familiares e   das despesas de alimentação de 176 famílias de trabalhadores rurais de todos os   distritos do Continente, a escolha de alimentos era determinada em primeiro   lugar por constrangimentos de ordem económica, mas também pelo hábito (Oliveira   e Silva 1951 [1948]: 196). Era ele, certamente, que explicava que a sardinha e   o bacalhau fossem consumidos por trabalhadores rurais no Noroeste, mas não na   Beira Baixa ou no Alentejo (E.&#8197;L. Basto 1951 [1934-1936]).</p>     <p>Todavia, apesar de não constar, em pleno   século XX, da   dieta alimentar quotidiana – mas, em dias especiais, ou festivos, a situação   seria diferente – de uma parte da população portuguesa, o bacalhau havia   séculos que se transformara num alimento importante em Portugal. Esta informação   assenta num grande número de fontes, apesar de estas não serem suficientemente   detalhadas ao ponto de conhecermos com todo o rigor o lugar que ele ocupava na   mesa dos diferentes grupos sociais. Também não há informações sobre a qualidade   do bacalhau que se comia, embora não seja erróneo supor, à luz da oferta   diferenciada contemporânea do produto, que o que as elites ingeriam não seria   certamente o mesmo produto consumido pelas camadas populares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Há testemunhos de um consumo importante do   bacalhau em ­Portugal desde o século XVI, afirmando-se ser o peixe predileto, a par da   sardinha (­Castelo-Branco s.&#8197;d.: 312). Era o “remédio dos pobres”   (Castelo-Branco 1969 [1956]: 170); também era chamado a “carne dos pobres” no   Sul da Itália e estava integrado na cozinha camponesa (Parlato 2007: 69). Na <i>Âncora   Medicinal</i>, manuscrito de Francisco Borges Henriques que refere   inconvenientes do seu consumo, afirma-se que ele é apropriado aos mais pobres e   rudes… que trabalham: “He o alimento dos pobres e dos rusticos; e proprio para   pessoas que trabalham e se exercitão muyto. Não se deve usar nas pessoas   delycadas, nem nas que passão vida sedentária” (1731: 199). A primeira aparição   do bacalhau na literatura portuguesa ocorre presumivelmente num auto de Gil   Vicente de 1521, <i>As Cortes de Júpiter</i>, que se refere à partida do Tejo   de uma filha de D. Manuel que vai casar com o duque de Saboia (Godinho 1965:   491). E provavelmente a primeira representação pictórica do bacalhau salgado e   seco surge numa pintura de Josefa de Óbidos, da segunda metade do século XVII, alusiva ao mês de   março, tempo da Quaresma (Carvalho e Pomeroy 1997: 138-139).</p>     <p>Cremos que a razão da sua exaltação em   Portugal radica, em última instância, na celebração pelas classes populares   rurais e urbanas de um alimento que enriqueceu uma dieta secular pobríssima   feita de pão e de alguns vegetais ou toucinho. Como já se observou: “A comida é   algo de básico, e o gosto das pessoas pela comida tende a ser tradicional,   conservador […] As pessoas tendem a gostar daquilo de que sempre gostaram”   (Tuan 2005 [1993]: 230). Neste aspeto, a ligação prolongada de tantos portugueses   ao bacalhau – como a de outros povos da bacia mediterrânica – será similar à   dos descendentes dos antigos escravos das plantações açucareiras das Índias   Ocidentais inglesas, que continuam a abastecer-se nos mercados de Montreal da   atualidade do “seu” bacalhau salgado e seco, pequeno, que fornecia a proteína   barata do seu sustento como força de trabalho. Nos mesmos mercados, portugueses   e italianos procuram uma variedade maior e de melhor qualidade do mesmo   alimento (Kurlansky 1999: 104-105) – variedade maior que corresponderia mais a   um “ideal” do que a comida tradicionalmente ingerida pela esmagadora maioria,   como se verá. Na opinião de uma historiadora recente da alimentação, “os países   mais pobres da Europa, a América, as Antilhas e a África comem-no como um   alimento da dieta básica, especialmente em Portugal, onde o <i>bacalaó</i> [<i>sic</i>]   é o prato nacional” (Toussaint-Samat 1994 [1987]: 319).</p>     <p>As fontes relativas ao comércio marítimo que   abastecia os mercados, como o de Lisboa, atestam a sua importância nos séculos XVI (Brandão [de ­Buarcos] 1990 [1552]: 39, 181), XVII e XVIII (Freire 1739, Castelo-Branco   1969 [1956]: 168-169). Na primeira metade do século XVIII, num relato exaltante da   cidade, proclamada “o melhor porto do mundo”, e “sem fome”, o que é inverosímil,   dizia-se que nela se consumiam, de par com “trezentas mil cabeças de gado maior   e menor”, quatrocentos mil moios de pão […] 600.000 quintais de bacalhau”   (Freire 1739: 105-106). Não procuremos examinar se os números são verosímeis –   fiquemo-nos, tão-só, pelo reconhecimento da sua importância na cidade e nas   zonas para onde era distribuído o que nela se comerciava. Era importantíssimo   no Porto, por onde entravam “muitos milhares de quintais”, com uma enorme   quantidade importada de Inglaterra (A.&#8197;R. Costa 1789: 56 e 222).</p>     <p>Mas também há dados referentes já não à sua   importância como mercadoria, mas especificamente ao seu consumo, de que aqui   apenas podemos oferecer alguns exemplos dispersos, mas que irão proporcionar   uma imagem da amplitude da sua distribuição. Está presente, logicamente, nas   mesas monásticas, como sucedia, por exemplo, no Convento do Bom Jesus de Viseu,   nos séculos XVII e XVIII.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup>[4]</sup></a> Também   integra a dieta alimentar dos padres da congregação do Oratório – mas aí   igualmente, com a sardinha, a dos trabalhadores das suas quintas do Alto Douro   no século XVIII (Pereira 1984) – e a dos monges bernardos em finais do século XVIII (Mota 1990).   Encontramo-lo nas dietas do Colégio dos Nobres nos séculos XVIII e XIX (Crespo e Hasse 1981)   e é incluído como um dos géneros principais nas rações do exército em início do   século XIX,   representando o maior dispêndio a seguir à carne, ao pão e ao vinho.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup>[5]</sup></a> No   século XVII já se encontrava nas rações da Marinha (Quintella 1839: 226). Está presente na   alimentação dos alunos da Casa Pia (Cruz 1843: 339) e na dos hospitais do   exército como o da Estrela nos dias “de magro” (1843: 279). Mas não o comeriam   os presos do Limoeiro, compelidos a uma alimentação draconiana de cereais e   leguminosas – a que se acrescentava um tempero de toucinho nos dias de “gordo”   e de azeite nos “de magro” (1843: 108). Entrava no sustento – “às vezes” e “uma   pequena posta ordinariamente só” – dos internados no Asilo de Mendicidade   (1843: 291), dos expostos (1843: 303) e das órfãs (1843: 330). Era, enfim, um   alimento comum da “classe mais baixa de Lisboa” (1843: 382-383): “Além do peixe   fresco Lisboa consome uma quantidade enorme de peixe salgado, como é o   bacalhau” – mas também a cavala, o atum ou a pescada, em parte introduzidos   pelos ingleses, mas também pela portuguesa Companhia das Pescarias (1843:   382-383). Todas estas considerações se devem ao médico Francisco Inácio dos   Santos Cruz, autor do <i>Ensaio sobre a Topographia Médica de Lisboa, ou   Consideraçoens Especiaes Relativas à Sua História</i>. Esta obra inclui um   retrato social da alimentação na cidade. Fala dos usos da “classe mais baixa”,   consumidora de pão, de carne de porco, de vegetais, e da preferência desta por   peixes como o bacalhau, a sardinha, o carapau, a sarda, o chicharro, como das   carnes e peixes consumidos pelas “classes abastadas” – a carne de vaca é a   primeira mencionada entre estas, o peixe favorito é o fresco, como a pescada, o   pargo, o goraz e o linguado. Também se refere que estas classes são   cosmopolitas, procurando imitar os costumes italianos, franceses ou ingleses na   comida e na bebida (Cruz 1843: 372-385). Não estamos muito distantes da   situação dos nossos dias.</p>     <p>Que durante séculos o bacalhau não foi   considerado comida de primeira categoria é-nos revelado por uma carta, datada   de 20 de setembro de 1773, da mulher do Morgado de Mateus para o marido, então   governador de São Paulo, no Brasil. Nela queixa-se de uma filha bastarda dele,   entre outras razões, por ela não querer “do comer senão galinha, franga e doce,   que enjoa vaca e bacalhau, único peixe que aqui aborda” (Bellotto 2007).   Estamos a falar do interior, de Vila Real de Trás-os-Montes, onde esse peixe já   chegava. Um folheto da época – <i>Aventuras, ou Lograçoens, de D. Bacalháo Quaresma e de D. Sardinha d’Espixa</i> (Anónimo   1790) – distribui social, espacial e culinariamente o seu consumo na cidade de   Lisboa, vendo-o, em contraste com a imagem mais difundida, como integrado nos   hábitos alimentares das classes média e alta. Seria consumido por aristocratas,   médicos, estrangeiros, ricos, homens de “gravata lavada”, que habitariam na   parte alta da cidade de então: Bairro Alto, zona do Príncipe Real, Buenos Aires   ou Estrela. Além disso era tratado culinariamente com requinte, de “mil   maneiras”. Pelo contrário, a sardinha, que estacionou pela Ribeira Nova, teria   sido submetida a mil tropelias – modos de a cozinhar aparentando ausência de   sofisticação, como cozê-la ou assá-la – por todos, ricos ou pobres, que   habitavam os “bairros do mar”. Apesar da sua conotação de comida de pobre, o   bacalhau era adquirido pela Casa Real, que tinha fornecedores – “bacalhoeiros”   – próprios, já no século XVIII e no XIX, sem que saibamos quanto deste peixe se destinava à família real e/ou   aos seus servidores nobres e plebeus.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""><sup>[6]</sup></a></p>     <p>Rodrigo de Moraes Soares escreve em meados do   século XIX que “questão importantíssima para a nossa agricultura, é a do bacalhau, que   fornece às populações ruraes parte essencial da sua alimentação” (1858: 247). Para   Basílio Teles (1904: 366-372) fazia parte, com a sardinha e a carne de porco,   do “regime misto”, pelo peso dos vegetais, dos arrendatários rurais – situados   um pouco acima dos proletários. Todavia, não é apresentado como elemento de   consumo corrente da população numa área montanhosa da Beira particularmente   pobre, onde se afirma, aliás, que três quartos dos moradores não produziam   milho suficiente para fazer o seu pão e que só um pouco mais de metade da   população colheria suficientes batatas para o seu consumo anual. Apesar de a   carne de porco de salgadeira ser quase a única a ser utilizada   ­parcimoniosamente, só cerca de metade dos fogos matara porco no ano de 1936. O   peixe consumido aí é a sardinha; uma destas no pão e um caldo já seriam para os   habitantes rurais desta freguesia de Castro Daire uma fartura. No Douro, a   situação do trabalhador ainda seria pior (Marcelino 1951 [1936]). Brito   Camacho, reportando-se a esses tempos, afirmava que o trabalhador rural minhoto   – o mais pobre dos membros dessa sociedade rural – tinha um passadio à base de   pão e caldo, “alambazando-se uma ou duas vezes na semana com uma lasca de   bacalhau ou uma amostra de toucinho” (Camacho 1927: 130). Haverá por certo   muito de verdade na asserção de o bacalhau muitas vezes não ser acessível no   dia a dia aos grupos populares mais pobres, que teriam de se contentar com a   sardinha, sendo alimento mais de “remediados que de pobres” (Garrido 2004:   315). Mas há que considerar, ao ponderarmos o seu consumo, a existência de   tipos distintos de bacalhau para classes sociais diferentes. O mais pequeno   destinar-se-ia aos menos abastados, como ainda se pode observar nos nossos   dias.<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title=""><sup>[7]</sup></a></p>     <p>No entanto, temos de ter em conta, como já se   referiu, a existência de padrões culinários diferenciados. Como se assinalou   também, o maior consumo de peixe dava-se no litoral (e sobretudo no Noroeste),   onde se situavam portos importantes (Porto, Viana, Aveiro, Lisboa), envolvidos   historicamente no comércio do bacalhau e na sua pesca. O consumo do bacalhau   ­acompanhava essa tendência geral do consumo de peixe (Garrido 2004: 310-311).   Tal não será estranho à sua presença nas cozinhas dessas regiões – sobretudo no   Norte –, não só na alimentação quotidiana, como na comensalidade festiva. Desde   meados do século XIX – mas a prática seria anterior, não saberemos quanto –, o bacalhau,   acompanhado com batatas e legumes (couves), aparece descrito como um elemento   central na ceia de Natal no Norte, a consoada, a “festa da família” (Ferraz   Júnior 1866). Na origem desse consumo encontram-se mais uma vez motivações de   natureza religiosa. A véspera de Natal era um tempo de abstinência com a   interdição da carne. Por isso, o consumo do peixe impunha-se, e este acabou por   ser, fundamentalmente, o bacalhau. Em começos do século descrevia-se a   diferença na comida natalícia entre o Porto e Lisboa. Enquanto na primeira das   cidades a refeição mais importante tinha lugar na véspera, antes da missa do   galo, o que tornava de rigor o consumo de peixe, que era o bacalhau, na segunda   a principal celebração consistia no almoço do dia de Natal, em que já se podia   comer carne: o peru era, então, o principal dos alimentos (Viterbo 1912:   163-164). Aliás, um escritor recente assevera que no Minho, em Trás-os-Montes e   Alto Douro e na Beira Alta, essa refeição é similar e de peixe, por ser antes   da meia-noite. Nas províncias do Centro e em Lisboa misturam-se tradições. Onde   a refeição tem lugar após a meia-noite, ou a refeição principal é no dia   seguinte, a carne é permitida, como na Beira Baixa, Alentejo, Algarve, Madeira   e Açores (Quitério 1987: 154).</p>     <p>Mas foi a consoada nortenha, com bacalhau, que   acabou por formar a representação dominante da refeição festiva mais importante   do Natal em Portugal.</p> <b>Razões históricas do consumo do bacalhau   em Portugal</b>     <p>O consumo do bacalhau em Portugal radica, como já se assinalou, na sua   história cristã e, naturalmente, no que esta espelha do legado judaico. O   cristianismo, que procurava atrair não judeus, não reteve os preceitos   restritivos<i> </i>que estruturavam a alimentação destes e nos seus inícios   existiu uma grande liberdade em matéria alimentar (Albala 2011: 11). Mas   manteve, em contrapartida, outras práticas do Antigo Testamento – como a   associação entre comida e festividade, ou o jejum como via de purificação e de   obediência face a Deus (Albala 2011: 12). As restrições ao consumo alimentar   também provinham de outras matrizes, greco-romanas, que defendiam o controlo   das necessidades corporais e a abstinência como uma via para a virtude. O   pecado da gula foi condenado muito cedo e as práticas ascéticas do monasticismo   inspiraram correntes puritanas do cristianismo hostis aos excessos alimentares   (Albala 2011: 13-14). Entendia-se igualmente, nos primórdios do cristianismo,   que uma comida excessivamente abundante, e especialmente em carne, era   prejudicial à saúde corporal e à mente. Além disso, esta alimentação levaria à   produção de muito sangue que se converteria em esperma, estimulando a líbido   (Albala 2011: 13-14). Se a carne e a gordura eram associadas à comida quente e   rica, indutora de euforia e excitação, do pecado da luxúria, o peixe, pelo   contrário, era frio, por viver na água, sóbrio, puro (Toussaint-Samat 1994   [1987]: 313).</p>     <p>O peixe aparece associado ao cristianismo   desde os inícios deste. Cristo é comparado a um pescador, os apóstolos, vários   dos quais eram pescadores, são exortados a serem pescadores de almas e os   cristãos também são representados como peixe por passarem pela água do batismo.   A própria barca de Pedro é um símbolo da Igreja (Parlato 2007: 39-47). Como assinala   Toussaint-Samat, “o ideograma do peixe (do grego <i>iktus</i>) era o emblema da   Igreja primitiva, sendo as suas cinco letras as iniciais das cinco palavras   gregas que descreviam o Salvador: Iesus Khristos Theou Uios Soter (Jesus o   Ungido, o Filho de Deus, o Redentor)” (1994 [1987]: 311-313). Deve-se também   referir que o peixe já ocupava um lugar importante na tradição hebraica, sendo   um prato predileto no Shabbat.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O cristianismo instituiu uma ordem alimentar   dominada pela alternância entre tempos sem restrições em matéria de prescrição   alimentar e tempos de jejum – que significava tomar apenas uma refeição   propriamente dita por dia – e abstinência. A abstinência do consumo de carne e   de outros produtos de origem animal – manteiga, queijo, ovos – ocupava muitos   dias do ano, com particular destaque para o período de 40 dias da Quaresma e   para os 30 dias do Advento, antes do Natal (Kiple 2007: 86-87).<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title=""><sup>[8]</sup></a> O   contraste era enorme nos dias justapostos. O Carnaval era um tempo marcado   pelos excessos alimentares, de carne, ligados à crítica e à inversão dos papéis   sociais. Mas a Quarta-Feira de Cinzas, que se lhe seguia, vinha representar o   oposto, lembrando a transitoriedade da vida humana e instaurando o período de   jejum e abstinência mais longo do calendário cristão, a Quaresma, tempo de   penitência, de expiação, de sacrifício. A Sexta-Feira Santa representava um   momento culminante da Quaresma, por ser o dia do martírio de Cristo. O domingo   de Páscoa celebrava a ressurreição, com o retorno ao consumo festivo da carne. Também   a véspera de Natal era um tempo de abstinência, preparatório do nascimento de   Cristo. Passada a meia-noite de dia 24, já era possível comer a carne e o Natal   é um dia de refeição comum, de festa familiar na tradição cristã, como já se   disse (Albala 2011: 16). Ainda nos nossos dias, em que se assistiu a um   abrandamento das regras de jejum e abstinência depois do Concílio do Vaticano II, a Quarta- -Feira de   Cinzas e a Sexta-Feira Santa são dias de jejum e abstinência obrigatórios e   certas sextas-feiras, especialmente as da Quaresma, são de abstinência.<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title=""><sup>[9]</sup></a> Diga-se   que o rigor tradicional nesta matéria se mantém na cristandade ortodoxa e   algumas confissões protestantes seguiram nesta matéria orientações similares às   dos católicos (Yoder 2003).</p>     <p>Estabeleceu-se, portanto, uma alternância   entre os dias de “gordo” – em que se podia comer carne – e os dias de “magro”,   em que se comia peixe.</p>     <p>A ligação do consumo do bacalhau aos preceitos   cristãos da penitência e purificação está bem documentada em Portugal. Em   meados do século XVII, o <i>Agiologio Lusitano</i> celebrava as virtudes do eremita   agostinho F. Aleixo da Cruz, asseverando que quando os religiosos tinham como   passadio peixe fresco, ele se regalava com uma “sardinha sarrenta, ou migalha   de bacalhau” (G. Cardoso 1666: 747). No século seguinte, mencionava-se o caso   de uma abadessa dominicana – para quem a pureza era a virtude principal,   destacando-se pelo zelo com que procurava evitar qualquer contacto entre as   religiosas e indivíduos do século masculino – como tendo comido sempre bacalhau   no decurso de 25 anos (Natividade 1761: 234).</p>     <p>A associação entre o bacalhau e a   religiosidade seria satirizada por Eça de Queiroz, num tempo marcado pela   secularização, em que a religião deixara de pertencer à esfera do indiscutível.   O seu romance <i>A Relíquia</i> conta as manobras mal sucedidas de um falso   crente, que sonha vir a ser o herdeiro de uma tia rica e beatíssima. As   peripécias do protagonista irão fracassar por esse hipócrita ter trocado   descuidadamente dois embrulhos – um com a camisa da Mary, outro com a   “relíquia” – oferecendo à “titi” a peça de vestuário íntimo feminino em vez da   prometida relíquia de Cristo que pretendia ter trazido da Terra Santa. Ora,   entre os labores em que o personagem se empenhou para obter os favores da   piedosa senhora encontrava-se o consumo do bacalhau, ou mesmo, refinadamente, a   própria abstinência (pública) do mesmo: “Corrigi então a minha devoção e   tornei-a perfeita. Pensando que o bacalhau das sextas-feiras não fosse uma   suficiente mortificação, nesses dias, diante da titi, bebia asceticamente um   copo de água e comia uma côdea de pão: o bacalhau comia-o à noite, de cebolada,   com bifes à inglesa, em casa da minha Adélia” (Queiroz 1887: 58).</p>     <p>A sátira dirigia-se, assim, a uma ligação   antiga e já alvo de crítica há muito, inclusive por eclesiásticos reformistas.   O liberal Abade de Medrões, deputado às Cortes Constituintes de 1821, atacara-a   tanto por entender que comer carne ou peixe nada influía na virtude cristã,   como por constituir um gravame económico para os habitantes do interior que,   por não disporem de peixe fresco, seriam obrigados a gastos excessivos para   adquirir um bacalhau “péssimo”, o que lhe valeu a condenação eclesiástica (Miranda 1822: 65-66).</p> <b>Da penitência ao sucesso</b>     <p>Ao longo do tempo, o que começou verosimilmente   como necessidade tornou-se hábito querido e o bacalhau veio a ter um sucesso   único na cozinha portuguesa – como peixe, só a sardinha foi mais difundida.   Penetrou na antroponímia, com o apelido Bacalhau, na toponímia – Rua dos Bacalhoeiros   –, serviu para designar o aperto de mão e o sexo das mulheres e assuntos ou   processos que não têm desenlace e ficam, portanto, em “águas de bacalhau”.<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title=""><sup>[10]</sup></a> Foi   incorporado na cultura popular, através de manifestações como o “enterro do   bacalhau”.<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title=""><sup>[11]</sup></a> Este,   documentado por escrito desde o início do século XIX, constava de um julgamento e   funeral paródico do bacalhau, que tinha lugar de modo geral no Sábado de   Aleluia, embora também tenha ocorrido na Quarta-Feira de Cinzas ou mesmo na   Terça-Feira de Entrudo (C.&#8197;L. Cardoso 1982-1983). Isto é, realizava-se   sobretudo no momento em que acabava a proscrição do consumo de carne, na   primeira das datas, mas também no início do tempo de abstinência em que esse   consumo era interdito, na segunda, ou no mesmo dia em que, com o fim do   Entrudo, findava o consumo do “gordo” (C.&#8197;L. ­Cardoso 1982-1983:   780-781). Porventura, celebrava-se paradoxalmente nesta última data por   associação ao enterro do Entrudo, mas esta é apenas uma das explicações   possíveis aventadas.<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title=""><sup>[12]</sup></a> A   etnografia portuguesa abordou esta celebração desde o século XIX, as mais das vezes   limitando-se à sua descrição, embora um autor mais ambicioso e informado pelo   saber etnográfico do seu tempo, como Adolfo Coelho, o tenha visto como uma   manifestação cuja origem radicaria num conjunto de festividades cíclicas   ligadas a antigos cultos naturalistas indo-europeus e que celebravam a expulsão   do inverno, identificado com a morte, face à chegada do verão, que significava   a vida, e que se mantinha por hábito e sem compreensão deste seu sentido   (Coelho 1899). Entretanto, este tipo de interpretações, que trata tais   manifestações como meras “sobrevivências” pré-cristãs, foi desvalorizado por   quem pensa que, se a sua explicação implica tomar em consideração crenças   pagãs, também tem de se ter em conta o impacto do cristianismo medieval e do   seu calendário festivo e a própria intencionalidade humana para expressar   certos interesses: disfarçar-se, criticar, comer e beber em excesso, inverter a   ordem das coisas, etc. (Baroja 1979: 150-156). E, acrescente-se, hoje em dia, a   vontade em celebrar e promover a especificidade, a singularidade, do local em   que acontece e dos seus habi­tantes.<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title=""><sup>[13]</sup></a></p>     <p>A análise aprofundada do “enterro do bacalhau”   – e ainda menos a de rituais com alguma similitude, como a “serração da velha”   ou a “queima do Judas” – não cabe no âmbito deste artigo. Servimo-nos dele para   ilustrar o estatuto icónico único do bacalhau em Portugal, pois nenhum outro   alimento foi investido deste modo pela imaginação popular patente na literatura   de cordel e em celebrações que – não obstante algum interregno, devido a   interdições, pois os enterros eram propícios à crítica política – foram   revividas nos nossos dias como em Soutocico, no concelho de Leiria (C.&#8197;L.   Cardoso 1982-1983: 765). Além disso, embora existam similitudes óbvias com o   “enterro da sardinha” em Espanha, não terá havido uma ocorrência tão grande   destes festejos em outros lugares – há um ou outro em Espanha, mas raríssimo –,   um comprovativo do seu papel singular em Portugal. No fim de contas, estes   “enterros do bacalhau” tratam de parodiar o cerimonial da justiça – com   julgamentos em que o bacalhau se defende das mais diversas acusações – e o   próprio ritual religioso do enterro (Moleiro 2008).</p>     <p>Um dos mais antigos folhetos de cordel   referentes a estes eventos é da autoria do prolífico José Daniel Rodrigues da   Costa, o “Suplício do bacalhau e degredo do Judas em Sábado de Aleluia”, datado   de 1818. Imputado pelas mais variadas “ofensas”, desde arruinar as vendedeiras   de peixe fresco de Lisboa   pela concorrência que lhes fazia, até ser   responsabilizado pela saída de dinheiro do país, pois era importado de   Inglaterra, o bacalhau defende-se, falando da sua utilidade, revelando a sua   aceitação na cozinha portuguesa em diversas preparações – entre as quais com   batatas e cebola, com molho de alho, associações culinárias que persistiriam –   e reivindicando a sua presença na alimentação de grupos com uma posição social   bem distante, dos cavadores de enxada e dos galegos aos elegantes. É claro que   a condenação à morte é inevitável, pois, no dia seguinte, Domingo de Páscoa, já   se pode comer carne. E é o regresso do tempo da carne que se festeja. Note-se   que o “enterro do bacalhau” está associado neste texto ao “degredo de Judas”. A   “queima do Judas” assinalava a execução simbólica do apóstolo que havia traído   Cristo – neste caso, em vez de queimado era degredado para a companhia de outro   “Judas” que se encontrava preso na Ilha de Santa Helena: Napoleão.<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title=""><sup>[14]</sup></a></p>     <p>Estes folhetos enunciavam pontos de vista   sociais, que podiam ser os dos estereótipos de género e misóginos de alguns em   que se criticam os “patetas deste mundo que confiam das mulheres; homens de   palha, estafermos animados, que assentam que só o que elas fazem é bem feito”,   como se escreve em <i>Aventuras, ou Lograçoens, de Dom Bacalháo Quaresma e de   D. Sardinha d’Espixa</i> (Anónimo 1790: 8); ou então, como em <i>O Adeos do   Bacalhau</i>… (Anónimo 1825), críticas aos ingleses, que controlam o seu   comércio e críticas ao mísero estado da agricultura, que leva a que o país   precise de importar “pão estrangeiro”, e a apologia da política pombalina que,   além da Companhia das Vinhas do Douro, fundara a Companhia das Pescarias do   Algarve, que, no entender do autor, devia fornecer o peixe que substituiria a   importação do bacalhau. A forma jocosa do escrito – em que o “Senhor Simplício   Bacalhau Salgado e Moura” aparece a fazer testamento em notário do Porto – não   deve fazer esquecer o seu significado político. É um manifesto antibritânico e   que faz a defesa da política de Pombal, temas caros aos liberais, publicado em   1825. Na sua fala jocosa, um outro folheto revela que já então o bacalhau era   chamado “fiel amigo” (J.&#8197;D.&#8197;R. Costa 1818: 16). Esta designação,   corrente até aos nossos dias, é bem elucidativa da associação entre o bacalhau   e os portugueses.</p>     <p>Uma prova da continuidade dessa associação   entre o bacalhau e os portugueses encontra-se na presença do peixe salgado e   seco nas cozinhas de diversos países de língua oficial portuguesa, outrora   parte de um mesmo império. Às vezes o receituário é semelhante, noutras há uma   elaboração distinta a partir de matrizes culinárias locais. Citamos, do Brasil,   uma culinária em cuja matriz a portuguesa exerceu grande influência (Cascudo   2004 [1967-1968]), e só para referirmos a Baía, o “bacalhau à baiana” e a   “frigideira de bacalhau” (Senac 2008), os “bolinhos de bacalhau”, o “bacalhau à   Gomes de Sá” e o “bacalhau com grão-de-bico” (Carybé 2007); lembrando o passado   escravo, refira-se ainda o “funge com bacalhau assado” em Pernambuco (Ramos   2009).<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title=""><sup>[15]</sup></a> Encontra-se também a “torta de Capoxaba” em Vitória, Brasil, os “pastéis de   mandioca com bacalhau” em Timor, o “<i>chutney</i> de bacalhau” em Goa   (Hamilton 2008). Há informações de que penetrou na consoada natalícia dos   habitantes dos países lusófonos, onde é um produto caro.<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title=""><sup>[16]</sup></a> Um testemunho da presença do bacalhau na cultura popular brasileira é-nos dado   pelo popular “choro” “Espinha de Bacalhau”, de Severino Araújo (1937).<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title=""><sup>[17]</sup></a></p> <b>A pesca e o abastecimento do   bacalhau: uma síntese breve</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para haver consumo,   tem de existir produção e abastecimento. Desse ponto de vista, a relação   portuguesa com o bacalhau parece passar por uma fase em que houve produção própria,   seguida de uma outra, bem longa, em que se dependeu de importações, para   finalmente existir pesca realizada por portugueses, sem que a importação do   peixe – ligada também a interesses poderosos dos importadores – tenha cessado.   A pesca foi objeto de grande atenção da parte dos interessados em substituir a   sua importação, ao menos parcialmente, por uma produção portuguesa, e também de   alguns historiadores contemporâneos (Moutinho 1985; Garrido 2004). Há notícia   de portugueses pescarem bacalhau no Atlântico Norte, na Terra Nova e junto à   costa leste do Canadá, desde o século XV. Nessa época e no século XVI, chegaram a estabelecer-se aí,   efemeramente, colónias de pescadores, oriundos de Viana do Castelo, de Aveiro e   dos Açores (Godinho 1965: 498-500).<sup> </sup>Trata-se da reivindicação de uma   presença antiga que se encontra também na <i>Arte de Navegar</i> de Manoel   Pimentel (1746: 376), no “Ensaio sobre os Descobrimentos…” de Mendo Trigozo (1803: 305-326), tema retomado pelo grande   economista José Acúrsio das Neves (1830: 35-39). De assinalar que estes dois   últimos escritores reivindicaram a primazia na descoberta da Terra Nova e do   Canadá para navegadores portugueses.<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title=""><sup>[18]</sup></a> Nestas narrativas, as expedições ao Noroeste Atlântico e a pesca do bacalhau   são associadas às viagens marítimas e conquistas dos séculos XV e XVI, vistas como o momento   culminante da história do país – a sua Idade de Ouro –, tópico que seria   glosado mais tarde por outros autores e no decurso do Estado Novo.</p>     <p>Mesmo quando se refere uma primazia basca –   defendida por autores contemporâneos para quem estes foram os primeiros a   explorar sistematicamente as zonas de pesca entre a Gronelândia e o continente   americano na Idade Média, depois de um primeiro estabelecimento viquingue aí   (Kurlansky 1999: 17-26) –, não se deixa de referir que a “Nação Portuguesa era   eminentemente pescadora” e que esta era a escola que formava os “intrépidos   marinheiros” das suas descobertas e conquistas (Pereira d’Azambuja 1835: 3).</p>     <p>Essa pesca terá sido muito intensa até ao   último quartel do século XVI, quando a União Dinástica (1580) tornou os barcos portugueses presa   dos inimigos dos Habsburgos de Espanha, como os corsários ingleses no reinado   de Isabel I,   e também os franceses (Pereira d’Azambuja 1835: 4; Kurlansky 1999: 50-60). Acresceria   a este facto que o investimento no comércio do açúcar brasileiro contribuía   para o desinteresse pelas pescas no Noroeste Atlântico (Godinho 1965: 499).</p>     <p>O envolvimento do Estado português no   abastecimento do bacalhau continuou nos séculos XVI e XVII, exercendo uma função   reguladora e fiscal, pois este era uma fonte importante de rendimentos   tributários (Garrido 2011: 29). O facto de o bacalhau ser importado e de tal   representar uma fonte avultada de despesas para Portugal foi sublinhado por   diversos observadores dos mais influentes da economia portuguesa, do   mercantilista Duarte Ribeiro de Macedo (1817 [século XVII]: 14), a José Bonifácio de   Andrada e Silva (1790: 389-390) e ao protecionista moderado Acúrsio das Neves   (1830: 39). Não faltam indicações estatísticas a mencionar a importância desse   comércio – como os mais de três milhões de quintais importados entre 1819 e   1829 (Neves 1830: 356) –, apontando-se sobretudo, e mesmo denunciando-se, o   papel dominante da Inglaterra nesse comércio. E, quando se assinala a   necessidade de se estancar esta hemorragia de dinheiro, defendendo-se uma   política protecionista e apontando-se as variedades de peixe que Portugal podia   pescar para se substituir o bacalhau, incluem-se também os recursos das costas   brasileiras (Andrada e Silva 1790: 389-391) – na época, os peixes locais não   constituíam alternativa ao bacalhau na “meza dos ricos” (Lisboa 1786: 62). Este   discurso multissecular estará subjacente às propostas de desenvolvimento das   pescas pelos portugueses. Todavia, só ao longo do século XIX, e em particular nas últimas   décadas do século, armadores privados promovem empresas de pesca do bacalhau   (Moutinho 1985: 24-33). O auge da pesca terá lugar sob o Estado Novo, muito   embora nunca tenha chegado para prover à procura, havendo sempre necessidade de   se proceder a importações.</p>     <p>A importância do bacalhau como fonte de   proteína para a população, e como fator importante do défice da balança   comercial – em 1926 a produção nacional de bacalhau salgado e seco representava   somente cerca de 10% do que se consumia (Moutinho 1985: 69) – levou a um   investimento, desde finais dos anos 20, na criação de estruturas dedicadas ao   desenvolvimento da sua pesca. Estas estiveram ativas entre 1934, altura em que   se instituiu uma política de protecionismo à pesca, e 1967, momento em que   começa o seu fim, com a liberalização das importações. Esta política reduziu o   peso do peixe importado, fomentando a indústria da pesca, embora sem alcançar a   substituição de importações, que não era, aliás, um dos seus objetivos (Garrido   2004: 297-306).</p>     <p>Fruto desta política, em 1958 Portugal foi o   primeiro produtor mundial de bacalhau salgado e seco, com 59.826 toneladas,   mas, ainda assim, houve necessidade de importar 25.370 (Garrido 2004: 297,   299). O bacalhau era, em finais dos anos 20, a segunda importação em valor, a   seguir aos cereais, fonte do alimento principal, o pão. Salazar estava   consciente da sua importância em Portugal, comparando-o a este respeito com o   açúcar, e referindo ser este peixe menos acessível às “massas proletárias”, ao   contrário da sardinha, mas dizendo que o mesmo era para uma percentagem elevada   da população um género de primeira necessidade (Garrido 2004: 51).</p>     <p>No anedotário relativo a Salazar, uma forma de   crítica a um regime que não a tolerava, aparece a receita do “bacalhau à   Salazar”. Este consistiria em bacalhau cozido com batatas, mas sem azeite, pois   se o peixe fosse gordo não precisava deste, e, se fosse magro, não o merecia   (Consiglieri e Abel 1999: 14).</p>     <p>Na primeira década do século atual, e em   consequência do esgotamento dos bancos da Terra Nova e das medidas de proteção   tomadas por países em cujas águas se encontra bacalhau, a frota portuguesa não   captura quantidades que excedam os 4% do consumo nacional (Garrido 2011: 29).</p>     <p>O regime representou a pesca como uma   atividade heroica em continuidade com os feitos registados durante a expansão   ultramarina do século XVI (Moutinho 1985: 195-196; Garrido 2001). A partida oficial era   precedida da bênção dos bacalhoeiros, celebrada no espaço mais identificado com   aquela: junto à torre de Belém e ao mosteiro dos Jerónimos, que o rei D. Manuel   mandara edificar já então com intuitos comemorativos dessa história e da sua   dinastia. Era uma representação coerente com a ideologia nacionalista do Estado   Novo, de exaltação da fé e do Império. Mas, como se disse antes, o regime não   inovava propriamente, antes reproduzia uma associação discursiva entre a pesca   e os Descobrimentos, que era anterior. Entretanto, a atmosfera de exaltação   épica e as condições de existência política deixavam no silêncio os testemunhos   duríssimos da vida dos pescadores, que hoje se fazem ouvir: “Naqueles tempos   éramos tratados como animais”.<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title=""><sup>[19]</sup></a></p> <b>A construção de uma cozinha nacional e o bacalhau: o testemunho dos livros de cozinha</b>     <p>Os textos tiveram uma importância   preeminente na codificação da alimentação. Houve desde há milénios – na   Mesopotâmia de há uns 5000 anos – uma ligação entre literacia e “alta cozinha”,   pois a cozinha popular era de transmissão oral e de aprendizado prático (Goody   1977: 138-140). Contribuíram também para a construção da identidade de uma dada   população, que incluiu a da sua alimentação. De facto, as prescrições do   Levítico, do Deuteronómio ou do Êxodo (Douglas 2008 [1972]), por exemplo,   constituem definições da identidade étnico-religiosa do antigo Israel. Serão   raros os leitores que hoje desconhecem o papel atribuído ao livro por Benedict   Anderson (1983) na imaginação da comunidade nacional. Os livros de cozinha   também contribuem para esse fim, permitindo reunir um <i>corpus</i> de receitas   e preparados que provêm do território nacional e com muitíssimos dos quais   poucos habitantes teriam um contacto direto, sobretudo outrora, quando as   deslocações da população para fora da área em que havia nascido eram muito mais   raras. Esse conjunto seria assim objetivado e codificado como nacional,   podendo, a partir desse momento, ser reproduzido tanto na esfera da restauração   como na esfera doméstica (J.&#8197;M. Sobral 2014b [no prelo]).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante muito tempo apenas haverá referências   escassas ao bacalhau nos livros de cozinha, destinados a uma elite. Está   ausente do manuscrito chamado <i>Livro de Cozinha da Infanta D. Maria</i> (Manuppella 1986 [séculos XV-XVI])   e do primeiro livro de cozinha impresso em português, <i>Arte de Cozinha</i>,   de ­Domingos Rodrigues, cozinheiro do rei (2001 [1680]).<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title=""><sup>[20]</sup></a> Surge no manuscrito de Francisco Borges Henriques, de 1715, <i>Receitas de   milhores doces e de alguns guizados…</i>, no preparado designado como   “frigideiras de bacalhau” (assemelha-se ao atual<i> </i>“bacalhau à Braz”)<i> </i>e   num “molho para bacalhau”.<i> </i>Lucas Rigaud, outro cozinheiro real, no <i>Cozinheiro   Moderno ou Nova Arte de Cozinha</i> (1999 [1780]), oferece apenas três receitas   de bacalhau: “à provençal”, “à béchamel” e “assado nas brasas”.</p>     <p>Estas mesmas receitas repetem-se no <i>Cozinheiro   Imperial</i> (M.&#8197;R.&#8197;C. 1843 [1840]), mas o número de pratos de   bacalhau aumenta (para seis) na <i>Arte do Cosinheiro e do Copeiro</i> (1841)   do Visconde de Vilarinho de São Romão, com várias receitas, entre as quais   porventura a primeira dos “bolinhos de bacalhau”. Este autor define como   “comida de pobre” as “batatas com bacalhau” – que um etnógrafo viria a   classificar como uma das preparações mais comuns (C. Basto 1923-25: 176) –, mas   não deixa de assinalar que ele é “peixe muito gostoso”. A única referência   feita ao peixe em <i>O Cozinheiro, Confeiteiro e Licorista Moderno</i> (Anónimo   1849) é precisamente aos “bolinhos de bacalhau”. Há um pouco mais de uma dúzia   de pratos de bacalhau na <i>Arte de Cosinha</i> de João da Mata (1876).</p>     <p>Há um número maior de receitas (15) – mas a   maioria, se não a totalidade, de matriz francesa, como a “brandade de bacalhau”   – na edição de 1905 do importante <i>Cozinheiro dos Cozinheiros</i> de Paulo   Plantier, na esteira do que havia publicado na primeira (de 1870). As   preferências do autor iam para o bacalhau fresco, achando o salgado, que seria   o único acessível para a maioria, difícil de digerir. Note-se que este   pretendia ser, sem dúvida – devido à colaboração de escritores influentes como   Fialho de Almeida, D. João da Câmara, aristocratas e artistas como Rafael   Bordallo Pinheiro – a autoridade que definia o cânone dominante em matéria de   gosto culinário.</p>     <p>Contudo, em 1901, numa obra intitulada o <i>Cosinheiro   Popular dos Pobres e Ricos…</i> – mas cujo conteúdo, apesar do título, revela   que não se destinaria propriamente às classes trabalhadoras rurais ou urbanas,   por certo “pobres” – encontramos já 22 receitas de bacalhau (Carneiro 1901).   Haverá umas 26, muitas das quais com continuidade no receituário dos nossos   dias, no <i>Tratado Completo de Cozinha e Copa</i>, publicado em 1904 por   Carlos Bento da Maia. Na obra <i>Cosinha Portugueza ou Arte Culinária Nacional</i> – o primeiro livro em que a cozinha é associada explicitamente à nacionalidade –,   publicada em 1902 por um “grupo de senhoras” (<i>sic</i>) de Coimbra,   encontramos mais de três dezenas de receitas, entre as quais o bacalhau cozido   e com grão. Na mesma época, encontramos uma caracterização de um jantar dito “à   antiga portuguesa”, onde o bacalhau e o presunto tinham um lugar preeminente   (Castilho 1901: 649).</p>     <p>Deparamo-nos com 14 receitas de bacalhau num   livro eclético de cozinha vernácula e internacional, o <i>Manual Completo do   Cozinheiro, Mestre dos Cozinheiros</i> (Anónimo 1916); alguns dos pratos, como   o “bacalhau cozido com batatas”, o “bacalhau de cebolada à portuguesa” ou o   “arroz de bacalhau”, eram e são amplamente conhecidos. Nas <i>Receitas de   Cosinha e Dôces Usuaes no Solar da Coelhosa</i>, de Alzira O. Martins (1922),   um livro com um receituário luso-brasileiro, há 13 receitas, algumas comuns em   certas zonas, como a “desfeita” em Lisboa. Na <i>Arte de Bem Comer</i>,   publicada por duas autoras sob o pseudónimo de Alinanda em 1929, e em que se   enfatiza a superioridade da cozinha francesa, surgem 17 pratos de bacalhau.</p>     <p>A consagração do bacalhau na literatura   culinária virá com as 48 receitas da <i>Culinária Portuguesa, </i>obra   publicada em 1936, da autoria<i> </i>de António Maria de Oliveira Bello   (Olleboma), importante industrial, homem ligado ao turismo – havia sido um dos   fundadores da Sociedade de Propaganda de Portugal em princípio do século XX. Presidia à Sociedade   Portuguesa de Gastronomia, um grupo de indivíduos da aristocracia, da alta   burguesia, professores universitários, advogados e literatos, que reivindicava o   monopólio do gosto e do saber no campo culinário. Atente-se ao contexto da   publicação desta obra: o Estado Novo havia sido criado em 1933 e este era um   tempo de consolidação do nacionalismo e nomeadamente dos nacionalismos   autoritários. Sendo este contexto significativo, tal não implica que a   nacionalização culinária tenha começado então. No caso português, como em   outros – na Itália, por exemplo (Montanari 2010) –, a nacionalização culinária   iniciara-se no século XIX e prosseguiria, porventura com maior intensidade, após a instauração   de um regime democrático em 1974. Valha como exemplo o enorme sucesso de <i>Cozinha   Tradicional Portuguesa</i>, de Maria de Lurdes Modesto (1999 [1981]), onde o   bacalhau ocupa um lugar destacado.</p>     <p>Com o decurso do tempo, passar-se-ia das <i>Cem   Maneiras de Cozinhar Bacalhau </i>(1919),<i> </i>de Febrónia Mimoso   (pseudónimo), às 500 de Vítor Sobral (<i>As Minhas Receitas de Bacalhau: 500   Receitas</i>, 2012), às <i>1000 Receitas de Bacalhau</i> (Anónimo, s.d., livro   de matriz brasileira, como o comprova o seu receituário, sem indicação de   autor, presumivelmente do século atual). Note-se, entretanto, que já num   folheto de finais do século XVIII se falava das “mil maneiras” de tratar o bacalhau (Anónimo 1790:<i> </i>4).</p>     <p>A análise dos livros de cozinha revela-nos   que, ao contrário dos primeiros livros destinados sobretudo à elite, dominados   por uma cozinha de matriz cosmopolita, onde a hegemonia francesa se afirma   desde o século XVIII e triunfa, um pouco por toda a parte, no século XIX (Ferguson 2004), os livros   destinados a um público um pouco mais amplo – as classes médias desde as   últimas décadas do século XIX – mas mesmo assim restrito, pois poucos sabiam ler, reservam um espaço   cada vez maior a uma culinária que reivindica o qualificativo de nacional. E o   bacalhau marca presença no esforço nacionalizador.</p>     <p>Como escreveu Arjun Appadurai (1988) a   propósito da Índia – mas o que ele diz aplica-se por inteiro a Portugal –, os   livros de cozinha têm um papel constitutivo na edificação de um <i>corpus </i>culinário   nacional. O bacalhau, como vimos, aumenta a sua presença neles de modo   espetacular a partir dos finais do século XIX. A imprensa de grande   circulação e mais tarde a televisão fariam o resto.</p>     <p>Esta definição de um cânone nacional-culinário   em Portugal, que está claramente em sintonia com as considerações de Eça de   Queiroz que citámos no início, nada tem de específico. O caso português   insere-se numa tendência internacional revelada em diversos estudos recentes a   nível internacional, do Japão ou do México à Rússia, de reação contra a cozinha   dominante de matriz francesa, que era pelo menos a servida nas refeições   socialmente mais importantes (J.&#8197;M. Sobral 2007, 2008, 2014b [no prelo];   Smith 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O que se define então como nacional   corresponde a práticas culinárias existentes no território português, algumas   já há séculos ou milénios (a tríade mediterrânica do pão, azeite e vinho, a   sardinha, o bacalhau, o uso do alho, a doçaria), o que não significa que sejam   exclusivas ou autóctones de Portugal. A cozinha portuguesa é, como qualquer   outra, um produto histórico, sendo tributária de outras. O bacalhau pertence à   tradição alimentar portuguesa. Quando nos referimos a tradição não estamos a   falar de algo transferido sem mudanças ao longo de gerações – pelo contrário,   houve sempre “invenção da tradição” (Hobsbawm 1983), pois muitos pratos, como o   “cozido à portuguesa”, por exemplo, não são mais do que uma criação com   variantes de cozidos de carne e legumes comuns na Europa e anteriores à ideia   de “cozinhas nacionais”. Mas, na esteira de Edward Shils (1981), estamos a   mencionar hábitos e receituários que funcionam à imagem de uma língua que,   mesmo sendo recriada constantemente, permanece, no entanto, suficientemente   estável para a língua passada ser compreensível pelos que a falam no presente.<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title=""><sup>[21]</sup></a> Estamos igualmente a mencionar o que, sendo um produto da história, aparece   como algo de dado, “natural”, dotado da força compulsiva que têm os factos a   que se atribuem tais características (Shils 1981: 47, 200).</p>     <p>A construção – no sentido de constituição e   codificação de um conjunto de receitas – de uma cozinha nacional portuguesa   teve o seu início no século XIX, o século da afirmação das identidades nacionais, e obteve um   considerável reforço com o Estado Novo, ampliando-se já sob o regime   democrático. Mas a iniciativa política encontrou um eco profundo no consumo   repetido do alimento, que contribuiu para o tornar parte do <i>habitus</i> culinário português, incorporado e naturalizado, para citar processos sociais a   que Pierre Bourdieu deu tanta importância.<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title=""><sup>[22]</sup></a></p>     <p>Entretanto, o estatuto culinário do bacalhau   mudou. De alimento popular passou a prato sofisticado, submetido a preparações   muito elaboradas e de inspiração cosmopolita, há muito presentes no receituário   – e de que o livro citado de Vítor Sobral é exemplo. E, também, passou a ser   objeto da preferência de alguns dos mais importantes líderes políticos   portugueses do século XX, como Oliveira Salazar ou Mário Soares (Guimarães 2001). O consumo de   Salazar revela muito da ideologia do seu regime, defensora da autarcia, da   poupança, que exalta o nacional e o ideal doméstico (neste caso através da   comida caseira). Como recorda uma sua educanda (quase uma filha adotiva): “O   chefe do governo detestava comer fora […] Sentia-se melhor na sua residência   com os seus pratos favoritos, coisas simples como petinga [sardinha pequena]   frita acompanhada de feijão frade ou bacalhau assado, fosse com batatas a murro   ou em camadas com grelos e broa esfarelada, tudo sempre cozinhado, claro, pela   Tia Maria [a célebre governanta de Salazar]” (Rita e Vieira, 2007: 31-37).</p> <b>O bacalhau e os portugueses: uma   identificação recriada nas relações e inscrita no corpo e na memória</b>     <p>Há umas décadas, relatando uma viagem à Califórnia, o escritor Ferreira de   Castro escreveu, a propósito de uma visita que fez: “Estamos, com certeza, não   numa casa de americanos, mas numa casa de portugueses. Por cima da comprida caixa   onde a estátua do grande Cabrilho [reivindicado como descobridor da Califórnia]   jaz, como numa urna, estão dependurados três bacalhaus… A estátua de Cabrilho   está sobrepujada por um verdadeiro e saboroso símbolo” (em Castelo-Branco   s.&#8197;d.: 312-313). Esta referência elucidativa à identificação entre o   bacalhau e Portugal evoca o papel de marcador nacional de alimentos como o   arroz no Japão (Ohnuki-Tierney 1993), os tamales no México (Pilcher 1998) ou a   sopa de tartaruga, o <i>whisky</i> e o <i>haggis</i> entre descendentes de   escoceses na Austrália (Tyrrell, Hill e Kirkby<i> </i>2007).</p>     <p>Também para a diáspora portuguesa o bacalhau   se tem revelado um alimento icónico, como sucede com as “Academias do   Bacalhau”, uma importante rede de associações – serão hoje um pouco mais da meia   centena, criadas a partir de 1968, sendo a primeira fundada na África do Sul –   que hoje se encontram na Europa, na África, na América do Norte e do Sul, na   Austrália e em Portugal (Consiglieri e Abel 1998: 150-160). Sob a invocação   emblemática do “fiel amigo” promovem o convívio entre portugueses, a par do   auxílio mútuo e da atividade filantrópica. As refeições coletivas em que se   consome regularmente bacalhau recordam as tradições judaico-cristãs em que   também a refeição coletiva, “destinada a fortalecer a harmonia social e a   fraternidade”, era acompanhada por práticas caritativas (Albala 2011: 11).   Estas academias não são confrarias gastronómicas, antes associações vinculadas   à identidade portuguesa. A criação de um coletivo unido pela nacionalidade transparece   da própria nomenclatura do parentesco espiritual que designa os associados –   “compadres” e “comadres” – e da vontade de eliminar clivagens políticas e   distinções de classe entre os membros.<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title=""><sup>[23]</sup></a> Iniciadas na era colonial, desenvolveram-se sobretudo nos tempos pós-coloniais.<a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title=""><sup>[24]</sup></a></p>     <p>O bacalhau surge como símbolo da pertença   nacional portuguesa – sem dúvida devido ao seu papel multissecular na vida   quotidiana –, enquanto identificação que confere “segurança ontológica” (Skey   2011: 24-25) no contexto transnacional, onde há sempre um confronto com outras   identidades – quer as da maioria dos “autóctones”, quer as de outros grupos   imigrantes, mostrando que as identidades étnico-nacionais continuam bem vivas   na era da globalização (Castells 1997).</p>     <p>A replicação de celebrações festivas como as   do 10 de Junho – um feriado particularmente comemorado pelas academias e que na   atualidade envolve especificamente os portugueses na diáspora, como “dia das   comunidades portuguesas” – contribui para marcar uma temporalidade nacional num   universo transnacional. Tal ocorre, igualmente, quando os portugueses   residentes em Portugal e os dispersos pelo mundo – e muitos dos seus   descendentes – recordam e reproduzem quase sincronicamente a identificação   nacional em que foram socializados através da celebração da consoada, que   implicará para uma boa parte o consumo de bacalhau.<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title=""><sup>[25]</sup></a> Podemos acrescentar que, se já se definiu a nação “como uma coletividade que   pode ser vista, ouvida e idealizada” (Skey 2011: 25) através de representações   do seu espaço, da língua, das narrativas mais influentes que se lhe reportam,   ela também pode ser de certo modo percecionada como “ingerida” através das   comidas que identificamos com ela.</p>     <p>Para entendermos o papel que o bacalhau – e   outros alimentos, como o azeite ou o vinho – desempenha como marcador de   identidade, temos de ter em conta os contributos das abordagens recentes que   mencionámos de início e que insistem na dimensão memorativa, ritual e   sinestésica da comida do país de origem (Sutton 2001), ou no modo como o seu   consumo faz parte da “nostalgia culinária”, definida como “a reminiscência ou   evocação intencional de um outro tempo e lugar através da comida” (Swislocki   2009: 1). Como já se observou, a comida possui um enorme poder para conferir   poder simbólico aos indivíduos e grupos sociais, através de dois dispositivos   interligados: “Primeiro, a comida é <i>corporificada</i> em cada indivíduo e   opera por conseguinte como uma <i>metonímia</i> ao ser incorporada como parte   do eu [<i>self</i>]. Depois, a comida tem sido historicamente consumida por um   grupo social […]. Este consumo comunal torna, por conseguinte, a comida uma <i>metáfora </i>do ‘nós’ – o grupo social e frequentemente o povo como um todo. Esta dupla   ligação – a metáfora sublinhada pela metonímia – faz das comidas um símbolo poderoso   do eu coletivo não apenas ao nível conceptual, mas também <i>ao nível das   vísceras</i>” (Tierney e Ehnuki-Tierney 2012: 121).</p>     <p>Por outras palavras, para compreendermos como   o bacalhau se tornou português, temos de ter em consideração os processos de   lenta habituação a este alimento em que a maioria foi socializada ao longo de   séculos e também o facto de ele ser comida festiva, tanto nos rituais mais ou   menos opulentos do Natal, como nas refeições dos grupos que não o consumiam no   quotidiano e que, por isso, viam nele algo de festivo, a apetecida proteína   animal que permitia variar uma dieta pobre à base de produtos agrícolas. Também   devemos ter em conta os efeitos de toda a produção discursiva, ideológica,   figurativa – basta pensar na relação que Rafael Bordallo Pinheiro instituiu   entre ele e a figura do Zé Povinho – que o tem celebrado como símbolo nacional.<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title=""><sup>[26]</sup></a> Mas   isto não nos pode fazer esquecer que essa identificação passou também pela   incorporação pelo gosto, pelas memórias evocativas de cheiros e sabores – mesmo   que haja muitos portugueses que não comunguem do afeto que a maioria parece   votar-lhe.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p>ALBALA, Ken, 2011, “Historical background to food and   Christianity”, em Ken Albala e Trudy Eden (orgs.), <i>Food and Faith in Christian Culture</i>. Nova Iorque, Columbia University Press, 7-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0873-6561201300030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALINANDA, 1929, <i>Arte de Bem Comer</i>. Porto, Domingos de Oliveira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0873-6561201300030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANDERSON, Benedict, 1983, <i>Imagined</i><i> Communities</i>. Londres, Verso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0873-6561201300030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANDRADA E SILVA, José Bonifácio de, 1790, “Memória sobre a pesca das baleas e extracção do seu azeite, com algumas reflexões a respeito   das nossas pescarias”, em <i>Memórias Económicas da Academia Real das Sciencias de   Lisboa</i>, II: 388-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0873-6561201300030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANÓNIMO, 1790, <i>Aventuras, ou Lograçoens, de D. Bacalháo Quaresma e de D. Sardinha d’Espixa. Offerecidas aos Peraltas de Lisboa para Rirem depois das Alleluias</i>.   Lisboa, Officina de António Gomes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0873-6561201300030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANÓNIMO, 1825, <i>O Adeos do Bacalhau,   na Presente Quaresma de 1825</i>. Porto, Imp. do “­Gandra”.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0873-6561201300030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANÓNIMO, 1849, <i>O Cozinheiro, Confeiteiro e Licorista Moderno</i>.   Lisboa, Typ. De Mathias José Marques da Silva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0873-6561201300030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANÓNIMO, 1902, <i>Cosinha</i><i> Portugueza ou Arte Culinária Nacional</i>. Coimbra, Coimbra Editora (2.ª edição).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0873-6561201300030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANÓNIMO, 1916, <i>Manual Completo do Cozinheiro, Mestre dos Cozinheiros</i>.   Lisboa, Editor Arnaldo Bordalo (18.ª edição revista e melhorada por   Arminda de Sousa).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0873-6561201300030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANÓNIMO, s.&#8197;d., <i>1000 Receitas de Bacalhau</i>. Sintra, Girassol Edições.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0873-6561201300030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>APPADURAI, Arjun, 1988, “How   to make a national cuisine: cookbooks in contemporary India”, <i>Comparative   Studies in Society and History</i>, 30 (1): 3-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0873-6561201300030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BAROJA, Julio Caro, 1979, <i>El Carnaval</i>. Madrid, Taurus Ediciones.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0873-6561201300030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BASTO, Cláudio, 1923-25, “Silva etnográfica”, <i>Revista Lusitana</i>, 25   (1-4): 176-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0873-6561201300030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BASTO, Eduardo Lima, 1951 [1934-1936], “Inquérito económico-agrícola”, em   A.&#8197;A. ­Mendes Correia (org.), <i>A Alimentação do Povo Português</i>. Lisboa, INE, 53-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0873-6561201300030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BELASCO, Warren,   2008, <i>Food: The Key Concepts</i>. Oxford e Nova Iorque,   Berg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0873-6561201300030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BELLO, António Maria de Oliveira, 1936, <i>Culinária Portuguesa</i>. Lisboa,   edição do autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0873-6561201300030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BELLOTTO, Heloísa Liberalli,   2007, <i>Nem o Tempo nem a Distância</i>. Lisboa, Alêtheia Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0873-6561201300030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOURDIEU, Pierre, 1997, <i>Méditations pascaliennes</i>. Paris, Editions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0873-6561201300030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRANDÃO (DE   BUARCOS), João, 1990 [1552], <i>Grandeza e Abastança de   Lisboa em 1552</i>. ­Lisboa, Livros Horizonte (org. e notas de José da   Felicidade Alves).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-6561201300030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRAUDEL, Fernand, 1979, <i>Civilisation matérielle, économie et capitalisme </i><i>XV<sup>e</sup>-</i><i>XVIII<sup>e</sup> siècle</i>, tomo I: <i>Les structures du quotidien</i>. Paris, Armand Colin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-6561201300030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAMACHO, Brito, 1927, <i>Jornadas</i>. Lisboa, Guimarães e C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-6561201300030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->ª.</p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, Carlos Lopes, 1982-1983, “O julgamento e o enterro do bacalhau”, <i>Sintria</i>, I-II: 753-802.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0873-6561201300030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, George, 1666, <i>Agiologio</i><i> Lusitano dos Sanctos e Varoens Illustres em Virtude do Reyno de Portugal, e   Suas Conquistas. Consagrado aos Gloriosos S. Vicente e S. Antonio, Insignes Patronos desta Inclyta Cidade Lisboa, e a seu Illustre Cabido Sede Vacante</i>, tomo III. Lisboa, Officina de Antonio Craesbeck de Mello.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-6561201300030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARNEIRO, Michaela Brites de Sá,   1901, <i>O Cosinheiro Popular dos Pobres e Ricos ou o Moderno Thesouro do Cosinheiro</i>.   Porto, José Maria da Costa Livreiro editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-6561201300030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, Maria L.&#8197;S.   de, e Jordana POMEROY (orgs.), 1997, <i>The Sacred and the Profane: Josefa de Óbidos of Portugal</i>. Lisboa, Ministério da   Cultura, Gabinete de Relações Internacionais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-6561201300030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARYBÉ, 2007, <i>À Mesa com Carybé:   O Encantamento das Cores e   Sabores da Bahia</i>. Rio de Janeiro, Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-6561201300030001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASCUDO, Luís da Câmara, 2004 [1967-1968], <i>História da Alimentação no   Brasil</i>. São Paulo,   Global.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0873-6561201300030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTELLS,   Manuel, 1997, <i>The Information Age: Economy, Society and Culture</i>, vol. II: <i>The Power of Identity</i>.   Cambridge, MA, e Oxford, UK, Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-6561201300030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTELO-BRANCO, Fernando, 1969 [1956], <i>Lisboa Seiscentista</i>. Lisboa, Câmara   Municipal de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6561201300030001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTELO-BRANCO, Fernando (dir.), s.&#8197;d., “Culinária e doçaria”, em   Fernando Castro Pires de Lima (org.), <i>A Arte Popular em Portugal</i>.   Lisboa, Editorial Verbo, 299-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-6561201300030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTILHO, Júlio de, 1901, <i>Memórias de Castilho, Livro </i><i>VII (1853/1854)</i>, publicado em <i>O Instituto</i>, 48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6561201300030001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COELHO, F. Adolfo, 1899, “A morte e o Inverno”, <i>A Tradição</i>, I (3): 33-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6561201300030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CONSIGLIERI, Carlos, e Marília ABEL,1998, <i>O Bacalhau na Vida e na Cultura dos Portugueses</i>. Lisboa,   Academia do Bacalhau de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6561201300030001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CONSIGLIERI, Carlos, e Marília ABEL,1999, <i>Bacalhau em Português</i>. Sintra, Colares   Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-6561201300030001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CORREIA, António Augusto Mendes, 1951, <i>A Alimentação do Povo Português</i>.   Lisboa, Centro de Estudos Demográficos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-6561201300030001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, José Daniel Rodrigues da, 1818, “Suplício do bacalhau e degredo do   Judas em Sábado de Aleluia”, em J.&#8197;D.&#8197;R. Costa, <i>Roda da Fortuna,   Onde Gira Toda a Gente Bem, ou Mal Segura: Obra Crítica, Moral e Muito   Divertida</i>, folheto II. Lisboa, Impressão de J.&#8197;F.&#8197;M. de Campos, 11-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-6561201300030001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Pe. Agostinho Rebello da, 1789, <i>Descripção</i><i> Topografica,   e Historica da Cidade do Porto</i>. Porto, Officina de Antonio Alvarez Ribeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-6561201300030001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Pe. António Carvalho da, 1706, <i>Corografia</i><i> Portugueza, e Descriçam Topografica do Famoso Reyno de Portugal, Tomo Primeyro</i>. Lisboa, Officina de Valentim da Costa Deslandes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-6561201300030001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CRESPO, Jorge, e Manuela HASSE, 1981, “A alimentação no Real Colégio dos Nobres de Lisboa   (1766-1831)”, <i>Revista de História Económica e Social</i>, 7: 93-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-6561201300030001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CRUZ, Francisco Inácio dos Santos, 1843, <i>Ensaio</i><i> sobre a Topographia Médica de Lisboa, ou Consideraçoens Especiaes Relativas à Sua História</i>, 2.º tomo. Lisboa, Typ. M.&#8197;T. Coelho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-6561201300030001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DIAS, J. Ferreira, J. Cruz FILIPE, Fernanda GUIA, Rui MENEZES, e Vivelinda GUERREIRO, 2001, “A saga do ‘fiel amigo’: as indústrias portuguesas do bacalhau”, <i>Global Economics and Management</i>, 1, disponível em   &lt;<a href="http://www.cafeportugal.net/resources/3/files/a%20salga%20do%20fiel%20amigo.pdf" target="_blank">http://www.cafeportugal.net/resources/3/files/a%20salga%20do%20fiel%20amigo.pdf</a>&gt;   (última consulta a 22/9/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-6561201300030001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOUGLAS, Mary,   2008 [1972], “Deciphering a meal”, em Carole Counihan e Penny Van Esterik (orgs.), <i>Food and Culture: A Reader</i>. Londres e   Nova Iorque, Routledge,   44-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0873-6561201300030001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERGUSON,   Priscilla Parkhurst, 2004, <i>Accounting for Taste:   The Triumph of French Cuisine</i>. Chicago e Londres, The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0873-6561201300030001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERRAZ JÚNIOR, 1866, “Recordações do Minho – Festas Populares: O Natal, as Janeiras, os Reis”, <i>Archivo</i><i> Pittoresco</i>, IX: 315-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0873-6561201300030001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, F.&#8197;A. Gonçalves, 1951 [1944], “Vitaminas hidrossolúveis e alimentação:   contribuição para o estudo da alimentação dos portugueses”, em A.&#8197;A. Mendes   Correia (org.), <i>A Alimentação do Povo Português</i>. Lisboa, INE, 123-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0873-6561201300030001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE, António de Oliveira, 1739, <i>Descripçam</i><i> Corográfica do Reyno de   Portugal</i>. Lisboa, Officina de Miguel Rodrigues.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0873-6561201300030001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GARRIDO, Álvaro, 2001, “O Estado Novo e a pesca do bacalhau: história,   economia, ideologia”, em Álvaro Garrido (org.), <i>A Pesca do Bacalhau:   História e Memória</i>. Lisboa, Editorial Notícias, 137-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0873-6561201300030001000047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GARRIDO, Álvaro,   2004, <i>O Estado Novo e a Campanha do Bacalhau</i>. Lisboa, Círculo de   Leitores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0873-6561201300030001000048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GARRIDO, Álvaro,   2011, <i>A Epopeia do Bacalhau</i>. Lisboa, Clube dos Colecionadores do   Correio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0873-6561201300030001000049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GODINHO, Vitorino Magalhães, 1965, <i>Os Descobrimentos e a Economia Mundial</i>. Lisboa, Editora Arcádia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0873-6561201300030001000050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOODY, Jack,   1977, <i>The Domestication of the Savage Mind</i>. Cambridge, Cambridge   University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0873-6561201300030001000051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOODY, Jack,   1982, <i>Cooking, Cuisine and Class: A Study in Comparative Sociology</i>. Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0873-6561201300030001000052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUIMARÃES, Manuel, 2001, <i>À Mesa com a História</i>. Sintra, Colares Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0873-6561201300030001000053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAGE, Ghassan, 2010,   “Migration, food, memory and home-building”, em Susanah ­Radstone e Bill Schwarz   (orgs.), <i>Memory: Histories, Theories, Debates</i>. Nova Iorque,   ­Fordham University Press, 416-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0873-6561201300030001000054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAMILTON, Cherie   Y., 2008, <i>Cuisines of Portuguese Encounters</i>. Nova Iorque, Hippocrene Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0873-6561201300030001000055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAYES, Carlton   J.&#8197;H., 1963, <i>A Generation of Materialism, 1871-1940</i>. Nova Iorque, Harper and Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0873-6561201300030001000056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HENRIQUES, Francisco da Fonseca, 1731, <i>Âncora Medicinal para Conservar a Vida   com Saúde</i>. Lisboa, Officina de Miguel Rodrigues.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0873-6561201300030001000057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOBSBAWM, Eric,   1983, “Introduction: inventing traditions”, em Eric Hobsbawm e Terence Ranger (orgs.), <i>The Invention of   Tradition</i>. Cambridge, Cambridge University Press, 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0873-6561201300030001000058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INE, 2010, “Balança alimentar portuguesa 2003-2008”, em <i>Destaque:   Informação à Comunicação Social</i>. Lisboa, Instituto Nacional de Estatística,   1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0873-6561201300030001000059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KIPLE, Kenneth   F.&#8197;A, 2007, <i>A Moveable Feast: Ten Millennia of Food Globalization</i>.   Cambridge, Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0873-6561201300030001000060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KURLANSKY, Mark,   1999, <i>Cod: A Biography of the Fish that Changed the World</i>. Londres, Vintage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0873-6561201300030001000061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LINDHOLM,   Charles, 2008, <i>Culture and Authenticity</i>. Malden, MA, e Oxford, UK, Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0873-6561201300030001000062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LISBOA, Baltazar da Silva, 1786, <i>Discurso Histórico, Político e Económico</i>.   Lisboa, Officina de António Gomes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0873-6561201300030001000063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>M.&#8197;R.&#8197;C., 1843 [1840], <i>Cozinheiro   Imperial ou Nova Arte do Cozinheiro e do Copeiro</i>. Rio de Janeiro, Livraria   Universal de Eduardo e Henrique Laemmert.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0873-6561201300030001000064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACEDO, Duarte Ribeiro de, 1817 [séc. XVII], <i>Obras Inéditas de Duarte Ribeiro de   Macedo</i>. Lisboa, Impressão Régia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0873-6561201300030001000065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAGALHÃES, Ivone, e João BAPTISTA, 2005, “A pesca do bacalhau: recolha oral de histó­rias de vida a   antigos pescadores da comunidade de Castelo do Neiva (Viana do ­Castelo, ­Portugal)”, <i>Ardentía</i>,   2: 43-48, disponível em &lt;<a href="http://www.culturamaritima.org/files/ardentia2/ardentia2-Magalhaes-Baptista.pdf" target="_blank">http://www.culturamaritima.org/files/ardentia2/ardentia2-Magalhaes-Baptista.pdf</a>&gt;   (última consulta em 22/9/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0873-6561201300030001000066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAIA, Carlos Bento da, 1904, <i>Tratado   Completo de Cozinha e Copa</i>. Lisboa, Guimarães e C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0873-6561201300030001000067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->ª.</p>     <!-- ref --><p>MANUPPELLA, Giacinto, 1986 [séculos XV-XVI], <i>Livro de Cozinha   da Infanta D. Maria</i>. ­Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da   Moeda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0873-6561201300030001000068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARCELINO, Rev. A. Teixeira, 1951 [1936], “Carta sobre a alimentação e as   condições económicas da população rural do concelho de Rebolhos, Castro Daire”, em A.&#8197;A. Mendes Correia (org.), <i>A   Alimentação do Povo Português</i>. Lisboa, INE, 66-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0873-6561201300030001000069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTINS, Alzira O., 1922, <i>Receitas</i><i> de Cosinha e Dôces Usuaes no Solar de Coelhosa</i>. Porto, Tipografia Marques.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0873-6561201300030001000070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MATA, João da, 1876, <i>Arte de Cosinha</i>.   Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0873-6561201300030001000071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIMOSO, Febrónia, 1919, <i>Cem Maneiras de Cozinhar Bacalhau</i>. Porto, Livraria Civilização.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0873-6561201300030001000072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MINTZ, Sidney   W., 1985, <i>Sweetness and Power: The Place of Sugar in Modern History</i>. Nova Iorque, Viking.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0873-6561201300030001000073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIRANDA, Inocêncio António de, 1822, <i>O Cidadão Lusitano: Breve Compendio em que se Demonstrão os Fructos da Constituição e os Deveres do Cidadão   Constitucional</i>. Lisboa, Typographia de M.&#8197;P. de Lacerda (2.ª edição).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0873-6561201300030001000074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MODESTO, Maria de Lurdes, 1999 [1981], <i>Cozinha Tradicional Portuguesa</i>.   Lisboa, Editorial Verbo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0873-6561201300030001000075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOLEIRO, Margarida, 2008, “O julgamento do bacalhau: a cíclica viagem de   condenado a salvador”, <i>Nova Augusta</i>, 20: 235-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0873-6561201300030001000076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MONTANARI, Massimo, 2010, <i>L’Identità Italiana in Cucina</i>. Roma e   Bari, Editori Laterza.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0873-6561201300030001000077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOTA, Salvador Magalhães, 1990, “O regime alimentar dos monges bernardos em   finais do século XVIII”, <i>Revista de Ciências Históricas</i>, V: 271-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0873-6561201300030001000078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOUTINHO, Mário, 1985, <i>História da Pesca do Bacalhau: Por Uma Antropologia   do “Fiel Amigo”</i>. Lisboa, Editorial Estampa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0873-6561201300030001000079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NATIVIDADE, Fr. Joseph da, 1761, <i>Agiologio</i><i> Dominico. Consta da Vida dos Santos, Beatos,   Martyres, e outras Pessoas Veneráveis da Ordem dos Prégadores, por todos os dias do anno</i>. Lisboa, Officina de Ignacio Nogueira Xisto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0873-6561201300030001000080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NEVES, José Acúrsio das,   1830, <i>Considerações</i><i> Políticas,   e Commerciaes sobre os Descobrimentos,   e Possessões dos Portuguezes na Africa, e na Ásia</i>. Lisboa, Impressão Régia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0873-6561201300030001000081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OHNUKI-TIERNEY,   Emiko, 1993, <i>Rice as Self: Japanese Identities through Time</i>. Princeton, NJ, Princeton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0873-6561201300030001000082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA E SILVA, João António, 1951 [1948], “Níveis de vida do trabalhador rural   português: subsídios para o seu estudo”, em A.&#8197;A. Mendes Correia (org.), <i>A   Alimentação do Povo Português</i>. Lisboa, INE, 184-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0873-6561201300030001000083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PARLATO, Antonio, 2007, <i>Sua Maestà Il Baccalà</i>. Nápoles, Colonnese Editore.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S0873-6561201300030001000084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA D’AZAMBUJA, Jacob Frederico Torlade, 1835, <i>Memória</i><i> sobre a Pesca do Bacalháo</i>.   Lisboa, Typographia de Desidério Marques Leão.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S0873-6561201300030001000085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Gaspar Martins, 1984, “As quintas do Oratório do Porto no Alto   Douro”, <i>Revista de História Económica e Social</i>, 13: 13-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0873-6561201300030001000086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PILCHER, Jeffrey   M., 1998, <i>Que</i><i> Vivan los Tamales: Food and the Making of National Identity</i>. Albuquerque, The University of New Mexico   Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S0873-6561201300030001000087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PIMENTEL, Manoel, 1746, <i>Arte de Navegar…</i> Lisboa, Offic. de Francisco da Silva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S0873-6561201300030001000088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PINHEIRO, Raphael Bordallo, 1885, <i>Pontos nos </i><i>II</i>, 10 de dezembro:   249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S0873-6561201300030001000089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PLANTIER, Paulo, 1905 [1870], <i>O Cozinheiro dos Cozinheiros</i>. Lisboa,   Paulo Plantier Editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S0873-6561201300030001000090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PROUST, Marcel, 1973 [1913], <i>Du Côté de Chez Swann (A La Recherche du   Temps Perdu)</i>. Paris, Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S0873-6561201300030001000091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUEIROZ, José Maria Eça de, 1887, <i>A Relíquia</i>. Porto, Typ. de A.&#8197;J. da Silva Teixeira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S0873-6561201300030001000092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUEIROZ, José Maria Eça de, 2008, <i>Correspondência</i>, vol. I. Lisboa, Caminho (org.   António Campos Matos).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S0873-6561201300030001000093&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>QUINTELLA, Ignacio da Costa, 1839, <i>Annaes</i><i> da Marinha Portugueza</i>, <i>Tomo </i><i>I</i>.   Lisboa, Typographia da mesma Academia [das Ciências].</p>     <!-- ref --><p>QUITÉRIO, José, 1987, <i>O Livro de Bem Comer</i>. Lisboa, Assírio &amp; Alvim.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0873-6561201300030001000095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>RAMOS, David Lopes, 2009, <i>Sabores da Lusofonia… com Selos</i>. Lisboa,   Clube do Colecionador dos Correios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S0873-6561201300030001000096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RIGAUD, Lucas, 1999 [1780], <i>Cozinheiro Moderno ou Nova Arte da Cozinha</i>.   Sintra, Colares Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S0873-6561201300030001000097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RITA, Maria da Conceição de Melo, e Joaquim VIEIRA, 2007, <i>Os Meus 35 Anos   com Salazar</i>. Lisboa, A Esfera dos Livros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S0873-6561201300030001000098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RODRIGUES, Domingos, 2001 [1680], <i>Arte de Cozinha</i>. Sintra, Colares   Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0873-6561201300030001000099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SÃO ROMÃO, Visconde de Vilarinho de, 1841, <i>Arte do Cosinheiro e do Copeiro</i>. Lisboa, Sociedade Propagadora dos   Conhecimentos Úteis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S0873-6561201300030001000100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SENAC, 2008, <i>A Cozinha Baiana do Restaurante Senac do Pelourinho</i>. Baía, Senac.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000283&pid=S0873-6561201300030001000101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEREMETAKIS, C.   Nadia, 2005, <i>The Breast of Aphrodite</i>. Oxford e Nova Iorque,   Berg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S0873-6561201300030001000102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SHEPHERD, Gordon   M., 2012, <i>Neurogastronomy</i><i>: How the Brain   Creates Flavor and How it Matters</i>. Nova Iorque,   Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S0873-6561201300030001000103&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SHILS, Edward,   1981, <i>Tradition</i>. Chicago, The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S0873-6561201300030001000104&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SKEY, Michael,   2011, <i>National Belonging and Everyday Life: The Significance of Nationhood   in an Uncertain World</i>. Houndsmills e Basingstoke,   Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S0873-6561201300030001000105&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SMITH, Alison   K., 2012, “National cuisines”, em Jeffrey M. Pilcher (org.), <i>The Oxford Handbook of Food History</i>. Oxford e Nova Iorque, Oxford University Press, 444-460.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S0873-6561201300030001000106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOARES, Rodrigo de Moraes, 1858, “O archivo rural”, <i>Jornal</i><i> de Agricultura, Artes e Sciencias Correlativas</i>, 1:   246-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000295&pid=S0873-6561201300030001000107&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOBRAL, José Manuel, 2007, “Nacionalismo, culinária e classe: a cozinha   portuguesa da obscuridade à consagração (séculos XIX-XX)”, <i>Ruris</i>, 1 (2): 13-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S0873-6561201300030001000108&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOBRAL, José Manuel, 2008, “Cozinha, nacionalismo e cosmopolitismo em   Portugal (séculos XIX-XX)”,   em M. Villaverde Cabral, K. Wall, S. Aboim e F. Carreira da Silva (orgs.), <i>Itinerários: A Investigação nos 25 Anos do </i><i>ICS</i>. Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais,   99-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S0873-6561201300030001000109&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOBRAL, José   Manuel, 2014a [no prelo], “The country, the nation,   and the region in representations of Portuguese food and cuisine”, em Nuno Miguel Domingos, Harry G. West e José Manuel Sobral (orgs.), <i>Food between the Country and the City: Ethnographies of a Changing   Global Foodscape</i>. Londres,   Bloomsbury Academic, 229-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S0873-6561201300030001000110&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SOBRAL, José   Manuel, 2014b [no prelo], “The high and the low in   the making of a Portuguese national cuisine (19th-20th centuries)”, em Jakob Klein e Ann Murcott (orgs.), <i>Food Consumption in Global Perspective:   Essays in the Anthropology of Food in Honour of Jack   Goody</i>. Houndsmills e Basingstoke, Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S0873-6561201300030001000111&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOBRAL, Vítor, 2012, <i>As Minhas Receitas de Bacalhau: 500 Receitas</i>. Alfragide, Casa das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000305&pid=S0873-6561201300030001000112&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SUTTON, David   E., 2001, <i>Remembrance of Repasts: An Anthropology of Food and Memory</i>.   Oxford e Nova Iorque, Berg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000307&pid=S0873-6561201300030001000113&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SWISLOCKI, Mark,   2009, <i>Culinary Nostalgia: Regional Food Culture and the Urban Experience in   Shanghai</i>. Stanford, Stanford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000309&pid=S0873-6561201300030001000114&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TELES, Basílio, 1904, <i>Carestia da Vida nos Campos</i>. Porto, Livraria Chardron.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000311&pid=S0873-6561201300030001000115&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>TIERNEY, R.   Kenji, e Emiko OHNUKI-TIERNEY,   2012, “Anthropology of food”, em Jeffrey M. Pilcher (org.), <i>The Oxford Handbook of Food History</i>.   Oxford, Oxford University Press, 117-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000313&pid=S0873-6561201300030001000116&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TOUSSAINT-SAMAT, Maguelonne, 1994   [1987], <i>A History of Food</i>. Cambridge, MA, e Oxford, UK, Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000315&pid=S0873-6561201300030001000117&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TRIGOZO, Sebastião Francisco de Mendo, 1803, “Ensaio sobre os Descobrimentos, e ­commercio dos portuguezes em as terras setentrionaes da America”, em <i>Memorias</i><i> de Literatura Portugueza, Publicadas pela Academia Real das Sciencias de Lisboa</i>, tomo VIII, parte I. Lisboa, Academia Real das Sciencias de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000317&pid=S0873-6561201300030001000118&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TUAN, Yi-Fu,   2005 [1993], “Pleasures of the proximate senses: eating, taste, and culture”, em Caroliyn Korsmeyer (org.), <i>The Taste Culture Reader: Experiencing Food and Drink</i>. Oxford e   Nova Iorque, Berg, 226-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000319&pid=S0873-6561201300030001000119&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TYRRELL, Alex,   Patricia HILL, e Diane KIRKBY, 2007, “Feasting on national identity: whisky,   haggis and the celebration of scottishness in the   nineteenth century”, em Diane Kirkby e Tanja Luckins (orgs.), <i>Dining   on Turtles: Food Feasts and Drinking in History</i>. Houndmills e Basingstoke, Palgrave Macmillan, 46-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000321&pid=S0873-6561201300030001000120&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VARGAS, Carmen Marina Barreto, 1992-93, <i>El Carnaval de Santa Cruz de   Tenerife: Un Estudio Antropológico</i>.   Tenerife, Servicio de Publicaciones, Universidad de La Laguna.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000323&pid=S0873-6561201300030001000121&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VITAUX, Jean, 2013, “La morue: de ‘l’or blanc à la brandade’”, em Canal Académie, 17/7/2011, disponível em &lt;<a href="http://www.canalacademie.com/ida7106-La-Morue-de-l-or-blanc-a-la-brandade.html" target="_blank">http://www.canalacademie.com/ida7106-La-Morue-de-l-or-blanc-a-la-brandade.html</a>&gt;   (última consulta em 22/9/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000325&pid=S0873-6561201300030001000122&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VITERBO, Francisco Marques de Sousa, 1912, <i>Cem Artigos de Jornal</i>. Lisboa, Typografia Universal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000327&pid=S0873-6561201300030001000123&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>YODER, Don,   2003, “Lent”, em Solomon H. Katz (org.), <i>Encyclopedia   of Food and Culture</i>, vol. 2. Nova Iorque,   Thompson-Gale, 373-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000329&pid=S0873-6561201300030001000124&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ZERUBAVEL, Eviatar, 2003, <i>Time   Maps: Collective Memory and the Social Shape of the Past</i>. Chicago, The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000331&pid=S0873-6561201300030001000125&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes manuscritas:</b></p>     <p>ANTT, AHMF, Casa Real, liv. 184 (Saída de géneros da Ucharia Real, de Outubro de   1771 a Março de 1773).</p>     <p>ANTT, AHMF, Casa Real, livros 176 e 177 (Real Ucharia, livros diários de compras   – anos de 1803 a 1807).</p>     <p>ANTT, Ordem de S. Bento, Mosteiro do Bom Jesus, Viseu, Liv. 105 (ano de   1619) e Liv. 117 (ano de 1716).</p>     <p>ANTT, Condes de Linhares, mç. 36/36.</p>     <p>HENRIQUES, Francisco Borges, 1715, <i>Receitas</i><i> de milhores doces e de alguns guizados particullares e remedios de conhecida expiriencia que fés Francisco Borges Henriques para o uzo da sua caza</i>. Manuscrito, B.&#8197;N. Cod. 7376.</p>         <p>&nbsp;</p>       <p><b>NOTAS</b></p>       <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a>       Este texto foi inicialmente apresentado como Aula Ernesto Veiga de     Oliveira 2012-2013 no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL, Departamento de Antropologia, Escola de Ciências Humanas e Sociais), em 28 de fevereiro de 2013, com o título “A comida como hábito e identidade: o bacalhau e     os portugueses”. A pesquisa em que se fundamenta foi financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia ao abrigo do projeto PTDC/CS-ANT/115978/2009.</p>       <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a>       Entre os estudos mais recentes, destacam-se os que incidem na sua pesca e consumo por Moutinho (1985) ou Garrido (2004), sem descurar aspetos ideológicos; dimensões mais ligadas aos seu uso na cozinha e simbolismo foram tratadas por Consiglieri e Abel (1998, 1999).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a>       A balança vem em Correia (1951), num quadro do INE em extratexto.</p>         <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a>       ANTT, Ordem de S. Bento, Mosteiro do Bom Jesus, Viseu, Liv. 105 (ano de 1619) e Liv. 117 (ano de 1716).</p>         <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a>       Fonte: “Cálculo dos géneros precisos para municiar o exército português, de     80.000 homens de linha e milicias por um ano.”, ANTT, Condes de Linhares, mç. 36/36.</p>         <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a>       Fontes documentais (a título exemplificativo): para o século XVIII, ANTT, AHMF, Casa Real, liv. 184 (Saída de géneros da Ucharia     Real, de outubro de 1771 a março de 1773); para o século XIX, ANTT, AHMF, Casa Real,     livros 176 e 177 (Real Ucharia, livros diários de compras – anos de 1803 a 1807).</p>         <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a>       Hoje o bacalhau salgado seco pode ter dois tipos de cura diferente, “branca” e “amarela”, e está dividido em várias categorias – desde “jumbo”, acima de 4,5 kg, até “miúdo”, inferior a 0,5 kg (ver     &lt;<a href="http://esbal.pt/produtos.php?Lang=pt&Reg=-1" target="_blank">http://esbal.pt/produtos.php?Lang=pt&amp;Reg=-1</a>&gt;, última consulta em 24/9/2013). Ver outras classi­fi­cações para os     anos de 1934 a 1963 em Moutinho (1985: 161-167). Teles (1904: 413) falava em bacalhau de 1.ª, 2.ª e 3.ª qualidade.</p>       <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a>       Braudel (1979: 182) refere 166 dias de abstinência em França até Luís XIV. Para Portugal apontavam-se 162 dias de privação de carne e gordura animal     ainda nos inícios do século XIX; cf. <i>O Adeos do Bacalhau</i>… (Anónimo 1825: 4).</p>         <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a>       Como o que se visa é a penitência, através da ingestão de uma comida pobre, a interdição do consumo tradicional de carne pode hoje substituir-se pela de comida dispendiosa, e, além disso, jovens, idosos e doentes gozam de certas exceções; a penitência pode realizar-se pela abstenção de alguma atividade prazenteira (ir ao cinema), por oração ou dádiva, etc. Ver: “Jejum e abstinência – Agência Ecclesia”, em &lt;<a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=29461" target="_blank">http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=29461</a>&gt; (última consulta em 24/9/2013).</p>       <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a>     Aliás, esta associação não se restringe a Portugal. Em     calão das Índias Ocidentais, “salfish”, o nome comum do bacalhau salgado e     seco, designa também o sexo das mulheres, e em inglês dos finais da Idade Média “cod” significava “saco”, ou “escroto” (Kurlansky 1999: 35).</p>         <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a>     A presença do bacalhau, da filatelia à literatura, à toponímia, à caricatura, à cultura popular, encontra-se bem documentada em Consiglieri e Abel (1999: 120-144).</p>         <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a>     Não parece haver grandes explicações para o facto de o “enterro do bacalhau” também se realizar na     Terça-Feira de Carnaval, quando o que iria acabar era o consumo festivo da carne, perante a chegada da Quaresma; talvez ocorresse por analogia com o “enterro do Carnaval”, mas a verdade é que sucede o mesmo com o semelhante “enterro da sardinha”. Ver Vargas (1992-93).</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a>     Embora façamos referência aos “ julgamentos” e/ou “enterros” do bacalhau como algo do passado, quando proliferavam, estamos cientes da sua existência – e do seu revivalismo – no presente. Ver Moleiro (2008).</p>         <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a>     Em Itália existe igualmente uma forte presença do bacalhau na cultura popular – poemas, canções, comédias (Parlato 2007: 90-97).</p>         <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a>     O bacalhau fazia parte das rações dos açorianos transportados para o Pará em meados do século XVIII (Cascudo 2004 [1967-1968]: 324-325).</p>       <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a>     <i>Expresso</i>, 23/12/2008,     “Bacalhau é produto de luxo em países lusófonos”, em &lt;<a href="http://expresso.sapo.pt/bacalhau-e-produto-de-luxo-em-paises-lusofonos=f485380ixzz2csci4EJ9" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/bacalhau-e-produto-de-luxo-em-paises-lusofonos=f485380ixzz2csci4EJ9</a>&gt; (última consulta em 22/9/2013).</p>       <p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a>     Ver Orquestra Tabajara, 1945, dirigida pelo compositor, em &lt;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ot6NwyJlEfI" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=Ot6NwyJlEfI</a>&gt; (última consulta em 22/9/2013).</p>       <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a>     O Padre A. Carvalho da Costa, na sua <i>Corografia     Portugueza</i>… <i>Tomo Primeyro</i> (1706:     205), reivindica para os Fagundes, de Viana, a descoberta da Terra Nova e o seu senhorio, bem como o controlo da pesca do bacalhau antes dos ingleses.</p>         <p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a>     Magalhães e Batista (2005). Ver também Moutinho (1985: 127-146).</p>       <p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a>     Alguns dos livros de cozinha aqui citados são referenciados em Consiglieri e Abel (1999: 164-165).</p>         <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a>     Trata-se     de uma imagem, sem forçar a relevância da comparação. A língua é um objeto de transmissão e     ensino, cuja inculcação e relevância, que vai da esfera familiar à do Estado, é um pilar da identidade nacional para todos os Estados e é incomensurável com a atribuída à cozinha.</p>         <p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a>     Ver, entre muitas referências, Bourdieu (1997: 216).</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a>     As academias proporcionam informação detalhada das suas atividades através de diversos ­<i>websites</i>. Encontram-se elementos sobre elas no <i>site</i> da primeira a ser fundada em Joanesburgo, designada “Academia Mãe”, em &lt;<a href="http://www.academiamae.com/academias-mundo.php" target="_blank">http://www.academiamae.com/academias-mundo.php</a>&gt; (última consulta em 22/9/2013).</p>       <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a>     Deve dizer-se que o papel do bacalhau como marcador da identidade – neste caso local – também é invocado por algumas associações de emigrantes italianos no Canadá e na Suíça (Parlato 2007: 72-73).</p>         <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a>     Ver, a respeito destes processos, Zerubavel (2003).</p>       <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a>     Este é apenas um entre vários exemplos possíveis: o Zé Povinho, “pescado nas costas da Parvónia”, é comparado a um grande bacalhau, de que se extrai o rico óleo de fígado, tal como o Estado tem espremido os recursos do povo através do fisco (Pinheiro 1885).</p>      </body> </html>      ]]></body><back>
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