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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This introduction aims to acquaint the reader to the grounds that served as the basis for the production of a thematic dossier on the anthropology that has been done in Portugal in the last 50 years. These are but some explanatory lines on the context in which the opportunity to compile all the valuable contributions that each author has agreed to pay for this thematic dossier emerged, as well as some notes on how the organization of the texts included in it were thought, given the importance that each of them has, as marks of each and every decade, from the sixties to the present. Therefore, the alignment follows an order so that it hopes it will allow a plain understanding of what has been done in anthropology in Portugal in the past half century. The authors who developed the contents of each contribution are also briefly presented, expecting this dossier to be somehow relevant as an advancement to the history of this social science discipline at a national level.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">MEM&Oacute;RIA</font></b></font></p>   <font face="Verdana">       <p align="right">&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Antropologia em Portugal nos últimos 50 anos: introdução</b></font></p>   <font face="Verdana">       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Anthropology in Portugal in the last 50 years: introduction</b></font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marina Pignatelli<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro em Rede de Investigação em Antropologia; Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:mpignatelli@iscsp.ulisboa.pt">mpignatelli@iscsp.ulisboa.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">      <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta introdução visa inteirar o leitor dos fundamentos que   serviram de base à elaboração de um dossiê temático dedicado à antropologia em   Portugal nos últimos 50 anos. Trata-se de algumas linhas explicativas sobre o   contexto em que surgiu a oportunidade de compilar todos os valiosos contributos   que cada autor acedeu a prestar para este dossiê temático, bem como algumas   notas sobre o modo como foi pensada a organização dos textos nele incluídos,   dada a importância que cada um tem, como marca de cada década, desde os anos   60, até à atualidade. O alinhamento tem por isso uma ordem que se espera venha   a permitir um entendimento elucidativo do que tem sido feito na antropologia em   Portugal, no passado meio século, sendo ainda sucintamente apresentados os   autores e os conteúdos que desenvolveram para o presente dossiê, que se espera   venha a ser de algum modo um avanço relevante para a história desta disciplina das ciências sociais, a nível nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> antropologia, história, Portugal</font></p> <hr noshade size="1">      <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This introduction aims to acquaint the reader to the grounds that served as the basis for the   production of a thematic dossier on the anthropology that has been done in   Portugal in the last 50 years. These are but some explanatory lines on the context   in which the opportunity to compile all the valuable contributions that each   author has agreed to pay for this thematic dossier emerged, as well as some   notes on how the organization of the texts included in it were thought, given   the importance that each of them has, as marks of each and every decade, from   the sixties to the present. Therefore, the alignment follows an order so that   it hopes it will allow a plain understanding of what has been done in   anthropology in Portugal in the past half century. The authors who developed   the contents of each contribution are also briefly presented, expecting this   dossier to be somehow relevant as an advancement to the history of this social   science discipline at a national level.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> anthropology, history, Portugal</font></p> <hr noshade size="1">      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como Janus, deus romano dos inícios, das passagens e das transições, com uma face voltada para o   passado e outra virada para o futuro, podemos olhar para a forma como se tem   feito a investigação e o ensino da antropologia em Portugal. Iniciadas há mais   de um século, ambas têm sido desenvolvidas ao sabor dos diversos contextos   históricos, com enorme empenho por parte de inúmeros pesquisadores nacionais e   estrangeiros que escolheram este país para iniciar ou dar continuidade aos seus   estudos. Uns fizeram-no pontualmente, como uma fase transitória das suas vidas.   Outros devotaram e continuam a dedicar ainda à pesquisa antropológica, a par da   docência ou não, toda a sua vida profissional. Os frutos dos seus trabalhos, no   conjunto, formam um indiscutível contributo para o corpo de conhecimentos   empíricos, teóricos e metodológicos sobre as diversas realidades abordadas,   favorecendo o enriquecimento do saber sobre os mais variados aspetos das   diferentes culturas, tanto em Portugal como noutros terrenos mais distantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em abril de 2012 realizou-se o Congresso   Evocativo do Cinquentenário da Criação do Centro de Estudos de Antropologia   Cultural (1962-2012), que pretendeu não apenas celebrar a génese daquele   centro, como se propôs, através do alinhamento cronológico das sessões por   décadas até ao presente, fazer um importante e necessário balanço através da   apresentação e debate sobre o trabalho que tem sido desenvolvido na   antropologia portuguesa, nos últimos 50 anos. Já naqueles anos, a legislação era clara:</font></p>     <blockquote><font size="2" face="Verdana">“Tem-se procurado desenvolver e   sistematizar uma atividade intensa e útil no domínio da antropologia cultural,   de modo a recuperar o atraso em que nos encontramos nesta matéria. [Por esse   motivo] Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar, o   seguinte: 1.º É criado na Junta de Investigações do Ultramar, para funcionar   junto do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, o Centro de Estudos de   Antropologia Cultural.”<a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>[1]</sup></a></font></blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Este Centro foi dirigido por António Jorge Dias que, com Ernesto Veiga de Oliveira, Benjamim Pereira e   Fernando Galhano, igualmente assegurava o funcionamento do Centro de Estudos de   Etnologia Peninsular (CEEP). Este e o Centro de Estudos de Antropologia   Cultural (CEAC) foram o embrião do Museu de Etnologia do Ultramar, inaugurado   em 1965, e que promoveu ainda a criação do primeiro curso universitário de   antropologia do país, no final dessa década (Leal 2006: 177). O CEAC surge como   o primeiro da lista de inventário dos 52 organismos e instituições que se ocupavam   do estudo dos problemas sociais em Portugal (cf. Pereira 1965), dedicando-se à   investigação no âmbito das recolhas da Missão de Estudos de Minorias Étnicas do   Ultramar Português da Junta de Investigações do Ultramar (JIU), sendo também   pioneiro, numa época que Jorge Dias tinha designado como período   “antropológico-cultural e social” (cf. Areia 1986).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preocupação destes centros, da formação   ministrada e do museu era sobretudo a de dinamizar a investigação   antropológica, quer em terras lusas, através dos estudos etnográficos “cá   dentro”, assim dando continuidade ao ideal de “construção da nação”, quer simultaneamente noutras   geografias, designadamente nas províncias ultramarinas, com a face voltada para   a “construção do império” (cf. Stocking Jr. 1982). Quintino já havia notado como</font></p>     <blockquote><font size="2" face="Verdana">“em Portugal, a organização da agenda etnográfica é também tardia e permite demonstrar de que modo as   tradições da construção do império e da construção da nação […] se articulam e   tornam possível a participação no centro, através da etnografia fora de casa, e   na periferia, através da etnografia das tradições populares em casa […]” (Quintino 2004: 40).</font></blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A equipa de Jorge   Dias empenhava-se nas duas frentes, mesmo que as vontades das tutelas nisto   parecessem por vezes menos óbvias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conjunto de textos que a seguir se   apresentam reflete bem esses tempos e os que se seguiram. São uma mostra das   dezenas de testemunhos na primeira pessoa, de acordo com o período em que cada   investigador desenvolveu o seu trabalho de campo mais representativo para o   contributo da antropologia portuguesa. A pertinência e qualidade dos trabalhos   apresentados no congresso levou a que os participantes fossem convidados a   redigir livremente sobre as suas experiências, de forma que fosse possível   documentar a expressão e registo dos seus contributos e reflexões. Os autores   apenas estavam balizados pela década em que cada um desenvolveu pesquisa   antropológica de modo mais intenso. Por isso, o leitor irá notar no conjunto a   diversidade de estilos, dimensão e conteúdos, uns apresentando-se como artigos   mais longos que, a partir de uma experiência pessoal de ensino ou investigação,   dão conta de um período ou tendência da antropologia em Portugal (Xerardo   Pereiro, Jorge Freitas Branco, José Gabriel Pereira Bastos, Cristiana Bastos);   e outros, sendo artigos mais curtos, em jeito de depoimentos, são focados num   tema de investigação (Manuela Ivone Cunha, Maria de Fátima Amante) ou em   interconexões de pesquisa, ensino, tempo e lugar (Brian O’Neill, Miguel Vale de   Almeida).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda tendo trabalhado no CEAC com Jorge Dias,   Carlos Ramos Oliveira oferece-nos umas linhas dessa “Memória do Centro de   Estudos de ­Antropologia Cultural”, onde   refere o entusiasmo e dedicação com que era desenvolvida a atividade deste   centro, o espírito de equipa e de entreajuda entre os seus colaboradores,   porque eram tão poucos, com tão parcos recursos e tanto por pesquisar. Susana   de Matos Viegas e João de Pina-Cabral dão-nos uma visão global de um período   conturbado e de renovação da disciplina, em “Na encruzilhada portuguesa: a antropologia contemporânea e a sua história”<i>.</i> Com uma experiência de pertenças   multiculturais e sendo ele próprio um <i>cocktail </i>de identidades, Juan Brian O’Neill regista “Os anos 70 em 3D: reflexões   pessoais”. Recorrendo à metáfora do   corpo humano, descreve o seu percurso com um sentido crítico herdado das   influências que recebeu, desde a sua socialização primária, com os pais, aos   grandes mestres que o inspiraram, quer por leituras quer por ouvi-los em sala   de aula, até às próprias pesquisas feitas em diferentes latitudes. Também em   tom de nota pessoal, José Gabriel Pereira Bastos apresenta o seu percurso   científico híbrido, assente na psicologia/psicanálise tanto   quanto na antropologia – uma interconexão que fala do percurso “Da investigação   por objetivos a uma antropologia dos processos identitários: um ponto de vista   transdisciplinar e integrativo”. Ainda   referindo-se ao mesmo período, que qualifica como sendo de “luto intelectual”,   Jorge Freitas Branco busca os “Sentidos da antropologia em Portugal na década   de 1970” e dá-nos conta de uma alteração do paradigma focado na harmonia para   um novo, centrado nas desigualdades e conflitos, e das conturbadas vicissitudes   da disciplina naqueles anos igualmente conturbados, com uma experimentada visão   “por dentro” tão típica dos antropólogos. Sobre a pulverização dos anos 80,   temos o testemunho de Miguel Vale de Almeida, “Com um pé dentro e outro fora: reflexões   pessoais sobre a geração dos <i>eighties</i>”<i>. </i>Eram tempos de ressurgimento da   antropologia, de busca de novos rumos alternativos e de uma consolidação   equilibrada e isenta da disciplina. Questionando e desbravando o próprio país   “como o banal da vida corrente”, ao mesmo tempo iniciava-se o tecer das teias   da antropologia portuguesa com redes mais vastas, nomeadamente a europeia e a   lusófona. A almejada consolidação da   antropologia é-nos explicada por Cristiana Bastos. O seu contributo sobre “A   década de 1990: os anos da internacionalização” elucida-nos relativamente ao   esforço que foi feito pelos antropólogos portugueses da sua geração no sentido   de fortalecer os caminhos já traçados sobretudo no rumo continental, marcado   pela fundação da European Association of Social Anthropologists (EASA), e no   transcontinental, repensando criticamente e numa perspetiva pós-colonial os   sentidos do império e da lusofonia como contraponto de afirmação face à Europa   e ao mundo e face ao predomínio anglófono que se instalou nas academias.   Reportando-se à mesma altura, Manuela Ivone Cunha elabora uma análise das   “Linhas de redefinição de um objeto: entre transformações no terreno e   transformações na antropologia”, relativa à historicidade do etnógrafo e do   etnografado, à qual acrescenta o contexto teórico em que ambos se enquadram, e   usando os espaços de reclusão feminina como <i>locus </i>de investigação. Finalmente, a entrada no novo milénio coloca os   antropólogos em busca de novos rumos, procurando responder aos desafios e   tendências do século&nbsp;XXI e abrindo a investigação não só às áreas   temáticas centrais da antropologia, mas renovando-as com os debates contemporâneos marcados pelo eixo tradição-modernidade em contextos culturais e sociais diversos. Assim, Maria de Fátima Amante fala “Das   fronteiras como espaço de construção e contestação identitária às questões da   segurança” e Xerardo Pereiro “Da antropologia à antropologia aplicada ou a   afirmação da disciplina no Norte de Portugal”, o primeiro dedicado a um olhar   crítico sobre os condicionalismos em que as fronteiras nacionais são mantidas   ou suprimidas pelo Estado, através de uma experiência de terreno cunhada pela   proximidade, na raia luso-espanhola, e   o segundo ilustrando os modos como se expande e afirma a antropologia aplicada   e implicada no Norte do país.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram deste modo compiladas todas as   contribuições e alinhadas pelas diferentes gerações de antropólogos, permitindo   criar um “dossiê” emblemático da antropologia portuguesa nos últimos 50 anos,   cuja importância justificou que fosse proposta a sua publicação à revista <i>Etnográfica</i> e que se espera venha a   contribuir, de algum modo, para o conhecimento da história da antropologia em   Portugal e permita uma reflexão centrada no futuro. Numa altura em que o país   atravessa crises profundas e se dá “uma espécie de destruição criativa […],   esperando que, das cinzas, nasça algo de novo”, como afirmou Manuel Sobrinho   Simões, parece ser oportuna tal reflexão, já que “Na ciência, não nasce”, diz o   mesmo investigador, nem nada se produz sem um esforço concertado.<a style='mso-footnote-id:ftn2' href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>[2]</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">AREIA, M.L. Rodrigues de, 1986, “A investigação e ensino da antropologia em Portugal após o 25 de Abril”, <i>Revista Crítica de Ciências Sociais</i>, 18-19-20: 139-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S0873-6561201400020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LEAL, João, 2006, <i>Antropologia em Portugal: Mestres, Percursos, Transições</i>. Lisboa,   Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S0873-6561201400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PEREIRA, Raúl da Silva, 1965, “Investigação   social em Portugal: organismos e instituições”, <i>Análise Social</i>, III (9-10):&nbsp;160-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S0873-6561201400020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">QUINTINO, Maria Celeste, 2004, <i>Revisão de Agendas Etnográficas: Convés,   Varandas, Aldeias e Cidades</i>. Lisboa, ISCSP-UTL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S0873-6561201400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STOCKING Jr., George, 1982, “Afterword: a   view from the center”, <i>Ethnos</i>, 4:   172-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S0873-6561201400020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a>       Portaria n.º 19.137, de 21 de abril de 1962, <i>Diário do Governo</i>, n.º 90/62, série I.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a style='mso-footnote-id:ftn2' href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a>       Cf. entrevista publicada no   jornal <i>Público</i>, “Este Governo fez uma   espécie de destruição criativa: rebentou com tudo”, 22 de novembro de 2013.</font></p>      ]]></body><back>
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