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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[At the end of the sixties, the author decided to study Anthropology, having made acquaintance with Prof. Jorge Dias and his team at the Centro de Estudos de Antropologia Cultural (CEAC). In 1970 he joined this team and, in 1971, he finished and submitted his graduating dissertation, a community study of Fuzeta, a fishing village in the Algarve. In 1972, for several months, he gathered data for an ethnological report on the Tawara of the Zambezi valley, a people that lived in the area to be flooded by the Cabora Bassa dam; this work was later published in 1976. In 1973 he studied at the London School of Economics, seeking to further his knowledge on the ecological approach in the study of human populations. In 1974, in view of the lack of professional perspectives, he quit the CEAC, although he kept lifelong bonds of friendship with the CEAC team.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">MEM&Oacute;RIA</font></b></font></p> <font face="Verdana">     <p align="right">&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Memória do Centro de Estudos de Antropologia Cultural</b></font></p> <font face="Verdana">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Centro de Estudos de Antropologia Cultural: a brief memory</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Carlos Ramos Oliveira</b></font><font face="Verdana"><b><font size="2"><sup>I</sup></font></b><font size="2"></font></font></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="2"><sup>I</sup></font></b><font size="2"></font></font><font size="2" face="Verdana">Portugal. e-mail:  <a href="mailto:carlosoliveir21@hotmail.com">carlosoliveir21@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No final dos anos 60 o autor decidiu estudar antropologia,   tendo travado conhecimento com o Prof. Jorge Dias e a sua equipa do Centro de   Estudos de Antropologia Cultural (CEAC). Integrado nessa equipa desde 1970,   concluiu e apresentou a sua dissertação de licenciatura em 1971, um estudo de   comunidade da Fuzeta, no Algarve. Em 1972, ao longo de vários meses, na zona a   ser inundada pela barragem de Cahora Bassa, efetuou um levantamento etnográfico   sobre os tauaras do Vale do Zambeze, trabalho que veio a ser publicado em 1976.   Em 1973, como bolseiro do British Council, frequentou a London School of   Economics, com o objetivo de aprofundar conhecimentos no âmbito da abordagem   ecológica de populações humanas. Em 1974, a ausência de perspetivas   profissionais levou-o a deixar o CEAC, a cuja equipa, contudo, permaneceu ligado por fortes laços de amizade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> CEAC, Jorge Dias, Fuzeta, tauaras, London School of Economics</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">At the end of the sixties, the author decided to study Anthropology,   having made acquaintance with Prof. Jorge Dias and his team at the Centro de Estudos de Antropologia Cultural   (CEAC). In 1970 he joined this team and, in 1971, he finished and submitted his   graduating dissertation, a community study of Fuzeta,   a fishing village in the Algarve. In 1972, for several months, he gathered data   for an ethnological report on the Tawara of the Zambezi   valley, a people that lived in the area to be flooded by the Cabora Bassa dam; this work was   later published in 1976. In 1973 he studied at the London School of Economics,   seeking to further his knowledge on the ecological approach in the study of human   populations. In 1974, in view of the lack of professional perspectives, he quit   the CEAC, although he kept lifelong bonds of friendship with the CEAC team.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> CEAC, Jorge Dias, Fuzeta, Tawara, London School of Economics</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Final dos anos 60.   Naquele tempo, estava eu sem saber o que fazer com a vida. Regressado do distante Timor, ficara um “doente” da   ilha do sândalo. Achava Portugal completamente desinteressante e só me apetecia   partir. Para longe, algures nos trópicos, onde outros mundos e outras vivências   me chamavam. Vejo então notícia da criação, no ISCSPU (Instituto Superior de   Ciências Sociais e Política Ultramarina), do curso de licenciatura em   Antropologia, o primeiro em Portugal, e a possibilidade de viajar por esses   mundos a partir do conhecimento científico apontou-me decisivamente o caminho.   Foi assim, por via de uma motivação, digamos, algo romântica, que cheguei à   antropologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A figura inspiradora do curso era o professor   Jorge Dias, português do mundo e renovador dos estudos de antropologia em   Portugal. A sua simplicidade e encanto pessoal cativavam desde o primeiro   contacto. As suas aulas, sempre cheias, diziam de um mestre autêntico. Era   também diretor do Centro de Estudos de Antropologia Cultural (CEAC) e do Centro   de Estudos de Etnologia Peninsular (CEEP), onde tinha a colaboração de   companheiros e amigos de uma vida: Margot Dias, sua mulher, Fernando Galhano,   Ernesto Veiga de Oliveira, Benjamim Pereira e António Carreira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devo ao professor João Pereira Neto a   oportunidade de conhecer de perto essa equipa, com quem a empatia foi imediata,   o que permitiu que, antes mesmo de concluir o curso, estivesse já a trabalhar   no CEAC, no Palácio Vale Flor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na altura, Jorge Dias e Margot Dias   centravam-se, ainda, na conclusão da obra monumental sobre os macondes de   Moçambique (Dias 1964; Dias e Dias 1964, 1970). Fernando Galhano, a par da   elaboração e participação em estudos de cultura material, tinha a seu cargo a   conservação do acervo do Museu de Etnologia, anexo ao CEAC, ainda não aberto ao   público. Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira continuavam o seu   incessante e ciclópico trabalho de pesquisa no âmbito da etnografia portuguesa.   António Carreira, a quem cabia assegurar as tarefas administrativas e   burocráticas, prosseguia em paralelo trabalhos de investigação sobre questões   de natureza etnográfica e histórica, com especial incidência em Cabo Verde e na   Guiné. Os dias decorriam numa atmosfera brilhante, de entusiasmo pelo trabalho   e pelo conhecimento, e de amizade profunda e antiga, celebrada todos os dias   nos almoços na famosa tasca das “cadelinhas”, do Alto de Santo Amaro,   afetuosamente rebatizada de “Ritz” e palco de momentos inesquecíveis na memória   da equipa de Jorge Dias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que me respeita, quando ingressei no CEAC estava   já a efetuar o trabalho de campo para a dissertação de licenciatura, a qual   consistia num estudo de comunidade da Fuzeta, no Algarve, trabalho que   prossegui até à sua conclusão. Recordo o esforço para enquadrar conceptualmente   a realidade empírica com que contactava todos os dias durante o trabalho de   campo e para produzir um modelo organizacional coerente com aquela realidade.   Recordo, igualmente, o principal erro que cometi, com a minha falta de   experiência, ao tratar a questão da estratificação social, forçando-me a   integrá-la numa visão teórica de classes, quando a diferenciação entre as   condições de “marítimo” e “terrestre” tinha muito mais a ver com a realidade –   erro que tive oportunidade de corrigir em trabalhos posteriores e, desde logo,   no próprio título de uma comunicação apresentada num seminário sobre teoria   antropológica realizado no Departamento de Antropologia da London School of   Economics, e que utilizei como sumário em inglês da publicação da dissertação – <i>Land and Sea as Categories in the Social     Organization of a Portuguese Village</i>.<a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Decisivo para a minha formação teórica foi, na   altura, o encontro com Twig Johnson, antropólogo americano que viera a Portugal   realizar trabalho de campo em Cabanas de Tavira, para o seu doutoramento em Columbia.   Discípulo de Marvin Harris, deu-me a conhecer a poderosa obra teórica deste   antropólogo americano, em particular na área da história do pensamento   antropológico e do chamado materialismo cultural, a qual, de forma profunda e   definitiva, moldou a minha visão da causalidade sociocultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1971, Jorge Dias, que fora incumbido da   coordenação da investigação antropológica na área a ser inundada na sequência   da construção da barragem de Cahora Bassa, mas a quem faltavam já a saúde e o   vigor para ir para o terreno, perguntou-me se estaria disponível para ir até   Moçambique realizar o levantamento etnográfico possível. Aceitei de imediato,   entusiasmado com a perspetiva de realizar trabalho de campo em África e viver   uma experiência que tanto ambicionava. De entre os grupos étnicos que habitavam   na zona em causa, optei pelos tauaras, de longe o mais numeroso e com algumas   características que me interessavam particularmente, como as diferentes   adaptações decorrentes da proximidade ou afastamento do rio Zambeze. A situação   de guerra, que então ocorria já na região, dificultou bastante, sem contudo   impedir totalmente, a realização da pesquisa de campo, que teve lugar durante   duas permanências no terreno, num total de cerca de quatro meses, em 1972. O   estudo resultante, uma monografia intitulada <i>Os Tauaras do Vale do Zambeze</i>, ficou concluído em 1973, não sendo a   sua publicação considerada oportuna, na altura, pela Junta de Investigações   Científicas do Ultramar, razão por que apenas em 1976 veio a ter lugar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1973 tive ainda a preciosa oportunidade,   como bolseiro do British ­Council, de frequentar a London School of Economics,   para realizar pesquisa e aprofundar conhecimentos na área da abordagem   ecológica no estudo de populações humanas. Para além de tudo, foi decisivo para   perceber o que podia ser o funcionamento e a vida de um departamento de   antropologia numa escola de referência, o debate vivo e fecundo, a troca de   ideias e experiências, a produção académica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse mesmo ano, subitamente, faleceu Jorge   Dias. Regressado da minha permanência em Londres, as perspetivas profissionais   apresentavam-se desanimadoras e os problemas com a publicação do trabalho sobre   os tauaras também não ajudavam. No início de 1974 deixei o CEAC, mas a   lembrança dos luminosos tempos partilhados com a inesquecível equipa de Jorge   Dias ficarão comigo enquanto viver.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DIAS, Jorge, 1964, <i>Os Macondes de Moçambique, </i>vol. I:<i> Aspectos Históricos e   Económicos</i>. Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0873-6561201400020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DIAS, Jorge, e Margot DIAS, 1964, <i>Os Macondes de Moçambique, </i>vol. II:<i> Cultura Material</i>. Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S0873-6561201400020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DIAS, Jorge, e Margot DIAS, 1970, <i>Os Macondes de Moçambique, </i>vol. III:<i> Vida Social e Ritual</i>. Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S0873-6561201400020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OLIVEIRA, Carlos Ramos de, 1976, <i>Os Tauaras do Vale   do Zambeze</i>. Lisboa, Junta de Investigações Científicas do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S0873-6561201400020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a>       A publicação, prevista para dois números consecutivos da <i>Revista de Estudos Políticos e Sociais</i> do então ISCSPU, foi interrompida após o primeiro daqueles números, na sequência do 25 de Abril. Assim,   o texto integral da dissertação apenas foi publicado em separata, com uma   tiragem de 50 exemplares.</font></p>      ]]></body><back>
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