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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da antropologia à antropologia aplicada ou a afirmação da disciplina no Norte de Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The difference between anthropologists and other science professional’s lies less in its subject matter and method than in its place in the economic process of production. From this perspective - a political economy of science -, I want to reflect on the process of expansion and assertion of anthropology (applied and implied) in Northern Portugal, from the late 1990s. I propose a reflection on my own biographical experience, covering cases from the University Fernando Pessoa (UFP) and the University of Trás-os-Montes and Alto Douro (UTAD). My perspective is that of the institutionalization of anthropology in Northern Portugal, regarding teaching, research and intervention. The text illustrates how different institutional processes lead to the development of different anthropologies, to a greater or lesser centrality of the academic offer and different public and social roles.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana"><b><font size="2">MEM&Oacute;RIA</font></b></font></p>   <font face="Verdana">       <p align="right">&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Da antropologia à antropologia aplicada ou a afirmação da disciplina no Norte   de Portugal</b></font></p>   <font face="Verdana">       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>From anthropology to applied anthropology or the affirmation of the discipline in Northern Portugal</b></font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Xerardo Pereiro</b></font><font face="Verdana"><b><font size="2"><sup>I</sup></font></b><font size="2"></font></font></p>     <p><font face="Verdana"><font size="2"><sup>I</sup></font></font><font size="2" face="Verdana">Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (Cetrad), Universidade de Trás-os-Montes e   Alto Douro (UTAD), Portugal. e-mail: <a href="mailto:xperez@utad.pt">xperez@utad.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diferença entre antropólogos e outros profissionais da     ciência está menos no seu objeto de estudo e método do que no seu lugar no     processo económico de produção. A partir desta perspetiva – uma economia     política da ciência – pretendo refletir sobre o processo de expansão e     afirmação da antropologia (aplicada e implicada) no Norte de Portugal, desde     finais da década de 1990. Para isso proponho uma reflexão sobre a minha própria     experiência biográfica, abordando os casos da Universidade Fernando Pessoa     (UFP) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), numa ótica de     análise da institucionalização da antropologia no Norte de Portugal, quanto à   docência, investigação e intervenção.     O texto ilustra como diferentes processos institucionais conduzem ao desenvolvimento     de diferentes antropologias, a uma maior ou menor centralidade da sua oferta académica e a diferentes papéis sociais públicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> antropologia aplicada, ensino superior, Norte de Portugal, UFP, UTAD</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The difference between anthropologists and other     science professional’s lies less in its subject matter and method than in its     place in the economic process of production. From this perspective – a political     economy of science –, I want to reflect on the process of expansion and     assertion of anthropology (applied and implied) in Northern Portugal, from the     late 1990s. I propose a reflection on my own biographical experience, covering     cases from the University Fernando Pessoa (UFP) and the University of Trás-os-Montes and Alto Douro     (UTAD). My perspective is that of the institutionalization of anthropology in     Northern Portugal, regarding teaching, research and intervention. The text     illustrates how different institutional processes lead to the development of     different anthropologies, to a greater or lesser centrality of the academic   offer and different public and social roles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> applied anthropology, higher education, Northern Portugal, UFP, UTAD</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote><font size="2" face="Verdana">“… o contexto local     deve se transformar num laboratório a ser explorado, considerando-se seus     problemas e história: é dele que deve emergir a ‘vocação’ pretendida pelo curso, onde colaboram docentes e discentes” (Tavares 2010: 59).</font></blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na década de 1990 em     Portugal, assiste-se à abertura de licenciaturas e unidades curriculares de     antropologia em muitas instituições do ensino superior fora dos centros     universitários de Lisboa e Coimbra, espaços centrais da prática antropológica     portuguesa.<a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a> Por um lado,     este processo é favorecido pelo crescimento económico derivado da entrada de     Portugal na antiga CEE (Comunidade Económica Europeia) e, por outro, pelo     aumento do número de antropólogos formados na academia portuguesa e noutros     países e respetiva integração profissional em instituições de ensino e   investigação do país.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta expansão e o seu crescimento associado     foram desenvolvidos, nalguns casos no Norte de Portugal, sob a noção de antropologia aplicada (Pereiro e Mendes 2005), como forma de diferenciação     social de uma antropologia interventiva nos assuntos e problemas públicos.     Estou a referir-me aos casos da Universidade Fernando Pessoa e da Universidade     de Trás-os-Montes e Alto Douro; a primeira, uma universidade privada sediada no     Porto (litoral) e a segunda, uma universidade pública sediada no interior norte   (em Vila Real, com polos em Chaves e Miranda do Douro).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora não exista um consenso sobre a noção de     antropologia aplicada (cf. Foster 1969; Bastide 1972; Van Willigen 1986; Eddy e     Partridge 1987; Chambers 1985; Stull e Schensul 1987; Guerrero 1997; Ervin     2000; Goldman 2000; Podolefsky e Brown 2001; Tommasoli 2003; Pereiro e Mendes     2005; Olivier de Sardan 2005), podemos defini-la a partir do exercício     antropológico de aplicação de dados, perspetivas, teorias e métodos para     identificar, avaliar e contribuir para a resolução de problemas socioculturais.     Ela corresponde a uma antropologia em ação, à prática de uma investigação-ação     ou uma ação-investigação, não desenvolvida propriamente para uma instituição     académica – universitária –, mas para organizações sociais não académicas (por   exemplo, empresas, governos, administrações públicas, ONGD, associações, etc.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No texto que se segue analiso algumas formas     de produzir antropólogos profissionais (Guedes 2004) e a institucionalização da     antropologia aplicada na Universidade Fernando Pessoa e na Universidade de     Trás-os-Montes e Alto Douro, e assinalo casos vivenciados por mim através da     minha carreira docente e de investigação nessas duas instituições de ensino     superior. Pelo caráter limitado deste texto e refletindo a minha própria     vivência, o espaço dedicado à experiência da UTAD será mais alargado. Depois de     analisar estes dois casos, apresento uma leitura pessoal da situação atual da     antropologia no ensino superior do Norte de Portugal; finalmente esboço umas     conclusões que assinalam as diversidades nos processos de reprodução social do     conhecimento antropológico e da sua institucionalização universitária. Por     questões de falta de espaço neste texto e também de menor conhecimento meu, não     vou abordar outros casos como os da Universidade Aberta (campus do Porto) ou da   Universidade do Minho, organizações nas quais houve uma institucionalização relativamente importante da antropologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><b><font size="3">A antropologia na Universidade Fernando Pessoa</font></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1990 foi criado (Portaria n.º   909/90, de 27 de setembro), no Instituto Erasmus de Ensino   Superior, o curso de antropologia, sendo posteriormente integrado como   licenciatura na Universidade Fernando Pessoa (UFP), fundada através da fusão,   em 1994-95, desse Instituto com o ex-Instituto Superior de Ciências da   Informação e da Empresa (ISCIE), cujo interesse público foi reconhecido   oficialmente pelo Ministério da Educação em 1996 (Decreto-Lei n.º   107/96, de 31 de julho). O curso funcionou quase durante uma   década e o último ano em que foram admitidos alunos na licenciatura em   Antropologia da UFP foi em 1998-99. O curso foi reestruturado em 2001, sem   chegar a entrar em vigor, e suspenso em 2003-2004, devido ao decréscimo na entrada   de alunos, o que podemos observar no <a href="#q1">quadro 1</a>, comparativo sobre os candidatos aos cursos de antropologia em Portugal.</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/etn/v18n2/18n2a15q1.jpg" width="571" height="418"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O curso de licenciatura da UFP foi o primeiro curso de   Antropologia em Portugal a dar mais importância à dimensão aplicada da   disciplina. Em 2003 foi criado o mestrado em antropologia (não abrindo,   todavia), e, na mesma altura, abriu o curso de pós-graduação em intervenção   humanitária, dirigido por Paulo Castro Seixas e ligado à sua experiência de   investigação em Timor e na direção da ONGD Médicos do Mundo (delegação do   Porto). Esta última formação, que posteriormente se converteu num mestrado,   representou uma reinvenção da antropologia pelo caminho das suas   aplicabilidades e da sua articulação e diálogo interdisciplinar com outras   ciências sociais como a sociologia e não só.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os antropólogos que protagonizaram este   projeto foram, entre outros, Paulo Castro Seixas, Paula Mota Santos, Álvaro Campelo,   Alcinda Cabral e Daniel Seabra. Todos eles, com exceção de Daniel Seabra   (ex-aluno do curso de antropologia da UFP), tinham uma   formação antropológica internacional (em Espanha, França e Reino Unido). A minha   participação no projeto da UFP iniciou-se em meados dos anos 1990, colaborando   na sua revista <i>Antropológicas</i>, e no   ano escolar de 1997-98 fui docente de Antropologia Urbana no 4.º ano da licenciatura em Antropologia. Importa relembrar que este projeto significou uma tentativa de construir um núcleo   antropológico diferenciado no país em relação à hegemonia científica dos   centros antropológicos de Lisboa (ISCTE, FCSH-UNL e ISCSP). Como parceiros   deste projeto estavam as Edições Fernando Pessoa e, parcialmente, a SPAE   (Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia), símbolo de uma tradição antropológica nortenha muito ligada à arqueologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma outra etapa do processo foi a criação do   Centro de Estudos em Antropologia Aplicada (CEAA) em 1999, avaliado na altura   pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia com a classificação de “Bom”. A   implementação do centro pressupunha a afirmação de uma investigação   antropológica ligada a uma antropologia administrativa (Spradley e McCurdy 1980   [1975]), a uma antropologia para o desenvolvimento (Carmo 1999; Giménez Romero <i>et al</i>. 1999; Escobar 2000) e a uma   antropologia em ação (Van Willigen 1986; Greenwood 2002). As linhas principais   de trabalho do centro foram as do património cultural e desenvolvimento,   museus, ajuda humanitária, cooperação para o desenvolvimento, urbanismo e   planificação urbana, associativismo e organizações locais de desenvolvimento. O   CEAA fechou em 2007 e passou a Centro de Estudos Culturais, da Linguagem e do   Comportamento (Ceclico), tendo perdido a sua natureza disciplinar e passado a   pluridisciplinar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns exemplos do envolvimento da   investigação da Universidade Fernando Pessoa foram os da sua cooperação com o   Ecomuseu do Barroso, a ONGD Médicos do Mundo ou a candidatura a património   imaterial da ­humanidade da cultura oral galaico-portuguesa. Estes exemplos   mostram a ênfase interventiva e aplicativa de teorias, métodos e técnicas   antropológicas nas problemáticas sociais contemporâneas. A sua ligação com a   Galiza e as suas instituições de cariz antropológico (por exemplo,   departamentos universitários de antropologia, a Associação Galega de   Antropologia, o Museu do Povo Galego, etc.) são outro dos traços distintivos   deste projeto de institucionalização de uma antropologia aplicada a Norte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um outro importante papel público da   antropologia da UFP foi o da intensa dinâmica de organização de congressos de   antropologia; por exemplo, o VI Congresso Internacional de Estudantes de   Antropologia (celebrado em 1998 e pela primeira vez de âmbito ibérico), o   seminário “Cultura e Arquitetura” (celebrado em 1997), e as jornadas sobre   exclusão e racismo (em 1997). Porém, este papel público não evitou que as   “razões do mercado” servissem para motivar a suspensão da licenciatura em   Antropologia da UFP. Coincidindo com um período de recessão económica de Portugal,   que se arrasta até hoje, os interessados em estudar antropologia optaram por   procurar universidades públicas, como podemos comprovar no <a href="#q1">quadro</a> acima   apresentado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, e apesar desta situação, os   antropólogos da UFP reinventaram a antropologia e o seu exercício profissional   universitário num processo de adaptação à nova situação; e criaram uma   licenciatura em Estudos Culturais com maior atratividade de alunos e   encaixaram-se nalguns mestrados com uma ênfase aplicada e interventiva, como o   da formação em Intervenção Humanitária.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><b><font size="3">A antropologia aplicada no Polo da UTAD em Miranda do Douro</font></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Em outubro de 1998 entraram em funcionamento a licenciatura em Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento e   uma outra em Trabalho Social no polo da UTAD em Miranda do Douro, criado nesse   mesmo ano. A criação deste polo correspondeu à política de expansão da UTAD em   Trás-os-Montes e em particular no distrito de Bragança, saindo assim da sua   sede central em Vila Real e complementando-se o polo de Chaves (fronteira com a   Galiza) com um terceiro espaço de ensino superior na fronteira com Zamora (Castela e Leão). No mapa da <a href="#f1">figura 1</a> podemos ver a localização geográfica relativa dos três polos da UTAD.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/etn/v18n2/18n2a15f1.jpg" width="571" height="382"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Miranda do Douro era em finais da década de   1990 uma pequena cidade situada na fronteira com a região de Castela e Leão   (Espanha), com pouco mais de 2500 habitantes. O projeto político de criação de   um polo universitário neste concelho com cerca de 10.000 habitantes representou   uma experiência e um ensaio de desenvolvimento comunitário local, no qual teve   muita importância o uso social da antropologia e o papel dos antropólogos, como   veremos a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A criação da licenciatura em Antropologia   Aplicada ao Desenvolvimento foi feita por Despacho da Reitoria da UTAD n.º 6553/97 (publicado no <i>Diário da República</i>, n.º 195, 2.ª série, de 25 de agosto de 1997),   tendo sido proposta pelo psicólogo José Vasconcelos Raposo, hoje professor   catedrático de psicologia na UTAD, durante o mandato do reitor José Manuel   Torres Pereira. Importa sublinhar que esta criação foi feita de forma paralela   ao tradicional enquadramento departamental, gerando uma tensão conflitual com o   Departamento de Economia e Sociologia da UTAD, o departamento por excelência   das ciências sociais. Antes de 1997, a disciplina de antropologia era oferecida   nalguns cursos da UTAD ligados à gestão agrária, sendo ministrada pela   antropóloga ­Amélia Frazão Moreira, hoje professora da Universidade Nova de   Lisboa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os primeiros anos da licenciatura em   Antropologia foram marcados pelas difíceis e exigentes condições colocadas à   entrada de alunos, o que levou a que nos dois primeiros anos tivéssemos poucos   alunos de Antropologia (também comparativamente com Trabalho Social). A mudança   nas condições de acesso dos alunos ao curso permitiu que no terceiro ano do   projeto aumentasse a sua procura, com uma destacada feminização da demanda. O   acréscimo da procura por parte de alunos permitiu a contratação e a construção   de uma equipa de jovens antropólogos (Paulo Mendes, Pedro Silva, Octávio   Sacramento, Luzia Oca, Humberto Martins, Xerardo Pereiro), com formação   internacional em Portugal, Espanha, Reino Unido e Itália.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com destaque para a etiqueta de “antropologia   aplicada”, e com o polémico epíteto de “desenvolvimento” associado, a construção   da especificidade do curso pela sua aplicabilidade e intervenção social   contribuiu para o aumento da diversidade da antropologia portuguesa,   colocando-a não apenas no plano da análise e interpretação cultural, mas também   no plano da reflexão crítica e orientação da mudança sociocultural:</font></p>     <blockquote><font size="2" face="Verdana">“Os estudantes de Antropologia Aplicada conhecerão e utilizarão as   ferramentas de investigação etnográfica, mas também aplicarão estas no desenho,   execução e avaliação de projetos de desenvolvimento e outros (a título de   exemplo, em áreas tão díspares quanto Saúde e Ambiente, Turismo e Integração   Social ou Museologia e Urbanismo)” [texto de divulgação do curso].</font></blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, durante os primeiros anos de existência do curso e do polo, existiram duas formas diferentes de entender   a antropologia aplicada. Uma primeira, a do Prof. Dr. José Vasconcelos Raposo   (mentor do curso), projetava a antropologia aplicada como oposta e separada da   antropologia (dita académica), do ponto de vista teórico, metodológico e da sua   intervenção sobre o mundo. Neste sentido, segundo o próprio, a luta pelo   reconhecimento da antropologia aplicada significava uma rutura com as   genealogias antropológicas convencionais, com vista à construção de uma outra   nova. A segunda, abraçada pelo grupo de antropólogos acima citados, entendia a   antropologia aplicada como estando intimamente ligada ao corpus   teórico-metodológico e ao projeto humanístico da antropologia. Portanto,   considerávamos a polaridade entre antropologia aplicada e antropologia   académica como uma falsa dicotomia, reconhecendo também que toda a antropologia   é implicada e aplicável na reflexão e construção de modos de viver humanos.   Paralelamente, existia nos nossos debates permanentes uma forte preocupação   ética com a intervenção da antropologia e com as saídas profissionais e a   empregabilidade dos licenciados em Antropologia, para além da própria academia.   Um exemplo que projeta este argumento pode ser reconhecido nas potenciais   saídas profissionais para os licenciados em Antropologia Aplicada indicadas na   divulgação oficial do curso da UTAD:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="Verdana">agências de desenvolvimento;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">museus     e ecomuseus;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana">fundações     culturais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">entidades     regionais de turismo;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">escolas     secundárias;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">parques     naturais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">organizações     associativas;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">câmaras     municipais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">corpo     diplomático;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">centros     de saúde e hospitais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">organizações     não governamentais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">organizações     governamentais, sobretudo nas áreas de ação social e cooperação internacional;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana">universidades     públicas e privadas, universidades populares e sénior;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">empresas,     inclusive gabinetes de arquitetura, consultores turísticos, etc.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais áreas de atuação e tipos de trabalho a serem desempenhados   pelo licenciado em Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento, tal como indicado   também nos documentos de divulgação do curso da UTAD, seriam as seguintes:</font></p> <ul>       <li><font size="2" face="Verdana">antropologia e gestão cultural;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">minorias   étnicas e integração social;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">saúde;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">planificação     urbana e desenvolvimento local;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">avaliação     de necessidades;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">património     cultural e turismo;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana">ensino     e educação em contextos formais, informais e não formais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">antropologia     visual;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">estudos     de mercado e de <i>mass media</i>;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">publicidade;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">assessoria     e consultoria;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">ambiente     e ordenamento do território.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="Verdana">Depois de um período inicial de desenvolvimento do polo (1998-2002), Vasconcelos Raposo, pró-reitor   no mesmo, foi substituído por Chris Gerry, catedrático de economia do   desenvolvimento da UTAD. Este último liderou um processo de construção de um   corpo docente qualificado, de reestruturação da oferta educativa, de integração   dos docentes em departamentos e centros de investigação da UTAD, de   internacionalização, e de envolvimento com a comunidade mirandesa e   fronteiriça. Este envolvimento foi realizado através da construção de um   relacionamento participativo com a comunidade local, que acabou por se   apropriar da universidade como sua, algo que se produziu em breve tempo, graças   a uma atitude antropológica de colaboração institucional e de procura de   soluções para os problemas da região (por exemplo, o despovoamento e o   envelhecimento).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Posto isto, importa dizer que no polo de   Miranda do Douro formámos 130 alunos em Antropologia Aplicada ao   Desenvolvimento e várias centenas de trabalhadores sociais com formação   específica em áreas da antropologia (Pereiro 2002). No <a href="#q2">quadro 2</a> apresentamos   alguns dados da evolução do número de formandos em Antropologia.</font></p>     <p><a name="q2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/etn/v18n2/18n2a15q2.jpg" width="571" height="373"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como podemos ver no <a href="#q2">quadro 2</a>, depois de 2003-2004   verifica-se um decréscimo do número de alunos candidatos ao curso de   Antropologia ­paralelamente a uma drástica redução do número de entradas, que   ocorre muito pelo aumento da oferta de vagas dos cursos de Antropologia   sediados em Lisboa e Coimbra e pelo relativo carácter periférico do curso e do   polo no contexto geográfico e do ensino superior em Portugal. Estes factos   foram determinantes (mas não exclusivos) na decisão da UTAD de suspender o   curso de Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento e de transferir o curso de   Trabalho Social (agora Serviço Social), com uma permanente boa entrada de   alunos, para Vila Real. Além destes factos, questões de política universitária   da UTAD e de política nacional da rede universitária favoreceram estas   mudanças.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estratégias de ensino-aprendizagem da   antropologia no polo de Miranda do Douro, efetivamente de pequena dimensão,   focaram-se: (a) no ensino personalizado e na antropologia em ação – trabalho de   campo implicado e aplicado quase permanente dos alunos; (b) no contágio do   exotismo da região e na inovação sobre a tradição; (c) no impacto positivo na   comunidade local e transfronteiriça, através de protocolos, relações de   cooperação e cumplicidade com organizações, nas quais estão incluídas câmaras   municipais, museus, associações de vária índole e juntas de freguesia; (d) na   internacionalização por meio do estabelecimento de mais de 30 acordos   Sócrates-Erasmus com outras universidades (<i>e</i>.<i>g</i>. Universitat Rovira i Virgili,   Universitat de Barcelona, Universidade de Santiago de Compostela, Universidade   de Sevilha, Universidade de Valladolid e Euskal Herriko Universitatea, em   Espanha; Universidade de Lodz, na Polónia; Università della Sapienza, em   Itália); (e) no estabelecimento de protocolos como outros departamentos de   antropologia (<i>e</i>.<i>g</i>. Universidade de Louisville, nos   Estados Unidos); (f) em ligações e relações privilegiadas com todos os   departamentos de antropologia portugueses: ISCTE, FCSH-UNL,   ISCSP/UTL e FCT/UC; e (g) na organização de eventos   e reuniões científicas, servindo de reforço e complemento da formação dos   nossos estudantes, além do seu contributo para o intercâmbio científico, para a   criação de redes e a concretização de um campus transfronteiriço e   transnacional (<i>e</i>.<i>g</i>. VII Congresso Internacional de   Estudantes de Antropologia, Jornadas de Antropologia Aplicada, Congresso   Leituras Antropológicas de Trás-os-Montes, Cursos de Língua e Cultura   Mirandesas, etc.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No sentido que apontamos, na nossa relação com   as outras universidades portuguesas e espanholas, a licenciatura em   Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento serviu como espelho para pensar   criticamente o ensino da antropologia no ensino superior e algumas   reestruturações e redefinições de cursos (por exemplo os da Universidade Nova   de Lisboa e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do mesmo modo, é preciso assinalar a   importância de alguma investigação antropológica focada sobre as problemáticas   transfronteiriças, o desenvolvimento local, o património cultural e o turismo.   Esta investigação foi reforçada através da colaboração com a Asociación   Etnográfica Bajo Duero, de Zamora, e a sua revista <i>O Fiadeiro/El Filandar</i>, que acabou por integrar   publicações em espanhol, português e mirandês – segunda língua oficial de   Portugal, ligada ao astur-leonês – e tendo uma coordenação hispano-lusa. Esta   cooperação permitiu construir pontes intelectuais entre os dois lados da   fronteira e entre discursos antropológicos, literários e folcloristas. Alguns   destes projetos e exercícios de investigação antropológica estão detalhados no <a href="#q3">quadro 3</a>.</font></p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/etn/v18n2/18n2a15q3.jpg" width="570" height="704"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste relato sobre a experiência de Miranda do   Douro é de apontar ainda que a licenciatura em Antropologia Aplicada foi   reestruturada em 2004-2005. No entanto, em 2006-2007 a abertura de novas vagas   foi suspensa por decisão da reitoria da UTAD e o primeiro ano deixou de receber   alunos; em 2009 o curso foi novamente reestruturado e adequado a Bolonha (ver <i>Diário da República</i> n.º 134, 2.ª série,   13 de Julho de 2010, Despacho da UTAD n.º 11426/2010,   pp.&nbsp;37701-37704). Embora não tenha ainda voltado a abrir vagas, é   relevante o objetivo definido no artigo 3.º deste despacho, e que mostra que   tipo de antropologia se pretende ensinar e qual o modo de usar a antropologia aplicada – seguindo basicamente as orientações da reestruturação anterior:</font></p>     <blockquote><font size="2" face="Verdana">“O 1.º ciclo em Antropologia Aplicada da UTAD visa formar antropólogos   ministrando uma formação teórico-prática que se sedimente como base fundamental   para futuros desempenhos profissionais, logo completada com uma formação   especializada em mestrados e doutoramentos. A formação em Antropologia Aplicada   tem como base os corpos teóricos da Antropologia acumulados nos dois últimos   séculos e as metodologias de investigação qualitativa e quantitativa em   Ciências Sociais. Esta formação visa a aplicação do conhecimento antropológico   em íntima colaboração com as populações e os grupos humanos com os quais o   antropólogo trabalha (isto é, segundo uma lógica em que deve predominar uma   gestão participada entre os diferentes saberes).    <br>   Os estudantes desta licenciatura conhecerão e   utilizarão as ferramentas de investigação etnográfica, mas também aplicarão   estas no desenho, execução e avaliação de projetos de desenvolvimento e outros   (a título de exemplo, em áreas tão díspares quanto Saúde e Ambiente, Turismo e   Integração Social ou Museologia e Urbanismo). A formação proporcionada aos   estudantes de antropologia aplicada e do desenvolvimento na UTAD está orientada   para um desempenho profissional em diferentes contextos socio-geográficos:   ocidentais, africanos, asiáticos e latino-americanos, zonas com as quais   Portugal e a Península Ibérica mantêm uma ligação histórica particular.”</font></blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">O polo da UTAD em   Miranda do Douro acabou finalmente por fechar no ano letivo de 2009-10, por decisão   da reitoria, regida na altura pelo Prof. Dr. Armando Mascarenhas, sendo   delegado do reitor em Miranda do Douro o Prof. Dr. Humberto Martins. A   licenciatura em Antropologia foi suspensa, a licenciatura em Serviço Social foi   deslocada para Vila Real, e os docentes foram, na sua maioria, trabalhar para a   sede central da UTAD em Vila Real.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Queria sublinhar ainda algumas questões para   compreender melhor este processo agónico, em muitos sentidos, para alunos,   docentes, funcionários e comunidade mirandesa em geral. A primeira é a da   própria antropologização do curso de Trabalho Social (agora Serviço Social) e   de outros como o de Turismo e o de Animação Sociocultural – a funcionar em   Chaves –, como melhor forma de reconstrução social da vida profissional dos antropólogos.   A segunda questão a destacar é que a antropologia e os antropólogos da UTAD se   confrontam com a necessidade de mostrar a utilidade social e educativa do   ensino da antropologia para não antropólogos, desafio que teve um certo sucesso   na relação com a afirmação da aplicabilidade da antropologia em diferentes   contextos socioprofissionais, entre os quais se encontram os universitários. A   terceira é a da fraqueza institucional da antropologia na UTAD, que se deve   fundamentalmente: (1) a não apresentar um enquadramento institucional   departamental durante os primeiros anos de funcionamento do curso e do polo de   Miranda do Douro; (2) ao facto de o curso ter nascido sem ter em atenção a   ligação com os departamentos de ciências socias da UTAD; (3) à não conclusão do   doutoramento por parte de muitos docentes e à implicação de uma subordinação   política do ponto de vista estatutário e jurídico; (4) à distância física,   simbólica e política do polo de Miranda do Douro face ao centro político da   UTAD em Vila Real, num quadro de relações políticas no qual a antropologia era   vista como algo exótico e auxiliar, portanto prescindível.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana"><b><font size="3">Conclusões: a situação atual da antropologia no Norte de Portugal</font></b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente assistimos a uma reconversão neoliberal da universidade e dos seus objetivos, a que não é alheia   a antropologia (Narotzky 2011) e com exemplos desta transformação apresentados   acima. A linguagem dominante nas nossas universidades integra termos como   gestão, clientes, utilidade, eficiência, produtividade, competitividade e   outros. Isto leva a antropologia a um questionamento sobre a sua utilidade   social e a um desafio crítico de adaptação e resistência   face aos estereótipos de que a disciplina é objeto (Pina-Cabral 1998). Enquanto   formação disciplinar de 1.º ciclo, em termos quantitativos, a sua procura é a   que se mostra no <a href="#q4">quadro 4</a>.</font></p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/etn/v18n2/18n2a15q4.jpg" width="570" height="305"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o <a href="#q4">quadro 4</a>, temos em 2011 um número de 1196 pessoas que   se candidataram em Portugal para estudar num curso universitário de   Antropologia, considerando a primeira e a segunda fases do concurso nacional. É   um número bem menor que o da década de 1990, o que significa que a antropologia   atrai menos e convence menos o mercado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste quadro geral atual, verifica-se que o   enquadramento institucional da antropologia no ensino superior público do Norte   de Portugal apresenta uma falta de oferta de licenciaturas e mestrados em   Antropologia, acontecendo o mesmo na vizinha Galiza. Os antropólogos académicos   trabalham na UTAD, na Universidade do Minho, na Universidade Fernando Pessoa e   na Universidade do Porto em número decrescente, seguindo esta ordem.   Paralelamente, assiste-se também a uma inserção profissional de alguns   antropólogos nos museus (como é o caso de Jean-Yves Durand no Museu da Terra de   Miranda), na ­sociedade civil (por exemplo, Gonçalo Mota e Ivett Krezett na   associação Aldeia ou Fernando Cruz na Agir), na cooperação internacional (por   exemplo, Sónia Fernandes nos Médicos do Mundo) e noutros âmbitos profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso da UTAD, atualmente, nós os   antropólogos estamos enquadrados no Departamento de Economia, Sociologia e   Gestão (um departamento de ciências sociais) da Escola de Ciências Humanas e   Sociais. Lecionamos antropologia em licenciaturas e mestrados em Serviço   Social, Psicologia, Turismo, Animação Sociocultural, Enfermagem, Arquitetura   Paisagista, divididos por Vila Real e pelo polo de Chaves. No contexto do 3.º   ciclo (doutoramento), existiu na UTAD um doutoramento em Ciências Sociais pelo   sistema de orientação tutorial, no qual a antropologia tinha um pequeno espaço,   mas este foi transformado num doutoramento em Estudos do Desenvolvimento, com   parte curricular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora exista um processo de negociação com a   Universidade do Minho para abertura de uma licenciatura conjunta em   Antropologia Aplicada, em Braga e Vila Real, na verdade o panorama aponta para   uma reabertura por parte da UTAD de um 1.º ciclo em Antropologia Aplicada. O   curso de 1.º ciclo está adequado ao Processo de Bolonha (Despacho da UTAD   n.º&nbsp;11426/2010, <i>Diário     da República</i>, 2.ª série, n.º 134, de 13 de julho de 2010), mas falta ainda   a aprovação por parte dos órgãos competentes da UTAD e o reconhecimento por   parte da A3ES (Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior) para que   tal projeto seja uma realidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à investigação antropológica   feita na UTAD, esta enquadra-se no Cetrad (Centro de Estudos Transdisciplinares   para o Desenvolvimento), um centro de investigação pluridisciplinar no qual os   antropólogos trabalham com economistas, sociólogos, gestores, historiadores e   outros cientistas sociais. Além disso, é preciso destacar que alguns   antropólogos da UTAD estão integrados no CRIA (Centro em Rede de Investigação   em Antropologia). Por isso, tendo hoje mais investigadores e docentes que em   princípios dos anos 1990, a antropologia feita no Norte de Portugal afronta   vários desafios, nomeadamente: (a) a sua reinvenção no contexto universitário e   o fortalecimento da oferta de ensino e investigação nos três níveis de ensino   superior (licenciatura, mestrado e doutoramento); (b) o seu trabalho em rede   com as instituições universitárias vizinhas, com destaque para as da Galiza,   com as quais há relações históricas de cooperação; (c) o aumento do prestígio e   reconhecimento do papel social da antropologia em tempos de “crise” e mudança   social acelerada; (d) a construção de um projeto que ensine aos alunos os modos   de usar a antropologia fora da academia (Marshall 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As experiências descritas acima, num tom   subjetivo e numa perspetiva biográfica e experiencial, podem ser úteis como   instrumento de reflexão sobre a institucionalização da antropologia no país, e   no Norte de Portugal em particular. Penso que a antropologia académica   portuguesa é muito relevante para o país e para o mundo, devendo afirmar-se   como um elo de ligação mais forte entre a universidade e a sociedade (cf. Fry,   Ketteridge e Marshall 2010), o que lhe exige um papel ativo na resolução de   problemas sociais. A antropologia serviria assim, nas suas implementações   institucionais e educativas diversas, como um espaço de mediação pedagógica, de   investigação e interpretação (Guerra, Sureda e Castells 2011) dos sistemas socioculturais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A antropologia em Portugal é hoje uma disciplina que contribui para o   alargamento do conhecimento das formas de humanidade e, nos seus diversos   ensinamentos e institucionalizações, deve possibilitar maximizar as   potencialidades e vocações das universidades e os seus ancoramentos locais,   considerando estes como laboratórios antropológico-sociais. Como fazer isto? A   meu ver, explorando a carga semântica e reflexiva da antropologia e fugindo de   um certo romantismo inútil tal como Otávio Velho (1995) tem referido, e   aceitando antropologias heterológicas e transnacionais que ensinem o ofício de   ser antropólogo profissional. Neste sentido, a antropologia está melhor   posicionada do que outras ciências sociais para entender a realidade social e   ao mesmo tempo para nela intervir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BASTIDE, Roger, 1972, <i>Antropología Aplicada</i>. Buenos Aires, Amorrortu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0873-6561201400020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CARMO, Hermano, 1999, <i>Desenvolvimento Comunitário</i>. Lisboa, Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0873-6561201400020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHAMBERS, Erve,   1985, <i>Applied Anthropology: A Practical     Guide</i>. Prospect Heights, IL, Waveland Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0873-6561201400020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EDDY, Elizabeth M., e William L. PARTIDGE   (orgs.), 1987, <i>Applied Anthropology in     America</i>. Nova Iorque, Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-6561201400020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ERVIN, Alexander M., 2000, <i>Applied Anthropology: Tools and Perspectives   for Contemporary Practice</i>. Boston, Allyn and Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-6561201400020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ESCOBAR, Arturo, 2000, “El lugar de la naturaleza y la naturaleza del lugar: globalización o posdesarrollo”, em A. Viola (org.), <i>Antropología del Desarrollo: Teorías y Estudios Etnográficos en América Latina</i>.   Barcelona, Paidós.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-6561201400020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FOSTER, George, 1969, <i>Applied Anthropology</i>. Boston, Little, Brown and Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0873-6561201400020001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FRY, Heather, Steve KETTERIDGE, e Stephanie MARSHALL (orgs.), 2010, <i>Mellorar a Práctica Académica: Un Manual para a Ensinanza e a Aprendizaxe no   Ensino Superior</i>. Vigo, Universidade de Vigo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-6561201400020001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GIMÉNEZ ROMERO, Carlos, <i>et al</i>. (orgs.),   1999, <i>Antropología Más Allá de la Academia: Actas do     VIII Congreso de Antropología</i>.   Santiago de Compostela, FAAEE – Asociación Galega de Antropoloxía.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-6561201400020001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GOLDMAN, Laurence R. (org.), 2000, <i>Social Impact Analysis: An Applied   Anthropology Manual</i>. Oxford, Berg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-6561201400020001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GREENWOOD, Davydd J., 2002, “Aplicar o no aplicar: per què l’antropologia i les ciències socials no poden existir sense l’acció”, em <i>Revista d’Etnologia de Catalunya</i>, 20: 6-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-6561201400020001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUEDES, Simoni Lahud,   2004, “Produzir antropólogos:   algumas reflexões”, <i>Ilha</i>, 6 (1-2):   185-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0873-6561201400020001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUERRA, Francisco J., Jaume SUREDA, e Margalida CASTELLS, 2011, <i>Interpretación del Patrimonio: Diseño de Programas de Ámbito Municipal</i>. Barcelona, Universitat Oberta de Catalunya.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-6561201400020001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUERRERO, Patricio (org.),   1997, <i>Antropología Aplicada</i>.   Quito, Ediciones Abya-Yala.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6561201400020001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MARSHALL, Stephanie,   2010, “A supervisión de proxectos e teses de licenciatura”, em H. Fry, S. Ketteridge e S.   Marshall (orgs.), <i>Mellorar a Práctica Académica:     Un Manual para a Ensinanza e a Aprendizaxe no Ensino Superior</i>. Vigo,   Universidade de Vigo, 219-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-6561201400020001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NAROTZKY, Susana, 2011, “Las antropologías hegemónicas y las antropologías del sur: el caso de España”, <i>Revista Andaluza de Antropología</i>, 1, n.º temático: <i>Antropologías del Sur</i>, disponível em:   &lt;<a href="http://www.revistaandaluzadeantropologia.org" target="_blank">http://www.revistaandaluzadeantropologia.org</a>&gt; (última consulta em maio de 2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6561201400020001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NICOLAU, Lurdes, 2011, <i>Ciganos e Não Ciganos em Trás-os-Montes:   Investigação de Um Impasse Inter-étnico</i>. Vila   Real, UTAD, tese de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6561201400020001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OLIVIER DE SARDAN, Jean-Pierre, 2005, <i>Anthropology and Development: Understanding   Contemporary Social Change</i>. Londres, Zed Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6561201400020001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PEREIRO, Xerardo, 2002, “L’enseignement   d’anthropologie appliquée à l’Université du Trás-os-Montes et de l’Alto Douro – UTAD, Miranda do Douro”, <i>Regards Pluridisciplinaires: Revue Annuelle     du Groupe Anthropologie du Portugal</i>, 8: 174-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-6561201400020001500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PEREIRO, Xerardo, e Paulo MENDES (orgs.), 2005, <i>Textos   de Antropologia Aplicada</i>. Miranda do Douro, UTAD.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-6561201400020001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PINA-CABRAL, João de, 1998, “A antropologia   e a questão disciplinar”, em <i>Análise     Social</i>, XXXIII (149): 1081-1092.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-6561201400020001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PODOLEFSKY, Aaron, e Peter J. BROWN, 2001, <i>Applying Cultural Anthropology: An   Introductory Reader</i>. Mountain View, CA, Mayfield Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-6561201400020001500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SPRADLEY, J.P., e D.W. McCURDY (1980 [1975]), <i>Anthropology:   The Cultural Perspective</i>. Nova Iorque, John Wiley   and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-6561201400020001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STULL, Donald D., e Jean J. SCHENSUL   (orgs.), 1987, <i>Collaborative Research and     Social Change: Applied Anthropology in Action</i>. Boulder, CO, e Londres, Westview Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-6561201400020001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TAVARES, Fátima, 2010, “De que   antropologia(s) precisamos? Profissionalização e perspectivas do ensino”, em F.   Tavares, L. Guedes, C. Simoni e Caroso (orgs.), <i>Experiências     de Ensino e Prática em Antropologia no Brasil</i>. Brasília, Universidade de   Brasília e Associação Brasileira de Antropologia, 51-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-6561201400020001500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TOMMASOLI, Massimo, 2003, <i>El Desarrollo Participativo: Análisis Sociales y Lógicas de Planificación</i>. Madrid, IEPALA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-6561201400020001500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VAN WILLIGEN, John, 1986, <i>Applied Anthropology: An Introduction</i>.   South Hadley, MA, Bergin and Garvey (2.ª edição revista: Westport, CT, Bergin and Garvey, 1993).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0873-6561201400020001500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VELHO, Otávio,   1995, “Algumas considerações sobre o estado atual da antropologia no Brasil”, <i>Antropolítica</i>, 1:   103-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0873-6561201400020001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a>       Este trabalho é resultado da “Bolsa de licença sabática SFRH/BSAB/1186/2011”   da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) de   Portugal. Também se enquadra no Cetrad (ver   &lt;<a href="http://www.cetrad.info" target="_blank">www.cetrad.info</a>&gt;), centro de investigação financiado por   fundos nacionais através da FCT, no âmbito do projeto   PEst-OE/SADG/UI4011/2011. Agradeço   aos revisores, a Catarina Mira (CRIA) e ao colega Humberto Martins (UTAD) a   revisão, comentários e sugestões para a melhoria deste texto.</font></p>     ]]></body>
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