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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Introdução: Angola na passagem do tempo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Considering a decade of intermittent fieldwork, secondary literature and, of course, the scholarship on art, ­religion and female prophets featured in this issue, this text aims to ­highlight broader historical and social processes. It examines both historical and ­contemporary aspects of Angola, as well as global and local relations. In doing so, it underscores the intertwinement between seemingly hermetic historical periods, i. e. pre-colonial, colonial and post-independence, and the importance of social, ­economic and ­political processes that permeate the colonial/post-independence divide, and which are central to cement neo-modern discourses and representations about present-day Angola.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><b>DOSSI&Ecirc;</b></b></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><font size="4" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: Angola na passagem do tempo</font></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><font size="3" face="Verdana">Introduction: Angola in the passage of time</font></b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b><font size="2" face="Verdana">Jorge Varanda<sup>1</sup></font></b></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>Centro em Rede     de Investiga&ccedil;&atilde;o em Antropologia (CRIA), ISCTE – Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), Portugal; Centro de     Mal&aacute;ria e Doen&ccedil;as Tropicais (CMDT-LA), Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Portugal. <i>E-mail: </i>     <a href="mailto:jorge.varanda@gmail.com">jorge.varanda@gmail.com</a></font></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>   <hr noshade size="1">       <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">A partir de uma reflex&atilde;o baseada numa d&eacute;cada de idas e vindas     ao terreno, literatura secund&aacute;ria e, naturalmente, os textos sobre arte,     religi&atilde;o e novas profetizas deste dossi&ecirc;, pretende-se enfatizar leituras de     processos hist&oacute;ricos e sociais mais abrangentes. Ao sublinhar alguns aspetos da     hist&oacute;ria e contemporaneidade angolanas e as liga&ccedil;&otilde;es entre o global e o local,     este texto destaca a &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o entre per&iacute;odos hist&oacute;ricos aparentemente     herm&eacute;ticos (pr&eacute;-colonial, colonialismo e p&oacute;s-independ&ecirc;ncia) e a import&acirc;ncia de     processos sociais, econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos que perpassam a divis&atilde;o entre     colonial e p&oacute;s-independ&ecirc;ncia e s&atilde;o fulcrais para o sedimentar de discursos     neomodernos sobre Angola.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Angola, colonialismo, globaliza&ccedil;&atilde;o, arte,     igrejas neotradicionais, profetizas</font></p>   <hr noshade size="1">       <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Considering a decade of intermittent fieldwork,     secondary literature and, of course, the scholarship on art, &shy;religion and     female prophets featured in this issue, this text aims to &shy;highlight broader     historical and social processes. It examines both historical and &shy;contemporary     aspects of Angola, as well as global and local relations. In doing so, it     underscores the intertwinement between seemingly hermetic historical periods,     i. e. pre-colonial, colonial and post-independence, and the importance of     social, &shy;economic and &shy;political processes that permeate the     colonial/post-independence divide, and which are central to cement neo-modern     discourses and representations about present-day Angola.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Angola, colonialism, globalization, art,     neo-traditional churches, female prophets</font></p>   <hr noshade size="1">       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana">Em outubro de 2004 aterrava no aeroporto 4 de     Fevereiro, em Luanda, para     trabalho de campo no &acirc;mbito do doutoramento. Nessa altura, Angola estava longe   de ser considerada um parceiro comercial apetec&iacute;vel como &eacute; hoje.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quando percorri a cidade a p&eacute; o impacto foi     imediato: n&atilde;o havia outros ocidentais a andar nas ruas; a cidade estava, como     ainda hoje, pejada de carros que ocupavam mais do que as habituais duas faixas     de rodagem. Aos famigerados candongueiros ou Hiaces, azuis e brancos,     juntavam-se Toyota Corola, que sem caracteriza&ccedil;&atilde;o especial se transformavam em     t&aacute;xis. Os carros particulares eram, na sua maioria, ve&iacute;culos 4X4, alguns Humvee     ou BMW, Range Rover e os cl&aacute;ssicos Land Rover, estes &uacute;ltimos na sua maioria com     placa de matr&iacute;cula verde, sinal de organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As quitandeiras marcavam presen&ccedil;a em todas as     esquinas e cruzamentos do centro, (re)vendendo mercadorias, medicamentos     farmac&ecirc;uticos, &shy;mezinhas tradicionais, bem como produtos frescos, nomeadamente     fruta, comes e bebes preparados nos bairros em fogareiros a carv&atilde;o constru&iacute;dos     a partir de jantes de carro. A conjuntura recente de p&oacute;s-guerra era ainda     percet&iacute;vel na cidade. As lojas, pr&eacute;dios, monumentos e at&eacute; as praias dos     restaurantes da ilha eram vigiadas dia e noite por guardas armados com     Kalashnikovs. O padr&atilde;o de urbaniza&ccedil;&atilde;o refletia um legado de v&aacute;rios passados: o     colonial e o das pol&iacute;ticas habitacionais marxistas das d&eacute;cadas de 1980 e 1990,     perpetuando-se na contem&shy;poraneidade uma cidade dual, dividida entre     condom&iacute;nios fechados e musseques.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>[1]</sup></a></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Mas nada do que lera previamente me tinha     preparado para a vis&atilde;o de centenas de chineses a trabalharem na baixa,     particularmente na Mutamba, a (re)construir edif&iacute;cios governamentais. Era o ano     zero dos efeitos pr&aacute;ticos do acordo assinado um ano antes entre o governo do     MPLA e a China. Esta era uma situa&ccedil;&atilde;o aparentemente paradoxal, tendo em     considera&ccedil;&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es entre estes dois atores durante o conflito civil     (Birmingham 2007; Vidal 2007). No entanto, neste processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, as     rela&ccedil;&otilde;es entre os dois agentes hist&oacute;ricos n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o antag&oacute;nicas como aparentam.     Ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia, depois de apoiar inicialmente a FNLA e depois a UNITA, a     China reatou rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas e comerciais com o governo do MPLA em 1983     (Sommervile 1989). No entanto, a partir de 2003 a escala relacional     modifica-se. O trabalho de terreno na Lunda Norte revelaria que a a&ccedil;&atilde;o dos     novos atores ainda n&atilde;o se sentia nas terras long&iacute;nquas do Nordeste do pa&iacute;s, e     por consequ&ecirc;ncia a ressignifica&ccedil;&atilde;o dos expatriados, pelos locais, era restrita.     O chamar de uma quitandeira no mercado do Dundo para o meu colega     norte-americano – “Sovi&eacute;tico, &oacute; sovi&eacute;tico! Compra aqui!” – revelava que o <i>status quo</i> nas prov&iacute;ncias era ainda     reminiscente dos tempos do afro-estalinismo.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Os resqu&iacute;cios da Guerra Fria e o n&atilde;o pagamento     da d&iacute;vida por parte de Angola ao clube de Paris fizeram com que, pelo menos     formalmente, os pa&iacute;ses ocidentais condicionassem a sua ajuda &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de     processos democr&aacute;ticos: boa governa&ccedil;&atilde;o, respeito pelos direitos humanos,     liberdade de imprensa e melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida para toda a popula&ccedil;&atilde;o. &Eacute;     neste quadro que entram em cena outros atores: China, Brasil e &Iacute;ndia.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O acordo entre a China e Angola, feito em     termos de troca de infraestruturas por mat&eacute;rias-primas, nomeadamente petr&oacute;leo,     criou o que foi definido como o modo angolano de financiamento.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>[2]</sup></a> Certo &eacute;     que, nestes dez anos, Angola mudou. No entanto, como refere um di&aacute;logo no filme <i>Il Gattopardo</i>, de Visconti: “If we     want things to stay as they are, things will have to change.” Mas as mudan&ccedil;as estruturais verificadas     t&ecirc;m tido um profundo impacto na sociedade, na economia, na pol&iacute;tica e na     cultura vivenciada.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As estruturas rodovi&aacute;rias ou ferrovi&aacute;rias, que     em 2004 mostravam ainda as “feridas” de dezenas de anos de conflito, pouco t&ecirc;m     a ver com as encontradas na d&eacute;cada de 2010, fruto do contributo de empresas     portuguesas, e tamb&eacute;m chinesas e brasileiras, estas &uacute;ltimas novos agentes da     “globaliza&ccedil;&atilde;o subalterna” (Perrot e Malaquais 2009). O mesmo se pode verificar     no setor das telecomunica&ccedil;&otilde;es, onde, mesmo no meio da &aacute;rea do Nambuangongo, na     zona dos Dembos, em aldeias remotas, toda a gente sabe que “naquela pedra     grande, ao lado da &aacute;rvore, com o bra&ccedil;o um pouco esticado, pode falar”. A     topografia local integra assim novas interpreta&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">A ind&uacute;stria da televis&atilde;o por cabo &eacute; um outro     sinal da voraz modernidade vivenciada em Angola, sobretudo para os que t&ecirc;m     acesso a televis&atilde;o e a um gerador. As duas empresas angolanas disseminaram a     sua utiliza&ccedil;&atilde;o para cidad&atilde;os comuns, relegando para segundo plano a operadora     sul-africana que at&eacute; a&iacute; permitia &agrave; elite e aos expatriados um acesso     privilegiado &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o anglo-sax&oacute;nica.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Mas a falta de uma cadeia de frio faz com que     este progresso n&atilde;o se replique com a mesma velocidade no mercado alimentar e na     sa&uacute;de: os grandes supermercados est&atilde;o concentrados quase exclusivamente nas     populosas zonas urbanas costeiras, e h&aacute; car&ecirc;ncia de instala&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de     biom&eacute;dicas apetrechadas com tecnologia para diagn&oacute;sticos e terap&ecirc;utica. Assim,     no mundo rural das prov&iacute;ncias ainda dominam mercados tradicionais e pequenas     lojas com um m&iacute;nimo de produtos perec&iacute;veis, geridas por portugueses, libaneses,     chineses, vietnamitas ou alguns angolanos, bem como pequenos hospitais     regionais que, com parcos recursos humanos e tecnol&oacute;gicos, competem com     “cl&iacute;nicas” tradicionais e igrejas de cura.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; assim sem surpresa que verificamos que,     entre 2003 e 2008, Angola apresentou taxas de crescimento de dois d&iacute;gitos,     mantendo-se acima dos 7% depois disso, verificando-se uma forte melhoria em     in&uacute;meros indicadores socioecon&oacute;micos. A t&iacute;tulo de exemplo, entre 1980 e 2012 a     esperan&ccedil;a de vida &agrave; nascen&ccedil;a aumentou 11,3 anos e o rendimento nacional bruto <i>per capita</i> aumentou 74% de 1985 a 2012.     Ali&aacute;s, em Julho de 2012 o Banco Mundial alterou a classifica&ccedil;&atilde;o de Angola de     pa&iacute;s de <i>lower middle income </i>para pa&iacute;s     com <i>upper middle income</i>. Apesar     destas melhorias, a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o – 90,9% – vive com menos de dois     d&oacute;lares norte-americanos por dia (Croese 2012), uma realidade que se reflete na     classifica&ccedil;&atilde;o no &iacute;ndice de desenvolvimento, onde o pa&iacute;s est&aacute; na     148.&ordf;&nbsp;posi&ccedil;&atilde;o entre 187 territ&oacute;rios analisados (PNUD 2013).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As ondas da modernidade poderiam levar o     leitor a pensar que, como no livro de L. P. Hartley, em Angola, “o passado &eacute; um     pa&iacute;s estrangeiro”. No entanto, uma an&aacute;lise mais profunda revela que tal n&atilde;o &eacute;     t&atilde;o linear como aparenta. Os artigos deste dossi&ecirc; levantam o v&eacute;u sobre a     complexidade do trajeto hist&oacute;rico do per&iacute;odo colonial no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX &agrave;     Angola globalizada do presente. Na verdade, questionar se em Angola “o passado     &eacute; um pa&iacute;s estrangeiro” tem de ser considerado como um artif&iacute;cio ret&oacute;rico, uma     tentativa de elaborar explica&ccedil;&otilde;es para um presente aparentemente sem funda&ccedil;&otilde;es     profundas, segundo algumas grelhas de an&aacute;lise. Ora o equ&iacute;voco n&atilde;o poderia ser     maior, pois este sentimento de n&atilde;o perten&ccedil;a relaciona-se mais com discursos e     representa&ccedil;&otilde;es de <i>media</i> ou novos     atores que “mascaram” a continuidade     de diversos processos sociais que trespassam per&iacute;odos hist&oacute;ricos aparentemente     estantes.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Algu&eacute;m que queira compreender a Angola     contempor&acirc;nea tem for&ccedil;osamente de olhar para al&eacute;m de um &uacute;nico campo do     conhecimento, quer seja a antropologia social e cultural, a ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, a     economia ou a sociologia e, como Chabal e Vidal (2007) t&atilde;o lucidamente     referiram, atentar &agrave; hist&oacute;ria. No     entanto, qualquer veleidade de o fazer esbarra com a aus&ecirc;ncia de uma     historiografia sistem&aacute;tica e compreensiva do territ&oacute;rio pr&eacute;-colonial, colonial,     ou do per&iacute;odo ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia. O objeto de estudo &eacute; vasto e complexo.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Partindo de v&aacute;rios estudos de caso sobre arte     e religi&atilde;o – incluindo-se nesta &uacute;ltima o car&aacute;ter revolucion&aacute;rio da autoridade     carism&aacute;tica tang&iacute;vel na transforma&ccedil;&atilde;o da igreja Toco&iacute;sta e na emerg&ecirc;ncia das     profetizas de igrejas de cura – este dossi&ecirc; enfatiza as leituras etnogr&aacute;ficas e     as suas rela&ccedil;&otilde;es com processos sociais mais amplos. Esta introdu&ccedil;&atilde;o real&ccedil;a     alguns aspetos da hist&oacute;ria e da contemporaneidade angolanas, entre dois     processos hist&oacute;ricos subjacentes – colonialismo e globaliza&ccedil;&atilde;o –, e prepara o     leitor para um enquadramento conceptual e contextual mais elaborado das     etnografias apresentadas neste n&uacute;mero da revista <i>Etnogr&aacute;fica</i>.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Pretende-se, assim, evocar a pesquisa de     alguns investigadores relacionados com a academia lus&oacute;fona, que ilustra como,     sob um manto de constantes mudan&ccedil;as, processos sociais continuam a moldar a     representa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s ou, como qualquer antrop&oacute;logo requereria, permite     verificar qual a influ&ecirc;ncia destes processos macro nas biografias das pessoas     comuns. De uma chamada ampla foram selecionados tr&ecirc;s textos que, com maior ou     menor grau, obedecem ao principal desiderato do dossi&ecirc;, ou seja, identificam a     rela&ccedil;&atilde;o entre a contemporaneidade e os passados pr&eacute;-colonial e colonial, ou, como     refere o t&iacute;tulo escolhido para o dossi&ecirc; que agora se apresenta, entre a     vertigem da modernidade e o lastro do passado.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; percet&iacute;vel desde a sa&iacute;da do     aeroporto internacional de Luanda at&eacute; &agrave; Maianga ou &agrave; nova marginal, est&aacute;     presente nos discursos e representa&ccedil;&otilde;es sobre a nova Angola, &eacute; vis&iacute;vel nas     interpreta&ccedil;&otilde;es locais de telenovelas sul-ame&shy;ri&shy;canas de baixo custo que     invadem os bairros periurbanos, ou nas casas de administradores ou dos     primeiros-secret&aacute;rios, aut&ecirc;nticas casas-“farol” nas noites escuras do mundo     rural que recordam o passado.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O trabalho &eacute;pico de Ren&eacute; P&eacute;lissier (1997     [1986]), <i>Hist&oacute;ria das Campanhas de     Angola: Resist&ecirc;ncia e Revoltas (1845-1941)</i>, revela um s&eacute;culo de a&ccedil;&otilde;es     contra os portugueses em diversas &aacute;reas do territ&oacute;rio. &Agrave;s duas d&eacute;cadas de paz     que decorreram do fim das campanhas de pacifica&ccedil;&atilde;o at&eacute; 1961, ano que marca o     in&iacute;cio da guerra de liberta&ccedil;&atilde;o, juntam-se agora uma d&uacute;zia de anos, de 2002 at&eacute;     a atualidade. S&atilde;o escassos os per&iacute;odos sem conflitos: diversas revoltas, lutas     de liberta&ccedil;&atilde;o ou guerras civis pontuam a hist&oacute;ria de Angola. Se as produ&ccedil;&otilde;es     acad&eacute;micas de cariz antropol&oacute;gico, econ&oacute;micas, de ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica ou at&eacute; de     sa&uacute;de p&uacute;blica se cingem &agrave; contemporaneidade, enfatizando o presente etnogr&aacute;fico     malinowskiano, apesar de poderem enaltecer a “resili&ecirc;ncia” do povo, n&atilde;o trazem     a lume as ra&iacute;zes dos processos sociais, com mais de s&eacute;culo e meio, que sempre     exigiram ao povo angolano esfor&ccedil;os desumanos para a sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Recorde-se que, no s&eacute;culo XIX, Hegel     caracterizava os africanos como os selvagens mais selvagens da pir&acirc;mide     hier&aacute;rquica racial (Laplantine 1991); estes foram feitos escravos (Miller     1988), foram evangelizados, for&ccedil;ados a trabalhar como m&atilde;o de obra barata (Ball     2003; Cleveland 2008) e consumidores de mercadorias europeias de baixo custo.     Assim, raras foram as alturas em que lhes era dada voz nos arquivos coloniais.     A procura da voz das popula&ccedil;&otilde;es locais acontece ap&oacute;s a descoloniza&ccedil;&atilde;o, com as     explora&ccedil;&otilde;es das primeiras hist&oacute;rias orais (Vansina 1985), ou depois, com as     leituras a contrapelo dos estudos subalternos (Guha e Spivak 1998). Da&iacute;     iniciaram-se outros modos de “ver” os africanos, de tentar ouvir a sua voz num     sil&ecirc;ncio ensurdecedor de arquivos com quil&oacute;metros. No entanto, com ou sem voz,     os angolanos e as suas institui&ccedil;&otilde;es, pr&aacute;ticas socioculturais, pol&iacute;ticas ou     econ&oacute;micas foram e s&atilde;o atores omnipresentes ao longo de d&eacute;cadas de produ&ccedil;&atilde;o     acad&eacute;mica.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Esta constante luta pela sobreviv&ecirc;ncia foi e &eacute;     assim “constru&iacute;da” por via da interpreta&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica como resist&ecirc;ncia ao     colonialismo, “fuga” para territ&oacute;rios lim&iacute;trofes (Van Onselen 1976),     resili&ecirc;ncia ou rela&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica com os colonizadores, com o intuito &uacute;ltimo     de manter-se vivo. No entanto, se isto foi relatado por Ross (1925) e Galv&atilde;o     (1947) durante o per&iacute;odo colonial, ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia, durante a guerra     civil, o mesmo foi replicado entre as popula&ccedil;&otilde;es do planalto central, como nota     Flor&ecirc;ncio (2010).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Outra dimens&atilde;o desta continuidade entre     contextos hist&oacute;ricos verifica-se no papel das igrejas na transforma&ccedil;&atilde;o do     tecido social. Em <i>Of Revelation and     Revolution</i>, Comaroff e Comaroff (1991) descrevem um processo similar na     &Aacute;frica do Sul.<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><sup>[3]</sup></a> Muitas     das pr&aacute;ticas das congrega&ccedil;&otilde;es religiosas estiveram intimamente relacionadas com     a evangeliza&ccedil;&atilde;o e as altera&ccedil;&otilde;es sociais a n&iacute;vel familiar, que eram vistas como     parte integrante da miss&atilde;o civilizadora.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><sup>[4]</sup></a> No fundo, o desiderato de implementar a miss&atilde;o, no s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do     s&eacute;culo XX, traduzia-se na &ecirc;nfase na descend&ecirc;ncia patrilinear, nas rela&ccedil;&otilde;es     monog&acirc;micas e numa nova aten&ccedil;&atilde;o prestada ao corpo – o uso de indument&aacute;ria     decente, ou seja, europeia, e cuidados de higiene que surgem com a emerg&ecirc;ncia     da medicina tropical (Arnold 1988).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O discurso hegem&oacute;nico do processo hist&oacute;rico     anterior – leia-se a “a&ccedil;&atilde;o civilizadora” – parece desaparecer com o fim do     projeto colonial e consequente debandada de quadros administrativos m&eacute;dios ou     superiores, ou diante da perda de relev&acirc;ncia de determinados atores. Ap&oacute;s a     independ&ecirc;ncia, e com maior acutil&acirc;ncia desde o final das hostilidades da guerra     civil, surge um outro discurso que     sublinha o desenvolvimento de uma Angola nova e (neo-)moderna. No entanto, esta     Angola da segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI continua a ser o resultado de longos     processos hist&oacute;ricos que moldam a a&ccedil;&atilde;o dos in&uacute;meros (novos) atores locais,     regionais e internacionais, que renegociam as suas posi&ccedil;&otilde;es, e seguem o mantra     da inser&ccedil;&atilde;o nos tr&acirc;nsitos globais.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">A persist&ecirc;ncia de muitos destes atores sociais     em diversos contextos hist&oacute;ricos replica-se tamb&eacute;m em pr&aacute;ticas     pol&iacute;tico-administrativas das autoridades tradicionais, que se mantiveram     similares ao longo de quase cem anos.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><sup>[5]</sup></a> Como em v&aacute;rios outros contextos africanos, as autoridades locais renegociam as     suas fun&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es, algo que fizeram durante o per&iacute;odo colonial e continuam a     efetuar no contexto dos Estados-na&ccedil;&atilde;o africanos independentes (Neto 2001;     Pacheco 2001; Guedes e Lopes 2007; Orre 2007; Flor&ecirc;ncio 2010, 2011; &shy;Oliveira     2013).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Enquanto, no contexto imperial, se     conceptualizava que a a&ccedil;&atilde;o civilizacional levaria &agrave; extin&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de     feiti&ccedil;aria, de adivinha&ccedil;&atilde;o ou dos curandeiros face &agrave; for&ccedil;a e efic&aacute;cia da     biomedicina, ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia, o Estado e seus representantes continuam a     olhar de soslaio para tais pr&aacute;ticas, pois v&atilde;o contra representa&ccedil;&otilde;es e discursos de uma Angola moderna e     globalizada.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O 11 de Novembro de 1975 &eacute; ami&uacute;de associado a     uma divis&oacute;ria herm&eacute;tica num (hipot&eacute;tico) conceito de Rorschach colonial, onde a mancha de &shy;Rorschach     imp&otilde;e uma separa&ccedil;&atilde;o traduzida num mimetismo do colonial pelo p&oacute;s-colonial; no     entanto, os textos aqui apresentados revelam um quadro menos linear e/ou     mim&eacute;tico. Este decalque &eacute; relativo.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Angola continua a ser alvo de diversas     narrativas, correspondentes a diferentes vis&otilde;es inerentes a diferentes per&iacute;odos     hist&oacute;ricos e pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas, de um Estado colonial autorrepresentado como     arauto da modernidade ao per&iacute;odo ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia, caracterizado por Tony     Hodges (2001) como abrangendo dois momentos diferentes, um <i>Afro-Estalinism </i>e um <i>petro-diamond     capitalism</i>. Presentemente, Angola pode ser vista como um Estado em     desenvolvimento mas enfaticamente neoliberal. Como Marx escreveu no ano de     todas as revolu&ccedil;&otilde;es europeias, 1848: “Tudo o que &eacute; s&oacute;lido se dissolve no ar”. Ou     seja, a modernidade angolana n&atilde;o parece ser t&atilde;o palp&aacute;vel como os discursos da     constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de Estado hegem&oacute;nico fazem crer.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Os artigos deste dossi&ecirc; demonstram a forte     rela&ccedil;&atilde;o existente entre o per&iacute;odo colonial e o per&iacute;odo ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia,     nem que seja para circum-navegar este per&iacute;odo hist&oacute;rico. Ou seja, mostram como     a Hist&oacute;ria de Angola, e consequentemente o seu presente, est&atilde;o a ser     considerados em termos da mitologia dos movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o. A ocupa&ccedil;&atilde;o     colonial portuguesa de Angola ganhou relevo nas tr&ecirc;s d&eacute;cadas iniciais do s&eacute;culo     XX, ou seja, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o das estruturas do Estado colonial por todo o     territ&oacute;rio (Clarence-Smith 1985), enquanto o processo hist&oacute;rico da     globaliza&ccedil;&atilde;o, referente ao per&iacute;odo ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia, ganha &iacute;mpeto nesta     segunda d&eacute;cada do novo mil&eacute;nio. As an&aacute;lises presentes nos artigos aqui     apresentados real&ccedil;am as liga&ccedil;&otilde;es entre o local e o global nos per&iacute;odos     mencionados e a import&acirc;ncia de determinados processos sociais, econ&oacute;micos e     pol&iacute;ticos que perpassam essa divis&atilde;o entre per&iacute;odo colonial e per&iacute;odo ap&oacute;s a     independ&ecirc;ncia, e que s&atilde;o fulcrais para o sedimentar de discursos neomodernos.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O texto de Nuno Porto d&aacute; um contributo     decisivo para uma melhor compreens&atilde;o da &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o entre arte e poder e da     continuidade existente entre os diferentes per&iacute;odos e processos e novos atores     hist&oacute;ricos. O autor traz a lume os fatores pol&iacute;ticos e econ&oacute;micos que     influenciam a (res)significa&ccedil;&atilde;o e (re)negocia&ccedil;&atilde;o de objetos de arte nas escalas     nacionais e globais, no interior de contextos coloniais e ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia.     Os processos culturais (publica&ccedil;&otilde;es e exposi&ccedil;&otilde;es) dos anos 50-60 do s&eacute;culo XX     levados a cabo pela Companhia de Diamantes de Angola (Diamang) culminam na     cria&ccedil;&atilde;o do conceito da arte Tshokwe. Neste “tempo do colono”, a transforma&ccedil;&atilde;o     do artefacto em objeto de “arte etnogr&aacute;fica” realizava-se por meio dos     etn&oacute;grafos enquadrados em institui&ccedil;&otilde;es “nacionais”, como o Museu do Dundo da     Diamang. Ap&oacute;s a &shy;independ&ecirc;ncia surgem novos atores sem rela&ccedil;&atilde;o direta a     institui&ccedil;&otilde;es estatais – curadores de feiras de arte internacionais, no caso     presente a Trienal de Luanda – que se reapropriam e d&atilde;o novos significados a     artefactos de arte Tshokwe, transformando-a em arte contempor&acirc;nea.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Nuno Porto, acutilantemente, faz notar que “o     fecho formal da situa&ccedil;&atilde;o colonial n&atilde;o implica, necessariamente, o termo de     rela&ccedil;&otilde;es coloniais, quer no campo pol&iacute;tico, quer no campo cultural”. O fulcro     entre os dois per&iacute;odos n&atilde;o &eacute; pass&iacute;vel de se resumir a uma data, pois tal elide     os processos de produ&ccedil;&atilde;o da arte entre os contextos em an&aacute;lise. Assim, as     reapropria&ccedil;&otilde;es do s&eacute;culo XXI, efetuadas a partir de Luanda, contribuem para o     debate sobre a nova identidade nacional de Angola, de assinatura neomoderna e     global, relegando a arte etnogr&aacute;fica ou Tshokwe do contexto colonial e     centrando-se em (res)significa&ccedil;&otilde;es contempor&acirc;neas das artes primeiras que     circum-navegam o colonial e vingam em bienais no estrangeiro.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Ao revelarem um pouco sobre a origem e     hist&oacute;ria da Igreja Toco&iacute;sta desde a sua g&eacute;nese at&eacute; ao presente, Blanes e Sarr&oacute;     refor&ccedil;am a ideia de porosidade entre contextos aparentemente herm&eacute;ticos.     Somente em 1992, ap&oacute;s a morte de Sim&atilde;o Toco, com pol&iacute;ticas de inspira&ccedil;&atilde;o     sovi&eacute;tica do MPLA, &eacute; que os toco&iacute;stas viram a sua igreja legalmente aceite, na     &uacute;ltima das campanhas de reconhecimento de congrega&ccedil;&otilde;es religiosas. O     reconhecimento obriga os toco&iacute;stas a confrontarem-se com problemas v&aacute;rios, como     as novas problem&aacute;ticas socioecon&oacute;micas, as pol&iacute;ticas beligerantes ap&oacute;s a     independ&ecirc;ncia e a “competi&ccedil;&atilde;o” com as novas igrejas oriundas do espa&ccedil;o     transnacional, ligadas aos ramos evang&eacute;lico, pentecostal e neopentecostal, e,     mais importante, com a quest&atilde;o da sucess&atilde;o carism&aacute;tica face ao desaparecimento     do seu profeta.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Em resposta &agrave; quest&atilde;o de saber qual &eacute; o     “verdadeiro toco&iacute;smo” surgem v&aacute;rias correntes dentro da pr&oacute;pria congrega&ccedil;&atilde;o. As     din&acirc;micas internas, tang&iacute;veis em confrontos geracionais, s&atilde;o reveladoras de um     outro confronto vincado na Angola contempor&acirc;nea. A primazia de uma destas     correntes est&aacute; em sintonia com a narrativa nacional de uma nova Angola com     igrejas modernas e em expans&atilde;o, inseridas em fluxos transnacionais. Blanes e     Sarr&oacute; notam que a imagina&ccedil;&atilde;o sobre a “realidade” do profeta (quase como     simulacro baudrillardiano) e o espalhar da mensagem pelo mundo foram centrais     para recuperar o sentimento de presen&ccedil;a do profeta entre os novos fi&eacute;is na di&aacute;spora     angolana. Ou seja, neste contexto, o problema da sucess&atilde;o carism&aacute;tica n&atilde;o se     cingiu a um dos modos conceptualizados por Weber, englobando um mecanismo de     revela&ccedil;&atilde;o conjugado com a designa&ccedil;&atilde;o por pessoal qualificado. Subjacente a     estes mecanismos de sele&ccedil;&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o do novo l&iacute;der carism&aacute;tico estava o     discurso da modernidade, que inclu&iacute;a ressignifica&ccedil;&otilde;es do(s) passado(s) que     contribuiriam para a expans&atilde;o global da igreja.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O des&acirc;nimo da <i>Gera&ccedil;&atilde;o Utopia</i> de Pepetela ou a incompletude das pol&iacute;ticas governamentais     da <i>Angola Jovem</i> s&atilde;o esquecidas face     ao “eterno” acreditar no progresso, inerente &agrave; reinven&ccedil;&atilde;o constante de uma     narrativa nacional. Este acreditar esteve presente nas mais diversas doutrinas     pol&iacute;ticas: durante o per&iacute;odo colonial era veiculado pela revela&ccedil;&atilde;o toco&iacute;sta para a liberta&ccedil;&atilde;o espiritual dos africanos     (Blanes 2014), nas emiss&otilde;es radiof&oacute;nicas da Angola Combatente, nas produ&ccedil;&otilde;es de     m&uacute;sica de interven&ccedil;&atilde;o do MPLA; no contexto p&oacute;s-colonial, transforma-se durante     os anos afro-estalinistas nas pr&aacute;ticas dos “s&aacute;bados vermelhos”, ou em a&ccedil;&otilde;es de     limpeza de rua ou edif&iacute;cios; presentemente &eacute; palp&aacute;vel na produ&ccedil;&atilde;o comercial     musical de <i>semba</i>, <i>kuduro</i> ou <i>hip-hop</i>, ou em produ&ccedil;&otilde;es locais de cinema digital de baixo custo e<i> do-it-yourself</i>, com tem&aacute;ticas de a&ccedil;&atilde;o     ou mensagens religiosas neotradicionais onde a autoridade carism&aacute;tica impera.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Um breve olhar sobre as discuss&otilde;es do Workshop     sobre o Fen&oacute;meno Religioso em Angola, cujas atas foram publicadas pelo     Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), refor&ccedil;a a perce&ccedil;&atilde;o da     hegemonia da narrativa (neo)moderna em Angola. Enquanto a aceita&ccedil;&atilde;o do     monote&iacute;smo durante o dom&iacute;nio colonial (Caley 2011) &eacute; interpretada como     “natural” face &agrave;s semelhan&ccedil;as com a cosmovis&atilde;o banto, as in&uacute;meras denomina&ccedil;&otilde;es     religiosas &agrave; espera de reconhecimento por parte do INAR despoletam ansiedade     nas outrora seitas que, nas campanhas de 1987 e 1991, obtiveram reconhecimento     oficial, “transformando-se” em igrejas (cf. INAR 2011:&nbsp;15).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Entende-se que as novas “igrejas h&oacute;spedes”     desvirtuam os valores culturais angolanos, pois “promovem a pr&aacute;tica de acusa&ccedil;&atilde;o     de crian&ccedil;as e idosos feiticeiros […] aproveitando-se das condi&ccedil;&otilde;es de vida das     pessoas, retiram-lhes o pouco que t&ecirc;m, prometendo-lhes mundos e fundos,     prometem emprego, casamentos, curas” (Luvualo 2011), ou ent&atilde;o por s&oacute;     apresentarem templos e falharem na apresenta&ccedil;&atilde;o de hospitais, col&eacute;gios,     universidades ou institui&ccedil;&otilde;es de teologia (Caley 2011:&nbsp;27). Estas s&atilde;o     conceptualiza&ccedil;&otilde;es intimamente relacionadas com as miss&otilde;es crist&atilde;s ou protestantes     do contexto colonial.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O “tradicional”, ou passado pr&eacute;-colonial,     apresenta um manancial de possibilidades. O acad&eacute;mico angolano Caley refere que     s&oacute; um olhar cient&iacute;fico e o mapeamento das pr&aacute;ticas religiosas da situa&ccedil;&atilde;o     antecolonial permitem conhecer melhor “o homem africano” (Caley 2011:&nbsp;27).     De acordo com esta vis&atilde;o, argumenta-se pela cria&ccedil;&atilde;o de um sistema de     capacita&ccedil;&atilde;o, qualifica&ccedil;&atilde;o e controlo permanente dos l&iacute;deres religiosos no     dom&iacute;nio teol&oacute;gico e outras forma&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas (Sebasti&atilde;o 2011). Estas ideias     enfatizam a rela&ccedil;&atilde;o entre Estado e Igreja existente desde o per&iacute;odo colonial,     mas agora pass&iacute;vel de ser reinterpretada de forma mais abrangente com elementos     discursivos que referem que “O Estado &eacute; o Deus na Terra” (Malanda 2011).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">A apropria&ccedil;&atilde;o do reposit&oacute;rio tradicional &eacute;     efetuada seletivamente e com o intuito de ter uma vis&atilde;o clara do progresso –     por exemplo, quando os fi&eacute;is, face a dificuldades provocadas pela economia de     mercado, evocam antigos reis da resist&ecirc;ncia colonial como Ngola Kiluange, Njinga     Bandi, Ekuikui, Mandume, Nunduma (Caley 2011). Esta reapropria&ccedil;&atilde;o do passado,     atrav&eacute;s do culto de profetas realizado por meio de atos performativos, como     Viegas e Varanda notam, cria espa&ccedil;o para as novas profetizas que negociam novos     pap&eacute;is de g&eacute;nero num contexto marcado pela hegemonia patriarcal.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""><sup>[6]</sup></a> No     entanto, h&aacute; que evitar cair em exotiza&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis na an&aacute;lise das     ressignifica&ccedil;&otilde;es referentes ao passado colonial e pr&eacute;-colonial ou     “tradicional”, pois nas sociedades ocidentais tamb&eacute;m existem her&oacute;is m&iacute;ticos e acontecimentos     fundacionais que, podendo ser historicamente ver&iacute;dicos ou n&atilde;o, s&atilde;o sustentados     por uma rede de significados (Kertzer 1998:&nbsp;12-13).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As lentes da religi&atilde;o, tais como as da arte,     s&atilde;o importantes para entender os processos de (re)constru&ccedil;&atilde;o do discurso da     na&ccedil;&atilde;o, um discurso que valoriza as qualidades constru&iacute;das, “atribu&iacute;das” &agrave;     Angola moderna, por sua vez integrada em fluxos globais e onde a ci&ecirc;ncia &eacute; um     dos arautos do progresso, inclusive no campo religioso.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Viegas e Varanda centram-se nas igrejas     neotradicionais da Luanda do in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI e mostram como os discursos     de uma Angola moderna, tecnol&oacute;gica e cient&iacute;fica, por vezes, n&atilde;o s&atilde;o verificados     no terreno. A juntar &agrave; provis&atilde;o de conforto espiritual, de sentimento de     perten&ccedil;a a uma comunidade, como refere Durkheim, a d&eacute;cada de 1990 trouxe uma     transforma&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica das igrejas, verificando-se uma apropria&ccedil;&atilde;o de novas     compet&ecirc;ncias, como a capacidade de cura e a abertura de um espa&ccedil;o societal que     possibilita a ressignifica&ccedil;&atilde;o de biografias femininas e a negocia&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is     de g&eacute;nero.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O discurso das v&aacute;rias igrejas nasce no seio de     uma representa&ccedil;&atilde;o vincada da modernidade angolana. As dicotomias indiv&iacute;duo/comunidade     e tradicional/moderno constituem as bases para a constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade pr&oacute;pria     das igrejas neotradicionais, com cultos que incluem sess&otilde;es de possess&atilde;o, ritos     de exorcismo e cura, conduzidos de acordo com novas interpreta&ccedil;&otilde;es b&iacute;blicas que     enfatizam a resili&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o para vencer as dificuldades quotidianas.     Os carismas atribu&iacute;dos &agrave;s profetizas mostram o seu car&aacute;ter revolucion&aacute;rio, ao     permitirem que estas mulheres deem novos significados &agrave;s suas biografias e, ao     mesmo tempo, criem novos percursos sociais, bem como espa&ccedil;os de esperan&ccedil;a para     as suas disc&iacute;pulas.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As “incumb&ecirc;ncias” autorreclamadas pelas     igrejas neotradicionais copiam as pr&aacute;ticas das igrejas hist&oacute;ricas do contexto     colonial, atenuando os problemas vivenciados pelas pessoas e, em alguns casos,     substituindo o Estado no cumprimento dos deveres sociais. Este &uacute;ltimo     apontamento &eacute; um dos fen&oacute;menos centrais no projeto da Angola contempor&acirc;nea – a     manuten&ccedil;&atilde;o do papel central das igrejas, tal como tiveram no passado, para a     sobreviv&ecirc;ncia de milh&otilde;es de angolanos. Como notou Durkheim, n&atilde;o h&aacute; religi&otilde;es     falsas, pois a fun&ccedil;&atilde;o da religi&atilde;o &eacute; ajudar a viver melhor; todas elas     respondem, de forma diferente, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es da exist&ecirc;ncia humana.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O contexto da macrofic&ccedil;&atilde;o da modernidade onde     o Estado-na&ccedil;&atilde;o impera for&ccedil;a mais uma vez &agrave; continuidade, neste caso nos     processos de constru&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica. At&eacute; aos anos 50, as miss&otilde;es religiosas     (cat&oacute;licas e protestantes) substitu&iacute;am o Estado na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados     biom&eacute;dicos, nomeadamente nas zonas rurais (Ross 1925; Galv&atilde;o 1947). Outros     elementos centrais para o projeto colonial eram as empresas coloniais que     dominavam largas &aacute;reas do territ&oacute;rio, como a Companhia de Diamantes de Angola     (Diamang), ou os Caminhos de Ferro de Benguela e Cassequel, que tamb&eacute;m atuavam     no &acirc;mbito sanit&aacute;rio com programas de sa&uacute;de p&uacute;blica pr&oacute;prios (Varanda 2014).<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title=""><sup>[7]</sup></a> No contexto     ap&oacute;s a independ&ecirc;ncia, a par de programas verticais como as a&ccedil;&otilde;es das equipas     m&oacute;veis contra a doen&ccedil;a do sono e para a erradica&ccedil;&atilde;o da poliomielite, que     representam o Estado em &aacute;reas fora dos centros urbanos costeiros e/ou     provinciais, estas igrejas de cura devem tamb&eacute;m ser consideradas como atores     relevantes em contextos do &shy;interior.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Ao aceitar-se o pressuposto de que as     entidades pol&iacute;ticas s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas resultantes de um processo longo     e complexo de constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade nacional, onde diferentes indiv&iacute;duos     se reveem na entidade abstrata que &eacute; a na&ccedil;&atilde;o (Kertzer 1998), deve ter-se em     conta o papel dos novos atores neotradicionais nesse processo. Este esfor&ccedil;o de     constru&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica de uma na&ccedil;&atilde;o &eacute; facilitado com recurso a her&oacute;is fundacionais     que tenham resistido aos avan&ccedil;os coloniais (Ngola Kiluange, Njinga Bandi,     Ekuikui, Mandume, Nunduma), a her&oacute;is que tenham libertado o povo do jugo     imperial (&shy;Agostinho Neto), ou, no contexto contempor&acirc;neo, que tenham     conseguido a paz e mantido a unidade nacional e/ou territorial (Jos&eacute; Eduardo do     Santos) face a “inimigos” internos. H&aacute; que ir al&eacute;m e considerar as pr&oacute;prias     institui&ccedil;&otilde;es estatais como fazedoras de simbologias da na&ccedil;&atilde;o. Tal reflete-se     nos edif&iacute;cios dos governos provinciais, municipais ou comunais, bem como nos     coordenadores de bairros presentes nas cidades ou pequenas vilas ou aldeias,     mas tamb&eacute;m em institui&ccedil;&otilde;es educacionais ou de sa&uacute;de.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Messiant (1999, 2007), Jensen e Pestana     (2010), e Oliveira (2013) referem que, paralelamente a esta constru&ccedil;&atilde;o     simb&oacute;lica, decorre o processo de relegar algumas das fun&ccedil;&otilde;es do Estado para a     sociedade civil. Enquanto a falecida autora francesa revela a inter-rela&ccedil;&atilde;o     entre organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais e figuras governamentais (Messiant 1999,     2007), Jensen e Pestana (2010) apontam a centralidade das igrejas para matizar     as condi&ccedil;&otilde;es de “viol&ecirc;ncia estrutural”, como nota o conceito de Farmer (1999),     em que a maioria dos angolanos se encontra. Oliveira (2013) refere a crescente     colagem entre o Estado-na&ccedil;&atilde;o e o Estado-partido e a import&acirc;ncia de alguns     atores locais neste processo.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Estes imagin&aacute;rios de outra globaliza&ccedil;&atilde;o por     vezes confrontam-se com o imagin&aacute;rio dominante da globaliza&ccedil;&atilde;o do Norte. S&atilde;o raras as not&iacute;cias sobre a Angola     contempor&acirc;nea que n&atilde;o incidam na sua dimens&atilde;o econ&oacute;mico-financeira. A economia     do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o pode ser avassaladora, mas &eacute; imperioso considerar     as perce&ccedil;&otilde;es e hist&oacute;rias, as biografias dos novos atores, suas trajet&oacute;rias e     pr&aacute;ticas, processos de (re)constru&ccedil;&atilde;o de identidade, projetos culturais ou     econ&oacute;micos da elite, bem como os olhares estatais – em resumo, &eacute; necess&aacute;rio     atentar &agrave;s l&oacute;gicas locais e regionais, integrando-as em processos     hist&oacute;rico-sociais inerentes (neste caso, a globaliza&ccedil;&atilde;o), pois viver e/ou     negociar em Angola implica lidar com in&uacute;meras idiossincrasias. S&oacute; assim se     poder&aacute; compreender melhor Angola no in&iacute;cio do s&eacute;culo&nbsp;XXI.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Em Angola, a mudan&ccedil;a constante, reflexo da     hist&oacute;ria e progresso da ci&ecirc;ncia e da t&eacute;cnica, &eacute; parte inerente da modernidade.     Mas como refere o fil&oacute;sofo ingl&ecirc;s John Gray, a cren&ccedil;a contempor&acirc;nea no     progresso &eacute;, paradoxalmente, quase religiosa.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title=""><sup>[8]</sup></a> H&aacute; um sentimento inabal&aacute;vel de que o avan&ccedil;o no conhecimento e na tecnologia     ter&aacute; paralelo em progressos socioculturais, &eacute;ticos e pol&iacute;ticos. Ou seja,     acredita-se que este movimento transformador trar&aacute; benef&iacute;cios num devir     pr&oacute;ximo, que os descendentes imediatos viver&atilde;o melhor. No entanto, avisa Gray,     esta &eacute; uma cren&ccedil;a que, para a maioria das pessoas, n&atilde;o se concretizar&aacute;. Esta     conce&ccedil;&atilde;o cega a compreens&atilde;o do movimento lento das rodas da engrenagem da     hist&oacute;ria e da sua tradu&ccedil;&atilde;o no real, vis&atilde;o que &eacute; ilustrada nos tr&ecirc;s textos deste     dossi&ecirc;.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Mas a voracidade da mudan&ccedil;a socioec&oacute;nomica     descrita nestas p&aacute;ginas de um modo geral reflete-se tamb&eacute;m nas fraturas     classificat&oacute;rias de que os expatriados s&atilde;o objeto por parte dos locais. Se, por     exemplo, voltasse ao mesmo mercado do Dundo com o colega norte-americano, este     j&aacute; n&atilde;o seria classificado como “sovi&eacute;tico” pelas quitandeiras. O <i>roulement</i> de atores verificado entre     1980 e 2014 impeliria a uma ressignifica&ccedil;&atilde;o do expatriado, j&aacute; n&atilde;o chamado     “branco”; seguiriam antes o exemplo das crian&ccedil;as das aldeias nas &aacute;reas rurais     das prov&iacute;ncias do Bengo, Kwanza Sul e U&iacute;ge, que nos &uacute;ltimos anos, quando me     viam, chamavam: “&Oacute; chin&ecirc;s, &oacute; chin&ecirc;s!”</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALEXANDRE, Valentim, 1999, “O Imp&eacute;rio e a     ideia de ra&ccedil;a (s&eacute;culos XIX e XX)”, em Jorge Vala (org.), <i>Novos Racismos: Perspectivas Comparativas</i>. Oeiras, Celta Editora,     133-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0873-6561201500010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ARNOLD, David, 1988, “Introduction”, em     David Arnold (org.),<i> Imperial Medicine and Indigenous Societies</i>.     Manchester, Manchester University Press, 1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0873-6561201500010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BALL, Jeremy, 2003, <i>“The Colossal Lie”: The Sociedade Agr&iacute;cola do Cassequel and Portuguese     Colonial Labor Policy in Angola, 1899-1977</i>. Los Angeles, University of     California, tese de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0873-6561201500010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BIRMINGHAM, David, 2007, “Angola”, em     Patrick Chabal <i>et al</i>., <i>A History of Postcolonial Lusophone Africa</i>.     Bloomington, Indiana University Press, 139-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0873-6561201500010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BLANES, Ruy Llera, 2014, <i>A Prophetic Trajectory: Ideologies of Place,     Time and Belonging in an Angolan Religious Movement</i>. Nova Iorque, Berghahn     Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0873-6561201500010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUTLER, Judith, 1998, “Performative acts     and gender constitution: An essay in phenomenology and feminist theory”, <i>Theatre Journal</i>, 40 (4): 519-531.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0873-6561201500010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CABECINHAS, Rosa, e Lu&iacute;s CUNHA, 2003,     “Colonialismo, identidade nacional e representa&ccedil;&otilde;es do ‘negro’”, <i>Estudos do S&eacute;culo XX</i>, 3: 157-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0873-6561201500010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CALEY, Corn&eacute;lio, 2011, “As religi&otilde;es     tradicionais africanas e universais em Angola em tempos de renascen&ccedil;a”, em <i>Actas do Workshop sobre o Fen&oacute;meno Religioso     em Angola: Um Debate Recorrente (Luanda, 14 e 15 de Junho)</i>. Luanda,     Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, Minist&eacute;rio da Cultura, 19-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0873-6561201500010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAMPOS, Indira, e Alex VINES, 2008,     “Angola and China: A pragmatic partnership”, apresentado na confer&ecirc;ncia “Prospects for Improving US-China-Africa     Cooperation” (Center for Strategic and Internacional Studies, Londres, Chatham     House, 5 de dezembro de 2007), dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://csis.org/files/media/csis/pubs/080306_angolachina.pdf" target="_blank">http://csis.org/files/media/csis/pubs/080306_angolachina.pdf</a>&gt;   (&uacute;ltima consulta em janeiro de 2015).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0873-6561201500010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHABAL, Patrick, e Nuno VIDAL (orgs.),     2007, <i>Angola: The Weight of History</i>.     Londres e Nova Iorque, Hurst &amp; Columbia University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0873-6561201500010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CLARENCE-SMITH, Gervaise, 1985, <i>The Third Portuguese Empire: 1825-1975</i>.     Manchester, Manchester University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0873-6561201500010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CLEVELAND, Todd, 2008, <i>Rock Solid: African Laborers on the Diamond     Mines of the Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), 1917-1975</i>.     Minneapolis, University of Minnesota, tese de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0873-6561201500010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COMAROFF, Jean, e John COMAROFF, 1991, <i>Of Revelation and Revolution</i>, vol.&nbsp;1:<i> Christianity, Colonialism, and Consciousness in South Africa, </i>Chicago,     The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0873-6561201500010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CROESE, Sylvia, 2012, “One million houses? Chinese engagement in Angola’s     national reconstruction”, em Marcus Power e Ana Cristina Alves (orgs.), <i>China and Angola: A Marriage of Convenience?</i>. Oxford, Pambazuka Press, 124-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0873-6561201500010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ESTEVES, Emmanuel, 1999, <i>O Caminho de Ferro de Benguela e o Impacto     Econ&ocirc;mico, Social e Cultural na Sua Zona de Influ&ecirc;ncia, 1902-1952</i>. Porto,     Universidade do Porto, tese de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0873-6561201500010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FARMER, Paul, 1999, <i>Infections and Inequalities: The Modern Plagues</i>. Berkeley, Los     Angeles e Londres, University of California Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0873-6561201500010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FLOR&Ecirc;NCIO, Fernando, 2010, “No reino da     toupeira: autoridades tradicionais do M’Balundu e o Estado angolano”, em     Fernando Flor&ecirc;ncio <i>et al.</i>, <i>Vozes do Universo Rural: Reescrevendo o     Estado em &Aacute;frica</i>. Lisboa, Centro de Estudos Africanos/ISCTE-IUL e Gerpress,     79-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0873-6561201500010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FLOR&Ecirc;NCIO, Fernando, 2011, “Pluralismo     jur&iacute;dico e Estado local em Angola: Um olhar cr&iacute;tico a partir do estudo de caso     do Bailundo”, <i>Antropologia Portuguesa</i>,     28: 95-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0873-6561201500010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GALV&Atilde;O, Henrique, 1947, “Exposi&ccedil;&atilde;o do     deputado Henrique Galv&atilde;o, Comiss&atilde;o de Col&oacute;nias da Assembleia Nacional, em Janeiro     de 1947”. Lisboa, Arquivo Hist&oacute;rico-Parlamentar, Assembleia da Rep&uacute;blica,     manuscrito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0873-6561201500010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GRAY, John, 2002, <i>Straw Dogs: Thoughts on Humans and Other Animals</i>. Londres, Granta     Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0873-6561201500010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GRAY, John, 2004, <i>Heresies: Against Progress and Other Illusions</i>. Londres, Granta     Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0873-6561201500010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GRAY, John, 2007, <i>Black Mass: Apocalyptic Religion and the Death of Utopia</i>. Londres,     Penguin Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0873-6561201500010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUEDES, Armando Marques, e Maria Jos&eacute;     LOPES (orgs.), 2007, <i>State and     Traditional Law in Angola and Mozambique</i>. Coimbra, Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0873-6561201500010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUHA, Ranajit, e Gayatri Chakravorty     SPIVAK (orgs.), 1998, <i>Selected Subaltern     Studies</i>. Oxford, Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0873-6561201500010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HENRIQUES, Isabel Castro, 2004, <i>Os Pilares da Diferen&ccedil;a: Rela&ccedil;&otilde;es     Portugal-&Aacute;frica, S&eacute;culos XV-XX</i>. Casal de Cambra, Caleidosc&oacute;pio Edi&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0873-6561201500010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HODGES, Tony, 2001, <i>Angola: From Afro-Stalinism to Petro-Diamond Capitalism</i>. Oxford,     James Currey.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0873-6561201500010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">INAR, 2011, <i>Actas do Workshop sobre o Fen&oacute;meno Religioso em Angola: Um Debate     Recorrente (Luanda, 14 e 15 de Junho)</i>. Luanda, Instituto Nacional para os     Assuntos Religiosos, Minist&eacute;rio da Cultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0873-6561201500010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">JENSEN, S&oslash;ren Kirk, e Nelson PESTANA,     2010, <i>O Papel das Igrejas na Redu&ccedil;&atilde;o da     Pobreza em Angola</i>. Bergen, CHR Michelsen Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0873-6561201500010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KERTZER, David I., 1998, <i>Ritual, Politics and Power</i>. New Haven, Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0873-6561201500010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAPLANTINE, Fran&ccedil;ois, 1991,&nbsp;<i>Aprender Antropologia</i>. S&atilde;o Paulo,     Editora&nbsp;Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0873-6561201500010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LUVUALO, Paulo, 2011, “Igreja de Nosso     Senhor Jesus Cristo no Mundo”, em <i>Actas     do Workshop sobre o Fen&oacute;meno Religioso em Angola: Um Debate Recorrente (Luanda,     14 e 15 de Junho)</i>. Luanda, Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos,     Minist&eacute;rio da Cultura, 117-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0873-6561201500010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MALANDA, Felipe, 2011, “Igreja da Mensagem     do &Uacute;ltimo Templo”, em <i>Actas do Workshop     sobre o Fen&oacute;meno Religioso em Angola: Um Debate Recorrente (Luanda, 14 e 15 de     Junho)</i>. Luanda, Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, Minist&eacute;rio     da Cultura, 120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0873-6561201500010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MESSIANT, Christine, 1999, “La Fondation     Eduardo dos Santos (FESA): a propos de ‘l’investissement’ de la soci&eacute;t&eacute; civile     par le pouvoir angolais”, <i>Politique     Afrique</i>, 73: 82-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0873-6561201500010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MESSIANT, Christine, 2003, “Les Eglises et     la derni&egrave;re guerre en Angola: Les voies difficiles de l’engagement pour une     paix juste”, <i>Social Sciences &amp;     Missions</i>, 13:&nbsp;75-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0873-6561201500010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MESSIANT, Christine, 2007, “The mutation     of hegemonic domination: multiparty politics without democracy”, em Patrick     Chabal e Nuno Vidal (orgs.), <i>Angola: The     Weight of History</i>. Londres e Nova Iorque, Hurst &amp; Columbia University     Press, 93-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0873-6561201500010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MILLER, Joseph C., 1988, <i>Way of Death: Merchant Capitalism and the     Angolan Slave Trade, 1730-1830</i>. Londres, James Currey.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0873-6561201500010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NETO, Maria Concei&ccedil;&atilde;o, 1997, “Entre a     tradi&ccedil;&atilde;o e a modernidade: os Ovibundo do planalto central &agrave; luz da hist&oacute;ria”, <i>Ngola</i>:<i> Revista de Estudos Sociais</i>, 1: 193-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0873-6561201500010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NETO, Maria Concei&ccedil;&atilde;o, 2001, “Angola: the     historical context for reconstruction”, em Paul Robson (org.), <i>Communities and Reconstruction in Angola</i>.     Luanda, Development Workshop, 23-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0873-6561201500010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NEWITT, Malyn, 1981, <i>Portugal in Africa: The Last Hundred Years</i>. Londres, Hurst e Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0873-6561201500010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OLIVEIRA, Ricardo Soares de, 2013, “‘O     governo est&aacute; aqui’: postwar State-making in the Angolan periphery”, <i>Politique Africaine</i>, 130: 165-187.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0873-6561201500010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ORRE, Aslak Jang&aring;rd, 2007, “Integration of     traditional authorities in local governance in Mozambique and Angola: The     context of decentralization and democratisation”, em Armando Marques e Maria     Jos&eacute; Lopes (orgs.), <i>State and Traditional     Law in Angola and Mozambique</i>. Coimbra, Almedina, 139-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0873-6561201500010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PACHECO, Fernando, 2001, “Rural     communities in Huambo”, em Paul Robson (org.), <i>Communities and Reconstruction in Angola</i>. Luanda, Development     Workshop, 151-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0873-6561201500010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">P&Eacute;CLARD, Didier, 1998, “Religion and     politics in Angola: The Church, the colonial State and the emergence of Angolan     nationalism (1940-1961)”, <i>Journal of     Religion in Africa</i>, 28&nbsp;(2): 160-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0873-6561201500010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">P&Eacute;LISSIER, Ren&eacute;, 1997 [1986], <i>Hist&oacute;ria das Campanhas de Angola:     Resist&ecirc;ncia e Revoltas, 1845-1941</i>. Lisboa, Editorial Estampa, 2&nbsp;vols.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0873-6561201500010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PERROT, Sandrine, e Dominique MALAQUAIS,     2009, “Penser l’Afrique &agrave; l’aune des globalisations emergentes”, <i>Politique Afrique</i>, 113: 5-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0873-6561201500010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PNUD, 2013, <i>A Ascens&atilde;o do Sul: Progresso Humano Num Mundo Diversificado (Resumo do     Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2013)</i>. Washington, DC, Programa das     Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento, dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://hdr.undp.org/sites/default/files/hdr13_summary_pt_web.pdf" target="_blank">http://hdr.undp.org/sites/default/files/hdr13_summary_pt_web.pdf</a>&gt;   (&uacute;ltima consulta em janeiro de 2015).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0873-6561201500010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PORTO, Nuno, 2010, <i>Modos de Objectifica&ccedil;&atilde;o da Domina&ccedil;&atilde;o Colonial: O Caso do Museu do     Dundo, 1940-1970</i>. Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian e FCT/MCTES.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0873-6561201500010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POWER, Marcus, e Ana Cristina ALVES, 2012, <i>China and Angola: A Marriage of     Convenience?</i>. Oxford, Pambazuka Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0873-6561201500010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROBSON, Paul, 2001, “Communities and     community institutions in Luanda”, em Paul &shy;Robson (org.), <i>Communities and Reconstruction in Angola</i>. Luanda, Development     Workshop, 163-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0873-6561201500010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROSS, Edward Alsworth, 1925, <i>Report on the Employment of Native Labor in     Portuguese Africa</i>. Nova Iorque, The Abbott Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0873-6561201500010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHUBERT, Benedict, 2000, <i>A Guerra e as Igrejas: Angola, 1961-1991</i>.     Basel, P. Schlettwein Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0873-6561201500010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SEBASTI&Atilde;O, Kanasidibo Aleluya, 2011,     “Santa Igreja Crist&atilde; Apost&oacute;lica Almo Consagrado em Angola”, em <i>Actas do Workshop sobre o Fen&oacute;meno Religioso     em Angola: Um Debate Recorrente (Luanda, 14 e 15 de Junho)</i>. Luanda,     Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, Minist&eacute;rio da Cultura, 119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0873-6561201500010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SOMMERVILLE, Keith, 1989, <i>Angola: Politics, Economics and Society</i>.     Londres, Pinter Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0873-6561201500010000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VAN ONSELEN, Charles, 1976, <i>African Mine Labor in Southern Rhodesia,     1900-1933</i>. &shy;Joanesburgo, Ravan Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0873-6561201500010000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VANSINA, Jan, 1985, <i>Oral Tradition as History</i>. Madison, The University of Wisconsin     Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0873-6561201500010000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VARANDA, Jorge, 2007, <i>“A Bem da Na&ccedil;&atilde;o”: Medical Science in a Diamond Company in     Twentieth-Century Colonial Angola</i>. Londres, University College London, tese     de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0873-6561201500010000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VARANDA, Jorge, 2014, “Cuidados biom&eacute;dicos     de sa&uacute;de em Angola e na Diamang, das d&eacute;cadas de 1910 a 1970”, <i>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de: Manguinhos</i>,     21&nbsp;(2): 587-608.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0873-6561201500010000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VIDAL, Nuno, 2007, “The Angolan regime and     the move to multiparty politics”, em Patrick Chabal, e Nuno Vidal (orgs.), <i>Angola: The Weight of History</i>. Londres e     Nova Iorque, Hurst &amp; Columbia University Press, 124-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0873-6561201500010000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VIEGAS, S&iacute;lvia Leiria, 2012, “Urbanization     in Luanda: Geopolitical framework, a socio-territorial analysis, em <i>Proceedings of</i> <i>15<sup>th</sup> International Planning History Society Conference</i>,     dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.fau.usp.br/15-iphs-conference-sao-paulo-2012/abstractsAndPapersFiles/Sessions/29/VIEGAS.pdf" target="_blank">http://www.fau.usp.br/15-iphs-conference-sao-paulo-2012/abstractsAndPapersFiles/Sessions/29/VIEGAS.pdf</a>&gt; (&uacute;ltima consulta em janeiro de 2015).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0873-6561201500010000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana">NOTAS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre a hist&oacute;ria e       pol&iacute;ticas urban&iacute;sticas e crescimento de Luanda, ver Robson (2001), Vidal (2007), Croese (2012) e Viegas (2012).    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para informa&ccedil;&atilde;o detalhada       sobre rela&ccedil;&otilde;es macro entre a China e Angola, ver Campos e Vines (2008), Power e Alves (2012).    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para o contexto angolano,       h&aacute; v&aacute;rias an&aacute;lises sobre a import&acirc;ncia fulcral da religi&atilde;o (crist&atilde; e       protestante) para melhor compreender as altera&ccedil;&otilde;es na organiza&ccedil;&atilde;o social –       veja-se Newitt (1981), Neto (1997), P&eacute;clard (1998), Schubert (2000), Messiant (2003) e Flor&ecirc;ncio (2010, 2011).    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre a miss&atilde;o       civilizadora, ver Alexandre (1999), Ball (2003), Cabecinhas e Cunha (2003) e Henriques (2004).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Excetuando, na contemporaneidade, a cobran&ccedil;a de imposto e recrutamento para trabalho for&ccedil;ado.    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre g&eacute;nero e <i>performance</i>, ver Butler (1998).    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para um estudo de caso       sobre Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) e Sociedade Agr&iacute;cola do &shy;Cassequel,       ver Esteves (1999) e Ball (2003). Para o caso da Diamang, ver Varanda (2007), Cleveland (2008) e Porto (2010).    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta tem&aacute;tica &eacute; abordada em diversos livro do autor; ver John Gray (2002, 2004, 2007).</font></p>           ]]></body><back>
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