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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Etnografias urbanas: explorando as cidades contemporâneas - introdução]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Estudos de Sociologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The dossier “Urban ethnography: exploring contemporary cities” focuses particularly on the potential and constraints of ethnographic practice carried out in different urban contexts - Oporto (Portugal), Barcelona (Spain) and Yachay (Ecuador) - and working from diverse disciplinary backgrounds (anthropology, sociology, psychology and political science). The papers share common analytical axes and are all crossed by the discussion about the possibilities of producing ethnography in the city, including relevant questioning of its sociopolitical, technical and methodological dimensions. Researches included in the dossier offer fine examples of the main challenges faced by current work in urban ethnography.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">      <p align="right"><b>DOSSI&Ecirc;</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Etnografias urbanas:   explorando as cidades contemporâneas – introdução</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font><b><font size="3" face="Verdana">Urban ethnography: exploring contemporary cities &ndash; introduction</font></b><font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Lígia Ferro<sup>I</sup>; Renata de S&aacute; Gon&ccedil;alves<sup>II</sup> </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> IS-UP, Universidade do Porto; CIES-IUL, Instituto Universitário de Lisboa,   Portugal. E-mail: <a href="mailto:lferro@letras.up.pt">lferro@letras.up.pt</a>       <br>   <sup>II</sup> Universidade Federal Fluminense, Brasil. E-mail: <a href="mailto:renatagoncalves@id.uff.br">renatagoncalves@id.uff.br</a></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O texto apresenta o dossiê   “Etnografias urbanas: explorando as cidades contemporâneas”, focalizando em   particular as potencialidades e constrangimentos do fazer etnográfico em   contextos urbanos diferentes – Porto (Portugal), Barcelona (Espanha) e Yachay   (Equador) –, operacionalizado a partir de formações disciplinares diversas   (antropologia, sociologia, psicologia e ciência política). Os trabalhos aqui   apresentados resultam de pesquisas atravessadas por eixos analíticos comuns e   pelo debate sobre os horizontes da etnografia na cidade, incluindo relevantes   questionamentos metodológicos, técnicos e sociopolíticos. Os trabalhos editados   oferecem bons exemplos dos principais desafios da investigação atual no âmbito da etnografia urbana. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> etnografia urbana, cidades, interdisciplinaridade, metodologia, técnicas</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The dossier   “Urban ethnography: exploring contemporary cities” focuses particularly on the   potential and constraints of ethnographic practice carried out in different   urban contexts – Oporto (Portugal), Barcelona (Spain) and Yachay (Ecuador) –   and working from diverse disciplinary backgrounds (anthropology, sociology,   psychology and political science). The papers share common analytical axes and   are all crossed by the discussion about the possibilities of producing   ethnography in the city, including relevant questioning of its sociopolitical,   technical and methodological dimensions. Researches included in the dossier   offer fine examples of the main challenges faced by current work in urban ethnography. </p>     <p><b>Keywords:</b> urban ethnography, cities, interdisciplinarity, methodology, methods</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O dossiê que aqui se   apresenta surge a partir do painel intitulado “Etnografia(s) urbana(s):   explorando as cidades contemporâneas” que organizámos no congresso da   Associação Portuguesa de Antropologia (APA), o qual teve lugar na cidade de   Coimbra, em Portugal, entre 2 e 4 de junho de 2016. A iniciativa desta   organização vem no seguimento do projeto “Cidades em Mudança: Processos   Participativos em Portugal e no Brasil”, coordenado por Graça Índias Cordeiro   (ISCTE-IUL, Portugal) e Renata de Sá ­Gonçalves (UFF, Brasil) e financiado ao   abrigo de um acordo de cooperação entre a Fundação para a Ciência e a   Tecnologia (FCT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior   português, e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério de Educação brasileiro.</p>     <p>No âmbito deste grupo de   discussão, 15 investigadores brasileiros e portugueses apresentaram dez   comunicações. Falamos de pesquisadores provenientes das mais variadas áreas das   ciências sociais, como a antropologia, a sociologia, a psicologia e a   geografia. A discussão e o trabalho conjunto centraram-se nas questões   metodológicas que se colocam quando estudamos a vida urbana contemporânea. É de   salientar a ativa participação no debate por parte de um público heterogéneo   (considerando variáveis como o género, a idade, a formação disciplinar e a fase da trajetória académica), intensamente implicado na investigação etnográfica.</p>     <p>Este dossiê, que temos o   prazer de publicar na revista <i>Etnográfica</i>,   justifica-se pela relevância e centralidade das abordagens acerca dos modos de   fazer, das possibilidades estratégicas e dos métodos de investigação em   contextos urbanos. Nele se somam importantes reflexões sobre o que significa   fazer etnografia nas cidades contemporâneas, colocando em destaque alguns   desafios destas práticas autorreflexivas no presente e para o futuro. Julgamos   que a sua leitura será do interesse da comunidade académica constituída por   antropólogos, sociólogos e outros cientistas sociais, assim como por todos os   que usam a etnografia como principal abordagem metodológica no âmbito do seu trabalho de investigação.</p>     <p>Os estudos urbanos têm-se   vindo a construir com recurso a uma variedade de metodologias e técnicas de   pesquisa, vivendo da investigação de temas e objetos partilhados por diversas   áreas do conhecimento, tais como a sociologia, a antropologia, a história, a   geografia, a arquitetura, o urbanismo, a psicologia, entre outras. Deste modo,   a etnografia, fazendo indiscutivelmente parte do património disciplinar da   “antropologia moderna”, tornou-se uma ferramenta de trabalho para profissionais   de uma diversidade de disciplinas das ciências sociais e humanas (estando   inclusivamente na base da criação da rede internacional de investigadores   ETNO.URB – ver <a href="https://etnourb.hypotheses.org" target="_blank">https://etnourb.hypotheses.org</a>). Foi com este pano de fundo que lançámos um   conjunto de desafios aos colegas que trabalham preferencialmente com esta   metodologia na cidade. Na linha da reflexão de Velho (1987), sabemos como   “observar o familiar” nas cidades contemporâneas nos coloca um conjunto de desafios específicos que importa delinear e discutir.</p>     <p>Os textos aqui reunidos   apresentam as suas propostas sobre como operacionalizar a investigação em   territórios urbanos, incluindo a tarefa, por vezes árdua, de delimitação dos   recortes empíricos da pesquisa. Como se define e redefine o conhecimento no   quadro das relações e interações que se estabelecem no terreno? Quais as   potencialidades e desafios da etnografia contemporânea como instrumento de   trabalho e forma de conhecimento da complexidade urbana? Em que sentidos se   colocam questões epistemológicas e éticas neste domínio? Como lidar com a   partilha e armazenamento dos dados etnográficos? Quais os modos de fazer   possíveis quando fazemos etnografia partilhada na cidade? Qual o papel das   novas tecnologias no trabalho etnográfico? As respostas a problemas colocados   por situações concretas de investigação oferecem propostas para repensar a   etnografia a partir das condições em que é praticada na contemporaneidade. O   debate a partir destes desafios no domínio do congresso da APA teve como   finalidade munirmo-nos de ferramentas teórico-metodológicas que permitam   enfrentar o nosso quotidiano como etnógrafos, descobrindo novas pistas de trabalho para o futuro.</p>     <p>Os três textos aqui   apresentados condensam, de certo modo, o trabalho que foi levado a cabo no   referido painel temático. A partir de etnografias recentes realizadas nas   cidades do Porto (Portugal), Barcelona (Catalunha, Espanha) e Yachay (Equador),   os autores debatem usos e estratégias no âmbito do trabalho etnográfico em   contextos urbanos, os seus instrumentos de trabalho, bem como as suas   potencialidades e desafios teórico-metodológicos, epistemológicos, éticos e   sociopolíticos no conhecimento da complexidade urbana. Em particular, todos nos   falam sobre como construir recortes empíricos concretos e sobre as inúmeras possibilidades e impossibilidades de operacionalização da etnografia.</p>     <p>Dotadas de grande diversidade   e complexidade sociocultural, as cidades apresentam-se nos textos do dossiê não   apenas, no sentido estrito, como cenários das práticas, representações e   dinâmicas sociais que aí têm lugar, mas como contextos relevantes em si mesmos   para a configuração e desenvolvimento dessas realidades, no seguimento de   trabalhos prévios nesta área (Cordeiro, Baptista e Costa 2003) e do que tem   vindo a suceder em publicações anteriores editadas pelas organizadoras deste   dossiê (Ferro, Gonçalves e Raposo 2015; Gonçalves e Ferro no prelo; Ferro <i>et&nbsp;al</i>. 2018). Os processos e   reconfigurações dos contextos e dinâmicas urbanas põem em xeque, inclusive, as   nossas categorias analíticas e conceitos e é nesse sentido que as explorações que integram este dossiê dão um importante contributo para o debate.</p>     <p>Joan Josep Pujadas   apresenta-nos uma reflexão sobre a mobilidade na área metropolitana de   Barcelona e as potencialidades da etnografia em articulação com a técnica do <i>shadowing</i> (Wolcott 1973; Czarniawska   2007, 2014; ­Gaggiotti 2010, 2011; Jirón 2007, 2008, 2011) como forma de a   abordar, com o seu texto intitulado “Etnografía móvil, entre el sombreado y el   acompañamiento: notas a partir del estudio de la movilidad cotidiana en la   Región ­Metropolitana de Barcelona (RMB)”. O texto, escrito a partir da   experiência antropológica sólida do seu autor, convida-nos a pensar no modo   como a etnografia, estratégia metodológica holística, orienta a aplicação de   técnicas de pesquisa como a observação e o <i>shadowing</i>,   permitindo estudar de modo aprofundado os fenómenos que pautam a vida na   metrópole: a mobilidade, a simultaneidade, a fragilidade e a   multiterritorialidade. Trata-se de uma pesquisa colaborativa, em que os seus   protagonistas apresentaram graus diferentes de envolvimento e participação, a   qual permitiu refletir também sobre alguns limites éticos que a técnica   mencionada levanta, quando aplicada no quadro abrangente de uma etnografia de relevante fôlego.</p>     <p>Os psicólogos Simão Mata   e Luís Fernandes focalizam a revisitação etnográfica e a técnica do <i>go-along</i> (Kusenbach 2003) no texto   “Questões metodológicas de uma revisitação etnográfica a territórios   psicotrópicos do Porto”. Partindo da longa experiência etnográfica acumulada   por Luís Fernandes nos bairros portuenses do Aleixo, Pinheiro Torres e   Pasteleira, os autores encetam um processo de revisitação etnográfica   partilhada destes territórios. Sendo a etnografia uma abordagem que implica   longa permanência no terreno para recolha de dados, é com frequência que   voltamos aos territórios estudados e é também nesses momentos que somos   confrontados com várias questões. Como realizar a leitura dos dados recolhidos   no passado e no presente? Qual o peso das mudanças dos contextos urbanos nesse   processo interpretativo? Estas são algumas das questões que nos vão inquietando   durante os processos de revisitação etnográfica. Os autores partem de reflexões   teóricas como a de Burawoy (2003), colocando à discussão as dimensões empíricas de uma revisitação etnográfica nos referidos territórios da cidade do Porto.</p>     <p>A partir de um trabalho   interdisciplinar que cruza formações na área da sociologia, da antropologia e   da ciência política, Miquel Férnandez ­González, Maribel Cadenas Álvarez e   Thomas Purcell discutem os constrangimentos políticos à realização de etnografia   em Yachay, no Equador, no domínio do seu texto “Urbanismo utópico, realidades   distópicas: una etnografía (im)posible en Yachay, ‘ciudad del conocimiento’ ”. A censura de uma   etnografia indesejada é colocada a nu neste artigo conjunto, levando-nos a   refletir sobre o cariz incómodo da investigação em ciências sociais no nosso   tempo, em particular quando a mesma é dotada de um grau considerável de   aprofundamento teórico-empírico, como sucede no âmbito do trabalho etnográfico.   Este texto constitui ainda um contributo de relevo para o designado debate   sobre as “<i>smart cities</i>” ou “<i>cities from scratch</i>” (Carvalho 2015;   Datta 2015; Luque-Ayala e ­Marvin 2015), mostrando como as “utopias   planificadas” vivem do controlo da informação e, por conseguinte, das eventuais investigações independentes e críticas que se possam realizar nesses contextos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, os três trabalhos   resultam de pesquisas atravessadas por eixos analíticos comuns e pelo debate   sobre os horizontes do fazer etnográfico, incluindo os constrangimentos e   possibilidades do ponto de vista metodológico, técnico e sociopolítico. Na   nossa perspetiva, estes eixos partilhados caraterizam, de certo modo, a investigação   atual no âmbito da etnografia urbana. Destacamos pelo menos dois eixos fundamentais que atravessam os três trabalhos:</p>     <p>– A articulação entre uma abordagem metodológica mais   abrangente e holística, como a etnografia, e um conjunto de técnicas inovadoras   e pouco exploradas para o estudo da realidade urbana, em particular a técnica   do <i>shadowing</i>, usada por Pujadas, e a   do <i>go-along</i>, a que recorrem Mata e   Fernandes. Partindo de contextos urbanos em permanente mudança, os autores   exploram as possibilidades de instrumentos concretos no que diz respeito à recolha de dados etnográficos.</p>     <p>– Os limites éticos e os constrangimentos sociais e políticos   que configuram a concretização prática da investigação etnográfica. Pujadas   levanta pistas para aplicar a técnica do<i>   shadowing</i>, seguindo os movimentos das pessoas na metrópole sem romper com o   código ético que rege o trabalho etnográfico. Mata e Fernandes questionam os   seus próprios limites enquanto etnógrafos, partindo do esforço de   reconhecimento dos limites geográficos e sociais dos territórios da pesquisa.   Férnandez, Cadenas e Purcell analisam as implicações para a prática de dinâmicas políticas de censura de uma etnografia indesejada em Yachay.</p>     <p>As potencialidades e   limites da etnografia em contextos definidos levam-nos a uma reflexão sobre   cidades em mudança e as possibilidades da investigação etnográfica face a essas   mudanças. Os três artigos apresentam, de forma criativa, pistas muito   relevantes para pensar a abordagem etnográfica à vida urbana, considerando e   interpretando a sua grande complexidade. Esperamos que os contributos aqui   apresentados possam constituir novos pontos de partida para investigações e reflexões futuras.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>BIBLIOGRAFIA</b></font><font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>BURAWOY,   Michael, 2003, “Revisits: an outline of a theory of reflexive ethnography”, <i>American Sociological Review</i>, 68&nbsp;(5): 645-679.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207945&pid=S0873-6561201800020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO,   Luís, 2015, “Smart cities from scratch? A socio-technical perspective”, <i>Cambridge Journal of Regions, Economy and Society</i>, 8&nbsp;(1): 43-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207947&pid=S0873-6561201800020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CORDEIRO, Graça Índias, Luís Vicente BAPTISTA, e António Firmino da COSTA, 2003, <i>Etnografias Urbanas</i>. Oeiras, Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207949&pid=S0873-6561201800020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CZARNIAWSKA, Barbara, 2007, <i>Shadowing and Other Techniques for Doing Fieldwork in Modern Societies</i>. Malmö, Liber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207951&pid=S0873-6561201800020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CZARNIAWSKA,   Barbara, 2014, “Observation on the move: shadowing”, em B.&nbsp;­Czarniawska, <i>Social Science Research: From Field to Desk. </i>Los Angeles, Sage, 43-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207953&pid=S0873-6561201800020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DATTA,   Ayona, 2015, “New urban utopias of postcolonial India: ‘entrepreneurial   urbanization’ in Dholera smart city, Gujarat”, <i>Dialogues in Human Geography</i>, 5&nbsp;(1): 3-22, DOI: 10.1177/2043820614565748.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207955&pid=S0873-6561201800020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERRO,   Lígia, <i>et&nbsp;al</i>. (orgs.), 2018, <i>Moving Cities: Contested Views on Urban Life</i>. Wiesbaden, Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207957&pid=S0873-6561201800020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERRO, Lígia, Renata   GONÇALVES, e Otávio RAPOSO (orgs.), 2015, <i>Expressões Artísticas Urbanas: Etnografia e Criatividade em Espaços Atlânticos</i>. Rio de Janeiro, Editora Mauad/FAPERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207959&pid=S0873-6561201800020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaggiotti, Hugo, 2010, “Official chronicles of corporate globalization and   unofficial stories of international mobility: resisting patronage of   meanings?”, <i>Journal of Organizational Change Management</i>, 23&nbsp;(2): 157-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207961&pid=S0873-6561201800020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GAGGIOTTI, Hugo, 2011, “Narrating expatriation and making sense of the   globalization experience”, em E.&nbsp;Bonet <i>et&nbsp;al</i>.   (orgs.), <i>Rhetoric and Narratives in Management Research</i>. Sant Cugat, ESADE, 293-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207963&pid=S0873-6561201800020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GONÇALVES, Renata de   Sá, e Lígia FERRO (orgs.), no prelo, <i>Cidades em Mudança: Processos Participativos em Portugal e no Brasil</i>. Rio de Janeiro, Mauad Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207965&pid=S0873-6561201800020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jirón, Paola, 2007, “Unravelling invisible inequalities in the city through urban daily mobility: the case of Santiago de Chile”, <i>Swiss Journal of Sociology</i>, 33&nbsp;(1): 45-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207967&pid=S0873-6561201800020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jirón, Paola, 2008, <i>Mobility on the   Move: Examining Urban Daily Mobility Practices in Santiago de Chile</i>. Londres, London School of Economics and Political Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207969&pid=S0873-6561201800020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jirón, Paola, 2011, “On becoming ‘la   sombre/the shadow’ ”, em M.&nbsp;Buscher <i>et&nbsp;al</i>. (orgs.),   <i>Mobile Methods</i>. Londres, Routledge, 36-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207971&pid=S0873-6561201800020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KUSENBACH,   Margarethe, 2003, “Street phenomenology: the go-along as ethnographic research   tool”, <i>Ethnography</i>, 4&nbsp;(3): 455-485.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207973&pid=S0873-6561201800020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LUQUE-AYALA,   Andrés, e Simon MARVIN, 2015, “Developing a critical understanding of smart   urbanism?”, <i>Urban Studies</i>, 52&nbsp;(12): 2105-2116, DOI: 10.1177/0042098015577319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207975&pid=S0873-6561201800020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VELHO, Gilberto,   1987, “Observando o familiar”, em G.&nbsp;Velho, <i>Individualismo e Cultura: Notas para Uma Antropologia da Sociedade     Contemporânea</i>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207977&pid=S0873-6561201800020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolcott, Harry, 1973, <i>The Man in the   Principal’s Office: An Ethnography. </i>Walnut Creek, CA, Altamira Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=207979&pid=S0873-6561201800020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> </font>      ]]></body><back>
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