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</front><body><![CDATA[ <p><b>Uma panóplia de desafios</b></p>     <p><b>An array of challenges </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paulo Bento </b></p>     <p><b>DIRETOR </b></p>     <p><a href="mailto:director.gemr.ibs@iscte.pt"><b>director.gemr.ibs@iscte.pt </b></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A globalização e diversos excessos, em particular os associados ao crédito,    destaparam várias disfunções em grande parte do mundo dito desenvolvido, que    a retórica, a propaganda e a euforia vinham ocultando. </p>     <p>Apesar da insistência inicial, por parte das autoridades dos países ou dos    blocos mais atingidos, em fazerem crer que a crise era menos profunda e que    depressa a aniquilariam ou acantonariam, eram muitos os sinais de que não seria    assim. Na verdade, estávamos a entrar numa nova era, muito diferente daquela    que começava a ficar para trás, e com ela apareceram novos desafios. </p>     <p>Assim, sem surpresa, apesar do «poder de fogo» das autoridades e do pronto    resgate da banca autoflagelada, os esforços para restabelecer a «velha ordem»    só podiam ter resultados limitados. Confirmou-se, mais uma vez, que as crises    profundas são «monstros» de vários tentáculos, difíceis de domar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entretanto, com o decorrer do tempo, aumentou o número de países afetados.    Com efeito, nem os pujantes BRIC ficaram a salvo, como revelam as recentes reduções    das respetivas taxas de crescimento, mas também as tensões e contradições internas,    cada vez mais indisfarçáveis e com presença crescente nos <i>media</i> internacionais.</p>     <p>O resultado final de tudo aquilo a que temos assistido produzirá mudanças significativas,    com impactos diversos, fruto da materialização das alternativas que se colocam,    como por exemplo aos seguintes níveis: i) da energia, com consequências nas    alterações climáticas e na paisagem geopolítica; ii) da biotecnologia e da agroindústria,    com efeitos ao nível da saúde e com reflexos nas respostas aos desafios populacionais;    iii) da inovação, com frutos no desenvolvimento de produtos, serviços e organizações;    iv) da governação, desafiando os formatos de democracia representativa; v) das    cidades, com repercussões na coabitação e nas vidas individuais; vi) da ética    (empresarial e política), com implicações na moralização e na confiança. </p>       ]]></body>
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