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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias do membro da família prestador de cuidados face às manifestações de confusão do seu familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family member strategies to deal with confusional manifestations by the care recipient]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estrategias del miembro de la familia prestador de cuidados ante las manifestaciones de confusión de su familiar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study was conducted with the following goals: to identify manifestations of acute confusion (AC) that patients have at home and to identify the strategies used by Family Caregivers (MFPCs) to deal with these manifestations. Accordingly, the work was divided into two parts: a) the first took place in the hospital setting, using a quantitative approach, and b) the second took place at home, based on a qualitative case study methodology. For identification of the sample, at the first stage the NEECHAM Confusion Scale (NCS) was administered to in-patients in a hospital setting, and one month after discharge follow-up of those who had acute confusion (AC) was carried out. It was found that only 17.3% of patients returned home. Of these, after assessment with the NCS, only those who still had confusion were selected for semi-structured interview of their MFPC in order to achieve the study goals. In the interviews, participants revealed three categories related to manifestations of confusion: 1) psychomotor; 2) orientation and 3) inappropriate social behaviour, and two related to strategies: a) non-pharmacological strategies, and 2) pharmacological strategies. Inability to act was also revealed in the interviews. Further studies are needed with larger samples to better understand the problem.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Estudio realizado con el objetivo de identificar las manifestaciones de Confusión Aguda (CA) que los enfermos presentan en casa y las estrategias utilizadas por el Miembro de la Familia Prestador de Cuidados (MFPC) para lidiar con estas manifestaciones. Ante esas intenciones, se utilizó una estrategia metodológica en dos fases, la primera en ambiente hospitalario, recurriéndose a un enfoque cuantitativo y la segunda en casa, apoyada en la metodología del estudio de caso. Para la identificación de los elementos de la muestra, en primer lugar fue aplicada la escala de Neecham Confusion Scale (NCS) a los enfermos internados en una institución hospitalaria, habiendo, tras un mes del alta, averiguado el destino de los que presentaron Confusión Aguda (CA). Se constató entonces que apenas 17,3% de los enfermos, regresaron a casa. De estos, tras evaluación con la NCS, se seleccionaron aquellos en los que aún persistía el estado de confusión para efectuar una entrevista semi-estructurada a sus MFPC con el intuito de responder a los objetivos del estudio. Del discurso de los participantes emergieron tres categorías relativas a las manifestaciones de confusión: alteraciones psicomotoras; orientación y comportamiento social inapropiado; y dos respectivas a las estrategias: estrategias no farmacológicas; estratégias farmacológicas. Además de estas fue referida por los MFPC, la incapacidad de actuar. Son necesarios otros estudios, en una muestra mayor, para una mejor comprensión de la problemática.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Estrat&eacute;gias do membro da fam&iacute;lia prestador de cuidados face &agrave;s  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do seu familiar</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Joana Sousa</b>*; <b>Abel Silva</b>**; <b>Paulo Marques</b>***</P>     <P>* Msc. em Enfermagem pelo Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (ICS) da  Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. Doutoranda no ICS da Universidade Cat&oacute;lica.  RN. Hospitais da Universidade de Coimbra &#91;<A  href="mailto:joanasousa@live.com">joanasousa@live.com</A>&#93;.</P>     <P>** Ph.D - Professor Coordenador na Escola Superior de Enfermagem do Porto</P>     <P>*** Msc. em Enfermagem. Professor - Adjunto na Escola Superior de Enfermagem  no Porto</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>     <P>Estudo realizado com o objetivo de identificar as manifesta&ccedil;&otilde;es de Confus&atilde;o  Aguda (CA) que os doentes apresentam em casa, e as estrat&eacute;gias utilizadas pelo  Membro da Fam&iacute;lia Prestador de Cuidados (MFPC) para lidar com essas  manifesta&ccedil;&otilde;es. Face a essas inten&ccedil;&otilde;es, utilizou-se uma estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica  em duas fases, uma primeira em ambiente hospitalar, recorrendo se a uma  abordagem quantitativa e uma segunda em casa, suportada na metodologia do estudo  de caso. Para a identifica&ccedil;&atilde;o dos elementos da amostra, num primeiro momento foi  aplicada a <I>Neecham Confusion Scale</I> (NCS) aos doentes internados numa  institui&ccedil;&atilde;o hospitalar, tendo-se averiguado, um m&ecirc;s ap&oacute;s a alta, o destino dos  que apresentaram Confus&atilde;o Aguda (CA). Constatou-se, ent&atilde;o, que apenas 17,3% dos  doentes, regressaram a casa. Destes, ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o com a NCS, selecionaram se  aqueles que ainda mantinham confus&atilde;o, para efetuar uma entrevista  semiestruturada aos seus MFPC com o intuito de responder aos objetivos de  estudo. Do discurso dos participantes emergiram tr&ecirc;s categorias relativas &agrave;s  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o: altera&ccedil;&otilde;es psicomotoras; orienta&ccedil;&atilde;o e comportamento  social inapropriado; e duas respeitantes &agrave;s estrat&eacute;gias: estrat&eacute;gias n&atilde;o  farmacol&oacute;gicas e estrat&eacute;gias farmacol&oacute;gicas. Al&eacute;m destas foi referenciada pelos  MFPC, incapacidade de agir. S&atilde;o necess&aacute;rios outros estudos, em amostra maior,  para uma melhor compreens&atilde;o da problem&aacute;tica.</P>     <P><b>Palavras-chave</b>: confus&atilde;o; cuidadores.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><b>Family member strategies to deal with confusional manifestations by the care  recipient</b></P>     <p>     <P><B>Abstract</B></P>     <P>This study was conducted with the following goals: to identify manifestations  of acute confusion (AC) that patients have at home and to identify the  strategies used by Family Caregivers (MFPCs) to deal with these manifestations.  Accordingly, the work was divided into two parts: a) the first took place in the  hospital setting, using a quantitative approach, and b) the second took place at  home, based on a qualitative case study methodology. For identification of the  sample, at the first stage the NEECHAM Confusion Scale (NCS) was administered to  in-patients in a hospital setting, and one month after discharge follow-up of  those who had acute confusion (AC) was carried out. It was found that only 17.3%  of patients returned home. Of these, after assessment with the NCS, only those  who still had confusion were selected for semi-structured interview of their  MFPC in order to achieve the study goals. In the interviews, participants  revealed three categories related to manifestations of confusion: 1)  psychomotor; 2) orientation and 3) inappropriate social behaviour, and two  related to strategies: a) non-pharmacological strategies, and 2) pharmacological  strategies. Inability to act was also revealed in the interviews. Further  studies are needed with larger samples to better understand the problem.</P>     <P><b>Keywords</b>: confusion, caregivers.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Estrategias del miembro de la familia prestador de cuidados ante las  manifestaciones de confusi&oacute;n de su familiar</b></P>     <p>     <P><B>Resumen</B><p/>&nbsp;     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Estudio realizado con el objetivo de identificar las manifestaciones de  Confusi&oacute;n Aguda (CA) que los enfermos presentan en casa y las estrategias  utilizadas por el Miembro de la Familia Prestador de Cuidados (MFPC) para lidiar  con estas manifestaciones. Ante esas intenciones, se utiliz&oacute; una estrategia  metodol&oacute;gica en dos fases, la primera en ambiente hospitalario, recurri&eacute;ndose a  un enfoque cuantitativo y la segunda en casa, apoyada en la metodolog&iacute;a del  estudio de caso.</P>     <P>Para la identificaci&oacute;n de los elementos de la muestra, en primer lugar fue  aplicada la escala de <I>Neecham Confusion Scale</I> (NCS) a los enfermos  internados en una instituci&oacute;n hospitalaria, habiendo, tras un mes del alta,  averiguado el destino de los que presentaron Confusi&oacute;n Aguda (CA). Se constat&oacute;  entonces que apenas 17,3% de los enfermos, regresaron a casa. De estos, tras  evaluaci&oacute;n con la NCS, se seleccionaron aquellos en los que a&uacute;n persist&iacute;a el  estado de confusi&oacute;n para efectuar una entrevista semi-estructurada a sus MFPC  con el intuito de responder a los objetivos del estudio. Del discurso de los  participantes emergieron tres categor&iacute;as relativas a las manifestaciones de  confusi&oacute;n: alteraciones psicomotoras; orientaci&oacute;n y comportamiento social  inapropiado; y dos respectivas a las estrategias: estrategias no farmacol&oacute;gicas;  estrat&eacute;gias farmacol&oacute;gicas. Adem&aacute;s de estas fue referida por los MFPC, la  incapacidad de actuar. Son necesarios otros estudios, en una muestra mayor, para  una mejor comprensi&oacute;n de la problem&aacute;tica.</P>     <P><B>Palabras clave</B>: confusi&oacute;n; cuidadores.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P>     <P>Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m-se verificado altera&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas substanciais, com  o crescimento exponencial da popula&ccedil;&atilde;o idosa, mais significativo nos pa&iacute;ses  desenvolvidos, e tamb&eacute;m a n&iacute;vel das estruturas familiares, que evolu&iacute;ram de  numerosas para mono nucleares e mesmo desfragmentadas (Portugal, Dire&ccedil;&atilde;o Geral  da Sa&uacute;de, 2004). Essas modifica&ccedil;&otilde;es comportam enormes desafios para os sistemas  prestadores de cuidados de sa&uacute;de, exigindo uma modifica&ccedil;&atilde;o do paradigma atual  dos cuidados, ainda muito centrado num modelo curativo, mas tamb&eacute;m para os  profissionais que a&iacute; exercem a sua atividade e para a sociedade no seu todo  (Portugal, Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, 2004). Com o aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de  vida, s&atilde;o cada vez mais as pessoas com idade acima dos 65 anos a recorrer aos  servi&ccedil;os de sa&uacute;de, com problemas como a confus&atilde;o aguda (CA), de dif&iacute;cil  diagn&oacute;stico e gest&atilde;o para os profissionais de sa&uacute;de (Nicholson e Henderson,  2009). A CA &eacute; definida como uma s&iacute;ndroma cl&iacute;nico caracterizado por um dist&uacute;rbio  da consci&ecirc;ncia, fun&ccedil;&atilde;o cognitiva ou perce&ccedil;&atilde;o, que tem um in&iacute;cio agudo e um  decurso flutuante (Sendelbach e Guthrie, 2009). O que leva a in&uacute;meras  consequ&ecirc;ncias negativas, como elevadas taxas de morbilidade e mortalidade, a  n&iacute;vel hospitalar, institucionaliza&ccedil;&atilde;o, reinternamento e aumento consider&aacute;vel dos  custos (Nicholson e Henderson, 2009; Sendelbach e Guthrie, 2009). Silva (2007)  alerta-nos para um desses problemas, ao perguntar quantas ser&atilde;o as pessoas  readmitidas no hospital, pouco tempo ap&oacute;s o internamento inicial, devido a  problemas como a confus&atilde;o, o que nos remete para uma eventual imprepara&ccedil;&atilde;o dos  MFPC para tomar conta dos seus familiares confusos.</P>     <P>Essas dificuldades podem induzir stresse no MFPC, podendo mesmo lev&aacute;-lo &agrave;  exaust&atilde;o, refletindo-se em altera&ccedil;&otilde;es no seu bem-estar e sa&uacute;de, na rede social a  que pertence, bem como na sua pr&oacute;pria din&acirc;mica familiar, impedindo uma adequada  Transi&ccedil;&atilde;o para o Papel de Prestador de Cuidados (Meleis, 2007). Aquele conceito  pressup&otilde;e a passagem ou o movimento de um estado, condi&ccedil;&atilde;o ou lugar, para outro,  envolvendo a aquisi&ccedil;&atilde;o de um novo papel, que decorre num determinado per&iacute;odo de  tempo, implicando uma mudan&ccedil;a na vida dos indiv&iacute;duos, assim como na sua  organiza&ccedil;&atilde;o familiar. Este processo &eacute; acompanhado por uma vasta gama de emo&ccedil;&otilde;es,  que surgem a partir das dificuldades encontradas no seu decurso (Meleis, 2007).  Ora, se as dificuldades n&atilde;o forem solucionadas convenientemente e no tempo  certo, poder-se-&aacute; evoluir para resultados altamente negativos, quer para os  pr&oacute;prios, mas tamb&eacute;m para a sociedade no seu todo, e a enfermagem tem aqui uma  palavra a dizer (Pereira, 2009). Nessa medida, importa muito conhecer o problema  no contexto do domic&iacute;lio, bem como a(s) forma(s) utilizada(s) pelos familiares  daqueles doentes, para gerir a situa&ccedil;&atilde;o com que se deparam de um momento para o  outro, e tamb&eacute;m a sua origem, para melhor se poder intervir. O conhecimento  b&aacute;sico deste fen&oacute;meno &eacute; essencial para o subsequente desenvolvimento de  conhecimento aplicado (Meleis, 2007).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Quadro Te&oacute;rico</B></P>     <P>A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &eacute; uma tarefa inerente ao ser humano e &agrave; sua vida  social. O ato de tomar conta surge quando algu&eacute;m que nos &eacute; pr&oacute;ximo precisa de  ajuda na realiza&ccedil;&atilde;o dos autocuidados, no domic&iacute;lio, devido a uma situa&ccedil;&atilde;o de  doen&ccedil;a, aguda ou cr&oacute;nica, ou pela debilidade associada ao envelhecimento dos  indiv&iacute;duos (Pereira, 2009). O autocuidado inclui os cuidados oferecidos por  outros a favor da pessoa (Meleis, 2007).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No contexto de uma hospitaliza&ccedil;&atilde;o, uma pessoa pode tornar-se dependente ou  sofrer um agravamento no seu grau de depend&ecirc;ncia, associado a uma CA (Sendelbach  e Guthrie, 2009); necessitar de ajuda para a concretiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados que,  normalmente, seria capaz de realizar por si pr&oacute;prio; necessitar de vigil&acirc;ncia e  controlo de um conjunto de sinais e sintomas. Sendelbach e Guthrie (2009)  evidenciam que o fen&oacute;meno de CA est&aacute; associado a um pior estado funcional e a  uma maior necessidade de cuidados. Neste caso, quando este doente regressa a  casa, a CA pode ter um grande impacto nas fam&iacute;lias (Aguirre, 2010). Uma das  maiores preocupa&ccedil;&otilde;es com estes doentes est&aacute; relacionada com os riscos em que  incorrem, nomeadamente, de quedas, fuga, entre outros, sendo que a CA se  manifesta por agita&ccedil;&atilde;o, desorienta&ccedil;&atilde;o, perturba&ccedil;&otilde;es do discurso, entre outras  (Meagher, 2009). Muitos dos doentes que manifestam CA a n&iacute;vel hospitalar, n&atilde;o  conseguem recuperar no curto espa&ccedil;o do internamento, ficando a sua fam&iacute;lia com o  encargo de gerir da melhor forma o problema, responsabilidade que cabe aos  enfermeiros (Aguirre, 2010); designadamente idosos confusos (Cruz <I>et al</I>.,  2010). Em consequ&ecirc;ncia, os membros de cada fam&iacute;lia t&ecirc;m que definir aquele que  ficar&aacute; respons&aacute;vel pela presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, sendo que habitualmente esta  tarefa recai sobre os elementos do sexo feminino, preferencialmente c&ocirc;njuges,  mas tamb&eacute;m filhas ou noras (Honea <I>et al</I>., 2008).</P>     <P>A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados vai desencadear respostas no MFPC, podendo resultar  em deteriora&ccedil;&atilde;o da sua sa&uacute;de f&iacute;sica e ps&iacute;quica, que se agrava com o tempo,  designada na literatura como stresse do prestador de cuidados (<I>caregiver  strain, caregiver burden</I>) (Honea <I>et al</I>., 2008). Deste modo, o  prestador de cuidados do doente com CA encontra-se vulner&aacute;vel a riscos que podem  influenciar e afetar a sua sa&uacute;de e bem-estar, dificultando a transi&ccedil;&atilde;o que &eacute; uma  passagem entre dois per&iacute;odos est&aacute;veis (Meleis, 2007). Trata-se de um processo  que se traduz em mudan&ccedil;as que culminam em per&iacute;odos de desequil&iacute;brios e de  perturba&ccedil;&otilde;es e, posteriormente, num novo equil&iacute;brio. Ao longo deste  <I>continuum</I> o indiv&iacute;duo vivencia profundas altera&ccedil;&otilde;es no ambiente que o  envolve e na maneira como o perceciona. Durante o decurso da transi&ccedil;&atilde;o &eacute;  necess&aacute;rio desenvolver novas compet&ecirc;ncias, rela&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias de  <I>coping</I>, que seriam facilitadas por uma prepara&ccedil;&atilde;o adequada do regresso a  casa (Petronilho, 2007). Prepara&ccedil;&atilde;o que dotasse o MFPC dos conhecimentos e  habilidades para lidar com o familiar com CA, o que n&atilde;o parece existir,  esperandose que adote, por si pr&oacute;prio, estrat&eacute;gias para enfrentar as  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do seu familiar.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Metodologia</B></P>     <P>Este estudo de cariz descritivo e explorat&oacute;rio, foi estruturado em duas  partes: no hospital e em casa, recorrendo-se a abordagens de natureza  quantitativa e qualitativa (com recurso &agrave; metodologia do estudo de caso),  respetivamente. Neste &acirc;mbito, definiram-se os seguintes objetivos de estudo: em  contexto hospitalar pretendeu-se: 1) identificar os doentes com CA, atrav&eacute;s da  aplica&ccedil;&atilde;o da NCS (traduzida e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Neves,  Silva e Marques (2011) num corte transversal no tempo; 2) identificar o destino  dos doentes confusos ap&oacute;s a alta hospitalar, recorrendo-se ao contacto  telef&oacute;nico um m&ecirc;s ap&oacute;s a primeira aplica&ccedil;&atilde;o da NCS; no domic&iacute;lio: 3) identificar  as manifesta&ccedil;&otilde;es de CA que os doentes apresentam em casa; e 4) identificar as  estrat&eacute;gias utilizadas pelo Membro da Fam&iacute;lia Prestador de Cuidados (MFPC) para  lidar com esses sinais e sintomas do seu familiar.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Fase I – No hospital</B></p>     <P>Nesta parte do estudo foi aplicada a NCS a 530 doentes internados em 12  servi&ccedil;os de adultos de um hospital central universit&aacute;rio de Portugal, num  per&iacute;odo de dois meses e meio, entre outubro e dezembro de 2006, num qualquer  momento do internamento e uma &uacute;nica vez. Consideravam-se como crit&eacute;rios de  inclus&atilde;o a presen&ccedil;a de CA segundo a NCS e como crit&eacute;rios de exclus&atilde;o: 1)  residirem sozinhos; 2) recusa dos familiares em participar na segunda fase. A  monitoriza&ccedil;&atilde;o da CA com o recurso &agrave; NCS permitiu identificar doentes nos  diferentes n&iacute;veis determinados pelo <I>score final</I>: a) confus&atilde;o ligeira; b)  confus&atilde;o moderada; c) alto risco de confus&atilde;o; e d) n&atilde;o confusos.</P>     <P>A concretiza&ccedil;&atilde;o desta fase foi precedida pelo pedido e obten&ccedil;&atilde;o de  autoriza&ccedil;&atilde;o do conselho de administra&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o hospitalar de sa&uacute;de onde  se desenvolveu a pesquisa. No requerimento foi explicitado o tipo de estudo,  objetivos e o m&eacute;todo de recolha de dados, garantindo-se o respeito pelos  princ&iacute;pios &eacute;ticos inerentes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente, a  confidencialidade e o anonimato dos elementos da amostra.</P>     <P>Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios para a considera&ccedil;&atilde;o da amostra foi solicitado  o consentimento aos MFPC que aceitaram participar na segunda fase do estudo,  designadamente para ser contactado um m&ecirc;s ap&oacute;s a alta cl&iacute;nica do seu  familiar.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Fase II – Em casa </B></P>     <P>A segunda parte decorreu nas casas onde se encontravam os doentes que  mantinham a CA, anteriormente identificados em internamento hospitalar.  Inicialmente, e um m&ecirc;s ap&oacute;s a alta hospitalar, foi efetuado o contacto  telef&oacute;nico aos doentes que tinham tido como destino o domic&iacute;lio. Aos MFPC destes  clientes foi solicitada autoriza&ccedil;&atilde;o para uma avalia&ccedil;&atilde;o do <I>status</I> mental  do seu familiar para averiguar se mantinha o estado de CA (crit&eacute;rio de  elegibilidade) e uma entrevista ao pr&oacute;prio. Esta foi delineada como  semiestruturada e foi efetuada a MFPC de clientes que conservavam manifesta&ccedil;&otilde;es  de confus&atilde;o, orientada para a descri&ccedil;&atilde;o da dificuldade de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados  a uma pessoa confusa. Utilizase uma metodologia baseada em estudos de caso,  cujas quest&otilde;es em estudo s&atilde;o a) Como se manifesta o familiar confuso no  domic&iacute;lio; b) quais as estrat&eacute;gias que o MFPC utiliza para lidar com as  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o; e c) como se relacionam as estrat&eacute;gias adotadas pelo  MFPC com as manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do seu familiar? Todos os MFPC deram o seu  consentimento para a grava&ccedil;&atilde;o &aacute;udio das entrevistas, tendo-lhes sido assegurada  a confidencialidade dos dados e o anonimato. Nesse sentido, procedeu-se ao seu  registo e posterior transcri&ccedil;&atilde;o, tendo-se iniciado de imediato a sua codifica&ccedil;&atilde;o  aleat&oacute;ria para evitar qualquer associa&ccedil;&atilde;o ao seu autor. Foram submetidas a  an&aacute;lise de conte&uacute;do, seguindo a t&eacute;cnica de codifica&ccedil;&atilde;o aberta, axial e seletiva,  proposta por Strauss e Corbin (1998). Este m&eacute;todo pareceu o mais adequado para  atingir os objetivos propostos, porque s&oacute; atrav&eacute;s da an&aacute;lise das falas dos MFPC  poderemos obter esse conhecimento. Inicialmente procedeu-se a uma codifica&ccedil;&atilde;o  aberta, sem preocupa&ccedil;&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o conceptual, de seguida evoluiu-se para  uma l&oacute;gica de rela&ccedil;&atilde;o dos conceitos, denominada codifica&ccedil;&atilde;o axial e, finalmente,  partiu-se para a codifica&ccedil;&atilde;o seletiva atrav&eacute;s da reagrega&ccedil;&atilde;o das categorias e  subcategorias, que passaram a n&iacute;veis de abstra&ccedil;&atilde;o superiores, conforme delineado  por Strauss e Corbin (1998). Esses autores acrescentam, ainda, que “muitos  investigadores utilizam estas t&eacute;cnicas para criar teorias, mas outros  utilizam-na com o objetivo de realizarem descri&ccedil;&otilde;es ou conceitos” (Strauss e  Corbin, 1998, p. 8). Para a organiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise de conte&uacute;do, recorreu-se ao  aplicativo inform&aacute;tico NVivo7&copy;.</P>     <P>Esta an&aacute;lise permitiu organizar o corpus de cada entrevista, com vista a  obter as principais unidades de an&aacute;lise, evidenciando-se as rela&ccedil;&otilde;es entre as  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do familiar e as estrat&eacute;gias do MFPC para lidar com  elas, o que na metodologia do estudo caso permite reter caracter&iacute;sticas  hol&iacute;sticas e com significado de eventos do quotidiano, como &eacute; o exemplo de  etapas do ciclo de vida e dos comportamentos de pequenas comunidades ( Yin,  2009).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Parte I – No hospital</B></P>     <P>A primeira fase deste estudo, que decorreu num hospital central, constou da  aplica&ccedil;&atilde;o da NCS a 530 indiv&iacute;duos internados, sendo 58,9% do sexo masculino e  41,1% do sexo feminino, sendo que 113 encontravam-se confusos (68 com ‘confus&atilde;o  moderada a severa’ e 45 com ‘confus&atilde;o ligeira’). Detetou-se, ainda, que 8,7% dos  doentes tinham ‘alto risco de confus&atilde;o’ e 70,0% encontravam-se ‘n&atilde;o  confusos’.</P>     <P>Aos 113 doentes diagnosticados como confusos, foram aplicados os crit&eacute;rios de  exclus&atilde;o definidos, tendo sido retirados os que viviam sozinhos e aqueles cujos  MFPC recusaram participar na segunda fase do estudo, pelo que a amostra ficou  limitada a 98 clientes confusos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Estes foram seguidos em regime de <I>follow-up</I>, desde o momento de  aplica&ccedil;&atilde;o da NCS at&eacute; ao regresso a casa e constatou-se que 56 n&atilde;o tinham  regressado a casa, o que sucedeu pelas seguintes raz&otilde;es: a) dez doentes  permaneciam internados; b) cinco doentes foram institucionalizados; c) trinta e  dois doentes faleceram no hospital; e d) nove doentes foram transferidos para o  hospital da sua &aacute;rea de resid&ecirc;ncia e, dos 42 doentes que tiveram alta para o  domic&iacute;lio; a) cinco acabaram por falecer no domic&iacute;lio; b) seis foram readmitidos  no hospital; c) catorze foram institucionalizados em lares; e c) dezassete  permaneceram no domic&iacute;lio ap&oacute;s a alta, sendo estes os que ingressavam na  pesquisa.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Parte II – Em casa </B></P>     <P>Ap&oacute;s a visita a casa desses dezassete clientes e da avalia&ccedil;&atilde;o da CA atrav&eacute;s  da NCS, constatou-se que a maior parte (n=13) j&aacute; n&atilde;o se encontrava confuso.  Assim, os participantes - MFPC - nesta parte do estudo ficaram reduzidos a  quatro. Todos os MFPC eram elementos do sexo feminino, sendo que duas eram  filhas, uma nora e uma esposa.</P>     <P>Da an&aacute;lise dos estudos de caso verific&aacute;mos que a “Sra. A” referiu que “a  minha m&atilde;e, antes da &uacute;ltima hospitaliza&ccedil;&atilde;o, era independente nas atividades de  vida di&aacute;rias e agora est&aacute; acamada. Tem diagnosticada uma dem&ecirc;ncia e quando era  independente articulava frases sem sentido e, por vezes, gritava frases  incoerentes no meio da povoa&ccedil;&atilde;o (...) Atualmente a minha m&atilde;e apresenta-se  confusa e muito agitada. N&atilde;o reconhece os familiares e, por vezes, tem vontade  em bater neles. Fala muito durante a noite”. Por seu lado, a “Sra. B” verbaliza  que “a minha tia tem per&iacute;odos de agita&ccedil;&atilde;o ao longo do dia e, no meu entender,  encontra-se perdida no tempo. S&oacute; sossega quando est&aacute; a dormir ou a descansar.”  Nesta linha, a “Sra. C” indica que “n&atilde;o tenho tempo para realizar as tarefas  di&aacute;rias de casa. Estou sempre preocupada com o meu marido. Vou sempre atr&aacute;s dele  para verificar o que est&aacute; a fazer.”</P>     <P>Por estes excertos podemos formar a ideia de que a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de  um doente confuso n&atilde;o se trata de uma tarefa f&aacute;cil, sobretudo para quem n&atilde;o est&aacute;  preparado, nem tem forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, o que leva a um estado de desespero,  como se constata na entrevista da “Sra. D” “ralho com ele como forma de  desabafo. Fico saturada. Nega fazer as coisas e se insistem ele ainda se  revolta. &Agrave;s vezes digo-lhe coisas que depois me arrependo de as ter dito, e  digo-as em situa&ccedil;&otilde;es de desespero. Por mais que lhe fale ele n&atilde;o muda, mas  ajuda-me a desabafar.”</P>     <P>Do discurso dos participantes e relativamente &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do  seu familiar, emergiram oito unidades de an&aacute;lise, como podemos verificar:  verborreia (a pessoa fala muito) “fala muito durante a noite.” E1: agita&ccedil;&atilde;o e  agressividade (movimentos vigorosos, podendo mesmo bater em familiares ou em  terceiros) “(…)per&iacute;odos de agita&ccedil;&atilde;o ao longo do dia(…)” E2: “houve uma temporada  em que o meu pai me agredia.” E4: n&atilde;o reconhecimento de familiares (n&atilde;o  identifica pessoas conhecidas) “uma vez esteve c&aacute; a minha irm&atilde; e ele n&atilde;o a  reconheceu, bem como o genro e o neto.” E4: desorienta&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o (n&atilde;o  reconhece o ambiente f&iacute;sico): “nunca diz que est&aacute; em minha casa e pergunta em  que casa est&aacute;.” E4: alucina&ccedil;&atilde;o (menciona ver pessoas ou objetos que n&atilde;o est&atilde;o  presentes) “em casa chama pelos vizinhos e por pessoas que eu n&atilde;o conhe&ccedil;o(…)”  E4: sair/fugir de casa (sai de casa sem o conhecimento e consentimento do MFPC)  “(…) ele saltou e fugiu pela janela. S&oacute; regressou a casa &agrave;s 4 horas da manh&atilde;.”  E4: comportamento socialmente inapropriado (comportamentos pouco adequados, como  apresentar uma imagem descuidada, efetuar as necessidades fisiol&oacute;gicas em local  impr&oacute;prio e revirar m&oacute;veis e seu conte&uacute;do) “(…)n&atilde;o procura onde &eacute; a casa de  banho e faz as necessidades fisiol&oacute;gicas em qualquer lado.” E4 “(…)ele tira as  roupas dos arm&aacute;rios, vira-os ao contr&aacute;rio e rebenta com as portas destes.” E4  repeti&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o (repete v&aacute;rias vezes a mesma coisa, porque se esquece)  “(...)ele telefona para as mesmas pessoas, duas e tr&ecirc;s vezes por dia, e fala com  elas como se n&atilde;o falasse h&aacute; muito tempo.” E3</P>     <P>No que se reporta &agrave;s estrat&eacute;gias para enfrentar as manifesta&ccedil;&otilde;es de CA, das  falas dos MFPC surgiram seis unidades de an&aacute;lise: apelo &agrave; realidade passada  (recorda&ccedil;&atilde;o de epis&oacute;dios antigos da vida do familiar) “eu vou para o p&eacute; dela e  come&ccedil;o a falar com ela, calmamente, a contar hist&oacute;rias da inf&acirc;ncia ou sobre  situa&ccedil;&otilde;es que acontecem no dia-a-dia, at&eacute; ela sossegar.” E2: orienta&ccedil;&atilde;o para a  realidade (procura-se trazer o doente para a realidade) “(…)digo-lhe: - sou eu  m&atilde;e: a sua filha.” E1: realidade imaginada (validase o que o doente diz existir)  “apercebo-me que a cabe&ccedil;a do meu pai est&aacute; baralhada e n&atilde;o o contrario para n&atilde;o  ser pior.” E4: medica&ccedil;&atilde;o (para acalmar o familiar que se encontra agitado) “&agrave;  noite dou-lhe umas gotinhas para ela sossegar.” E1: informar amigos (revela-se a  condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do familiar) “(…)ele telefona para as mesmas pessoas, duas e  tr&ecirc;s vezes por dia, e fala com elas como se n&atilde;o o fizesse h&aacute; muito tempo. O que  me vale &eacute; que os nossos amigos est&atilde;o a par da sua situa&ccedil;&atilde;o e compreendem-na...”  E3: gerir o ambiente f&iacute;sico (adaptar o ambiente de forma a prevenir acidentes)  “com medo que ela caia, coloquei umas traves de madeira ao longo da cama, a  servir de grades.” E2: e “tenho medo que o meu pai fuja de casa. Por isso tenho  as portas trancadas.” E4 A mesma estrat&eacute;gia pode ter efeitos positivos num  momento e n&atilde;o resultar noutro (no mesmo doente) e, at&eacute;, dar resposta a  diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es, estrat&eacute;gias que surgem por tentativa e erro, isto &eacute;,  atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia, ou tamb&eacute;m, em menor n&uacute;mero por adapta&ccedil;&atilde;o  de uma terap&ecirc;utica medicamentosa.</P>     <P>Para al&eacute;m disso revelou-se como muito importante a aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gia,  designada como Incapacidade em Agir. O MFPC sente-se incapaz e sem solu&ccedil;&otilde;es para  enfrentar algumas manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do seu familiar: “(…)n&atilde;o sei o que  hei-de fazer &agrave; minha vida! Chega ao ponto de urinar nos cobertores. Depois tenho  de os lavar e secar(…)” E4. Isto acontece nas situa&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o e  agressividade, comportamento social inapropriado e n&atilde;o reconhecimento de  familiares.</P>     <P>&Agrave; medida que os MFPC foram produzindo o discurso centrado nas manifesta&ccedil;&otilde;es  de CA e nas suas estrat&eacute;gias, surgiram rela&ccedil;&otilde;es entre ambas como forma de  responder &agrave;s quest&otilde;es inicialmente colocadas (como se manifesta o familiar  confuso no domic&iacute;lio; e quais as estrat&eacute;gias que o MFPC utiliza para lidar com  as manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o). Como exemplo evidenciamos a rela&ccedil;&atilde;o entre a  agita&ccedil;&atilde;o e a administra&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o: “&agrave; noite dou-lhe umas gotinhas para ela  sossegar” E1, ou entre o n&atilde;o reconhecimento dos familiares e a orienta&ccedil;&atilde;o para a  realidade: “(…)tentamos corrigi-lo e ele depois aceita” E4, apresentadas na  Figura 1.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P> <IMG src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a06f1.jpg">      
<p>     <P>FIGURA 1 – Rela&ccedil;&atilde;o entre as estrat&eacute;gias que os MFPC utilizam relativamente &agrave;s  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do seu familiar</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>A reflex&atilde;o sobre as manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o e as altera&ccedil;&otilde;es psicomotoras  (APM); a orienta&ccedil;&atilde;o (ORI) estrat&eacute;gias adotadas pelo MFPC, no fen&oacute;meno de e o  comportamento social inapropriado (CSI); e as presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de um  familiar confuso fez, estrat&eacute;gias farmacol&oacute;gicas (EF) e n&atilde;o farmacol&oacute;gicas  finalmente, emergir as categorias principais destes (ENF), respetivamente,  conforme se pode constatar estudos de caso, de acordo com t&eacute;cnica de codifica&ccedil;&atilde;o  na Figura 2. Designou-se a aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gia aberta, axial e seletiva de  Strauss e Corbin (1998): as como incapacidade em agir (IA).</P>     <P>&nbsp;</P> <IMG src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a06f2.jpg">      
<p>     <P>FIGURA 2 – Categorias principais das manifesta&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias para lidar  com a CA</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Discuss&atilde;o</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&Agrave; semelhan&ccedil;a do exposto na literatura que desenvolve a quest&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o  de cuidados, s&atilde;o as mulheres que assumem esse papel. No estudo de Sands <I>et  al</I>. (2003), um m&ecirc;s ap&oacute;s a alta do hospital, verificouse que, dos 98 doentes  avaliados como confusos -atrav&eacute;s da NCS -no internamento, 32,7% faleceram no  hospital, 5,1% faleceram no domic&iacute;lio, 19,4% foram transferidos para  institui&ccedil;&otilde;es/lares e apenas 17,3% permaneceram no domic&iacute;lio, o que demonstra a  ideia das dificuldades criadas por estes doentes aos seus cuidadores, bem como  das taxas de mortalidade e institucionaliza&ccedil;&atilde;o, sendo dif&iacute;cil a obten&ccedil;&atilde;o de  amostras com grande robustez, resultado que &eacute; sobrepon&iacute;vel ao da presente  pesquisa. Kakuma <I>et al</I>. (2003) analisaram a sobreviv&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos  com CA no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia e que tiveram alta hospitalar, tendo verificado  que os indiv&iacute;duos, cujos sintomas de confus&atilde;o n&atilde;o foram detetados, tiveram o  maior n&iacute;vel de mortalidade nos seis meses seguintes, seguidos pelos indiv&iacute;duos  identificados como confusos e, posteriormente, pelos n&atilde;o confusos. Isto revela a  import&acirc;ncia da dete&ccedil;&atilde;o e tratamento da confus&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o de  consequ&ecirc;ncias indesej&aacute;veis, o que pode estar na base dos achados deste estudo,  j&aacute; que, o subdiagn&oacute;stico da CA &eacute; uma realidade, tamb&eacute;m entre n&oacute;s, o que decorre  substancialmente da n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da CA, como na  institui&ccedil;&atilde;o em apre&ccedil;o (Silva, Paiva e Silva e Marques, 2011). Este estudo, ao  revelar que a maior parte das estrat&eacute;gias do MFPC surgiram de forma intuitiva ou  por tentativa e erro, confirma a aus&ecirc;ncia de profissionaliza&ccedil;&atilde;o (Pereira, 2009);  bem como a reduzida evid&ecirc;ncia da aplicabilidade pr&aacute;tica neste dom&iacute;nio (Briton e  Russel, 2006). A gest&atilde;o da confus&atilde;o continua a ter por base a experi&ecirc;ncia  pessoal de cada enfermeiro, dificultando, em consequ&ecirc;ncia, qualquer  sistematiza&ccedil;&atilde;o com vista a dotar o MFPC de conhecimentos e habilidades para o  exerc&iacute;cio do seu papel, induzindo potencialmente ao <I>stress</I> (Briton e  Russel, 2006). Destaca-se que, ao estarem sobretudo entregues a si pr&oacute;prios, &agrave;  sua responsabilidade e capacidade para enfrentar as situa&ccedil;&otilde;es, por vezes os MFPC  chegam a um limite, um ponto de tens&atilde;o e, bem expressivamente, n&atilde;o sabem o que  fazer, apelando clara e implicitamente para a necessidade de apoio, conforme  destaca a literatura (Aguirre, 2010).</P>     <P>Os resultados deste estudo d&atilde;o-nos conta de manifesta&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias para  lidar com a confus&atilde;o descritas pelos MFPC, sobrepon&iacute;veis ao que &eacute; referido pelos  autores que se dedicam a esta tem&aacute;tica (Aguirre, 2010; Nicholson e Henderson,  2009; Sendelbach e Guthrie, 2009). Esta constata&ccedil;&atilde;o vem confirmar a adequa&ccedil;&atilde;o  entre as manifesta&ccedil;&otilde;es e as interven&ccedil;&otilde;es, por um lado, e por outro, que as  estrat&eacute;gias principais encerram uma grande simplicidade, derivam do sensocomum,  mas nem por isso s&atilde;o menos importantes, nem lhes retira valor (Nicholson e  Henderson, 2009). Uma mesma estrat&eacute;gia n&atilde;o se adequa apenas a uma &uacute;nica  manifesta&ccedil;&atilde;o e que tamb&eacute;m, nem sempre no mesmo doente obt&eacute;m o mesmo resultado, o  que refor&ccedil;a as dificuldades da gest&atilde;o do problema (Nicholson e Henderson, 2009).  Dificuldades que est&atilde;o muito relacionadas com a sua natureza multifatorial  (Sendelbach e Guthrie, 2009). N&atilde;o podemos induzir quais s&atilde;o as estrat&eacute;gias mais  eficazes, j&aacute; que, cada MFPC utiliza a que melhor atenua ou controla as  manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o, do seu familiar, na evid&ecirc;ncia destes estudos de  caso.</P>     <P>Embora a investiga&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio, seja escassa e inconclusiva, alguns  estudos indicam a orienta&ccedil;&atilde;o para a realidade como uma das interven&ccedil;&otilde;es mais  eficazes para este problema (Aguirre, 2010; Potter e George, 2006). O familiar  deve manter o contacto visual, o toque e repetir a informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o  local onde se encontram, o dia e a pessoa com quem est&aacute; a falar (Ski e  O’Connell, 2006). Estes autores consideram tamb&eacute;m como adequada a terapia de  valida&ccedil;&atilde;o, aqui descrita como realidade imaginada. Nesta interven&ccedil;&atilde;o, deve-se  ouvir o que o indiv&iacute;duo confuso diz e ‘confiar’ nas suas hist&oacute;rias, mantendo uma  intera&ccedil;&atilde;o apropriada &agrave; sua imagina&ccedil;&atilde;o (Ski e O’Connell, 2006).</P>     <P>A aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o, a manter-se, pode ser o  <I>trigger</I> para o desencadear de uma situa&ccedil;&atilde;o insustent&aacute;vel, causadora de  uma perturba&ccedil;&atilde;o de tal forma grave que venha a conduzir ao stress do MFPC,  eventual exaust&atilde;o e institucionaliza&ccedil;&atilde;o do seu familiar, sendo por isso  fundamental dar maior profici&ecirc;ncia, mestria e sistem&aacute;tica a &aacute;reas como o  conhecimento e a aprendizagem de capacidades (Pereira, 2009).</P>     <P>Pela an&aacute;lise das entrevistas foi poss&iacute;vel identificar duas categorias  principais de estrat&eacute;gias, farmacol&oacute;gicas e n&atilde;o farmacol&oacute;gicas, tipologia de  classifica&ccedil;&atilde;o comum na literatura (Nicholson e Henderson, 2009). O que refor&ccedil;a a  validade destes dados, ao mesmo tempo que confirma o facto de algumas dessas  interven&ccedil;&otilde;es, as mais importantes na gest&atilde;o do problema CA, serem senso comum  (Nicholson e Henderson, 2009). Posto o que, mesmo na aus&ecirc;ncia de prepara&ccedil;&atilde;o dos  MFPC, elas tenham surgido espontaneamente, talvez n&atilde;o com a forma e o conte&uacute;do  mais adequado, mas nos seus esp&iacute;ritos, <I>grosso modo</I>. Por outro lado,  tamb&eacute;m relativamente &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o, sobressa&iacute;ram os aspectos  principais para que aponta a literatura especializada. A orienta&ccedil;&atilde;o continua a  ser a dimens&atilde;o a que os enfermeiros est&atilde;o mais atentos, mesmo n&atilde;o sendo a mais  importante, nem o sinal exclusivo de CA. Aconselha-se, por isso, a utiliza&ccedil;&atilde;o de  instrumentos de medida da CA, como as altera&ccedil;&otilde;es psicomotoras que, sobretudo, na  sua tipologia hiperativa &eacute; mais facilmente detetada pelos enfermeiros e os  comportamentos sociais impr&oacute;prios de quem vive em sociedade, habitualmente  englobados nas perturba&ccedil;&otilde;es disruptivas (Meagher, 2009; Potter e George,  2006).</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Conclus&atilde;o </B></P>     <P>Este estudo apresenta como limita&ccedil;&atilde;o o reduzido n&uacute;mero de participantes, o  que n&atilde;o lhe retira import&acirc;ncia em face dos resultados obtidos que devem,  contudo, ser lidos com alguma pondera&ccedil;&atilde;o. Em primeiro lugar, al&eacute;m de serem  escassos os doentes que se encontravam em casa um m&ecirc;s ap&oacute;s a alta, apenas quatro  mantinham confus&atilde;o, que todavia representam 23,5% do total. Em segundo lugar, os  sinais e sintomas de confus&atilde;o, e as estrat&eacute;gias utilizadas para os controlar,  refletem a melhor evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel. Por &uacute;ltimo, os dados parecem apontar  para uma lacuna na prepara&ccedil;&atilde;o do regresso a casa destes doentes, aspeto que  consideramos <I>major</I>, devendo por via disso, ser uma dimens&atilde;o a explorar em  futuras pesquisas. Percebe-se, apesar de tudo, que &eacute; fundamental incluir no  processo de prepara&ccedil;&atilde;o de regresso a casa dos doentes, a vertente da confus&atilde;o,  por forma a aumentar os conhecimentos e as capacidades dos familiares que v&atilde;o  assumir o papel de prestadores de cuidados, habilitando-os para um cuidar melhor  e mais satisfat&oacute;rio.</P>     <P>Confirma-se que s&atilde;o as mulheres os principais MFPC, tendo que aliar &agrave;  presta&ccedil;&atilde;o de cuidados os afazeres do dia-a-dia, como o seu emprego, cuidar dos  filhos e dos trabalhos dom&eacute;sticos, o que s&atilde;o motivos suficientes para induzir  perturba&ccedil;&otilde;es no bem-estar, refletindo-se indiretamente nos familiares de quem  tomam conta, devendo tamb&eacute;m fazer parte de estudo em futuras investiga&ccedil;&otilde;es.  Tamb&eacute;m porque muitos dos doentes confusos t&ecirc;m associadas depend&ecirc;ncias nos  autocuidados, o que n&atilde;o &eacute; despiciendo.</P>     <P>Prop&otilde;e-se, em estudos futuros, a obten&ccedil;&atilde;o de uma amostra bastante mais  alargada no hospital, com vista a obter-se um maior n&uacute;mero de participantes, o  que seria tamb&eacute;m ben&eacute;fico para conhecer o n&iacute;vel de stresse ou sobrecarga, um m&ecirc;s  ap&oacute;s a alta hospitalar, nos MFPC de indiv&iacute;duos que desenvolveram um epis&oacute;dio de  confus&atilde;o, com recurso a tratamento estat&iacute;stico dos dados. Os aspetos  relacionados com a qualidade de vida destes clientes, mas tamb&eacute;m os que se  relacionam com a parte econ&oacute;mica, altamente significativa, apontam para a  necessidade de desenvolver outros estudos relacionados com o doente confuso,  para termos um conhecimento mais preciso da realidade portuguesa e para  podermos, progressivamente, profissionalizar esta dimens&atilde;o dos cuidados de  enfermagem.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Artigo baseado na Disserta&ccedil;&atilde;o com o t&iacute;tulo “O Doente Confuso Hospitalizado –  Destino ap&oacute;s a alta e estrat&eacute;gias do membro da fam&iacute;lia prestador de cuidados  para lidar com as manifesta&ccedil;&otilde;es da confus&atilde;o”, defendida em junho de 2009, no  Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </B></P>     <P>AGUIRRE, Eric (2010) – Delirium and hospitalized older adults: a review of  nonpharmacologic treatment. Journal of Continuing Education in Nursing.  Vol. 41, n&ordm; 4, p. 151-152.</P>     <P>BRITON, Annette ; RUSSEll, Robert (2006) – Multidisciplinary team  interventions for delirium in patients with chronic cognitive impairment. The  Cochrane Database of Systematic Reviews. N&ordm; 1.</P>     <P>CRUZ, D&iacute;dia &#91;et al.&#93; (2010) – As viv&ecirc;ncias do cuidador informal do idoso  dependente. Refer&ecirc;ncia. III S&eacute;rie, n&ordm; 2, p. 127-136.</P>     <P>HONEA, Norissa &#91;et al.&#93; (2008) – Putting evidence into practice: nursing  assessment and interventions to reduce family caregiver strain and burden.  Clinical Journal of Oncology Nursing. Vol. 12, n&ordm; 3, p. 507-516.</P>     <P>KAKUMA, Ritsuko &#91;et al.&#93; (2003) – Delirium in older emergency department  patients discharge home: effect on survival. Journal of the American  Geriatrics Society. Vol. 51, n&ordm; 4, p. 443-450.</P>     <P>MEAGHER, David (2009) – Motor subtypes of delirium: past, present and future.  International Review of Psychiatry. Vol. 21, n&ordm; 1, p. 59-73.</P>     <P>MElEIS, Afaf (2007) – Theoretical nursing: development and progress.  4&ordf; ed. Philadelphia : Lippincott Williams & Wilkins.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>NEVES, Hugo ; SIlVA, Abel ; MARQUES, Paulo (2011) – Tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o  cultural da Escala de Confus&atilde;o NEECHAM. Refer&ecirc;ncia. III S&eacute;rie, n&ordm; 3, p.  105-112.</P>     <P>NICHOlSON, Timothy ; HENDERSON, Max (2009) – Management of delirium.  British Journal of Hospital Medicine. Vol. 70, n&ordm; 4, p. 217-221.</P>     <P>PEREIRA, Filipe (2009) – Informa&ccedil;&atilde;o e qualidade do exerc&iacute;cio profissional  dos enfermeiros. Coimbra : Formasau.</P>     <P>PETRONIlHO, Fernando (2007) – Prepara&ccedil;&atilde;o do regresso a casa. Coimbra :  Formasau.</P>     <P>PORTUGAl. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (2004) – Programa Nacional para a Sa&uacute;de  das Pessoas Idosas &#91;Em linha&#93;. &#91;Consult. 17 Set. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW:  <A  href="http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/1C6DFF0E-9E74-4DED-94A9-F7EA0B3760AA/0/i006346.pdf"  target=_blank>http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/1C6DFF0E-9E74-4DED-94A9-F7EA0B3760AA/0/i006346.pdf</A>.</P>     <P>POTTER, Jonathan ; GEORGE, Jim (2006) – The prevention, diagnosis and  management of delirium in older people: concise guidelines. Clinical  Medicine. Vol. 6, n&ordm; 3, p. 303-308.</P>     <P>SANDS, Laura &#91;et al.&#93; (2003) – Cognitive screening predicts magnitude of  functional recovery from admission to 3 months after discharge in hospitalized  elders. Journal of Gerontology. Vol. 58A, n&ordm; 1, p. 37-45.</P>     <P>SENDElBACH, Sue ; GUTHRIE, Patty (2009) – Acute confusion/ delirium  -identification, assessment, treatment and prevention. Journal of  Gerontological Nursing. Vol. 35, n&ordm; 11, p. 11-18.</P>     <P>SIlVA, Abel (2007) – “Enfermagem avan&ccedil;ada”: um sentido para o desenvolvimento  da profiss&atilde;o e da disciplina. Servir. Vol. 55, n&ordm; 1-2, p. 11-20.</P>     <P>SIlVA, Rosa ; PAIVA E SIlVA, Abel ; MARQUES, Paulo (2011) – An&aacute;lise dos  registros produzidos pela equipe de sa&uacute;de e da percep&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros sobre  os sinais e sintomas de delirium. Revista Latino-Americana de Enfermagem.  Vol. 19, n&ordm; 1, p. 81-89.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>SKI, Chantal ; O’CONNEll, Bev (2006) – Mismanagement of delirium places  patients at risk. Australian Journal of Advanced Nursing. Vol. 23, n&ordm; 3,  p. 42-46.</P>     <P>STRAUSS, Anselm ; CORBIN, Juliet (1998) – Basics of qualitative research:  techniques and procedures for developing grounded theory. California : Sage  Publications.</P>     <P>YIN, Robert (2009) – Case study research: design and methods. 4&ordf; ed.  California : Sage Publications.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 14.05.10</P>     <P>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 23.03.11</P>     ]]></body><back>
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