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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O comportamento profissional e pessoal dos enfermeiros em contexto cardiovascular]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Cardiovascular diseases are very common, and include risk factors that may be exacerbated if there is no control of the situation. Knowing what is done at the care level, including health education measures, is essential. Methodology: A cross-sectional study was carried out to examine the facts about the professional and personal behavior of nurses in the cardiology service. Aims: To analyze several aspects related to the professional and personal of nurses regarding the control of cardiovascular personal risk factors. Results: The results of this study demonstrate that nurses think that is important to maintain personalized care to cardiovascular patients, teaching and educating in order to empower the person to control risk factors. Nurses and all health professionals are very important because their competence, thoughtfulness and educational capacity are an essential aspect of this whole process. Conclusions: For the patient the process of rehabilitation and health promotion is essential, because he will be limited at various levels. Health professionals have a major role throughout the process, but especially in the phase of health education and prevention of risk behaviors.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Contexto: Las enfermedades cardiovasculares son cada vez más y engloban una serie de factores de riesgo que pueden agravar esta situación.Conocer lo que está siendo realizado a nivel de la prestación de cuidados, teniendo en cuenta las acciones de educación para la salud, es esencial. Metodología: Fue elaborado un estudio transversal para obtener algunas informaciones sobre los comportamientos profesionales y personales de los enfermeros en un servicio de Cardiología. Objetivos: Analizar varios aspectos relacionados con la actividad profesional y activities de los enfermeros respecto al control de los factores de riesgo cardiovascular. Resultados: Los resultados de este estudio demuestran que los enfermeros consideran importante mantener el cuidado personalizado al enfermo cardiovascular, enseñándole y educándole de modo a capacitar a la persona para el control de factores de riesgo. Los enfermeros y todos los profesionales de la salud son muy importantes ya que sus competencias, ponderación y capacidad educativa serán focos esenciales en toda esta dinámica. Conclusiones: Para el enfermo son esenciales tanto el proceso de rehabilitación como el de promoción de la salud, porque estará limitado en diversos niveles. Los profesionales de la salud tienen un papel preponderante en todo el proceso, pero sobre todo en la fase de educación para la salud y de prevención de comportamientos de riesgo.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>O comportamento profissional e pessoal dos enfermeiros em contexto cardiovascular</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Sofia Nunes</b>*; <b>Guilhermina Rego</b>**; <b>Rui Nunes</b>***</P>     <P>RN. Hospital de S. Jo&atilde;o, EPE. Msc. em Bio&eacute;tica. Doutoranda em Biomedicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto &#91;<a href="mailto:sofiartnunes@gmail.com">sofiartnunes@gmail.com</a>&#93;.</P>     <P>** Professora Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</P>     <P>*** Professor Catedr&aacute;tico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>     <P>Contexto: As doen&ccedil;as cardiovasculares s&atilde;o cada vez mais frequentes e englobam uma s&eacute;rie de fatores de risco que podem agravar esta situa&ccedil;&atilde;o. Conhecer o que &eacute; realizado a n&iacute;vel de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados,tendo em conta as a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, &eacute; essencial.</P>     <P> Metodologia: Foi elaborado um estudo transversal para averiguar algumas informa&ccedil;&otilde;es sobre os comportamentos profissionais e pessoais dos enfermeiros num servi&ccedil;o de  cardiologia.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Objetivos: Analisar v&aacute;rios aspetos relacionados com a atividade profissional e pessoal dos enfermeiros no que diz respeito ao controlo dos fatores de risco  cardiovascular.</P>     <P> Resultados: Os resultados deste estudo demonstram que os enfermeiros consideram importante manter o cuidado personalizado ao doente cardiovascular, ensinando e  educando de modo a capacitar a pessoa no controlo dos fatores de risco. Os enfermeiros e todos os profissionais de sa&uacute;de s&atilde;o muito importantes, pois as suas  compet&ecirc;ncias, pondera&ccedil;&atilde;o e capacidade educativa ser&atilde;o focos essenciais em toda esta din&acirc;mica.</P>     <P>Conclus&otilde;es: Para o doente &eacute; essencial o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, porque estar&aacute; limitado a diversos n&iacute;veis. Os profissionais de sa&uacute;de t&ecirc;m um  papel preponderante em todo o processo mas, sobretudo, na fase de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de e de preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco.</P>     <P><b>Palavras-chave:</b> enfermagem; doen&ccedil;as cardiovasculares; educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>The professional and personal behavior of nurses in the cardiovascular context</b></P>     <P><b>Abstract</b></P>     <P>Background: Cardiovascular diseases are very common, and include risk factors that may be exacerbated if there is no control of the situation. Knowing what is done at the care level, including health education measures, is essential.      <P>Methodology: A cross-sectional  study was carried out to examine the facts about the professional and personal behavior of nurses in the cardiology service.     <P>Aims: To analyze several aspects related to the professional and personal of nurses regarding the control of cardiovascular personal risk factors.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Results: The results of this study demonstrate that nurses think that is important to maintain personalized care to cardiovascular patients, teaching and educating  in order to empower the person to control risk factors. Nurses and all health professionals are very important because their competence, thoughtfulness and educational  capacity are an essential aspect of this whole process.</P>     <P>Conclusions: For the patient the process of rehabilitation and health promotion is essential, because he will be limited at various levels. Health professionals  have a major role throughout the process, but especially in the phase of health education and prevention of risk behaviors.</P>     <P><b>Keywords:</b> nursing; cardiovascular diseases; health education; health promotion.     <p>&nbsp;</p>     <P><b>El comportamiento profesional y personal de los enfermeros en contexto cardiovascular</b></P>     <P><b>Resumen</b></P>     <P>Contexto: Las enfermedades cardiovasculares son cada vez m&aacute;s y engloban una serie de factores de riesgo que pueden agravar esta situaci&oacute;n.Conocer lo que est&aacute; siendo  realizado a nivel de la prestaci&oacute;n de cuidados, teniendo en cuenta las acciones de educaci&oacute;n para la salud, es esencial.</P>     <P>Metodolog&iacute;a: Fue elaborado un estudio transversal para obtener algunas informaciones sobre los comportamientos profesionales y personales de los enfermeros en un   servicio de Cardiolog&iacute;a.</P>      <P>Objetivos: Analizar varios aspectos relacionados con la actividad profesional y activities  de los enfermeros respecto al   control de los factores de riesgo cardiovascular.</P>     <P>Resultados: Los resultados de este estudio demuestran que los enfermeros consideran importante mantener el cuidado personalizado al enfermo cardiovascular,  ense&ntilde;&aacute;ndole y educ&aacute;ndole de modo a capacitar a la persona para el control de factores de riesgo. Los enfermeros y todos los profesionales  de la salud son muy  importantes ya que sus competencias, ponderaci&oacute;n y capacidad educativa ser&aacute;n focos esenciales en toda esta din&aacute;mica.</P> Conclusiones: Para el enfermo son esenciales tanto el proceso de rehabilitaci&oacute;n como el de promoci&oacute;n de la salud, porque estar&aacute; limitado en diversos niveles.  Los profesionales de la salud tienen un papel preponderante en todo el proceso, pero sobre todo en la fase de educaci&oacute;n para la salud y de prevenci&oacute;n de comportamientos de riesgo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palabras clave:</b> enfermer&iacute;a; enfermedades cardiovasculares; educaci&oacute;n de salud; promoci&oacute;n de la salud.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></P>     <P>A principal causa de morte, atualmente, em Portugal s&atilde;o as doen&ccedil;as cardiovasculares, sendo que podem ser despoletadas pela conjuga&ccedil;&atilde;o de fatores de risco e  originar uma patogenia complexa. Devido a esta situa&ccedil;&atilde;o, torna-se necess&aacute;rio atuar no tratamento imediato e, redirecionar o tratamento a posteriori para um processo  de reabilita&ccedil;&atilde;o. No sentido da otimiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de as doen&ccedil;as cr&oacute;nicas ganham destaque e, sendo assim, o setor da sa&uacute;de torna a gest&atilde;o da doen&ccedil;a num  importante fator de conten&ccedil;&atilde;o de custos e de efetividade. Segundo o Plano Nacional de Sa&uacute;de, identificar prioridades, desenvolver planos / programas de sa&uacute;de e a  cria&ccedil;&atilde;o de normas de monitoriza&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia, tornam-se fundamentais neste setor, tanto para doentes, como para os pr&oacute;prios administradores, gestores, e  equipa multidisciplinar(Portugal, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de, 2004). Tamb&eacute;m a Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para as Doen&ccedil;as Cardiovasculares tem-se aliado a  diversas atividades em prol da sa&uacute;de do cora&ccedil;&atilde;o (Portugal, Alto Comissariado da Sa&uacute;de, 2007). Assim sendo, para al&eacute;m de todas as a&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio preventivo, torna-se  fundamental pensar tamb&eacute;m em a&ccedil;&otilde;es que facilitem a reintegra&ccedil;&atilde;o dos doentes cardiovasculares, e que estimulem os doentes a participar na sua pr&oacute;pria gest&atilde;o da doen&ccedil;a.</P>      <P>Para al&eacute;m da mortalidade observ&aacute;vel nestas circunst&acirc;ncias, &eacute; imprescind&iacute;vel dinamizar recursos para promover qualidade de vida aos doentes que s&oacute; por si se mant&ecirc;m  limitados (Marques, 2001). A reabilita&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o na sociedade do doente cardiovascular &eacute; um dos objetivos priorit&aacute;rios e desta forma, destaca-se como um  imperativo de natureza social procurando uma maior efic&aacute;cia do sistema de sa&uacute;de (Rego, 2008).</P>     <P>Compreender como tudo se processa desde o in&iacute;cio da doen&ccedil;a ser&aacute; um ponto de partida para poss&iacute;veis resolu&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel de ganhos de sa&uacute;de tal como referem B&eacute;resniak  e Duru (1999), para o doente individualmente e, para o sistema de sa&uacute;de (Nunes e Rego, 2002).</P>     <P>O papel dos profissionais de sa&uacute;de em geral e dos enfermeiros em particular &eacute; relevante em toda esta din&acirc;mica. Os conhecimentos, as atitudes e sobretudo os  comportamentos dos enfermeiros, s&atilde;o cada vez mais importantes na atual conjuntura de preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, tratamento e da perce&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de fatores de risco  cardiovascular nas suas vidas pessoais (Wu, Deng e Zhang, 2011).</P>     <P>Assim sendo, e mediante este enquadramento, urge responder a uma quest&atilde;o em concreto: “Qual &eacute; o comportamento profissional e pessoal dos enfermeiros face &agrave; doen&ccedil;a  cardiovascular?”.</P>     <P>Partindo desta quest&atilde;o, os objetivos centrais deste estudo foram: analisar o comportamento profissional dos enfermeiros face ao doente cardiovascular  (educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de) e, analisar o comportamento pessoal dos pr&oacute;prios enfermeiros (tomada de medidas preventivas da doen&ccedil;a cardiovascular nas suas vidas di&aacute;rias).  Neste seguimento, delinearam-se os seguintes objetivos espec&iacute;ficos: descrever as caracter&iacute;sticas da equipa de enfermagem do servi&ccedil;o de cardiologia de um hospital  central; comparar o interesse que os enfermeiros t&ecirc;m na &aacute;rea da cardiologia versus a sua presta&ccedil;&atilde;o de cuidados di&aacute;ria ao doente card&iacute;aco; compreender se s&atilde;o realizadas  a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de aos doentes internados por doen&ccedil;a cardiovascular com fatores de risco associados; inter-relacionar o comportamento profissional  (conhecimento acerca da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de) com o comportamento pessoal dos enfermeiros (atitudes destes em suas vidas diariamente).</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Metodologia</b></P>     <P>Foi elaborado o presente estudo transversal baseado numa metodologia mista (quantitativa e qualitativa), para compreens&atilde;o de aspetos relacionados com a equipa de  enfermagem que presta cuidados a doentes num servi&ccedil;o de cardiologia de um hospital central.</P>     <P>A forma&ccedil;&atilde;o profissional e acad&eacute;mica dos enfermeiros, o tempo de servi&ccedil;o (inclusive na &aacute;rea da cardiologia), a import&acirc;ncia das equipas multidisciplinares, e a  relev&acirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de foram t&oacute;picos estudados. Questionou-se, ainda, o comportamento pessoal tendo em conta o contexto apresentado  anteriormente. Tal como foi referido anteriormente, este estudo teve uma abordagem quantitativa, tendo em conta as perguntas fechadas do question&aacute;rio, na qual se  procedeu a uma an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva e qualitativa, no que diz respeito &agrave;s perguntas abertas, tal como refere a metodologia de Lakatos e Andrade (1999) onde,  posteriormente, se proceder&aacute; &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do para elevar conhecimentos. Para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo foi elaborado pelos autores um question&aacute;rio tendo em  considera&ccedil;&atilde;o os aspetos a serem abordados e as necessidades do estudo. Desta forma, as quest&otilde;es foram concebidas com o objetivo de colher informa&ccedil;&atilde;o factual sobre  os indiv&iacute;duos e sobre as suas atitudes (Fortin, 1999). A elabora&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio teve em considera&ccedil;&atilde;o a experi&ecirc;ncia profissional de uma das autoras no servi&ccedil;o em  causa. Sendo assim, o question&aacute;rio &eacute; composto por 16 quest&otilde;es, sendo que, algumas delas se encontram divididas mediante as respostas dos inquiridos. As primeiras 6  quest&otilde;es abordam aspetos relacionados com a caracteriza&ccedil;&atilde;o direta da equipa (g&eacute;nero, idade e forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica/profissional),e em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qual se procedeu a an&aacute;lise  estat&iacute;stica das respostas. As perguntas seguintes, at&eacute; &agrave; 13&ordf;, questionam acerca da intera&ccedil;&atilde;o direta do enfermeiro com os doentes e com a &aacute;rea de cardiologia.  As restantes referem-se &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de dos doentes e comportamentos pessoais dos enfermeiros face &agrave; doen&ccedil;a cardiovascular.</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, esta traduz-se numa cole&ccedil;&atilde;o de sujeitos que partilham caracter&iacute;sticas comuns, definidas por um conjunto de crit&eacute;rios e a popula&ccedil;&atilde;o alvo foi  constitu&iacute;da pelos elementos que satisfazem os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o (Fortin, 1999). Neste caso em concreto, a popula&ccedil;&atilde;o alvo deste estudo foram os enfermeiros que  trabalham no servi&ccedil;o de cardiologia (servi&ccedil;o de internamento e intensivos card&iacute;acos) de um hospital central.</P>     <P>Portanto, a amostragem foi por sele&ccedil;&atilde;o racional, visto ser uma t&eacute;cnica que tem por base o julgamento do investigador para constituir uma amostra de sujeitos em  fun&ccedil;&atilde;o do seu car&aacute;ter t&iacute;pico, isto &eacute;, profissionais de enfermagem de um determinado servi&ccedil;o (Fortin, 1999). Na data da realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, no servi&ccedil;o de internamento, existiam 18 enfermeiros do sexo feminino e masculino, e na Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia existiam 20 enfermeiros do sexo feminino e masculino (sendo que uma das enfermeiras &eacute; a pr&oacute;pria investigadora). Desta forma, o question&aacute;rio foi colocado ao dispor de 38 enfermeiros no total, dado a enfermeira chefe ser coincidente nos dois servi&ccedil;os, tendo-se obtido uma amostra de 15, o que representa 39,47% da popula&ccedil;&atilde;o. Os profissionais foram elucidados para o estudo em quest&atilde;o e foram colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o question&aacute;rios (num per&iacute;odo de 2 meses) e pontos de recolha (existindo controlo semanal para recolha), de modo a dar liberdade aos enfermeiros para preencherem os question&aacute;rios em momentos considerados por si oportunos. O anonimato foi garantido, como &eacute; exig&iacute;vel nestas circunst&acirc;ncias e foram cumpridas todas as normas &eacute;ticas.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resultados</b></P>     <P>Responderam a este question&aacute;rio uma amostra de 15 enfermeiros (39,47%), sendo a maioria do servi&ccedil;o de cuidados intensivos card&iacute;acos, tal como se verifica na Tabela 1.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 1 – “Distribui&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros por servi&ccedil;o”</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a10t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade dos inquiridos, a m&eacute;dia &eacute; de 31,73 anos de idade e a moda &eacute; de 25 anos de idade. Relativamente ao g&eacute;nero dos respondentes, 73,33% (n=11)  s&atilde;o do sexo feminino e os restantes 26,66% (n=4) s&atilde;o do sexo masculino. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos enfermeiros inquiridos, todos possuem a licenciatura em  enfermagem e somente tr&ecirc;s dos respondentes (20%) t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada.</P>     <P>A m&eacute;dia de tempo de servi&ccedil;o efetivo entre os profissionais &eacute; de 8,93 anos. Quando questionados em rela&ccedil;&atilde;o ao facto de ser o primeiro servi&ccedil;o onde trabalhavam, 20% dos inquiridos (n=3) responderam que sim, ao contr&aacute;rio de 80% que responderam que n&atilde;o era o seu primeiro servi&ccedil;o (n=12).</P>     <P>Para expor mais objetivamente o tempo de servi&ccedil;o dadas as respostas em causa, dez dos enfermeiros inquiridos trabalham entre 1 e 3 anos, tr&ecirc;s dos enfermeiros entre 8 e 13 anos e os restantes dois entre 16 e 24 anos.</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prefer&ecirc;ncia pessoal dos enfermeiros pela &aacute;rea de cardiologia, 86,67% (n= 13) responderam que esta seria a sua &aacute;rea de elei&ccedil;&atilde;o para presta&ccedil;&atilde;o de cuidados  (dado o seu gosto e interesse profissional) e 13,33% (n=2) responderam que apesar de trabalhar neste servi&ccedil;o, a cardiologia n&atilde;o &eacute; a sua &aacute;rea de elei&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Entrando na quest&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, a Tabela 2 reflete as respostas &agrave; quest&atilde;o sobre inter rela&ccedil;&atilde;o de cuidados, &agrave; qual 93,33% dos inquiridos  (n=14) responderam que inter-relacionavam os cuidados realizados por si aos doentes, naquele servi&ccedil;o, tendo em conta o aspeto hol&iacute;stico do doente, ao passo que apenas um dos enfermeiros (6,67%) respondeu que os cuidados realizados por si eram efetuados de forma individual e independente tendo em conta o crit&eacute;rio da especialidade (cardiologia).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 2 – “Presta&ccedil;&atilde;o de cuidados aos doentes”</P>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a10t2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Seguidamente, os inquiridos foram un&acirc;nimes em concordar sobre o benef&iacute;cio que a inter-rela&ccedil;&atilde;o entre os cuidados pode trazer ao doente. Ainda no seguimento desta quest&atilde;o, foram solicitadas justifica&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave; metodologia de trabalho adotada e ao benef&iacute;cio para o doente.</P>     <P>Atrav&eacute;s das respostas fornecidas pelos question&aacute;rios, e depois de se efetuar uma an&aacute;lise de conte&uacute;do, pode-se verificar que os enfermeiros d&atilde;o muita import&acirc;ncia aos cuidados prestados e tamb&eacute;m &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o profissional associada, tal como se pode compreender no Quadro 1.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>QUADRO 1 – “Benef&iacute;cio da realiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados prestados aos doentes pelos enfermeiros”</P>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a10q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Dos respondentes, 86,67% pensa que naquele servi&ccedil;o em concreto, existe trabalho em equipa multiprofissional, ao contr&aacute;rio de 13,33% dos respondentes. Dadas as circunst&acirc;ncias dos servi&ccedil;os em quest&atilde;o,93,33% (n=14) dos enfermeiros inquiridos consideram-se como elementos presentes na evolu&ccedil;&atilde;o do doente, sob o ponto de vista hol&iacute;stico, e apenas um enfermeiro (6,67%) se tem em considera&ccedil;&atilde;o somente como prestador de cuidados de sa&uacute;de, sob o ponto de vista tecnicista (Tabela 3).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 3 – “Papel do enfermeiro na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados”</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a10t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Dos inquiridos, 100% estiveram de acordo quanto ao facto da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de ser um fator importante a ter em conta nas suas atividades profissionais. Relativamente &agrave; quest&atilde;o seguinte, 93,33% dos enfermeiros faz sempre algum tipo de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de aos doentes card&iacute;acos, ao contr&aacute;rio de apenas um enfermeiro refere ter respondido negativamente. Aos que responderam afirmativamente foi ainda questionado o tipo de a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de feitas aos doentes.  Mediante o Quadro 2, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise de conte&uacute;do &agrave;s respostas dadas, pode-se constatar que os enfermeiros d&atilde;o &ecirc;nfase, essencialmente, aos fatores de risco cardiovascular, &agrave; forma de combate e adapta&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Desta forma, as respostas foram agrupadas em 4 grupos, tal como se verifica seguidamente.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>QUADRO 2 – “Tipos de a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de”</P>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a10q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>No que diz respeito &agrave; &uacute;ltima quest&atilde;o, 26,67% dos enfermeiros (n=4) responderam que o que recomendavam aos doentes (como forma de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de) n&atilde;o &eacute; o que costumavam fazer nas suas vidas pessoais. A maioria dos enfermeiros,73,33% (n=11) refere ter comportamentos saud&aacute;veis tendo em considera&ccedil;&atilde;o os fatores de risco cardiovasculares. Quando questionados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; justifica&ccedil;&atilde;o, houve respostas que se direcionavam, positiva e negativamente, para a sa&uacute;de em rela&ccedil;&atilde;o aos h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis (criando uma divis&atilde;o entre os que seguem as recomenda&ccedil;&otilde;es que fazem aos doentes e os que, pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o o fazem). De seguida &eacute; apresentado o Quadro 3 com as respostas representando a an&aacute;lise de conte&uacute;do &agrave;s respostas dadas.</P>     <p>&nbsp;</p>       <P><a name="q3"></a><a href="#topq3">Quadro 3</a> – “Compara&ccedil;&atilde;o entre o que ensinam os enfermeiros e as suas pr&oacute;prias atividades de vida”</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a10q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><b>Discuss&atilde;o</b></P>     <P>De acordo com os resultados obtidos, pode-se afirmar que a taxa de ades&atilde;o referida (39,47%) ter-se-&aacute; devido, provavelmente, ao facto da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio no servi&ccedil;o ser realizado por um dos autores (que &eacute; tamb&eacute;m enfermeira em um dos servi&ccedil;os). Ainda assim, conseguem-se perceber as conclus&otilde;es deste estudo relativamente aos objetivos citados previamente. Os enfermeiros inquiridos neste estudo t&ecirc;m em m&eacute;dia uma idade jovem (31,73 anos) e a maioria &eacute; do g&eacute;nero feminino (73,33%). Relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o destes enfermeiros, todos eles t&ecirc;m a licenciatura exig&iacute;vel para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o e apenas 20% tem forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada o que poder&aacute; ser explicado pela m&eacute;dia de servi&ccedil;o efetivo de 8,93 anos. Ainda dentro desta an&aacute;lise pode-se verificar que a grande maioria (86,66%) trabalha atualmente na sua &aacute;rea de elei&ccedil;&atilde;o (cardiologia), o que de algum modo pode aperfei&ccedil;oar e incentivar a pr&aacute;tica corrente no que respeita &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de ensinos, de a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco.</P>     <P>Para se exercerem cuidados de qualidade &eacute; necess&aacute;rio ter em aten&ccedil;&atilde;o a caracter&iacute;stica hol&iacute;stica dos doentes, na qual a qualidade em sa&uacute;de &eacute; uma tarefa multiprofissional segundo a Ordem dos Enfermeiros (2001), e o facto de a maioria dos enfermeiros ter trabalhado em mais do que um servi&ccedil;o pode ajudar na fundamenta&ccedil;&atilde;o dessa caracter&iacute;stica, pois a experi&ecirc;ncia &eacute; maior e mais alargada. Desta forma, a vis&atilde;o do doente como um todo, e n&atilde;o s&oacute; como a soma das partes, &eacute; de extrema import&acirc;ncia, pois &eacute; desta forma que se consegue planear e interligar os cuidados e torn&aacute;-los personalizados.</P>     <P>O doente, numa primeira fase de internamento encontra-se vulner&aacute;vel e bastante receptivo a tudo o que lhe &eacute; transmitido, segundo Antunes (1998), e neste  estudo &eacute; referida a import&acirc;ncia da responsabiliza&ccedil;&atilde;o do enfermeiro no que concerne &agrave; sensibiliza&ccedil;&atilde;o precoce da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de. Desta forma, &eacute; fun&ccedil;&atilde;o do enfermeiro prestar assist&ecirc;ncia no que concerne &agrave; sensibiliza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, ao impacto que ela ir&aacute; ter na vida do doente e aux&iacute;lio na formula&ccedil;&atilde;o das alternativas, face a todo o contexto.</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interliga&ccedil;&atilde;o de cuidados de enfermagem e ao benef&iacute;cio que isso pode trazer ao doente, as respostas baseiam-se sobretudo na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados com qualidade, o que atualmente tem muita import&acirc;ncia. No entanto, alguns dos inquiridos justificam as suas respostas com a satisfa&ccedil;&atilde;o profissional, o que de alguma forma vem apoiar os dados apresentados at&eacute; ent&atilde;o.</P>     <P>Apesar de tudo,os enfermeiros,perante as circunst&acirc;ncias daquele servi&ccedil;o, veem-se como elementos presentes na evolu&ccedil;&atilde;o do doente, sob o ponto de vista hol&iacute;stico e como partes integrantes da equipa multiprofissional. As equipas multiprofissionais ou multidisciplinares s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia em todo este percurso, pois cada profissional dever&aacute; trabalhar em prol do doente, da sociedade e de si pr&oacute;prio.</P>     <P>A maioria dos enfermeiros refere, tamb&eacute;m, que as a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de s&atilde;o extremamente importantes para o doente, face ao processo da doen&ccedil;a cardiovascular. Quando se questionam os enfermeiros acerca do comportamento profissional versus comportamento pessoal (face &agrave; doen&ccedil;a cardiovascular), pode-se verificar que, apesar destes darem muita import&acirc;ncia &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de dos doentes, a n&iacute;vel pessoal deixam-se abater por dificuldades de diversa natureza o que os leva a assumir comportamentos de risco (alimenta&ccedil;&atilde;o, tabaco, etc.). De acordo com o exposto anteriormente, existe a certeza de que a enfermagem &eacute; uma profiss&atilde;o complexa, revestida de atividades desgastantes e, se n&atilde;o for convenientemente gerida, acabar&aacute; por levar os profissionais a assumir comportamentos de risco.Neste caso em concreto, toda a informa&ccedil;&atilde;o que os enfermeiros possuem n&atilde;o leva a maioria a gerir a sua sa&uacute;de da melhor forma. Ainda que muitos tenham preocupa&ccedil;&otilde;es, existe um ou outro aspeto que os leva a descurar a sua sa&uacute;de, como se pode verificar no <a href="#q3">Quadro 3</a> <a name="topq3"></a> (hor&aacute;rios, carga de trabalho, etc.).</P>     <P>A Enfermagem &eacute; uma profiss&atilde;o humanista mas desgastante e se os enfermeiros n&atilde;o desenvolverem mecanismos de defesa compat&iacute;veis com as suas atividades ao longo da sua vida profissional, tendem a desgastar-se f&iacute;sica e psiquicamente. Este facto &eacute; de enorme impacto nos cuidados que prestam aos doentes. Existem estudos que referem que rela&ccedil;&otilde;es interpessoais insatisfat&oacute;rias levam a rela&ccedil;&otilde;es profissionais desgastantes e penosas. Existe tamb&eacute;m a informa&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; “uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos assertivos e a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, assim como, uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre comportamentos assertivos e a dimens&atilde;o despersonaliza&ccedil;&atilde;o (Amaro e Jesus, 2007)</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os artigos encontrados sobre os enfermeiros e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o s&iacute;ndrome de Burnout s&atilde;o cada vez mais frequentes e envolvem um sentido de responsabilidade conjunto em torno da profiss&atilde;o (Al-Turky, 2010; Loureiro <i>et al.</i> 2008; Garrosa <i>et al.</i>, 2010; Rudman e Gustavsson, 2010; Santos <i>et al.</i>, 2008).Uma das especialidades mais estudadas &eacute; a oncologia, onde se encontram estudos sobre os fatores de stress como o de Rodrigues e Chaves (2008), estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o e toda a interatividade subjacente &agrave; profiss&atilde;o (Potter <i>et al.</i>, 2010).</P>     <P>Num estudo realizado na China pelos autores Wu, Deng e Zhang (2011), a maioria dos enfermeiros consegue identificar os fatores de risco cardiovascular, mas menos de 58% conseguiram responder corretamente a perguntas sobre as recomenda&ccedil;&otilde;es baseadas em evid&ecirc;ncia para a redu&ccedil;&atilde;o do risco da doen&ccedil;a cardiovascular. Os autores ainda referem que, nesta amostra, os participantes n&atilde;o tinham conhecimento cr&iacute;tico para fornecer orienta&ccedil;&atilde;o a indiv&iacute;duos com, ou em risco, de doen&ccedil;a cardiovascular.</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o a este estudo em particular, pode-se afirmar que os enfermeiros inquiridos atrav&eacute;s das suas respostas, conseguem compreender o processo da doen&ccedil;a cardiovascular entre os fatores de risco, a especifica&ccedil;&atilde;o dos mesmos, a reabilita&ccedil;&atilde;o/adapta&ccedil;&atilde;o do doente e o modo de processamento das interven&ccedil;&otilde;es. A preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de associa-se tamb&eacute;m a uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva do sistema de sa&uacute;de, ou seja, a preven&ccedil;&atilde;o e a reabilita&ccedil;&atilde;o cardiovascular n&atilde;o &eacute; apenas do interesse do doente mas do interesse geral dado o bem comum (Nunes, 2009).</P>     <P>Comparando o que os inquiridos fazem nas suas vidas pessoais <i>versus</i> o que ensinam aos doentes, consegue-se entender as dificuldades de ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Conclus&atilde;o</b></P>     <P>A doen&ccedil;a cardiovascular pode ser francamente debilitante pelo que &eacute; importante auxiliar os doentes na efic&aacute;cia do atendimento e da recupera&ccedil;&atilde;o, e posteriormente e na sua reabilita&ccedil;&atilde;o social e profissional.</P>     <P>Neste estudo, tornou-se importante aferir e compreender caracter&iacute;sticas relativas &agrave; equipa de enfermagem de um servi&ccedil;o de cardiologia e analisar o comportamento profissional e pessoal face &agrave; doen&ccedil;a cardiovascular. Saber se aquilo que os enfermeiros ensinam aos seus doentes &eacute; o que habitualmente fazem na sua vida quotidiana, para se compreender o tipo de comportamento que estes profissionais assumem era um dos objetivos deste trabalho. Os enfermeiros s&atilde;o um grupo profissional interdisciplinar que tem compet&ecirc;ncia para prestar apoio aos doentes no internamento e na comunidade. Consegue-se evidenciar que os enfermeiros se sentem presentes como elementos multidisciplinares e prestam cuidados sob o ponto de vista hol&iacute;stico, tendo em conta a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, o que reflete o “estado da arte” nesta situa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Os objetivos foram atingidos e a sua evid&ecirc;ncia &eacute; clara, pois consegue-se entender que as doen&ccedil;as cardiovasculares t&ecirc;m um grande impacto a n&iacute;vel pessoal, social e econ&oacute;mico. Conhecer a doen&ccedil;a cardiovascular e o seu processo (etiologia, fatores de risco, estilos de vida associados e tratamentos) torna-se essencial para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, no sentido de se complementar todo o percurso de reintegra&ccedil;&atilde;o do doente. Os enfermeiros, apesar de terem todo o conhecimento referido anteriormente, deveriam zelar pelo bem-estar e pela promo&ccedil;&atilde;o da sua sa&uacute;de, o que nem sempre acontece, pois alguns profissionais mant&ecirc;m comportamentos de risco para as doen&ccedil;as cardiovasculares.</P>     <P>Pensamos que este estudo traz algumas reflex&otilde;es sobre o desenvolvimento da profiss&atilde;o na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de com o doente mas, tamb&eacute;m, na reflex&atilde;o sobre os comportamentos dos enfermeiros face &agrave; sua sa&uacute;de.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Ressalta a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica demonstrada neste estudo de que a compreens&atilde;o e assertividade dos enfermeiros (tendo em conta a sua experi&ecirc;ncia profissional/ acad&eacute;mica e as atividades que realizam diariamente aos doentes cardiovasculares) s&atilde;o essenciais &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de cuidados de qualidade. Neste desenvolvimento consegue-se entender que os enfermeiros t&ecirc;m um papel preponderante nas suas vidas pessoais, nos seus pares e na forma como gerem a sua profiss&atilde;o em geral.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></P>     <P>AL-TURKI, H. &#91;et al.&#93; (2010) - Burnout syndrome among multinational nurses working in Saudi Arabia &#91;Em linha&#93;. Annals of African Medicine. Vol. 9, n&ordm; 4. &#91;Consult. Out. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.annalsafrmed.org/article.asp?issn=15963519;year=2010;volume=9;issue=4;spag e=226;epage=229;aulast=Al-Turki" target="_blank">http://www.annalsafrmed.org/article.asp?issn=15963519;year=2010;volume=9;issue=4;spag e=226;epage=229;aulast=Al-Turki</a>.</P>     <P>AMARO, Hugo Jo&atilde;o Fernandes ; JESUS, Sa&uacute;l Neves de (2007) – Comportamentos comunicacionais assertivos e Burnout nos profissionais de enfermagem. Nursing. Ano 17, n&ordm; 221, p. 6-16.</P>     <P>ANTUNES, Alexandra (1998) – Consentimento informado &Eacute;tica em cuidados de sa&uacute;de. Porto : Porto Editora.</P>     <P>B&Eacute;RESNIAK, Ariel ; DURU, G&eacute;rard (1999) – Economia da sa&uacute;de. Lisboa : Climepsi Editores.</P>     <P>COORDENA&Ccedil;&Atilde;O Nacional para as doen&ccedil;as cardiovasculares &#91;Em linha&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.acs.min-saude.pt/cndcv/actividades/" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/cndcv/actividades/</a>.</P>     <P>FORTIN, Marie-Fabienne (1999) – O processo de investiga&ccedil;&atilde;o: da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</P>     <P>GARROSA, Eva &#91;et al.&#93; (2010) - Role stress and personal resources in nursing: a cross-sectional study of burnout and engagement. International Journal of Nursing Studies &#91;Em linha&#93;. &#91;Consult. Set. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0020748910002944" target="_blank">http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0020748910002944</a>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>LAKATOS, Eva Maria ; ANDRADE, Marconi de (1999) – T&eacute;cnicas de pesquisa. 4&ordf; ed. S&atilde;o Paulo : Editora Atlas.</P>     <P>LOUREIRO, Helena &#91;et al.&#93; (2008) – Burnout no trabalho. Refer&ecirc;ncia &#91;Em linha&#93;. II S&eacute;rie, n&ordm; 7. &#91;Consult. Oct. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=burnout&id_website=3&target=DetalhesArtigo&id_artigo=2103" target="_blank">http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=burnout&id_website=3&target=DetalhesArtigo&id_artigo=2103</a>.</P>     <P>MARQUES, Adelino (2001) – Qualidade de vida em doen&ccedil;as cr&oacute;nicas. In ARCHER, Lu&iacute;s &#91;<i>et al.</i>&#93;, coord. - Novos desafios &agrave; bio&eacute;tica. Porto : Porto Editora. p. 232-235.</P>     <P>NUNES, Rui (2009) – Regula&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Porto : Vida Econ&oacute;mica.</P>     <P>NUNES, Rui ; REGO, Guilhermina (2002) – Prioridades na sa&uacute;de. Lisboa : McGraw-Hill.</P>     <P>ORDEM DOS ENFERMEIROS (2001) – Padr&otilde;es de qualidade dos cuidados de enfermagem. Lisboa: OE. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/PadroesqualidadeCuidadosEnfermagem.pdf" target="_blank">http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/PadroesqualidadeCuidadosEnfermagem.pdf</a>.</P>     <P>PORTUGAL. Alto Comissariado da Sa&uacute;de (2007) - Carta Europeia para a sa&uacute;de do cora&ccedil;&atilde;o &#91;Em linha&#93;. Lisboa : ACS. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.acs.min-saude.pt/2007/12/14/cartaeuropeiasaudecoracao-2/" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/2007/12/14/cartaeuropeiasaudecoracao-2/</a>.</P>     <P>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (2004) - Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004/2010 &#91;Em linha&#93;. Lisboa : DGS. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.dgsaude.min-saude.pt/pns/capa.html" target="_blank">http://www.dgsaude.min-saude.pt/pns/capa.html</a>.</P>     <P>POTTER, Patricia &#91;et al.&#93; (2010) – Compassion fatigue and Burnout : prevalence among oncology nurses. Clinical Journal of Oncology Nursing &#91;Em linha&#93;. Vol. 14, n&ordm; 5. &#91;Consult. Oct. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://ons.metapress.com/content/r744058h42804261/fulltext.pdf" target="_blank">http://ons.metapress.com/content/r744058h42804261/fulltext.pdf</a>.</P>     <P>REGO, Guilhermina (2008) – Gest&atilde;o empresarial dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos Uma aplica&ccedil;&atilde;o ao sector da sa&uacute;de. Porto : Vida Econ&oacute;mica.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>RODRIGUES, Andrea ; CHAVES, Eliane (2008) – Stressing factors and coping strategies used by oncology nurses. Revista Latino-Americana de Enfermagem &#91;Em linha&#93;. Vol. 16, n&ordm; 1. &#91;Consult. Set. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692008000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692008000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en</a>.</P>     <P>RUDMAN, A. ; GUSTAVSSON, J. P. (2010) - Early-career burnout among new graduate nurses: a prospective observational study of intra-individual change trajectories. International Journal of Nursing Studies &#91;Em linha&#93;. &#91;Consult. Oct. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20696427" target="_blank"> http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20696427</a>.</P>     <P>SANTOS, Ricardo &#91;et al.&#93; (2008) – Consequ&ecirc;ncias do trabalho por turnos na qualidade de vida dos enfermeiros: um estudo emp&iacute;rico sobre o Hospital P&ecirc;ro da Covilh&atilde;. Refer&ecirc;ncia &#91;Em linha&#93;. II S&eacute;rie, n&ordm; 8. &#91;Consult. Oct. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=burnout&id_website=3&target=DetalhesArtigo&id_artigo=2117" target="_blank">http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=burnout&id_website=3&target=DetalhesArtigo&id_artigo=2117</a>.</P>     <P>WU, Y. ; DENG, Y. ; ZHANG, Y. (2011) - Knowledge, attitudes, and behaviors of nursing professionals and students in Beijing toward cardiovascular disease risk reduction. Research in Nursing & Health &#91;Em linha&#93;. Vol. 15. doi:10.1002/nur.20431 &#91;Consult. Mar. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21412801" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21412801</a>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Fonte de financiamento do estudo: Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (atrav&eacute;s do programa POPH do QREN).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 25.10.10</P>     <P>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 02.05.11</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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