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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os fatores determinantes da rotatividade externa dos enfermeiros: vínculo contratual, incentivos salariais ou reconhecimento profissional]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Los factores determinantes de la rotatividad externa de los enfermeros: vínculo contractual, incentivos salariales o reconocimiento profesional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In recent years healthcare organizations in Portugal, as well as the nursing profession and career, have gone through a number of structural, procedural and political changes. These changes have influenced the dynamics and stability of nurses’ future contributing to high turnover rates. This has had a negative impact both in the work group and the organization itself. The goal of this study is to identify the main factors behind the external turnover of nurses. The research is based on a questionnaire administered to a sample of 772 nurses working at the Hospital of Santa Maria. The study hypotheses were analyzed using non-parametric tests. The results show that willingness to acquire new professional skills and to perform more challenging tasks are two relevant determinants of turnover among nurses. Contractual and salary factors are also very important in explaining this phenomenon, especially, among nurses who do not have a permanent contract.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En los últimos años las organizaciones de la salud, la profesión y la carrera de enfermería han sufrido un conjunto de alteraciones estructurales, políticas y en su forma de proceso. Estas alteraciones han influenciado la dinámica y la estabilidad del futuro de los enfermeros contribuyendo así al surgimiento de altas tasas de rotatividad - con impactos potencialmente negativos en el grupo de trabajo y en la organización. El estudio pretende identificar los factores determinantes de la rotatividad externa de los enfermeros. La investigación se basa en un cuestionario aplicado a una muestra de 772 enfermeros que ejercen en el Hospital de Santa María. Las hipótesis formuladas en el estudio fueron analizadas mediante tests no-paramétricos. Los resultados sugieren que la necesidad de adquirir nuevas competencias profesionales y de desarrollar un trabajo más desafiante constituyen fatores relevantes en la explicación de la rotatividad en enfermería. Los fatores contractuales y remuneratorios son de extrema importancia para explicar el fenómeno en causa, especialmente, para el grupo de enfermeros contratados.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Os fatores determinantes da rotatividade externa dos enfermeiros: v&iacute;nculo contratual, incentivos salariais ou reconhecimento profissional</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Ana Poeira</b>*; <b>Ricardo Paes Mamede</b>**</P>     <P>* Lic. Enfermagem, Msc. de Desenvolvimento dos Recursos Humanos; RN, Hospital de Santa Maria; Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem no ICBAS &#91;<a href="mailto:afpoeira@gmail.com">afpoeira@gmail.com</a>&#93;.</P>      <P>** Lic. Economia, Msc. Economia e Gest&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Ph.D Economia, Professor Auxiliar no ISCTE, Investigador do Din&acirc;mia-CET &#91;<a href="mailto:ricardo.mamede@iscte.pt">ricardo.mamede@iscte.pt</a>&#93;.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>     <P>Nos &uacute;ltimos anos as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, a profiss&atilde;o e a carreira de enfermagem sofreram um conjunto de altera&ccedil;&otilde;es estruturais, processuais e pol&iacute;ticas. Estas altera&ccedil;&otilde;es influenciaram a din&acirc;mica e a estabilidade do futuro dos enfermeiros contribuindo para a ocorr&ecirc;ncia de altas taxas de rotatividade -com impactos potencialmente negativos no grupo de trabalho e na organiza&ccedil;&atilde;o. O estudo pretende identificar os fatores determinantes da rotatividade externa dos enfermeiros. A investiga&ccedil;&atilde;o baseia-se num question&aacute;rio aplicado a uma amostra de 772 enfermeiros a desempenhar fun&ccedil;&otilde;es no Hospital de Santa Maria. As hip&oacute;teses formuladas no estudo foram analisadas atrav&eacute;s de testes n&atilde;o-param&eacute;tricos. Os resultados sugerem que a necessidade de adquirir novas compet&ecirc;ncias profissionais e de desenvolver um trabalho mais desafiante constituem fatores relevantes na explica&ccedil;&atilde;o da rotatividade em enfermagem. Os fatores contratuais e remunerat&oacute;rios s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para explicar o fen&oacute;meno em causa, especialmente, para o grupo de enfermeiros contratados.</P>     <P><b>Palavras-chave:</b> organiza&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o; recursos humanos; enfermagem.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>The main determinants of nursing turnover: contractual obligation, wage benefits or professional recognition</b></P>     <P><b>Abstract</b></P>     <P>In recent years healthcare organizations in Portugal, as well as the nursing profession and career, have gone through a number of structural, procedural and political changes. These changes have influenced the dynamics and stability of nurses’ future contributing to high turnover rates. This has had a negative impact both in the work group and the organization itself. The goal of this study is to identify the main factors behind the external turnover of nurses. The research is based on a questionnaire administered to a sample of 772 nurses working at the Hospital of Santa Maria. The study hypotheses were analyzed using non-parametric tests. The results show that willingness to acquire new professional skills and to perform more challenging tasks are two relevant determinants of turnover among nurses. Contractual and salary factors are also very important in explaining this phenomenon, especially, among nurses who do not have a permanent contract.</P>     <P><b>Keywords:</b> organization and administration; human resources; nursing.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Los factores determinantes de la rotatividad externa de los enfermeros: v&iacute;nculo contractual, incentivos salariales o reconocimiento profesional</b></P>     <P><b>Resumen</b></P>     <P>En los &uacute;ltimos a&ntilde;os las organizaciones de la salud, la profesi&oacute;n y la carrera de enfermer&iacute;a han sufrido un conjunto de alteraciones estructurales, pol&iacute;ticas y en su forma de  proceso. Estas alteraciones han influenciado la din&aacute;mica y la  estabilidad del futuro de los enfermeros contribuyendo as&iacute; al surgimiento de altas tasas de rotatividad - con impactos  potencialmente negativos en el grupo de trabajo y en la organizaci&oacute;n. El estudio pretende identificar los factores  determinantes de la rotatividad externa de los enfermeros. La investigaci&oacute;n se basa en un cuestionario aplicado a una  muestra de 772 enfermeros que ejercen en el Hospital de Santa Mar&iacute;a. Las hip&oacute;tesis formuladas en el estudio  fueron analizadas mediante tests no-param&eacute;tricos. Los  resultados sugieren que la necesidad de adquirir nuevas  competencias profesionales y de desarrollar un trabajo m&aacute;s  desafiante constituyen fatores relevantes en la explicaci&oacute;n  de la rotatividad en enfermer&iacute;a. Los fatores contractuales y remuneratorios son de extrema importancia para explicar el fen&oacute;meno en causa, especialmente, para el grupo de  enfermeros contratados.</P>     <P><b>Palabras clave:</b> organizaci&oacute;n y administraci&oacute;n; recursos humanos; enfermer&iacute;a.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></P>     <P>A rotatividade em enfermagem &eacute; um tema de interesse entre os investigadores em ci&ecirc;ncias sociais e de enfermagem pelas s&eacute;rias implica&ccedil;&otilde;es que causa no desenvolvimento das atividades organizacionais, principalmente, no que se refere aos custos, &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da produtividade e da qualidade dos servi&ccedil;os ( Jones, 2004; Price e Mueller, 1981). Altas taxas de rotatividade em enfermagem podem ter um impacto negativo na resposta &agrave;s necessidades dos utentes, bem como, na qualidade dos cuidados de enfermagem prestados (Shields e Ward, 2001; Tai <i>et al</i>., 1998).</P>     <P>O tema da rotatividade dos enfermeiros &eacute; ainda pouco estudado em Portugal, escasseando dados e an&aacute;lises que permitam medir o fen&oacute;meno e conhecer os diversos fatores que o determinam. O presente estudo pretende colmatar essas lacunas, analisando os fatores determinantes da rotatividade dos enfermeiros num hospital de refer&ecirc;ncia do pa&iacute;s, o Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE – Hospital de Santa Maria (HSM).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Enquadramento</b></P>     <P>V&aacute;rios modelos te&oacute;ricos t&ecirc;m sido desenvolvidos para explicar o comportamento de rotatividade em enfermagem (Alexander <i>et al</i>., 1998; Krausz <i>et al</i>., 1995; Price e Mueller, 1981). A defini&ccedil;&atilde;o de rotatividade utilizada &eacute; muitas vezes inconsistente, o que dificulta a compara&ccedil;&atilde;o entre os estudos existentes. Por exemplo, Anselmi <i>et al</i>. (1997) define rotatividade como um movimento que se verifica no mercado de trabalho, caracterizado pelas entradas e sa&iacute;das dos indiv&iacute;duos de uma determinada organiza&ccedil;&atilde;o que comp&otilde;em esse mercado. Outros estudos definem rotatividade como qualquer movimento no trabalho, enquanto outros ainda consideram-na como o abandono da organiza&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo da profiss&atilde;o.</P>     <P>Price e Mueller (1981), no seu influente modelo causal de turnover volunt&aacute;rio, consideram que os empregados que abandonam uma organiza&ccedil;&atilde;o por sua livre vontade s&atilde;o exemplos de rotatividade volunt&aacute;ria.Quits &eacute; a designa&ccedil;&atilde;o comum em l&iacute;ngua inglesa para estes eventos de rotatividade. Por sua vez, doen&ccedil;a, morte ou despedimento s&atilde;o exemplos de rotatividade involunt&aacute;ria. Na literatura, n&atilde;o se faz frequentemente a distin&ccedil;&atilde;o entre rotatividade volunt&aacute;ria e involunt&aacute;ria, uma vez que, os custos para as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o diferem substancialmente. Para l&aacute; das diferen&ccedil;as conceptuais e metodol&oacute;gicas importa reter no presente contexto que a rotatividade, seja ela volunt&aacute;ria ou involunt&aacute;ria, tem um impacto negativo, tanto no grupo de trabalho como na organiza&ccedil;&atilde;o em si. Dentre os impactos da rotatividade mais referidos nos estudos existentes destacam-se os seguintes: diminui&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia e a produtividade (Price e Mueller, 1981); aumento dos custos (Price e Mueller, 1981); diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade dos cuidados prestados (Shields e Ward, 2001); perturba&ccedil;&atilde;o da coes&atilde;o da unidade de trabalho (Price e Muller, 1981); clima de stress por falta da pessoa e at&eacute; a nova estar integrada (Lu <i>et al</i>., 2005; Morrell, 2005); diminui&ccedil;&atilde;o do consenso, aumento dos conflitos e diminui&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o dos que ficam (Price e Mueller, 1981).</P>     <P>Estes estudos alertam para a necessidade das organiza&ccedil;&otilde;es darem aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas ao recrutamento de enfermeiros, mas tamb&eacute;m &agrave; sua reten&ccedil;&atilde;o. Encontrar estrat&eacute;gias que retenham os enfermeiros na organiza&ccedil;&atilde;o torna-se crucial para minimizar custos e manter a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados. Num estudo que procurou estimar os custos associados &agrave; rotatividade dos profissionais de sa&uacute;de num centro m&eacute;dico principal em Inglaterra, Waldman <i>et al.</i> (2004) conclu&iacute;ram que tais custos representavam 3,4 – 5,8% do or&ccedil;amento de funcionamento anual. O custo maior foi com a classe profissional dos enfermeiros. Conclui-se, pois, que &eacute; fulcral que as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de tenham conhecimento das raz&otilde;es pelas quais os enfermeiros abandonam o seu trabalho (Hayes <i>et al.</i>, 2006; Price e Mueller, 1981; Tai <i>et al.</i>, 1998).</P>     <P>Esta quest&atilde;o coloca-se com particular acuidade no contexto portugu&ecirc;s. De acordo com a OCDE (2010), no ano de 2008 Portugal foi o s&eacute;timo pa&iacute;s com um r&aacute;cio de enfermeiro por habitante mais baixo entre os 27 Estados da Uni&atilde;o Europeia (com 5,3 enfermeiros por mil habitantes, face a uma m&eacute;dia de 9,8 na UE). A escassez de enfermeiros no pa&iacute;s tem contribu&iacute;do para uma elevada mobilidade relativamente a outros profissionais de sa&uacute;de, ao alargar as oportunidades de escolha do local de trabalho por parte dos enfermeiros.</P>     <P>Adicionalmente, com o estatuto jur&iacute;dico dos hospitais Sociedade An&oacute;nima e hospitais Entidades P&uacute;blicas Empresariais, os enfermeiros viram-se confrontados n&atilde;o s&oacute; com dificuldades acrescidas no ingresso nos quadros da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, como tamb&eacute;m com o desconhecimento do seu futuro profissional em termos de progress&atilde;o na carreira. Entre enfermeiros do quadro e enfermeiros contratados n&atilde;o h&aacute; distin&ccedil;&atilde;o na distribui&ccedil;&atilde;o de tarefas, contudo h&aacute; uma enorme discrep&acirc;ncia a n&iacute;vel de regalias e remunera&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, e perante um mercado com ofertas variadas de emprego, encontram-se reunidas as condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras da rotatividade, na procura de melhores contratos de trabalho e de melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Considerando que em Portugal, em particular na &aacute;rea hospitalar, os enfermeiros representam uma parcela significativa dos recursos humanos, conhecer a disponibilidade desses recursos no mercado de trabalho, e especificamente a sua movimenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental para o processo de gest&atilde;o do pessoal de enfermagem nas institui&ccedil;&otilde;es hospitalares.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Metodologia</b></P>     <P>O presente estudo pretende identificar os principais fatores que levam os enfermeiros a mudar de local de trabalho. Constata-se que ao n&iacute;vel individual, a satisfa&ccedil;&atilde;o &eacute; a vari&aacute;vel psicol&oacute;gica mais relacionada com a rotatividade (Mrayyan, 2005). No entanto, a satisfa&ccedil;&atilde;o, isoladamente, n&atilde;o explica o fen&oacute;meno em causa, sendo ela pr&oacute;pria determinada por um conjunto de fatores que importa considerar (Batista <i>et al</i>., 2010). Assim, neste estudo analisa-se, para a explica&ccedil;&atilde;o da rotatividade externa dos enfermeiros, a relev&acirc;ncia de fatores como: a remunera&ccedil;&atilde;o; as caracter&iacute;sticas individuais; e as caracter&iacute;sticas da institui&ccedil;&atilde;o. Dadas as diferen&ccedil;as na condi&ccedil;&atilde;o profissional entre enfermeiros contratados e do quadro, procura-se identificar as especificidades dos determinantes da rotatividade para os diferentes grupos de profissionais de enfermagem. O estudo baseia-se num inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, conduzido no maior hospital central do pa&iacute;s, o HSM. A escolha do HSM como objeto de estudo deveu se n&atilde;o apenas ao facto de corresponder ao local de trabalho de um dos investigadores, mas tamb&eacute;m ao de constituir um hospital central de grande dimens&atilde;o e complexidade, permitindo obter uma amostra diversificada de enfermeiros.</P>     <P>O instrumento de recolha de dados foi aplicado durante os meses de outubro e novembro de 2008 aos enfermeiros do HSM. Foram entregues 1200 question&aacute;rios em cinquenta servi&ccedil;os diferentes, tendo sido 772 o n&uacute;mero de respostas recebidas, validadas e utilizadas na an&aacute;lise. Este n&uacute;mero representa uma taxa de resposta de 64,3%. As hip&oacute;teses formuladas no estudo foram analisadas atrav&eacute;s de testes n&atilde;o param&eacute;tricos. O question&aacute;rio de resposta individual e confidencial comporta 38 quest&otilde;es, todas de resposta fechada e dividido em duas partes. Em rela&ccedil;&atilde;o a cada uma das partes eram dadas instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre o modo de preenchimento.</P>     <P>A primeira parte do question&aacute;rio permitiu caracterizar a amostra tendo em conta dados sociodemogr&aacute;ficos e profissionais, bem como, diferenciar os enfermeiros que sofreram rotatividade externa dos enfermeiros que n&atilde;o sofreram rotatividade externa. O crit&eacute;rio para inclus&atilde;o das quest&otilde;es em causa teve em conta o enquadramento te&oacute;rico e a experi&ecirc;ncia pessoal da investigadora profissional de enfermagem.</P>     <P>Por sua vez, a segunda parte do question&aacute;rio integra os fatores que se espera, segundo a literatura consultada, terem sido determinantes para a rotatividade dos enfermeiros. Esta parte era dirigida apenas aos enfermeiros que sofreram rotatividade.</P>     <P>Para as respostas aos fatores determinantes da rotatividade foi usada a escala tipo Likert de quatro pontos, variando de “N&atilde;o contribuiu nada” a “Contribuiu muito”. Quinze vari&aacute;veis foram induzidas como fatores relacionados com a rotatividade, escolhidas em fun&ccedil;&atilde;o da revis&atilde;o da literatura e do contexto portugu&ecirc;s. Assim, foram abordados fatores organizacionais, geogr&aacute;ficos e de realiza&ccedil;&atilde;o profissional. A escala possui uma consist&ecirc;ncia interna satisfat&oacute;ria, com valor total de Alpha de Cronbach de 0.72 para os quinze itens.</P>     <P>Foram realizados ensaios &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio ao p&uacute;blico-alvo, tendo sido solicitado a trinta enfermeiros que respondessem. De acordo com as respostas, d&uacute;vidas e sugest&otilde;es dos enfermeiros que colaboraram no teste-piloto, foram feitas as altera&ccedil;&otilde;es de forma a tornar o question&aacute;rio claro, coerente e n&atilde;o redundante.</P>     <P>A validade do constructo foi determinada atrav&eacute;s da an&aacute;lise fatorial pelo m&eacute;todo varimax e os itens foram selecionados considerando satura&ccedil;&atilde;o superior a 0.5. Para determinar a adequabilidade da an&aacute;lise fatorial ao estudo recorreu-se ao teste de Keiser-Mayer-Olkin (KMO = 0.75) e o teste de esfericidade de Bartlett que mostra um valor de 1176,03, p = 0.000. Concluiu-se que existe correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis e que a an&aacute;lise fatorial foi coerente com as conce&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas subjacentes.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><b>Resultados</b></P>     <P>Na tabela 1 observa-se a exist&ecirc;ncia de uma estrutura et&aacute;ria claramente jovem e predominantemente feminina relativamente ao conjunto. A maioria  dos enfermeiros s&atilde;o solteiros. Uma parte significativa dos mesmos (29,4%) tem mais do que um emprego (um valor que reflete a especificidade da  profiss&atilde;o no contexto atual). Verifica-se, ainda, que cerca de metade dos enfermeiros (51,5%) s&atilde;o contratados e a outra metade (48,5%) integra  os quadros da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Finalmente, cerca de 1/3 dos enfermeiros que participaram no inqu&eacute;rito exercem a profiss&atilde;o h&aacute; n&atilde;o mais de tr&ecirc;s anos  e perto de 37% passou a exercer fun&ccedil;&otilde;es no atual emprego nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 1 – Perfil demogr&aacute;fico e experi&ecirc;ncia profissional</P> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a11t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A tabela 1 apresenta tamb&eacute;m a caracteriza&ccedil;&atilde;o global dos enfermeiros que sofreram rotatividade externa, os quais representam 26,4% do total (s&atilde;o  204 em 772). A caracteriza&ccedil;&atilde;o deste subgrupo destaca-se do total dos enfermeiros inquiridos apenas em dois aspetos: encontram-se aqui sobre  representados os indiv&iacute;duos com menos de 30 anos e os enfermeiros com contrato a termo certo.</P>     <P>Finalmente, a tabela 1 permite verificar que, de entre os inquiridos que sofreram rotatividade, cerca de 2/3 mudaram de emprego h&aacute; menos de  cinco anos. Aqui, uma an&aacute;lise mais detalhada permite verificar que as diferen&ccedil;as entre enfermeiros contratados e enfermeiros do quadro s&atilde;o  significativas: no primeiro caso 94,4% dos enfermeiros sofreram rotatividade nos &uacute;ltimos cinco anos; no caso dos enfermeiros do quadro o valor  &eacute; de apenas 28,4%. Por outras palavras, os eventos recentes de rotatividade externa surgem, quase integralmente, associados a enfermeiros  contratados.</P>     <P>Ao analisarmos descritivamente os diferentes fatores determinantes da rotatividade externa dos enfermeiros, constata-se que os fatores que  assumiram maior contributo para a mobilidade foram: “vontade de realizar um trabalho mais desafiante”; “aquisi&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias”; “melhores  perspetivas de progress&atilde;o na carreira”; “falta de estabilidade contratual”; e “possibilidade de aumento dos rendimentos”.</P>     <P>Os tr&ecirc;s &uacute;ltimos fatores, relacionados com a remunera&ccedil;&atilde;o e estabilidade contratual, j&aacute; eram esperados e s&atilde;o suportados pela literatura. Os  fatores “vontade de realizar um trabalho mais desafiante” e “aquisi&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias” obtiveram neste estudo os valores mais elevados de  contributo para a rotatividade externa dos enfermeiros. Tal observa&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pelo facto dos enfermeiros inclu&iacute;dos no estudo terem  sofrido mobilidade para o HSM. Tendo em conta que este &eacute; o maior hospital central do pa&iacute;s, e tamb&eacute;m hospital-escola, &eacute; um dos hospitais com maior  capacidade para preencher os requisitos associados aos fatores referidos. Assim, o HSM poder&aacute; assumir aqueles dois fatores como uma estrat&eacute;gia de  capta&ccedil;&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros na institui&ccedil;&atilde;o, quer dos enfermeiros jovens mais &aacute;vidos de aprendizagem, quer dos mais antigos que podem  diversificar e ampliar conhecimentos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <P>Procurou-se, em seguida, compreender em que medida os mesmos fatores surgem associados &agrave; mobilidade para diferentes subgrupos de enfermeiros.  Quando aplicado o teste Mann-Whitney U, n&atilde;o se observam diferen&ccedil;as significativas nos fatores explicativos da rotatividade entre enfermeiros com um  emprego e enfermeiros com mais do que um emprego (p>0,05).</P>     <P>O teste Kruskal-Wallis foi aplicado para apurar se a distribui&ccedil;&atilde;o dos diferentes fatores difere com o v&iacute;nculo contratual (tabela 2). Dos  resultados obtidos podemos afirmar que h&aacute; diferen&ccedil;a entre grupos em dois aspetos distintos: um relacionado com quest&otilde;es contratuais e salariais e  outro relacionado com quest&otilde;es de reconhecimento profissional.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><a name="t2"></a><a href="#topt2">TABELA 2</a> – Fatores de rotatividade externa segundo v&iacute;nculo contratual</P> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn4/IIIn4a11t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Desta forma, os fatores: “cessa&ccedil;&atilde;o do contrato anterior” (p = 0,002), “possibilidade de aumento dos rendimentos” (p = 0,000), “falta de  estabilidade contratual” (p = 0,000) e “melhores perspetivas de progress&atilde;o na carreira” (p = 0,002) assumiram maior contributo para os enfermeiros  contratados. Mais especificamente, no caso dos enfermeiros com contrato a tempo indeterminado mostram-se mais relevantes os fatores: “cessa&ccedil;&atilde;o do  contrato anterior” e “falta de estabilidade contratual”. No caso dos enfermeiros com contrato a termo certo destacam-se os fatores: “possibilidade  de aumento dos rendimentos” e “melhores perspetivas de progress&atilde;o na carreira”.</P>     <P>O facto dos enfermeiros contratados darem mais import&acirc;ncia a estes fatores vai ao encontro do exposto na revis&atilde;o da literatura, na qual a  estabilidade contratual, assim como, os incentivos salariais contribuem para a estabilidade e perman&ecirc;ncia dos enfermeiros na organiza&ccedil;&atilde;o  (Remsburg <i>et al</i>., 1999; Yin e Yang, 2002).</P>     <P>&Eacute;, tamb&eacute;m, para os enfermeiros mais jovens que os fatores contratuais e salariais assumem um maior contributo para a sua mobilidade. Por  conseguinte, os fatores: “possibilidade de aumento dos rendimentos” (p = 0,000), “falta de estabilidade contratual” (p = 0,000) e “melhores  perspetivas de progress&atilde;o na carreira” (p = 0,000) refletem a necessidade dos enfermeiros mais jovens (tendencialmente, com contratos de trabalho  mais prec&aacute;rios) de procurar melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. Os fatores: “insuficiente autonomia profissional” (p=0,018), “n&atilde;o reconhecimento do  trabalho efectuado” (p=0,003) e “vontade de realizar um trabalho mais desafiante” (p=0,007) assumiram, de igual forma, maior contributo para o  grupo dos enfermeiros contratados, com maior peso em todos os fatores para os enfermeiros com contrato a termo certo (<a href="#t2">tabela 2</a><a name="topt2"></a>). Estes, devido  ao seu v&iacute;nculo contratual, sentem maior necessidade do seu trabalho ser reconhecido, at&eacute; porque s&atilde;o aqueles em que o seu desempenho &eacute; colocado  mais frequente e facilmente em causa. O reconhecimento profissional traduz a preocupa&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros relativamente &agrave; qualidade dos cuidados  prestados, da sua auto-realiza&ccedil;&atilde;o e de reconhecimento dos colegas e chefia.</P>      <P><b>Discuss&atilde;o</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No estudo mostra-se que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas na distin&ccedil;&atilde;o entre enfermeiros que sofreram rotatividade e enfermeiros que n&atilde;o sofreram rotatividade, no que respeita a vari&aacute;veis como idade, sexo, estado civil, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, n&uacute;mero de empregos e v&iacute;nculo contratual.</P>     <P>Os resultados do estudo indicam, tamb&eacute;m, que elevadas taxas de rotatividade em enfermagem poder&atilde;o surgir da necessidade de adquirir novas compet&ecirc;ncias profissionais e de desenvolver um trabalho mais desafiante. Por outro lado, os fatores contratuais e remunerat&oacute;rios s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para explicar o fen&oacute;meno em causa.</P>     <P>A mobilidade dos enfermeiros baseia-se na dicotomia realiza&ccedil;&atilde;o pessoal/profissional versus estabilidade contratual/remunera&ccedil;&atilde;o. Ainda que inconscientemente (ou n&atilde;o referido), os enfermeiros contratados conseguem, com a mobilidade para o HSM, um v&iacute;nculo contratual, ainda que prec&aacute;rio, com mais-valias de progress&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o profissional a longo prazo. O hospital oferece in&uacute;meros servi&ccedil;os que permitem a aquisi&ccedil;&atilde;o de um vasto leque de conhecimentos aos enfermeiros contratados, sendo isto interpretado como um incentivo a somar &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o. Assim, estes referem a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho mais desafiante como contributo para a sua mudan&ccedil;a. Por outro lado, a autonomia profissional e o reconhecimento do trabalho efetuado surgem, igualmente, como relevantes na sua op&ccedil;&atilde;o de mudar e, mais uma vez, o HSM cria condi&ccedil;&otilde;es, pela sua dimens&atilde;o, centralidade e caracter&iacute;sticas de hospital escola, prop&iacute;cias a essa realiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <P>Em larga medida, pela sua dimens&atilde;o e caracter&iacute;sticas, o HSM constitui um local privilegiado para um profissional de sa&uacute;de trabalhar. Neste sentido, os resultados aqui obtidos n&atilde;o s&atilde;o provavelmente generaliz&aacute;veis ao conjunto dos hospitais portugueses. Ainda assim, importa notar que outros estudos, como o de Shields e Ward (2001), conclu&iacute;ram que as oportunidades de forma&ccedil;&atilde;o tiveram um impacto na rotatividade maior do que o pr&oacute;prio trabalho ou remunera&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>De fato, os enfermeiros necessitam de mais do que apenas recompensas econ&oacute;micas para a sua satisfa&ccedil;&atilde;o profissional e reten&ccedil;&atilde;o na institui&ccedil;&atilde;o. No entanto, altas taxas de rotatividade t&ecirc;m sido associadas a baixa remunera&ccedil;&atilde;o (Price e Mueller, 1981; Chan e Morrison, 2000).</P>     <P>Lum <i>et al</i>. (1998) chegaram &agrave; conclus&atilde;o de que os enfermeiros que se encontram satisfeitos com o trabalho e remunera&ccedil;&otilde;es praticadas s&atilde;o enfermeiros com elevado empenho organizacional e, consequentemente, menos propensos a abandonar voluntariamente a organiza&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Em linha com outros estudos existentes, constatou-se que os fatores contratuais e remunerat&oacute;rios surgem fortemente associados a rotatividade, especialmente para o grupo de enfermeiros contratados.</P>     <P>Dada a vulnerabilidade do seu v&iacute;nculo &agrave; institui&ccedil;&atilde;o empregadora, os enfermeiros contratados s&atilde;o particularmente sens&iacute;veis ao fator estabilidade contratual. Assim, os resultados do estudo parecem sugerir que s&oacute; depois da estabilidade contratual surgem as preocupa&ccedil;&otilde;es de outra ordem. Por outras palavras, quanto mais forte for a natureza do v&iacute;nculo contratual, maior &eacute; a import&acirc;ncia que se d&aacute; aos restantes fatores.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Conclus&atilde;o</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O setor da sa&uacute;de tem verificado um conjunto de mudan&ccedil;as tentando responder a um leque variado de desafios e estabelecer novas formas de di&aacute;logo com a sociedade. Entre as reformula&ccedil;&otilde;es em curso, encontra-se a que respeita &agrave;s pol&iacute;ticas de recursos humanos, sendo essencial compreender a din&acirc;mica do mercado de trabalho e os fatores subjacentes que determinam o comportamento dos profissionais de sa&uacute;de. Acompanhando estas mudan&ccedil;as encontram-se as transforma&ccedil;&otilde;es na sociedade, como o envelhecimento populacional, o aparecimento de doen&ccedil;as novas e mais graves, assim como, a necessidade de intensifica&ccedil;&atilde;o de atividades de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, exigindo maior n&uacute;mero de enfermeiros. Apesar dos estudos da OCDE demonstrarem que o r&aacute;cio enfermeiro por habitante ainda se encontra abaixo do desejado, Portugal depara-se com problemas administrativos na contrata&ccedil;&atilde;o de enfermeiros, devido &agrave; necessidade de controlo de entradas na fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, acentuada pelo atual contexto de conten&ccedil;&atilde;o or&ccedil;amental. Do presente estudo resulta que o v&iacute;nculo contratual se revela um fator determinante para a rotatividade dos enfermeiros. Por sua vez, estudos emp&iacute;ricos realizados em diferentes contextos revelam que a rotatividade excessiva dos enfermeiros produz impactos negativos no funcionamento regular das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, na sua efici&ecirc;ncia e na qualidade dos servi&ccedil;os prestados. Isto sugere que a quest&atilde;o do v&iacute;nculo contratual pode estar a ser subvalorizada nas decis&otilde;es de recursos humanos tomadas no seio do sistema de sa&uacute;de portugu&ecirc;s. Da mesma forma, aspetos relacionados com a valoriza&ccedil;&atilde;o profissional, pessoal e social – que incluem, mas n&atilde;o se esgotam, na quest&atilde;o do v&iacute;nculo contratual – poder&atilde;o nem sempre ser devidamente acautelados.</p>     <p> O presente estudo foi limitado a enfermeiros a exercer fun&ccedil;&otilde;es num &uacute;nico hospital. O alargamento do estudo a outros hospitais tornaria o trabalho mais completo e fidedigno na extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados. A realidade dos enfermeiros portugueses difere de regi&atilde;o para regi&atilde;o. Mais se acrescenta que os fatores de rotatividade poder&atilde;o assumir contornos diferentes tendo em conta o tipo de gest&atilde;o, como por exemplo, a compara&ccedil;&atilde;o entre hospitais privados e hospitais p&uacute;blicos.</p>     <p> Sendo o HSM o maior hospital central do pa&iacute;s e tamb&eacute;m hospital-escola, ele oferece condi&ccedil;&otilde;es privilegiadas nas &aacute;reas da forma&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o. Seria interessante analisar at&eacute; que ponto o local para onde os enfermeiros v&atilde;o trabalhar afeta os fatores considerados mais importantes para a rotatividade. A escassez de trabalhos sobre o tema em Portugal limitou a discuss&atilde;o do trabalho e consequente compara&ccedil;&atilde;o de resultados. Investiga&ccedil;&otilde;es futuras devem n&atilde;o s&oacute; envolver os fatores de rotatividade e satisfa&ccedil;&atilde;o profissional, mas incluir outras vari&aacute;veis como lideran&ccedil;a, compromisso profissional, inten&ccedil;&atilde;o de sair da organiza&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo abandonar a profiss&atilde;o, bem como, outras &aacute;reas do comportamento organizacional.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></P>     <P>ALEXANDER, Jeffrey &#91;et al.&#93; (1998) - A causal model of voluntary turnover among nursing personnel in long-term psychiatric settings. Research in Nursing Health. Vol. 21, n&ordm; 5, p. 415-427.</P>     <P>ANSELMI, Maria &#91;et al.&#93; (1997) - Rotatividade dos trabalhadores de enfermagem nos hospitais do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto. Revista Panamericana de Salud P&uacute;blica. Vol. 2, n&ordm; 1, p. 44-50.</P>     <P>BATISTA, Vera &#91;et al.&#93; (2010) Satisfa&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros: estudo comparativo em dois modelos de gest&atilde;o hospitalar. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 12, p. 57-69.</P>     <P>CHAN, Ee-Yuee ; MORRISON, Paul (2000) – Factors influencing the retention and turnover intentions of registered nurses in a Singapore hospital. Nursing & Health Sciences. Vol. 2, n&ordm; 2, p. 113-121.</P>     <P>HAYES, Rachel &#91;et al.&#93; (2006) - Nurse turnover: a literature review. International Journal of Nursing Studies. Vol. 43, n&ordm; 2, p. 237-263.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>JONES, Cheryl Bland (2004) - Staff nurse turnover costs: part II, measurement and results. Journal of Nursing Administration. Vol. 20, n&ordm; 5, p. 27-32.</P>     <P>KRAUSZ, Moshe &#91;et al.&#93; (1995) - Predictors of intentions to leave the ward, the hospital, and the nursing profession: a longitudinal study. Journal of Organizational Behavior. Vol. 16, n&ordm; 3, p. 277-288.</P>     <P>LU, Kuei-Yun &#91;et al.&#93; (2005) - Job satisfaction among nurses: a literature review. International Journal of Nursing Studies. Vol. 42, n&ordm; 2, p. 211–227.</P>     <P>LUM, Lillie &#91;et al.&#93; (1998) - Explaining nursing turnover intent: job satisfaction, pay satisfaction, or organizational commitment? Journal of Organizational Behavior. Vol. 19, p. 305-320.</P>     <P>MORRELL, Kevin (2005) - Towards a typology of nursing turnover: the role of shock in nurses, decisions to leave. Journal of Advanced Nursing. Vol. 49, n&ordm; 3, p. 315-322.</P>     <P>MRAYYAN, Majd (2005) - Nurse job satisfaction and retention: comparing public to private hospitals in Jordan. Journal of Nursing Management. Vol. 13, n&ordm; 1, p. 40-50.</P>     <P>OCDE (2010) – Health at a Glance Europe 2010. Paris : OCDE.</P>     <P>PRICE, James ; MUELLER Charles (1981) - A causal model of turnover for nurses. Academy of Management Journal. Vol. 24, n&ordm; 3, p. 543-565.</P>     <P>REMSBURG, Robin &#91;<i>et al</i>.&#93; (1999) - Improving nursing assistant turnover and stability rates in a long-term care facility. Geriatric Nursing. Vol. 29, n&ordm; 4, p. 203-208.</P>     <P>SHIELDS, Michael ; WARD, Melanie (2001) - Improving nurse retention in the National Health Service in England: the impact of job satisfaction on intentions to quit. Journal of Health Economics. Vol. 20, n&ordm; 5, p. 677-701.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>TAI, Teresa &#91;et al.&#93; (1998) - Review of nursing turnover research, 1977-1996. Society of Science Medicine. Vol. 47, n&ordm; 12, p. 1905-1924.</P>     <P>WALDMAN, Deane &#91;et al.&#93; (2004) - The shocking cost of turnover in health care. Health Care Management Review. Vol. 29, n&ordm; 1, p. 2-7.</P>     <P>YIN, Jeo-Chen ; YANG, Ke-Ping. (2002) – Nursing turnover in Taiwan: a meta-analysis of related factors. International Journal of Nursing Studies. Vol. 39, n&ordm; 6, p. 573-581.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Agradecimentos</P>     <P>Os autores agradecem a todos os participantes deste estudo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 07.02.11</P>     <P>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 04.04.11</P>      ]]></body><back>
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