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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This is a theoretical study aimed at contributing to understanding of the professional and organizational resocialization process of the nurse manager. Thus, we report the premises of the U Theory in order to contribute to the development of human resources in Nursing. U Theory presents values for nursing managerial work characterized by the acts of feeling, living and concretizing. Based on four studies in the Brazilian Nursing literature about the nursing role over three decades, we noted a consolidation of organizational values based on classical management models, emphasizing the mechanical view of humans which does not match with an understanding of health services as social entities. In this context, we conclude that it is possible to include the premises of U Theory in nurses’ management activities, resocializing them in terms of behaviors and attitudes based on feeling, living and concretizing.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Se trata de un estudio teórico cuyo objetivo es el de contribuir a la comprensión sobre el proceso de resocialización profesional y organizacional del enfermero-gerente. Siendo así, los autores indican premisas fundamentadas de la Teoría U destinadas a contribuir al desarrollo de los recursos humanos de la enfermería. La Teoría U aporta valores al proceso gerencial caracterizándolo mediante actos de sentir, presenciar y concretizar. Basándose en cuatro estudios de la literatura de la enfermería brasileña sobre las funciones del enfermero desarrolladas durante tres décadas, se observa la consolidación de valores organizacionales basados en los modelos clásicos de la administración que enfatizan la visión mecanicista del Hombre, en desacuerdo con la comprensión de los servicios de salud como entidades sociales. En ese contexto, se concluye que existe la posibilidad de inserción de los principios de la Teoría U en la actividad gerencial del enfermero, resocializándolo por medio de comportamientos y actitudes focalizados en el sentir, el presenciar y el concretizar.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p> <b>Ressocializa&ccedil;&atilde;o do enfermeiro gerente</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Maria Auxiliadora Trevizan</b>*; <b>Isabel Am&eacute;lia Costa Mendes</b>**; <b>Carla Aparecida Arena Ventura</b>***; <b>Maria Regina Louren&ccedil;o Jabur</b>****; <b>Silvia Helena Tognoli</b>*****</p>     <p> * RN. Professor Titular da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto-Universidade de S&atilde;o Paulo &#91;<a href="mailto:trevizan@eerp.usp.br">trevizan@eerp.usp.br</a>&#93;.</p>     <p> ** RN. Professor Titular da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto-Universidade de S&atilde;o Paulo &#91;<a href="mailto:iamendes@usp.br">iamendes@usp.br</a>&#93;.</p>     <p> *** Advogada, PhD -Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto-Universidade de S&atilde;o Paulo &#91;<a href="mailto:caaventu@eerp.usp.br">caaventu@eerp.usp.br</a>&#93;.</p>     <p> **** RN. PhD -Funda&ccedil;&atilde;o Padre Albino e Gerente de Enfermagem da Funda&ccedil;&atilde;o Faculdade de Medicina de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, S&atilde;o Paulo &#91;<a href="mailto:mrl.jabur@terra.com.br">mrl.jabur@terra.com.br</a>&#93;.</p>     <p> ***** RN. Bolsista de Apoio T&eacute;cnico do Grupo de Estudos e Pesquisas em Comunica&ccedil;&atilde;o no Processo em Enfermagem – GEPECOPEn EERP-USP, Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo &#91;<a href="mailto:sitognoli@eerp.usp.br">sitognoli@eerp.usp.br</a>&#93;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resumo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Trata-se de estudo te&oacute;rico cujo objetivo &eacute; contribuir para a compreens&atilde;o sobre o processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o profissional e organizacional do enfermeiro-gerente. Assim sendo, os autores indicam premissas fundamentadas na Teoria do U com vista a contribuir para o desenvolvimento dos recursos humanos da enfermagem. A Teoria do U apresenta valores ao processo gerencial caracterizando-o pelos atos de sentir, presenciar e concretizar. Com base em quatro estudos da literatura da enfermagem brasileira, sobre as fun&ccedil;&otilde;es do enfermeiro desenvolvidas durante tr&ecirc;s d&eacute;cadas, observa-se a consolida&ccedil;&atilde;o de valores organizacionais baseados nos modelos cl&aacute;ssicos da administra&ccedil;&atilde;o que enfatizam a vis&atilde;o mecanicista do Homem, n&atilde;o condizente com a compreens&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de como entidades sociais. Nesse contexto, conclui-se que h&aacute; possibilidade de inser&ccedil;&atilde;o dos pressupostos da Teoria do U na atividade gerencial do enfermeiro, ressocializando-o frente a comportamentos e atitudes focalizados no sentir, no presenciar e no concretizar.</p>     <p> <b>Palavras-chave:</b> educa&ccedil;&atilde;o em enfermagem; ger&ecirc;ncia; enfermagem; ressocializa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resocialization of the nurse manager</b></p>     <p> <b>Abstract</b></p>     <p> This is a theoretical study aimed at contributing to understanding of the professional and organizational resocialization process of the nurse manager. Thus, we report the premises of the U Theory in order to contribute to the development of human resources in Nursing. U Theory presents values for nursing managerial work characterized by the acts of feeling, living and concretizing. Based on four studies in the Brazilian Nursing literature about the nursing role over three decades, we noted a consolidation of organizational values based on classical management models, emphasizing the mechanical view of humans which does not match with an understanding of health services as social entities. In this context, we conclude that it is possible to include the premises of U Theory in nurses’ management activities, resocializing them in terms of behaviors and attitudes based on feeling, living and concretizing.</p>     <p>  <b>Keywords:</b> nursing education; management; nursing; resocialization.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resocializaci&oacute;n del enfermero gerente</b></P>     <p> <b>Resumen</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Se trata de un estudio te&oacute;rico cuyo objetivo es el de contribuir a la comprensi&oacute;n sobre el proceso de resocializaci&oacute;n profesional y organizacional del enfermero-gerente. Siendo as&iacute;, los autores indican premisas fundamentadas de la Teor&iacute;a U destinadas a contribuir al desarrollo de los recursos humanos de la enfermer&iacute;a. La Teor&iacute;a U aporta valores al proceso gerencial caracteriz&aacute;ndolo mediante actos de sentir, presenciar y concretizar. Bas&aacute;ndose en cuatro estudios de la literatura de la enfermer&iacute;a brasile&ntilde;a sobre las funciones del enfermero desarrolladas durante tres d&eacute;cadas, se observa la consolidaci&oacute;n de valores organizacionales basados en los modelos cl&aacute;sicos de la administraci&oacute;n que enfatizan la visi&oacute;n mecanicista del Hombre, en desacuerdo con la comprensi&oacute;n de los servicios de salud como entidades sociales. En ese contexto, se concluye que existe la posibilidad de inserci&oacute;n de los principios de la Teor&iacute;a U en la actividad gerencial del enfermero, resocializ&aacute;ndolo por medio de comportamientos y actitudes focalizados en el sentir, el presenciar y el concretizar.</p>     <p>  <b>Palabras clave:</b> educaci&oacute;n en enfermer&iacute;a; gerencia; enfermer&iacute;a; resocializaci&oacute;n.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> A tarefa da administra&ccedil;&atilde;o, sob o ponto de vista de seu conceito tradicional, &eacute; ordenar, sistematizar e disciplinar a energia humana direcionando-a, &uacute;nica e exclusivamente, para os objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o. Propostas neste sentido foram minuciosamente elaboradas e enf&aacute;tica e arduamente definidas por Taylor, Fayol e Weber, atrav&eacute;s do Movimento da Administra&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Teoria da Ger&ecirc;ncia Administrativa e do Modelo Burocr&aacute;tico, respetivamente, constituindo-se assim na Teoria Cl&aacute;ssica da &aacute;rea. Este enfoque compreende os recursos humanos da organiza&ccedil;&atilde;o apenas como meios de produ&ccedil;&atilde;o e assim subjaz a essa conce&ccedil;&atilde;o a necessidade de dirigir e controlar o comportamento dos trabalhadores tendo em vista os anseios organizacionais.</p>     <p> O estilo de administrar e gerenciar pessoas e servi&ccedil;os est&aacute; mudando. O gerenciamento que acata a met&aacute;fora da organiza&ccedil;&atilde;o como uma m&aacute;quina, que resiste &agrave; mudan&ccedil;a, centraliza informa&ccedil;&otilde;es, ignora opini&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores, cria um ambiente de medo e desconfian&ccedil;a, aponta erros com arrog&acirc;ncia, est&aacute; cedendo espa&ccedil;o para uma postura administrativa mais humana, aberta e flex&iacute;vel e que valoriza o aprendizado cont&iacute;nuo. O novo paradigma gerencial est&aacute; fundamentado na compreens&atilde;o de que as pessoas s&atilde;o os recursos mais valiosos de qualquer organiza&ccedil;&atilde;o que busca a criatividade, a inova&ccedil;&atilde;o e a qualidade excelente.</p>     <p> A administra&ccedil;&atilde;o passou a compreender, desta maneira, a import&acirc;ncia das pessoas no cen&aacute;rio empresarial porque considerou que ao mesmo tempo que as organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m objetivos espec&iacute;ficos estabelecidos, elas s&atilde;o comunidades de pessoas que constroem relacionamentos, ajudam-se mutuamente e buscam significado em suas atividades quotidianas para sua dimens&atilde;o pessoal (Capra, 2002).</p>     <p> Como bem postula a Teoria Y, a motiva&ccedil;&atilde;o, o potencial de desenvolvimento, a capacidade de assumir responsabilidades, de conduzir o comportamento rumo aos objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o fatores que est&atilde;o presentes nas pessoas. Sendo assim, a administra&ccedil;&atilde;o tem a responsabilidade de propiciar condi&ccedil;&otilde;es para que as pessoas reconhe&ccedil;am e desenvolvam, por si pr&oacute;prias, essas caracter&iacute;sticas humanas (McGregor, 2002). Portanto, o reconhecimento do que preconiza a Teoria Y aliado &agrave; necessidade organizacional de maior produtividade com qualidade, num mercado t&atilde;o competitivo, tem provocado na administra&ccedil;&atilde;o a demanda de atitudes e comportamentos diferentes daqueles utilizados pelas pessoas sob a vig&ecirc;ncia da Teoria Cl&aacute;ssica.</p>     <p> A mudan&ccedil;a na forma e no conte&uacute;do do trabalho administrativo e gerencial tem paulatinamente alcan&ccedil;ado as organiza&ccedil;&otilde;es, dentre elas as prestadoras de servi&ccedil;os de sa&uacute;de (Osty e Uhalde, 2008). Contudo, no setor hospitalar, tomando as atividades administrativas exercidas pelo enfermeiro, pode-se inferir que a socializa&ccedil;&atilde;o inicial deste profissional, nesse meio, se deu sob intensa e poderosa influ&ecirc;ncia da Teoria Cl&aacute;ssica da Administra&ccedil;&atilde;o. At&eacute; hoje sente-se o impacto da referida teoria nos padr&otilde;es gerenciais dos enfermeiros, com um agravante -tais fun&ccedil;&otilde;es s&atilde;o caracterizadas como seu objeto de trabalho (Trevizan, 1988). Em outras palavras, os enfermeiros brasileiros, na sua maioria, t&ecirc;m-se envolvido, sobretudo, em fun&ccedil;&otilde;es administrativas no contexto hospitalar. Entretanto, o desempenho destas fun&ccedil;&otilde;es, por estes profissionais, tem-se mostrado inadequado e insuficiente tendo em vista a garantia de uma assist&ecirc;ncia personalizada e de excel&ecirc;ncia. Assim, torna-se necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a alicer&ccedil;ada na ressocializa&ccedil;&atilde;o do enfermeiro-gerente sob a vis&atilde;o de novos valores (Trevizan et al., 2010). Nesse sentido, indaga-se: que valores existem no &acirc;mago do trabalho do enfermeiro que exerce a ger&ecirc;ncia? Esta &eacute; uma inquieta&ccedil;&atilde;o que h&aacute; tempos &eacute; registada na literatura. A Teoria do U apresenta valores ao processo de lideran&ccedil;a gerencial caracterizando-o pelos atos de sentir, presenciar e concretizar (Senge, 2007). A ideia central da teoria &eacute;, portanto, estimular a constru&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;as conectadas com o mundo e que consigam aprender fazendo. A Teoria do U &eacute;, assim, uma tecnologia social de mudan&ccedil;a, transformadora, que fornece elementos para que os l&iacute;deres enfrentem os desafios gerenciais buscando aprender com as experi&ecirc;ncias passadas e aprender com o futuro como ele emerge. Neste contexto, este estudo apresenta como objetivo contribuir para a compreens&atilde;o do processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o profissional e organizacional do enfermeiro-gerente, com base nos pressupostos da Teoria do U, com vista a oferecer novos elementos para o desenvolvimento dos recursos humanos da enfermagem. Desta forma, foram selecionadas duas teses de doutoramento em Enfermagem das d&eacute;cadas de 80 e 90 do s&eacute;culo XX e uma disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado da d&eacute;cada de 2000, cujas investiga&ccedil;&otilde;es focalizam a fun&ccedil;&atilde;o gerencial do enfermeiro num mesmo hospital-escola, o que possibilitou comparar o conte&uacute;do e observar a evolu&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o gerencial executada pelo enfermeiro nesta organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.</p>     <p> Tamb&eacute;m foi utilizada outra tese de doutoramento da d&eacute;cada de 2000 que versa sobre a especificidade do enfermeiro numa vis&atilde;o multiprofissional, para caracterizar a especificidade do trabalho do enfermeiro. As teses e disserta&ccedil;&otilde;es analisadas foram desenvolvidas no &acirc;mbito do Programa de Doutorado em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil. A reflex&atilde;o aqui apresentada baseia-se neste referencial, interrelacionando-os com os pressupostos das teorias administrativas, especialmente da Teoria do U.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Revis&atilde;o da literatura</b></p>     <p> <b>A ressocializa&ccedil;&atilde;o profissional e a fun&ccedil;&atilde;o gerencial do enfermeiro</b></p>     <p> A socializa&ccedil;&atilde;o, ou seja, o processo inicial de aprendizado de pap&eacute;is sociais pelo enfermeiro em seu primeiro contacto com a pr&aacute;tica, envolve a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades e conhecimentos necess&aacute;rios para a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades, com base num senso de identidade que caracteriza a cultura organizacional (Shinyashiki et al., 2006). Nessa perspetiva, a identidade profissional do enfermeiro &eacute; constru&iacute;da dentro dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, especialmente os hospitalares. Nesse contexto, a socializa&ccedil;&atilde;o inicial do enfermeiro vem sendo historicamente pautada por valores mecanicistas que n&atilde;o mais respondem &agrave;s necessidades organizacionais da atualidade.</p>     <p> Considerando a realidade atual, caracterizada por uma maior complexidade, vislumbra-se a necessidade de mudan&ccedil;as de valores na constru&ccedil;&atilde;o de um movimento de ressocializa&ccedil;&atilde;o dos profissionais dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, especialmente os enfermeiros, ampliando-se o cuidado de enfermagem e tornando-o mais interativo, intersubjetivo e vinculado &agrave; pessoa humana (Nunes et al., 2010). Prop&otilde;e-se, ent&atilde;o, uma nova socializa&ccedil;&atilde;o ou ressocializa&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros no contexto organizacional em que atuam. Dessa forma, a mudan&ccedil;a cultural que fundamenta esta ressocializa&ccedil;&atilde;o deve ser incorporada por todos os membros da organiza&ccedil;&atilde;o nos diferentes n&iacute;veis (estrat&eacute;gico, t&aacute;tico e operacional). No caso dos hospitais, os profissionais que desempenham fun&ccedil;&otilde;es gerenciais ou t&aacute;ticas s&atilde;o pe&ccedil;as chave neste processo. Partindo do entendimento de que o exerc&iacute;cio gerencial &eacute; priorizado pelo enfermeiro da &aacute;rea hospitalar, e que tal evid&ecirc;ncia tem-se constitu&iacute;do em uma quest&atilde;o mesclada por incompreens&otilde;es em nosso pa&iacute;s, o estudo de Trevizan (1988), da d&eacute;cada de 80, buscou analisar esse desempenho do enfermeiro sob a &oacute;tica das determina&ccedil;&otilde;es institucionais e verificar como este profissional, atuando em fun&ccedil;&otilde;es gerenciais, se comporta dentro de uma organiza&ccedil;&atilde;o hospitalar burocr&aacute;tica. Dessa investiga&ccedil;&atilde;o depreende-se que, dos dados coletados atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o intermitente, nos anos de 1980 e 1985, os enfermeiros despenderam em m&eacute;dia, respetivamente, 66% e 62,5% de tempo em fun&ccedil;&otilde;es administrativas nas unidades de interna&ccedil;&atilde;o estudadas. Tais fun&ccedil;&otilde;es foram classificadas como burocr&aacute;ticas e n&atilde;o burocr&aacute;ticas, indicando que em 1980 o &iacute;ndice de fun&ccedil;&otilde;es burocr&aacute;ticas atingiu 68% e em 1985 esse &iacute;ndice alcan&ccedil;ou 77% do total das atividades administrativas, sendo que, verificar prontu&aacute;rios, exames, escalas de cirurgia; receber, passar ou dirigir passagem de plant&atilde;o; orientar funcion&aacute;rios sobre normas, rotinas e atribui&ccedil;&otilde;es; e implementar ordens m&eacute;dicas, foram as fun&ccedil;&otilde;es burocr&aacute;ticas mais frequentes nos dois referidos anos. Tais resultados permitem afirmar que, diante das implica&ccedil;&otilde;es do processo organizacional hospitalar em quest&atilde;o, os enfermeiros devem tomar para si o desempenho das fun&ccedil;&otilde;es gerenciais nas unidades de interna&ccedil;&atilde;o. Mas observou-se que o comportamento gerencial apresentando pelos profissionais investigados &eacute; de grande ades&atilde;o aos pressupostos e argumentos burocr&aacute;ticos que emanam do interior da organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de estudada. O trabalho do enfermeiro, na sua grande parte, &eacute; marcado pela impessoalidade e dist&acirc;ncia do cliente. Pode-se inferir que, no contexto estudado, este profissional se vincula e se compromete burocraticamente com sua organiza&ccedil;&atilde;o empregadora e que seu compromisso com a profiss&atilde;o se d&aacute; tamb&eacute;m em n&iacute;veis de burocratiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Com base nos dados da pesquisa de Ferraz (1995), realizada na d&eacute;cada de 90, pode-se constatar que o panorama descrito no estudo acima apresentado por Trevizan (1988) n&atilde;o se modificou, ou seja, os enfermeiros continuam realizando suas fun&ccedil;&otilde;es gerenciais predominantemente orientados para a tecnoburocracia hospitalar (Fernandes, 2000). A autora argumenta que dos depoimentos dos atores sociais investigados, os mais veementes apontam para a necessidade de mudan&ccedil;as no papel do enfermeiro. Cabe salientar que a composi&ccedil;&atilde;o dos atores sociais, participantes desta pesquisa, &eacute; a seguinte: elementos da administra&ccedil;&atilde;o superior e intermedi&aacute;ria da enfermagem, o superintendente do hospital, diretores dos departamentos de apoio m&eacute;dico, apoio t&eacute;cnico, apoio administrativo, diretor da divis&atilde;o m&eacute;dica, enfermeiros, auxiliares e atendentes de enfermagem e m&eacute;dicos docentes e residentes. Assim, podemos observar que transforma&ccedil;&otilde;es no papel do enfermeiro e, consequentemente, na sua pr&aacute;tica assistencial e gerencial come&ccedil;am a ser requeridas por diversos agentes do conjunto hospitalar, inclusive pelo superintendente e m&eacute;dicos, cujas demandas em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento do enfermeiro estimulavam esse profissional a manter a burocratiza&ccedil;&atilde;o de seu trabalho.</p>     <p> A disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado de Fernandes (2000), da d&eacute;cada de 2000, constitui-se numa r&eacute;plica de um estudo sobre as atividades dos enfermeiros-chefes de unidades de interna&ccedil;&atilde;o de um hospital-escola, realizado na d&eacute;cada de 70 (Trevizan, 1978). Com os objetivos de identificar as atividades realizadas pelos enfermeiros e verificar sua evolu&ccedil;&atilde;o, os resultados de ambos os estudos foram comparados, concluindo-se que mesmo depois de transcorridos mais de vinte anos, a maioria das atividades exercidas est&aacute; centrada no gerenciamento burocr&aacute;tico (43,4%). Quando investigados sobre quais as atividades que tomam mais o seu tempo, os enfermeiros, mais uma vez, referiram entre outras, aquelas de natureza administrativoburocr&aacute;ticas. Expressa a autora sua preocupa&ccedil;&atilde;o sobre a quest&atilde;o e afirma que muitas hesita&ccedil;&otilde;es e incertezas ainda persistem na conduta quotidiana da enfermeira; que os problemas apontados tempos atr&aacute;s ainda nos atingem, atualmente (Fernandes, 2000).</p>     <p> Partindo da perce&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; um dilema a respeito do que seja espec&iacute;fico do enfermeiro, o que compete ao enfermeiro, a tese de doutoramento de Saar e Trevizan (2007), da d&eacute;cada de 2000, buscou identificar e analisar a especificidade profissional do enfermeiro atrav&eacute;s de literatura cient&iacute;fica selecionada, informa&ccedil;&otilde;es de enfermeiros e de outros profissionais da equipe de sa&uacute;de de uma institui&ccedil;&atilde;o hospitalar. Em suas considera&ccedil;&otilde;es, a autora Saar (2005) e Saar e Trevizan (2007) afirma que a cultura dos microssistemas de sa&uacute;de espera que o enfermeiro assuma o papel de administrador, tornando-o seu papel principal. Dos dados obtidos, foi constatado que al&eacute;m de ser o papel de administrador o mais evidenciado nas falas dos informantes e nos trabalhos analisados, &eacute; este papel que distingue o enfermeiro dos demais elementos da equipe de enfermagem. Salienta, ainda, que este papel do enfermeiro &eacute; sua especificidade e que ele &eacute; exercido a partir de modelos j&aacute; existentes.</p>     <p> Ao comparar os resultados das tr&ecirc;s pesquisas, Trevizan (1988), Ferraz (1995) e Fernandes (2000), realizadas no mesmo hospital-escola, podemos observar que a pr&aacute;tica gerencial do enfermeiro continua vinculada aos aspetos da administra&ccedil;&atilde;o convencional e burocr&aacute;tica, priorizando conte&uacute;dos favor&aacute;veis &agrave;s metas organizacionais em detrimento das metas profissionais que emanam da enfermagem. No quarto estudo analisado, Saar (2005) afirma que o exerc&iacute;cio da ger&ecirc;ncia &eacute; a especificidade do enfermeiro, mas, tamb&eacute;m como os outros, salienta a necessidade de mudan&ccedil;a neste exerc&iacute;cio. A seguir, abordaremos premissas da Teoria do U como alternativa complementar na ressocializa&ccedil;&atilde;o do enfermeiro que exerce a ger&ecirc;ncia.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Premissas da Teoria do U para a ressocializa&ccedil;&atilde;o do enfermeiro</b></p>     <p> Foi empreendida uma obra liter&aacute;ria e cient&iacute;fica a partir da compreens&atilde;o da natureza dos todos, e de como partes e todos se inter-relacionam, alertando para o fato de que os sistemas vivos criam-se a si mesmos, est&atilde;o sempre se desenvolvendo e se transformando juntamente com seus elementos. Segundo os autores, em nenhum lugar &eacute; mais importante entender a rela&ccedil;&atilde;o entre partes e todos do que na evolu&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es globais e dos sistemas mais amplos que elas criam coletivamente. Entretanto, o problema prim&aacute;rio dessas institui&ccedil;&otilde;es &eacute; que elas ainda n&atilde;o tomaram consci&ecirc;ncia de si mesmas como sistemas vivos. Quando fizerem isso, poder&atilde;o se tornar um lugar para se presenciar o todo como deve ser, n&atilde;o como tem sido (Senge, 2007).</p>     <p> Neste sentido, h&aacute; necessidade de novas maneiras de pensar o aprendizado. Quando atuamos sob medo ou ansiedade (como &eacute;, no nosso entender, o caso do enfermeiro), nossas a&ccedil;&otilde;es apresentam inclina&ccedil;&atilde;o para se apoiarem num padr&atilde;o habitual, para a repeti&ccedil;&atilde;o. Com as a&ccedil;&otilde;es coletivas, o processo n&atilde;o &eacute; diferente. Nestas circunst&acirc;ncias h&aacute; aprendizado, mas &eacute; um aprendizado reativo, no qual refor&ccedil;amos modelos mentais estabelecidos.</p>     <p> As novas maneiras de pensar o aprendizado procederam de entrevistas que os autores realizaram com cientistas, empres&aacute;rios e l&iacute;deres sociais que, muitas vezes, eram iniciadas com perguntas sobre a ess&ecirc;ncia do trabalho do entrevistado, resultando em di&aacute;logos que possibilitaram a compreens&atilde;o mais profunda do eu e do sentimento de perten&ccedil;a ao mundo. Em rela&ccedil;&atilde;o aos empres&aacute;rios, os autores perceberam que estes estavam esclarecidos em rela&ccedil;&atilde;o ao significado de agir com ideias novas e conhecimento intuitivo a servi&ccedil;o do que est&aacute; emergindo. Desta forma, cientistas e empres&aacute;rios propiciaram elucida&ccedil;&atilde;o de um novo tipo de aprendizado com capacidade de criar um mundo n&atilde;o conduzido fundamentalmente pelo h&aacute;bito. Trata-se de n&iacute;veis mais profundos de aprendizado que produzem maior consci&ecirc;ncia do todo, de como ele &eacute; e de como evolui, pois assim h&aacute; a possibilidade de gerar a&ccedil;&otilde;es capazes de beneficiar continuamente o todo que emerge. Em outras palavras, a profundidade da perce&ccedil;&atilde;o &eacute; determinante e quanto mais profunda, mais nos possibilita ver o todo, o que &eacute;, e assim atuar a partir dessa fonte (Senge, 2007).</p>     <p> Foi desse contexto que emergiram as sementes da Teoria do U. Brian Arthur, economista, foi um dos entrevistados que contribuiu com destaque ao discorrer sobre a necessidade de pressentir um futuro emergente tendo em vista os desafios impostos por uma economia cada vez mais fundamentada em recursos tecnol&oacute;gicos. No mesmo ritmo da evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, v&atilde;o tamb&eacute;m acontecendo altera&ccedil;&otilde;es destrutivas nas estruturas organizacionais e, em consequ&ecirc;ncia, h&aacute; decad&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; previsibilidade. Tudo muda rapidamente nesse ambiente empresarial e as decis&otilde;es tomadas segundo os h&aacute;bitos da teoria cl&aacute;ssica tornam-se procedimentos invi&aacute;veis e insensatos. Agora, na nova realidade organizacional &eacute; preciso ver o problema de uma certa dist&acirc;ncia e impedir qualquer tipo de rea&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica. Frequentemente, mudan&ccedil;as realizadas em organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o superficiais porque seus processos n&atilde;o produzem a profundidade de compreens&atilde;o necess&aacute;ria e o consequente envolvimento das pessoas. Quando se deseja mudar acontecimentos, comportamentos, tendo-se em vista que o futuro deve ser realmente desigual do passado, outro processo &eacute; requerido. Os autores referem-se a este processo como os atos de sentir, presenciar e concretizar e o denominam de Teoria do U, dado que, esses tr&ecirc;s atos se caracterizam pelo movimento em forma de U (Senge, 2007; Scharmer, 2007).</p>     <p> O sentir &eacute; se inteirar da realidade da situa&ccedil;&atilde;o at&eacute; se integrar totalmente a ela. &Eacute; estudar o problema por todos os &acirc;ngulos. O presenciar resulta da profundidade do que ocorre no sentir, descendo o U, e determina o que acontece depois. Significa o alcance de um estado de lucidez e conex&atilde;o com o que est&aacute; surgindo, com o saber interior. O presenciar &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o que est&aacute; na base do U, significando ver a partir da fonte mais profunda e fazer-se de ve&iacute;culo para essa fonte. O desafio para perceber a a&ccedil;&atilde;o de presenciar est&aacute; na subtileza da experi&ecirc;ncia. O concretizar significa trazer alguma coisa nova &agrave; realidade. Aqui &eacute; importante atuar atrav&eacute;s de um fluxo natural, pois o conhecimento foi absorvido por meio da sensa&ccedil;&atilde;o. Assim como o sentir requer aus&ecirc;ncia de esquemas preestabelecidos, o concretizar pressup&otilde;e a n&atilde;o imposi&ccedil;&atilde;o de nossa vontade, uma vez que, agir a partir da nossa inten&ccedil;&atilde;o mais profunda, traz &agrave; tona for&ccedil;as que nunca se manifestariam se nos limit&aacute;ssemos a impor nossa vontade a uma situa&ccedil;&atilde;o (Senge, 2007).</p>     <p> Em s&iacute;ntese, a teoria do U &eacute; caracterizada pelo v&iacute;nculo entre as pessoas, como observadores e como atores, e com o mundo no qual atuam. Quanto ao seu processo: na haste esquerda do U – no sentir, o mundo &eacute; o que &eacute;, algo l&aacute; fora e o eu &eacute; um observador desse mundo exterior; aos poucos passa-se a perceb&ecirc;-lo atrav&eacute;s de sua conex&atilde;o com o saber interior – &eacute; o presenciar na base do U e &eacute; o mist&eacute;rio que ocorre na haste direita do Y, no concretizar o mundo se materializa por interm&eacute;dio das pessoas, ou seja, o eu se transforma e o futuro come&ccedil;a a surgir.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p> Os valores que tradicionalmente embasam o trabalho gerencial do enfermeiro precisam ser transformados no contexto de compreens&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es como entidades sociais, eminentemente formadas por pessoas e cujos servi&ccedil;os se direcionam a pessoas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Dessa forma, acreditamos que o sentir, o presenciar e o concretizar – premissas da Teoria do U – possam fornecer um horizonte para contribuir para a ressocializa&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros gerentes na busca constante pela transforma&ccedil;&atilde;o e humaniza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p> Como as mudan&ccedil;as culturais s&atilde;o incrementais, trata-se de uma experi&ecirc;ncia subtil que requer sensibilidade na busca de perce&ccedil;&atilde;o de uma realidade prestes a emergir, para atuar em conson&acirc;ncia com ela. Nesse sentido, a inser&ccedil;&atilde;o dos pressupostos da Teoria do U na atividade gerencial do enfermeiro possibilita, a nosso ver, sua ressocializa&ccedil;&atilde;o frente a comportamentos e atitudes focalizados no sentir, no presenciar e no concretizar. Em s&iacute;ntese, esse processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o do enfermeiro pressup&otilde;e: - o aprendizado de n&atilde;o impor padr&otilde;es obsoletos a realidades novas; dedica&ccedil;&atilde;o a muita observa&ccedil;&atilde;o da qual decorre um tipo diferente de saber; a depend&ecirc;ncia do ponto de partida do enfermeiro e de quem ele &eacute; como pessoa; a&ccedil;&atilde;o compat&iacute;vel com seu sentimento interior, o qual vai trazendo significado &agrave; medida que ele se funde com as circunst&acirc;ncias; que o enfermeiro deve ver al&eacute;m do que est&aacute; preparado para ver, ultrapassando seus modelos mentais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p> CAPRA, F. (2002) - As conex&otilde;es ocultas. S&atilde;o Paulo : Cultrix.</P>     <p> FERNANDES, M. S. (2000) - A fun&ccedil;&atilde;o do enfermeiro nos anos 90: r&eacute;plica de um estudo. Ribeir&atilde;o Preto : Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</P>     <p> FERRAZ, C. A. (1995) - A transfigura&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o em enfermagem: da ger&ecirc;ncia cient&iacute;fica &agrave; ger&ecirc;ncia sens&iacute;vel. Ribeir&atilde;o Preto : Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto. Tese de doutoramento.</P>     <p> MCGREGOR, D. (2002) - Motiva&ccedil;&atilde;o e lideran&ccedil;a. S&atilde;o Paulo : Brasiliense.</P>     <p> NUNES, E. C. D. A. &#91;et al.&#93; (2010) - Refletindo o ‘transpessoal’ humano – uma compreens&atilde;o multidisciplinar em transversalidade com o estado da arte de ser. Refer&ecirc;ncia. III S&eacute;rie , n&deg; 2, p. 173-180.</P>     <p> OSTY, F. ; UHALDE, M. (2008) - Os mundos sociais da empresa. Revista de Sociologia e Pol&iacute;tica. Vol. 16, n&ordm; 31, p. 11-23.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> SAAR, S. R. C. (2005) - Especificidade do enfermeiro: uma vis&atilde;o multiprofissional. Ribeir&atilde;o Preto : Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto. Tese de doutoramento.</P>     <p> SAAR, S. R. C. ; TREVIZAN, M. A. (2007) - Professional roles of a health team: a view of its components. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Vol. 15, n&ordm; 1, p. 106-112.</P>     <p> SCHARMER, C. O. (2007) - Theory U: leading from the future as it emerges. Cambridge : The Society for Organizational Learning.</P>     <p> SENGE, P. (2007) - Presen&ccedil;a: prop&oacute;sito humano e o campo do futuro. S&atilde;o Paulo : Cultrix.</P>     <p> SHINYASHIKI, G. T. &#91;et al.&#93; (2006) - Socializa&ccedil;&atilde;o profissional: estudantes tornando-se enfermeiros. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Vol. 14, n&ordm; 4, p. 601-607.</P>     <p> TREVIZAN, M. A. (1978) - Estudo das atividades dos enfermeiroschefes de unidades de interna&ccedil;&atilde;o de um hospital-escola. Ribeir&atilde;o Preto : Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</P>     <p> TREVIZAN, M. A. (1988) - Enfermagem hospitalar: administra&ccedil;&atilde;o e burocracia. Bras&iacute;lia : Editora UNB.</P>     <p> TREVIZAN, M. A. &#91;et al.&#93; (2010) - Investimento em ativos humanos da enfermagem: educa&ccedil;&atilde;o e mentes do futuro. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Vol. 18, n&ordm; 3, p. 467-471.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 14.03.11</p>     ]]></body>
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