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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Autonomia profissional dos enfermeiros]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Autonomía profesional de los enfermeros]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The evolution of scientific knowledge in nursing has generated important contributions to health gains. Nonetheless, the social recognition of nursing autonomy remains a problematic and paradoxical issue which justified this study. The objective of this study is to analyze the correlation between the level of autonomy perceived by nurses in their work context and the variables (age, seniority, number of services where the nurses worked, degree of satisfaction with the nursing profession and ability to make decisions in their professional activity), and analyze differences in perceived level of autonomy by nurses at work according to the variables (gender, academic qualification, workplace and professional category). Inferential analysis indicates a significant difference on autonomy level according to the variables (academic qualifications, workplace, professional category). Moreover it also reveals that nurses who show more satisfaction with their profession and disclose more capacity for decision-making at work, context also express a higher perception of professional autonomy.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La evolución del conocimiento científico, en enfermería, ha proporcionado importantes aportes traducidos en ganancias para la salud. A pesar de ello, el reconocimiento social de la autonomía de los enfermeros sigue siendo un asunto problemático y paradójico, cuestión que ha justificado la realización de este estudio Este trabajo tiene por objetivo analizar la correlación entre el nivel de autonomía percibida por los enfermeros en su contexto de trabajo y las variables (edad, tiempo de servicio, número de servicios en que trabajó, grado de satisfacción con la profesión de enfermería y capacidad de tomar decisiones en la actividad profesional), y analizar las diferencias a nivel de la autonomía percibida por los enfermeros en el contexto de trabajo, en función de las variables (sexo, habilitaciones académicas, lugar de trabajo, categoría profesional). El análisis inferencial indica una diferencia significativa a nivel de la autonomía en función de las variables (formación académica, lugar de trabajo, e categoría profesional). Además revela que los enfermeros que se muestran más satisfechos con su profesión, y manifestan más capacidad de toma de decisión en el contexto de trabajo, expresan también una mayor percepción de autonomía profesional.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Autonomia profissional dos enfermeiros</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jorge Manuel da Silva Ribeiro*</b></p>     <p>* Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Especialista em Enfermagem M&eacute;dico-Cir&uacute;rgica. Enfermeiro, servi&ccedil;o de Ortopedia A, Hospitais da Universidade de Coimbra [<a href="mailto:jorgeribsilv@iol.pt">jorgeribsilv@iol.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, em enfermagem, tem gerado importantes contributos para ganhos em sa&uacute;de. Apesar disso, o reconhecimento social da autonomia dos enfermeiros, continua a ser um assunto problem&aacute;tico e paradoxal, quest&atilde;o que justificou a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.</p>     <p>Este trabalho tem como objetivo: analisar a correla&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no seu contexto de trabalho e as vari&aacute;veis (idade, tempo de servi&ccedil;o, n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que trabalhou, grau da satisfa&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o de enfermagem e capacidade de tomar decis&otilde;es na atividade profissional), e analisar as diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no contexto de trabalho, em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (sexo, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, local de trabalho e categoria profissional).</p>     <p>A an&aacute;lise inferencial indica diferen&ccedil;a significativa no n&iacute;vel de autonomia em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, local de trabalho, categoria profissional); e que os enfermeiros que se manifestam mais satisfeitos com a sua profiss&atilde;o, e revelam mais capacidade de tomada de decis&atilde;o no contexto de trabalho, expressam tamb&eacute;m uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autonomia profissional.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: autonomia profissional; identidade profissional; interven&ccedil;&otilde;es independentes; tomada de decis&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>The professional autonomy of nurses</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>The evolution of scientific knowledge in nursing has generated important contributions to health gains. Nonetheless, the social recognition of nursing autonomy remains a problematic and paradoxical issue which justified this study.</p>     <p>The objective of this study is to analyze the correlation between the level of autonomy perceived by nurses in their work context and the variables (age, seniority, number of services where the nurses worked, degree of satisfaction with the nursing profession and ability to make decisions in their professional activity), and analyze differences in perceived level of autonomy by nurses at work according to the variables (gender, academic qualification, workplace and professional category).</p>     <p>Inferential analysis indicates a significant difference on autonomy level according to the variables (academic qualifications, workplace, professional category). Moreover it also reveals that nurses who show more satisfaction with their profession and disclose more capacity for decision-making at work, context also express a higher perception of professional autonomy.</p>     <p><b>Keywords</b>: professional autonomy; professional identity; independent interventions; decision-making.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Autonom&iacute;a profesional de los enfermeros</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>La evoluci&oacute;n del conocimiento cient&iacute;fico, en enfermer&iacute;a, ha proporcionado importantes aportes traducidos en ganancias para la salud. A pesar de ello, el reconocimiento social de la autonom&iacute;a de los enfermeros sigue siendo un asunto problem&aacute;tico y parad&oacute;jico, cuesti&oacute;n que ha justificado la realizaci&oacute;n de este estudio</p>     <p>Este trabajo tiene por objetivo analizar la correlaci&oacute;n entre el nivel de autonom&iacute;a percibida por los enfermeros en su contexto de trabajo y las variables (edad, tiempo de servicio, n&uacute;mero de servicios en que trabaj&oacute;, grado de satisfacci&oacute;n con la profesi&oacute;n de enfermer&iacute;a y capacidad de tomar decisiones en la actividad profesional), y analizar las diferencias a nivel de la autonom&iacute;a percibida por los enfermeros en el contexto de trabajo, en funci&oacute;n de las variables (sexo, habilitaciones acad&eacute;micas, lugar de trabajo, categor&iacute;a profesional). El an&aacute;lisis inferencial indica una diferencia significativa a nivel de la autonom&iacute;a en funci&oacute;n de las variables (formaci&oacute;n acad&eacute;mica, lugar de trabajo, e categor&iacute;a profesional). Adem&aacute;s revela que los enfermeros que se muestran m&aacute;s satisfechos con su profesi&oacute;n, y manifestan m&aacute;s capacidad de toma de decisi&oacute;n en el contexto de trabajo, expresan tambi&eacute;n una mayor percepci&oacute;n de autonom&iacute;a profesional.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: autonom&iacute;a profesional; identidad profesional; intervenciones independientes; toma de decisi&oacute;n.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A autonomia profissional tem sido, ao longo do tempo e da evolu&ccedil;&atilde;o da enfermagem, um tema importante &agrave; compreens&atilde;o da profiss&atilde;o, tanto na defini&ccedil;&atilde;o dos seus desafios e objetivos como na forma como os enfermeiros se relacionam e se apresentam para a equipa de sa&uacute;de e para a sociedade em geral (Amendoeira, 2004).</p>     <p>Este assunto &eacute; atual porque, como considera Nunes (2003), o expoente m&aacute;ximo da conquista da autonomia dos enfermeiros est&aacute; relacionado com o regulamento do seu exerc&iacute;cio profissional e a cria&ccedil;&atilde;o da ordem com os seus estatutos e com o c&oacute;digo deontol&oacute;gico. A integra&ccedil;&atilde;o do ensino de enfermagem no ensino superior e mais tarde no ensino universit&aacute;rio, o investimento na investiga&ccedil;&atilde;o, a qualidade do empenho e desempenho dos enfermeiros e a aquisi&ccedil;&atilde;o de graus acad&eacute;micos mais elevados, permitiram a afirma&ccedil;&atilde;o da enfermagem nas suas dimens&otilde;es acad&eacute;micas e profissionais, assim como, a cria&ccedil;&atilde;o da ordem dos enfermeiros em 1998, considerando o Estado que a enfermagem &eacute; uma profiss&atilde;o que merece reconhecimento, suficiente, para se poder regular nos seus aspetos deontol&oacute;gicos e disciplinares.</p>     <p>N&atilde;o obstante todo o reconhecimento que a profiss&atilde;o tem das institui&ccedil;&otilde;es governamentais, do crescente n&uacute;mero de enfermeiros licenciados, mestres e doutores, da inclus&atilde;o do curso de enfermagem no ensino universit&aacute;rio, da vis&iacute;vel melhoria dos cuidados de enfermagem prestados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, fruto do investimento da investiga&ccedil;&atilde;o nas ci&ecirc;ncias de enfermagem, n&atilde;o existe um retorno, na mesma propor&ccedil;&atilde;o, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; visibilidade social da profiss&atilde;o nem do reconhecimento dos outros profissionais de sa&uacute;de, o que n&atilde;o permite que os enfermeiros consigam prestar cuidados de enfermagem realmente aut&oacute;nomos. De acordo com Amendoeira (2004) a enfermagem constitui-se atualmente numa &aacute;rea de saber &uacute;til &agrave; sociedade, a partir do desenvolvimento de um conjunto de atividades que s&atilde;o essenciais &agrave; vida, mas que ainda n&atilde;o s&atilde;o reconhecidas como fazendo parte de um campo aut&oacute;nomo de saber e de interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Tendo em conta todas estas condicionantes, d&uacute;vidas e a necessidade de clarificar o conceito autonomia, considerou-se importante desenvolver este trabalho. O facto de, passados tantos anos, com conquistas dif&iacute;ceis, com a r&aacute;pida evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento de enfermagem, com o contributo importante da enfermagem para os ganhos de sa&uacute;de e evolu&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de sa&uacute;de, ainda n&atilde;o existir, dentro da esfera profissional e fora dela, o reconhecimento merecido, fez com que o autor refletisse sobre a tem&aacute;tica e tentasse compreender o que falta para conquistar a autonomia profissional dos enfermeiros.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro te&oacute;rico</b></p>     <p><b>Autonomia profissional em enfermagem: contextualiza&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica.</b></p>     <p>A autonomia de uma profiss&atilde;o n&atilde;o se pode desligar de todas as condicionantes que influenciaram o seu percurso, desde os prim&oacute;rdios at&eacute; a atualidade. Em particular, na profiss&atilde;o de enfermagem, a conquista da autonomia ainda n&atilde;o foi atingida na sua plenitude. Existem fatores internos e externos &agrave; profiss&atilde;o que foram limitando a defini&ccedil;&atilde;o da enfermagem como uma profiss&atilde;o aut&oacute;noma, interdependente com outras profiss&otilde;es no &acirc;mbito da sa&uacute;de, mas com uma &aacute;rea de conhecimentos pr&oacute;prios que permitem ter um campo de atua&ccedil;&atilde;o aut&oacute;nomo.</p>     <p>De acordo com Nunes (2003), o delinear do percurso de Enfermagem em Portugal n&atilde;o &eacute; uma tarefa f&aacute;cil, tanto pela dificuldade de delimitar fronteiras pr&oacute;prias e pelas m&uacute;ltiplas realidades que comporta, como pelas refer&ecirc;ncias estrangeiras que, a par e passo, se desenham no horizonte nacional. Ao longo da hist&oacute;ria de enfermagem foram surgindo diferentes valores, fruto dos mais variados fatores e condicionalismos pol&iacute;tico-sociais, econ&oacute;micos e culturais. Alguns desses valores como a voca&ccedil;&atilde;o e a subordina&ccedil;&atilde;o ainda hoje subsistem a par da emancipa&ccedil;&atilde;o e da autonomia (Ferreira, 2005).</p>     <p>&Eacute; indiscut&iacute;vel que a enfermagem como profiss&atilde;o cresceu em muitos sentidos, baseada em conhecimentos pr&oacute;prios, sedimentada pela investiga&ccedil;&atilde;o nos fen&oacute;menos de enfermagem, dando-se a conhecer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, com muita for&ccedil;a de vontade de todos os atores dentro da profiss&atilde;o mas com a sensa&ccedil;&atilde;o que, por muito que j&aacute; tenha sido feito, continua a parecer que ainda &eacute; pouco.</p>     <p>A autonomia profissional &eacute; um atributo essencial de uma profiss&atilde;o que luta por um estatuto profissional completo mas &eacute; muitas vezes confundido com autonomia pessoal, autonomia no trabalho ou um agregado destas autonomias. A autonomia profissional define-se como a cren&ccedil;a na centralidade do cliente quando se toma decis&otilde;es respons&aacute;veis, quer seja de forma dependente ou interdependente, que refletem a defesa do cliente (Wade, 1999). A autonomia profissional em enfermagem definida como a disposi&ccedil;&atilde;o compreendida pelos enfermeiros para agir como uma profiss&atilde;o respons&aacute;vel e s&eacute;ria, enfatiza a depend&ecirc;ncia entre os enfermeiros e os clientes. No hospital, a autonomia &eacute; um modo de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho com o objetivo de regula&ccedil;&atilde;o social que exerce ela pr&oacute;pria uma a&ccedil;&atilde;o de forma paradoxal entre a liberdade da iniciativa e o controlo inibidor. A autonomia &eacute; a capacidade do enfermeiro cumprir as suas fun&ccedil;&otilde;es profissionais numa forma auto-determinada enquanto cumpre os aspetos legais, &eacute;ticos e pr&aacute;ticos da profiss&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>A import&acirc;ncia do processo de tomada de decis&atilde;o.</b></p>     <p>Ser aut&oacute;nomo &eacute; assumir a responsabilidade das decis&otilde;es tomadas. De acordo com Jesus (1995) citado por Parreira (2004), n&oacute;s manifestamos a nossa autonomia quando prescrevemos, realizamos e avaliamos as interven&ccedil;&otilde;es como resposta a um diagn&oacute;stico de enfermagem.</p>     <p>A conquista da autonomia leva a que os enfermeiros se confrontem com problemas &eacute;ticos e com a consequente necessidade de eles pr&oacute;prios tomarem decis&otilde;es complexas que exigem adequa&ccedil;&atilde;o aos princ&iacute;pios e valores &eacute;ticos em geral e da profiss&atilde;o em particular. A autonomia tem de se refletir em qualquer tomada de decis&atilde;o, inevitavelmente ligada &agrave; nossa capacidade, &agrave; nossa obriga&ccedil;&atilde;o profissional e ao compromisso e mandato social que assumimos. As mudan&ccedil;as no aspetos de onde, como e quem presta cuidados torna claro a fun&ccedil;&atilde;o do enfermeiro e a base do poder de tomada de decis&atilde;o cada vez mais importante na profiss&atilde;o. A fun&ccedil;&atilde;o que cada enfermeiro joga a cada momento nas decis&otilde;es referentes aos cuidados de enfermagem e gest&atilde;o dos sistemas de enfermagem, &eacute; uma reflex&atilde;o di&aacute;ria da autonomia dos enfermeiros vista como estando acess&iacute;vel. A tomada de decis&atilde;o &eacute; um componente fundamental para a autonomia profissional do enfermeiro e deve ser baseada nos conhecimentos de enfermagem e n&atilde;o nas emo&ccedil;&otilde;es ou no exerc&iacute;cio de tarefas rotineiras. Os enfermeiros aut&oacute;nomos s&atilde;o respons&aacute;veis pelas suas decis&otilde;es e podem influenciar a profissionaliza&ccedil;&atilde;o da enfermagem. Os enfermeiros que integram com sucesso os comportamentos associados &agrave; autonomia profissional em enfermagem nas suas cren&ccedil;as, percebem que t&ecirc;m controlo sobre o seu ambiente de trabalho e sobre a sua profiss&atilde;o. Consensual &eacute; o facto das decis&otilde;es em enfermagem serem complexas, n&atilde;o s&oacute; pelas caracter&iacute;sticas &uacute;nicas de cada doente, mas pelos m&uacute;ltiplos problemas, sinais e sintomas que necessitam ser interpretados e tamb&eacute;m devido a situa&ccedil;&otilde;es de incerteza e ambiguidade com as quais t&ecirc;m de lidar. Em enfermagem, a tomada de decis&atilde;o assume especial relev&acirc;ncia. A atual complexidade e din&acirc;mica da enfermagem, causada pelos constantes avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos no campo da sa&uacute;de e pelos dilemas &eacute;ticos e morais permanentes que se colocam, requerem que os enfermeiros sejam capazes de tomar decis&otilde;es complexas de forma aut&oacute;noma. Tomar decis&otilde;es em enfermagem &eacute; tamb&eacute;m uma forma de caminhar para a profissionaliza&ccedil;&atilde;o e para a autonomia da profiss&atilde;o. Uma profiss&atilde;o s&oacute; &eacute; aut&oacute;noma quando consegue decidir e responsabilizar-se sobre as decis&otilde;es que toma e sobre os resultados que consegue com essas decis&otilde;es (Neves, 2002). A necessidade de decis&otilde;es que requerem autonomia, verifica-se em todas as situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia, mesmo nas que resultam de prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, sejam simples ou complexas, o que implica um pensamento cr&iacute;tico e reflexivo. A tomada de decis&atilde;o deve basear-se em valores &eacute;ticos, em conhecimentos e na experi&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>A imagem e a identidade de enfermagem</b></p>     <p>A identidade profissional &eacute; um processo de desenvolvimento que evolui ao longo da carreira profissional dos enfermeiros. A identidade &eacute; fundamental para a pr&aacute;tica profissional de enfermagem. A identidade em enfermagem pode ser definida como o desenvolvimento dentro dos enfermeiros de uma representa&ccedil;&atilde;o interna da intera&ccedil;&atilde;o pessoa – ambiente, na explora&ccedil;&atilde;o das respostas humanas aos problemas de sa&uacute;de potenciais que elas vivem na atualidade. A identidade profissional &eacute; fundamental &agrave; assun&ccedil;&atilde;o das variadas fun&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros (Cook, 2003).</p>     <p>As enfermeiras e os enfermeiros t&ecirc;m dificuldade em ser reconhecidos e est&atilde;o em busca cont&iacute;nua da identidade, um pouco como se n&atilde;o tivessem &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o um conte&uacute;do profissional considerado, por eles pr&oacute;prios, como suficientemente rico e &uacute;til que poderia torn&aacute;-los identific&aacute;veis e, portanto, reconhec&iacute;veis na sociedade (Hesbeen, 2000). No que diz respeito &agrave; identidade profissional, os enfermeiros n&atilde;o t&ecirc;m desempenhado o seu papel pr&oacute;prio no quotidiano da profiss&atilde;o. A constru&ccedil;&atilde;o do papel pr&oacute;prio possui rela&ccedil;&atilde;o com a constru&ccedil;&atilde;o da identidade profissional, o que significa a explicita&ccedil;&atilde;o do que &eacute; espec&iacute;fico do enfermeiro, ou seja, o saber e o fazer que caracterizam a enfermagem. Isso, contudo, n&atilde;o &eacute; uma nega&ccedil;&atilde;o &agrave; interdisciplinaridade, mas o seu refor&ccedil;o, na medida que, a partir do pr&oacute;prio, a enfermagem possa dar contribui&ccedil;&otilde;es pertinentes e singulares &agrave; equipe de sa&uacute;de e prestar uma assist&ecirc;ncia de qualidade &agrave; sociedade. &Eacute; importante que os enfermeiros promovam a sua imagem. &Eacute; preciso dar visibilidade ao sucesso dos cuidados de enfermagem, dar-nos a conhecer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. De acordo com Caldeira (2001) os conceitos enraizados e ligados ao passado hist&oacute;rico da profiss&atilde;o v&atilde;o-se lentamente desvanecendo e perdendo for&ccedil;a no meio social. Para a conquista plena do reconhecimento e valoriza&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o de enfermagem, por parte dos cidad&atilde;os e, sobretudo, o reconhecimento dos cuidados de enfermagem, os enfermeiros ter&atilde;o que refletir sobre o seu desempenho e desenvolver estrat&eacute;gias de mudan&ccedil;a que os v&atilde;o qualificar e valorizar, fundamentando assim a autonomia e identidade profissional pretendida.</p>     <p>O elevado n&uacute;mero de profissionais faz da classe de enfermagem uma profiss&atilde;o particularmente vis&iacute;vel e operante na sociedade, com especial representa&ccedil;&atilde;o e responsabilidade pol&iacute;tica, social e c&iacute;vica na presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de e na respetiva conce&ccedil;&atilde;o, planeamento e gest&atilde;o (Pedrosa, 2004).</p>      <p>A necessidade de valorizar o conte&uacute;do dos cuidados de enfermagem antes mesmo de valorizar os profissionais que os exercem, por mais evidente que possa parecer, n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil. Depara-se no interior da pr&oacute;pria profiss&atilde;o, com dois grandes fen&oacute;menos associados, por um lado, a representa&ccedil;&atilde;o que os enfermeiros t&ecirc;m de si pr&oacute;prio e da sua profiss&atilde;o e, por outro, aos efeitos induzidos pelo processo de profissionaliza&ccedil;&atilde;o. Os enfermeiros procuram dar uma imagem da sua profiss&atilde;o que &eacute; efetivamente condicionada e influenciada pelo contexto profissional e social em que trabalham.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Este estudo &eacute; de tipo descritivo e correlacional, com o recurso a t&eacute;cnicas de an&aacute;lise quantitativa, recorrendo a uma amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica acidental. Foram distribu&iacute;dos 400 question&aacute;rios a enfermeiros que trabalham nos Hospitais da Universidade de Coimbra, nos servi&ccedil;os de Medicina III Homens e Mulheres, Psiquiatria Homens, Neurocirurgia, Cirurgia III Homens e Mulheres, Medicina Intensiva, Bloco Operat&oacute;rio Central, Urg&ecirc;ncia. No final obtivemos um total de 150 respostas de participantes, que conclu&iacute;ram o question&aacute;rio integralmente.</p>     <p>Em conformidade com o problema a investigar, os objetivos e as quest&otilde;es com ele relacionadas, e ainda com a revis&atilde;o te&oacute;rica e a experi&ecirc;ncia profissional, foram formuladas as seguintes hip&oacute;teses: verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre a idade e o n&iacute;vel de autonomia profissional percebido pelos enfermeiros; verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre o tempo de servi&ccedil;o e o n&iacute;vel de autonomia profissional percebido pelos enfermeiros; verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que trabalhou e o n&iacute;vel de autonomia profissional; os enfermeiros que se manifestam mais satisfeitos com a sua profiss&atilde;o revelam tamb&eacute;m uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autonomia profissional; os enfermeiros que manifestam uma maior facilidade de tomar decis&otilde;es no seu quotidiano de trabalho expressam tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o de um maior n&iacute;vel de autonomia profissional; verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional entre enfermeiros do sexo masculino e do sexo feminino; verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o do local de trabalho em que exercem fun&ccedil;&otilde;es; verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas; verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o da sua categoria profissional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira parte do instrumento de colheita de dados integra a caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;ciodemogr&aacute;fica da amostra, onde se inclui quest&otilde;es relacionadas com a pessoa em estudo como: idade, sexo, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, local de trabalho, categoria profissional, tempo de servi&ccedil;o, n&uacute;mero de servi&ccedil;os onde trabalhou. No final existem duas quest&otilde;es onde se pretende saber o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o e o n&iacute;vel de facilidade que a pessoa tem em tomar diariamente decis&otilde;es. A segunda parte &eacute; constitu&iacute;da por uma escala tipo<i>Likert</i>, para a medida do n&iacute;vel de autonomia profissional percebida pelos enfermeiros em contexto de trabalho. No decurso da pesquisa em bases de dados, encontr&aacute;mos um instrumento de medida da autonomia profissional em enfermagem, <i>NURSING ACTIVITY SCALE (NAS)</i>, que, embora fosse um question&aacute;rio desenvolvido na Inglaterra, se adaptava &agrave; nossa realidade. Foi realizado o contacto com a autora, a Professora Doutora Karen Kelly Schutzenhofer, atrav&eacute;s de correio eletr&oacute;nico, que disponibilizou o seu question&aacute;rio assim como os instrumentos necess&aacute;rios &agrave; sua interpreta&ccedil;&atilde;o. Foi-lhe dado conhecimento que se iria realizar a tradu&ccedil;&atilde;o para Portugu&ecirc;s ao que a autora n&atilde;o colocou qualquer obje&ccedil;&atilde;o. Existem v&aacute;rias t&eacute;cnicas para se traduzir um instrumento de medida e mant&ecirc;-lo fiel ao original: uma &eacute; o processo de retrovers&atilde;o, outra &eacute; a t&eacute;cnica bilingue, existe, tamb&eacute;m, a comiss&atilde;o de aproxima&ccedil;&atilde;o e o procedimento do teste preliminar. O processo de tradu&ccedil;&atilde;o com retrovers&atilde;o &eacute; um m&eacute;todo bastante utilizado que mant&eacute;m a equival&ecirc;ncia entre a vers&atilde;o original e a traduzida (Behling e Law, 2000 citado por Cha, Kim e Erlen, 2007). Neste m&eacute;todo &eacute; recomendado um processo interativo de tradu&ccedil;&otilde;es independentes e retrovers&otilde;es por uma equipa de tradutores. Um tradutor bilingue traduz o instrumento do original para a l&iacute;ngua pretendida. Posteriormente as duas vers&otilde;es s&atilde;o comparadas para a equival&ecirc;ncia de conceitos. Quando &eacute; encontrado um erro na retrovers&atilde;o outro tradutor tenta traduzir novamente esse termo. Este procedimento cont&iacute;nua at&eacute; a equipa de tradutores concordar que as duas vers&otilde;es do instrumento s&atilde;o id&ecirc;nticas e n&atilde;o existem erros no seu sentido (Cha, Kim e Erlen, 2007, p.388). O modelo descrito pelos autores Cha, Kim e Erlen, (2007) foi integralmente seguido pelo autor, que constitui para o efeito um demorado processo, com a colabora&ccedil;&atilde;o de peritos e nativos de l&iacute;ngua inglesa (Tabela 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>TABELA 1 – Dados descritivos relativos &agrave; vari&aacute;vel autonomia</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta escala desenvolvida pela autora para medir a autonomia profissional dos enfermeiros &eacute; uma escala tipo <i>Likert</i>, constitu&iacute;da por 30 quest&otilde;es sendo que as respostas poss&iacute;veis para cada uma delas: muito improv&aacute;vel atuar desta forma, improv&aacute;vel atuar desta forma, prov&aacute;vel atuar desta forma, muito prov&aacute;vel atuar desta forma. Cada quest&atilde;o apresenta um “peso" diferente sendo que existem quest&otilde;es com pondera&ccedil;&atilde;o 1, ou seja, que indicam um baixo n&iacute;vel de autonomia, pondera&ccedil;&atilde;o 2 um n&iacute;vel m&eacute;dio de autonomia e o n&iacute;vel 3 refletem um n&iacute;vel elevado de autonomia. Os itens s&atilde;o sens&iacute;veis &agrave;s quest&otilde;es de enfermagem e medem a&ccedil;&otilde;es de enfermagem realizadas durante a sua pr&aacute;tica di&aacute;ria. A autora distingue na sua escala 3 n&iacute;veis de autonomia que se reportam a valores dentro dos seguintes intervalos: entre 60-120 baixo n&iacute;vel de autonomia profissional, entre 121-180 corresponde a um n&iacute;vel m&eacute;dio de autonomia e os valores entre 181 e 240 dizem respeito a um elevado n&iacute;vel de autonomia. A escala revelou um alfa de Cronbach de 0,881, revelando por isso uma boa consist&ecirc;ncia interna. De acordo com a tabela 2, todos os valores da correla&ccedil;&atilde;o do item com o total da escala s&atilde;o superiores a 0,30 exceto os itens 5,18 e 28.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>TABELA 2 – Distribui&ccedil;&atilde;o dos participantes segundo as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>A amostra em estudo &eacute; constitu&iacute;da por 150 participantes embora tenham sido entregues 400 question&aacute;rios.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade verifica-se que os indiv&iacute;duos tinham idades compreendidas entre os 24 e os 58 anos, sendo a idade m&eacute;dia 36,4, com o desvio padr&atilde;o de 8,25 anos.</p>     <p>Observando os dados, verifica-se que a maioria dos participantes no estudo &eacute; do sexo feminino, concretamente 70, 67%, 71%.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, verifica-se que o grande grupo se encontra nos licenciados (71,33% dos participantes) sendo que neste estudo n&atilde;o existiu nenhum participante com o grau acad&eacute;mico de doutor.</p>     <p>No que diz respeito ao local de trabalho, o maior grupo de participantes desempenha as suas fun&ccedil;&otilde;es no bloco operat&oacute;rio central (cerca de 21%) e o menor grupo no servi&ccedil;o de medicina intensiva (7,33%).</p>     <p>Ao abordar a categoria profissional, observa-se que 60% s&atilde;o enfermeiros graduados sendo este o maior grupo. O menor grupo &eacute; o dos enfermeiros chefes com 2,66% de participantes.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de servi&ccedil;o, verifica-se que o n&uacute;mero m&aacute;ximo de anos de servi&ccedil;o &eacute; de 38 anos, o m&iacute;nimo de 2 anos, com um desvio padr&atilde;o de 7,95 anos.</p>     <p>Finalmente, quando referimos o n&uacute;mero de servi&ccedil;os onde os participantes trabalharam desde o in&iacute;cio da sua vida profissional, temos como intervalo o de 1 servi&ccedil;o e 23 servi&ccedil;os, com um desvio padr&atilde;o de 2, 75. No que diz respeito ao objetivo identificar o n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no seu contexto de trabalho, chegou-se &agrave; conclus&atilde;o que, neste estudo, os participantes apresentaram um intervalo de autonomia de 113 como valor m&iacute;nimo e 240 como valor m&aacute;ximo com uma m&eacute;dia de 178,88. Tendo em conta os dados fornecidos pela autora, Schutzenhofer (1988), a nossa amostra encontra-se dentro do n&iacute;vel m&eacute;dio de autonomia.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao objetivo que consistia em analisar a correla&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no seu contexto de trabalho e as vari&aacute;veis (idade, tempo de servi&ccedil;o, n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que trabalho, grau da satisfa&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o de enfermagem e capacidade de tomar decis&otilde;es na atividade profissional) observamos que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hip&oacute;tese, se verifica correla&ccedil;&atilde;o entre a idade e o n&iacute;vel de autonomia profissional percebido pelos enfermeiros. Podemos concluir que os resultados v&atilde;o no sentido de n&atilde;o confirmar a hip&oacute;tese formulada, ou seja, na nossa amostra n&atilde;o existe rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e o n&iacute;vel de autonomia (rs=0,13;p=0,113). Podemos observar que o grupo que apresentou n&iacute;veis superiores de autonomia foi na faixa et&aacute;ria dos 50-59 anos, ou seja, o grupo que inclui os indiv&iacute;duos mais velhos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisando a hip&oacute;tese “verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre o tempo de servi&ccedil;o e o n&iacute;vel de autonomia profissional percebido pelos enfermeiros", conclui-se que os resultados v&atilde;o no sentido de n&atilde;o se confirmar a hip&oacute;tese, ou seja, n&atilde;o se verifica correla&ccedil;&atilde;o entre o tempo de servi&ccedil;o e o n&iacute;vel de autonomia profissional (rs=0,08;p=0,33).</p>     <p>Relativamente &agrave; hip&oacute;tese “verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que trabalhou e o n&iacute;vel de autonomia profissional podemos concluir, tendo em conta os resultados, que n&atilde;o se verifica correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que se trabalhou e o n&iacute;vel de autonomia profissional (rs=0,07;p=0,41).</p>     <p>Para a hip&oacute;tese colocada “se os enfermeiros que se manifestam mais satisfeitos com a sua profiss&atilde;o revelam tamb&eacute;m uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autonomia profissional", verificamos que os enfermeiros que se manifestam mais satisfeitos com a sua profiss&atilde;o revelam tamb&eacute;m uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autonomia profissional (rs=0,30; p=0,00)</p>     <p>Na hip&oacute;tese “se os enfermeiros que manifestam uma maior facilidade de tomar decis&otilde;es no seu quotidiano de trabalho, expressam tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o de um maior n&iacute;vel de autonomia profissional", podemos concluir que os nossos resultados v&atilde;o no sentido de confirmar a hip&oacute;tese formulada, logo, que os enfermeiros que manifestam uma maior capacidade de tomar decis&otilde;es no seu quotidiano de trabalho, expressam tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o de um maior n&iacute;vel de autonomia profissional (rs=0,30;p=0,00).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a analisar as diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no contexto de trabalho, em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (sexo, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, local de trabalho, categoria profissional)chegamos &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: tendo em conta a hip&oacute;tese “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional entre enfermeiros do sexo masculino e do sexo feminino", pode-se concluir que os resultados n&atilde;o v&atilde;o no sentido de confirmar a hip&oacute;tese formulada, ou seja, que em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo n&atilde;o se verifica uma diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia (t=1,25; p=0,56).</p>     <p>Analisando a hip&oacute;tese “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas"pode-se afirmar que, tendo em conta os resultados, nesta amostra existe diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas (F=3,21;p=0,02).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; hip&oacute;tese “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o do local de trabalho em que exercem fun&ccedil;&otilde;es", constatou-se que se verifica diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia tendo em conta o local de trabalho (F=2,36; p=0,03).</p>     <p>Na hip&oacute;tese colocada “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o da sua categoria profissional"chegamos &agrave; conclus&atilde;o que existe diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia os enfermeiros em fun&ccedil;&atilde;o da sua categoria profissional (F=3,95;p=0,01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao objetivo que consistia em analisar a correla&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no seu contexto de trabalho e as vari&aacute;veis (idade, tempo de servi&ccedil;o, n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que trabalho, grau da satisfa&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o de enfermagem e capacidade de tomar decis&otilde;es na atividade profissional), observamos que: formulada a hip&oacute;tese “verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre a idade e o n&iacute;vel de autonomia profissional percebido pelos enfermeiros", podemos concluir que os resultados v&atilde;o no sentido de n&atilde;o confirmar a hip&oacute;tese formulada, ou seja, na nossa amostra n&atilde;o existe rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e o n&iacute;vel de autonomia (rs=0,13;p=0,113). Embora o nosso estudo tenha chegado a estes resultados, a maioria dos trabalhos encontra resultados que indicam o sentido contr&aacute;rio como &eacute; o caso de Pankratz (1974) e Schutzenhofer (1988) que referem que, nos seus estudos, a autonomia profissional em enfermagem &eacute; influenciada por vari&aacute;veis como a idade. Nos estudos realizados com esta vari&aacute;vel, um deles, realizado por Papathanassouglou <i>et al</i>. (2005) refere que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; autonomia, os enfermeiros mais novos e com menos tempo de curso apresentavam n&iacute;veis maiores de autonomia.</p>     <p>Analisando a hip&oacute;tese “verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre o tempo de servi&ccedil;o e o n&iacute;vel de autonomia profissional percebido pelos enfermeiros", conclui-se que os resultados v&atilde;o no sentido de n&atilde;o se confirmar a hip&oacute;tese, ou seja, n&atilde;o se verifica correla&ccedil;&atilde;o entre o tempo de servi&ccedil;o e o n&iacute;vel de autonomia profissional (rs=0,08; p=0,33)</p>     <p>Embora com a nossa amostra n&atilde;o se tenha conclu&iacute;do que existe rela&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis, os estudos consultados referem o contr&aacute;rio. Os anos de experi&ecirc;ncia na unidade de cuidados intensivos influenciam a perce&ccedil;&atilde;o da autonomia profissional (Papathanassoglou <i>et al</i>., 2005). V&aacute;rios estudos referem que a autonomia profissional em enfermagem, &eacute; influenciada por vari&aacute;veis como os anos de experi&ecirc;ncia (Schutzenhofer, 1988; George <i>et al</i>., 2002). Wade (1999) refere que existe uma rela&ccedil;&atilde;o forte entre autonomia pessoal e profissional no estudo de Lach (1992) que pode ter refletido a influ&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia e tempo de servi&ccedil;o.</p>     <p>Relativamente &agrave; hip&oacute;tese “verifica-se correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que trabalhou e o n&iacute;vel de autonomia profissional", podemos concluir, tendo em conta os resultados, que n&atilde;o se verifica correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de servi&ccedil;os em que se trabalhou e o n&iacute;vel de autonomia profissional (rs=0,07;p=0,41). Dos estudos realizados sobre a autonomia n&atilde;o existiu nenhum que tivesse inclu&iacute;do a vari&aacute;vel (n&uacute;mero de servi&ccedil;os). Considerou-se importante colocar esta vari&aacute;vel para tentar entender se, ao trabalhar em servi&ccedil;os diferentes, com realidades diferentes e, logo, enriquecendo-se com experiencias diversas, se podia relacionar com a autonomia profissional. Embora n&atilde;o tenha existido rela&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel (n&uacute;mero de servi&ccedil;os e a autonomia), isso n&atilde;o pode tornar-se impedimento para realizar mais estudos com esta vari&aacute;vel.</p>      <p>Para a hip&oacute;tese colocada “se os enfermeiros que se manifestam mais satisfeitos com a sua profiss&atilde;o revelam, tamb&eacute;m, uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autonomia profissional", verificamos que os enfermeiros que se manifestam mais satisfeitos com a sua profiss&atilde;o revelam tamb&eacute;m uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autonomia profissional (rs=0,30; p=0,00). Nesta hip&oacute;tese, os estudos v&atilde;o ao encontro do resultado do nosso estudo. Num estudo realizado por Silva <i>et al</i>. (2009), no que se refere &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o profissional dos enfermeiros da pesquisa, o componente mais escolhido foi autonomia, ou seja, o aspeto que os enfermeiros referenciavam como o que mais influenciava a sua satisfa&ccedil;&atilde;o profissional, era a sua autonomia profissional. Como refere esta autora, potenciar a autonomia dos enfermeiros permite alcan&ccedil;ar uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o no seu trabalho di&aacute;rio. De acordo com Campos (2005), a autonomia foi considerada como o componente mais importante pela equipa de enfermagem para a sua satisfa&ccedil;&atilde;o profissional. Refere tamb&eacute;m que estes dados s&atilde;o consistentes com os estudos realizados por outros autores como Matsuda (2002) e Lino (2004). Sendo o maior componente da satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho, a promo&ccedil;&atilde;o da autonomia dentro da enfermagem pode ter peso consider&aacute;vel no recrutamento e estrat&eacute;gias de reten&ccedil;&atilde;o. A autonomia foi tamb&eacute;m considerada como um dos dois fatores essenciais para os enfermeiros se manterem no seu local de trabalho, e como fator positivo para que o enfermeiro se comprometa com a sua institui&ccedil;&atilde;o de trabalho e queira l&aacute; ficar (Kramer, 2003).</p>     <p>Na hip&oacute;tese “se os enfermeiros que manifestam uma maior facilidade de tomar decis&otilde;es no seu quotidiano de trabalho expressam tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o de um maior n&iacute;vel de autonomia profissional", podemos concluir que os nossos resultados v&atilde;o no sentido de confirmar a hip&oacute;tese formulada, logo, que os enfermeiros que manifestam uma maior capacidade de tomar decis&otilde;es no seu quotidiano de trabalho, expressam tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o de um maior n&iacute;vel de autonomia profissional (rs=0,30;p=0,00).</p>     <p>Papathanassoglou <i>et al</i>. (2005) refere que resultados de baixa autonomia est&atilde;o relacionados com baixa capacidade de tomar decis&otilde;es. Como refere Nunes (2006), a autonomia profissional est&aacute; diretamente relacionada com o aspeto da tomada de decis&atilde;o no que diz respeito aos cuidados de enfermagem. A decis&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica da Enfermagem exige maior responsabilidade e autonomia de julgamento e de decis&atilde;o do enfermeiro, al&eacute;m de qualidade de informa&ccedil;&atilde;o, de racioc&iacute;nio e de decis&atilde;o cl&iacute;nica.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a analisar as diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de autonomia percebida pelos enfermeiros no contexto de trabalho, em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (sexo, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, local de trabalho, categoria profissional), chegamos &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: tendo em conta a hip&oacute;tese “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional entre enfermeiros do sexo masculino e do sexo feminino", pode-se concluir que os resultados n&atilde;o v&atilde;o no sentido de confirmar a hip&oacute;tese formulada, ou seja, que em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo n&atilde;o se verifica uma diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia (t=1,25; p=0,56). Considerou-se ser oportuno colocar esta vari&aacute;vel j&aacute; que, de acordo com outros estudos, o sexo dos participantes influencia a perce&ccedil;&atilde;o da autonomia profissional. Nesta vari&aacute;vel, a maioria dos estudos tamb&eacute;m n&atilde;o vai de encontro ao resultado do nosso estudo. Num estudo realizado por Papathanassoglou <i>et al</i>. (2005), os homens apresentam um n&iacute;vel mais elevado de autonomia do que as mulheres. Isto pode estar relacionado com o facto de que muitos estudos sugerem que os homens conseguem construir carreiras de maior sucesso com estatuto mais elevado como investigadores e gestores. Como vimos durante a fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, um dos aspetos que leva a que a conquista da autonomia seja um processo lento e com v&aacute;rios obst&aacute;culos, &eacute; o facto de a enfermagem ser uma profiss&atilde;o predominantemente feminina. N&atilde;o obstante ao que foi referido neste estudo, pode verificar-se uma ordena&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia ligeiramente superior no sexo feminino (F=180;M=176).</p>     <p>Analisando a hip&oacute;tese “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas", podemos referir que, tendo em conta os resultados, pode-se afirmar que nesta amostra existe diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas (F=3,21;p=0,02). Esta &eacute; uma hip&oacute;tese cujo resultado vai de encontro a outros estudos consultados. Uma educa&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica avan&ccedil;ada est&aacute; fortemente associada com a autonomia No estudo realizado por Papathanassoglou <i>et al</i>. (2005), os enfermeiros com um n&iacute;vel superior de forma&ccedil;&atilde;o apresentavam n&iacute;veis mais elevados de autonomia no que diz respeito &agrave; tomada de decis&atilde;o e compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas. Ballou (1998) refere existir uma liga&ccedil;&atilde;o muito forte entre o n&iacute;vel educacional e o exerc&iacute;cio da autonomia.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; hip&oacute;tese “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o do local de trabalho em que exercem fun&ccedil;&otilde;es", o nosso estudo verificou que se regista diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia tendo em conta o local de trabalho (F=2,36; p=0,03). Os autores consultados referem que existe rela&ccedil;&atilde;o entre o local onde os enfermeiros trabalham e o seu n&iacute;vel de autonomia (Pankratz, 1974). Wade (1999) refere que, nos estudos que realizou, tendo em conta a autonomia profissional dos enfermeiros, chegou &agrave; conclus&atilde;o que o facto de se trabalhar em servi&ccedil;os diferentes afeta a forma como se perceciona a autonomia, logo, leva a que exista rela&ccedil;&atilde;o entre o local de trabalho e a autonomia profissional. Este facto pode dever-se, como refere Papathanassoglou et al. (2005), ao facto de que, em cada servi&ccedil;o, os profissionais apresentarem m&eacute;todos e modelos de trabalho diferentes, com experiencias diferentes e tamb&eacute;m porque existe uma contamina&ccedil;&atilde;o entre profissionais na forma como trabalham. Isto pode justificar essa diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de autonomia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na hip&oacute;tese colocada “verifica-se diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia profissional dos enfermeiros, em fun&ccedil;&atilde;o da sua categoria profissional", chegamos &agrave; conclus&atilde;o que existe diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de autonomia pelos enfermeiros em fun&ccedil;&atilde;o da sua categoria profissional (F=3,95;p=0,01). No estudo de Schutzenhofer (1988), os enfermeiros gestores apresentavam um valor mais elevado de autonomia que os enfermeiros prestadores de cuidados. Quando os valores dos enfermeiros especialistas eram comparados com o dos prestadores de cuidados, os especialistas apresentavam valores mais elevados de autonomia. Neste estudo aos profissionais com uma prepara&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada sustentam melhor a autonomia. Os enfermeiros nos cargos de gest&atilde;o apresentam uma atitude mais progressista tendo em vista a autonomia dos enfermeiros (Pankratz, 1974). O facto de, &agrave; medida que se vai progredindo na categoria profissional se ir aumentando as responsabilidades e as compet&ecirc;ncias, poder&aacute; justificar existir uma diferen&ccedil;a de perce&ccedil;&atilde;o da autonomia entre os enfermeiros e os enfermeiros seus superiores hier&aacute;rquicos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Considerou-se este trabalho extremamente importante, n&atilde;o s&oacute; pela sua inova&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que n&atilde;o existem em Portugal muitos estudos sobre a autonomia profissional e, porque, nos estudos internacionais consultados, algumas vari&aacute;veis estudadas nesta investiga&ccedil;&atilde;o nunca tinham sido abordadas. Tamb&eacute;m porque permitiu, com a autoriza&ccedil;&atilde;o da sua autora, criar uma escala que vai possibilitar conhecer os n&iacute;veis de autonomia dos profissionais de enfermagem pelo pa&iacute;s. Conhecendo os resultados poder-se-&aacute; refletir e atuar em conformidade.</p>     <p>O trabalho de tradu&ccedil;&atilde;o foi um processo complexo, com v&aacute;rias tradu&ccedil;&otilde;es e retrovers&otilde;es at&eacute; chegarmos ao instrumento de colheita de dados utilizado. Mas foi tamb&eacute;m um processo necess&aacute;rio j&aacute; que n&atilde;o existiam em portugu&ecirc;s escalas para avaliar a autonomia. Consideramos importante que, a partir deste trabalho, surjam outros e que, com os seus resultados e conclus&otilde;es, se possa construir, de forma sustentada, uma profiss&atilde;o de enfermagem aut&oacute;noma. Emerge deste trabalho a import&acirc;ncia de se realizar mais estudos sobre a autonomia, especialmente a n&iacute;vel nacional, j&aacute; que a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos nesta &aacute;rea ainda &eacute; insuficiente. A que existe aborda apenas teoricamente os problemas relacionados com a autonomia e sua evolu&ccedil;&atilde;o mas n&atilde;o estuda toda a sua envolv&ecirc;ncia contextual, nem todas as vari&aacute;veis que a condicionaram e que continuam a ser um obst&aacute;culo a uma profiss&atilde;o tendencialmente aut&oacute;noma.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>MENDOEIRA, Jos&eacute; (2004) - Enfermagem em Portugal. Contextos, actores e saberes. Enfermagem. Vol. 2, n&ordm; 35-36, p. 13-22.</p>     <p>BALLOU, Kathryn A. (1998) – A concept analysis of autonomy. Journal of Professional Nursing. Vol. 4, n&ordm; 2, p. 102-110.</p>     <p>CALDEIRA, Maria Gra&ccedil;a Sepulveda (2001) – Em caminho para a autonomia dos cuidados de enfermagem. BISE. N&ordm; 23, p. 19.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CAMPOS, Renata Moreira (2005) – Satisfa&ccedil;&atilde;o da equipa de enfermagem do servi&ccedil;o de atendimento m&oacute;vel &agrave;s urg&ecirc;ncias no ambiente de trabalho. Rio Grande : Universidade Federal do Rio Grande. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p>CHA, Eun-Seok ; KIM, Kevin H. ; ERLEN, Judith (2007) – Translation of scales in cross cultural research: issues and techniques. JAN. Vol. 58, n&ordm; 4, p. 386-395.</p>     <p>COOK, Tom H. ; GILMER, Mary Jo ; BESS, Carolyn J. (2003) – Beginning students’ definitions of nursing: inductive framework of professional identity. Journal of Nursing Education. Vol. 42, n&ordm; 7, p. 311-317.</p>     <p>FERREIRA, &Oacute;scar (2005) – Enfermagem: do cuidar instintivo &agrave; autonomia. Sinais Vitais. N&ordm; 61, p. 61-64.</p>     <p>GEORGE, V. [et al.] (2002) – Developing staff nurse shared ledearship behavior in Professional nursing practice. Nursing Administration Quaterly. Vol. 26, n&ordm; 3, p. 44-59.</p>     <p>HESBEEN, Walter (2000) – Cuidar no hospital: enquadrar os cuidados de enfermagem numa perspectiva do cuidar. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>KRAMER, Marlene (2003) - Magnet hospital staff nurses describe clinical autonomy. Nursing Outlook. Vol. 51, n&ordm; 1, p. 13-19.</p>     <p>NEVES, Maria Ajuda (2002) – A tomada de decis&atilde;o em enfermagem. Pensar Enfermagem. Vol. 6, n&ordm; 2, p. 25-34.</p>     <p>NUNES, Luc&iacute;lia (2003) – Um olhar sobre o ombro: enfermagem em Portugal (1881-1998). Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>NUNES, Luc&iacute;lia (2006) - Perspectiva &eacute;tica da gest&atilde;o do risco: caminhos para cuidados seguros. Revista Portuguesa de Enfermagem. N&ordm; 5, p. 53-58.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PANKRATZ, Loren (1974) – Nursing autonomy and patient&acute;s rights: development of a nursing attitude scale. Journal of Health and Social Behaviour. Vol. 15, n&ordm; 3, p. 211-216.</p>      <p>PAPATHANASSOGLOU, Elizabeth [et al.] (2005) – Practice and clinical decision – making autonomy among Hellenic critical care nurses. Journal of Nursing Management. Vol. 13, n&ordm; 2, p. 154-164.</p>     <p>PARREIRA, Cl&aacute;udia ; PEREIRA, Maria C&acirc;ndida (2004) – Um caminho para a autonomia em cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Nursing. Ano 16, n&ordm; 184, p. 27-31.</p>     <p>PEDROSA, Aliete (2004) – Enfermagem: autonomia e responsabilidade profissional. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie I, n&ordm; 12, p. 73-83.</p>     <p>SCHUTZENHOFER, Kelly (1988) – The problem of professional autonomy in nursing. Health Care for Women International. Vol. 9, n&ordm; 2, p. 93-106.</p>     <p>SILVA, Rosangela Marion da [et al.] (2009) – An&aacute;lise quantitativa da satisfa&ccedil;&atilde;o profissionaldos enfermeiros que atuam no per&iacute;odo noturno. Texto Contexto Enfermagem. Vol. 18, n&ordm; 2, p. 298-305.</p>     <p>WADE, Gail Holland (1999) – Professional nurse autonomy: concept analysis and application to nursing education. Journal of Advanced Nursing. Vol. 30, n&ordm; 2, p. 310-318.</p>     <p>&nbsp;</p>           <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 13.06.10</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 19.09.11</p>     ]]></body>
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